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Gilbertinho Pocotó

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Posted on mar 11 2010 by Baltazar

No jornaleco da Família Frias escreve um colunista sobre educação. Nesta segunda-feira ele reprova a greve dos professores da rede pública dizendo que é uma greve contra os pobres. Eu não sabia que o senhor José “Exterminador do Futuro” Serra fosse pobre. Também não sabia que Paulo Renato – que comanda a educação pública desde 1982 – fosse pobre.

Como sempre seus comentários vem de maneira a distorcer a realidade. Se alguns professores (sim apenas alguns) podem faltar 130 dias, os porfessores que entram agora na rede só podem faltar 3. Depois disto é abandono de cargo. Esquece esse senhor de como é a realidade em uma escola pública. Mesmo porque ele nunca entrou em uma. No máximo para tirar fotos para escrever no jornal. Esquece esse senhor que os professores temporários na rede somam quase 50% de toda categoria, e segunda as novas regras do governador e do secretário de educação, que os professores que dão aula este ano não poderão lecionar ano que vem. Fala o colunista sobre mérito. Mesmo os professores aprovados nas provinhas do governador não poderão lecionar ano que vem. Nem que ele acerte todas as questões, não poderão lecionar ano que vem. Pergunto eu à aquele senhor que nunca entrou em uma escola publica: Onde estas reinvindicações vão contra o filho do pobre?

O que o nosso governador vai fazer com os 100 mil professores temporários da rede publica, se o concurso aberto para este ano só disponibiliza 10 mil vagas? Quem lecionará? Eu sei, um professor precarizado. Que estará assumindo a função de magistério pela primeira vez e que no ano seguinte não poderá dar aula. Mas se todos dizem que a permanência do professor no colégio é sinônimo de qualidade. Não deveriamos incentivar que bons profissionais entrem na rede e permaneça nela? Pois é vamos tratar daqui para diante, como já tratamos disto ano passado, quem defende a educação. Seria o governo que comando o Estado desde 1982 e faz de São Paulo uma das piores educação do Brasil? Seria este colunista que nunca entrou em uma escola pública?

Já disse um outro teórico, de um outro político conservador, que uma mentira dita 200 vezes vira verdade. É isso que o governo do estado, e o senhor Dimenstein fazem com a educação. Mentiras para desmoralizar os professores e fazer com que a população rica (que lêm os comentários deste senhor) acreditem que as coisas estão finalmente melhorando.


Category: Criminalização do Movimento, Educação

Mulheres ocupam ruas de São Paulo no centenário do 8 de março

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Posted on mar 9 2010 by Baltazar

Em ato-caminhada que reuniu cerca de mil pessoas no centro da capital paulista, feministas de todo o estado homenagearam as mulheres socialistas que estiveram na origem da luta por igualdade, autonomia e liberdade cem anos atrás. Militantes do PSOL, da Secretaria de Mulheres do partido e o deputado federal Ivan Valente também marcaram presença. Texto original http://www.ivanvalente.com.br/?p=6070

Paulina Rosa de Souza Jacinto tem 50 anos e é motorista de ônibus e de caminhão. Herdou a profissão do pai e conta que ainda sofre muito preconceito entre os colegas de trabalho, que não aceitam uma mulher entre eles. “Já usei muito banheiro masculino nas garagens, porque simplesmente não há feminino”, conta. Nesta segunda, Paulina se juntou a suas companheiras do Sindicato dos Condutores e participou, ao lado de cerca de mil mulheres, da manifestação do 8 de Março em São Paulo. Este ano, a data é marcada por um simbolismo especial: em 2010, comemora-se o centenário do Dia Internacional da Mulher.

Em fevereiro de 1910, a socialista alemã Clara Zetkin propôs, na 2a Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, a criação do Dia Internacional da Mulher. A ação das operárias russas no dia 8 de março de 1917, precipitando o início das ações da Revolução Russa, é a razão mais provável para a fixação desta data como o Dia Internacional da Mulher.

