Informe:

HMADINEJAD, DO IRÃ: “ESSA VIOLÊNCIA APRESSARÁ O FIM DO REGIME SIO

Mais uma vez o mundo vê estarrecido mais uma covardia de Israel contra os palestinos. Uma judia comenta no jornal da família frias que ninguém repudia os ataques terroristas contra Israel. Na semana passada o governo Lula fecha um acordo nuclear com o Irã, junto com a Turquia. A comunidade internacional...

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CINEKAOS VOLTOU: CINE-CLUBE-FESTA EM CARTAZ NO PRÓXIMO SÁBADO DIA 5/12

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 30-11-2009

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Divulgamos atividade cultural que ocorrerá no próximo sábado, 5 de dezembro, às 18hs., no Espaço Cultural Santa Cecília.

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óculos de sol maneiro ambervision

cINEKAOs

CInekaos voltou! CinekAos é uma festa. CinekAos é um cine-clube também. A entrada é 2 reais, a cerveja é 2 reais, num telão passamos clips + shows + curtas + animações + filmes + documentários + música + cinema de protesto + pérolas da TV + piadas + filme bom + filme ruim + trechos de coisas kaótikamente selecionadas + o que você quiser. Se gostou, você grita e bate palma. Se você não gostou, pede para tirar e manda…
Onde? Espaço Cultural Santa Cecília , R. Frederico AbrAnches, 118 (ao lado do metrô SAntA CecíliA)

TUMA E MALUF OCULTADORES DE CADÁVERES

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento, Imperialismo, política institucional | Posted on 27-11-2009

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Tuma e Maluf estão sendo processados por “ocultação de cadáver” nos cemitérios de Perus e Vila Formosa, um era o chefão do DOPS, outro era o prefeito nomeado pelos militares. Com eles também estão no processo os ex-chefes dos serviços funerários municipais, e até atuais servidores da Polícia Científica de São Paulo, que vêm sistematicamente se negando a identificar os cadáveres.

Que sejam todos eles realmente punidos, seja nos tribunais, seja nas urnas, seja nas ruas.

Nem esquecer, nem perdoar!

Segue o informe completo do Ministério Público sobre a ação judicial.

Foto de Maluf com ditador

maluf_ditadura

Foto dos torturadores que comandavam a polícia da ditadura: Fleury, Perrone e Tuma:


Tuma_Fleury_Perrone_policia da ditadura

Ditadura: MPF move ação civil contra Tuma, Maluf e legista por ocultação de cadáver

ACP pede a responsabilização pessoal dos réus pelo desaparecimento de militantes políticos, em São Paulo, durante a Ditadura; em outra ação, universidades e legistas são acusados de demora indevida para identificar vítimas da vala de Perus

O Ministério Público Federal em São Paulo ingressou hoje na Justiça Federal com duas ações civis públicas para que sejam declaradas as responsabilidades pessoais de autoridades e agentes públicos civis e da União, Estado e Município de São Paulo por ocultações de cadáveres de opositores da Ditadura Militar (1964-1985), ocorridas na Capital, nos cemitérios de Perus e Vila Formosa, e a de pessoas jurídicas e legistas que contribuíram para que as ossadas de mortos e desaparecidos políticos na vala comum de Perus permanecessem sem identificação.

Na ação civil sobre as ocultações de cadáveres , o MPF pede que seja declarada a responsabilização pessoal de cinco autoriades da época: do delegado Romeu Tuma, atualmente senador por São Paulo, que foi chefe do Departamento Estadual de Ordem Política e Social, o Dops, entre 1966 e 1983; do médico legista Harry Shibata, ex-chefe do necrotério do Instituto Médico Legal de São Paulo; dos ex-prefeitos de São Paulo, Paulo Maluf (gestão 1969-1971), atualmente deputado federal, e Miguel Colasuonno (gestão 1973-1975), e de Fábio Pereira Bueno, diretor do Serviço Funerário Municipal entre 1970 e 1974.

O MPF pede que os cinco sejam condenados à perda de suas funções públicas e/ou aposentadorias. Caso sentenciados, os mandatos atuais de Tuma e Maluf não seriam afetados, pois a Constituição impede a perda de mandato em ações civis públicas. Além da cassação das aposentadorias, o MPF pede que as pessoas físicas sejam condenadas a reparar danos morais coletivos, mediante indenização de, no mínimo, 10% do patrimônio pessoal de cada um, revertidos em medidas de memória sobre as violações aos Direitos Humanos ocorridos na Ditadura. Desaparecidos políticos foram sepultados nos cemitérios de Perus e Vila Formosa em São Paulo, de forma totalmente ilegal e clandestina, com a participação do IML, do DOPS e da Prefeitura.

