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Haiti: Minustah invade universidade e prende estudante

Desde o envio dos primeiros soldados brasileiros ao Haiti, se começa a campanha contra a intervenção militar tupiniquim na ilha. No princípio o governo brasileiro com essa ação acreditava que, representando o interesse dos yankees, poderia assegurar uma vaga no conselho de segurança da ONU. Anos...

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Quem paga a banda escolhe a música, parte III

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 29-09-2008

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Matéria publicada pelo jornal da família Frias indica que dos 7 maiores financiadores das campanhas dos vereadores da última eleição, 6 eram do ramo imobiliário. E como a tendência da maioria dos grandes financiadores de campanha sobra para todos. Vereadores de praticamente todos os partidos receberam doações, do PT ao Demo.

A patronal AIB (associação das Imobiliárias brasileira) foi uma das principais doadoras. Atuando também no looby da câmara municipal. Dos 55 vereadores da cidade, 24 foram financiados por empresas do ramo, incluindo o próprio prefeito, que foi conselheiro do CRECI (conselho regional de corretores de imóvies) durante nove anos.

A promiscuidade entre os vereadores e a iniciativa privada leva a um vertiginoso aumento da especulação imobiliária. Entre projetos de lei pressionado pelo setor está o que aumenta o número de conselheiros do Conpresp (conselho municipal de preservação do patrimônio histórico), o que inclui participação do sindicato patronal nos assentos do conselho. Um dos motivos centrais é reduzir os tombamentos de imóveis para preservação em áreas de potencial para as empresas do setor. Como a  decisão do órgão de tombamento do Moinho Santo Antônio, na Mooca (zona leste), que inviabilizou novos empreendimentos no entorno.

A valorização imobiliária foi o motivo que levou a prefeitura a desalojar os moradores da favela Real Parque. Expulsos sob um fortíssimo aparato policial a prefeitura “liberou” uma grande área no bairro do Morumbi, referência de lançamentos imobiliários milionários e considerado um dos bairros mais ricos da cidade. A Prefeitura de São Paulo está implementando um processo de remoção das 19 favelas sob alças das marginais Pinheiros e Tietê. Expulsando a população de baixa renda para as periferias da cidade, especulando e aumentando os lucros das imobiliárias e corretoras junto a população de classe média e alta, e de quebra financiando as mesmas construtoras com a construção de prédios para família de baixa renda nas áreas afastadas.

Enquanto isso 500 mil imóveis estão vazios no centro expandido da cidade a espera de alguams obras da prefeitura para aumentarem seu valor de mercado, ao mesmo tempo que são negados aos movimentos de moradia a opção de moradias populares no centro da cidade. Pois bem, quem paga a banda escolhe a música…

É o caos…

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Revitalização do Centro | Posted on 21-09-2008

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Passamos agora ao secretário de planejamento do Pitta, o prefeito que ninguém elegeu, o Kassab (DEMO). Kassab (DEMO) assumiu e já subiu o preço do ônibus mais uma vez, muito acima da inflação, e ainda eliminou a possibilidade de se carregar o bilhete único na catraca. A outra grande “contribuição” do DEMO para o transporte público de São Paulo foi terminar a construção do Fura Fila do Pitta, que ele mesmo tinha assinado quando era secretário de planejamento. A obra, que demorou praticamente uma década para ficar pronta, começou como a proposta de uma espécie de Aerotrem e acabou como um arremedo de minhocão, um horror difícil de descrever.

Com esse breve retrospecto das últimas gestões municipais já podemos concluir que São Paulo não tem um projeto coerente de transporte público há muitos anos. Cada trecho construído faz mais sentido se o analisamos com referência à dinâmica eleitoral que com referência à geografia da cidade. Não existe projeto, existem fragmentos e discursos demagógicos que só o que fazem é perpetuar o poder econômico dos cartéis mafiosos que há décadas ditam o ritmo lento do trânsito do paulistano mais pobre.

 

Outra observação importante é que a população de São Paulo nunca permaneceu alheia a esses abusos. A cada aumento de tarifa, jovens, estudantes e trabalhadores se revoltavam e iam para as ruas para protestar e exigir o seu direito de livre circulação pela cidade. O poder estabelecido sempre respondeu com violência policial desproporcional, com bombas de gás e efeito moral, com cacete atrás de cacete. A violência e o desrespeito ao cidadão é o denominador comum que une todas as gestões municipais de todos os tempos.