“A ação das mulheres socialistas no processo da revolução colocou as feministas em outro patamar de luta organizativa”, avalia Luka Franca, da Secretaria Estadual de Mulheres do PSOL. “Desde então, apesar de tantas conquistas, as mulheres têm mostrado que ainda é preciso resistência”, completa Laura Cymbalista, também integrante da secretaria e membro da comissão organizadora do 8 de Março em SP.

Caminhando pelas ruas do centro de São Paulo, foram muitas as bandeiras de luta reafirmadas pelas feministas, da luta pela legalização do aborto ao combate à violência e a todas as formas de opressão.

“Vivemos em um país onde as mulheres são discriminadas e as mulheres negrais, ainda mais. A mulher negra ganha sempre o menor salário, e muitas vezes não tem acesso à escola porque precisa começar a trabalhar cedo”, explica Rosa Anacleto, da Unegro. “A maioria dos pobres também são as mulheres negras. É só olhar pra quem foram as principais vítimas das enchentes em São Paulo: as mulheres que vivem na periferia da cidade”, disse.

E nesta luta pelo combate à opressão e às desigualdades, a busca pela construção de uma sociedade socialista foi reafirmada em diversas falas.  “Muitas mulheres morreram para estarmos aqui. Então hoje não é dia do comércio nos oferecer flores. É dia de luta e de guerra para construir um mundo melhor, e este mundo será socialista”, concluiu Berna  Menezes, da Intersindical.

O deputado federal Ivan Valente participou da manifestação do 8  de Março, que também marcou o início das atividades da Jornada de formação feminista, organizada pela Secretaria de Mulheres do PSOL. A jornada contará com atividades como cine-debate sobre religião e violência contra a mulher, debate sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos, sarau em homenagem a Iara Iavelberg, uma oficina sobre a imagem da mulher na mídia e o planejamento dos eixos de luta da Secretaria Estadual de Mulheres do PSOL. Para saber mais, visite a página do PSOL-SP. http://psolsp.org.br/?p=4742


Category: Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento

NA SEMANA DAS MULHERES, NOSSO POSICIONAMENTO SOBRE O ABORTO

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Posted on mar 7 2010 by rafah

Aproveitamos a semana do dia internacional da mulher para explicitar nossa posição sobre o aborto, reiterando o posicionamento de nosso candidato a presidente, Plinio de Arruda Sampaio. Ainda que www.outubrovermelho.com.br, diferentemente de Plínio, sejamos ateus, estamos convencidos de que a saída proposta é a que mais avança contra a dominação masculina.

Descriminalizar e estatizar o aborto!

pág 1

pág. 2


  Tags: aborto sim, Criminalização do Movimento, feminismo, socialismo Category: Contra ou Cultura!!!, política institucional

Greve geral paralisa a Grécia

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Posted on mar 4 2010 by Baltazar

Mais uma vez a Grécia é palco de grandes mobilizações. A greve geral que mobilizou o país é mais uma prova concreta que o capital não consegue solucionar os seus problemas. Para solucionar a crise econômica aprofundam a exploração do trabalho e agudizando a crise social. A mobilização dos trabalhadores gregos é prova que não chegamos ao fim da história e estamos pronto para a luta. Segue um relato sobre a situação no país e como a classe trabalhadora está se organizando.


Matthew Cookson, de Atenas

As ruas sempre cheias de gente do centro de Atenas estão quase desertas hoje. Mais de 2 milhões dos 5 milhões de trabalhadores gregos cruzaram os braçoa. A greve geral de 24 horas uniu trabalhadores do setor público e privado contra as medidas de austeridade adotadas pelo governo.

Todos os vôos chegando ou saindo do país foram cancelados. Escolas e repartições públicas estão fechadas. Poucos ônibus e linhas de trem funcionam, assim mesmo sua circulação foi permitida pelos grevistas para que pudessem levar os trabalhadores às manifestações.

