Informe:

Primeiro programa eleitoral do Baltazar 50051

Publicamos hoje o primeiro programa eleitoral do candidato a deputado estadual, pelo PSOL, Baltazar 50051. Nessa primeira edição Baltazar fala sobre transporte público, escolas públicas e cultura popular. Assista, comente, divulgue e faça sugestões para a pauta dos próximos programas. www.outubrovermelho.com.br...

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Jornalistas seriam professores de escola pública?

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Educação | Posted on 31-05-2009

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Gilberto Dimentein falando sobre educação para o jornal da família Frias, no dia 31 de maio, defende as propostas de educação do governo estadual.  “O plano anunciado pelo governo prevê uma série de estímulos, como mais vagas nos cursos de licenciatura e ajuda no pagamento das mensalidades -além de provas para evitar que gente com baixíssima qualificação nem sequer consiga se candidatar a dar aula. É algo que vai ao encontro do projeto lançado em São Paulo, em que determinou que mesmo aprovado em concurso o professor terá de ficar um semestre se preparando para dar aula.”

Por um lado falam  em mais cursos de licenciaturas para melhorar a qualidade da educação, por outro o que se vê é um aumento alarmante dos números de cursos à distância. Essa é a proposta de Serra com o Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo). É claro que formando professores a distância, que não tem uma realidade didática enquanto aluno, em algum momento ele deva fazer um curso presencial, se colocar alguma vez na condição de aprendiz.

Quanto à prova para avaliação de docentes temporários nós professores temos outra proposta para o governador: Que se abra concurso público para preencher essas vagas. E que leve em consideração os anos de experiência dos professores. Desta forma avaliaremos quais professores tem condição de assumir uma sala de aula.

O último ponto do Dimenstein é sobre a bonificação, como instrumento de valorização dos professores. Como ela é medida com índices incentivemos assim a aprovação automática dos alunos para melhorar os “índices”. Seguiremos a risca as cartilhas distribuídas pelo governador, pois se não perguntarem onde fica o Paraguai melhoraremos os índices.

Eles falam que é preciso atrair mais profissionais qualificados para as salas de aulas. Porem quando se fala em remunerar o professor o próprio Dimenstein diz que “não há relação direta entre mais dinheiro no bolso dos professores e melhor desempenho dos alunos”. Talvez porque com os salários achatados dos professores da rede pública, e as péssimas condições de trabalho, os professores “bem qualificados” prefiram dar aula nas escolas particulares – onde estudam os parentes dos colunistas deste jornal. Sendo tão baixo o salário no ensino público, os profissionais da educação dariam aula por salários também baixos nos colégios particulares. Reduzindo os custos das mensalidades, aliviando os bolsos dos amigos dos colunistas deste jornal. Outra opção de trabalho para esses “professores bem formados” seriam as ONG´S de educação, como a dos colunistas deste jornal. Com melhor estrutura de trabalho – estão a quilômetros das escolas públicas, não sabem o que é aula superlotada, buraco nas lousas, falta de merenda e de água… – preferem trabalhar nestas organizações, ganhando mais, enquanto os donos das ong´s e fazendo papel de bom moço.

Aula de hoje: Manual de auto-ajuda

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, política institucional | Posted on 30-05-2009

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Na aula de hoje o governador José Serra e o seu super-ministério da educação sugerem a leitura de um poema.
Como um bom educador, José “Exterminador do futuro” Serra sugere esse super-poema para os alunos da terceira série. Não do Ensino Médio, e sim do ensino Fundamental I. Não temos certeza se o governador leu esse poema quando tinha 9 anos. Acredito que sim, pois seguiu a risca os ensinamentos deste manual. Então reproduziremos o manual.

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Manual de auto-ajuda para supervilões


Ao nascer, aproveite seu próprio umbigo e estrangule toda a equipe médica.
É melhor não deixar testemunhas.

Não vá se entusiasmar e matar sua mãe.
Até mesmo supervilões precisam ter mães.

