Nosso 11 de setembro

Começamos a relembrar o nosso 11 de setembro. Quase esquecido pelos grandes meios de comunicação. Quase esquecido por aqueles que não conhecem a nossa história. Quase esquecido por aqueles que praticaram um banho de sangue no coração da “democracia”, ou um banho de sangue em nome da “democracia”?

Não nos mataram, seguimos persistente na caminhada. Não começou conosco, e nem terminará. Nossa caminhada é dura e não somos nós que morremos lentamente.

Quem morre.

Morre lentamente
quem destroi seu amor próprio
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente
quem passa o dia queixando-se da má sorte
ou da chuva incessante.

Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de inicia-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece,
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em dose suave,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar.
Somente a perseverância fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.

Pablo Neruda

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