Mais de 30 mil pessoas participaram de duas passeatas diferentes. Seus participantes quebraram a calma do centro de Atenas com seus cantos e palavras-de-ordem enquanto rumavam ao parlamento. Os trabalhadores estão furiosos com o governo Pasok, de centro-esquerda e que venceu as eleições gerais com promessas de manter o valor dos salários. Os manifestantes gritavam: “Nada de sacrifícios! Que os ricos paguem pela crise!”

Yiannis Anastakis, que trabalha no Estádio Olímpico, me disse: “Antes das eleições, o governo disse coisas completamente diferentes do que está fazendo. Agora, está baixando salários que já eram muito baixos. A maioria das pessoas recebe muito menos do que o suficiente para sobreviver com dignidade”.

“Quem tem dinheiro na Grécia não paga impostos. Mas, o governo não vai tirar dinheiro dos ricos. Prefere arrancar mais de quem ganha pouco”, disse ele.

Trabalhadores dos correios e telecomunicações, engenheiros, eletricitários, estudantes, desempregados, funcionários públicos e muitos outros estão juntos na luta. Um grande grupo de imigrantes africanos e de Bangladesh juntaram-se ao movimento, exigindo plenos direitos de cidadania e fim das perseguições policiais.

A polícia usou bombas de gás e cassetetes contra os manifestantes que chegavam às proximidades do parlamento. Um grupo de manifestantes jogou tinta vermelha nos batalhões de choque. A polícia dividiu a manifestação em dois, mas os participantes conseguiram se reorganizar e continuar a passeata.

Trabalhadores do setor público e privado cruzaram os braços contra a intenção do governo de fazer pesados cortes salariais que irão atingir gravemente seu nível de vida. O déficit orçamentário do governo atualmente é de 12,7% do PIB anual da Grécia. O governo quer baixá-lo para 2,8%.

Nesta manhã, juntei-me a um piquete de sindicalistas e estudantes nos escritórios da fábrica metalúrgica Metika, em Atenas. Panos, um dos sindicalistas disse que “o governo fala que está agindo contra a crise, mas na realidade está atacando os direitos dos trabalhadores”. “Nós também estamos aqui, porque a Matika demitiu três trabalhadores que eram militantes sindicais”, esclareceu.

Faixas penduradas nos portões da empresa diziam: “Parem o programa de estabilidade. Chega de demissões” e “Nenhum sacrifício pelos lucros deles”.

Yannis disse que “a União Européia afirma que a Grécia tem padrões de vida elevados em comparação com outros paises. Isto não é verdade. Muitos de nós temos dois empregos para sobreviver. Olhe para essas pessoas. Me diga se elas são ricas”.

A greve geral não é o objetivo final da luta na Grécia. Vários setores estão planejando suas próprias greves e estão em preparação mais dias nacionais de luta para breve.


Category: crise econômica

O GOOGLE é mau

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Posted on mar 2 2010 by rafah

O riseup está divulgando a seguinte mensagem, vale a pena dar uma olhada! Para quem achava que a revolução internética é a libertação neo-tropicalista… bem vindo ao big-brother neo-fascista e neo-liberal.

Google: horripilante e mau
————————–

O lema do Google “don’t be evil” (em português, “não seja mau”) tem sido
a chave para o sucesso da empresa. No ano 2000, Google era a única
ferramenta de busca que não privilegiava anunciantes nos seus
resultados, um fator significativo para seu rápido crescimento. Talvez o
novo lema do Google deveria ser “don’t be creepy” (ou “não seja
horripilante”). Recentemente, o diretor executivo Eric Schmidt disse que
o Google está “tentando não cruzar o que nós chamamos da linha do
horror” quando o assunto é a coleta de dados pessoais [1].