Se recuse a mamar no peito. Isso amolece qualquer um.

Não tenha pai. Um supervilão nunca tem pai.

Afogue repetidas vezes seu patinho de borracha na banheira,
assim sua técnica evoluirá.
Não se preocupe. Patos abundam por aí.

Escolha bem seu nome. Maurício, por exemplo.

Ou Malcolm.

Evite desde o início os bem intencionados. Eles são super-chatos.

Deixe os idiotas uivarem. Eles sempre uivam, mesmo quando não
podem mais abrir a boca.

Odeie. Assim, por esporte.
E torça por time nenhum.

Aprenda a cantar samba, rap e jogar dama. Pode ser muito útil na cadeia.
Principalmente brincar de dama.

Ginga e lábia, com ardor. Estômago em lugar de coração,
pedra no rim em vez de alma.

Tome drogas. É sempre aconselhável ver o panorama do alto.

Fale cuspindo. Super-heróis odeiam isso.

Pactos existem para serem quebrados. Mesmo que sejam com o diabo.

Nunca ame ninguém. Estupre.

Execre o amável. Zele pelo abominável.

Seja um pouco efeminado.
Isto sempre funciona com estilistas.

[ in, "Poesia do Dia - Poetas de Hoje para Leitores de Agora", org. Leandro Sarmatz, Ática, SP, 2008 ]

Mais uma vez a educação…

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Educação, política institucional | Posted on 28-05-2009

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Mais uma vez a educação.O jornal da família Frias estampa hoje mais uma pérola do governo Serra, o exterminador do futuro. Desta vez é um livro de poesia, indicado para crianças de 9 anos de idade, que versa sobre problemas existenciais e ironias para adultos.

Já faz 15 anos que o projeto tucano esta em implantação no Estado de São Paulo e a única certeza que temos é que a educação pública em São Paulo é uma das piores do Brasil. Ano passado tivemos uma greve massiva dos professores, que mascarou não apenas a insatisfação dos docentes com a sua condição de trabalho, como também o descaso e a intrasigencia do governador Serra. Primeiro, como de praxe, ele diz que a greve é política. Claro que é política, é política educacional, é política de valorização dos docentes, claro que é política.

Assim como também é política a resposta que ele dá para resolver a situação. Primeiro divide os professores com o bonus. Segundo, mente sobre o pagamento do bonus. O governador afirma que todos receberam o beneficio. Em um dos colégios que leciono nenhum professor recebeu o famigerado dinheiro. Também é política a implementação de apostilas para os alunos. É política porque para o nosso governador existe um culpado para os problemas da educação pública, o professor.

Desta forma a apostila serviria como subsituto do profissional. Chega ao absurdo de escrever na apostila para o professor “faça um grande círculo na lousa e chame a atenção para esse fato”. Como se fosse um teatro, decorado e unificado. Todas as aulas de determinada disciplina seriam igual, de Sertãozinho à Guarulhos, de Santos a Piracicaba, das melhores escolas às piores. Tudo igual, massificado e se não existisse diferenças a ser explorada em uma área produtora de àlcool e açucar de outra na periferia de São Paulo. Comunidade pesqueira e uma área industrial no interior do Estado. Assim o governador tenta assassinar o que de melhor resta na educação pública, a vontade do professor. O saber específico que este tem e sua capacidade de adaptar o conteúdo a cada realidade.

Essa apostilinha do governador deu notícia. Como a política neoliberal prega a redução dos funcionários do Estado, demitiram o revisor da apostila. Deixaram passar o mapa com 2 Paraguais, dando finalmente a saída pro mar a este país. Boívia fora de lugar. E o descobrimento da América, que data de 1942 no famigerado material didático. Não nos esqueceremos também dos erros conceituais na apostila de sociologia, e a cobrança de calculos complexos para alunos que mal sabem o princípio da matemática.

