Luta de classes em Honduras

Em Honduras milhares de pessoas se mantem nas ruas da capital Tegucigalpa. No interior mais pessoas estão em marcha para chegar a capital e se somar as manifestações. Na ONU, o presidente deposto Zelaya discursa e ganha apoio unânime da comunidade internacional. Os países vizinhos (El Salvador, Nicarágua e Guatemala) fecham as fronteiras e suspendem negócios com Honduras.
As elites do país teme um tiro no pé com o golpe. Realizam atos de apoio à “democracia” e diz que o país se vê livre do Chavismo. Mostram entrevistas com representantes do novo governo como o empresário Emilio Larach sobre quem citam as seguintes declarações: “estes acontecimentos ocorrem pela truculência do ex-presidente Zelaya por não escutar a vontade do povo e preferir ouvir a voz dos presidentes da Alternativa Bolivariana dos Povos da Nossa América”. Os meios de comunicação que não apoiam o golpe foram fechados e os que sobraram fazem vivas aos militares. Em rede nacional o “presidente” golpista diz que se Zelaya retornar ao país irá ver o sol nascer quadrado.

O fato é que Zelaya retornará amanhã com membros da ONU, e os presidentes Rafael Correa, do Equador, e a madrinha Kirschner. Simultaneamente os movimentos sociais prometem um ato massivo para receber Zelaya. O dirigente da Via Campesina, Rafael Alegría, declarou à TeleSUR que “segue a resistência de nosso povo pela volta do presidente Manuel Zelaya. Neste momento realizamos uma manifestação muito grande no interior do país e se mantem a resistência, também está praticamente paralizado o país”.
Porem a repressão segue pesado como as prisões dos ônibus que se encaminham para a capital, conforme informa a Silvia Ayala, deputada do partido de Unificación Democrática de Honduras, inclusive metralhando ônibus que se encaminham da província onde nasceu o presidente Zelaya. Segundo as informações da deputada mais de 200 militantes se encontram presos neste momento.







