CINEKAOS NO CALANGO NO PRÓXIMO SÁBADO

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CinekAos é um festa? É. CinekAos é um cine-clube? É também. Como assim? Assim ó: cerveja a 2 reais + um telão com clips + shows + curtas + animações + filmes + documentários + música + cinema militante + pérolas da TV + piadas + filme bom + filme ruim + trechos de coisas kaótikamente selecionadas + o que você quiser. Se gostou, grita e bate palma. Se não gostou, pede para tirar e manda…

Onde? Espaço Cultural Calango, R. Frederico AbrAnches, 118 (ao lado do metrô SAntA CecíliA)

Quando? Primeiros e terceiros sÁbAdos do mês, a partir da 00:00hs (e vai até o metrô Abrir)

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INFORMAÇÕES DE HONDURAS DESDE CARACAS

Seguimos fomentando a corrente de contra-informação internacional que se faz necessária para reverter o golpe em Honduras. Por isso trazemos mais uma vez, o mais novo relato de Léo Fernandes, que desde Caracas tem melhores condições de nos informar sobre o que vem acontecendo no país latino-americano do primeiro golpe militar do século XXI.

Informes e reflexões sobre a situação política de Honduras sob um regime militar.

Diante do prazo dado pelas Nações Unidas de 72 horas para a reintegração do presidente Zelaya como presidente de Honduras, Zelaya declarou que espera até o próximo sábado para devolver-se ao país. A viagem estava anteriormente marcada para a próxima quinta-feira, e na delegação que acompanharia o presidente já estavam confirmados os presidentes de Argentina e Equador, Cristina Fernández e Rafael Correa, e o secretário geral da OEA Miguel Insulza, entre outros representantes diplomáticos.

O governo golpista do general Roberto Micheleti não deu sinais de trégua, e alertou aos presidentes latino-americanos não comparecerem no país. Micheleti reafirmou a decisão de deter o presidente Manuel Zelaya assim que este pise em solo hondurenho. O dia de hoje, foi marcado por uma intensificação ainda maior da repressão. Segundo os canais públicos venezuelanos, a caça aos dirigentes sociais se intensificou com a aprovação pelo congresso nacional de prisões sem mandato.

Para amanhã, os movimentos sociais e campesinos e os sindicatos que chamaram à greve geral que já está no seu terceiro dia, organizavam uma grande marcha em Tegucigalpa para receber ao presidente Zelaya que tinha anunciado anteriormente que chegaria a Honduras na próxima quinta feira. O governo golpista ordenou aos militares que disparem contra qualquer veículo que tente chegar à capital.

O “Foro Intinerante”, um espaço de debate e formação política sobre diversos temas que envolvem o internacionalismo, realizou hoje em Caracas o debate “Golpe Militara em Honduras, os meios atacam de novo”. O foro se concentrou em analisar os diversos elementos históricos do continente latino-americano que possibilitam os fatos ocorridos no pequeno e desconhecido país centro-americano.

O internacionalista Sergio Rodríguez Gelfenstein tratou de explicar as diversas transformações na geopolítica do continente latino-americano. Os primeiros movimentos da esquerda depois dos processos de democratização dos países nos anos 90. O levantamento dos Zapatistas, o triunfo de um militar insurgente do exército venezuelano, o primeiro indígena presidente. Rodríguez também falou de alguns acontecimentos dos últimos meses que demonstravam um fechamento do cerco à direita pelos países e governos de integração. A tentativa frustrada de golpe na Bolívia, o triunfo de uma constituinte no Equador, a vitória da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional em El Salvador, todos esses e muitos outros fatores, foram indicando um avanço nos processos políticos desses países para governos de esquerda.

Frente a isso, uma crescente direita militar, organizada e formada pelas escolas militares norte-americanas começa a movimentar-se para causar desestabilização política, e atacar essa nova articulação de poderes no continente. É essa direita fascista que promove o golpe militar na Venezuela em 2002, produz um massacre na Bolívia, e derruba o governo de Manuel Zelaya em Honduras.

O Foro também concluiu que as negociações que neste momento ocorrem entre as diversas organizações diplomáticas com os militares golpistas em Honduras, dependem entre outras coisas, da mobilização popular. Os hondurenhos, desarmados, estão já ha tres dias nas ruas, sofrendo uma brutal repressão, tentando manter vivo o espírito de luta para devolver ao poder o presidente que, seguramente muitos deles não sabiam, tem uma importancia fundamental na construção da democracia desse país, que permita e promova a participação popular como fundamento de sua Carta Magna.

