Informe:

Policial infiltrado na greve dos professores

Há muito tempo discutimos neste site a criminalização do s movimentos sociais. A greve dos professores é um exemplo de como isso ocorre. Temos uma greve que estra na sua quarta semana. Fizemos três grandes mobilizações, sendo uma delas com cerca de 50 mil professores. O governo insiste dizendo...

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Dia Nacional de Luta: que os ricos paguem pela crise.

Posted by Editorial do Outubro | Posted in crise econômica | Posted on 31-03-2009

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ato11Dia 30 de março foi um dia de muita luta para a classe trabalhadora. Ocorreram atos, paralisações, bloqueios de estradas em pelo menos 19 Estados do país. Mais uma vez a classe trabalhadora mostra que pode ser o sujeito de sua própria história. Em São Paulo, cerca de 20 mil trabalhadores e jovens se reuniram na Av. Paulista, em frente à FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e marcharam até a Praça Ramos lutando contra a crise e o Desemprego.
Mostraram que os empresários e banqueiros não terão moleza no próximo período. Estes, que bateram recordes de lucros nos últimos anos, agora querem se aproveitar da crise criada por eles mesmos para a retirada de direitos. Os trabalhadores, junto com seus instrumentos de organização e luta como a INTERSINDICAL, CONLUTAS, MST, MTST, PSOL já mostraram que vão forçar os patrões a socializarem os seus lucros dos últimos anos.

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Os movimentos criticaram a ação nefasta e oportunista das multinacionais do setor automotivo e de empresas como a Vale, CSN e Embraer, que levaram à demissão de mais de 800 mil trabalhadores nos últimos cinco meses, e deram um recado claro ao empresariado: se as demissões continuarem, o Brasil vai parar. É hora de reduzir a jornada de trabalho sem redução de salários, de lutar pela estatização da EMBRAER, de ocupar as fábricas para defender os empregos.

A LUTA DOS ARTISTAS

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 28-03-2009

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No dia 27 de março artistas de 55 grupos teatrais e militantes da área cultural  ocuparam a sede da Funarte em São Paulo. Lutavam e lutam contra a privatização da cultura, e por mudanças na Lei Rouanet, que provem milhões de reais para atores globais e migalhas aos teatros independentes. O site outubrovermelho apóia a luta dos artistas e coloca no ar a carta do movimento 27 de março.

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CARTA ABERTA AO MINISTÉRIO DA CULTURA

Hoje, no Dia Mundial do Teatro, nós, trabalhadores de grupos teatrais de São Paulo organizados no Movimento 27 de Março, somos obrigados a ocupar as dependências da Funarte na cidade. A atitude extrema é provocada pelo falso diálogo proposto pelo governo federal, que teima em nos usar num debate de mão única. Cobramos, ao contrário, o diálogo honesto e democrático que nos tem sido negado.

O governo impõe um único programa: a transferência de recursos públicos para o marketing privado, o que não contempla a cultura mas grandes empresas que não fazem cultura. E se recusa, sistematicamente, a discutir qualquer outra alternativa.

Trocando em miúdos.

O Profic – Programa de Fomento e Incentivo à Cultura, que Vv. Ss. apresentam para discussão como substituto ao Pronac, que já existe, sustenta-se sobre a mesma coisa: Fundo Nacional de Cultura – FNC, patrocínios privados com dinheiro público (o tal incentivo/renúncia fiscal que todos conhecem como Lei Rouanet) e Ficart – Fundo de Investimento Cultural e Artístico.

Ora, o Fundo não é um programa, é um instrumento contábil para a ação dos governos. Já o Ficart (um fundo de aplicação financeira) e o incentivo fiscal destinam-se ao mercado, não à cultura. O escândalo maior está na manutenção da renúncia/incentivo fiscal, a chamada Lei Rouanet, que o governo, empresas e mídia teimam em defender e manter.

O que é a renúncia ou incentivo fiscal? É Imposto de Renda, dinheiro público que o governo entrega aos gerentes de marketing das grandes empresas. Destina-se ao marketing das mesmas e não à cultura. É o discurso que atrela a cultura ao mercado que permite esse desvio absurdo: o dinheiro público vai para o negócio privado que não produz cultura e o governo transfere suas funções para o gerente da grande corporação. Diminuir a porcentagem dessa transferência ou criar normas pretensamente moralizadoras não muda a natureza do roubo e da omissão do governante no exercício de suas obrigações constitucionais. Não se trata de maquiar a Lei Rouanet (incentivo fiscal); trata-se de acabar com ela em nome da cultura, do direito e do interesse público, garantindo-se que o mesmo dinheiro seja aplicado diretamente na cultura de forma pública e democrática.

