Informe:

Reflexões sobre o CONCLAT de Santos

O outubro vermelho é um instrumento crítico de reflexão, ação e militância socialista. Apesar de nos localizarmos num determinado espectro político buscamos criticar antigas práticas arraigadas no movimento de esquerda buscando incentivar novas ações e sínteses . Militântes que ajudam a construir...

Leia Mais

Luta de classes em Honduras

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo, Revitalização do Centro | Posted on 30-06-2009

Tags:, ,

0

20090628elpepuint_81

Em Honduras milhares de pessoas se mantem nas ruas da capital Tegucigalpa. No interior mais pessoas estão em marcha para chegar a capital e se somar as manifestações. Na ONU, o presidente deposto Zelaya discursa e ganha apoio unânime da comunidade internacional. Os países vizinhos (El Salvador, Nicarágua e Guatemala) fecham as fronteiras e suspendem negócios com Honduras.

As elites do país teme um tiro no pé com o golpe. Realizam atos de apoio à “democracia” e diz que o país se vê livre do Chavismo. Mostram entrevistas com representantes do novo governo como o empresário Emilio Larach sobre quem citam as seguintes declarações: “estes acontecimentos ocorrem pela truculência do ex-presidente Zelaya por não escutar a vontade do povo e preferir ouvir a voz dos presidentes da Alternativa Bolivariana dos Povos da Nossa América”. Os meios de comunicação que não apoiam o golpe foram fechados e os que sobraram fazem vivas aos militares. Em rede nacional o “presidente” golpista diz que se Zelaya retornar ao país irá ver o sol nascer quadrado.

policia-barricada-honduras

O fato é que Zelaya retornará amanhã com membros da ONU, e os presidentes Rafael Correa, do Equador, e a madrinha Kirschner. Simultaneamente os movimentos sociais prometem um ato massivo para receber Zelaya. O dirigente da Via Campesina, Rafael Alegría, declarou à TeleSUR que “segue a resistência de nosso povo pela volta do presidente Manuel Zelaya. Neste momento realizamos uma manifestação muito grande no interior do país e se mantem a resistência, também está praticamente paralizado o país”.

Porem a repressão segue pesado como as prisões dos ônibus que se encaminham para a capital, conforme informa a Silvia Ayala, deputada do partido de Unificación Democrática de Honduras, inclusive metralhando ônibus que se encaminham da província onde nasceu o presidente Zelaya. Segundo as informações da deputada mais de 200 militantes se encontram presos neste momento.

policia-arresto-honduras

Golpe militar hondurenho se torna cada vez mais repressivo.

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 30-06-2009

Tags:, , , ,

0

HONDURAS-COUP-UNREST

Leonardo Fernandes,

Caracas/Venezuela, 29 de junho de 2009.

O dia de hoje na capital hondurenha de Tegucigalpa foi marcado por forte repressão contra as mobilizações contra o golpe militar que se deu no país na madrugada do dia de ontem, domingo, 28 de junho.

Ao final da tarde de hoje, o governo golpista mandou seus efetivos fecharem os poucos veículos de comunicação que continuavam funcionando no país, principalmente os veículos internacionais que enviavam imagens desde Honduras para o resto do mundo. A equipe da televisora pública venezuelana Telesur foi detida pelos efetivos militares e para sua libertação foi necessária uma dura intervenção do embaixador de Venezuela em Honduras, que ainda se encontrava no país. O canal venezuelano é o único veículo internacional de comunicação que, desde o dia de ontem quando se deu o golpe. Além de Telesur, os poucos veículos independentes que continuavam informando a população hondurenha também foram fechados pelos militares, que alegaram questão de segurança o fechamento das televisoras. A jornalista da Telesur Adriana Sivori, assim como jornalistas da agência de notícias American Press (AP) foram detidos pelos militares e passaram por momentos difíceis em poder dos golpistas.

O presidente Manuel Zelaya, que atualmente se encontra na capital nicaragüense de Manágua, disse hoje que irá a Honduras na próxima quinta-feira junto à comissão da OEA que visitará o país neste dia.

gas-lacrimogeno-honduras

Com uma população completamente desarmada, ficou fácil para o governo militar reprimisse as manifestações que ocuparam as ruas de Tegucigalpa, provocando duas mortes, inúmeros de feridos e vários desaparecidos; muitos destes dirigentes de movimentos sociais. As mobilizações cumprem o plano de atividades dos movimentos sociais que pararam o país com uma greve geral sem duração prevista, segundo alguns dirigentes, até o retorno definitivo do presidente Manuel Zelaya a suas funções de chefe de estado de Honduras.

