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COSEAS-USP OCUPADO

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Posted on mar 19 2010 by rafah

Segue informe dos motivos e reivindicações do movimento que ocupou a Coordenadoria de Assistência Social da USP.

As políticas de assistência e permanência estudantil, um direito dos estudantes, nâo tem sido cumpridas pela COSEAS (Coordenadoria de Assistência Social), ao contrário, este órgão, a serviço da reitoria da USP, tem trabalhado sempre no sentido de dificultar e impedir o acesso dos estudantes aos programas de permanência.

Mediante tal posicionamento por parte da burocracia universitária, a Assembléia de Moradores (moradores, hóspedes, alojados e candidatos que não conseguiram vaga na moradia) do CRUSP realizado em 17/03/2010 deliberou por ampla maioria de votos a OCUPAÇÃO imediata do espaço do COSEAS, localizada no térreo do bloco g DO crusp, espaço este que originalmente era destinado à moradia dos estudantes, que fora tomado pelo COSEAS. PORTANTO DECIDIMOS RETOMARMOS O ESPAÇO QUE É DE DIREITO DOS ESTUDANTES.

OS MOTIVOS DA OCUPAÇÃO:
Falta de vagas na moradia;
Atraso da reitoria na conclusão da obra do novo bloco de residência;
Expulsões arbitrárias de moradores (inclusive durante a madruaga);
Fim do programa Bolsa Trabalho;
Irregularidades constatadas nos processos de seleção sócio-econômios realizados pea COSEAS;
Privatização do espaço de moradia cedido pela USP ao Banco Santander;
Terceirização e precarização das condições de trabalho em órgãos administrados pelo COSEAS;
Política de vigilância, perseguição e violência implementada pelo COSEAS contra os moradores

AS REVINDICAÇÕES DA OCUPAÇÃO:
Mais vagas na moradia e nos alojamentos;
Agilização da conclusão das obras do novo bloco da moradia;
Fim das expulsões arbitrárias de estudantes da moradia;
Fim do serviço de vigilância de estudatnes da moradia;
Autonomia dos estudantes no espaço da moradia e nos processos seletivos para os programas de permanência;
Contratação de mais funcionários e melhoria nas condições desumanas de trabalho e atendimento nos restaurantes da COSEAS

VENHA OCUPAR


  Tags: fabricas ocupadas, luta, ocupação, USP em greve Category: Educação, política institucional

MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES CHEGA A SÃO PAULO

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Posted on mar 18 2010 by rafah

Segue informe da Marcha Mundial das Mulheres que chega hoje a São Paulo depois de muita caminhada e luta!

Marcha Mundial das Mulheres completa dez dias na estrada

As duas mil militantes chegaram a Osasco, onde debaterão a integração dos povos e o papel do Estado na transformação da vida das mulheres (e, em última instância, do mundo).

Esta quarta-feira (dia 17) é o décimo dia da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil, véspera da chegada a São Paulo e do encerramento com ato público na Praça Charles Miller. Hoje, chegaram a Osasco as duas mil militantes que no dia 8 de março iniciaram em Campinas a grande caminhada de luta e formação. Elas saíram às 6h da manhã do Centro Santa Fé, em Perus, no quilômetro 26 da rodovia Anhanguera, e durante quase cinco horas marcharam 14 quilômetros.

Nos dez dias de caminhada, as militantes já percorreram um total de 108 quilômetros. Desta vez, quem puxou a Marcha foi a delegação de Minas Gerais, que inovou na mística de mobilização. Funcionando como comissão de frente, o grupo de teatro mineiro Obscenas fez uma performance em memória das mulheres brasileiras violentadas e assassinadas.

À medida que a Marcha vai se aproximando da capital paulista, centro do capitalismo brasileiro, cresce a interação crítica com seu entorno. De Perus a Osasco, as duas mil militantes, vindas de todos os estados brasileiros, passaram na frente do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) e do Centro de Distribuição do Grupo Pão de Açúcar. No primeiro, entoaram palavras e cantos de protesto contra a mercantilização do corpo das mulheres e a criminalização dos movimentos sociais, promovida pela mídia comercial brasileira. No segundo, as vaias contra o empresário Antônio Ermírio de Moraes (dono do Grupo Pão de Açúcar) tiveram como pano de fundo a luta por soberania alimentar e pelo fortalecimento da agricultura camponesa e familiar.

Nesta tarde, no Sindicato dos Metalúrgicos, local do alojamento em Osasco, a Marcha fará um debate aberto sobre “integração dos povos como alternativa e o papel do Estado”. Em pauta, uma avaliação dos avanços, limites e desafios para as políticas públicas no Brasil e em nível regional. Amanhã, às 13h, as caminhantes partem com destino ao estádio do Pacaembu, em São Paulo, na frente do qual acontecerá um grande ato público de encerramento desta Ação 2010.

Paz e desmilitarização

Ainda no Centro Santa Fé, ontem à tarde, a Marcha Mundial das Mulheres debateu paz e desmilitarização. A presença da médica cubana Aleida Guevara, filha do revolucionário cubano Che Guevara, emocionou as militantes, algumas das quais incorporaram o papel de verdadeiras tietes. “É bom estar aqui e conhecer pessoas bem preparadas para a luta, que buscam soluções para os seus problemas”, declarou a militante cubana, agradecendo a acolhida calorosa.