Em 1999 o MPF interviu nos trabalhos e  conseguiu que a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo assumisse a responsabilidade pela continuidade. Foi designado Daniel Muñoz, do IML, e professor da USP, para o trabalho. Os restos mortais foram trazidos da Unicamp. Não houve, porém, sucesso no trabalho e nenhum relatório conclusivo foi emitido. O MPF entende que Muñoz descumpriu seus deveres e atrasou os trabalhos.
Servidores da Polícia Científica de São Paulo (Celso Perioli e Norma Bonaccorso) respondem na ação pela quebra da responsabilidade de realizar exames de DNA nas ossadas. Esses profissionais se contradisseram perante o MPF e as famílias dos desaparecidos, afirmando inicialmente que dispunham da tecnologia para assumir a realização dos exames e, posteriormente, informando que não poderiam realizá-lo. Essa postura atrasou em diversos anos a identificação de algumas ossadas.
Para o MPF, a Justiça Federal deve declarar que esses profissionais são responsáveis pessoalmente pela não-conclusão dos trabalhos de identificação da ossada de Perus, especialmente pela demora na identificação dos restos mortais de Flávio Carvalho Molina e Luiz José da Cunha. Os cinco, avalia o MPF, devem ser condenados a indenizar a sociedade, na medida de suas responsabilidades em até 5% de seu patrimônio, ou a prestarem serviços não-remunerados em instituições de promoção dos direitos humanos.
ATUAÇÃO DO MPF EM BUSCA DO DIREITO À MEMÓRIA E À VERDADE – As novas ações foram propostas pela procuradora da República Eugênia Augusta Gonzaga Fávero, atual responsável pelo Inquérito Civil Público 06/99, aberto para apurar a demora na identificação das vítimas da Ditadura enterradas no cemitério de Perus, e pelo procurador Regional da República, Marlon Alberto Weichert, que abriu o inquérito, a partir de  uma representação do grupo Tortura Nunca Mais. Também assinam a ação o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, e a procuradora da República Adriana da Silva Fernandes.
Foi no âmbito do ICP que o MPF-SP pautou sua atuação em busca do direito à memória e à verdade sobre os fatos ocorridos na ditadura militar, e ajuizou, em maio de 2008, ação de responsabilização contra os ex-comandantes do Doi-Codi, o maior aparato da repressão no Estado de São Paulo, Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Maciel.
O processo do Doi teve a tramitação suspensa até o julgamento de uma ação proposta pela OAB no Supremo Tribunal Federal contestando a constitucionalidade da lei brasileira de Anistia, de 1979, usada como argumento na Justiça para travar iniciativas em busca da apuração da verdade em relação ao período.
Tribunais superiores da Argentina, Chile e Peru, acatando decisões de cortes internacionais, consideraram leis semelhantes destes países como auto-anistias e o sistema judicial desses países começou a processar casos de desaparecimentos  orçados e assassinatos praticados pelas Ditaduras contra opositores.

Em 2004, para tentar suprimir a ausência do Estado e da União, o MPF passou a comandar os esforços para identificação, acionando a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos, que contratou laboratório que identificou os restos mortais de Flávio de Carvalho Molina (2005), Luiz José da Cunha (2006) e de Miguel Sabat Nuet (2008), confrontando material genético dos ossos com novas amostras de material genético de seus familiares.

O MPF ainda tem procedimentos visando a identificação de mais cinco militantes políticos mortos pela Ditadura Militar, em cooperação com a Comissão de Mortos e Desaparecidos, da atual direção do Departamento de Antropologia do IML e do Departamento de Cemitérios do Município de São Paulo. Eugênia e Weichert atuam com exclusividade na área cível. As implicações criminais dos fatos tratados nas ações civis já ajuizadas dependem, ainda, de iniciativas da área penal do Ministério Público Federal.

Weichert e Eugênia defendem que o Brasil não precisa modificar a lei da Anistia para punir os crimes cometidos por agentes da ditadura militar, pois, entre outros motivos, tais ilícitos são crimes contra a humanidade. Para ambos, os instrumentos jurídicos disponíveis hoje são suficientes, uma vez que os crimes de tortura, morte e seqüestro cometidos por agentes do Estado não foram anistiados, mas apenas os crimes de natureza política.

A ação do MPF em busca da Memória e a Verdade não se concentra apenas em São Paulo. No Distrito Federal tramita ação, com atuação do MPF-DF e do MPF-PA, para identificar guerrilheiros e moradores da região do Araguaia, mortos na  ofensiva do governo para exterminar a guerrilha, na década de 70. No Rio Grande do Sul, o MPF abriu ICP para que sejam apuradas as reais circunstâncias da morte do presidente João Goulart, na Argentina, em 1976.

