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Fotos de 2 vinténs

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 09-03-2009

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O POR QUÊ DOS 2 VINTÉNS

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 06-03-2009

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A “Festa dos 2 Vinténs” que promoveremos amanhã no Espaço Cultural Calango (ver post a baixo) leva o nome que leva numa analogia à peça de Bertold Brecht de 1928 “A Ópera dos 3 Vinténs” . É uma maneira de homenagear o gênio do teatro popular e classista do século XX, padroeiro de todos os artistas que tentam fazer da arte um instrumento de luta. Também é uma maneira de afirmar nossa condição e consciência de classe trabalhadora, já que ainda que soframos derrotas e passemos por dificuldades, da nossa alegria compartilhada surge a força para seguir lutando. Segue uma crítica da peça para que saibam do que estamos falando.

3vintens

1928: Estréia a “Ópera dos Três Vinténs”

A 31 de agosto de 1928, estreou em Berlim a “Ópera dos Três Vinténs”, de Kurt Weill e Bert Brecht. Apesar de ser uma adaptação da “Beggar’s Opera”, de John Gay, foi esta versão que tornou a obra conhecida em todo mundo.

Em 1927, o autor dramático, poeta lírico e narrador alemão Bertolt Brecht propôs a Kurt Weill escrever a música para o libreto de Die Dreigroschenoper (A Ópera dos Três Vinténs). Brecht baseou-se numa tradução da Bagger’s Opera (Ópera do Mendigo), feita pela alemã Elisabeth Hauptmann, na qual John Gray, em 1728, havia feito um retrato satírico da classe dominante inglesa.

Inspirado nos gêneros opereta e comédia musical, Brecht e o até então desconhecido Weil contaram a história de Mac Navalha e de seu amor por Polly, a filha de J. J. Peachum, seu inimigo. Este, mais conhecido por Rei dos Mendigos, vestia sua gangue como deficientes ou mendigos e os mandava pedir esmolas. Mac, por seu lado, defendia uma linha mais dura, explorando assaltos e prostituição.

Sucesso até 1933

Nem libreto, nem música estavam prontos na véspera da estréia, de forma que todos apostavam no seu fracasso. O nome da obra foi decidido poucos minutos antes de abrir a cortina para a estréiada peça. O texto definitivo só ficou pronto em 1931. Apesar disso, o sucesso foi estrondoso, tanto na Alemanha como no exterior, até 1933, quando os nazistas tiraram a peça de cartaz.

Músicas como a Balada da Boa Vida, que Mac canta na prisão, ou a Canção da Dependência Sexual, da senhorita Peachum, em pouco tempo adquiriram caráter popular. Além disso, Brecht conseguiu mexer com o público, levando-o a refletir.

No final do segundo ato, por exemplo, o elenco discute a condição humana (“num mundo como este, o homem, para sobreviver, tem de suprimir a sua humanidade e explorar o seu semelhante”).

Brecht criticava as disparidades sociais da sua época: “Quero fazer um teatro com funções sociais bem definidas. O palco deve refletir a vida real. O público deve ser confrontado com o que se passa lá fora para refletir como administrar melhor sua vida”, dizia o autor dramático, poeta lírico e narrador alemão.

por: Catrin Möderler (rw)

Para Brecht, o palco deve refletir a vida real

fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,619827,00.html

ESPAÇO CULTURAL CALANGO PREPARA PEÇA DE PLÍNIO MARCOS

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 04-03-2009

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O Grupo de Teatro Calango prepara a apresentação da peça “Quando as máquinas param” de Plínio Marcos, de 1967. A apresentação ainda não tem data marcada, porém sua montagem se enquadra no esforço de construção coletiva de uma cena política e cultural vibrante e de luta no bairro de Santa Cecília. Segue abaixo a imagem do programa da peça e uma crítica da montagem de 1967. Vale a pena reparar no ator, que de lá para cá mais que mudou, simplesmente trocou de lado.

programa-de-quando-as-maquinas-param-na-montagem-no-sindicato-dos-texteis

Crítica de APOLINÁRIO

fonte: http://www.pliniomarcos.com/teatro/maquinas.htm#

Plínio Marcos faz campanha de teatro popular nos sindicatos

Quando em outubro de 1967 vimos a peça de Plínio Marcos “Quando as Máquinas Param”, no Teatro de Arte (anexo ao TBC) apresentada para o público tradicional, fizemos-lhe restrições que , mais tarde, ao vermos “Balbina de Iansã”, no Teatro São Pedro, também apresentada para o mesmo espectador explicitamos de forma mais direta: o teatro de Plínio Marcos pode causar impacto entre a classe média, a alta burguesia, os estudantes, que sei eu, essa gente que tem dinheiro para freqüentar a chamada “Broadway Paulistana”, mas o lugar certo para suas peças serem representadas é em teatros que sejam freqüentados pelo povo, por essa maioria que só vai ao teatro quando o teatro vai até ela. Quer dizer, se os problemas que coloca, não só nessas duas, mas em todas as suas peças, podem causar sucesso, sobretudo pela linguagem originalíssima, junto dessas camadas mais evoluídas, é no entanto ao povo, às maiorias, que seus textos se dirigem com mais objetividade, revelando-lhes o que , em boa verdade, os burgueses estão fartos de conhecer.

