Divulgamos o belo manifesto da LER-QI sobre a revolta em Heliópolis e sobre as tarefas da esquerda revolucionária frente a situações como essa.

terça-feira 1º de setembro de 2009
REVOLTA EM HELIÓPOLIS
A PM de Serra contra o povo pobre e os trabalhadores
Justiça. É o que pedem os moradores de Heliópolis que se rebelaram com a morte de Ana Cristina, uma garota de 17 anos, atingida pela guarda civil de São Caetano, que supostamente estava em São Paulo perseguindo um carro roubado. Invasão policial, cerco, repressão, mais assassinatos. Essa é a resposta do governo Serra. O que vimos em pequena escala na greve da USP, vemos com toda sua crueldade na periferia da Grande São Paulo. A repressão policial em larga escala, para defender a propriedade, “a lei e a ordem”. Semana passada, no Capão Redondo, mais de 800 famílias foram violentamente despejadas do terreno que tinham encontrado para construir suas casas.
Esse não é um fato isolado em São Paulo. Em todas as grandes cidades do país, as cenas de repressão se repetem. Já vimos em pleno carnaval de 2008, em Salvador, a revolta das mães, denunciando que seus filhos “morriam como moscas”, ser reprimida pela PM comandada pelo petista Jacques Wagner. No Rio de Janeiro o governador Cabral, apoiador de Lula, aprofunda a repressão nos morros. Lá, como em Heliópolis, a repressão é indiscriminada. No Rio Grande do Sul, a PM comandada pela governadora tucana ameaçada de impechment, também na semana passada,
assassinou um sem-terra e nada foi feito. Em Minas Gerais, no Recife, em todos os estados a policia militar atua da mesma forma e a serviço dos mesmos interesses.
Os criminosos de colarinho branco, no congresso nacional, nos governos, nos partidos, nas empresas, seguem impunes. Grandes pactos entre os “três poderes”, executivo, legislativo e judiciário, são feitos e leis são aprovadas para que os burgueses que vão presos não sejam “humilhados” tendo que usar algemas. Para os trabalhadores, os pretos, os pobres, que cometem algum delito, as prisões imundas e a fúria da violência policial. Os militares saíram do comando do governo, mas a tortura e os esquadrões da morte continuaram atuantes nas delegacias e quartéis. O exército, sob o comando de Lula, faz escola reprimindo o povo do Haiti, treinando para quando for chamado a atuar em algum lugar como Heliópolis para massacrar uma revolta popular.
O recrudescimento da repressão por parte de Serra e de Cabral, a repressão na USP, os assassinatos no campo, são uma mostra de como a burguesia pretende descarregar sobre os trabalhadores e o povo pobre a crise econômica, que apesar dos discursos otimistas do governo Lula, está só começando. Demissões, reduções salariais e aumento da miséria de um lado, aumento da repressão do outro.
O grito de revolta dos moradores de Heliópolis deve encontrar eco nas organizações operárias e populares, articularmente naquelas que se reivindicam socialistas e revolucionárias. É preciso exigir de todas as centrais sindicais, CUT, Força Sindical, CTB, e inclusive do PT que tem força na associação dos moradores de Heliópolis, que coloquem forças numa campanha unitária em defesa dos moradores, contra a repressão policial. O PSTU e a esquerda do PSOL deveriam ser os primeiros, junto com a Conlutas, a cercar de solidariedade os moradores de Heliópolis, levando delegações para o local e levantando uma grande campanha de solidariedade a sua luta por justiça. Uma
frente socialista e classista deveria começar a ser construída demonstrando em acontecimentos assim sua utilidade para a luta dos trabalhadores, lutando por uma real apuração e punição dos responsáveis, se colocando à cabeça da luta contra o cerco policial à Heliópolis e organizando comitês por verdade e justiça, junto com moradores e organizações por direitos humanos, para a apuração e punição das mortes de Ana Cristina e milhares de jovens nas mãos da policia.
Esse não é um fato isolado em São Paulo. Em todas as grandes cidades do país, as cenas de repressão se repetem. Já vimos em pleno carnaval de 2008, em Salvador, a revolta das mães, denunciando que seus filhos “morriam como moscas”, ser reprimida pela PM comandada pelo petista Jacques Wagner. No Rio de Janeiro o governador Cabral, apoiador de Lula, aprofunda a repressão nos morros. Lá, como em Heliópolis, a repressão é indiscriminada. No Rio Grande do Sul, a PM comandada pela governadora tucana ameaçada de impechment, também na semana passada,
assassinou um sem-terra e nada foi feito. Em Minas Gerais, no Recife, em todos os estados a policia militar atua da mesma forma e a serviço dos mesmos interesses.
Os criminosos de colarinho branco, no congresso nacional, nos governos, nos partidos, nas empresas, seguem impunes. Grandes pactos entre os “três poderes”, executivo, legislativo e judiciário, são feitos e leis são aprovadas para que os burgueses que vão presos não sejam “humilhados” tendo que usar algemas. Para os trabalhadores, os pretos, os pobres, que cometem algum delito, as prisões imundas e a fúria da violência policial. Os militares saíram do comando do governo, mas a tortura e os esquadrões da morte continuaram atuantes nas delegacias e quartéis. O exército, sob o comando de Lula, faz escola reprimindo o povo do Haiti, treinando para quando for chamado a atuar em algum lugar como Heliópolis para massacrar uma revolta popular.
O recrudescimento da repressão por parte de Serra e de Cabral, a repressão na USP, os assassinatos no campo, são uma mostra de como a burguesia pretende descarregar sobre os trabalhadores e o povo pobre a crise econômica, que apesar dos discursos otimistas do governo Lula, está só começando. Demissões, reduções salariais e aumento da miséria de um lado, aumento da repressão do outro.
O grito de revolta dos moradores de Heliópolis deve encontrar eco nas organizações operárias e populares, articularmente naquelas que se reivindicam socialistas e revolucionárias. É preciso exigir de todas as centrais sindicais, CUT, Força Sindical, CTB, e inclusive do PT que tem força na associação dos moradores de Heliópolis, que coloquem forças numa campanha unitária em defesa dos moradores, contra a repressão policial. O PSTU e a esquerda do PSOL deveriam ser os primeiros, junto com a Conlutas, a cercar de solidariedade os moradores de Heliópolis, levando delegações para o local e levantando uma grande campanha de solidariedade a sua luta por justiça. Uma
frente socialista e classista deveria começar a ser construída demonstrando em acontecimentos assim sua utilidade para a luta dos trabalhadores, lutando por uma real apuração e punição dos responsáveis, se colocando à cabeça da luta contra o cerco policial à Heliópolis e organizando comitês por verdade e justiça, junto com moradores e organizações por direitos humanos, para a apuração e punição das mortes de Ana Cristina e milhares de jovens nas mãos da policia.