Saiba mais sobre a atuação do MPF-SP em relação à Ditadura aqui

fonte: http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=23141


RICARDO ANTUNES FALA SOBRE AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, política institucional | Posted on 26-11-2009

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Reproduzimos aqui o excelente artigo do sociólogo e professor da Unicamp, Ricardo Antunes, sobre o cenário eleitoral para o próximo ano, que saiu no jornaleco da família Frias. www.outubrovermelho.com.br concorda integralmente com a avaliação do professor, principalmente com a necessidade de lançamento da anticandidatura de Plínio de Arruda Sampaio para a presidência.

ricardo antunes

Crônica de 2010

RICARDO ANTUNES


O que se pode visualizar, hoje, em relação às eleições para a Presidência da República no ano que vem?


O QUE se pode visualizar, hoje, em relação às eleições presidenciais de 2010? Comecemos pela candidatura Dilma Rousseff, do PT. Parida pelo lulismo, a mãe do PAC é uma candidata cinzenta. Capaz de aglutinar um leque de interesses econômicos poderosos, das finanças ao agronegócio, passando pela indústria pesada, Dilma é uma concorrente submersa no desconhecido.
Burocrata competente que tromba mais que articula, jamais participou de uma campanha. A capacidade que terá de herdar os votos de seu criador, ninguém sabe. Como também não se sabe se este tem capacidade de transferir seu cacife eleitoral à sua criatura. E foi encontrar no PMDB seu aliado preferencial, partido que há décadas vem chafurdando numa programática que é a mais pura pragmática.
A candidatura Dilma ainda espera, à direita, o vagalhão que vem do PP de Maluf ao PTB de Collor, com a chancela de Sarney e outras siglas de aluguel. À esquerda, tem apoio certo do PC do B e espera os desdobramentos do PSB de Ciro Gomes.
Mas o espectro Lula viu florescer duas ramificações não programadas. De um lado, Ciro Gomes, baseado no Ceará e recém-bandeado para São Paulo, tempera um voluntarismo com as práticas das (novas?) oligarquias do Nordeste. É capaz de pinçar termos “gramscianos” para preservar a nossa “questão meridional”.
Poderá ser a alternativa de Lula no caso de um fracasso de Dilma, mas também poderá sair de cena para não confrontar o nosso semibonaparte cordato, que comanda pela simpatia, mas não gosta de muita ousadia.
Restará a opção São Paulo. Porém, a transferência de seu título eleitoral para uma cidade eleitoralmente provinciana e bastante conservadora pode ter sido seu mais grave erro político, maior ainda do que a andança que já fez entre tantos partidos.
A outra novidade é a provável candidatura de Marina Silva. Mulher batalhadora, exemplo emblemático dos que vêm “de baixo” e conseguem quebrar alguns grilhões, mas que não soube romper com o governo do PT quando devia. Foi conivente com a aprovação dos transgênicos e viu arranhada a sua trajetória ao ficar seis anos no governo Lula.
No PV, tem à sua esquerda o Peninha e à direita o Zequinha Sarney. Defende a sustentabilidade numa sociedade cada vez mais insustentável. Não quer ferir a ordem, mas amoldar-se a ela. Se vier a surpreender, não será fácil saber se encontrará ancoragem no seu berço original, o PT, ou se flertará com o PSDB. Mas, se até aqui o quadro parece pelo menos pontilhado, no tucanato tudo é sempre indefinido. O PSDB tem um leque de apoios materiais poderosos, tão amplo quanto os da candidatura do PT, mas com certa ênfase nos setores industriais e produtivos.
Tem também a possibilidade de lançar a sua chapa eleitoralmente mais forte dos últimos anos: Serra e Aécio, dois colégios eleitorais poderosos. Mas, como no PSDB só há príncipes, essa chapa não deverá vingar. Melhor para o país, que poderá assim se livrar do privatismo ilimitado do tucanato. Só como ilustração: enquanto Serra é o rei do pedágio privatizado em São Paulo, Aécio gesta a privatização até no cárcere mineiro.
Juntos, não será nada fácil, e os Correios, bancos e universidades públicas devem pôr suas barbas de molho. Só por isso, essa chapa é do encanto de parcela poderosa dos “de cima”, respaldada pelo caiado e fraquejado DEM, cuja sigla é um claro antípoda de sua longa história como PFL, Arena ou UDN.
Nas esquerdas, PSOL, PSTU e PCB não podem ter outra ambição senão fazer forte contraponto, sem nenhuma ilusão eleitoralista. Mas não será fácil. No PSOL, fala-se abertamente em apoio a Marina Silva, como forma de pingar votos e, com isso, “aumentar” a bancada parlamentar do partido. Há também os que defendem a candidatura de Heloísa Helena com raciocínio similar. É o velho PT incrustado no PSOL. Depois de seu melhor momento eleitoral em 2006, quando conseguiu mais de 6 milhões de votos -numa conjuntura marcada pela corrosão do PT e seu governo-, o que era novo corre o risco de envelhecer precocemente.
A pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio é, então, emblemática: poderá ser “vitoriosa” se quebrar o tom monocórdio das demais candidaturas, fizer a polêmica de fundo com Marina e esboçar uma alternativa socialista, gerando algum interesse real nos “de baixo”. Será, de fato, uma anticandidatura.

