Na primeira noite, eles se aproximaram
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais fragil deles, entra
sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dizemos nada,
já não podemos dizer nada.
Maiakovski
A edição deste ano do Grito do Excluídos traz como um dos temas a criminalização dos movimentos populares. Muito pertinente abordar essa questão justamente em meio a enxurrada de democracia que nos falam nos momentos eleitorais.
Em pouco tempo de blog já noticiamos o ato contra o Ministério Publico gaucho, que quer proibir a organização do MST neste estado. O Ato da Flaskô que é a última empresa ocupada e gerida pelos trabalhadores que sobrou, a Interfibra e a Cipla foram tomadas por 200 homens da polícia federal. O ato em memória ao povo de rua chacinados em São Paulo. A invasão da assembléia sindical dos trabalhadores da construção civil de São José dos Campos por dezenas de homens armados. Apenas para tomar os documentos para a fudação de um sindicato.
Participar do Grito dos Excluídos é somar forças contra a ofensiva fascista que vivemos no Brasil. Aproveitar esse espaço para empunhar nossas bandeiras resgatar a memória dos que lutaram e lutar para que não nos tirem a possibilidade de lutar. Por isso chamamos todos:
Domingo, 7 de setembro todos a praça da Sé.
Caminhada a partir das 9:00 hs.