 

A sempre presente revolta e organização popular é a tangente desse círculo vicioso que aponta para uma só perspectiva: um transporte público gratuito de qualidade só vai ser possível com a revolução.

Passe Livre Já

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 19-09-2008

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Quando Serra decidiu disputar com Marta a prefeitura de São Paulo a sua campanha sobre transporte se resumia a dizer que ia unificar o metro e o ônibus, estendendo o bilhete único para o metro. Falava que seria mais fácil com o PSDB dominando o Estado e a cidade de São Paulo. O povo acreditou e entregou todo o poder nas mãos dos tucanos. Aí começaram os piores ataques, os preços do ônibus e do metro aumentaram muito, o limite de viagens foi reduzido, os terminais desativados, os bilhetes promocionais de 2 e 10 viagens foram extintos, e a integração nunca se efetivou. Os aumentos se sucederam já sem a necessidade de pressão dos empresários dos transportes, mas igualmente sem repercussões positivas para a classe trabalhadora.

Então Serra, que tinha dito que não sairia da prefeitura para disputar o governo, saiu e deixou São Paulo nas mãos do secretário de planejamento do Pitta, o Kassab (DEMO). Sem dificuldades Serra ganhou o governo de São Paulo e logo depois de assumir deu início a um programa de privatização do metro por baixo, vinculando a expansão das linhas a uma parceria mafiosa com uma empresa espanhola. A farsa da linha amarela começa com a concessão fraudulenta da linha para a empresa espanhola, mas não é só isso, a linha prioritária do governo Serra corta a região mais rica e bem servida de transporte público de São Paulo, o vetor sudoeste, ou seja, Serra chove no molhado. As conseqüências maléficas da privatização já surgem antes mesmo de a linha amarela começar a funcionar, os materiais de péssima qualidade utilizados pela empresa espanhola foram provocando deslizamentos e buracos por onde o tatuzão passava até o absurdo de abrir uma imensa cratera na Marginal Pinheiros, “acidente” provocado pelo Estado tucano que cobrou a vida de uns tantos cidadãos paulistanos. Vale dizer que onde essa empresa opera em parceria com o Estado deixa a sua marca, ou melhor, os seus buracos. Em Barcelona, sob um mesmo sistema de Parceria Público Privada, mais ou menos na mesma época, um buraco enorme inutilizou a malha ferroviária metropolitana por meses. Outro adendo, essa mesma empresa foi a que comprou a concessão das principais rodovias federais privatizadas pelo governo Lula.

O preço abusivo dos transportes

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 17-09-2008

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O preço do transporte público de São Paulo é um absurdo. Nas 2 últimas gestões municipais o preço do transporte público subiu vertiginosamente. Quando Marta entrou na prefeitura em 2001 uma viagem de ônibus custava R$ 1,15. Então a prefeita oPTou por financiar as empresas de ônibus com o dinheiro do paulistano pobre. Mais de uma vez os empresários deixavam de pagar a seus funcionários dizendo que era pela defasagem do preço da tarifa. Os burocratas tramitavam projetos de leis e cálculos econômicos que legitimavam o discurso dos empresários. Os trabalhadores paralisavam suas atividades reivindicando salários atrasados. A prefeita autorizava o aumento da passagem e irrigava de dinheiro fresco os cartéis mafiosos que dominam as companhias de ônibus de São Paulo, desde muito tempo e até hoje. O aumento das passagens nunca se reverteu em ganhos salariais significativos para o trabalhador. Quando a passagem subiu de 1,15 para 1, 40 e de 1,40 para 1,70 o salário do trabalhador praticamente não aumentou nada. Para compensar a população que estava descontenta com as seguidas paralisações, e com os seguidos aumentos, a prefeita fez o bilhete único, alguns corredores de ônibus importantes, e uns tantos terminais de ônibus, uns melhores, outros piores. À Santa Cecília coube um dos piores e menos movimentados, o chamado Amaral Gurgel, o único terminal da Marta construído em baixo do minhocão do Maluf, um lugar mórbido e vazio, com poucas linhas funcionando durante o dia, e nada durante a noite.

