O PSOL nas eleições

O P-SOL sai de sua primeira eleição municipal com um saldo de 25 vereadores eleitos em todo o país. Na região Norte fizemos 7 vereadores, um por cidade em 4 Estados diferentes. O destaque é a eleição de Clésio na capital do Amapá, em coligação com o PSB e PMN. Em Itaubal a mesma coligação levou à eleição de Helena. Finalizando os eleitos do Amapá vamos falar da eleição em Pracuúba. Nesta cidade elegemos Valdeci em uma aliança tão estranha que contava também com a participação do PT, do Demo – que se repete em outras experiências vitoriosas -, do PR e do PSL.

Em Porto Acre (AC)  o partido elegeu Aroaldo para vereadore e faltou 120 votos eleger também o prefeito, em chapa que contou com a participação do PPS e PRB. No mesmo Estado, em Manuel Urbano, elegemos para vereador o Professor Cledsson desta vez sem coligação. No Estado do Amazonas elegemos em Atalaia do Norte o Denis. Nesta chapa contamos ainda com a participação do PPS, PSB e PTdoB. E o último eleito na região foi em Garrafão do Norte, no Pará, onde elegemos Olavo junto com o PTdoB.

No Centro-Oeste, o partido elegeu 4 vereadores. Destacando a eleição de Elias Vaz na capital de Goias em uma reedição da Frente de Esquerda. Outro destaque foi Mirassol d’Oeste (MT), onde o partido vez dois vereadores Laércio e Lavareda em aliança com o PSDB. Partido este atraido pelo nome do nosso candidato a prefeito Roosevelt, ou pela debandada dos ruralistas do PSDB neste Estado – elegeram 5 prefeitos ante 54 no ao 2000. Em Porto Esperidião (MT), a eleita foi Silvana reeditando a dobradinha local com o PSDB, alem de PDT e PHS.

Na região Sudeste talvez esteja o pior resultado do partido, com a exceção do Rio de Janeiro, onde elegemos Eliomar vereador na capital e Renatinho em Niterói sem a participação de partidos burgueses. Já no Estado com o maior número de municípios do Brasil, Minas Gerais, elegemos apenas em Sete Lagoas, Reginaldo Tristeza, que para nossa alegria não contava com nenhuma coligação. Em São Paulo, o Estado que mais elegemos vereadores, o destaque é São José do Rio Preto, cidade com 270 mil eleitores, onde entrou Pedro Roberto Gomes em aliança com o PCB. Na vizinha Mirassol Emílio Dentista é nosso vereador coligado com o PSTU. Já em Casa Branca nos aliamos com o PSB e com o PMN para elegermos Fernanda Malaffati. Em Várzea Paulista nos juntamos com o fisiológico PSL para manter na câmara o Professor Luciano.

Na região Nordeste elegemos três vereadores, em duas capitais diferentes. Heloisa Helena foi o destaque em Maceió, ajudando a eleger também Ricardo Barbosa. Nesta cidade a presidente do partido fez as honras de qualquer coligação e puxou o coeficiente eleitoral do partido. Outro destaque foi a eleição do ex-deputado federal João Alfredo como o mais votado de Fortaleza. Nestas duas capitais, capitaniados por nomes fortes conseguimos eleger sem a necessidade de coligações com partidos burgueses.

Por fim a região Sul onde elegemos 4 vereadores. É bem difícil afirmar qual o nosso destaque, em Santa Cruz do Monte Castelo (PR) fizemos um vereador Rafael Guerreiro, na chapa vencedora para a prefeitura da cidade. Aqui estavamos todos juntos PSOL, PSDB, DEM e PRTB. Em Porto Alegre a consolidação das alianças burguesas com nomes fortes na disputa. Pedro Ruas, ex-vereador do PDT, foi o segundo mais votado na capital Gaucha onde também elegemos a Fernanda. Em aliança com o PV e cofre cheio, regado pela Gerdau. A mesma coligação com o PV garantiu a eleição de Romer Guex em Viamão como uma verticalização das alianças no Estado.


Esta entrada foi publicada em Imperialismo e marcada com a tag , . Adicione o link permanente aos seus favoritos.

4 respostas a O PSOL nas eleições

  1. Rafael Godoi disse:

    é o momento da autocrítica companheirada

  2. Carlos disse:

    Queria perguntar aos companheiros do PSOL que gozam do direito de se intitular como o partido mais coerente a esquerda e tão fiel as suas diretrizes. Queria saber como esse partido autorizou as alianças com partidos de direita como o DEM e o PSDB. Queria saber como isso foi possivel ja que a aliança com partidos ideologicamente contrários a nossa causa era uma das grandes criticas que o PSOL fazia ao PT bom pelo menos o PT demorou 23 anos de história antes de começar a esperimentar alianças com partidos de fora do quadro ideologico partidario ja o PSOL quantos anos levou?

  3. admin disse:

    Camarada,
    Temos um problema um pouco mais complexa do que o PT demorou 23 anos para se corromper (o que é uma falácia) ou o P-SoL o fez de maneira mais veloz.
    Essa constatação nos remete justamente a qual projeto queremos construir. Qual será a nossa estratégia para se chegar ao socialismo. Para aqueles que acreditam que é vencendo eleições o caminho é naturalmente se alinhar com legendas ou setores burgueses. Fazer declarações dubias e trocar constantemente o discurso classista para o dicurso da compaixão ao pobre.
    Esse é o cerne da questão, que não se encontra apenas nos partidos socialista de nosso país, mas também nos processos “socialista” dos paises latino-americano.
    E é essa a complexidade teorica que devemos travar para preparar o terreno para o futuro do socialismo. Caso contrário vamos cair na crença de direções traidoras e esquecemos de chegar a raiz dos problemas.
    Saludos

  4. alvaro moraes bento disse:

    esta na hora de revitalizar o partido, a pais esta crescendo e nao temos mais espaço para ficarmos presos aos mesmos discursos, nao devemos perder nossa ideologia, nossos ideais, mas devemos usar as armas dos falsos “amigos do povo”, infelizmente, somente dessa forma podemos crescer e lutar por uma sociedade mais justa e digna para esse povo sofrido chamado brasileiro

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>