Muito importante também dizer da cobertura que alguns meios de comunicação privados do mundo têm divulgado informações falsas sobre os ocorridos em Honduras desde ontem. Muitos desses veículos, com o objetivo de deslegitimas o presidente democraticamente eleito Manuel Zelaya reportam que o golpe militar acontece diante da tentativa do presidente Zelaya de aprovar no domingo sua reeleição como presidente da república. Sendo que a consulta que se daria no domingo se tratava apenas de uma pesquisa de opinião popular para saber da aprovação da população sobre a possibilidade de se convocar uma assembléia constituinte. É importante dizer que a consulta não teria nenhum caráter aprobatório, e não dizia da reeleição do presidente, senão que a possibilidade de uma reforma da constituição hondurenha.

HONDURAS-COUP-UNREST

Pela tarde, a Secretária de Estado norte-americano Hilary Clinton deu uma declaração dizendo que os Estados Unidos seguiriam com o compromisso de cooperação econômica com o governo hondurenho, e que o presidente Zelaya forçou toda a situação que ocorre em Honduras, ao insistir na convocação da consulta cidadã que ocorreria no domingo. Apesar de que pouco depois o presidente estadunidense Barack Obama tenha dado declarações de não reconhecimento a qualquer governos que não seja do presidente democraticamente eleito Manuel Zelaya, as declarações prévias da Secretária de Estado, demonstram que jamais estaremos enganados quando relacionamos os Estados Unidos com as intervenções fascistas de grupos militares de direita na região latino-americana, como o foi na Bolívia no ano passado, Venezuela em 2002, ou mesmo durante todos os sangrentos anos de ditadura militar em nossos países durante algumas décadas atrás.

No dia de hoje, várias reuniões se sucederam na capital nicaragüense de Manágua onde presidentes de todo o continente rechaçaram o golpe militar em Honduras e exigiram a restituição do presidente Manuel Zelaya no desempenho de suas funções como presidente do país centro-americano. Os presidentes dos países membros do ALBA – Alternativa Bolivariana para os povos das Américas, também de SICA – Sistema de Integração Centro Americana, Grupo do Rio, e convidados como o secretário geral da OEA José Miguel Insulza, permanecem na Nicarágua discutindo as medidas que serão tomadas no sentido de reverter a situação de golpe. O secretário da OEA também viajará a Honduras nesta quinta-feira, quando deve acompanhá-lo o presidente deposto Manuel Zelaya.

Também os países do ALBA decidiram por unanimidade retirar seus embaixadores de Honduras, assim como não reconhecer nenhum funcionário do poder público hondurenho que não faça parte do governo legitimamente eleito de Manuel Zelaya.

HONDURAS-COUP-UNREST

Golpe Militar em Honduras

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 29-06-2009

Tags:, ,

1

Desde ontem Honduras vive convive com o governo golpista dos militares. Apoiado pelos meios de comunicação local, e internacional, pouco se fala do ocorrido. As fontes são praticamente as mesmas para as notícias e o que se recebe por um viés de esquerda são das agencias bolivarianas como o texto abaixo. Em Honduras se prepara uma greve geral para hoje, e na Venezuela multidão se aglutina para exigir a volta do presidente Zelaya.

Neste momento é fundamental exigir a retirada dos militares e a volta do presidente constitucional. Mesmo porque Honduras já serve de base militar para os EUA e as novas ações do império sobre a América Latina é para desarmar o sentimento de “unidade” latino-americano. Neste momento há um deslocamento do campo de força no continente, que migra de governos subservientes ao interesse do império para um grupo que se aglutina ao redor da Venezuela, que vão desde o governo Revolucionário Cubano, a políticos liberais como o deposto Zelaya.

Povo Venezuelano nas ruas contra o golpe em Honduras.

Povo Venezuelano nas ruas contra o golpe em Honduras.

As forças populares hondurenhas convocaram a partir desta segunda-feira uma greve geral permanente em apoio à constitucionalidade do Presidente da República Manuel Zelaya, que neste domingo foi objeto de um golpe de estado, orquestrado por uma conspiração político-militar avalizada pelo Congresso Nacional Hondurenho.

A representante do Sindicato de Trabalhadores do Registro Nacional de Pessoas, Maritza Somoza, informou que a iniciativa está respaldada por todos os trabalhadores do país centro-americano, pelas confederações e pelas organizações de âmbito laboral de Honduras.

Somoza destacou que o setor laboral do país possui uma profunda motivação para respaldar o Presidente Constitucional de Honduras, devido a que o governo de Zelaya foi o único que outorgou dignidade aos trabalhadores hondurenhos.