Assim, dentro do Profic, apenas a renúncia fiscal pode se apresentar como programa, um programa de transferência de recursos públicos para o marketing privado, em nome do incentivo ao mercado. Trata-se, portanto, de um programa único que não vê e não permite outra saída, daí ser totalitário, autoritário, anti-democrático na sua essência.

E é o mesmo e velho programa que teima em mercantilizar, em transformar em mercadoria todas as atividades humanas, inclusive a cultura, a saúde e a educação, por exemplo. Não é por acaso que os mesmos gestores do capital ocupam os lugares chaves na máquina estatal da União, dos Estados e Municípios, coisas que conhecemos bem de perto em nosso Estado e capital, seus pretensos opositores.

E esse discurso único não se impõe apenas à política cultural. É ele que confunde uma política para a agrícultura com dinheiro para o agronegócio; que centra a política urbana na construção habitacional a cargo das grandes construtoras; e outra coisa não fazem os gestores do Banco Central que não seja garantir o lucro dos bancos. Não há saída, não há outra alternativa, os senhores continuam dizendo, mesmo com o mercado falido, com a crise do capital obrigando-os a raspar o Tesouro Público no mundo todo para salvar a tal competência mercantil.

Pois bem, senhores, apesar do mercado, nós existimos. Somos nós que fazemos teatro, mas estamos condenados: não queremos e não podemos fabricar lucros. Não é essa a nossa função, não é esse o papel do teatro ou da cultura. Nós produzimos linguagens, alimentamos o imaginário e sonhos do que muitos chamam de povo ou nação; nós trabalhamos com o humano e a construção da humanidade. E isso não cabe em seu estreito mundo mercantil, em sua Lei Rouanet e seu programa único.

Nós somos a prova de que outro conceito de produtividade existe. Os senhores continuarão a tratar o Estado e a coisa pública apenas como assuntos privados e mercantis? Continuarão a negar nosso trabalho e existência? Continuarão a negar a arte ou a cultura que não se resumem a produtos de consumo?

Por isso, além do FNC, exigimos uma política pública para a cultura que contemple vários programas (e não um único discurso mercantil), com recursos orçamentários e regras democráticas, estabelecidos em lei como política de Estado para que todos os governos cumpram seu papel de Poder Executivo.

É esse diálogo que os Senhores se negam, sistematicamente, a fazer enquanto se dizem abertos ao debate. Debate do quê? Do incentivo fiscal. Mas nos recusamos a compartilhar qualquer discussão para maquiar a fraude chamada Lei Rouanet.

Queremos discutir o Fundo. Mas queremos, também, discutir outros programas e oferecemos, novamente, o projeto de criação do Prêmio Teatro Brasileiro como um ponto de partida. Os Senhores estão abertos a este diálogo?

Movimento 27 de Março

São Paulo, Dia Mundial do Teatro e do Circo

Segunda-feira é pra lutar!

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 25-03-2009

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Segunda feira é dia de labuta, e de luta! Já foram 800 mil demissões só nos últimos seis meses, e a perspectiva é que elas continuem. Mesmo nas empresas com forte financiamento estatal a demissão coletiva é uma realidade – como na EMBRAER. É hora de sair às ruas em defesa do emprego e, principalmente, para denunciar os reais causadores da crise: os capitalistas!  Que os ricos paguem pela sua crise!

Segue manifesto de convocação do ato de segunda-feira, dia 30/3, às 11:30hs, na Avenida Paulista.


manifestação bancários


Trabalhadores e trabalhadoras não pagarão pela crise

O Brasil vai às ruas na próxima segunda-feira, 30 de março. Os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade estarão unidos contra a crise e as demissões, por emprego e salário, pela manutenção e ampliação de direitos, pela redução dos juros e da jornada de trabalho sem redução de salários, pela reforma agrária e em defesa dos investimentos em políticas sociais.