RICARDO LUIZ COLTRO ANTUNES, 56, é professor titular de sociologia do trabalho do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e autor, entre outros livros, de “Infoproletários: Degradação Real no Trabalho Virtual” (Boitempo), em co-autoria com Ruy Braga.

Expressão Popular barrada no baile da indústria editorial

Posted by edutiao | Posted in Contra ou Cultura!!!, Educação | Posted on 25-11-2009

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Livraria_Cultura

Aqui é o fetiche da mercadoria quem manda; e lá na feira da USP?

A editora Expressão Popular foi barrada, esta semana, de participar na Feira do Livro da USP, por não cumprir a nova regra de 50% de desconto sobre seus livros. A Feira do livro da USP promove a reunião de editoras nacionais, públicas e privadas, e a oferta de livros com descontos consideráveis para o público. Uma nova regra da comissão organizadora estabelece o desconto mínimo de 50% no valor dos livros para participação na Feira, entretanto, a editora Expressão Popular é notoriamente uma instituição sem fins lucrativos, que distribui seus livros a preços muito inferiores aos do mercado, e que não poderia adicionar a este “desconto militante” o descontão das editoras careiras!  É revoltante que uma editora compromissada com a difusão do conhecimento para além da lógica econômica seja barrada numa feira que deveria promover exatamente isto. Leia a carta da editora em resposta à comissão organizadora:

feira-usp-1

Caros companheiros Márcio e Plínio Martins,

Hoje pela manhã, por telefone, recebi a confirmação de que a Editora Expressão Popular NÃO poderá participar da XI FESTA DO LIVRO DA USP. Um evento que acontece todo final de ano. O MOTIVO alegado é que NÃO PODEMOS DAR 50% DE DESCONTO – critério utilizado para participação. Uma confirmação da decisão anterior, conforme abaixo, em destaque:

Prezados Expositores e Interessados,

Após reunião com a Comissão Organizadora da XI Festa do Livro da USP, presidida pela Prof. Plinio Martins Filho, ficou determinado que não será permitida a participação de editoras que não cumprirem o desconto mínino de 50%, critério essencial e obrigatório conforme consta no regulamento vigente do evento. Salientamos que não será aceita qualquer proposta que não seja a de promover o referido desconto.
Atenciosamente,

Márcio Pelozio / Carla Pereira
Comissão Organizadora da XI Festa do Livro da USP

Diante de tal decisão, no dever de informar nossos colaboradores, CONSIDERAMOS:

1. Todos os anos a USP realiza a Festa do Livro. Uma iniciativa merecedora de louvor e que deve ser “copiada” por todos os espaços universitários no Brasil.

2. Somos favoráveis à UNIVERSALIZAÇÃO DA CULTURA. Muitas, ou quase a totalidade das editoras existentes no Brasil, são integrantes da CULTURA DO MERCADO. Embora acatem o critério dos 50% de desconto, já é PRÁTICA USUAL, POLÍTICA E ECONÔMICA destas editoras junto à distribuidoras (inclusive, algumas, já repassam mais que 50% de desconto para distribuidoras e livrarias).

3. Somos, talvez, a ÚNICA EDITORA que produz livros e que NÃO VISA LUCRO no Brasil. Nossos preços representam, em média, 60 e/ou até 70% menos que os praticados no MERCADO. Nos últimos 3 anos, participamos da Festa do Livro. No último ano, como Editora CONVIDADA.
Para este ano, pela quantidade de títulos e grande circulação de nossos livros, INFORMAMOS que DARÍAMOS 20% DE DESCONTO sobre nossos preços de catálogo. A diferença disso é custo de produção e administrativos.

QUESTÕES POLÍTICAS QUE NÃO SÃO RESPONDIDAS:

1. O ACESSO AO LIVRO e à CULTURA somente se constrói a partir de relações monetárias, comerciais? Por que somente a Expressão Popular DEVE PAGAR com o suor de seus mais de 300 autores que liberam os direitos autorais sem qualquer ônus, de seus mais de 200 colaboradores, de seus militantes, professores e alunos que LÊEM nossas publicações, para PARTICIPAR de iniciativas que são sua fundamentação econômica e política?