A maioria dos intelectuais cubanos é composta por mulheres. Elas representam, por exemplo, 63,8% dos médicos gerais e 65% dos graduados em nível superior. Em Cuba, o aborto é legalizado e a licença maternidade dura 12 meses, podendo ser dividida entre a mãe e o pai.  “Eu nasci em um país socialista, onde a mulher é tratada com respeito e igualdade de direitos”, comemorou Aleida. “Não podemos dar receitas, nem dizer o que vocês precisam fazer. Mas podemos mostrar nossa realidade e dizer que, se um país pequeno e pobre como o nosso conseguiu, o Brasil também consegue”, incentivou a cubana.

Um dos itens da plataforma de reivindicações da Marcha Mundial das Mulheres é a retirada das missões militares da Organização das Nações Unidas (ONU) do Haiti e da República Democrática do Congo. “A presença militar da ONU deve ser emergencial e rápida. No Congo, as tropas já estão há dez anos, provocando inflação com os salários em dólares dos soldados. O caminho para a paz passa necessariamente pela autodeterminação das mulheres e pela soberania dos povos”, defendeu Miriam Nobre, coordenadora internacional da Marcha.

Marcha-SP mailing list
Marcha-SP@listes.marchemondiale.org
http://listes.marchemondiale.org/listinfo/marcha-sp


  Tags: feminismo, luta, manifestação, mulheres Category: O povo sai as ruas

MENINAS, CORRAM! NO ESPAÇO CULTURAL SANTA CECÍLIA

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Posted on mar 17 2010 by rafah

No próximo dia 27 de março, às 20hs, o Espaço Cultural Santa Cecília recebe o espetáculo Meninas, Corram! do grupo  de teatro NuMiollo. A atividade será realizada em parceria com o Núcleo de Base do PSOL Santa Cecília, no contexto das jornadas feministas organizadas pelo PSOL em celebração do centenário do dia das mulheres. Haverá debate depois da apresentação.

O endereço do ECSC é R. Frederico Abranches, 118, ao lado do metro Santa Cecília.

Entrada a preços populares.

Espetáculo

Meninas, Corram!

cena do espetáculo Meninas, Corram

RELEASE DO ESPETÁCULO

Inserido no panorama de produção cênica contemporânea, o NuMiollo – Núcleo de Investigação da Cena destaca-se por ser um  coletivo de artistas vindos de diversas regiões do país. Fundado em Salvador na Bahia, o grupo que realiza pesquisa teatral continuada há mais de 6 anos tem como característica de trabalho o teatro experimental, o discurso autobiográfico e a arte da performance.

As apresentações deste espetáculo têm como intuito promover a discussão sobre as representações do feminino e as implicações desta discussão no combate à intolerância e à violência física e simbólica contra a mulher.

Meninas, Corram! surge após um processo de análise clínica e psico-terápica pelo qual a atriz foi submetida em decorrência de transtornos alimetares. Este espetáculo emerge de um processo de investigação da cena contendo em si a função poética de desdobrar as elaborações inconscientes em universos cênicos, já que está pautado na expressão do artista que verticaliza sua criatividade, dando a sua leitura de mundo ao espetáculo, criando seu próprio texto, seu roteiro de ações e sua forma de atuação. Ao criar este espaço para a afirmação das singularidades criativas e do discurso performático autoral, Meninas, Corram! localiza a mulher em sua intimidade cotidiana, para ressignificar no micro universo  privado as estruturas homogeinizadoras dos comportamentos humanos existentes no macro universo da esfera pública.

O espetáculo é criado com base numa pulsão corporal de resistência, onde este corpo criativo está posto para figurar uma linguagem que não encontra expressão na fala, assim como o corpo anoréxico. O corpo sem forma feminina que funciona como “protesto”.

O espetáculo questiona  através da cena os problemas de gênero e da violência, física e psíquica, que recai sobre o  corpo feminino; corpo este que é concebido pela atriz como um campo de enunciação e anunciação da produção de subjetividade contemporânea.

SINOPSE DO ESPETÁCULO

Meninas, Corram!, uma criação coletiva, surge da necessidade de se colocar em questão a formulação da imagem corporal das adolescentes e mulheres jovens, que se tornou um processo complexo na contemporaneidade, devido à idealização de corpo feminino específico. A insatisfação, insegurança e ansiedade em relação à aparência corporal revelam estados de fragilidade egóica, onde a preocupação com o peso é entendida como resultado da internalização de padrões irreais de beleza e, muitas vezes, pré-dispõe as jovens à depressão e/ou distúrbios alimentares.

Esta produção teatral dialoga com um dos problemas e questionamentos sócio-culturais da sociedade atual, explorando um tema urgente e específico, que traz consigo grandes dificuldades de discussão e enfrentamento: as representações do feminino e como se promove o controle e a repressão sobre esse mesmo corpo.

O texto criado coletivamente é bastante reduzido para dar voz ao corpo da mulher em sua intimidade cotidiana. O espetáculo toma como substrato a mescla dos valores ditados pela sociedade contemporânea e o medo de despregar-se do mundo lúdico e imaginativo da infância.