A crise da especulação e dos monopólios estourou no centro do sistema capitalista, os Estados Unidos, e atinge as economias menos desenvolvidas. Lá fora – e também no Brasil -, estão sendo torrados trilhões de dólares para cobrir o rombo das multinacionais, em um poço sem fim, mas o desemprego continua se alastrando, podendo atingir mais 50 milhões de pessoas.

No Brasil, a ação nefasta e oportunista das multinacionais do setor automotivo e de empresas como a Vale do Rio Doce, CSN e Embraer, levaram à demissão de mais de 800 mil trabalhadores nos últimos cinco meses.

O povo não é o culpado pela crise. Ela é resultante de um sistema que entra em crise periodicamente e transformou o planeta em um imenso cassino financeiro, com regras ditadas pelo “deus mercado”. Diante do fracasso desta lógica excludente, querem que a classe trabalhadora pague a fatura em forma de demissões, redução de salários e de direitos, injeção de recursos do BNDES nas empresas que estão demitindo e criminalização dos movimentos sociais. Basta!

A precarização, o arrocho salarial e o desemprego enfraquecem o mercado interno, deixando o país vulnerável e à mercê da crise, prejudicando fundamentalmente os mais pobres, nas favelas e periferias. É preciso cortar drasticamente os juros, reduzir a jornada sem reduzir os salários, acelerar a reforma agrária, ampliar as políticas públicas em habitação, saneamento, educação e saúde, e medidas concretas dos governos para impedir as demissões, garantir o emprego e a renda dos trabalhadores.

Manifestamos nosso apoio a todos os que sofreram demissões, em particular aos 4.270 funcionários da Embraer, ressaltando que estamos na luta pela readmissão.

O dia 30 também é simbólico, pois nesta data se lembra a defesa da terra Palestina, a solidariedade contra a política imperialista do Estado de Israel, pela soberania e auto-determinação dos povos.

Com este espírito de unidade e luta, vamos construir em todo o país grandes mobilizações. O dia 30 de março será o primeiro passo da jornada. Some-se conosco, participe!

NÃO ÀS DEMISSÕES!

REDUÇÃO DOS JUROS!

REDUÇÃO DA JORNADA SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS E DIREITOS!

REFORMA AGRÁRIA, JÁ!

POR SAÚDE, EDUCAÇÃO E MORADIA!

EM DEFESA DOS SERVIÇOS E SERVIDORES PÚBLICOS!

SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO!

Ato Internacional Unificado Contra a Crise

Organizadores:

ASSEMBLÉIA POPULAR, CEBRAPAZ, CGTB, CMB-FDIM, CMS, CONAM, CONLUTAS, CONLUTE, CTB, CUT, FORÇA SINDICAL, INTERSINDICAL, MARCHA MUNDIAL DE MULHERES, MST, MTL, MTST, NCST, OCLAE, UBES, UBM, UGT, UNE, UNEGRO/COMEN, VIA CAMPESINA

DEMOCRADURA 2: A PROVA VIVA

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 24-03-2009

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O atual presdinte do Senado brasileiro, José Sarney, é a prova viva da continuidade do regime ditatorial no período dito democrático. Sarney foi o interventor do regime ditatorial no Maranhão entre 1966 e 1971. Foi presidente do partido da ditadura, o ARENA, e depois se filiou ao PMDB, partido pelo qual acabou sendo o presidente da República, logo após a dita redemocratização. Assumiu o mandato porque era o vice de Tancredo, que morreu suspeitamente logo depois de eleito por voto indireto. Sarney é dono de concessões da Rede Globo no norte e nordeste, que vale lembrar, foram todas fundadas no regime ditatorial, e hoje se fazem bastiões da democracia brasileira.

Sarney ainda presidiu o Senado na primeira fase do governo FHC, de 1995 a 1997; na primeira fase do governo Lula, de 2003 a 2005, e volta agora à mesma posição no último período de governo do PT. Sarney é a personificação do processo de transição por cima da política brasileira. Ele estava em todas, garantindo de uma só vez a transição formal e a continuidade de conteúdo político. Nada disso é por acaso.

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Cada um com seus “pobremas”?