Na Venezuela se debate muito sobre algumas articulações insurgentes dentro do exército hondurenho, que fue precisamente um dos fatores fundamentais para o retorno do presidente Chavez ao poder em 2002, dois dias depois de sofrer um golpe militar. Mas para o Foro Intinerante desta quarta-feira, a mobilização popular e a pressão internacional serão os fatores decisivos para o desenrolar dos fatos em Honduras. O que já não se tem dúvida, é que estão em jogo correlações de forças que representam aprofundação ou retrocesso radicais para os povos de nosso continente.

Léo Fernandes.

Caracas, 01 de julho de 2009.

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O primeiro golpe de Estado de Obama

SUMMIT/AMERICAS

Eva Golinger

[Nota: Nesse momentos são 11:15 da manhã, horário de Caracas. Manuel Zelaya, presidente de Honduras, está falando ao vivo na Telesur, desde San José (Costa Rica). Confirma que esta madrugada alguns soldados entraram abrindo fogo em sua residência e ameaçaram de morte a ele e sua família, si se opusera ao golpe de Estado. Se viu obrigado a acompanhar aos soldados, que o transportaram a uma base aérea, de onde voou a Costa Rica. Solicitou que o governo dos Estados Unidos emita um comunicado em que se condene o golpe, pois o contrário significaria sua relação com o mesmo.]

Caracas (Venezuela). – A mensagem de texto que chegou no meu celular esta manhã dizia assim: “Alerta, Zelaya foi seqüestrado, golpe de Estado em marcha em Honduras. Divulgue.” Foi um duro despertar em um domingo pela manhã, sobretudo para os milhões de hondurenhos que se estavam preparando para exercer, pela primeira vez, seu sagrado direito ao voto em um referendo consultivo sobre a convocatória de uma Assembléia Constituinte para reformar a Constituição. Supostamente, a disputa se contra no referendo convocado para hoje, que não é vinculante, senão apenas uma pesquisa de opinião para determinar si uma maioria de hondurenhos desejam, ou não, que se inicie um processo para modificar a Constituição.

Uma iniciativa deste tipo nunca teve lugar nessa nação centro-americana, cuja constituição é tão limitada que somente permite uma mínima participação do povo hondurenho em seus processos políticos. Tal constituição, redigida em 1982, no momento auge da guerra suja do governo de Reagan em centro - américa, foi desenhada para instituir aqueles que detinham o poder tanto econômico como político pudessem mantê-lo com mínimas interferências do povo. Zelaya, eleito em novembro de 2005 pela plataforma do Partido Liberal de Honduras, havia proposto a pesquisa de opinião para determinar si a maioria dos cidadãos estavam de acordo em que era necessária uma reforma constitucional. Sua proposta foi apoiada pela maioria dos sindicatos e movimentos sociais do país. Dependo desses resultados, seria organizado um referendo durante as próximas eleições de novembro para votar sobre a convocatória de uma Assembléia Constituinte, mas a pesquisa prevista para hoje não era vinculante, quer dizer, não tinha caráter aprobatório, de acordo com a lei.

De fato, vários dias antes do previsto para o referendo, a Corte Suprema de Honduras declarou ilegal a petição do Congresso. É preciso sinalar que ambos, Congresso e Corte Suprema, estão controlados por maiorias contraria a Zelaya e por membros do ultraconservador Partido Nacional de Honduras (PNH). A ilegalidade deu lugar a manifestações massivas favoráveis ao presidente Zelaya. No dia 24 de junho, o presidente destituiu ao chefe do alto mando militar, o general Romeo Vásquez, depois que este se negou a permitir que os militares distribuíssem o material eleitoral para a consulta de hoje. O general Vásquez, manteve o material sob estrito controle militar e se negou a distribuí-lo, inclusive aos seguidores do presidente, com a desculpa de que a Corte Suprema havia declarado ilegal a consulta prevista e, portanto, não podia obedecer a ordem presidencial. Igualmente ao que sucede nos Estados Unidos, o presidente de Honduras é que somente o comandante em chefe tem a última palavra em qualquer ação militar, pelo que se ordenou a destituição do general. Ángel Edmundo Orellana, ministro de Defesa, também foi demitido como resposta a esta situação que estava cada vez mais tensa.

No dia seguinte, a Corte Suprema de Honduras restituiu em suas funções ao general Vásquez, ao declarar “inconstitucional” sua destituição. Milhares de hondurenhos saíram às ruas de Tegucigalpa, capital do país, em apoio ao presidente Zelaya, como mostra de sua determinação de assegurar que a consulta não vinculante pudesse acontecer. Na sexta-feira passada, o presidente e um grupo de centenas de seguidores, marcharam até a base aérea para recuperar o material eleitoral previamente seqüestrado pelos militares. Aquela noite, Zelaya realizou uma conferencia de imprensa nacional junto a um grupo de políticos de diferentes partidos e movimentos sociais, na qual se fez um chamado à paz e à unidade no país.