Em Meninas, Corram!, uma mulher consumida pelos seus afazeres domésticos, sua carreira profissional e os cuidados com a família percebe-se inapta a realizar todas essas funções, dialogando de forma comicamente atrapalhada com seu corpo, a comida que ingere e os utensílios de sua casa. Escravizada por um modelo de mulher magra, atlética, consumista e bem-sucedida, suas ações provocam um caos doméstico e revelam o que está por trás daquela “histeria”.*

Duração: 50 min.

Faixa Etária: 14 anos

CONTATOS

E-MAIL: aldamariaabreu@gmail.com

TELEFONE: 11 8151-0389

WEB SITE: http://numiollo.blogspot.com/


  Tags: feminismo, mulheres, teatro calango, Teatro do Oprimido Category: Contra ou Cultura!!!, Educação

MULHER E POLÍTICA

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Posted on mar 15 2010 by rafah

Divulgamos texto de Gabriela Moncau, que saiu na Caros Amigos de março, sobre a história e a conjuntura atual do movimento feminista. Boa leitura.

Lugar de mulher é na política

Por Gabriela Moncau

Dia Internacional da Mulher completa cem anos com grandes conquistas e muitos desafios.

Lutamos por uma sociedade de brasileiras que compreendam que a mulher não deve viver parasitariamente do seu sexo, aproveitando os instintos animais do homem, mas que deve ser útil, instruir-se e a seus filhos e tornar-se capaz de cumprir os deveres políticos que o futuro não pode deixar de repartir com ela”. A frase parece representar uma demanda atual do  movimento feminista, mas foi pronunciada pela zoóloga Bertha Lutz, em 1918, oito anos depois da definição do 8 de março como Dia Internacional da Mulher. Ao alcançar o centenário, a data traz à tona reflexões sobre o que representou esse período de luta pela igualdade de gênero.

No entanto, as batalhas feministas vêm de bem antes de 1910 e, entre as mudanças ao longo de séculos de luta, o próprio conceito do que é mulher tem tomado outras formas. A ideia de que elas são definidas por sua capacidade reprodutora é algo que paulatinamente tem sido quebrado.

“Há os que ainda pensam que, por termos essa capacidade biológica, somos obrigadas a cumpri-la, como animais reprodutores. Mas somos seres humanos com capacidade de decidir se, quando, como e com quem queremos ou não ter filhos ou filhas. O que humaniza e qualifica a maternidade”, afirma Maria José Rosado, uma das fundadoras e coordenadora da organização Católicas pelo Direito de Decidir. “Há décadas, uma mulher era associada estritamente à ideia de cumprir a função de boa esposa e mãe. Hoje, essas características permanecem, mas são mais sutis ou disfarçadas e somam-se a outros elementos, como a função de boa profissional”, completa Nalu Faria, da Marcha Mundial das Mulheres.

Sujeito político

Já para a uruguaia Lilian Celiberti, da Articulación Feminista Marcosur, “a principal transformação a se comemorar depois de cem anos da data é a constituição das mulheres como sujeitos políticos, com capacidade de questionar e disputar sentidos teóricos e práticos que impactam a organização da sociedade”, analisa. Por mais que as mulheres estivessem presentes em todas as lutas históricas da humanidade, é o feminismo que traz a ideia da mulher enquanto sujeito político próprio, denunciando a existência da opressão específica de gênero, o patriarcalismo, que perpassa todas as classes e etnias. Nalu acredita que o feminismo trouxe mudanças no entendimento do que é cada área da organização social: “Na economia, por exemplo, o trabalho doméstico tem um papel na reprodução do capitalismo que é importantíssimo”.

Portanto, apesar da comemoração das vitórias alcançadas ao longo desses anos de batalhas, o horizonte das lutas ainda não foi alcançado: caso contrário, apontam as feministas, o padrão das relações sociais e culturais da sociedade teria sido radicalmente alterado. O diagnóstico é de que o machismo, assim como o capitalismo, tem uma afiada capacidade de se redefinir e se adequar a cada momento histórico.

Parte do movimento feminista visa construir um projeto de sociedade em conjunto com os outros setores anticapitalistas. “A compreensão de que a pauta não é específica das mulheres, mas faz parte de uma crítica global ao modelo e, portanto, exige o entendimento da sociedade dividida por gênero, classe, raça e etnia é fundamental para a união de diversas lutas que têm o mesmo fim”, sintetiza Nalu Faria. “As lutas das trabalhadoras domésticas, das pescadoras, das camponesas contra o agronegócio, articulam-se com o combate à violência de gênero e com a bandeira pelo aborto legal”, aponta Lílian Celiberti.

Questionada sobre a superação do machismo dentro das próprias organizações antissistêmicas, Celiberti reforça: “as mulheres têm que disputar o poder, questionando as formas de política que as excluem e questionando a legitimidade das propostas de esquerda que não contemplem horizontes de emancipação para homens e mulheres”.