“É a primeira vez que um Presidente nos dá dignidade”, enfatizou Somoza, que ademais destacou que em resposta a essa condição digna reivindicadora outorgado pelo governo constitucional de Manuel Zelaya, a bandeira do povo hondurenho agora será a convocatória de uma Assembléia Nacional Constituinte.

A respeito, referiu: “A bandeira do povo hondurenho já não será a consulta, na qual estávamos participando de maneira simbólica, senão que agora será a convocação da Assembléia Nacional Constituinte. (…) Porque agora o que queremos é um governo que esteja diretamente nas mãos do povo”.

A resistência e a condenação do golpe de Estado contra o Presidente Zelaya, inclui ademais a familiares e amigos do resto dos países da região, que manifestaram sua disposição de trasladar-se até a irmã República de Morazán em prol de apoiar o Presidente Constitucional de Honduras.

Venezuela na Luta contra o golpe em Honduras.

Venezuela na Luta contra o golpe em Honduras.

Essas ações refletem ─ expressou Somoza ─ o despertar do povo hondurenho.

A respeito, destacou: “Este povo fora apático e nunca vimos as pessoas responderem dessa forma”.

A representante sindical referiu que, enquanto por um lado a força social mais importante do país como é o fator laboral desempenha ações em apoio ao Presidente Zelaya, a burguesia foge do país, retirando seus filhos e distanciando seus  interesses econômicos.

Sobre este ponto, mencionou que, pese a que o Governo constitucional perdoou uma dívida de mais de 8 mil 700 milhões de lempiras (moeda de Honduras), concentradas em diversas empresas privadas, a burguesia hondurenha não reconhece a violação do direito constitucional que se produziu contra o único Governo, legítimo ademais, que lhes exonerou de tão majestosa dívida sem prejuízo de seus interesses como geradores de capital.

Somoza indicou que a cifra real de 8 mil 798 milhões de lempiras de dívida de empresas privadas, está registrada numa lista que possuem os trabalhadores da eletricidade de Honduras.

Golpe militar em Honduras

Posted by edutiao | Posted in Imperialismo | Posted on 28-06-2009

Tags:, , , ,

0

Desde o dia de ontem, 27 de junho de 2009, forças militares ocupam Tegucigalpa, capital de Honduras. Um comando de 200 militares invadiu a Casa Presidencial nas primeiras horas do dia de hoje, sequestrando a família de Manuel Zelaya. O presidente Zelaya foi levado à Costa Rica, onde permanece, aparentemente, sob “hospitalidade” costarriquenha. Sua família foi colocada em “local seguro”. Outros membros do poder executivo, ministros, hondurenho sofreram ataques e foram também sequestrados. A Chanceler Patricia Rodas, e os embaixadores da Venezuela, Cuba e Nicaragua foram sequestrados, golpeados e ameaçados de fuzilamento por efetivos militares que atuam encapuzados. Poucas horas atrás os embaixadores foram libertados, mas a Chanceler foi levada auma base aérea militar não identificada.20090628elpepuint_9

A tentativa de golpe que se orquestra neste momento é uma reação à proposta de referendo sobre uma reforma constitucional, encampada pelo presidente Manuel Zelaya, e apoiada por 400.000 assinaturas, que seria levada a cabo de maneira independente nos decorrer das eleições nacionais – prefeitos, governadores e presidente – que ocorreriam neste domingo. As instituições da Justiça, do Senado, além da Igreja e da cúpula Militar, haviam se posicionado, nesta semana, contra a consulta popular, apesar do grande apoio que a proposta tem entre a população. O referendo tinha o objetivo de consultar a população sobre a proposta de reforma constitucional a ser levada a cabo no próximo ano.

Neste momento a população de Tegucigalpa se concentra em frente à Casa Presidencial exigindo o retorno do presidente. O referendo foi levado adiante pela população, que estabeleceu as urnas na cidade e recolhe assinaturas neste momento, apesar do cerco militar.

20090628elpepuint_8

Mais informações:

Imagens:

http://www.flickr.com/photos/gabbo_vm/
http://www.flickr.com/photos/breve/
http://www.elpais.com/fotogaleria/Golpe/militar/Honduras/6580-1/elpgal/

Imprensa:

http://www.telesurtv.net/noticias/canal/senalenvivo.php

http://www.telesurtv.net/solotexto/index.php

http://www.patrialatina.com.br/
http://www.aporrea.org/temas/70
http://sdpnoticias.com/sdp/contenido/2009/06/28/432447?refresh=1
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=58747

http://twitter.com/ameliarueda

Tom Zé na USP

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 25-06-2009

Tags:, , , ,

0

Os trabalhadores da USP estão em greve. A USP está em greve. E para apoiar a luta, e arrecadar dinheiro (sempre ele) necessário para continuar as atividades de greve, Tom Zé fará um show no Velódromo ocupado. O cantor já havia feito um show em solidariedade aos estudantes ocupados na reitoria da USP em 2007.