Mas nosso governante é um homem de ação e demitiu a secretária, colocou em seu lugar a pessoa que começou a estratégia educacional do PSDB a quinze anos atrás durante a gestão FHC…

Raposa do Sol

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo, Revitalização do Centro | Posted on 27-05-2009

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Pensando em escrever algo sobre os muros nas favelas  cariocas me deparei com esse texto do Saramago, falando sobre a Raposa Serra do Sol, como sugere o título, e a mais nova forma de segregação social utilizada no Rio de Janeiro.

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José Saramago

Lá de longe em longe o dia amanhece diferente. Que o digam os índios da reserva indígena da Raposa do Sol no Estado de Roraima, ao norte do Brasil, a quem o Supremo Tribunal Federal acaba de reconhecer e confirmar definitivamente o seu direito à plena posse e ao uso pleno dos mil quilómetros quadrados de superfície da reserva. A sentença não deixa qualquer margem a dúvidas: os não índios devem sair imediatamente da Raposa do Sol, assim como as empresas arrozeiras que durante anos invadiram o território e nele se instalaram abusivamente. Já em 2005 o presidente Lula havia decidido a entrega da reserva aos indígenas e a saída das empresas arrozeiras, mas as autoridades do Estado de Roraima, favoráveis aos arrozeiros, recorreram ao Supremo Tribunal por considerarem inconstitucional o decreto presidencial. Quatro anos depois o Supremo decide a questão e põe uma definitiva pedra sobre o assunto. Nem tudo, porém, são rosas neste idílico quadro. Afinal, a luta de classes, tão discutida em épocas relativamente recentes e que parecia haver sido condenada ao caixote do lixo da História, existe mesmo. Com esta visão unilateral que temos, nós, os europeus, dos problemas sociais da América Latino, tendemos a ver unanimidades onde elas não existem nem existiram nunca. Na Raposa do Sol, os índios endinheirados, que também lá os há, fizeram causa comum com os não índios e com as empresas arrozeiras. A festa foi dos outros, dos pobres.

Cá para baixo, na Cidade Maravilhosa, a do samba e do carnaval, a situação não está melhor. A ideia, agora, é rodear as favelas com um muro de cimento armado de três metros de altura. Tivemos o muro de Berlim, temos os muros da Palestina, agora os do Rio. Entretanto, o crime organizado campeia por toda a parte, as cumplicidades verticais e horizontais penetram nos aparelhos de Estado e na sociedade em geral. A corrupção parece imbatível. Que fazer?

Sobre Heloisa Helena, Protógenes e a Corrupção

Posted by Editorial do Outubro | Posted in política institucional | Posted on 24-05-2009

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Acabei de saber que o delegado Protógenes assinou sua ficha de filiação no PDT. Apesar de todo esforço da ala moralista do P-SoL em transformar o Protógenes em candidato pelo partido ele preferiu aderir a outra legenda para se candidatar nas próximas eleições. Ao menos não podemos dizer que a turma da Luciana não fez uma leitura séria das possibilidades de ter o “xerife” em nossas filieiras. Eis a avaliação de Luciana, Robaina e Cia sobre a possibilidade de filiação ao partido. “E o principal destes delegados está em contato com o partido. Apenas o PDT tem uma tentativa de disputar esta liderança, mas os vínculos de setores deste partido com esquemas de corrupção dificultam muito o trabalho dos pedetistas.” Conforme escrito na tese ao congresso do PSoL em agosto próximo.

Esperavam,  em vão, fazer de sua filiação um ato político para o congresso do partido.  Criar um fato político para atrair a atenção da mídia sobre o nome que o levariamos para disputar a presidência nacional. Se seria o delegado postulante a xerife federal, ou se ele queria sentar-se na cadeira de Lula. Felizmente o delegado preferiu outro rumo. O esforço do partido foi grande, mas ele preferiu outro rumo. Atos com parlamentares pelo Brasil. Ato em defesa do Protógenes no dia 2, no Rio de Janeiro. Inclusive as custas de esvaziamento do ato unificado do dia 30 de março, por parte das figuras públicas do partido.

