O preço abusivo dos transportes

O preço do transporte público de São Paulo é um absurdo. Nas 2 últimas gestões municipais o preço do transporte público subiu vertiginosamente. Quando Marta entrou na prefeitura em 2001 uma viagem de ônibus custava R$ 1,15. Então a prefeita oPTou por financiar as empresas de ônibus com o dinheiro do paulistano pobre. Mais de uma vez os empresários deixavam de pagar a seus funcionários dizendo que era pela defasagem do preço da tarifa. Os burocratas tramitavam projetos de leis e cálculos econômicos que legitimavam o discurso dos empresários. Os trabalhadores paralisavam suas atividades reivindicando salários atrasados. A prefeita autorizava o aumento da passagem e irrigava de dinheiro fresco os cartéis mafiosos que dominam as companhias de ônibus de São Paulo, desde muito tempo e até hoje. O aumento das passagens nunca se reverteu em ganhos salariais significativos para o trabalhador. Quando a passagem subiu de 1,15 para 1, 40 e de 1,40 para 1,70 o salário do trabalhador praticamente não aumentou nada. Para compensar a população que estava descontenta com as seguidas paralisações, e com os seguidos aumentos, a prefeita fez o bilhete único, alguns corredores de ônibus importantes, e uns tantos terminais de ônibus, uns melhores, outros piores. À Santa Cecília coube um dos piores e menos movimentados, o chamado Amaral Gurgel, o único terminal da Marta construído em baixo do minhocão do Maluf, um lugar mórbido e vazio, com poucas linhas funcionando durante o dia, e nada durante a noite.

Outra “contribuição” do governo Marta foi burocratizar e cooptar o sistema de transporte informal, criando coopergatos de perueiros, que rapidamente passam a constituir uma nova e fresca máfia para a nossa megalópole.

Ao mesmo tempo Alckimin corria atrás de sua primeira vitória eleitoral em São Paulo. Como vice que assume final de gestão sua estratégia foi inaugurar uma linha de metrô isolada no coração da zona sul da cidade uma semana antes do segundo turno das eleições. A linha lilás só se conecta com as demais linhas pelo trem, e quem é de São Paulo sabe que trem e metro não tem nada a ver, se cruzam pouco e por meios horríveis, como a retrógrada Ponte Orca que conecta a estação de trem da Cidade Universitária com o metro Vila Madalena. Mesmo com esse projeto horroroso de transporte público o Geraldo ganhou a eleição e com isso teve mais 4 anos para aumentar a passagem umas 3 vezes e não construir mais nenhuma estação de metrô.

Esta entrada foi publicada em Imperialismo e marcada com a tag . Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>