Entretanto, Eric Schmidt não perdeu tempo em cruzar a tal linha
horripilante quando, em dezembro, disse em uma entrevista que “se tem
alguma coisa que você não gostaria que os outros soubessem, talvez você
nem a deveria estar fazendo”. Em outras palavras, o cabeça da empresa
com a maior quantidade de dados de vigilância do mundo disse que se você
é inocente, não deveria ter nada a esconder. Como muitos devem ter
notado, a afirmação de Schmidt é hipócrita e perturbadora [2][3]. A sua
lógica é próxima da alegação totalitária de que se você quer liberdade
de expressão, é prudente não falar nada controverso ou comprometedor.

O comentário de Eric Schmidt é particularmente problemático à luz da
recente mudança de política do Google. Em março de 2009, Google reverteu
sua política de longa data contra o controle sobre o comportamento na
internet[4]. Agora, a empresa rastreia o comportamento de usuários da
internet a fim de mostrar-lhes anúncios mais focados nos seus
interesses. Em fevereiro de 2010, o jornal estado-unidense Washington
Post revelou que o Google mais uma vez reverteu sua antiga política ao
celebrar uma parceria de compartilhamento de informações com o NSA (o
órgão de espionagem eletrônica super secreto do governo estado-unidense)
visando o combate de “ciber-ataques” [5].

Em ambos os casos, nos é dito para que não nos preocupemos porque o
Google irá apenas compartilhar dados que foram “anonimizados” (isto é,
informações pessoais identificáveis são removidas). Mas há razões de
sobra para nos alarmarmos. Pesquisas recentes tem mostrado como sítios
de relacionamento e redes sociais vazam grande quantidade de informações
pessoais para os seus anunciantes [6] e como é excepcionalmente difícil
criar uma lista de dados que não possa ser “des-anonimizada” [7][8][9].

Na verdade, o departamento de defesa dos Estados Unidos tem uma nova
iniciativa baseada exatamente neste princípio [10]. Chamada de “DNA
digital”, o objetivo é desenvolver um banco de dados digital semelhante
ao banco de dados de DNA mantido por muitos governos do mundo. Mais
precisamente, o objetivo é identificar indivíduos particulares a partir
de dados tidos como “anonimizados” – através dos vestígios digitais que
acabamos deixando toda vez que usamos o computador.

Afora isso tudo, o Google continua assegurando a seus usuários que não
há nada com o que se preocupar. Afinal, se você tem tempo sobrando, pode
usar o painel de controle do Google (Google Dashboard) para ajustar um
complexo conjunto de configurações de privacidade e auto-proteção. O
problema é que o painel de controle do Google se aplica apenas para
dados diretamente ligados a uma conta Google e ignora todas as outras
maneiras indiretas pelas quais o Google recolhe seus dados, que são
facilmente des-anonimizáveis. Por exemplo, ele não te permite remover os
dados de localização que o Google rastreia toda vez que você envia uma
mensagem para um endereço Gmail.

Google quer nossa confiança. Nos pedem para darmos fé ao mágico por trás
da cortina que controla o maior acervo de dados que o mundo já conheceu.
O novo lema do Google é claro: “não seja tão mau que o povo pode começar
a perceber”. E nós estamos começando a perceber.

Como proteger sua privacidade na rede
——————————

———————-

Trabalhar nesta questão é realmente um problema social, e não
individual. Pedir para pessoas gastarem seu tempo praticando
“privacidade sanitária” é tanto anti-prático como politicamente
duvidoso. Para criar privacidade online, na nossa opinião, deve-se
pensar coletivamente através do apoio a alternativas ao Google, como o
próprio Riseup.

Além disso, há alguns procedimentos recomendáveis que são medidas no
estilo “instale e esqueça” que não demandam manutenção chata e contínua.

Se você usa o Firefox, o navegador de internet que recomendamos
(http://help.riseup.net/mail/#use_firefox), você pode instalar vários
complementos ou extras (add-ons) para usar enquanto navega. Como o
Firefox é um software livre, membros da comunidade tem desenvolvido
softwares para adicionar novas funções, e qualquer pessoa pode baixar e
usar estes complementos (para maiores informações sobre os complementos
do Firefox, veja https://addons.mozilla.org/en-US/firefox/pages/faq).