Ontem, sábado, se informou que a situação em Honduras era tranqüila. No entanto, na madrugado de hoje, domingo, um grupo de aproximadamente sessenta militares armados assaltaram à residência presidencial e tomaram Zelaya como refém. Depois de várias horas de confusão, começaram a filtrar informações segundo as quais o presidente foi transportado para uma base aérea e levado para a vizinha Costa Rica. Até o momento não existem imagens do presidente e se desconhece si sua vida está em perigo.

Por volta das 10 da manhã , horário de Caracas, Xiomara Castro de Zelaya, esposa do presidente, denunciou ao vido em Telesur que na madrugada do domingo, os soldados invadiram sua residência disparando, bateram no presidente e o seqüestraram.

“Foi um ato covarde”, disse a primeira dama referindo-se ao seqüestro, que se deu em uma hora em que ninguém podia reagir. Castro de Zelaya fez também um chamado para que mantivessem com vida a seu marido e indicou que inclusive ela desconhecia seu paradeiro. Acrescentou que suas vidas seguem em “grave perigo” e pediu que a comunidade internacional denunciasse este golpe de Estado e atuasse com rapidez para reinstalar a ordem constitucional do país, o qual inclui o resgate e regresso do democraticamente eleito Zelaya.

Evo Morales e Hugo Chavez, presidentes de Bolívia e Venezuela, realizaram declarações públicas na manhã deste domingo, nas quais condenaram o golpe de Estado em Honduras e fizeram um chamado para que a comunidade internacional reaja, no sentido de restaurar a democracia e que regresse ao seu posto o presidente constitucional. Na quarta-feira passada, 24 de junho, aconteceu na Venezuela um encontro extraordinário dos países membros do ALBA (Alternativa Bolivariana para as Américas) , da qual forma parte Honduras, com o fim de dar boas vindas à organização a Equador, Antigua, Barbados, San Vicente e Granadinas. Durante o encontro, ao qual participou Patrícia Rodas, ministra de Relações Exteriores de Honduras, foi lida uma declaração de apoio ao presidente Zelaya na qual se condenava qualquer tentativa de impedir seu mandato e o processo democrático de Honduras.

Informes provenientes de Honduras estabelecem que o Canal 8 da televisão pública foi tomada pelas forças golpistas. Há poucos minutos Telesur anunciou que os militares hondurenhos estão cortando a eletricidade do país. Segundo informou a Ministra Rodas em Telesur: “ A comunicação telefônica e a eletricidade estão cortadas. As televisoras emitem desenhos animados e telenovelas e não informam ao povo de Honduras o que está sucedendo. “ A situação é muito parecida ao golpe de Estado de abril de 2002 contra o presidente Chavez na Venezuela, quando os meios desempenharam um papel chave, em primeiro lugar manipulando a informação como apoio ao golpe e, posteriormente, eliminando qualquer informação, uma vez que o povo começou manifestar-se e terminou por derrotar as forças golpistas regatando Chavez, que também foi seqüestrado pelos militares, e restaurando a ordem constitucional.

Honduras é uma nação que foi vítima no século passado de ditaduras e múltiples intervenções dos Estados Unidos, entre elas várias invasões militares. A última intervenção importante do governo estadunidense em Honduras aconteceu durante os anos oitenta, quando o governo de Reagan financiou esquadrões da morte e paramilitares com o fim de eliminar qualquer “ameaça comunista” em centro-américa. Naquele momento, John Negroponte era o embaixador estadunidense ante ao governo de Honduras e foi o responsável direto do financiamento e treinamento dos esquadrões da morte hondurenhos que assassinaram e desapareceram com milhares de cidadãos na região.

Na sexta-feira passada, a Organização de Estados Americanos (OEA) convocou uma reunião extraordinária com o fim de discutir a situação em Honduras. Posteriormente se emitiu um comunicado no qual condenou as ameaças à democracia e autorizou a viajem a Honduras de um grupo de representantes da OEA. Não obstante, na sexta-feira, Philip J Crowley, secretário de Estado adjunto estadunidense, se negou a definir posição do governo estadunidense com respeito ao possível golpe de Estado contra o presidente Zelaya e, em seu luar, emitiu uma ambígua declaração na qual declarava que Washington apoiava a posição do presidente Zelaya. Enquanto que a maioria dos governos latino-americanos declararam sem nenhum gênero de dúvida sua mais rotunda condenação dos planos golpistas de Honduras e seu contundente apoio ao presidente constitucionalmente eleito, o porta-voz estadunidense anunciou: “Nos preocupa a ruptura do diálogo político entre os políticos hondurenhos sobre a consulta constitucional de 28 de junho. Instamos às partes a que busquem uma solução democraticamente consensuada ao atual beco sem saída político, que seja conforme a constituição e as leis hondurenhas referentes aos princípios da Carta Democrática Inter-america.”