Todos ao show, e não me chamem para um revolução em que eu não possa dançar.

capatomze1968

Nesta sexta-feira, 26/06 a partir das 20 horas no Velódromo da USP.

O objetivo da atividade é arrecadar fundo para a greve dos trabalhadores. Ingressos a venda no Sintusp e nas assembléias. Também será vendido no local. E contará também com a apresentação das bandas:

  • Banda Blackzuka
  • Banda Cotonets
  • Banda Colombolo
  • Grupo de dança – Galáticos e Sibernéticos


RELATO SOBRE O TERRORISMO FASCISTA NA USP

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento, política institucional | Posted on 24-06-2009

Tags:, , ,

0

Se você pensou que falaríamos uma vez mais da invasão da PM na USP, errou! A PM já saiu, mas muitos dos que a apoiavam continuam dentro da USP. Segue sóbria análise sobre a atuação de estudantes neofascistas provocando distúrbios e tumultos na última semana, na tentativa de criar o ambiente para  a permanencia da PM no campus. É hora de ação antifascista!!!

accio_antifeixista

ALARME DE INCÊNDIO NO BUTANTÃ

Sobre indícios de manifestações neofascistas entre estudantes na USP.

Hoje estamos de plantão no sindicato devido à ameaça de depredação por estudantes da poli organizados em torno do CDIE (Comando de defesa dos interesses dos estudantes), mas soubemos de outros como um grupo anti-comunista da FEA, e o apoio que recebem de parte das atléticas que vem arrancando cartazes e faixas por aí, mas hoje parece ser mais grave.

Sexta-feira ocorreram duas manifestações de estudantes que juntaram à noite 150 politécnicos, chamados pelos estudantes em torno do abaixo assinado contra a greve. Convidaram os estudantes que iriam ao bixop (festa de chopp realizada dentro da USP) e gritavam “morte ao Brandão !” e “usp sim, greve não”, mas devido a pressão antagônica de estudantes e funcionários, demoveram-se da intenção inicial de invadir o Sintusp (Sindicato dos trabalhadores da usp).

Tentamos conversar de manhã com alunos na ECA (Escola de Comunicação e Artes) organizados em torno do abaixo-assinado contra a greve e pela destituição do DCE caso vote-se greve em assembléia, junto a eles havia um careca (movimento de jovens skin heads da ala nacionalista fascista) que saiu quando percebeu que seria hostilizado.

Estes também intencionaram atrapalhar a assembléia dos funcionários e fazer um piquenique no Sintusp.

Alguns deles se admitiam facistas, um destes se dizia a favor da tecnocracia, isto é, pelo fim da política e do governo da sociedade somente por técnicos (conforme disse peremptoriamente) . Após conversarmos por horas tentando dissuadi-los e entendê-los, explicando como os estudantes se organizam politicamente, se eram maioria, para que colocassem então sua opinião em assembléia, e parecia que algo melhoraria, mas à tarde, descobri que o mesmo estudante havia pedido pela volta da polícia no campus e que batesse nos grevistas e que era favorável que a assembléia discuta, mas não que delibere.

Parece que são contra a participação direta onde confrontam-se com o que dizem e as conseqüências do que dizem preferindo instâncias virtuais de organização, como o Orkut, onde soltam seus juízos privados sem confrontarem- se com as conseqüências do que dizem ou indicam que se deva fazer. Do mesmo modo, “perdem a noção” quando acham que brincam como quando aparecem com cartazes escrito: “Morte ao Brandão”, “Fica PM no campus”, estes parecem não refletir sobre o que isto significa. Seja politicamente, seja sobre a dor de outro, mesmo que seja seu adversário.

À noite esperávamos pelo pior e juntamos extintores de incêndio e formas de alarme como fogos de artifício para avisarmos estudantes que estavam reunidos em outras unidades em plenária e não podiam estar ali no momento. Felizmente, quando dado o alarme os estudantes desceram e a manifestação recuou sendo confrontada com outra favorável às instâncias de representação dos estudantes na forma de “gritos de torcida” e “palavras de ordem” uma contra a outra.

Estamos lidando com militantes contra a greve que chamam atos e que são pautados pela imprensa. Apesar de que chamam suas manifestações de “Flash mobs” (palavra que tem origem nas manifestações anti-globalizaçã o), mesmo sendo chamadas por email e reproduzida na imprensa, como se esta a chamasse. A própria reitora os citou como referência de organização estudantil em artigo do jornal Folha de São Paulo, assim como outros, chamam à hostilização contra funcionários e estudantes é constante.

