O atual presdinte do Senado brasileiro, José Sarney, é a prova viva da continuidade do regime ditatorial no período dito democrático. Sarney foi o interventor do regime ditatorial no Maranhão entre 1966 e 1971. Foi presidente do partido da ditadura, o ARENA, e depois se filiou ao PMDB, partido pelo qual acabou sendo o presidente da República, logo após a dita redemocratização. Assumiu o mandato porque era o vice de Tancredo, que morreu suspeitamente logo depois de eleito por voto indireto. Sarney é dono de concessões da Rede Globo no norte e nordeste, que vale lembrar, foram todas fundadas no regime ditatorial, e hoje se fazem bastiões da democracia brasileira.
Sarney ainda presidiu o Senado na primeira fase do governo FHC, de 1995 a 1997; na primeira fase do governo Lula, de 2003 a 2005, e volta agora à mesma posição no último período de governo do PT. Sarney é a personificação do processo de transição por cima da política brasileira. Ele estava em todas, garantindo de uma só vez a transição formal e a continuidade de conteúdo político. Nada disso é por acaso.