O movimento feminista vive atualmente um momento importante, pois construiu uma plataforma unificada em torno das reivindicações latentes e baseada no acúmulo de experiências das lutas anteriores. Segundo Maria Amélia de Almeida Teles, da Articulação de Mulheres de São Paulo, “hoje existe uma construção de propostas unificadas no mundo inteiro, com mais articulação na América Latina”. As principais bandeiras, além da disputa nos espaços políticos – institucionais e no interior das próprias organizações – são contra a violência às mulheres e pela legalização do aborto. Nesses dois pontos, avaliam as feministas, ainda há muito a avançar.

Violência doméstica

As violências físicas praticadas contra as mulheres escancaram uma das formas mais perversas da desigualdade entre os gêneros. Exemplos de agressões não faltam e evidenciam a naturalização das agressões. Em junho de 2007, o espancamento da trabalhadora doméstica Sirlei Dias de Carvalho Pinto, abordada num ponto de ônibus por jovens de classe média do Rio de Janeiro, e a justificativa mais preconceituosa ainda – “achávamos que era uma prostituta” –, demonstrou, segundo as feministas, que a misoginia e a negação da humanidade da mulher ainda estão arraigadas em nossa sociedade.

Além disso, a violência dentro do âmbito doméstico atinge índices assustadores. De acordo com dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça em 2009, a quantidade de processos em tramitação no Brasil relacionados à agressão doméstica chegou a 150.532. No entanto, como consequência de muita luta do movimento de mulheres, a questão deixou de ser tratada como parte do fórum íntimo para ser vista como um problema público, social e cultural.

A conquista, em 2006, da Lei Maria da Penha (n° 11.340/06), que responsabiliza família, Estado e sociedade por “toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão” contra as mulheres, foi comemorada por todos os setores feministas.

Gabriela Moncau é estudante de jornalismo

Para ler a reportagem completa e outras matérias confira a edição de março da revista Caros Amigos, já nas bancas, ou clique aqui e compre a versão digital da Caros Amigos.


  Tags: feminismo, justiça, mulheres, política institucional Category: Contra ou Cultura!!!

por um brasil socialista, camarada!

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Posted on mar 12 2010 by rafah
(leitura de manifesto na Revolta da Chibata,
a 22 de novembro de 1910)

Convocação para I reunião de apoio as pré- candidatura Baltazar Senna, Damião Carlos e Kennedy Ferreira

“a ironia e a paciência são as principais qualidades do revolucionário”

Lênin

No século passado (XX) o Brasil foi um dos Cinco países do mundo que mais cresceu economicamente. Para recordarmos, a população do país em 1900 era de 17 milhões de habitantes, a cidade de São Paulo, tinha apenas 240 mil almas, como se costumava dizer, 100 anos depois a população do país é de 190 milhões e São Paulo, tem 22 milhões na área metropolitana!

Nesse período o Brasil, particularmente São Paulo, foi ancoradouro da crise social da Europa, Ásia, Américas e África. Aqui chegaram sonhos, esperanças e ilusões. Durante décadas a cidade e o estado hospitaleiro, foram se transformando num lugar cheio de muros altos, seguranças e cercas elétricas.

Também nesse período o Brasil deixou de ser um país agrário, restrito a produção do café, da cana ou do algodão, para tornar-se um produtor vigoroso em diversas áreas econômicas. O nível de saúde, educação, transporte, alimentação, moradia (etc), infinitamente são melhores hoje, do que a 100 anos atrás.

Porem esse processo foi acompanhado da maior concentração de renda do planeta. O crescimento desordenado significou a perda de meio de vida e de moradia de milhões de brasileiros, como atesta os movimentos de sem terras e de sem tetos e favelados nos centros urbanos.

Os dados de desenvolvimento econômico colocam o Brasil entre os 10 países mais ricos e os dados de desenvolvimento humano nos remetem entre os países pobres. Ou seja, o desenvolvimento e crescimento econômico sem modificações na estrutura agrária, urbana, distribuição de renda , etc. apenas permite que uma parcela da sociedade se beneficie enquanto a grande maioria é socialmente excluída e não rara, eliminada.

Dessa maneira a realidade nos ensina que a cada ano as pontes ficam mais cheias de gentes, as ruas mais violentas e as pessoas mais egoístas. A sociedade capitalista brasileira (e mundial) não consegue atender a todos as pessoas, portanto surgi o desemprego, a desesperança e a violência em massa.

A vida torna-se mais dura, pois quanto mais se trabalha menos se ganha e ao mesmo tempo, toda a felicidade humana é apresentada como consumo. As pessoas para serem felizes devem comprar coisas e mais coisas, consumir, consumir e consumir. A sociedade baseada no mercado exclui toda uma imensa maioria que não pode ter acesso às suas benesses e transforma a vida numa competição. As pessoas competem por uma vaga na fila, no estacionamento, por emprego…como querer que nesta luta de todos contra todos não haja violência ?

As guerras por petróleo, por água, por pontos de drogas ou de camisetas constituem a parte central do funcionamento do capitalismo. E por sua vez quanto mais às empresas produzem mais abarrotam os estoques levando a que haja superprodução e desta, mais crise e mais desemprego.

A sociedade capitalista precisa de resposta, de alternativas que privilegiem a vida ao mercado.

é preciso dar sentido a vida e objetivo a esperança!

