Quem paga a banda escolhe a música, parte III
Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 29-09-2008
Tags:construtoras, especulação imobiliária, financiamento de campanha
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Matéria publicada pelo jornal da família Frias indica que dos 7 maiores financiadores das campanhas dos vereadores da última eleição, 6 eram do ramo imobiliário. E como a tendência da maioria dos grandes financiadores de campanha sobra para todos. Vereadores de praticamente todos os partidos receberam doações, do PT ao Demo.
A patronal AIB (associação das Imobiliárias brasileira) foi uma das principais doadoras. Atuando também no looby da câmara municipal. Dos 55 vereadores da cidade, 24 foram financiados por empresas do ramo, incluindo o próprio prefeito, que foi conselheiro do CRECI (conselho regional de corretores de imóvies) durante nove anos.
A promiscuidade entre os vereadores e a iniciativa privada leva a um vertiginoso aumento da especulação imobiliária. Entre projetos de lei pressionado pelo setor está o que aumenta o número de conselheiros do Conpresp (conselho municipal de preservação do patrimônio histórico), o que inclui participação do sindicato patronal nos assentos do conselho. Um dos motivos centrais é reduzir os tombamentos de imóveis para preservação em áreas de potencial para as empresas do setor. Como a decisão do órgão de tombamento do Moinho Santo Antônio, na Mooca (zona leste), que inviabilizou novos empreendimentos no entorno.
A valorização imobiliária foi o motivo que levou a prefeitura a desalojar os moradores da favela Real Parque. Expulsos sob um fortíssimo aparato policial a prefeitura “liberou” uma grande área no bairro do Morumbi, referência de lançamentos imobiliários milionários e considerado um dos bairros mais ricos da cidade. A Prefeitura de São Paulo está implementando um processo de remoção das 19 favelas sob alças das marginais Pinheiros e Tietê. Expulsando a população de baixa renda para as periferias da cidade, especulando e aumentando os lucros das imobiliárias e corretoras junto a população de classe média e alta, e de quebra financiando as mesmas construtoras com a construção de prédios para família de baixa renda nas áreas afastadas.
Enquanto isso 500 mil imóveis estão vazios no centro expandido da cidade a espera de alguams obras da prefeitura para aumentarem seu valor de mercado, ao mesmo tempo que são negados aos movimentos de moradia a opção de moradias populares no centro da cidade. Pois bem, quem paga a banda escolhe a música…




