Você pode procurar complementos no https://addons.mozilla.org/
(português brasileiro: https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/,
português europeu:
https://addons.mozilla.org/pt-PT/firefox/?from=%2Fpt-BR%2Ffirefox%2F);
quando encontrar o complemento que procura, basta clicar em “Adicionar
ao Firefox” para instalar. Você pode visualizar todos os complementos
que instalou na barra de ferramentas do Firefox.

Listamos abaixo alguns complementos do Firefox que recomendamos:

* GoogleSharing (https://we.riseup.net/help/googlesharing)
* Targeted Advertising Cookie Opt-Out (TACO) (http://taco.dubfire.net/)
* Adblock Plus (http://adblockplus.org/en/)

Você também pode realizar pesquisas de busca na internet usando:
https://ssl.scroogle.org/

——————————————-
[1] Artigo em inglês: “Google trying not to cross ‘the creepy line’”
(Google tentando não atravessar a “linha do horror”)
http://news.cnet.com/8301-30684_3-10392435-265.html

[2] Artigo em inglês: “Google CEO Eric Schmidt Dismisses the Importance
of Privacy” (Eric Schmidt, diretor executivo do Google, desconsidera a
importância da privacidade)
http://www.eff.org/deeplinks/2009/12/Google-ceo-eric-schmidt-dismisses-privacy

[3 ] Artigo em inglês: “My Reaction to Eric Schmidt” (Minha reação a
Eric Scmidt)
http://www.schneier.com/blog/archives/2009/12/my_reaction_to.html

[4] Artigo em inglês: “Privacy Groups Rip Google’s Targeted Advertising
Plan” (Plano de propaganda dirigida do Google é criticado por grupos de
defesa da privacidade)
http://www.pcworld.com/businesscenter/article/161086/privacy_groups_rip_googles_targeted_advertising_plan.html

[5] Artigo em inglês: “Google to enlist NSA to help it ward off
cyberattacks” (Google ajudará NSA a combater ciber-ataques)
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2010/02/03/AR2010020304057.html

[6] Artigo em inglês: “Social networks make it easy for 3rd parties to
identify you” (Redes sociais facilitam a identificação pessoal por
terceiros)
http://arstechnica.com/security/news/2009/09/which-user-clicked-on-viagra-ads-ask-myspace-and-facebook.ars

[7] Artigo em inglês: Mielikäinen, Taneli. 2004 “Privacy Problems with
Anonymized Transaction Databases” (Problemas de privacidade nas
transações de bancos de dados anonimizados).
http://www.springerlink.com/content/rukljup9muhtrpcu/

[8] Artigo em inglês: Shmatikov, Vitaly and Arvind Narayanan. 2008.
“Robust De-anonymization of Large Sparse Datasets (How To Break
Anonymity of the Netflix Prize Dataset)” (Des-anonimização robusta em
bancos de dados esparsos (Como quebrar o anonimato do banco de dados de
Netflix Prize)).  http://www.cs.utexas.edu/~shmat/shmat_oak08netflix.pdf

[9] Artigo em inglês: Shmatikov, Vitaly and Arvind Narayanan. 2009.
“De-Anonymizing Social Networks” (Des-anonimizando redes sociais
virtuais). www.cs.utexas.edu/~shmat/shmat_oak09.pdf

[10] Artigo em inglês: Digital Pentágono procura por ‘DNA para
identificar Hackers
http://www.wired.com/dangerroom/2010/01/pentagon-searches-for-digital-dna-to-identify-hackers/


  Tags: indymedia, internacional, irresponsabilidade, neo-liberalismo Category: Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento, Imperialismo

FIM DE SEMANA socialista e libertário NA SANTA CECÍLIA

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Posted on mar 1 2010 by rafah

Esse fim de semana foi agitado na Santa Cecília. No Sábado à noite, teve Cinekaos no Espaço Cultural Santa Cecília. O evento fílmico, entretido e militante agregou ainda  mais pessoas, sediou estréias, recebeu realizadores e vai se consolidando como alternativa socialista e libertária de cultura no bairro.