O socialismo é essa resposta, é necessário uma sociedade onde os direitos sejam socialmente iguais em que a produção e o consumo sejam planejados ao bem estar humano. Para tanto é fundamental que o poder de Estado esteja nas mãos dos trabalhadores e demais produtores de riquezas, é preciso que a administração seja feita diretamente pelas pessoas através de uma democracia direta e socialista. Que as terras, fábricas, bancos e grandes empresas comerciais pertençam ao povo que nele trabalhe!

Para tanto é preciso organizar os trabalhadores e o povo pobre que vem sendo oprimido nos bairros populares pela ação de grupos marginais, organizar os trabalhadores nas fábricas e empresas por mais direitos e por salários dignos, lutar nas escolas e faculdade por uma educação digna e pública, organizar a promoção da cultura e a socialização do conhecimento entre as pessoas de modo democrático e gratuíto,

È preciso realizar a socialização do conhecimento e dos direitos a partir da organização dos trabalhadores e do povo.

É com intuito de impulsionar este movimento de tomada de consciência que lançamos a nossas candidaturas e convidamos você a somar sua vontade a nossa luta

Por uma sociedade sem explorados e exploradores!

Por uma sociedade socialista

POR UM BRASIL socialista CAMARADA!!!

Baltazar Sena, Damião Carlos e Kennedy Ferreira

Reunião dia 13 de Março – dás 14 às 18h

Na sede do Movimento Humanista. Rua Albuquerque Lins, 306 Metro Marechal
Apareça!!!


  Tags: eleições 2010, plinio presente, santa cecília Category: política institucional

Gilbertinho Pocotó

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Posted on mar 11 2010 by Baltazar

No jornaleco da Família Frias escreve um colunista sobre educação. Nesta segunda-feira ele reprova a greve dos professores da rede pública dizendo que é uma greve contra os pobres. Eu não sabia que o senhor José “Exterminador do Futuro” Serra fosse pobre. Também não sabia que Paulo Renato – que comanda a educação pública desde 1982 – fosse pobre.

Como sempre seus comentários vem de maneira a distorcer a realidade. Se alguns professores (sim apenas alguns) podem faltar 130 dias, os porfessores que entram agora na rede só podem faltar 3. Depois disto é abandono de cargo. Esquece esse senhor de como é a realidade em uma escola pública. Mesmo porque ele nunca entrou em uma. No máximo para tirar fotos para escrever no jornal. Esquece esse senhor que os professores temporários na rede somam quase 50% de toda categoria, e segunda as novas regras do governador e do secretário de educação, que os professores que dão aula este ano não poderão lecionar ano que vem. Fala o colunista sobre mérito. Mesmo os professores aprovados nas provinhas do governador não poderão lecionar ano que vem. Nem que ele acerte todas as questões, não poderão lecionar ano que vem. Pergunto eu à aquele senhor que nunca entrou em uma escola publica: Onde estas reinvindicações vão contra o filho do pobre?

O que o nosso governador vai fazer com os 100 mil professores temporários da rede publica, se o concurso aberto para este ano só disponibiliza 10 mil vagas? Quem lecionará? Eu sei, um professor precarizado. Que estará assumindo a função de magistério pela primeira vez e que no ano seguinte não poderá dar aula. Mas se todos dizem que a permanência do professor no colégio é sinônimo de qualidade. Não deveriamos incentivar que bons profissionais entrem na rede e permaneça nela? Pois é vamos tratar daqui para diante, como já tratamos disto ano passado, quem defende a educação. Seria o governo que comando o Estado desde 1982 e faz de São Paulo uma das piores educação do Brasil? Seria este colunista que nunca entrou em uma escola pública?

Já disse um outro teórico, de um outro político conservador, que uma mentira dita 200 vezes vira verdade. É isso que o governo do estado, e o senhor Dimenstein fazem com a educação. Mentiras para desmoralizar os professores e fazer com que a população rica (que lêm os comentários deste senhor) acreditem que as coisas estão finalmente melhorando.


Category: Criminalização do Movimento, Educação

Mulheres ocupam ruas de São Paulo no centenário do 8 de março

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Posted on mar 9 2010 by Baltazar

Em ato-caminhada que reuniu cerca de mil pessoas no centro da capital paulista, feministas de todo o estado homenagearam as mulheres socialistas que estiveram na origem da luta por igualdade, autonomia e liberdade cem anos atrás. Militantes do PSOL, da Secretaria de Mulheres do partido e o deputado federal Ivan Valente também marcaram presença. Texto original http://www.ivanvalente.com.br/?p=6070

Paulina Rosa de Souza Jacinto tem 50 anos e é motorista de ônibus e de caminhão. Herdou a profissão do pai e conta que ainda sofre muito preconceito entre os colegas de trabalho, que não aceitam uma mulher entre eles. “Já usei muito banheiro masculino nas garagens, porque simplesmente não há feminino”, conta. Nesta segunda, Paulina se juntou a suas companheiras do Sindicato dos Condutores e participou, ao lado de cerca de mil mulheres, da manifestação do 8 de Março em São Paulo. Este ano, a data é marcada por um simbolismo especial: em 2010, comemora-se o centenário do Dia Internacional da Mulher.

