http://www.outubrovermelho.com.br/
rss
email
twitter
facebook
  • Fotos
  • Videos

NOTA POLÍTICA DO PCB SOBRE AS ELEIÇÕES 2010

Comentários desativados
Posted on dez 7 2009 by admin

Divulgamos nota política do PCB sobre eleições 2010, na qual o partido lamenta a sobreposição do debate estratégico pelas questões de viabilidade eleitoral. www.outubrovermelho.com.br concorda com os comapanheiros do PCB e conclama a unidade da Frente de Esquerda na construção de uma alternativa anticapitalista para o Brasil, que não se limite ao período eleitoral.

bandeira_pcb

Os Rumos da Frente de Esquerda

(Nota Política do PCB)

O Partido Comunista Brasileiro – PCB, diante da conjuntura política e do posicionamento dos partidos que, em 2006, compuseram a Frente de Esquerda, apresenta sua posição a respeito das perspectivas políticas no processo que antecede as eleições de 2010.

  1. Avaliando que o processo sucessório presidencial de 2010 ocorrerá dentro de um quadro no qual o debate e a disputa eleitoral colocam frente à frente o PT e o PSDB como as duas principais forças que disputam hoje a direção política do bloco conservador, formado por um grande campo de consenso sobre os rumos centrais da economia brasileira e sobre a continuidade da macro-política econômica até então em vigor,
  1. Considerando ainda que o PT e o PSDB são antagonistas nos limites internos ao consenso burguês na gestão do capital e na manutenção da institucionalidade política hegemônica:
  1. Destacamos a necessidade de que as forças de esquerda produzam uma agenda política, social e econômica contra-hegemô nica ao consenso conservador, em função do que apresentamos, a seguir, um conjunto de reflexões e proposições para abrir o debate no sentido da elaboração de uma proposta alternativa que se diferencie essencialmente dos rumos hoje propostos.
  1. Inicialmente, não consideramos fundamental propor e debater nomes de pré-candidatos à sucessão presidencial, sobretudo quando a discussão em torno destes pauta-se pelo critério central ou mesmo único da suposta “viabilidade eleitoral” de nomes. Discutir o processo político pré-eleitoral em torno de nomes configura a prática comum dos partidos da ordem, que submetem a agenda política a projetos de grupos restritos e rebaixam ou anulam o debate de propostas político-sociais.
  1. Neste sentido, propusemos, desde o início deste ano, que retirássemos do centro da discussão os nomes colocados e iniciássemos um amplo processo de debate programático que necessariamente envolvesse, além dos partidos que compuseram a Frente de Esquerda (PCB, PSOL e PSTU), as organizações políticas sem registro eleitoral, os movimentos sociais, o movimento sindical, a intelectualidade de esquerda e as organizações de resistência e luta dos trabalhadores. Isto seria feito com o fim de conformar eixos centrais em torno dos quais poderíamos constituir uma alternativa política, não apenas para participar do processo eleitoral, mas para contrapor ao projeto conservador uma alternativa socialista e popular.
  1. Ainda que tal proposta tenha encontrado uma receptividade, principalmente em parte significativa da intelectualidade de esquerda e entre os movimentos sociais que buscam diferenciar- se da lógica de inércia e amoldamento hoje dominante nas direções sindicais, estudantis e em outras entidades de massa, a dinâmica interna e os compreensíveis interesses imediatos, tanto do PSOL como do PSTU, acabaram por centrar o debate nas pré-candidaturas. Assim fazendo, subestimaram e postergaram a discussão programática e a construção política junto aos trabalhadores e movimentos.
  1. Acreditamos que não se trata de uma mera escolha de nomes, mas fundamentalmente de envidar esforços para a construção de uma necessária frente permanente de caráter anticapitalista e antiimperialista, para além das eleições, frente esta que, em unidade na luta de massas, incorpore organizações políticas e sociais orientadas ao socialismo.
  1. O impasse no PSOL e a possibilidade real de apoio à candidatura de Marina Silva inviabilizam qualquer possibilidade de uma frente política que envolva o PCB. Em nenhum momento nosso Partido foi procurado para partilhar de qualquer avaliação sobre linhas programáticas, tática eleitoral ou perfil de candidaturas que pudessem, ainda que remotamente, levar a esta alternativa, a nosso ver, descabida. Tampouco fomos procurados para dialogar sobre estes temas com os companheiros do PSTU, que já promovem o lançamento da sua pré-candidatura à Presidência da República.
  1. A posição do PCB é de reafirmar que a tática eleitoral não deva priorizar o raciocínio de “viabilidade eleitoral” em detrimento do caráter político de classe da disputa, eixo sobre o qual os trabalhadores devem formular seu programa contra-hegemô nico e construir formas e meios de ruptura face ao pacto político-social das classes dominantes e seus aliados.
  1. O perfil político de Marina Silva e, ainda mais nitidamente de sua legenda partidária, é claramente formatado nos limites da ordem do capital e essencialmente subordinado a um método político que em nada se diferencia da tradicional forma manipulatória no debate de questões relevantes (no caso a ecológica), buscando atrair os trabalhadores para um projeto que, na essência, não corresponde aos seus interesses históricos.
  1. Neste sentido, respeitando os partidos que se aliam na luta contra o governo Lula e o projeto conservador, revestido ou não de vernizes sociais ou eco-capitalistas, sempre reafirmamos a necessidade de método e ação políticos de mobilização para a construção dos eixos programáticos socialistas e populares, no sentido da criação de uma nova e concreta alternativa de poder para os trabalhadores da cidade e do campo.
  1. Infelizmente, o adiamento da decisão do PSOL para março de 2010 e a quase unânime aprovação, por sua direção, da abertura de negociações com o PV, além do lançamento unilateral de candidaturas, praticamente inviabilizam a possibilidade de reedição e, menos ainda, da ampliação da Frente de Esquerda.
  1. Face a este quadro, o PCB reafirma a necessidade de uma alternativa orgânica de esquerda, socialista, anticapitalista e antiimperialista, constituída como elemento estratégico fundamental na luta dos trabalhadores pelo poder político, para além dos marcos impostos pelo calendário político-eleitoral.
  1. Neste sentido, resta-nos apelar para que essas forças de esquerda assumam a responsabilidade diante da conjuntura política e da história, deixando de submeter os objetivos estratégicos de construção da alternativa de poder popular e socialista a uma tática despolitizada em torno de nomes e ao pântano das soluções institucionais imediatas.