No Domingo, teve a segunda oficina política promovida pelo núcleo de base do PSOL de Santa Cecília, com o tema “Prisão, Justiça, Segurança e a Esquerda Socialista Libertária”. Sociólogos, advogados, sindicalistas, estudantes e professores se reuniram para debater a conjuntura atual de criminalização da pobreza, a justiça popular e as alternativas socialistas de processamento social de conflitos.

Novos eventos estão para acontecer, especialmente no que se refere à luta das mulheres. Logo, logo mais notícias.

Segue alguns sucessos do cinekaos:

CHAVEZ NO RODA VIVA 2002

MARTIRES DEL COMPÁS – clip




  Tags: anti-fascista, cinekaos, contracultura, socialismo Category: Contra ou Cultura!!!, Revitalização do Centro

NOSSO CANDIDATO A PRESIDENTE, PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO

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Posted on fev 26 2010 by rafah

Olha só como o nosso candidato a presidente pensa, isso é só o começo, imagina no debate da televisão!

PT-PSDB

DEBATE FUNDAMENTAL

CANDIDATURA


  Tags: plinio presente Category: política institucional

As duas caras da família Frias

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Posted on fev 25 2010 by admin

muito alem do cidadão kane

Na edição de hoje do jornal da família Frias, temos uma foto grande e letras garrafais dizendo “Cuba reprime protesto da oposição na visita de Lula”. Diz o jornaleco que: a morte de um preso “político”, devido a uma greve de fome, ofuscou a visita do presidente Lula. Porem o que ofuscou a visita do dirigente brasileiro é, sem dúvida, a falta de esperança que soa em terras tupiniquins. O consumo em alta em nosso país arrancou e pisou as alegrias a serem tiradas do futuro.

O mais impressionante na matéria é o destaque que se dá a “repressão” em solo cubano. No jornaleco não consta manifestações reprimidas, prisões, espancamento como em solos brasileiros. Dize também que 30 opositores foram mantidos em casa. Isso já é motivo suficiente para fazermos comparações com a “democracia” brasileira. O jornaleco nada diz das repressões do governo estadual contra as famílias que se manifestava devido as enchentes que ocorreram em São Paulo. O jornaleco nada diz sobre as bombas que a PM usou para reprimir os que protestavam contra o aumento das passagens na cidade de São Paulo. O jornaleco nada diz sobre as torturas que ocorrem nos presídios de São Paulo. O jornaleco, pelo contrário, ajuda a confundir o que é manifestação e o que é vandalismo. São vândalos os que derrubam pés de laranja para plantar feijão para alimentar suas famílias (e denunciar o agronegócio), porem nada dizem sobre os que derrubam matas públicas para plantar laranja para exportar.

A muito tempo denunciamos o caráter da nossa mídia, e o que é, para eles, liberdade de expressão. Liberdade de expressão é poder falar livremente contra seus opositores. Esconder as barbaridades feita pelos seus pares e desmoralizar, em alto e bom tom, todos os seus adversários. Num vale tudo de difamação, matérias falsas, fotomontagem e seleções parciais das falas como a de Raul Castro “Aqui não temos uma máxima liberdade de expressão, é certo. Deixem-nos tranquilos, deixem-nos quietos, deixem-nos desenvolver normalmente nossas atividades. Essa é a realidade, o resto é historia”.