2. A USP, ao adotar o CRITÉRIO DO MERCADO (50%) explicita sua PRIVATIZAÇÃO DO CONHECIMENTO, DA CULTURA E DA POLÍTICA. Já somos conhecedores de alguns convênios excusos que a USP tem com empresas privadas, como a MONSANTO, por exemplo.

3. A EXCLUSÃO da Expressão Popular POR SER DIFERENTE significa DISCRIMINAÇÃO ECONÔMICA E POLÍTICA, práticas típicas de regimes de segregacionais que se perpetuam, desde o regime militar, em alguns espaços públicos com responsabilidade de FORMAR o ser humano e social de uma ou várias nações.

4. Estaria restabelecida a CENSURA aos autores e colaboradores da Expressão Popular que são dos quadros formadores da USP?

Sabemos que, se o critério e a política para as próximas “Festas” forem mantidos, a EXPRESSÃO POPULAR estará automaticamente excluída. Assim funciona a LEI DO MERCADO FORMAL DOS LIVROS NO BRASIL. Mas, não ficaremos calados. A luta pode ser árdua e difícil. Lutaremos sempre e em todos os espaços pela UNIVERSALIZAÇÃO DA CULTURA, DA POLÍTICA E DA ECONOMIA!

Pedimos desculpas aos autores e colaboradores. Aos estudantes e leitores informamos que buscaremos novas alternativas de possibilitar o acesso à nossa produção editorial.

Atenciosamente,

Editora Expressão Popular.

Calçada da fama rumo ao buraco

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Revitalização do Centro, política institucional | Posted on 25-11-2009

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nao-calcada-da-fama-06

A quem serve os overnantes? O projeto de higienópolização do centro deixa claro a quem serve a gestão Serra/Kassab. Ao passo que fecha albergues, expulsa moradores de rua, persegue camelôs e a cultura popular investe pesado junto aos grandes empresáros. Um desses casos expurgos é o projeto “calçada da fama” da empresária Lilian Golçalves.

Um projeto de lei da prefeitura instaura a famigerada calçada da fama do Brasil, que se localiza na rua Canuto do Val, entre as ruas Veridiana e Fortunato. Rua essa onde todos os imóveis comerciais pertence a uma única pessoa. E digo mais, inclusve com dinheiro público para financiar a obra.

Cientes do prejuizo que todos sofreremos (menos a senhora Lilian) moradores e comerciantes da região se mobilizam para derrotar esse projeto. Manifestação, reuniões e informação vem dando a tona de uma luta que tem muito a caminhar. O movimento já conta com uma liminar da juíza Maria Fernanda de Toledo Rodovalho, da 12ª Vara da Fazenda Pública, determinou a suspensão imediata das obras, alegando que esse projeto traz benefício a uma única pessoa, alem de atrapalhar o trânsito à Santa Casa.

Assim funciona os nossos governos, dinheiro público para finaciar projetos de particulares, não é de se estranhar que uma das estrelas que já consta na tal calçada da fama é do nosso governador José Serra, a do ex-governador Geraldo Alckimin foi arrancada. Quem entra em um dos bares da rua Canuto do Val verá na entrada fotos do governador Serra junto a Lilian Gonçalves. Desta forma, de favor em favor,  o circulo se fecha, o Estado investe no público, que serve apenas a uma pessoa. Assim se o Estado não permite fumar dentro de bares, você comerciante pode (se for amigo do governador) solicitar a ampliação de sua calçada.

calcada

Estamos juntos na luta, até a derrubada da calçada da fama.

acessem http://calcadadalama.wordpress.com/

A VERDADEIRA EUROPA TERRORISTA DOS ANOS 70: OPERAÇÃO GLADIO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 23-11-2009

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O companheiro Douglas Anfra nos indicou essas preciosas informações sobre o contexto político no qual atuava Battisti, quando recebeu as condenações pelas quais deve ser extraditado.
Informações sobre a operação Gládio que funcionou durante a guerra fria e com particular ênfase na Itália.

Trailler

Documentário gládio da BBC de londres em 5 partes tratando da aliança e da rede de extrema-direita que associava a Igreja, a Otan e vários políticos numa rede de terrorismo de estado utilizada para neutralizar lideranças esquerdistas na Europa durante os anos 60 e 70 e que comprometia quase todos os quadros institucionais dos Estados envolvidos e que explodiu durante as investigações a respeito de Andreoti.

Era basicamente contra estas pessoas que se combatiam os grupos armados na Itália, mas que foram manipulados pelas ações de extrema direita, a ponto de lhe serem imputadas a culpa de muitas de suas ações que se tenta encobrir. Contra grupos ligados aos envolvidos nesta oeração que atuavam principalmente as brigadas vermelhas e o Batisti, que o Brasil pretende extraditar.

É todo um mar de lama, especialmente no caso italiano.