Posted by Editorial do Outubro | Posted in política institucional | Posted on 23-03-2009

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Em momento de crise econômica, mais do que nunca, devemos reafirmar os ideais socialistas nas ruas. É hora de aumentarmos a agitação e a propaganda de um projeto revolucionário, e não nos perdermos em intermináveis questões éticas. O moralismo não é nossa pauta, por isso coloco o texto de Luiz Antônio Magalhães, do Observatório da Imprensa. Não criemos um Lacerda de esquerda, mostremos nossas caras…

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O discurso contra a corrupção voltou a frequentar as primeiras páginas dos jornalões e revistonas após a entrevista do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) à revista Veja. Depois das “denúncias” de Jarbas, que não conseguiu apontar um único caso ou nome de corrupto de seu próprio partido, começaram a surgir algumas notícias envolvendo altos funcionários do Senado Federal – dois deles já demissionários.

Mais alguns dias se passaram e na semana passada o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) foi acusado de ter utilizado, em 2008, R$ 26 mil da verba indenizatória para pagar serviços feitos pela Eco Social Consultoria Sócio-Agrário-Ambiental Ltda, que tem como principal sócio o ex-deputado do PSOL João Alfredo, hoje vereador em Fortaleza. A denúncia foi feita pelo ex-prefeito do Rio, Cesar Maia, hoje blogueiro em tempo integral. Maia insinuou ainda que os recursos serviram para financiar a campanha eleitoral de Alfredo. Alencar reconheceu o uso da verba e afirmou que não há nada de ilegal no que foi feito, informando ainda que discriminou em seu site o recurso e suspendeu os pagamentos durante a campanha eleitoral.

O caso do deputado do PSOL carioca, um dos parlamentares mais honestos e transparentes de que se tem notícia, é emblemático da confusão que pode ser instalada a partir de certas ondas moralistas e denúncias vazias. É um excelente aviso, inclusive, para o PSOL e para a presidenciável Heloísa Helena, que nos últimos anos tem se aprimorado justamente no discurso neo-udenista, mas com a roupagem da esquerda.

É óbvio que Alencar não tem nenhuma culpa no cartório nem fez nada de errado, mas a denúncia de Cesar Maia tem endereço certo: levantar a dúvida e mostrar ao povão que o PSOL, como o “antigo” PT, não é exemplo para ninguém e também tem lá os seus pecadores. Botar o nome de Alencar ao lado de Agaciel Maia, Renan Calheiros, José Sarney e outros menos cotados que vem aparecendo no noticiário era justamente a intenção marota do ex-prefeito do Rio. A jogada foi complementada com a representação na Corregedoria da Câmara contra Chico Alencar, apresentada pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), um adepto da dita nada branda, bem dura, duríssima, aliás.

Chico vai se explicar e certamente será absolvido, mas o episódio deveria servir de reflexão interna no PSOL. Há duas formas de fazer política: praticando o debate de ideias ou usando artimanhas e pequenos golpes contra os adversários. Na campanha de 2006, Heloísa Helena preferiu se aliar ao tucano Geraldo Alckmin e passou meses denunciando “dólares na cueca” e o espúrio “mensalão”. Sim, tudo isto aconteceu, está sendo investigado e foi muito feio da parte de quem praticou os ilícitos. A maior parte dos protagonistas, por sinal, deixou o governo. Helena poderia ter feito uma campanha diferente, mostrando as limitações do governo Lula do ponto de vista das ideias que ele e o PT defendiam antes de chegar ao poder. Podia também apresentar o seu projeto alternativo de governo, explicar direitinho as mudanças que realizaria se vencesse a eleição. Preferiu bater no “ladrão”, teve lá seus momentos de brilho e conseguiu uns votinhos dos que se revoltam com a “ladroagem”.

Cada um responde por seus atos e escolhas, Heloísa é maior de idade, vacinada e sabe o que faz. Este colunista, porém, discorda da estratégia adotada pelo PSOL em 2006. Mas opinião, cada um tem a sua, o que vale a pena mostrar aqui é o perigo de insistir na tecla da reputação totalmente ilibada, da santidade e pureza dos “escolhidos”, os integrantes do partido.

Ora, o PSOL também é feito de gente de carne e osso, certamente existem por lá companheiros suscetíveis a certos “desvios”, para usar uma linguagem própria da esquerda. É óbvio que as forças da direita saberão explorar este flanco: quem posa de vestal responde por esta pose e se não consegue mantê-la, acaba caindo no ridículo de ter de explicar todo e qualquer “movimento suspeito”, como muito bem ilustra o caso de Chico Alencar. O episódio envolvendo o parlamentar carioca, por fim, não deixa de ser um bom alerta para a conter a fúria neo-udenista de certos membros do PSOL. Resta saber se há espaço para este tipo de reflexão no partido.