Em fevereiro de 1910, a socialista alemã Clara Zetkin propôs, na 2a Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, a criação do Dia Internacional da Mulher. A ação das operárias russas no dia 8 de março de 1917, precipitando o início das ações da Revolução Russa, é a razão mais provável para a fixação desta data como o Dia Internacional da Mulher.

“A ação das mulheres socialistas no processo da revolução colocou as feministas em outro patamar de luta organizativa”, avalia Luka Franca, da Secretaria Estadual de Mulheres do PSOL. “Desde então, apesar de tantas conquistas, as mulheres têm mostrado que ainda é preciso resistência”, completa Laura Cymbalista, também integrante da secretaria e membro da comissão organizadora do 8 de Março em SP.

Caminhando pelas ruas do centro de São Paulo, foram muitas as bandeiras de luta reafirmadas pelas feministas, da luta pela legalização do aborto ao combate à violência e a todas as formas de opressão.

“Vivemos em um país onde as mulheres são discriminadas e as mulheres negrais, ainda mais. A mulher negra ganha sempre o menor salário, e muitas vezes não tem acesso à escola porque precisa começar a trabalhar cedo”, explica Rosa Anacleto, da Unegro. “A maioria dos pobres também são as mulheres negras. É só olhar pra quem foram as principais vítimas das enchentes em São Paulo: as mulheres que vivem na periferia da cidade”, disse.

E nesta luta pelo combate à opressão e às desigualdades, a busca pela construção de uma sociedade socialista foi reafirmada em diversas falas.  “Muitas mulheres morreram para estarmos aqui. Então hoje não é dia do comércio nos oferecer flores. É dia de luta e de guerra para construir um mundo melhor, e este mundo será socialista”, concluiu Berna  Menezes, da Intersindical.

O deputado federal Ivan Valente participou da manifestação do 8  de Março, que também marcou o início das atividades da Jornada de formação feminista, organizada pela Secretaria de Mulheres do PSOL. A jornada contará com atividades como cine-debate sobre religião e violência contra a mulher, debate sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos, sarau em homenagem a Iara Iavelberg, uma oficina sobre a imagem da mulher na mídia e o planejamento dos eixos de luta da Secretaria Estadual de Mulheres do PSOL. Para saber mais, visite a página do PSOL-SP. http://psolsp.org.br/?p=4742


Category: Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento

NA SEMANA DAS MULHERES, NOSSO POSICIONAMENTO SOBRE O ABORTO

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Posted on mar 7 2010 by rafah

Aproveitamos a semana do dia internacional da mulher para explicitar nossa posição sobre o aborto, reiterando o posicionamento de nosso candidato a presidente, Plinio de Arruda Sampaio. Ainda que www.outubrovermelho.com.br, diferentemente de Plínio, sejamos ateus, estamos convencidos de que a saída proposta é a que mais avança contra a dominação masculina.

Descriminalizar e estatizar o aborto!

pág 1

pág. 2


  Tags: aborto sim, Criminalização do Movimento, feminismo, socialismo Category: Contra ou Cultura!!!, política institucional

Greve geral paralisa a Grécia

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Posted on mar 4 2010 by Baltazar

Mais uma vez a Grécia é palco de grandes mobilizações. A greve geral que mobilizou o país é mais uma prova concreta que o capital não consegue solucionar os seus problemas. Para solucionar a crise econômica aprofundam a exploração do trabalho e agudizando a crise social. A mobilização dos trabalhadores gregos é prova que não chegamos ao fim da história e estamos pronto para a luta. Segue um relato sobre a situação no país e como a classe trabalhadora está se organizando.


Matthew Cookson, de Atenas

As ruas sempre cheias de gente do centro de Atenas estão quase desertas hoje. Mais de 2 milhões dos 5 milhões de trabalhadores gregos cruzaram os braçoa. A greve geral de 24 horas uniu trabalhadores do setor público e privado contra as medidas de austeridade adotadas pelo governo.

Todos os vôos chegando ou saindo do país foram cancelados. Escolas e repartições públicas estão fechadas. Poucos ônibus e linhas de trem funcionam, assim mesmo sua circulação foi permitida pelos grevistas para que pudessem levar os trabalhadores às manifestações.

Mais de 30 mil pessoas participaram de duas passeatas diferentes. Seus participantes quebraram a calma do centro de Atenas com seus cantos e palavras-de-ordem enquanto rumavam ao parlamento. Os trabalhadores estão furiosos com o governo Pasok, de centro-esquerda e que venceu as eleições gerais com promessas de manter o valor dos salários. Os manifestantes gritavam: “Nada de sacrifícios! Que os ricos paguem pela crise!”

Yiannis Anastakis, que trabalha no Estádio Olímpico, me disse: “Antes das eleições, o governo disse coisas completamente diferentes do que está fazendo. Agora, está baixando salários que já eram muito baixos. A maioria das pessoas recebe muito menos do que o suficiente para sobreviver com dignidade”.

“Quem tem dinheiro na Grécia não paga impostos. Mas, o governo não vai tirar dinheiro dos ricos. Prefere arrancar mais de quem ganha pouco”, disse ele.