Porquê estudantes militam contra a representação e decisão de funcionários e estudantes se sua unidade não está em greve, é uma questão, como se fosse a favor da intervenção em outras unidades ou contra as instâncias de decisão, isto é, como se tomassem a decisão de anular as decisões das instâncias de participação direta estudantil, preferindo as indiretas. Do mesmo modo, parecem querer disputar a atenção da imprensa que muito os incentiva.

Uma aluna deste abaixo assinado de manhã, durante uma discussão havia dito que Hitler também era de esquerda. Foi interpelada sobre o que significava para ela esquerda e esta disse que Hitler era de esquerda porquê era a favor da intervenção do estado na economia.

São de formação fraca e acumulam os estereótipos de blogs de extrema-direita da internet, muitas vezes escrevendo tão mal quanto, como o estilo de recorte do texto do adversário para responder trechos aleatoriamente escolhidos, o que lembra também trabalhos de graduação de alunos “picaretas”. Quanto aos estudantes da Poli, entre eles, está ocupando uma função de liderança, como um tipo de orientador, um estudante da história apelidado de “Malufinho” que quando interpelado anteriormente sobre sua participação no grupo, havia negado à chefe do departamento de história.

Também estava envolvido no caso da estudante que chamou a polícia na história contra os piquetes e que gritaram “Fica PM!” no prédio de História/Geografia,  aliás, segundo consta, era sua namorada.

Por que com tantas armas a Polícia Militar precisaria de apoiadores? Por que a estrutura de poder da USP que se mantém por si só e parece intocável precisa de apoio de algum tipo de base?
Por que quem não participa do staff acadêmico precisaria apoiar o mesmo contra quem este massacra e precariza o trabalho ? Por que tal defesa da normalidade das funções acadêmicas quando o que mais querem é, no caso de muitos deles, realizar atividades esportivas, jogar truco e tomar cerveja (ou Chopp, no caso do Bixop) como muitos dos demais estudantes, apesar de agirem como se amassem as aulas e a instituição que lhes dá certo reconhecimento social.

Tais militantes pela ordem se aglutinam em torno do reconhecimento que a própria reitoria e os jornais e blogs de extrema direita lhe dão, enquanto acontece o conflito franco no seio do movimento estudantil.

Assim, coisas que seriam corriqueiras passam a incomodar o estudantado em fúria por… normalidade. Tal desejo de revolta pela hierarquia, pela instituição que estaria lá sem a participação de sua mobilização pela ordem. Assim como sua mobilização a favor do uso da força policial contra pessoas desarmadas só porque estes, junto com alguns professores, identificam como a fonte do mal da universidade. Justamente estes que se levantam contra a precarização do trabalho, a estrutura de poder viciada da universidade, sua privatização, sua violência e seu elitismo.

De qualquer forma, abriu-se a caixa de pandora e soa o alarme de incêndio no inóspito jardim do butantã.

PAUTA DE REIVINDICAÇÕES DOS ESTUDANTES DA USP

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, política institucional | Posted on 23-06-2009

Tags:, ,

0

O grande movimento de funcionários, professores e estudantes da USP, UNESP e UNICAMP nas últimas semanas conseguiu forçar a reabertura das negociações com a reitoria. Ontem, dia 22 de junho, as entidades representativas das categorias em greve se reuniram com o conselho dos reitores das universidades estaduais, que não ofereceu nada além do que foi oferecido antes da interrupção das negociações (6,5% de reajuste salarial). A maior vitória do movimento foi a retirada das tropas da PM da USP, ontem ainda pela manhã. Os estudantes tentam marcar reunião com a reitoria para discutir a especificidade de sua pauta de reivindicações. Segue o que estará na mesa de negociações.

greve-usp-unesp-unicamp

greve-usp-unesp-unicamp2

São Paulo, 22 de junho de 2009.

À Magnífica Reitora Suely Vilela.

Viemos por meio desta solicitar reunião oficial – a ser agendada até o dia 26/06 – com o Diretório Central dos Estudantes da USP “Alexandre Vannucchi Leme” para discussão e encaminhamento da pauta específica dos estudantes:

1. Suspensão da implementação da Univesp.

2. Aumento da dotação orçamentária destinada à permanência estudantil.

3. Fim das sindicâncias e punições aos estudantes da universidade.

4. O acompanhamento do acordo firmado em 2007 referente ao movimento de ocupação da reitoria de 2007, especialmente no que toca a construção dos blocos de moradia.

5. A garantia da autonomia da sede do DCE pelos estudantes. Paralisação das licitações abertas para o local.

6. Construção de moradias, aumento da capacidade de atendimento do bandejão e aumento da infra-estrutura em Pirassununga, devido à situação de insuficiência de infra-estrutura após a criação dos cursos novos esse ano.