Outra “contribuição” do governo Marta foi burocratizar e cooptar o sistema de transporte informal, criando coopergatos de perueiros, que rapidamente passam a constituir uma nova e fresca máfia para a nossa megalópole.

Ao mesmo tempo Alckimin corria atrás de sua primeira vitória eleitoral em São Paulo. Como vice que assume final de gestão sua estratégia foi inaugurar uma linha de metrô isolada no coração da zona sul da cidade uma semana antes do segundo turno das eleições. A linha lilás só se conecta com as demais linhas pelo trem, e quem é de São Paulo sabe que trem e metro não tem nada a ver, se cruzam pouco e por meios horríveis, como a retrógrada Ponte Orca que conecta a estação de trem da Cidade Universitária com o metro Vila Madalena. Mesmo com esse projeto horroroso de transporte público o Geraldo ganhou a eleição e com isso teve mais 4 anos para aumentar a passagem umas 3 vezes e não construir mais nenhuma estação de metrô.

Construtoras propõem obras

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Revitalização do Centro | Posted on 14-09-2008

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imagem meramente ilustrativa

Com essa manchete o jornal da família Frias mostra o projeto de solução dos problemas viários na cidade de São Paulo. Trata-se de um projeto megalomaníaco, que envolve gastos no valor de R$15 bilhões de reais, 54 novos viadutos, 18 pontes, 44 novas avenidas, 13 túneis e muito mais.

O sindicato que reune as empreiteiras fez o estudo que visava reduzir o caos no trânsito, e nos faz tirar pelo menos duas conclusões importantes: a primeira é que o poder público não manda porcaria nenhuma no Brasil e o segundo que a necessidade crescente de se investir em transporte público pode ser superado por uma injestão bilhonária dos cofres do município para manter e reproduzir o transorte individual.

Nestas eleições perde-se completamente o sentido descutir projetos estratégicos. A classe dominante perdeu qualquer escrupolos e mal conseguimos gritar. De um lado temos a pressão da industria automobilistica, que mesmo batendo recordes de vendas recebe incentivos fiscais grandiosos no país. ( http://www.outubrovermelho.com.br/?p=138 ) Instalam-se em determinados Estados da nação pleiteando até o valor do IPVA – como no caso do Paraná. E de outro lado a pressão das construtoras, nova vedete da geração de empregos no Brasil, aproveitam para aumentar a fatia do bolo da União que vão para seus cofres.

Nas últimas eleiçõs presidenciais tivemos R$10 milhões de empreiteiras doadas à Lula e R$ 5 milhões aos tucanos. Isso apenas na cabeça da corrida eleitoral, agora pensamos como se dá uma situação desta nos mais de 5 mil municípios do país. Desta forma se dá as relações esdruxulas em São Paulo, como a ponte Águas Estaiada (que liga a Daslu ao Morumbi) ou a queda do metro que até hoje não se fez nenhuma CPI, mesmo com o parecer de irregularidades dado pelo IPT.

Será que as doações da campanha faz diferença nesta hora. Será que o fato da Queiroz Galvão o OAS terem doado dinheiro para os mandatários do poder tem relação. Ou seria conspiração demais, afinal de contas é permitido a uma empresa doar dinheiro para quem ela quiser.

E viva a democracia.

Nosso 11 de setembro III

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Imperialismo | Posted on 11-09-2008

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Há exatos 35 anos a direita fascista, em nome do império norte-americano, destruiu o sonho do povo chileno de se libertar. Impediu o povo chileno de escolher o seu próprio caminho. E, como sabemos, a burguesia quando não consegue o que quer utiliza os mais brutais métodos.

Para relembrar e saudar o legado da luta deste povo colocamos no ar no dia de hoje a canção Venceremos, de VIctor Jara. Está música se tornou o hino da Unidade Popular. Em 1970 os socialistas triunfavam nas eleições presidenciais, e a multidão invadia as ruas de Santiago para comemorar a vitória de Salvador Allende. Víctor, que havia participado intensamente da campanha, viu sua canção “Venceremos” transformar-se em hino de esperança na garganta de operários e camponeses. A partir dali, ele se tornaria o embaixador cultural do governo socialista, adquirindo prestígio internacional.

