A greve dos professores e a ditadura

Ontem iniciou a terceira semana da greve dos professores da rede estadual. O site da família Mesquita diz que a adesão é baixa. O governador diz que apenas 1% está em greve. Porem a manifestação da última sexta-feira mostrou a verdade dos fatos, os manifestantes tomaram completamente a rua da Consolação, o que seria suficiente para encher qualquer estádio de futebol na cidade de São Paulo. Mas os agentes da nova ditadura brasileira diz que não passava de 8 mil pessoas.

A ditadura que estamos submetidos hoje é a ditadura da informação. O livro de cabeceira dos nossos governantes, e dos seus mandatários, diz que uma mentira dita 100 vezes se torna-se realidade. Para confirmar os dados do governo sobre o número de participantes no ato da última sexta-feira 19/03, dois helicópteros da polícia militar restringia o espaço aéreo onde os professores se reuniam. Desta forma os únicos que poderiam registrar, por tomada aérea, foi o governo e a repressão.

Vão livre do Masp escondido pelo G1O site da família Mesquita diz que fizeram telefonemas para 100 escolas na cidade de São Paulo. E que a maioria delas disse não ter sido prejudicada pela greve. Esqueceram do comunicado enviado pelo governador do Estado aos diretores de escola pedindo para tomarem cuidado com as declarações dadas aos meios de comunicação. É claro que a visita a escolas pelos órgãos de imprensa é importante para uma matéria de boa qualidade, porem o simples telefonema incumbe em falhas.  Outro  erro decorre em não se contactar as escolas do interior, onde o índice de adesão é muito superior ao da capital. Mais um erro da reportagem é desconhecer uma das medidas do governador – que restringe o direito de greve – os professores temporários não podem faltar 15 dias consecutivos, para evitar exoneração do cargo. Desta forma uma boa parte dos professores em greve voltaram ontem para “quebrar” as faltas consecutivas. Uma vez que quase 50% da rede é temporário.

O que pretendemos neste bolg é mostrar a notícia pelo outro viés, pelo viés de quem está junto com as lutas e não contra elas. Furar a ditadura que existe na nossa mídia controlada por 8 famílias no país inteiro. A ditadura que sofremos hoje é a de não ter voz – muito semelhante às outras ditaduras que sacudiram e sacodem o mundo. A palavra do governador é lei para os grandes meios de comunicação, e a de nós, professores não vale nada. Confira neste site as fotos e os vídeos da manifestação e confirme se apenas 1% dos professores aderiram à greve. Confirme se é verdade o que diz o comando da PM que no máximo 8 mil pessoas estavam no ato. Junte-se a luta contra a ditadura e em defesa da educação. Todos ao palácio do governo nesta sexta-feira, a partir das 15 horas.

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