Quem Paga a Banda Escolhe a Música

Existe hoje uma campanha importantíssima que busca a anulação da privatização da Vale do Rio Doce que foi entregue ao capital privado a preço do banana pelo governo FHC, e agora, a partir de um parecer de uma juíza federal tornou-se possível pleitear a anulação dessa privatização.

Qual a possibilidade real de revertemos a privatização da Vale? A companhia “elegeu”  sozinha uma bancada de deputados federal igual a do estado do Rio de Janeiro. A Vale financiou a campanha de 46 deputados federais eleitos gastando R$ 5,3 milhões. O mais interessante é verificar a composição partidária desses deputados: 16 do PT, 7 do PSDB, 6 do PMDB, 4 do PFL, 3 do PP, 3 do PTB, 2 do PL, 2 do PPS, 1 do PSB e 1 do PC do B.

A maioria da população brasileira não apenas foi contra a privatização da Vale como ainda é contra a entrega do patrimônio nacional ao capital privado, haja visto que  Lula nas eleições  ganhou muitos votos ao vincular Alckimin às privatizações de FHC. E o acusando de querer privatizar o Banco do Brasil, a Petrobrás e a Caixa Econômica Federal. Outro fato que comprova foi a grande aceitação da população no plebiscito popular da Vale do Rio Doce, e a quantidade expressiva de votos – mais de 3 milhões. Porem essa luta perde quase todos os seus apoiadores no congresso, no momento em que aumenta a criminalização sobre os movimentos que lutam contra as ações da Vale, como o MST e o Movimento dos Garinpeiros.

Outro dado que salta a vista é a quantidade de deputados federais do PT, “eleitos” pela Vale. Hoje em dia para a Vale ou para outras “gigantes” brasileiras não existe diferença entre o partido de Lula ou os tucanos, até mesmo o PCdoB elegeu deputado eleito pela mineradora, ou melhor, Aldo Rebelo (candidato a vice da Marta) recebeu 500.000 mil reais!!! Na atual “polarização” política brasileira a diferença ideológica deixou de existir e mais uma vez “quem paga a banda escolhe a música”.

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