SOBRE A INVASÃO DA PM NA USP!

Hoje, dia 09 de junho de 2009, estudantes, funcionários e professores da USP, UNESP e UNICAMP realizaram  um ato pacífico na Universidade de São Paulo contra a invasão militar do campus Butantã. Desde o dia Primeiro de Junho, a PM está na USP para impedir as manifestações (piquetes deliberados em assembléia) dos funcionários em greve. Em resposta a tal presença, que atenta contra a autonomia universitária e contra os valores democráticos, estudantes e professores dessa instituição e das outras universidades estaduais paulistas também entraram em greve e se reuniram nesta tarde para protestar pela reabertura das negociações com o conselho dos reitores (CRUESP) e contra a militarização da universidade (Fora PM do Campus!).

A utilização da PM contra as manifestações legítimas de funcionários, estudantes e professores já é uma afronta aos ideais democráticos, mas se trata de um verdadeiro estupro a tais valores o estabelecimento de “estado de sítio” no próprio espaço da universidade.

Depois de a manifestação de cerca de 1500 pessoas fechar por menos de duas horas a Av. Alvarenga, o conjunto de pessoas já retornava para a frente da reitoria, onde às 18hs estava previsto o início de uma assembléia de estudantes. Porém, no percurso de volta, quando a avenida já havia sido liberada, unidades da Força Tática invadiram a USP e acossaram os estudantes por trás (estilo Esquadrão da Morte) com bombas e tiros. Representantes dos estudantes e dos funcionários foram detidos, alguns ficaram feridos.A partir daí conflito chegou às portas das bibliotecas, os policiais realmente sitiaram a USP.

A invasão segue. Algumas barricadas são erguidas na frente dos prédios da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, entre as quais os estudantes realizam uma assembléia. Os PMs permanecem à postos, com o contigente reforçado e com as bombas nas mãos.

Vale dizer que tem sido uma constante do governador José “Exterminador do Futuro” Serra a intransigência e a militarização do “diálogo” com as categorias mais combativas da Universidade. Não existe negociação possível com esse governo e com sua reitora Suely “Eishmann” Vilela.

Agora é radicalizar e ampliar a luta contra a criminalização dos movimentos sociais!

FORA PM DA USP! FORA PM DO MUNDO!

FORA SUELY!

FORA SERRA!

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