7. Construção de bandejão em Lorena em virtude da ausência de restaurante universitário no campi de Lorena.

8. A necessidade de transporte escolar entre o centro da cidade de Lorena e os 2 campi da EEL.

9. A necessidade de suprir a demanda por moradias na EACH e na EEL, que poderia ser sanada por construção de novos blocos de moradia.

10. Construção do bloco de aulas dos cursos da FOFITO.

11. Garantia da autonomia dos espaços estudantis. Fim das atuais ingerências nos espaços estudantis, tais quais: proibição de festas no campi de Ribeirão Preto, fechamento dos espaços de vivência de Ribeirão e da ESALQ, corte do repasse financeiro aos Centrinhos da Poli.

12. Fim do projeto de alteração do espaço em andamento na ECA referente ao espaço onde hoje localiza-se o SINTUSP, o Centro Acadêmico e um gramado. Discussão e deliberação com a comunidade acadêmica da unidade sobre qualquer alteração do espaço.

Sem mais, estimadas considerações.

Diretório Central dos Estudantes da USP “Alexandre Vannucchi Leme”

Pautas da Pós-Graduação:

1. Estabelecer um calendário de negociações sobre a democracia na USP e sobre o processo eleitoral do segundo semestre. Indicativo de primeira reunião em agosto.

2. Revogação da resolução do CO que permite a presença da PM no campus.

3. Fim das reuniões do Conselho Universitário no IPEN, transparência nas votações e tratamento igual na convocação dos representantes discentes, docentes e servidores técnico-administrativos. Transmissão online das reuniões do Conselho Universitário.

4. Discussão sobre o orçamento da pós-graduação: estrutura, financiamento dos programas, etc.

5. Discussão sobre a política de permanência estudantil para os pós-graduandos, i.e. passe escolar, inscrição para moradia no CRUSP, bolsa-aluguel, bolsa extra-ordinária, bolsa antecipatória, divulgação ampla do auxílio-viagem.

6. Espaço da pós-graduação na Rádio USP e TV USP.

CINEKAOS NO ESPAÇO CULTURAL CALANGO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 19-06-2009

Tags:

0

kaótikaótikaótikaótikaótikaótikaó

ótikaótikaótikaótikaótikaótikaótik

ótikaótikaótikaótikaótikaótikaótik

otikaotika

CineKaos

CineKaos é um festa? É. CineKaos é um cine-clube? É também. Como assim? Assim ó: cerveja a 2 reais + um telão com clips + shows + curtas + animações + filmes + documentários + música + pérolas da TV + standup comedies + filme bom + filme ruim + trechos de coisas kaótikamente selecionadas + o que você quiser. Se gostou, grita e bate palma. Se não gostou, pede para tirar e manda…

Onde? Espaço Kultural Kalango, R. Frederico Abranches, 118 (ao lado do metrô Santa Cecília)

Quando? Sábado, 20 de junho, a partir da 00:00hs (e vai até o metrô abrir)

ALIANÇA ESTRATÉGICA CONTRA A PM NO MUNDO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento | Posted on 19-06-2009

Tags:, , ,

0

Os funcionários da USP em greve ampliam as articulações para seguir resistindo nessa luta que já é histórica, porém ainda não vitoriosa. A avaliação geral da assambléia de trabalhadores é que vivemos um momento de criminalização dos movimentos sociais e da pobreza, com a policia sendo a principal política pública para as questões sociais mais importantes. Assim, os funcionários redigiram o seguinte documento e o distribuiram pelas ruas de Paraisópolis, local que, assim como a USP, também está sitiado pela polícia militar.

pm-na-favela

CHAMADO AOS MORADORES DE PARAISÓPOLIS E A POPULAÇÃO PARA O ATO DO DIA 18/06/09

CONCENTRAÇÃO NO MASP ÀS 12HS, COM PASSEATA ATÉ O LARGO SÃO FRANCISCO.

No dia 1º. de junho, entrou a PM na Universidade de São Paulo (USP)
reprimindo os trabalhadores grevistas, cerceando seu direito
constitucional de organização sindical e de greve. A partir dessa
intromissão, estudantes e professores, em apoio aos funcionários e
pela retirada da PM e pela reabertura de negociações com a reitoria,
aderiram à greve. Juntos, fizemos um grande ato pacífico com 2mil
pessoas, pela retirada da PM do campus Butantã. Esse ato foi duramente
reprimido, com balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo.

É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.É
possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.É
possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.