Trabalhadores dos correios e telecomunicações, engenheiros, eletricitários, estudantes, desempregados, funcionários públicos e muitos outros estão juntos na luta. Um grande grupo de imigrantes africanos e de Bangladesh juntaram-se ao movimento, exigindo plenos direitos de cidadania e fim das perseguições policiais.

A polícia usou bombas de gás e cassetetes contra os manifestantes que chegavam às proximidades do parlamento. Um grupo de manifestantes jogou tinta vermelha nos batalhões de choque. A polícia dividiu a manifestação em dois, mas os participantes conseguiram se reorganizar e continuar a passeata.

Trabalhadores do setor público e privado cruzaram os braços contra a intenção do governo de fazer pesados cortes salariais que irão atingir gravemente seu nível de vida. O déficit orçamentário do governo atualmente é de 12,7% do PIB anual da Grécia. O governo quer baixá-lo para 2,8%.

Nesta manhã, juntei-me a um piquete de sindicalistas e estudantes nos escritórios da fábrica metalúrgica Metika, em Atenas. Panos, um dos sindicalistas disse que “o governo fala que está agindo contra a crise, mas na realidade está atacando os direitos dos trabalhadores”. “Nós também estamos aqui, porque a Matika demitiu três trabalhadores que eram militantes sindicais”, esclareceu.

Faixas penduradas nos portões da empresa diziam: “Parem o programa de estabilidade. Chega de demissões” e “Nenhum sacrifício pelos lucros deles”.

Yannis disse que “a União Européia afirma que a Grécia tem padrões de vida elevados em comparação com outros paises. Isto não é verdade. Muitos de nós temos dois empregos para sobreviver. Olhe para essas pessoas. Me diga se elas são ricas”.

A greve geral não é o objetivo final da luta na Grécia. Vários setores estão planejando suas próprias greves e estão em preparação mais dias nacionais de luta para breve.


Category: crise econômica

O GOOGLE é mau

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Posted on mar 2 2010 by rafah

O riseup está divulgando a seguinte mensagem, vale a pena dar uma olhada! Para quem achava que a revolução internética é a libertação neo-tropicalista… bem vindo ao big-brother neo-fascista e neo-liberal.

Google: horripilante e mau
————————–

O lema do Google “don’t be evil” (em português, “não seja mau”) tem sido
a chave para o sucesso da empresa. No ano 2000, Google era a única
ferramenta de busca que não privilegiava anunciantes nos seus
resultados, um fator significativo para seu rápido crescimento. Talvez o
novo lema do Google deveria ser “don’t be creepy” (ou “não seja
horripilante”). Recentemente, o diretor executivo Eric Schmidt disse que
o Google está “tentando não cruzar o que nós chamamos da linha do
horror” quando o assunto é a coleta de dados pessoais [1].

Entretanto, Eric Schmidt não perdeu tempo em cruzar a tal linha
horripilante quando, em dezembro, disse em uma entrevista que “se tem
alguma coisa que você não gostaria que os outros soubessem, talvez você
nem a deveria estar fazendo”. Em outras palavras, o cabeça da empresa
com a maior quantidade de dados de vigilância do mundo disse que se você
é inocente, não deveria ter nada a esconder. Como muitos devem ter
notado, a afirmação de Schmidt é hipócrita e perturbadora [2][3]. A sua
lógica é próxima da alegação totalitária de que se você quer liberdade
de expressão, é prudente não falar nada controverso ou comprometedor.

O comentário de Eric Schmidt é particularmente problemático à luz da
recente mudança de política do Google. Em março de 2009, Google reverteu
sua política de longa data contra o controle sobre o comportamento na
internet[4]. Agora, a empresa rastreia o comportamento de usuários da
internet a fim de mostrar-lhes anúncios mais focados nos seus
interesses. Em fevereiro de 2010, o jornal estado-unidense Washington
Post revelou que o Google mais uma vez reverteu sua antiga política ao
celebrar uma parceria de compartilhamento de informações com o NSA (o
órgão de espionagem eletrônica super secreto do governo estado-unidense)
visando o combate de “ciber-ataques” [5].

Em ambos os casos, nos é dito para que não nos preocupemos porque o
Google irá apenas compartilhar dados que foram “anonimizados” (isto é,
informações pessoais identificáveis são removidas). Mas há razões de
sobra para nos alarmarmos. Pesquisas recentes tem mostrado como sítios
de relacionamento e redes sociais vazam grande quantidade de informações
pessoais para os seus anunciantes [6] e como é excepcionalmente difícil
criar uma lista de dados que não possa ser “des-anonimizada” [7][8][9].

Na verdade, o departamento de defesa dos Estados Unidos tem uma nova
iniciativa baseada exatamente neste princípio [10]. Chamada de “DNA
digital”, o objetivo é desenvolver um banco de dados digital semelhante
ao banco de dados de DNA mantido por muitos governos do mundo. Mais
precisamente, o objetivo é identificar indivíduos particulares a partir
de dados tidos como “anonimizados” – através dos vestígios digitais que
acabamos deixando toda vez que usamos o computador.