DEMOCRADURA

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, política institucional | Posted on 21-03-2009

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Se o tablóide da família Frias pode falar que a ditadura no Brasil foi uma “ditabranda”, nós também podemos falar que a democracia no Brasil não passa de uma democradura. Nosso processo de transição política foi conduzido por cima e os mesmos agentes sociais que se sustentavam e se beneficiavam da ditadura, seguem bem e no poder no período democrático, mesmo sob um governo federal dito de esquerda. A transição política no Estado de São Paulo é um bom exemplo de como a democracia no Brasil foi se estruturando em continuidade com as práticas autoritárias próprias da ditadura. Na década de 1980, o PMDB se elegeu para o governo estadual com Franco Montoro. Nos seus primeiros anos de gestão, o  partido da oposição oficial tentou humanizar as prisões e controlar a violência policial. Porém, antes mesmo da fim do mandato, os secretários mais progressistas, como José Carlos Dias, foram removidos de seus cargos, e velhos colaboradores da gestão do interventor Maluf voltaram a ocupar posições estratégicas no governo, prolongando as práticas e discursos da ditadura no regime democrático. Com Quércia eleito, já não restava nenhum pmdbista progressita no governo estadual. Nesse período foi dada a tônica policialesca com que o Estado economicamente mais importante do Brasil deveria ser governado. A ROTA foi posta na rua, e matar sumariamente a suspeitos virou política pública de segurança. A receita deu tão certo, que Fleury, que era Secretário de Segurança de Quércia, foi eleito para sucedê-lo. E ai veio a explosão das mortes na periferia, o massacre do Carandiru, e outras coisas mais.  Com o PSDB a coisa não foi substancialmente diferente. A maior diferença foi a modernização da política de extermínio. Os policiais passaram a ser mais cautelosos para forjar provas que justificassem as execuções sumárias. E explodem as mortes “em confronto com a polícia”, “resistências à prisão seguidas de morte”, e outras alcunhas jurídicas que dissimulam as estatísticas governamentais.

Passou da hora de encararmos friamente esses fatos e formularmos uma real alternativa para essa situação. É claro que não podemos esquecer o terror da ditadura militar, mas tal lembrança não pode distorcer nossa visão sobre o presente: no Brasil não existe democracia, existe uma democradura.

ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA (KASSAB) VS. CULTURA

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 19-03-2009

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Projeto de lei de alteração do plano diretor, do prefeito do DEMO, o Kassab, quer abrir caminho para a especulação imobiliária selvagem na cidade de São Paulo e desobrigar a prefeitura de seus comprimissos com o planejamento do desenvolvimento urbano. Kassab, que há muito tempo é um dos grandes especuladores imobiliários de São Paulo, deve estar com saudades de quando tudo lhe era só lucro e não havia uma despesa social sequer na sua conta. Segue uma explicação sobre as mudanças sugeridas e o texto integral sobre cultura que o Kassab quer excluir inteiramente.

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PROJETO DE LEI DO KASSAB EXCLUI SEÇÃO DE CULTURA DO PLANO DIRETOR

O prefeito Kassab fez o Projeto de Lei  671/07 que
altera substancialmente o nosso atual Plano Diretor
Estratégico (PDE) do Município de São Paulo, sem a
participação da comunidade, e EXCLUI INTEGRALMENTE os
capítulos sobre Políticas de Turismo; Desenvolvimento
Humano e Qualidade de Vida; Trabalho, Emprego e Renda;
Educação; Saúde; Assistência Social; Cultura (ficando
Patrimônio Histórico e Cultural); Esportes, Lazer e
Recreação; Segurança Urbana; Abastecimento;
Agricultura Urbana (do artigo 17 ao 53) entre outras
alterações absurdas. E só com a participação da
população podemos impedir que este projeto seja
aprovado.

Querem excluir artigos como o apoio a movimentos e
manifestações culturais que se situam à margem da
indústria cultural e dos meios de comunicação; a
promocão do aperfeiçoamento e valorização dos
profissionais da área da cultura; financiamento e
fomento à cultura … vejam abaixo

O Plano Diretor Estratégico é o instrumento básico da
política de desenvolvimento e expansão urbana,
determinante para todos os agentes públicos e privados
que atuam no Município, de acordo com a lei federal do
Estatuto da Cidade. Com as alterações que o prefeito
pretende, toda a legislação que garante direitos,
acesso à serviços, moradia e participação da população
nas decisões será suprimida. Exclui quase todo
instrumento de caráter participativo da população
sobre a gestão municipal.