Hoje, domingo, às dez e meia da manhã, Washington ainda não emitiu nenhuma declaração relativa ao golpe de Estado em Honduras. A nação centro-americana é muito dependente da economia estadunidense, que lhe assegura uma das principais fontes de ingressos, as transferências de dinheiro que enviam os hondurenhos que trabalham nos Estados Unidos sob o programa de “estatuto temporal protegido”, instaurado durante a guerra suja de Washington na década de 80 por causa da enorme imigração a território estadunidense para escapara da zona de guerra. Outra fonte importante de ingressos de Honduras é USAID, que injeta mais de 50 milhões de dólares anuais para programas de “promoção à democracia”, os quais habitualmente dão apoio a ONG e os partidos políticos favoráveis ao interesses dos Estados Unidos, como foi o caso na Venezuela, Bolívia e outras nações da região. O Pentágono também mantém a base militar de Soto Cano em Honduras, com aproximadamente 500 soldados e numerosos aviões e helicópteros de combate.

Patrícia Rodas, ministra de Relações Exteriores, disse que tentou repetidamente entrar em contato com Hugo Llorens, embaixador dos Estados Unidos em Honduras, mas até o momento não havia respondido a nenhuma de suas chamadas. O modus operandi do golpe de Estado deixa bem claro que Washington está implicado. Nem o exército hondurenho, cuja maioria foi treinada pelas forças estadunidenses, em as elites políticas e econômicas do país derrocariam a um presidente democraticamente eleito sem o apoio e respaldo de Washington. As forças conservadoras de Honduras submetem ao presidente Zelaya a ataques cada vez mais freqüentes por sua crescente relação com os países do ALBA, em particular com Venezuela e o presidente Chavez. Muitos estão convencidos de que este golpe pretende assegurar que Honduras não seguirá aproximando-se dos países mais esquerdistas e socialistas da América Latina.

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CAIU OUTRO AIRBUS

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Outro avião da Airbus caiu na madrugada passada, dessa vez no Oceano Pacífico. Há semanas atrás foi um Airbus que caiu no Atlântico, outro teve problemas na Austrália. Em 2007, era também um Airbus que não conseguiu pousar em Congonhas e acabou se chocando contra o prédio da TAM. O avião da GOL que caiu na Amazônia meses antes era também um Airbus.

O Sindicato da Airfrance afirmou que todos os Airbus da empresa tinham problemas num dispositivo de controle de velocidade, que poderiam ter causado os problemas de vôo 447. A empresa afirmou estar efetuando a subsitutição do equipamento em toda a frota.

Cabe uma reflexão: na Amazônia o problema foi o jatinho estadunidense, em Congonhas, a pista de pouso; no Atlântico, as condições climáticas e/ou o dispositivo de velocidade; e agora? Qual será a desculpa inventada para ocultar o óbvio? É óbvio que os aviões da Airbus não são confiáveis, que são produzidos sob lógica do investimento mínimo e operados sob a lógica do lucro máximo. Isso só pode dar em mortes e mais mortes. O que é necessário fazer para tirar todos esses aviões de circulação, fechar essa empresa daninha, e estabelecer padrões sérios e dignos para a segurança de vôo? As empresas aéreas não permitiriam, ficariam sem frota e sem lucros formidáveis, já que a Airbus é a principal fornecedora de aviões baratos e lucrativos. Enquanto isso pessoas morrem e a Embraer demite trabalhadores.

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Luta de classes em Honduras

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Em Honduras milhares de pessoas se mantem nas ruas da capital Tegucigalpa. No interior mais pessoas estão em marcha para chegar a capital e se somar as manifestações. Na ONU, o presidente deposto Zelaya discursa e ganha apoio unânime da comunidade internacional. Os países vizinhos (El Salvador, Nicarágua e Guatemala) fecham as fronteiras e suspendem negócios com Honduras.

As elites do país teme um tiro no pé com o golpe. Realizam atos de apoio à “democracia” e diz que o país se vê livre do Chavismo. Mostram entrevistas com representantes do novo governo como o empresário Emilio Larach sobre quem citam as seguintes declarações: “estes acontecimentos ocorrem pela truculência do ex-presidente Zelaya por não escutar a vontade do povo e preferir ouvir a voz dos presidentes da Alternativa Bolivariana dos Povos da Nossa América”. Os meios de comunicação que não apoiam o golpe foram fechados e os que sobraram fazem vivas aos militares. Em rede nacional o “presidente” golpista diz que se Zelaya retornar ao país irá ver o sol nascer quadrado.

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O fato é que Zelaya retornará amanhã com membros da ONU, e os presidentes Rafael Correa, do Equador, e a madrinha Kirschner. Simultaneamente os movimentos sociais prometem um ato massivo para receber Zelaya. O dirigente da Via Campesina, Rafael Alegría, declarou à TeleSUR que “segue a resistência de nosso povo pela volta do presidente Manuel Zelaya. Neste momento realizamos uma manifestação muito grande no interior do país e se mantem a resistência, também está praticamente paralizado o país”.