Se faz sucesso (e que dramaturgo brasileiro fez mais sucesso em todo Brasil do que Plínio Marcos?) mostrando-lhes a realidade, quase sempre do submundo, é no próprio submundo que seu teatro alcança esse poder de penetração transformadora necessário para uma tomada de consciência que leve as maiorias a reflexionar sobre seus próprios dilemas.

A prova de uma certa iniqüidade do seu teatro junto das classes privilegiadas a que me referi, teve-a já que Plínio Marcos nas duas experiências que acaba de fazer, levando “Balbina de Iansã” do Teatro São Pedro para a Casa Verde e agora “Quando as Máquinas Param”, do Teatro de Arte para o Teatro dos Têxteis do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Fiação e Tecelagem de São Paulo.

Está na cara. O que há 4 anos atrás, no Teatro de Arte, já nos parecia uma mensagem para burguês digerir, ou há menos de um ano, no São Pedro, postal turístico para o mesmo burguês se divertir, agora cabe inteirinho na campanha de teatro popular que Plínio Marcos está desenvolvendo, com a certeza de que se dirige a seu verdadeiro público, aquele povo que está inteiro também nas suas peças e que nelas se revê e a seus problemas, cuja solução fica ainda mais claro só ele poderá achar, na medida em que for tomando consciência disso.

É essa indiscutível utilidade, essa urgente e catalizadora mensagem que Plínio está levando ao povo, fazendo suas peças para ele em lugares que ele freqüenta e onde poderá, a preços mínimos, ter o teatro que sempre lhe tem sido recusado.

È essa missão, esse quase sacerdócio cultural, essa renúncia aos bens comerciais de um teatro dentro do esquema, essa entrega, pois, do artista ao seu povo, que eu quero aqui elogiar com as duas mãos, feliz por ver que certas coisas aqui defendidas na prática, funcionam mesmo, desde que haja fé e honestidade no trabalho que seja realizado com a certeza de se estar a cumprir um dever.

Fé e trabalho que Plínio e a sua gente provam na perfeição com que estão apresentando “Quando as Máquinas Param” para os trabalhadores e estudantes no Teatro dos Têxteis, criado graças à visão dos dirigentes do Sindicato referido.

È um teatro pobre de recursos, mas rico, riquíssimo, de afirmações, sem quaisquer concessões artísticas.

A direção de Jonas Bloch é mais feliz do que a anterior e a interpretação de Walderez de Barros e Tony Ramos faz esquecer a de Miriam Mehler e Luís Gustavo, talvez, exatamente, porque Jonas Bloch soube fixar no verdadeiro ritmo cênico a linguagem realista da peça.

Walderez realiza uma figura de moça recém-casada que é bem um protótipo social facilmente conotável, uma personagem que se dá ao público de dentro para fora, sem embustes, intera, como aliás teria de ser, pois é impossível ludibriar um público que conhece “Nina” como conhece os dedos das mãos. O mesmo acontece com Tony Ramos, um ator talentoso, com fôlego e força e uma sensibilidade que se extravasa apoiado numa técnica, ainda elementar, mas sem duvida a caminho de uma afirmação que pode levá-lo a ser um grande interprete. Ele faz um trabalho surpreendente.

FESTA NO ESPAÇO CULTURAL CALANGO NA SANTA CECÍLIA

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 02-03-2009

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O Grupo de Teatro Calango existe há 6 anos e vêm mantendo não sem dificuldades um espaço cultural popular e acessível no bairro de Santa Cecília. No ano de 2009, com a entrada de outros grupos culturais do bairro nesse histórico espaço cultural uma nova fase se inicia, com atividades diversificadas e um novo impulso para a vida cultural do bairro. Para celebrar essa nova fase no próximo dia 07/3 promoveremos a “Festa dos 2 Vinténs”, onde tudo (entrada, comida e bebida) custará 2 reais. Música popular latino americana e brasileira estarão no programa. Contamos com sua presença.

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