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A possibilidade da filiação dele ao partido fez aumentar os gritos contra a corrupção, pela moralidade política. De um partido socialista, que se pretende revolucionário, acenava como o novo partido da moralidade política do Brasil. Um partido ético. Ou usando a propaganda do PPS “Um partido decente”.

Inflou-se o nome do delegado em camisetas usadas  por militantes do partido pelo Brasil. Amarela, com tons nacionais ao invés do tradicional vermelho da esquerda, escrtito “Protógenes contra a corrupção”. Enchemos a bola do delegado e como apostavam na tese “Protógenes, além de firme nesta luta contra a corrupção, está se convertendo rapidamente – na verdade cremos que já se converteu – numa liderança de massas.”

Entraremos em uma fase congressual, onde o partido rapidamente se converte de um partido de militantes socialistas em um partido de filiados éticos. A possivel entrada de Protógenes no partido reforçava essa tese, assim como a forma deste novo congresso. Felizmente um banho de água fria, para que se filiar na menor expressão do brizolismo se poderia fazer no original. Afinal de contas o ato do Primeiro de Maio da Força Sindical é muito mais massivo que um ato do P-SoL no Rio de Janeiro, ou em São Paulo, Maceió, Porto Alegre…

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Vitória do P-SoL. Por um partido socialista e militante.

A gripe suína e o capitalismo colonial

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 21-05-2009

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Voltando ao assunto da fusão da Perdigão e da Sadia me relembro do que dizia Caio Prado Júnior sobre a formação do Brasil. “Todo povo tem na sua evolução, vista à distância um certo “sentido”. Este se percebe não nos pormenores de sua história, mas no conjunto de fatos e acontecimentos essenciais que a constituem num largo período de tempo”. A afirmação traz algumas questões para se pensar sobre a conjuntura brasileira neste período de crise da economia mundial.

O que mais se propagandeia nas terras tupiniquins é que “criaríamos” a terceira maior exportadora do país. Que “entraríamos” mais competitivo no mercado mundial globalizado. E para que tal evento pudesse ser concretizado uma grande gama de agentes entraram em cena para alavancar o nosso “sentido” exportador. Fala-se de um Brasil moderno, que rompeu a barreira do terceiro mundo, do sub-desenvolvimento. Somos um emergente, país em desenvolvimento, investment grade. Nosso presidente é saudado como “o cara” pelo Obama.

Reforçamos neste país moderno dois laços fundamentais da nossa história e da nossa “evolução” enquanto nação. A primeira é a nossa essência colonial, construída historicamente servindo de suporte, sempre, ao país hegemônico. O segundo ponto é que o nosso “sentido” enquanto país é a sua vocação agrária, agro-exportadora – e por apresentar uma grande quantidade de minérios – exportadores de matéria prima para a industrialização dos países centrais.

A união entre essas duas empresas muda o seu “sentido” para a sua inserção no capitalismo. Na fundação ambas tinham a orientação de atuar na economia doméstica, para abastecer o mercado interno brasileiro. De concorrentes no mercado nacional – ambas produzem presunto, lingüiça, pizza, óleo, peru de natal … – passam a ser uma exportadora por vocação. Com o mesmo compromisso de uma empresa colonial: exportar o máximo e fazer superavit para a balança comercial. Basta olhar o nome da nova corporação: “Brasil Foods”.

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Outro fator importante para pensar este projeto de país são os atores que entram nesta arquitetura. A perdigão com um “valor de mercado” mais elevado e a Sadia que conta como trunfo o seu presidente, da família fundacional da empresa, ter sido ministro do governo Lula. Quanto a vocação agro-exportadora do presidente todos sabem, se não, basta perguntar a ele quem são os heróis nacionais. E também pode-se comprovar pelas recentes declarações de participação do BNDES para ajudar no processo de “liquidez” da nova empresa. Outro agente importante neste processo é o Previ, fundo de previdência dos trabalhadores do Banco do Brasil, que participa ativamente nas ações da Perdigão, sendo o braço direito da família Fontana. O PREVI é administrado a muito tempo por partidários do presidente Lula e tem atuado intensamente nas indústrias privatizadas do país, como a Vale, a CSN, telefonia e energia.