O caráter desse Projeto de Lei é de flexibilizar toda
a legislação para o setor privado, principalmente o
setor dos empreendimentos imobiliários, é uma
regressão aos tempos de colônia.

VEJAM ALGUNS ARTIGOS QUE QUEREM EXCLUIR:

artigos que garantem importantes direitos sociais
(…)
Art. 20 – O Poder Público Municipal priorizará
combater a exclusão e as desigualdades sociais,
adotando políticas públicas que promovam e ampliem a
melhoria da qualidade de vida dos seus munícipes,
atendendo às suas necessidades básicas, garantindo a
fruição de bens e serviços socioculturais e ur-banos
que a Cidade oferece e buscando a participação e
inclusão de todos os segmentos sociais, sem qualquer
tipo de discriminação.
Art. 21 – As políticas sociais são de interesse
público e têm caráter universal, compreendidas como
direito do cidadão e dever do Estado, com participação
da sociedade civil nas fases de decisão, execução e
fiscalização dos resultados.
Art. 22 – As ações do Poder Público devem garantir a
transversalidade das políticas de gênero e raça, e as
destinadas às crianças e adolescentes, aos jovens,
idosos e pessoas portadoras de necessidades especiais,
permeando o conjunto das políticas sociais e buscando
alterar a lógica da desigualdade e discri-minação nas
diversas áreas.
(…)

SEÇÃO VI
DA CULTURA (excluida na integra)

Art. 39 – São objetivos no campo da Cultura:

I – contribuir para a construção da cidadania cultural
no Município de São Paulo, o que significa:

a) universalizar o acesso à produção e fruição de bens
e ativi-dades culturais, especialmente na perspectiva
da inclusão cultural da população de baixa renda;

b) garantir a todos os espaços e instrumentos
necessários à criação e produção cultural;

c) democratizar a gestão da cultura, estimulando a
participação dos segmentos responsáveis pela criação e
produção cultural nos processos decisórios, garantindo
a formação e informação cultural do cidadão;

GOVERNADORA QUER FECHAR AS ESCOLAS DO MST NO RIO GRANDE DO SUL

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 17-03-2009

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Como parte do esforço de reprimir o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Rio Grande do Sul, o governo estadual quer jogar na clandestinidade as escolas itinerantes do movimento, as quais educam os filhos dos lutadores pela reforma agrária, segundo os princípios emancipatórios formulados pelo grande pedagogo revolucionário Paulo Freire. Tal iniciativa se compõem com a tentativa de ilegalizar o maior movimento social do país. Segue manifesto de repúdio à desativação. Pátria livre, venceremos!!!

mst escola itinerante

Manifesto em defesa da reabertura e de uma melhor infra-estrutura pública da Escola Itinerante do MST-RS

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crucius, e parte direitista do Ministério Público do estado estão golpeando as Escolas Itinerantes do MST no Rio Grande do Sul, decretando o banimento dessas instituições educativas.

O ato de proscrever essa inspiradora iniciativa educativa do MST é parte do processo de criminalização e de expulsão do MST do estado, conforme vem sendo denunciado pelas entidades democráticas de dezenas de países.

Para proteger os latifúndios e as corporações, em especial as de celulose, Yeda e seus aliados querem cortar o que julgam ser o “mal pela raiz”: a educação das crianças, dos jovens e dos adultos que estão acampadas há anos, pois nada é feito em prol da reforma agrária. A governadora quer silenciá-los.

Os camponeses foram expropriados de suas terras pelo poder do grande capital e nenhuma alternativa econômica lhes foi possibilitada. É por isso que as bandeiras do MST tremulam à beira das rodovias que ladeiam os latifúndios destrutivos. Dignamente os camponeses resistem lutando pela democracia que, para ser verdadeira, não pode prescindir dos meios econômicos que assegurem condições de vida humana. E as Escolas Itinerantes são parte desse processo civilizatório.