Porem a repressão segue pesado como as prisões dos ônibus que se encaminham para a capital, conforme informa a Silvia Ayala, deputada do partido de Unificación Democrática de Honduras, inclusive metralhando ônibus que se encaminham da província onde nasceu o presidente Zelaya. Segundo as informações da deputada mais de 200 militantes se encontram presos neste momento.

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Golpe militar hondurenho se torna cada vez mais repressivo.

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Leonardo Fernandes,

Caracas/Venezuela, 29 de junho de 2009.

O dia de hoje na capital hondurenha de Tegucigalpa foi marcado por forte repressão contra as mobilizações contra o golpe militar que se deu no país na madrugada do dia de ontem, domingo, 28 de junho.

Ao final da tarde de hoje, o governo golpista mandou seus efetivos fecharem os poucos veículos de comunicação que continuavam funcionando no país, principalmente os veículos internacionais que enviavam imagens desde Honduras para o resto do mundo. A equipe da televisora pública venezuelana Telesur foi detida pelos efetivos militares e para sua libertação foi necessária uma dura intervenção do embaixador de Venezuela em Honduras, que ainda se encontrava no país. O canal venezuelano é o único veículo internacional de comunicação que, desde o dia de ontem quando se deu o golpe. Além de Telesur, os poucos veículos independentes que continuavam informando a população hondurenha também foram fechados pelos militares, que alegaram questão de segurança o fechamento das televisoras. A jornalista da Telesur Adriana Sivori, assim como jornalistas da agência de notícias American Press (AP) foram detidos pelos militares e passaram por momentos difíceis em poder dos golpistas.

O presidente Manuel Zelaya, que atualmente se encontra na capital nicaragüense de Manágua, disse hoje que irá a Honduras na próxima quinta-feira junto à comissão da OEA que visitará o país neste dia.

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Com uma população completamente desarmada, ficou fácil para o governo militar reprimisse as manifestações que ocuparam as ruas de Tegucigalpa, provocando duas mortes, inúmeros de feridos e vários desaparecidos; muitos destes dirigentes de movimentos sociais. As mobilizações cumprem o plano de atividades dos movimentos sociais que pararam o país com uma greve geral sem duração prevista, segundo alguns dirigentes, até o retorno definitivo do presidente Manuel Zelaya a suas funções de chefe de estado de Honduras.

Muito importante também dizer da cobertura que alguns meios de comunicação privados do mundo têm divulgado informações falsas sobre os ocorridos em Honduras desde ontem. Muitos desses veículos, com o objetivo de deslegitimas o presidente democraticamente eleito Manuel Zelaya reportam que o golpe militar acontece diante da tentativa do presidente Zelaya de aprovar no domingo sua reeleição como presidente da república. Sendo que a consulta que se daria no domingo se tratava apenas de uma pesquisa de opinião popular para saber da aprovação da população sobre a possibilidade de se convocar uma assembléia constituinte. É importante dizer que a consulta não teria nenhum caráter aprobatório, e não dizia da reeleição do presidente, senão que a possibilidade de uma reforma da constituição hondurenha.

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Pela tarde, a Secretária de Estado norte-americano Hilary Clinton deu uma declaração dizendo que os Estados Unidos seguiriam com o compromisso de cooperação econômica com o governo hondurenho, e que o presidente Zelaya forçou toda a situação que ocorre em Honduras, ao insistir na convocação da consulta cidadã que ocorreria no domingo. Apesar de que pouco depois o presidente estadunidense Barack Obama tenha dado declarações de não reconhecimento a qualquer governos que não seja do presidente democraticamente eleito Manuel Zelaya, as declarações prévias da Secretária de Estado, demonstram que jamais estaremos enganados quando relacionamos os Estados Unidos com as intervenções fascistas de grupos militares de direita na região latino-americana, como o foi na Bolívia no ano passado, Venezuela em 2002, ou mesmo durante todos os sangrentos anos de ditadura militar em nossos países durante algumas décadas atrás.

No dia de hoje, várias reuniões se sucederam na capital nicaragüense de Manágua onde presidentes de todo o continente rechaçaram o golpe militar em Honduras e exigiram a restituição do presidente Manuel Zelaya no desempenho de suas funções como presidente do país centro-americano. Os presidentes dos países membros do ALBA – Alternativa Bolivariana para os povos das Américas, também de SICA – Sistema de Integração Centro Americana, Grupo do Rio, e convidados como o secretário geral da OEA José Miguel Insulza, permanecem na Nicarágua discutindo as medidas que serão tomadas no sentido de reverter a situação de golpe. O secretário da OEA também viajará a Honduras nesta quinta-feira, quando deve acompanhá-lo o presidente deposto Manuel Zelaya.