PCB – Partido Comunista Brasileiro – Comitê Central

Novembro de 2009

Artigos semelhantes:

  1. RICARDO ANTUNES FALA SOBRE AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES Reproduzimos aqui o excelente artigo do sociólogo e professor da...
  2. Sobre a necessidade e urgência de um debate pós-eleitoral Uma vez passada as eleições necessitamos fazer um debate sério...
  3. DEBATE NO CENTRO DE SP SOBRE OS MOVIMENTOS SOCIAIS NO MÉXICO Divulgamos o ótimo debate que ocorrerá amanhã no espaço autogestionário...
  4. PSOL SANTA CECÍLIA PROMOVE DEBATE SOBRE “ECOSOCIALISMO”, SOCIALISMO E NATUREZA No dia 15 de novembro, o núcleo de base do...
  5. MANIFESTO DE APOIO À CANDIDATURA DE PLINIO DE ARRUDA SAMPAIO À PRESIDÊNCIA DO BRASIL Nem Serra, nem Dilma, nem Marina, nem Heloísa, o nosso...


  Tags: comunismo, eleições 2010, política institucional, psol, socialismo Category: Contra ou Cultura!!!, política institucional

Comments are closed on this post.

Quem Somos

Texto

Categorias

  • Contra ou Cultura!!! (84)
  • Criminalização do Movimento (80)
  • crise econômica (15)
  • Educação (11)
  • Imperialismo (130)
  • Movimento Negro (8)
  • O povo sai as ruas (1)
  • política institucional (75)
  • reforma agrária (13)
  • Revitalização do Centro (17)

Tópicos recentes

  • MULHER E POLÍTICA
  • por um brasil socialista, camarada!
  • Gilbertinho Pocotó
  • Mulheres ocupam ruas de São Paulo no centenário do 8 de março
  • NA SEMANA DAS MULHERES, NOSSO POSICIONAMENTO SOBRE O ABORTO
  • Greve geral paralisa a Grécia
  • O GOOGLE é mau
  • FIM DE SEMANA socialista e libertário NA SANTA CECÍLIA
  • NOSSO CANDIDATO A PRESIDENTE, PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO
  • As duas caras da família Frias

Comentários recentes

  • Erika em Gilbertinho Pocotó
  • Provos Brasil em Gilbertinho Pocotó
  • Osni Vagner em PSOL SANTA CECÍLIA PROMOVE DEBATE SOBRE “ECOSOCIALISMO”, SOCIALISMO E NATUREZA

Sons da Revolução

Hino do MST - Letra

Baltazar 50051

Untitled Document
Clique na imagem, entrevista
Estadão
 
 
Imprensa Popular
 
 

Links

Aporrea

Blog do Tião

Correio da Cidadania

Ivan Valente

MST

Plínio Presidente

PSOL-SP

Socialismo.org

Travessiainsurgente


  • Fotos
  • Videos
Powered by Wordpress  |  Designed by WebTreats