Grito dos Excluídos 2008

Na primeira noite,  eles se aproximaram
e  colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais fragil deles, entra
sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dizemos nada,
já não podemos dizer nada.

Maiakovski

A edição deste ano do Grito do Excluídos traz como um dos temas a criminalização dos movimentos populares. Muito pertinente abordar essa questão justamente em meio a enxurrada de democracia que nos falam nos momentos eleitorais.

Em pouco tempo de blog já noticiamos o ato contra o Ministério Publico gaucho, que quer proibir a organização do MST neste estado. O Ato da Flaskô que é a última empresa ocupada e gerida pelos trabalhadores que sobrou, a Interfibra e a Cipla foram tomadas por 200 homens da polícia federal. O ato em memória ao povo de rua chacinados em São Paulo. A invasão da assembléia sindical dos trabalhadores da construção civil de São José dos Campos por dezenas de homens armados. Apenas para tomar os documentos para a fudação de um sindicato.

Participar do Grito dos Excluídos é somar forças contra a ofensiva fascista que vivemos no Brasil. Aproveitar esse espaço para empunhar nossas bandeiras resgatar a memória dos que lutaram e lutar para que não nos tirem a possibilidade de lutar. Por isso chamamos todos:

Domingo, 7 de setembro todos a praça da Sé.

Caminhada a partir das 9:00 hs.

Esta entrada foi publicada em Criminalização do Movimento, Imperialismo e marcada com a tag , . Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>