Verbete no wikipédia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Operation_Gladio

Documentário completo (em inglês) em 5 partes:


Psol e Marina Silva

Posted by Editorial do Outubro | Posted in política institucional, reforma agrária | Posted on 23-11-2009

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Muito se fala da possibilidade do PSOL apoiar a candidatura da Marina Silva (PV) à presidência. Apesar de, até o momento, a maioria do partido se apresentar contrário é um debate que está pautado no partido e só será definido na conferência eleitoral de março. O núcleo Santa Cecília do PSOL vêm discutindo o tema e acredita que não é possível apoiar um partido que está no governo Kassab (DEM), governo Serra (PSDB), e também, no governo Lula (PT), ou seja, um partido fisiológico.

Para aqueles que ainda acreditam na figura da Marina vale a pena verificar o que ela anda dizendo. Em uma entrevista no programa Roda Vida da TV Cultura ela elogia o governo FHC dizendo que houve grandes avanços no seu governo e coloca o governo Lula como uma continuidade do Fernandinho, proposição num certo sentido verdadeira, o choque é que não há crítica, ela considera positivo. Quando indagada sobre modelo econômico elogia o governo Lula e não critica o modelo do agronegócio, pelo contrário, diz que existem os bons latifundiários que respeitam as reservas legais. Para nós, não se trata de um problema de gestão mas um problema de modelo econômica que privilegia o latifúndio, esmaga o pequeno produtor e concentra a produção agrária brasileira na exportação de soja, milho e cana ao invés de produzir alimentos para a população.

Os vídeos abaixo foram são partes da entrevista da Marina ao Roda Vida e foram usados no debate de formação do núcleo Santa Cecília sobre ecosocialismo. Divulgamos e estamos certos que os socialistas não cairão nesse engodo.


Expiar Battisti é condenar todos que lutam

Posted by edutiao | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo, política institucional | Posted on 21-11-2009

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Silvio Berlusconi

Foi pesada e vitoriosa a investida midiática e institucional mobilizada pela direita brasileira – e internacional – contra o exílio brasileiro de Cesare Battisti. Depois do terrível precedente aberto pelo STF brasileiro na última semana, de extraditar um exilado político, caberá ao presidente Lula a decisão final, que ele deve postergar bastante, pesando ganhos e dividendos político entre os aliados identificados com a tradição esquerdista da década de 70.
Em que pese o senso-comum sobre as relações internacionais, o respeito à soberania e ao direito internacional, etc, mobilizar o “repeito às instituições” e à “soberania” do estado e seus ocupantes sobre a justiça e a verdade política em qualquer país foi estratégia bastante efetiva no discurso sobre o caso no Brasil – quem não concordaria que é necessário respeitar o estado democrático Italiano, sua instituição jurídica, a vontade popular. Mas nos falta alguma reflexão sobre o que é o estado Italiano hoje, como foi possível a vitória de figura tão revoltante quanto Silvio Berlusconi. A entrevista com Negri, que reproduzimos ao fim deste texto, lança alguma luz à questão

UOL – O que significa esse “exemplo”? A punição de Battisti resolveria a questão da violência na Itália nos anos 70?

Negri - Precisamente. Resolveria em dois sentidos: por um lado, se recupera aquilo que eles chamam ‘um assassino’; e por outro se esquece aquele que foi um Estado de Exceção, que permitiu a detenção e a prisão preventiva de milhares de pessoas durante estes anos. É necessário recordar que nos anos 70 o limite jurídico da prisão preventiva era fixado em 12 anos. É necessário recordar o uso da tortura e de processos sumários inteiramente construídos sob a palavra de presos aos quais era prometida a liberdade em troca de confissões. Este foi o clima dos anos 70. E não nos esqueçamos que nos anos 70 houve 36 mil detenções, seis mil pessoas foram condenadas e milhares se refugiaram no exterior.

RIR PARA NÃO CHORAR

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 19-11-2009

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Para não chorar a extradição do italiano Battisti… rir com um cordel bem brasileiro…

uniban_taleban_geyse de uniforme

UMA BURCA PARA GEISEY
Miguezim de Princesa

I
Quando Geisy apareceu
Balançando o mucumbu
Na Faculdade Uniban,
Foi o maior sururu:
Teve reza e ladainha;
Não sabia que uma calcinha
Causava tanto rebu.

II
Trajava um mini-vestido,
Arrochado e cor de rosa;
Perfumada de extrato,
Toda ancha e toda prosa,
Pensou que estava abafando
E ia ter rapaz gritando:
“Arrocha a tampa, gostosa!”

III
Mas Geisy se enganou,
O paulista é acanhado:
Quando vê lance de perna,
Fica logo indignado.
Os motivos eu não sei,
Mas pra passeata gay
Vai todo mundo animado!