Essa repressão pode ser relacionada com o que acontece há tempos em
Paraisópolis, pois a polícia que reprime o movimento dos trabalhadores
da Universidade é a mesma que reprime cotidianamente os trabalhadores
e o povo pobre que vive nas favelas e que ousa se manifestar. Em
recente protesto dos moradores contra a morte de um jovem pela polícia
a resposta do Estado foi mais repressão e mais polícia.

É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.É
possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.É
possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.

Essa política repressiva por parte do Estado, está longe de ser algo
isolado e sim faz parte de algo maior, tanto a nível nacional, como
por exemplo, as dezenas de mortos de trabalhadores camponeses sem
terra e a repressão ao MST como a política de isolamento da pobreza,
com a construção de muros que confinam a população pobre em guetos e a
militarização das favelas com assassinatos em massa da juventude negra
e pobre levada a cabo pelo governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral
(PMDB) que disse recentemente numa declaração preconceituosa e
fascista a favor do aborto: “Tem tudo a ver com violência. Você pega o
número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas, Tijuca, Méier e
Copacabana, é padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia,
Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginal”.

É preciso perceber que ao mesmo tempo em que vemos em nível nacional
escândalos de corrupção que acabam em pizza e os governos doando 300
bilhões de reais para salvar banqueiros e empresários, em
contrapartida o que vemos para o povo pobre é o aumento do desemprego,
das desigualdades sociais, sucateamento proposital da educação e da
saúde pública para beneficiar planos privados.  Aqueles que ousam
defender seus direitos mais elementares como a vida, educação, saúde,
emprego, enfim condições dignas de vida, são brutalmente reprimidos e
perseguidos, em defesa dos interesses dos capitalistas, para manterem
seus privilégios deixando a grande massa da população explorada.

No estado de São Paulo, essa política, levada a cabo pelo futuro
candidato a presidência, José Serra, PSDB, demonstra a nível estadual
o que pretende fazer a nível nacional: privatização dos serviços
públicos (SABESP, METRÔ, CESP); política de militarização contra
favelas e movimentos sociais, exemplos: Paraisópolis, Favela do
Tiquatira, assassinato por enforcamento de Sérgio dos Santos, de 39
anos, na cadeia da Vila Jacuí, perseguição a líderes combativos como
Dirceu Travesso, do banco Nossa Caixa, Claudionor Brandão, do
sindicato dos trabalhadores da USP e 61 metroviários.

Nós trabalhadores da USP defendemos uma universidade para todos, com a
ampliação de vagas presenciais nas universidades públicas e
estatização das faculdades privadas, pois os brasileiros pagam
impostos suficientes para terem ensino superior gratuito e de
qualidade, que atenda as necessidades e vontades dos trabalhadores e
do povo pobre, que suas pesquisas não sirvam apenas para dar lucro
para empresas privadas, mas que sejam usadas para o benefício da
população em geral que através de impostos sustenta essa universidade,
exemplo: ao invés da pesquisa farmacêutica se dedicar a cosméticos
para empresas privadas, pesquisar novos remédios que possam ter uma
distribuição gratuita. Consideramos que tanto funcionário, estudante
ou professor que se utiliza da Universidade pública, custeada por
todos os cidadãos, em benefício privado, são ladrões e traidores do
bem público.

Somos fortes quando nos mobilizamos, e quando nos unificamos somos
ainda mais fortes. Nossas lutas separadas facilitam que a repressão
cale as nossas vozes. Mas unidos combatemos a repressão e mudamos essa
realidade excludente e violenta.

Chamamos os moradores de Paraisópolis e de todas as comunidades que se
sintam indignadas com essa realidade que participem do ato
supracitado, como um começo de ações unificadas e de uma sólida
aliança entre a comunidade universitária lutadora e combativa com os
trabalhadores e o povo pobre que ainda estão excluídos da universidade
pública.

* FORA PM DA USP!!!
* FORA PM DE PARAISOPOLIS!!!
* CONTRA MILITARIZAÇÃO DAS FAVELAS!!!
* CONTRA CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS!!!
Assembleia dos funcionários da USP / Comando de greve

SOBRE DEMOCRACIA NA USP

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento | Posted on 17-06-2009

Tags:, , , ,

0

Ontem o jornaleco da família Frias finalmente teve a cara de pau de expor uma voz dissonante sobre a situação na USP. Até ontem as “tendências e debates” se davam entre a ultra-direita, os fascistas e os social-darwinistas. Mas ontem, publicaram um artigo extremamente pertinente feito pela Associação dos Pós-Graduandos da USP (capital). Vale a pena ler se quiser entender sobre democracia e militarização na universidade.

USP/PASSEATA

USP: diálogo ou monólogo?