Afora isso tudo, o Google continua assegurando a seus usuários que não
há nada com o que se preocupar. Afinal, se você tem tempo sobrando, pode
usar o painel de controle do Google (Google Dashboard) para ajustar um
complexo conjunto de configurações de privacidade e auto-proteção. O
problema é que o painel de controle do Google se aplica apenas para
dados diretamente ligados a uma conta Google e ignora todas as outras
maneiras indiretas pelas quais o Google recolhe seus dados, que são
facilmente des-anonimizáveis. Por exemplo, ele não te permite remover os
dados de localização que o Google rastreia toda vez que você envia uma
mensagem para um endereço Gmail.

Google quer nossa confiança. Nos pedem para darmos fé ao mágico por trás
da cortina que controla o maior acervo de dados que o mundo já conheceu.
O novo lema do Google é claro: “não seja tão mau que o povo pode começar
a perceber”. E nós estamos começando a perceber.

Como proteger sua privacidade na rede
——————————

———————-

Trabalhar nesta questão é realmente um problema social, e não
individual. Pedir para pessoas gastarem seu tempo praticando
“privacidade sanitária” é tanto anti-prático como politicamente
duvidoso. Para criar privacidade online, na nossa opinião, deve-se
pensar coletivamente através do apoio a alternativas ao Google, como o
próprio Riseup.

Além disso, há alguns procedimentos recomendáveis que são medidas no
estilo “instale e esqueça” que não demandam manutenção chata e contínua.

Se você usa o Firefox, o navegador de internet que recomendamos
(http://help.riseup.net/mail/#use_firefox), você pode instalar vários
complementos ou extras (add-ons) para usar enquanto navega. Como o
Firefox é um software livre, membros da comunidade tem desenvolvido
softwares para adicionar novas funções, e qualquer pessoa pode baixar e
usar estes complementos (para maiores informações sobre os complementos
do Firefox, veja https://addons.mozilla.org/en-US/firefox/pages/faq).

Você pode procurar complementos no https://addons.mozilla.org/
(português brasileiro: https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/,
português europeu:
https://addons.mozilla.org/pt-PT/firefox/?from=%2Fpt-BR%2Ffirefox%2F);
quando encontrar o complemento que procura, basta clicar em “Adicionar
ao Firefox” para instalar. Você pode visualizar todos os complementos
que instalou na barra de ferramentas do Firefox.

Listamos abaixo alguns complementos do Firefox que recomendamos:

* GoogleSharing (https://we.riseup.net/help/googlesharing)
* Targeted Advertising Cookie Opt-Out (TACO) (http://taco.dubfire.net/)
* Adblock Plus (http://adblockplus.org/en/)

Você também pode realizar pesquisas de busca na internet usando:
https://ssl.scroogle.org/

——————————————-
[1] Artigo em inglês: “Google trying not to cross ‘the creepy line’”
(Google tentando não atravessar a “linha do horror”)
http://news.cnet.com/8301-30684_3-10392435-265.html

[2] Artigo em inglês: “Google CEO Eric Schmidt Dismisses the Importance
of Privacy” (Eric Schmidt, diretor executivo do Google, desconsidera a
importância da privacidade)
http://www.eff.org/deeplinks/2009/12/Google-ceo-eric-schmidt-dismisses-privacy

[3 ] Artigo em inglês: “My Reaction to Eric Schmidt” (Minha reação a
Eric Scmidt)
http://www.schneier.com/blog/archives/2009/12/my_reaction_to.html

[4] Artigo em inglês: “Privacy Groups Rip Google’s Targeted Advertising
Plan” (Plano de propaganda dirigida do Google é criticado por grupos de
defesa da privacidade)
http://www.pcworld.com/businesscenter/article/161086/privacy_groups_rip_googles_targeted_advertising_plan.html

[5] Artigo em inglês: “Google to enlist NSA to help it ward off
cyberattacks” (Google ajudará NSA a combater ciber-ataques)
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2010/02/03/AR2010020304057.html

[6] Artigo em inglês: “Social networks make it easy for 3rd parties to
identify you” (Redes sociais facilitam a identificação pessoal por
terceiros)
http://arstechnica.com/security/news/2009/09/which-user-clicked-on-viagra-ads-ask-myspace-and-facebook.ars

[7] Artigo em inglês: Mielikäinen, Taneli. 2004 “Privacy Problems with
Anonymized Transaction Databases” (Problemas de privacidade nas
transações de bancos de dados anonimizados).
http://www.springerlink.com/content/rukljup9muhtrpcu/

[8] Artigo em inglês: Shmatikov, Vitaly and Arvind Narayanan. 2008.
“Robust De-anonymization of Large Sparse Datasets (How To Break
Anonymity of the Netflix Prize Dataset)” (Des-anonimização robusta em
bancos de dados esparsos (Como quebrar o anonimato do banco de dados de
Netflix Prize)).  http://www.cs.utexas.edu/~shmat/shmat_oak08netflix.pdf

[9] Artigo em inglês: Shmatikov, Vitaly and Arvind Narayanan. 2009.
“De-Anonymizing Social Networks” (Des-anonimizando redes sociais
virtuais). www.cs.utexas.edu/~shmat/shmat_oak09.pdf

[10] Artigo em inglês: Digital Pentágono procura por ‘DNA para
identificar Hackers
http://www.wired.com/dangerroom/2010/01/pentagon-searches-for-digital-dna-to-identify-hackers/


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