IV
Ainda na escadaria,
Só se ouvia a estudantada
Dando urros, dando gritos,
Colérica e indignada
Como quem vai para a luta,
Chamando-a de prostituta
E de mulherzinha safada.

V
Geisy ficou acuada,
Num canto, triste a chorar,
Procurou um agasalho
Para cobrir o lugar,
Quando um rapaz inocente
Disse: “oh troço mais indecente,
Acho que vou desmaiar!”

VI
A Faculdade Uniban,
Que está em último lugar
Nas provas que o MEC faz,
Quis logo se destacar:
Decidiu no mesmo instante
Expulsar a estudante
Do seu quadro regular.

VII
Totalmente escorraçada,
Sem ter mais onde estudar,
Geisy precisa de ajuda
Para a vida retomar,
Mas na novela das oito
É um tal de molhar biscoito
E ninguém pra reclamar.

VIII
O fato repercutiu
De Paris até Omã.
Soube que Ahmadinejad
Festejou lá no Irã,
Foi uma festa de arromba
Com direito a carro-bomba
Da milícia Talibã.

IX
E o rico Osama Bin Laden,
Agradecendo a Alá,
Nas montanhas cazaquistãs
Onde foi se homiziar
Com uma cigana turca,
Mandou fazer uma burca
Para a brasileira usar.

X
Fica pra Geisy a lição
Desse poeta matuto:
Proteja seu bom guardado
Da cólera dos impolutos,
Guarde bem o tacacá
E só resolva mostrar
A quem gosta do produto.

LIBERTEM CESARE BATTISTI!

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento, Imperialismo, política institucional | Posted on 18-11-2009

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Hoje divulgamos a “carta aberta” de Cesare Battisti ao presidente Lula e ao povo brasileiro, declarando sua entrada em greve de fome contra a sua entrega aos leões do fascismo italiano. A vida desse ex-guerrilheiro está agora nas mão do “coronézão” matogrossense e dono da justiça no Brasil, o presidente do STF, Gilmar Mendes, que seguramente vai mandá-lo direto para o Coliseu.

Acrescentamos  também matéria de vermelho.org sobre o pedido da filha de Luis Carlos Prestes e Olga Benário feito ao governo brasileiro para que não entregue Battisti a Berlusconi. Na década de 40, Getúlio, o pai dos pobres, mandou Olga para a Alemanha nazista, onde ela morreu numa câmara de gás. Será que no século XXI, Lula o novo pai dos pobres vai fazer o mesmo? Eu acho que sim, pois quem manda mesmo no país é o Gilmar, aquele em quem ninguém votou, e que não precisa se preocupar com índices de popularidade.

cesare_battisti


http://passapalavra .info/?p= 14934

Carta aberta de Cesare Battisti a Lula e ao Povo Brasileiro

14 de Novembro de 2009

Por Cesare Battisti

“CARTA ABERTA”
AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR
LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA
PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
SUPREMO MAGISTRADO DA NAÇÃO BRASILEIRA
AO POVO BRASILEIRO

“Trinta anos mudam muitas coisas na vida dos homens, e às vezes fazem uma vida toda”. (O homem em revolta – Albert Camus)

Se olharmos um pouco nosso passado a partir de um ponto de vista histórico, quantos entre nós, podem sinceramente dizer que nunca desejou afirmar a própria humanidade, de desenvolvê-la em todos os seus aspectos em uma ampla liberdade. Poucos. Pouquíssimos são os homens e mulheres de minha geração que não sonharam com um mundo diferente, mais justo.

Entretanto, frequentemente, por pura curiosidade ou circunstâncias, somente alguns decidiram lançar-se na luta, sacrificando a própria vida.

A minha história pessoal é notoriamente bastante conhecida para voltar de novo sobre as relações da escolha que me levou à luta armada. Apenas sei que éramos milhares, e que alguns morreram, outros estão presos, e muito exilados.

Sabíamos que podia acabar assim. Quantos foram os exemplos de revolução que faliram e que a história já nos havia revelado? Ainda assim, recomeçamos, erramos e até perdemos. Não tudo! Os sonhos continuam!

Muitas conquistas sociais que hoje os italianos estão usufruindo foram conquistadas graças ao sangue derramado por esses companheiros da utopia. Eu sou fruto desses anos 70, assim como muitos outros aqui no Brasil, inclusive muitos companheiros que hoje são responsáveis pelos destinos do povo brasileiro. Eu na verdade não perdi nada, porque não lutei por algo que podia levar comigo. Mas agora, detido aqui no Brasil não posso aceitar a humilhação de ser tratado de criminoso comum.