Porem nada fala das restrições a liberdade de expressão que fazem em nosso país contra militantes comunistas, contra jornais independêntes em cidades do interior e quando, o governo cedeu (por pressão das famílias que tem poder de se comunicar), ao não adotar o sistema de TV digital que permitisse que qualquer um pudesse ter o seu canal na nova TV. Deixando claro que temos um carater comercial na mídia, e restrito as mesmas famílias que se comunicam no Brasil, e que constroem a verdade do que eles pensam ser o Brasil. Toda palavra a nossa mídia, nenhuma palavra ao povo.


Category: Criminalização do Movimento, Imperialismo

Bar ruim é lindo, bicho

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Posted on fev 10 2010 by admin

Por Antonio Prata

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins.
Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150 anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de 150 anos, mas tudo bem).
No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando resolver aí 500 anos de história.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.
“Ô Betão, traz mais uma pra gente”, eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte do Brasil.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte do Brasil, por isso vamos a bares ruins,que tem mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gateau e não tem frango à passarinho ou carne de sol com macaxeira que são os pratos tradicionais de nossa cozinha.
Se bem que nós, meio intelectuais, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gateau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.
A gente gosta do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil.
Assim como não é qualquer bar ruim.
Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne de sol, a gente bate uma punheta ali mesmo.
Quando um de nós, meio intelectuais, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.
Porque a gente acha que o bar ruim é autêntico e o bar bom não é, como eu já disse.
O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas.
Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e nesse ponto a gente já se sente incomodado e quando chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e universitários, a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó.
Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV.
Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevete e chinelo Rider.
Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico.
E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.
Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem.
Os que entendem percebem qual é a nossa, mantém o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam em 50% o preço de tudo.
Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato.
Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae.
Aí eles se fodem, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão brasileira, tão raiz.
Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda, no Brasil!
Ainda mais porque a cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelo Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gateau pelos quatro cantos do globo.
Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda, como eu que, por questões ideológicas, preferem frango a passarinho e carne de sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca mas é como se diz lá no nordeste e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o nordeste é muito mais autêntico que o sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é mais assim Câmara Cascudo, saca?).
- Ô Betão, vê um cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?


  Tags: esquerda, intelectual, poesia

Informes sobre Belo Monte

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Posted on fev 9 2010 by admin

Em tempos de conferência climática falida, o Brasil toma posição de destaque internacional. Porem, para alem das fotos e discursos, a realidade em terras tupiniquins é bem diferente. O projeto de desenvolvimento nacional não permite brechas no caminho do progresso. Tudo que é um obstaculo ao aumento do lucro das empresas é retirado. Nenhum respeito ao meio ambiente ou as culturas tradicionais.

A hidrelétrica do Belo Monte é um exemplo disto. Desrespeito as populações tradicionais como em diversos outras obras pelo país. Em São Paulo temos disputa entre Eike Batista (que de tanto receber ajuda do governo se torna o homem mais rico do país) contra indígenas na região de Bertioga, pela construção de um porto. No vale do Ribeira, Antônio Hermírio de Moraes (que de tanto receber ajuda do governo foi o homem mais rico do país), expulsa  quilombolas, pescadores e indígenas, para construir 3 hidrelétricas a fim de abastecer suas fábricas. Mesmo durante mais de 15 anos de negativa do Ibama pelos prejuizos ambientais que irá causar.

Belo Monte segue o mesmo percurso, como atesta o povo de Xingu. Segue o informe da Situação pela Cimi.

indios contra belo monte



Informe nº 899 – Belo Monte: “Não houve diálogo”

O presidente do Cimi, Dom Erwin Kräutler, reafirma sua posição sobre Belo Monte e ressalta não esmorecer, mesmo sem diálogo. “Vou continuar lutando!”

O presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e bispo da Prelazia do Xingu, Dom Erwin Kräutler, esteve esta semana em Brasília e reafirmou seu posicionamento sobre a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará: “Sou contra!”. A voz firme do bispo não enfraqueceu após a notícia de que a licença prévia que autoriza a realização do leilão da Usina havia sido publicada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama), no dia 1º de fevereiro.