CAIO VASCONCELLOS e ILAN LAPYDA


A reitoria fechou os canais de negociação. Isso expressa seu caráter autoritário e é coerente com a estrutura de poder da USP, infelizmente


APÓS MAIS de uma semana de presença da Polícia Militar no campus da USP, a política repressiva da reitora Suely Vilela culminou na batalha campal de 9 de junho.
O conflito que se deu depois do fim da manifestação pela retirada da PM não se limitou ao portão principal, mas se estendeu até a parte central do campus, algo que não se via desde a ditadura militar: bombas de gás e de concussão, balas de borracha, prisões e um saldo de policiais, estudantes, professores e funcionários agredidos e feridos. É fundamental, pois, avançarmos no debate sobre a questão.
A reitoria fechou os canais de negociação com os movimentos da USP, deslegitimando a política como esfera de solução de conflitos e recorrendo a uma força externa de repressão.
Essa opção, que expressa seu caráter autoritário, infelizmente coerente com a estrutura de poder da USP, possui a especificidade de ser uma reação às atuais pressões externas e internas por democracia.
A USP tem enorme concentração de poder: apenas os professores titulares são elegíveis ao cargo de reitor, e este é eleito praticamente só por professores titulares. O colégio eleitoral do segundo turno, que de fato elege o reitor, restringe-se a cerca de 300 membros, dos quais 85% são professores (desses, mais de 90% são titulares), menos de 15% estudantes e apenas 1% funcionários.
Além disso, os membros do Conselho Universitário, instância máxima de decisão da USP e presidido pelo reitor, são em sua maioria professores titulares (cerca de 75%), muitos dos quais diretores de unidade -e, portanto, escolhidos pela reitoria.
As decisões mais importantes da universidade ficam concentradas nas mãos desses professores, que, segundo dados da USP, somam menos de 1% da comunidade universitária.
São números que relativizam as críticas de quem questiona a legitimidade das assembleias da Adusp (Associação dos Docentes da USP), do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) e do movimento estudantil para se furtar ao debate político.
Além do fator estrutural, há um movimento crescente de autoritarismo que torna mais opacas as decisões políticas na USP.
Desde maio de 2008, as reuniões do Conselho Universitário não têm ocorrido em seu devido local, no prédio da reitoria, mas no Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), área com proteção militar e não pertencente à USP.
Ao todo, cinco reuniões foram realizadas no Ipen. Em duas delas, os representantes estudantis e dos funcionários não foram avisados da mudança de local, o que resultou na aprovação do orçamento para 2009 e na reforma do estatuto da USP sem as suas presenças, além de outros graves problemas procedimentais na votação.
Tais ilegalidades estão sendo contestadas na Justiça, por meio de um mandado de segurança articulado pela Associação dos Pós-Graduandos da USP-Capital e impetrado por alguns representantes discentes (processo 053.09.012697-4). Ou seja, estamos “explorando a legislação vigente”, ao contrário do que sugeriu o professor José Arthur Giannotti neste espaço na última quinta-feira.
Fatos dessa gravidade, aliados a outras formas de obstrução da já reduzida participação dos representantes discentes (RDs) nos conselhos decisórios, explicitam o que são as “vias institucionais” da USP.
Além de dispensar tratamento de segunda classe aos RDs, a Secretaria-Geral da USP, desde o início do ano e após seis pedidos formais de homologação, recusa-se a empossar os representantes da pós-graduação, baseando-se em uma nova interpretação “sui generis” e descabida do regimento interno da universidade.
Assim, depreende-se facilmente a falácia do conceito da reitora de “diálogo” e “convivência social pacífica”.
Não seria a reitora, bem como o grupo do Conselho Universitário que legitima suas medidas por meio de “resoluções”, o pivô da violência e da violação -das instituições, da democracia e da política-, ao se esconder em área militarizada e militarizando o campus para não se abrir ao debate?
Como a reitora, com a conivência da maior parte do Conselho Universitário, orquestra votação de temas fundamentais impedindo a presença da representação estudantil?
O atual clima de horror é incompatível com as funções de reflexão crítica e produção científica independente. A USP deveria ser o espaço do diálogo efetivo, e é ele que deve mediar os legítimos conflitos políticos.
Se a democracia está travada e a violência parte da reitoria, ao se furtar ao debate e recorrer à repressão policial, fica claro que Suely Vilela não possui condições nem competência de se manter no cargo e que a atual estrutura de poder tem de ser radicalmente transformada.


CAIO VASCONCELLOS, 27, e ILAN LAPYDA, 25, formados em ciências sociais, são mestrandos em sociologia na USP e coordenadores da Associação de Pós-Graduandos da USP-Capital, que ratifica este texto.