As Escolas Itinerantes do MST são espaços de conhecimento, criação, socialização com base em valores ético-políticos libertários e democráticos. São espaços públicos de formação humana, de crítica e de renovação do pensamento pedagógico brasileiro e latino-americano. Estudiosos de diversos países as investigam e as difundem por meio de teses, artigos, experiências de educação popular, propagando ideais pedagógicos originalmente sistematizados e difundidos por Paulo Freire.

As Escolas Itinerantes são lugares que estão propiciando reflexões que permitem construir um melhor futuro para a educação pública, gratuita, laica e autônoma frente aos interesses particularistas e mesquinhos como os professados pelo atual governo estadual.
Exigimos a imediata reabertura das Escolas Itinerantes acompanhadas pelo MST, bem como a garantia de que o poder público assegurará a infra-estrutura necessária ao pleno funcionamento das mesmas.

Os signatários do presente Manifesto estarão acompanhando as ações do governo estadual nos sindicatos, nas escolas, nas universidades, nas lutas sociais, promovendo denúncias e atos políticos até que as escolas voltem às crianças, aos jovens e aos professores que nelas atuam.

Primeiras assinaturas:
Carlos Walter Porto-Gonçalves – UFF
Eduardo Galeano – Escritor (Uruguai)
Emir Sader – UERJ, Secretario Executivo do CLACSO
Gaudêncio Frigotto – UERJ
Ivana Jinkings –Editora Boitempo
Marcelo Badaró – UFF
Roberto Leher – UFRJ
Virgínia Fontes – UFF e Fiocruz

Adesões: Petitiononline.com
Manifesto dirigido para:Yeda Crusius: mailto:governadora@gg.rs.gov.br; Ministério Público: mailto:pgj@mp.rs.gov.br; Assembléia Legislativa – Presidente Ivar Pavan (PT): mailto:ivarpavan@al.rs.gov.br c/c: MST RS: mailto:mstrs@mst.org.br

Por uma prática nuclear

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 16-03-2009

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Este texto foi escrito por um conjunto de militantes do P-SoL para o Encontro Estadual de núcleos de base. O ponto central do texto trata da necessidade de se criar organismos autônomos, de base, para intervir na realidade da classe trabalhadora.

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POR UMA PRÁTICA NUCLEAR

O núcleo de Santa Cecília vem funcionando regularmente desde 2005 e tem uma atuação voltada para uma intervenção socialista no bairro, isto é, nosso foco é o trabalho de base e a disputa com a direita, não a disputa interna.

Boa parte do núcleo é de militantes independentes que não participam organicamente de tendências e que por isso dificilmente tem poder de influenciar as deliberações dos fóruns decisórios do partido.

Isso acontece não por que não participamos de tendências, mas pela forma em que vêm se desenvolvendo as instancias e fóruns do partido.

Que forma é essa? Como sabemos o embrião do partido emerge no parlamento e se desenvolve através de acordos de tendências pré-existentes.

Apesar do projeto originário, de ampliar as bases sociais do partido, para promover uma real alternativa de transformação da sociedade, as energias de nossos militantes vem se esvaindo no jogo de disputas internas.

Acreditamos que a tarefa de todos os militantes é lutar por aprofundar o enraizamento do partido na sociedade.

Só assim superamos a configuração inicial de frente parlamentar de oposição de esquerda ao governo Lula para constituir uma nova frente de oposição ao capitalismo.

Não estamos satisfeitos em simplesmente construir o partido como uma frente de tendências.

Tampouco somos contra a organização dos militantes por tendências ou campos, porém acreditamos que as tendências devem se articular no cotidiano da prática revolucionária, compartilhando e construindo conjuntamente os espaços de militância e luta concreta contra a direita e o capitalismo.

Acreditamos que tais espaços de militância conjunta são os núcleos de base, seja de bairros, temáticos (como as setoriais) ou de categorias de trabalhadores.

Por isso defendemos que a eleição de delegados para as instâncias deliberativas do partido sejam feitas a partir dos núcleos.

Mas, mais do que isso, defendemos uma concepção de núcleo que implica uma nova pratica da militância, avessa ao sectarismo e pautada pela solidariedade dos socialistas e na construção conjunta de uma real alternativa de atuação política socialista.

Por tudo isso, adotamos em nosso núcleo a prática do rodízio de delegados, não por uma ingenuidade política, mas por acreditar que os processos deliberativos constituem um espaço de formação dos militantes.