Também os países do ALBA decidiram por unanimidade retirar seus embaixadores de Honduras, assim como não reconhecer nenhum funcionário do poder público hondurenho que não faça parte do governo legitimamente eleito de Manuel Zelaya.

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Golpe Militar em Honduras

Desde ontem Honduras vive convive com o governo golpista dos militares. Apoiado pelos meios de comunicação local, e internacional, pouco se fala do ocorrido. As fontes são praticamente as mesmas para as notícias e o que se recebe por um viés de esquerda são das agencias bolivarianas como o texto abaixo. Em Honduras se prepara uma greve geral para hoje, e na Venezuela multidão se aglutina para exigir a volta do presidente Zelaya.

Neste momento é fundamental exigir a retirada dos militares e a volta do presidente constitucional. Mesmo porque Honduras já serve de base militar para os EUA e as novas ações do império sobre a América Latina é para desarmar o sentimento de “unidade” latino-americano. Neste momento há um deslocamento do campo de força no continente, que migra de governos subservientes ao interesse do império para um grupo que se aglutina ao redor da Venezuela, que vão desde o governo Revolucionário Cubano, a políticos liberais como o deposto Zelaya.

Povo Venezuelano nas ruas contra o golpe em Honduras.

Povo Venezuelano nas ruas contra o golpe em Honduras.

As forças populares hondurenhas convocaram a partir desta segunda-feira uma greve geral permanente em apoio à constitucionalidade do Presidente da República Manuel Zelaya, que neste domingo foi objeto de um golpe de estado, orquestrado por uma conspiração político-militar avalizada pelo Congresso Nacional Hondurenho.

A representante do Sindicato de Trabalhadores do Registro Nacional de Pessoas, Maritza Somoza, informou que a iniciativa está respaldada por todos os trabalhadores do país centro-americano, pelas confederações e pelas organizações de âmbito laboral de Honduras.

Somoza destacou que o setor laboral do país possui uma profunda motivação para respaldar o Presidente Constitucional de Honduras, devido a que o governo de Zelaya foi o único que outorgou dignidade aos trabalhadores hondurenhos.

“É a primeira vez que um Presidente nos dá dignidade”, enfatizou Somoza, que ademais destacou que em resposta a essa condição digna reivindicadora outorgado pelo governo constitucional de Manuel Zelaya, a bandeira do povo hondurenho agora será a convocatória de uma Assembléia Nacional Constituinte.

A respeito, referiu: “A bandeira do povo hondurenho já não será a consulta, na qual estávamos participando de maneira simbólica, senão que agora será a convocação da Assembléia Nacional Constituinte. (…) Porque agora o que queremos é um governo que esteja diretamente nas mãos do povo”.

A resistência e a condenação do golpe de Estado contra o Presidente Zelaya, inclui ademais a familiares e amigos do resto dos países da região, que manifestaram sua disposição de trasladar-se até a irmã República de Morazán em prol de apoiar o Presidente Constitucional de Honduras.

Venezuela na Luta contra o golpe em Honduras.

Venezuela na Luta contra o golpe em Honduras.

Essas ações refletem ─ expressou Somoza ─ o despertar do povo hondurenho.

A respeito, destacou: “Este povo fora apático e nunca vimos as pessoas responderem dessa forma”.

A representante sindical referiu que, enquanto por um lado a força social mais importante do país como é o fator laboral desempenha ações em apoio ao Presidente Zelaya, a burguesia foge do país, retirando seus filhos e distanciando seus  interesses econômicos.

Sobre este ponto, mencionou que, pese a que o Governo constitucional perdoou uma dívida de mais de 8 mil 700 milhões de lempiras (moeda de Honduras), concentradas em diversas empresas privadas, a burguesia hondurenha não reconhece a violação do direito constitucional que se produziu contra o único Governo, legítimo ademais, que lhes exonerou de tão majestosa dívida sem prejuízo de seus interesses como geradores de capital.

Somoza indicou que a cifra real de 8 mil 798 milhões de lempiras de dívida de empresas privadas, está registrada numa lista que possuem os trabalhadores da eletricidade de Honduras.

