GREVE DOS BANCÁRIOS AVANÇA
Posted by Editorial do Outubro | Posted in crise econômica, política institucional | Posted on 29-09-2009
Tags:bancos, greve, luta, trabalhadores
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Divulgamos informe do Sindicato dos Bancários sobre a greve da categoria no começo dessa semana. www.outubrovermelho.com.br apoia integralmente essa luta contra a precarização do trabalho e conclamamos aos trabalhadores da base a pressionarem suas direções para que as negociações não se restrinjam a migalhas, mas que abarquem o âmago mesmo da precarização: as tercerizações, os bônus de produtividade, as demissões, etc…

São Paulo – A greve dos bancários cresceu na segunda-feira 28 com mais de 39 mil trabalhadores de braços cruzados e 805 locais de trabalho parados em São Paulo, Osasco e região. Sem qualquer novidade na proposta dos bancos, os funcionários decidiram em assembléia manter a greve por tempo indeterminado na terça 29.
> Fotos: galeria geral, das zonas norte, sul, leste e oeste, Osasco
Na mesma terça, sexto dia de greve, o Sindicato realiza plenárias organizativas por bancos com início às 17h. Os bancários de bancos privados reúnem-se no Auditório Verde da Quadra e os trabalhadores da Caixa na Quadra (Rua Tabatinguera, 192, Sé). Os funcionários do Banco do Brasil fazem plenária no Centro Trasmontano (Rua Tabatinguera, 294, Sé) e os empregados da Nossa Caixa no Auditório Azul do Sindicato (Rua São Bento, 413, Centro). Na quarta-feira 30, os trabalhadores voltam a se reunir em assembleia na Quadra a partir das 17h para definir os rumos do movimento.
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O presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, explica que o Comando Nacional dos Bancários tentou um novo contato com a Fenaban no sábado 26 para retomar as negociações. A federação dos bancos (Fenaban), em resposta ao oficio, comprometeu-se a marcar uma nova rodada de negociação. “Os bancários querem muito mais do que um compromisso, exigem que a Fenaban marque definitivamente uma negociação e apresente uma proposta que corresponda ás reivindicações dos trabalhadores”, diz Marcolino. “Os bancários não abrem mão de aumento real de salários, PLR maior, proteção ao emprego em caso de fusões, fim do assédio moral e metas abusivas”, acrescenta.
Concentrações – Além das agências, permaneceram fechados os prédios administrativos da Nossa Caixa (Rua do Tesouro, XV de Novembro, Líbero e Álvares Penteado), Unibanco (Patriarca, Boa Vista e CAU, onde funciona parte da tecnologia do banco), Banco do Brasil (Complexo São João, Verbo Divino e Ipiranga), banco Real (Call Center SP1 e SP2) e as terceirizadas Tivit e Fidelity. No Bradesco Alphaville, onde funciona a área de sistemas do banco, novamente houve paralisação até 10h30.
Superação – No quinto dia de greve, os bancários tiveram de superar a pressão e as ameaças dos bancos para manter o movimento forte. O assédio moral para desmobilizar os trabalhadores foi usado por praticamente todos os bancos que, sem sucesso, passaram a chamar a polícia para reabrir as agências. Na maioria das ocorrências, os bancários resistiram à coação dos bancos e mantiveram a paralisação.
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Redação – 28/09/2009
fonte: http://www.spbancarios.com.br/noticia.asp?c=12608






Parabéns por noticiar a luta do povo brasileiro (e mundial). Acredito que vivemos hoje um processo de rearticulação da luta sindical. Tivemos greve em metalúrgicos (São José, ABC, Paraná), correios, guarda civil e agora o funionalismo judiciário. É importante acompanharmos as lutas e dar-lhes um caráter político, e não meramente econômico como acontece hoje em dia. Mas mesmo assim já é um importante instrumento de confronto entre capital e trabalho.