A nova corporação “Brasil Foods” ocuparia o terceiro lugar da Embraer nas exportações brasileira, ficando atrás da Petrobrás e da Vale do Rio Doce. As duas primeiras empresas são especialistas na exportação de commodities – novo nome para o que sempre exportamos – e agora uma novidade uma empresa de produtos processados, porem completamente de acordo com o nosso “sentido” agro-exportador. Agora somado a soja, a exportação de carne – e nossa história junto à cana-de açucar, o café, o algodão, a borracha -.entra os embutidos agrícolas.

Pois é. Superaremos a crise, será menso intensa no Brasil que nas atuais potências hegemônicas – EUA e Europa – e seguiremos firmes nosso destino colonial. Com ou sem a “Brasil Foods” – que aliás ganhou um grande propagandeador mundial da nova empresa: O Ronaldo, levando na barriga o nome da nova corporação verde-amarela.

NÃO ESQUECER, NEM PERDOAR

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 21-05-2009

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Há exatamente 3 anos, o chamado “crime  organizado” dos presídios se levantou na rua e na cadeia contra as forças do chamado “Estado”. A reação “estatal” foi dar a seus oficiais uma “licença para matar”, além de ativar os grupos de extermínio de caráter para-militar. O resultado: 493 mortos em uma semana, cerca de 50 creditados ao “crime organizado” dos presídios, e cerca de 440 creditados ao “crime organizado” da polícia e do Estado. Ontem uma manifestação em frente à prefeitura lembrou as vítimas dessa guerra particular. Segue manifesto dos organizadores do protesto. Como dizem as mães guerreiras da Argentina: Ni olvido, ni perdón!

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Manifesto da Juventude da Periferia da Capital Paulistana

A juventude, através desta carta aberta, vem alertar ao poder púbico e a sociedade paulistana que na periferia de nossa cidade se prolifera uma guerra sem precedentes. Os jovens estão morrendo, cada dia mais cedo, e os que sobrevivem estão sendo treinados como “kamikazes” a serviço do Estado paralelo – filho do Estado mínimo. Para que este cenário não culmine num “constante maio de 2006”, exigimos subsídios que nos propiciem exercer a cidadania na plenitude. Neste mês maio, estamos nos colocando em frente à prefeitura, apresentando, além de nosso manifesto, um ato simbólico, representando todos aqueles que não caminham mais conosco. Morreram vítimas da guerra ocorrida entre os dia 12 e 20 de maio de 2006. Para nós a luz de suas vidas nos motivam a lutar por suas memórias e pelos ainda vivos. Portanto, nossos anseios, concretos, são:

Que a prefeitura insira no seu plano de metas o capítulo

CIDADE DE FUTURO
Que este tópico contenha medidas que visem reduzir o IVJ (Indicie de Vulnerabilidade Juvenil)na cidade de São Paulo.

O indicie é composto por indicadores de homicidio juvenil masculino, gravidez na adolescência, evasão escolar e rendimento médio do chefe de família.

O IVJ é medido numa escala de 0 a 100, sendo que quanto mais próximo do zero melhor.

O melhor IVJ da cidade está no distrito do Jardins que é de 6. E o pior no distrito do Marsilac que é de 92.

Uma disparidade que precisa ser resolvida urgentemente.