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Golpe militar em Honduras

Desde o dia de ontem, 27 de junho de 2009, forças militares ocupam Tegucigalpa, capital de Honduras. Um comando de 200 militares invadiu a Casa Presidencial nas primeiras horas do dia de hoje, sequestrando a família de Manuel Zelaya. O presidente Zelaya foi levado à Costa Rica, onde permanece, aparentemente, sob “hospitalidade” costarriquenha. Sua família foi colocada em “local seguro”. Outros membros do poder executivo, ministros, hondurenho sofreram ataques e foram também sequestrados. A Chanceler Patricia Rodas, e os embaixadores da Venezuela, Cuba e Nicaragua foram sequestrados, golpeados e ameaçados de fuzilamento por efetivos militares que atuam encapuzados. Poucas horas atrás os embaixadores foram libertados, mas a Chanceler foi levada auma base aérea militar não identificada.20090628elpepuint_9

A tentativa de golpe que se orquestra neste momento é uma reação à proposta de referendo sobre uma reforma constitucional, encampada pelo presidente Manuel Zelaya, e apoiada por 400.000 assinaturas, que seria levada a cabo de maneira independente nos decorrer das eleições nacionais - prefeitos, governadores e presidente - que ocorreriam neste domingo. As instituições da Justiça, do Senado, além da Igreja e da cúpula Militar, haviam se posicionado, nesta semana, contra a consulta popular, apesar do grande apoio que a proposta tem entre a população. O referendo tinha o objetivo de consultar a população sobre a proposta de reforma constitucional a ser levada a cabo no próximo ano.

Neste momento a população de Tegucigalpa se concentra em frente à Casa Presidencial exigindo o retorno do presidente. O referendo foi levado adiante pela população, que estabeleceu as urnas na cidade e recolhe assinaturas neste momento, apesar do cerco militar.

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Mais informações:

Imagens:

http://www.flickr.com/photos/gabbo_vm/
http://www.flickr.com/photos/breve/
http://www.elpais.com/fotogaleria/Golpe/militar/Honduras/6580-1/elpgal/

Imprensa:

http://www.telesurtv.net/noticias/canal/senalenvivo.php
http://www.telesurtv.net/solotexto/index.php
http://www.patrialatina.com.br/
http://www.aporrea.org/temas/70
http://sdpnoticias.com/sdp/contenido/2009/06/28/432447?refresh=1
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=58747

http://twitter.com/ameliarueda

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Tom Zé na USP

Os trabalhadores da USP estão em greve. A USP está em greve. E para apoiar a luta, e arrecadar dinheiro (sempre ele) necessário para continuar as atividades de greve, Tom Zé fará um show no Velódromo ocupado. O cantor já havia feito um show em solidariedade aos estudantes ocupados na reitoria da USP em 2007.

Todos ao show, e não me chamem para um revolução em que eu não possa dançar.

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Nesta sexta-feira, 26/06 a partir das 20 horas no Velódromo da USP.

O objetivo da atividade é arrecadar fundo para a greve dos trabalhadores. Ingressos a venda no Sintusp e nas assembléias. Também será vendido no local. E contará também com a apresentação das bandas:

  • Banda Blackzuka
  • Banda Cotonets
  • Banda Colombolo
  • Grupo de dança - Galáticos e Sibernéticos


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RELATO SOBRE O TERRORISMO FASCISTA NA USP

Se você pensou que falaríamos uma vez mais da invasão da PM na USP, errou! A PM já saiu, mas muitos dos que a apoiavam continuam dentro da USP. Segue sóbria análise sobre a atuação de estudantes neofascistas provocando distúrbios e tumultos na última semana, na tentativa de criar o ambiente para  a permanencia da PM no campus. É hora de ação antifascista!!!

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ALARME DE INCÊNDIO NO BUTANTÃ

Sobre indícios de manifestações neofascistas entre estudantes na USP.

Hoje estamos de plantão no sindicato devido à ameaça de depredação por estudantes da poli organizados em torno do CDIE (Comando de defesa dos interesses dos estudantes), mas soubemos de outros como um grupo anti-comunista da FEA, e o apoio que recebem de parte das atléticas que vem arrancando cartazes e faixas por aí, mas hoje parece ser mais grave.

Sexta-feira ocorreram duas manifestações de estudantes que juntaram à noite 150 politécnicos, chamados pelos estudantes em torno do abaixo assinado contra a greve. Convidaram os estudantes que iriam ao bixop (festa de chopp realizada dentro da USP) e gritavam “morte ao Brandão !” e “usp sim, greve não”, mas devido a pressão antagônica de estudantes e funcionários, demoveram-se da intenção inicial de invadir o Sintusp (Sindicato dos trabalhadores da usp).

Tentamos conversar de manhã com alunos na ECA (Escola de Comunicação e Artes) organizados em torno do abaixo-assinado contra a greve e pela destituição do DCE caso vote-se greve em assembléia, junto a eles havia um careca (movimento de jovens skin heads da ala nacionalista fascista) que saiu quando percebeu que seria hostilizado.

Estes também intencionaram atrapalhar a assembléia dos funcionários e fazer um piquenique no Sintusp.