Plegaria a un labrador

Era uma quarta-feira de cinzas na América Latina, e cerca de 5 mil presos já lotavam as dependências do Estadio Nacional quando Víctor foi reconhecido por El Príncipe, um violento oficial de cabelos ruivos encarregado da triagem. (“¡Che tu madre! Vos sois el cantor de pura mierda!”) Do outro lado do portão, na tentativa de salvar o amigo, alguns colegas ainda tentaram confundir o militar, gritando “eu é que sou Víctor Jara!”, “eu é que sou!”, “eu é que sou!”

Mas o compositor, num gesto extremo de coragem e dignidade, levantou o braço, e cantou os primeiros versos de “Plegaria a un labrador” – a canção que anos atrás, naquele mesmo estádio, o transformava no maior expoente do movimento folk em seu país.
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¿Es tuya la guitarra, cabrón?

Víctor então é empurrado da fila por um soldado, e cai aos pés do oficial ruivo. Recebe coronhadas nos testículos, nos rins, e chutes no rosto. Sob a mira das metralhadoras, seus companheiros contemplam em pânico o caldo de sangue que começa a cobrir os olhos e os cabelos do cantor.

(Mas Víctor não se queixa. E a cada golpe, brilha um sorriso em seu rosto – o mesmo sorriso com o qual nunca deixou de cantar o amor pelo povo, e a esperança de revolucionar o mundo.)

Depois de algumas horas de tortura inenarrável, El Príncipe ordena que as mãos de Víctor sejam amarradas com arame farpado. Bastante ferido no rosto, e com várias costelas quebradas, ele é atirado num dos corredores do estádio, onde é obrigado a permanecer, sem comida nem água, até a tarde de quinta-feira, 13 de setembro de 1973.

(De repente, surge um soldado com um violão destroçado entre os braços: “¿Es tuya la guitarra, cabrón?”)
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¡Venceremos!

Víctor está sentado ao lado de um companheiro, que limpa as feridas de seu rosto dilacerado pelos golpes de fuzil. Seu nome é Boris Navia. (De súbito, Víctor pede lápis e papel.) O amigo então lhe oferece um caderno, e o cantor começa a escrever – mas é rapidamente interceptado por El Príncipe, que, indignado com a audácia do “poeta”, começa a insultá-lo: “¡Yo te enseñaré ahora, hijo de puta, a escribir canciones chilenas y no comunistas!”

(Víctor então é arrastado até o centro do estádio, onde está localizado um grande palco de madeira. Todos estão em pânico – “Traigan la guitarra”, ordena o oficial.)

Silêncio. El Príncipe sorri. Ao sinal do militar, dois soldados começam a golpear as mãos de Víctor Jara – uma, duas, cem vezes – esmagando com cuidado todas as falanges de seus dedos indefesos. (Aquelas mãos, que outrora tangiam os últimos acordes de esperança ao sofrido povo do Chile, agora, pouco a pouco, eram esfaceladas pela histeria fascista daquele oficial ruivo – até estarem completamente separadas do corpo.)

Um dos soldados sai para vomitar. O outro, agarrado ao fuzil, ainda golpeia a nuca de Víctor. El Príncipe acende um cigarro: “¡No estoy escuchando, hijo de puta! ¿No vas a cantar, carajo?” – e depois, com muita força, joga o violão sobre o corpo do compositor, para então soltar uma gorda baforada de divertimento.

(No entanto, em meio à fumaça, Víctor levanta os braços – e deixando as duas mãos dilaceradas sobre o palco, convida a multidão a transformar em música o sangue da sua tragédia: “¡Venceremos! ¡Venceremos! ¡La miseria sabremos vencer!”, ele canta… canta… canta… E o povo, entre lágrimas de terror e revolta, começa a acompanhá-lo.)

E esta foi a última vez que “el cantor” Víctor Jara foi visto com vida.

Texto original

http://www.navevazia.com/chimiageral/2007/11/el-estadio-vcto.html

Nosso 11 de Setembro II

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 10-09-2008

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CHILE

Trecho do Artigo de James Petras A autogestão dos trabalhadores em perspectiva histórica.