Representam o núcleo aqueles que dele participam, e levam sempre uma posição coletiva. Acreditamos que quando delegamos a uma pessoa essa tarefa (de ser nosso porta-voz) é para que interfira no processo, não como massa de manobra, mas como sujeito fundamental daquela instância.

Acreditamos que não adianta termos o programa mais avançado se nossa pratica não condiz com nossos ideais. Não podemos seguir com uma prática que se mostrou historicamente derrotada e derrotável.

A prática é o critério da verdade.

Assinamos:

Anderson Cassio; Andreia Marques; Baltazar Sena; Diogo Portugal; Eduardo Barbosa; Moyses Ribeiro; Rafael Godoi; Tatiane Pieroni

CINEMA E DEBATE NO CALANGO: PÃO E ROSAS

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 11-03-2009

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No próximo sábado, dia 14/3/09, a partir das 16 horas, o Espaço Cultural Calango  se transformará num cinema popular. Em uma atividade conjunta com o Coletivo de Mulheres Comunistas Carla Maria, exibiremos e debateremos o filme “Pão e Rosas” de Ken Loach. O filme retrata a luta de uma mulher imigrante mexicana na cidade de holywood. Segue cartaz e uma crítica do filme.

Espaço Cultural Calango. Rua Frederico Abranches, 118, São Paulo (ao lado do metro Santa Cecília).

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Pão e Rosas

por: Luciana Rodrigues

Quem está lendo este artigo, provavel e infelizmente só terá oportunidade de assistir “PÃO E ROSAS” (Bread and Roses) de direção do britânico Ken Loach, em vídeo, tendo em vista as poucas salas que ele estreiou. É possível, também, que tenha lido alguma crítica positiva sobre ele. Aliás, as críticas foram “positivas”, mas um tanto quanto irônicas, na linha clássica de que “a luta de classes acabou”, como se tudo não passasse de uma fábula, mais uma, deste diretor “politizado”.

De fato, este filho de um eletricista, nascido na Inglaterra Central em 1936, nunca deixou de denunciar a exploração e de demonstrar sua confiança na capacidade de redenção. Fez filmes sobre a Nicarágua, sobre a Alemanha, a Espanha, a França e, evidentemente, sobre seu país.

Todavia, apesar de dirigir para cinema desde o final dos anos 60, Ken Loach, sempre será lembrado no Brasil por um filme que realizou em 1995, premiado pela crítica internacional em Cannes: “Terra e Liberdade” (Land and Freedom), um belo exemplo da complexidade poética, temática e estética deste cineasta. O filme, que fala sobre a Guerra Civil Espanhola, mescla magnificamente temas como fraternidade, as relações amorosas, ação e política, com uma dura crítica aos PCs e suas disputas com as esquerdas revolucionárias.

PÃO E ROSAS, possui diversas qualidades e nos remete a atualidade das discussões realizadas no Fórum Social Mundial.

Desta vez, Kenneth Loach ambienta ação do filme nos Estados Unidos, mais precisamente em Los Angeles. É lá, na terra das estrelas de cinema, de Beverly Hills, que vamos ver a luta de classes em sua forma mais crua, na exploração dos imigrantes, na deterioração das relações familiares e, finalmente na opressão à classe trabalhadora, e sua luta por melhores condições de vida e pelo direito à organização.

A trama principal se desenvolve com a mexicana Maya e o ativista Sam. Maya é firme, inteligente e extremamente alegre, seu tratamento, como personagem, difere completamente do dado a latinos ou a “mocinhas”.

Os dramas apresentados também diferem bastante dos costumeiros blockbusters e até mesmo de filmes brasileiros atuais, sempre assépticos, distantes da realidade dos trabalhadores, neste caso a ação e os conflitos giram em torno dos riscos, de extradições, de violência policial, de demissão, os gestos extremos de solidariedade, ao ponto do roubo e da prostituição. Para interpretar personagens tão profundos, em seus medos, em suas hesitações, em suas forças, grandes atores, que parecem estar interpretando a si mesmos, no improviso.

Como Ken Loach consegue mostrar tudo isto e nos dar o prazer de muitos momentos de emoção, seja de choro, seja de riso é algo que só assistindo você poderá saber, mas garanto que valerá a pena.

fonte: http://www.mnemocine.com.br/cinema/crit/paoerosas.htm