E que nele também contenha:

1. Adaptação das estruturas dos CEU´s para ensino profissionalizante nos momentos de ociosidade – período noturno.
2. Construção de Escolas Técnicas – como pólos de desenvolvimento sustentável – nas periferias. Na região do Grajaú temos até uma área disponível.
3. Repúdio a redução da maioridade penal
4. Elaboração – URGENTE – de um plano municipal de políticas públicas para a juventude.
5. Criação de um grupo de trabalho composto por membros de diversas secretarias, coordenadoria da juventude e representantes de grupos de juventude para a elaboração deste plano.
6. Articulação, por parte do poder público municipal, da câmara dos vereadores, com as esferas estadual e federal e membros da sociedade civil para votação de todos os projetos de políticas públicas para juventude engavetados e fomento para criação de novos projetos.
7. Que a parcela da sociedade que se manifesta de maneira enfática a favor da redução da maioridade penal, possa contribuir conosco, manifestando-se, com a mesma ênfase, pelo absurdo da falta de escola, creche, hospitais e tantas outras necessidades básicas do cidadão em nossas periferias.
8. Que as famílias das vítimas dos crimes de maio de 2006 possam obter respostas convincentes sobre as mortes de seu familiares e que todos os culpados sejam punidos.
9. Que possamos ter um cronograma de ações e de respostas, e que a prioridade-juventude seja refletida no orçamento.
10. Que seja dado um passo, concreto, rumo ao futuro de nossa cidade: a prioridade em salvar e educar nossa juventude – futuro da cidade de São Paulo.

Dilemas para a esquerda socialista e o PSOL

Posted by Editorial do Outubro | Posted in crise econômica, política institucional | Posted on 19-05-2009

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Publicado no Correio da Cidadania o texto que segue expõe sem medo o debate interno que está na ordem do dia no PSOL. Nenhum partido é um bloco monolítico e é importante para o processo de reorganização da esquerda que esse debate venha a público (já que mesmo dentro do partido vem sendo cada vez mais difícil promover o debate dessas questões, devido à progressiva diminuição dos espaços para a intervenção dos militantes de base, que a organização do segundo congresso nacional do partido nos mostra).

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Dilemas para a esquerda socialista e o PSOL

Escrito por Fernando Silva

18-Mai-2009

Há um debate aberto sobre qual deve ser a resposta da esquerda socialista para os desafios colocados nestes tempos de agravamento da crise econômica.

Tal debate parte do pressuposto de que os efeitos mais perversos da crise recairão sobre os ombros da classe trabalhadora e que as saídas oferecidas até aqui, inclusive pelo governo Lula, estão na ótica de preservar os interesses do grande capital. E que, para tanto, estaria colocado o desafio para os movimentos sociais autênticos, sindicatos combativos e partidos da esquerda socialista construir e apresentar uma alternativa de programa, de saída para a crise, tanto no terreno das lutas sociais como para as eleições em 2010.

Mas indo diretamente à questão deste artigo, é público que há um debate aberto em um dos atores principais desta articulação, o PSOL, a respeito do lugar da denúncia das mazelas da corrupção em um programa e no perfil político da esquerda socialista, com conseqüências no debate de arco de alianças.

Estamos diante de uma nova totalidade no cenário internacional e nacional – a vigência de uma crise econômica estrutural do capital. Não temos dúvidas de que o centro, o eixo da resposta e da construção de um perfil socialista e anticapitalista, tem que estar na crise e na afirmação de uma saída de ruptura sistêmica, que busque apoiar-se nas demandas mais urgentes da classe trabalhadora e do povo, esfolados pela crise do capital. Tudo o mais deve se subordinar a isso. Inclusive as denúncias dos podres poderes da República. Por mais que o regime democrático burguês esteja coalhado de escândalos diários de corrupção (essa é a natureza do Estado brasileiro), a denúncia da corrupção não pode ser a pauta central de uma esquerda socialista na etapa atual, porque ela não é a pauta central do cotidiano das mazelas insuportáveis que recaem sobre os trabalhadores e o povo.

Sinais preocupantes

E deste ponto de vista consideramos muito preocupante que, além de fincar pé neste perfil como eixo do partido, esteja ocorrendo, por insistência de setores da direção do partido, uma busca em alavancar como aliados prioritários, quase exclusivos, personalidades dissidentes do aparelho de Estado, como o delegado Protógenes.