No Chile, sob o governo de Allende (1970-73) mais de 125 fábricas estavam sob o sistema AGT (autogestão dos trabalhadores). Perto da metade controlada por funcionários públicos, o outro cinqüenta por cento por comissões de trabalhadores nas fábricas. Estudos demonstraram que as fábricas baixo AGT eram muito mais produtivas, eficientes e com menos ausentismo que as fábricas estatais sob gerência centralizada. O movimento AGT criou “cordões industriais” que coordenavam a produção e a auto-defensa contra os ataques capitalistas. Nas fábricas exitosas controladas desde abaixo, as disputas entre o partido e o sindicato estavam subordinadas ao poder das assembléias populares nas quais todos os trabalhadores da fábrica participavam. A AGT defendia às fábricas do fechamento, protegia o emprego dos trabalhadores e melhorava consideravelmente as condições sociais de trabalho. Mais importante, propulsava a consciência política dos trabalhadores. Desafortunadamente, as AGT tiveram lugar sob um regime socialista parlamentar e um estado capitalista. A AGT criava uma situaçom de poder dual entre o poder dos trabalhadores materializado nas fábricas e os cordões e, por outro lado, o aparelho de estado militar-burguês. O governo de Allende tratou de manter o equilíbrio entre os dous centros de poder, rejeitando fortalecer ou reprimir os trabalhadores. O resultado foi o golpe militar de 1973 que levou à queda de Allende e a destruiçom do movimento das AGT. A lição foi clara: segundo o sucesso das AGT avançava e se expandia por todo o país, a deslocada classe capitalista e terratenente recorria à violência e à repressom para recuperar o controle sobre os meios de produção. Os capitalistas primeiro tentaram sabotar a distribuição e produção mediante greves de caminhoneiros, despois tentaram bloquear o financiamento e, finalmente, recorreram ao exército e a ditadura. As AGT tentaram pressionar a Allende para que atuasse decisivamente frente à ameaça iminente, mais ele estava cegamente comprometido com os procedimentos parlamentares e as AGT foram vencidas. Se as AGT no Chile tanto como na Iugoslávia se tivessem movido desde a fábrica ou bases setoriais a perspectivas de tomar o poder estatal, os trabalhadores teriam estado numa posição melhor para defender o sistema das AGT.


Nosso 11 de setembro

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 09-09-2008

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Começamos a relembrar o nosso 11 de setembro. Quase esquecido pelos grandes meios de comunicação. Quase esquecido por aqueles que não conhecem a nossa história. Quase esquecido por aqueles que praticaram um banho de sangue no coração da “democracia”, ou um banho de sangue em nome da “democracia”?

Não nos mataram, seguimos persistente na caminhada. Não começou conosco, e nem terminará. Nossa caminhada é dura e não somos nós que morremos lentamente.

Quem morre.

Morre lentamente
quem destroi seu amor próprio
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente
quem passa o dia queixando-se da má sorte
ou da chuva incessante.

Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de inicia-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece,
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em dose suave,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar.
Somente a perseverância fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.

Pablo Neruda

Informes do Grito dos Excluídos

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento | Posted on 08-09-2008

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14ª edição do Grito dos/as Excluídos/as

acontece em 26 estados do Brasil

O 14º Grito dos/as Excluídos/as mobilizou neste domingo, sete de setembro, os 25 estados do Brasil, além do Distrito Federal, segundo dados preliminares dos organizadores. O movimento segue com o lema: “Vida em primeiro lugar: Direitos e participação popular” e destaca a luta pela universalização dos direitos e a defesa dos territórios dos povos originários. Em algumas cidades, as manifestações acontecem desde o dia cinco de setembro.

Em São Paulo, na cidade de Aparecida, 150 mil romeiros, segundo dados da Basílica, compareceram nas manifestações do Grito e da 21ª Romaria dos Trabalhadores/as para reivindicar terra, moradia, justiça, contra a violência e em defesa do território dos povos indígenas e quilombos.

Na capital paulista, 10 mil pessoas caminharam da Catedral da Sé até o Monumento do Ipiranga com mística em defesa dos povos indígenas e da população negra. O destaque deste ano em São Paulo foi a ‘Romaria a Pé’ que desde o dia cinco deste mês caminha pela cidade.