Na quarta-feira pela manhã, ao se reunir com o presidente do Ibama, Roberto Messias, Dom Erwin foi enfático. “Não fomos nós que pedimos este encontro agora. Foi o próprio presidente do Ibama que solicitou esta reunião, antes mesmo de sair a licença. E nós estamos aqui, sempre abertos ao diálogo. Agora, eles é que não estão abertos ao diálogo franco”, ressaltou. Também participaram da reunião o secretário executivo do Cimi, Eden Magalhães, o assessor jurídico do Cimi, Paulo Machado Guimarães e o diretor de licenciamento do Ibama, Pedro Bignelli.

Durante a reunião, Messias perguntou se agora, com as 40 condicionantes colocadas no licenciamento e uma contrapartida de 1,5 bi, Erwin não estaria contemplado. “Fiquei indignado!”, declarou o bispo. “Eu não acredito nestas empresas que vão assumir a obra, porque depois que estiver tudo acertado e elas forem as donas do empreendimento, podem fazer o que bem entenderem”.

De acordo com Dom Erwin, ao ser questionado sobre as audiências públicas e a falta de respeito com a população do Xingu, Roberto Messias sempre mudava de assunto. “Eu tentei por duas vezes questiona-lo sobre as audiências, pois nós sempre defendemos que fossem feitas 27 e, no entanto, só quatro foram realizadas e ainda assim de forma autoritária, impedindo inclusive a participação do Ministério Público Federal. Mas em nenhuma vez ele respondeu ao meu questionamento”, lembrou.

Lacunas

Dom Erwin não saiu satisfeito  da reunião e lamentou que a audiência tenha acontecido diante de um fato já consumado. “Dialogar o quê agora? Muitos pontos que ficaram em aberto ainda não têm resposta!”, ressaltou. De acordo com Dom Erwin, a questão dos ribeirinhos, que não têm para onde ir, não foi solucionada; não apontam soluções para as áreas adjacentes que serão deterioradas; não escutaram o painel de especialistas nas audiências; não sabem informar sobre a situação da água a ser represada; não informam explicitamente que bairros inteiros serão inundados e que um terço da cidade de Altamira vai pro fundo das águas; não sabem mensurar o fluxo migratório que deve aumentar consideravelmente na região; entre outros pontos.

Eden Magalhães também foi enfático. “Este é um projeto que vem desde a época da ditadura e é um absurdo encaminha-lo. Fazem esta conversa agradável com a gente, mas sabemos que por trás existem grandes interesses econômicos”, declarou.

Apoio do Ministério Público Federal

Ainda na quarta-feira, Dom Erwin também se encontrou com Dra. Débora Duprat, subprocuradora geral da República e toda equipe de procuradores da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal. No encontro, várias questões foram discutidas sobre o empreendimento, inclusive a nota que a Advocacia Geral da União soltou, afirmando que irá processar os membros do Ministério público que tentarem inviabilizar a construção da usina. Já no final da tarde, a Procuradoria Geral da República e a Procuradoria da República no Pará soltaram notaonde afirmam que “tais críticas, em tom ácido, parecem desprezar que um Estado democrático não se constrói com base na coerção, direta ou velada, provenha ela de onde vier”.

Sobre o licenciamento, os procuradores se comprometeram em criar um grupo de trabalho para estudar o licenciamento e também o parecer técnico e, em breve, terão uma posição quanto à possibilidade de ingressar com ações judiciais pedindo a suspensão da licença prévia concedida pelo Ibama. O grupo será formado por procuradores de Altamira e da PGR, em Brasília.

Na avaliação do Cimi, o empreendimento Belo Monte é autoritário e repleto de vícios que comprometem a sua legitimidade. Além disso, vem sendo empurrado – ao contrário do que o presidente Lula afirmou – “goela abaixo” da população que vive na região do Xingu.

Brasília, 04 de fevereiro de 2010.

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Category: Criminalização do Movimento, política institucional
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