Um verdadeiro tiro no pé para o partido, como se verificou na ida do delegado ao ato de 1º de maio da Força Sindical, ao lado de Paulinho – um dos mais notórios pelegos da classe trabalhadora brasileira e também investigado por denúncias de corrupção. Isso enquanto a esquerda socialista partidária, movimentos sindicais e sociais combativos, pastorais sociais etc. se uniam para realizar um 1º de maio independente e classista na Praça da Sé.

Está aqui um dos dilemas centrais da esquerda e do PSOL no próximo período. Nos anos 90, o PT se caracterizou por sustentar como principal perfil político o eixo de “ética na política”, contra a corrupção. Combinado a isso, moderou seu programa, buscou ampliar suas alianças à direita, estreitou laços com setores do empresariado, passando a aceitar financiamentos destes para as campanhas eleitorais, abriu as portas para estranhas filiações distantes do ideário de partido da classe trabalhadora.

Sabemos no que deu isso e o pior que poderia ocorrer hoje é um repetição da história na forma de trágica caricatura com o PSOL. A negociação de contribuições em 2008 à campanha municipal em Porto Alegre oriundas da Gerdau e da indústria armamentista Taurus evidencia esse risco.

Questões indispensáveis

Há três questões que devem balizar o perfil do PSOL nesta conjuntura e que consideramos que são condições básicas e indispensáveis para credenciá-lo como um pólo aglutinador de uma reorganização ainda mais ampla na esquerda e nos movimentos sociais em tempos de crise:

1) O centro político e programático do partido deve ser a resposta à crise econômica do ponto de vista de um programa anticapitalista;

2) O centro de gravidade da atividade do partido deve ser a busca de inserção central nos movimentos sociais e nas lutas de resistência da classe trabalhadora, dos sem-terra, sem-teto, da juventude. Ou seja, uma aliança efetiva com os trabalhadores e oprimidos. E não a busca de aliados em figuras da hierarquia do aparelho de Estado, que sinalizem um arco de alianças e perfil de programa que nada terão a ver com a vocação de um partido que se pretenda anticapitalista;

3) O PSOL deve se afirmar como partido socialista de trabalhadores e trabalhadoras, que contribua para buscar organizar com sua militância e estrutura partidária a luta permanente da classe trabalhadora em todos os seus aspectos práticos. E, portanto, não pode estar com suas portas abertas para a aceitação de possíveis filiações de porta-vozes estranhos ao ideário da esquerda socialista.

Fernando Silva é jornalista, membro do Diretório Nacional do PSOL e do Conselho Editorial da revista Debate Socialista.

Brasil, um país de poucos

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 18-05-2009

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[Se quer saber tudo sobre a gripe suína veja este ótimo texto!]

Em meio a crise mundial e a gripe suina foi anunciado a fusão da Sadia e da Perdigão, que será a maior produtora de embutidos do mundo.
Desta forma cria-se mais uma gigante verde-amarela para atuar no cenário mundial. Vedetes do presidente Lulla essas empresas servem como modelo de um pais ficticío que “dá certo” na américa latina. Logo após a fusão li duas outras notícias interessantes sobre essas companhias, a primeira é que o BNDES pode financiar a fusão das empresas, garantindo aportes financeiros e entrando como acionista da nova empresa. Outra também muito interessante é que a Sadia logo após a fusão anunciou a demissão de 300 funcionários na planta de Toledo (PR).
Apenas para relembrar, o presidente do conselho da Sadia é Luiz Fernando Furlan, ex ministro da Industria do governo Lulla. Para não me acusarem de conspiração vamos fazer de conta que o apoio da presidência e do BNDES neste caso é mera coincidência.
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OBRA DE PLÍNIO MARCOS NO CALANGO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 11-05-2009

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O Grupo de Teatro Calango entrou em cartaz esse fim de semana com a peça “Quando as Máquinas Param”, de Plínio Marcos. A peça fica em cartaz por 3 meses. Trata-se de uma montagem da íntegra do roteiro de Plínio Marcos, sem adaptações ou releituras. A idéia é explicitar a atualidade do texto num país que essencialmente não muda. Segue cartaz de divulgação.

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