Golpe Militar em Honduras
Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 29-06-2009
Tags:América Latina, Golpistas, Honduras
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Desde ontem Honduras vive convive com o governo golpista dos militares. Apoiado pelos meios de comunicação local, e internacional, pouco se fala do ocorrido. As fontes são praticamente as mesmas para as notícias e o que se recebe por um viés de esquerda são das agencias bolivarianas como o texto abaixo. Em Honduras se prepara uma greve geral para hoje, e na Venezuela multidão se aglutina para exigir a volta do presidente Zelaya.
Neste momento é fundamental exigir a retirada dos militares e a volta do presidente constitucional. Mesmo porque Honduras já serve de base militar para os EUA e as novas ações do império sobre a América Latina é para desarmar o sentimento de “unidade” latino-americano. Neste momento há um deslocamento do campo de força no continente, que migra de governos subservientes ao interesse do império para um grupo que se aglutina ao redor da Venezuela, que vão desde o governo Revolucionário Cubano, a políticos liberais como o deposto Zelaya.

Povo Venezuelano nas ruas contra o golpe em Honduras.
As forças populares hondurenhas convocaram a partir desta segunda-feira uma greve geral permanente em apoio à constitucionalidade do Presidente da República Manuel Zelaya, que neste domingo foi objeto de um golpe de estado, orquestrado por uma conspiração político-militar avalizada pelo Congresso Nacional Hondurenho.
A representante do Sindicato de Trabalhadores do Registro Nacional de Pessoas, Maritza Somoza, informou que a iniciativa está respaldada por todos os trabalhadores do país centro-americano, pelas confederações e pelas organizações de âmbito laboral de Honduras.
Somoza destacou que o setor laboral do país possui uma profunda motivação para respaldar o Presidente Constitucional de Honduras, devido a que o governo de Zelaya foi o único que outorgou dignidade aos trabalhadores hondurenhos.
“É a primeira vez que um Presidente nos dá dignidade”, enfatizou Somoza, que ademais destacou que em resposta a essa condição digna reivindicadora outorgado pelo governo constitucional de Manuel Zelaya, a bandeira do povo hondurenho agora será a convocatória de uma Assembléia Nacional Constituinte.
A respeito, referiu: “A bandeira do povo hondurenho já não será a consulta, na qual estávamos participando de maneira simbólica, senão que agora será a convocação da Assembléia Nacional Constituinte. (…) Porque agora o que queremos é um governo que esteja diretamente nas mãos do povo”.
A resistência e a condenação do golpe de Estado contra o Presidente Zelaya, inclui ademais a familiares e amigos do resto dos países da região, que manifestaram sua disposição de trasladar-se até a irmã República de Morazán em prol de apoiar o Presidente Constitucional de Honduras.

Venezuela na Luta contra o golpe em Honduras.
Essas ações refletem ─ expressou Somoza ─ o despertar do povo hondurenho.
A respeito, destacou: “Este povo fora apático e nunca vimos as pessoas responderem dessa forma”.
A representante sindical referiu que, enquanto por um lado a força social mais importante do país como é o fator laboral desempenha ações em apoio ao Presidente Zelaya, a burguesia foge do país, retirando seus filhos e distanciando seus interesses econômicos.
Sobre este ponto, mencionou que, pese a que o Governo constitucional perdoou uma dívida de mais de 8 mil 700 milhões de lempiras (moeda de Honduras), concentradas em diversas empresas privadas, a burguesia hondurenha não reconhece a violação do direito constitucional que se produziu contra o único Governo, legítimo ademais, que lhes exonerou de tão majestosa dívida sem prejuízo de seus interesses como geradores de capital.
Somoza indicou que a cifra real de 8 mil 798 milhões de lempiras de dívida de empresas privadas, está registrada numa lista que possuem os trabalhadores da eletricidade de Honduras.






Mas agora com a ajuda do governo Obama se reconduzirá o presidente eleito. Mesmo com pretensões anticonstitucionais ele foi eleito democraticamente.