Alguns deles se admitiam facistas, um destes se dizia a favor da tecnocracia, isto é, pelo fim da política e do governo da sociedade somente por técnicos (conforme disse peremptoriamente) . Após conversarmos por horas tentando dissuadi-los e entendê-los, explicando como os estudantes se organizam politicamente, se eram maioria, para que colocassem então sua opinião em assembléia, e parecia que algo melhoraria, mas à tarde, descobri que o mesmo estudante havia pedido pela volta da polícia no campus e que batesse nos grevistas e que era favorável que a assembléia discuta, mas não que delibere.

Parece que são contra a participação direta onde confrontam-se com o que dizem e as conseqüências do que dizem preferindo instâncias virtuais de organização, como o Orkut, onde soltam seus juízos privados sem confrontarem- se com as conseqüências do que dizem ou indicam que se deva fazer. Do mesmo modo, “perdem a noção” quando acham que brincam como quando aparecem com cartazes escrito: “Morte ao Brandão”, “Fica PM no campus”, estes parecem não refletir sobre o que isto significa. Seja politicamente, seja sobre a dor de outro, mesmo que seja seu adversário.

À noite esperávamos pelo pior e juntamos extintores de incêndio e formas de alarme como fogos de artifício para avisarmos estudantes que estavam reunidos em outras unidades em plenária e não podiam estar ali no momento. Felizmente, quando dado o alarme os estudantes desceram e a manifestação recuou sendo confrontada com outra favorável às instâncias de representação dos estudantes na forma de “gritos de torcida” e “palavras de ordem” uma contra a outra.

Estamos lidando com militantes contra a greve que chamam atos e que são pautados pela imprensa. Apesar de que chamam suas manifestações de “Flash mobs” (palavra que tem origem nas manifestações anti-globalizaçã o), mesmo sendo chamadas por email e reproduzida na imprensa, como se esta a chamasse. A própria reitora os citou como referência de organização estudantil em artigo do jornal Folha de São Paulo, assim como outros, chamam à hostilização contra funcionários e estudantes é constante.

Porquê estudantes militam contra a representação e decisão de funcionários e estudantes se sua unidade não está em greve, é uma questão, como se fosse a favor da intervenção em outras unidades ou contra as instâncias de decisão, isto é, como se tomassem a decisão de anular as decisões das instâncias de participação direta estudantil, preferindo as indiretas. Do mesmo modo, parecem querer disputar a atenção da imprensa que muito os incentiva.

Uma aluna deste abaixo assinado de manhã, durante uma discussão havia dito que Hitler também era de esquerda. Foi interpelada sobre o que significava para ela esquerda e esta disse que Hitler era de esquerda porquê era a favor da intervenção do estado na economia.

São de formação fraca e acumulam os estereótipos de blogs de extrema-direita da internet, muitas vezes escrevendo tão mal quanto, como o estilo de recorte do texto do adversário para responder trechos aleatoriamente escolhidos, o que lembra também trabalhos de graduação de alunos “picaretas”. Quanto aos estudantes da Poli, entre eles, está ocupando uma função de liderança, como um tipo de orientador, um estudante da história apelidado de “Malufinho” que quando interpelado anteriormente sobre sua participação no grupo, havia negado à chefe do departamento de história.

Também estava envolvido no caso da estudante que chamou a polícia na história contra os piquetes e que gritaram “Fica PM!” no prédio de História/Geografia,  aliás, segundo consta, era sua namorada.

Por que com tantas armas a Polícia Militar precisaria de apoiadores? Por que a estrutura de poder da USP que se mantém por si só e parece intocável precisa de apoio de algum tipo de base?
Por que quem não participa do staff acadêmico precisaria apoiar o mesmo contra quem este massacra e precariza o trabalho ? Por que tal defesa da normalidade das funções acadêmicas quando o que mais querem é, no caso de muitos deles, realizar atividades esportivas, jogar truco e tomar cerveja (ou Chopp, no caso do Bixop) como muitos dos demais estudantes, apesar de agirem como se amassem as aulas e a instituição que lhes dá certo reconhecimento social.

Tais militantes pela ordem se aglutinam em torno do reconhecimento que a própria reitoria e os jornais e blogs de extrema direita lhe dão, enquanto acontece o conflito franco no seio do movimento estudantil.

Assim, coisas que seriam corriqueiras passam a incomodar o estudantado em fúria por… normalidade. Tal desejo de revolta pela hierarquia, pela instituição que estaria lá sem a participação de sua mobilização pela ordem. Assim como sua mobilização a favor do uso da força policial contra pessoas desarmadas só porque estes, junto com alguns professores, identificam como a fonte do mal da universidade. Justamente estes que se levantam contra a precarização do trabalho, a estrutura de poder viciada da universidade, sua privatização, sua violência e seu elitismo.

De qualquer forma, abriu-se a caixa de pandora e soa o alarme de incêndio no inóspito jardim do butantã.

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