A defesa das comunidades indígenas e da área de proteção ambiental foi uma das principais pautas de discussão dos manifestantes de Brasília. Além de reivindicar o baixo preço da energia elétrica e contra a criminalização dos movimentos sociais.

Em Salvador, o Grito reuniu cerca de 10 mil pessoas. Organizado pela Assembléia Popular e Pastorais Sociais, os manifestantes lutaram em defesa do Rio São Francisco e pela construção de um projeto popular para o Brasil. Os manifestantes caminharam pela cidade divididos em blocos: sem terra, estudantes, professores e em defesa da saúde. Além disso, houve uma coleta de assinaturas pela ‘Campanha Ficha Limpa para os Candidatos’.

No Ceará, mais de três mil pessoas se deslocaram a partir de três pontos diferentes da cidade e seguiram em direção ao rio Maranguapinho na luta em defesa da revitalização do mesmo.

Mais de mil manifestantes das forças sociais, sindicatos e moradores se reuniram na cidade do Rio de Janeiro contra a criminalização da pobreza e da juventude e a privatização do petróleo com o lema ‘O petróleo é nosso’. Houve ainda uma homenagem a Zumbi dos Palmares, animado pela bateria da escola do Complexo de Favelas da Maré.

Na Paraíba, o grito agitou e fez propaganda com cartazes durante o desfile oficial da cidade. “Fora as tropas do Haiti” e “A energia não é mercadoria” foram algumas palavras de ordem dos manifestantes.

Em São Luís, no Maranhão, os manifestantes caminharam da Igreja Nossa Senhora de Fátima até a Igreja Santo Expedito. Neste ano, os partidos políticos não compareceram ao ato, que foi realizado em uma área mais reservada com a participação dos movimentos populares e o apoio da Igreja.

A universalização dos direitos sociais, a luta contra a corrupção, a favor do meio ambiente e da moradia, a participação popular e a demarcação das terras indígenas foram as cinco questões ligadas aos direitos sociais que reuniram mais de duas mil pessoas, em Manaus, em uma caminhada do centro da cidade para a avenida Rio Negro

Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul os manifestantes, durante a semana da pátria, realizaram uma audiência pública na câmara Municipal na luta pelos Direitos Sociais para todas as pessoas, organizado pelas ‘Pastorais Sociais’ e o ‘Comitê de Defesa Popular’.

Em Curitiba e na região metropolitana, mais de mil pessoas articuladas pela Assembléia Popular e pelo Movimento de Moradia realizaram um ato no barracão da Associação de Catadores.

Na capital gaúcha, Porto Alegre, os manifestantes reuniram-se no auditório dos metalúrgicos, onde uniram as vozes em torno da denúncia da criminalização dos movimentos sociais e contra a corrupção instalada no governo do estado.

O Grito dos/as Excluídos/as reforça o protesto contra a exclusão social e por mudanças na política econômica e universalização dos direitos.

Grito dos Excluídos 2008

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 05-09-2008

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Na primeira noite,  eles se aproximaram
e  colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais fragil deles, entra
sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dizemos nada,
já não podemos dizer nada.

Maiakovski

A edição deste ano do Grito do Excluídos traz como um dos temas a criminalização dos movimentos populares. Muito pertinente abordar essa questão justamente em meio a enxurrada de democracia que nos falam nos momentos eleitorais.

Em pouco tempo de blog já noticiamos o ato contra o Ministério Publico gaucho, que quer proibir a organização do MST neste estado. O Ato da Flaskô que é a última empresa ocupada e gerida pelos trabalhadores que sobrou, a Interfibra e a Cipla foram tomadas por 200 homens da polícia federal. O ato em memória ao povo de rua chacinados em São Paulo. A invasão da assembléia sindical dos trabalhadores da construção civil de São José dos Campos por dezenas de homens armados. Apenas para tomar os documentos para a fudação de um sindicato.

Participar do Grito dos Excluídos é somar forças contra a ofensiva fascista que vivemos no Brasil. Aproveitar esse espaço para empunhar nossas bandeiras resgatar a memória dos que lutaram e lutar para que não nos tirem a possibilidade de lutar. Por isso chamamos todos:

Domingo, 7 de setembro todos a praça da Sé.

Caminhada a partir das 9:00 hs.