Por isso, frente à surpreendente obstinação de alguns ministros do STF que não querem ver o que era realmente a Itália dos anos 70, que me negam a intenção de meus atos; que fecharam os olhos frente à total falta de provas técnicas de minha culpabilidade referente aos quatro homicídios a mim atribuídos; não reconhecem a revelia do meu julgamento; a prescrição e quem sabem qual outro impedimento à extradição.

Além de tudo, é surpreendente e absurdo, que a Itália tenha me condenado por ativismo político e no Brasil alguns poucos teimam em me extraditar com base em envolvimento em crime comum. É um absurdo, principalmente por ter recebido do Governo Brasileiro a condição de refugiado, decisão à qual serei eternamente grato.

E frente ao fato das enormes dificuldades de ganhar essa batalha contra o poderoso governo italiano, o qual usou de todos os argumentos, ferramentas e armas, não me resta outra alternativa a não ser desde agora entrar em “GREVE DE FOME TOTAL”, com o objetivo de que me sejam concedidos os direitos estabelecidos no estatuto do refugiado e preso político. Espero com isso impedir, num último ato de desespero, esta extradição, que para mim equivale a uma pena de morte.

Sempre lutei pela vida, mas se é para morrer, eu estou pronto, mas, nunca pela mão dos meus carrascos. Aqui neste país, no Brasil, continuarei minha luta até o fim, e, embora cansado, jamais vou desistir de lutar pela verdade. A verdade que alguns insistem em não querer ver, e este é o pior dos cegos, aquele que não quer ver.

Findo esta carta, agradecendo aos companheiros que desde o início da minha luta jamais me abandonaram e da mesma forma agradeço àqueles que chegaram de última hora, mas, que têm a mesma importância daqueles que estão ao meu lado desde o princípio de tudo. A vocês os meus sinceros agradecimentos. E como última sugestão eu recomendo que vocês continuem lutando pelos seus ideais, pelas suas convicções. Vale a pena!

Espero que o legado daqueles que tombaram no front da batalha não fique em vão. Podemos até perder uma batalha, mas tenho convicção de que a vitória nesta guerra está reservada aos que lutam pela generosa causa da justiça e da liberdade.

olga_benario_prestes

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=119563 17 DE NOVEMBRO DE 2009 – 18H13


Filha de Olga Benário pede a Lula que não entregue Battisti

 
Anita Leocádio Prestes, filha de Olga Benário com Luís Carlos Prestes,
subscreveu carta pedindo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que
ele mantenha no país Cesare Battisti. Nesta quarta (18), o Supremo
Tribunal Federal (STF) retoma o julgamento do processo que pede a
extradição do italiano. Na última sessão, a votação ficou empatada (4 a 4)
e o presidente da Corte, Gilmar Mendes, dará o voto de minerva.
Battisti foi condenado pela Justiça italiana à prisão perpétua acusado
pelo assassinato de quatro pessoas. Preso no Brasil em 2007, ele obteve a
condição de refugiado político por decisão do ministro da Justiça, Tarso
Genro. O governo italiano recorreu ao STF.
“Na qualidade de filha de Olga Benário Prestes, extraditada pelo Governo
Vargas para a Alemanha nazista, para ser sacrificada numa câmara de gás,
sinto-me no dever de subscrever a carta escrita pelo senhor Carlos
Lungarzo da Anistia Internacional, na certeza de que seu compromisso com a
defesa dos direitos humanos não permitirá que seja cometido pelo Brasil o
crime de entregar Cesare Battisti a um destino semelhante ao vivido por
minha mãe e minha família”, escreveu Anita ao presidente.
Provas a favor de Battisti
Na carta, o integrante da anistia ressaltou que o ministro do STF, Marco
Aurélio, enumerou 34 provas de que Battisti foi tratado como autor de
crime político e acusado diretamente de subversivo. “Não posso pensar que
Vossa excelência acredite realmente que esses crimes foram comuns”, diz a
carta a Lula.
Ainda sobre o parecer de Marco Aurélio, a carta destacou o comentário do
ministro sobre o cinismo do governo italiano e seus “xenófobos e racistas
partidários, aos descreves as 12 maiores injúrias que os mais altos
políticos fizeram da cultura e do povo brasileiro e até dos seus
magistrados”. “Ele fez isso, olhando olho no olho no embaixador Italiano,
que naquele momento abandonou a empáfia e fechou o rosto”, diz o
documento.
Segundo Carlos Lungarzo, o ministro desmascarou os interesses políticos e
psicológicos (ressentimento, vingança, propaganda, revanchismo) que nada
têm de jurídico e se escondem atrás de um julgamento feito com todas as
violações possíveis aos direitos humanos e ao devido processo. “E que ele
também ressaltou o idealismo das gerações que lutaram contra a barbárie na
década de 70, sem se importar que os vândalos usassem farda ou se
vestissem à paisana”, diz.
Da Sucursal de Brasília,
Iram Alfaia