A Copa do Mundo da Educação

No mais recente jogo da temporada José “Extermindador do Futuro” Serra contra a educação, o nosso cartola e seu fiél escudeiro, Paulo Renato, vê seu time perdido em campo. Foram vítimas da própria cilada que armaram. Quiseram salvar o time da educação sozinhos, mexeram errado e descobrem que sem professor em campo não se disputa campeonato.

Obrigou os professores temporários a fazerem a “provinha” na pré-temporada das atribuições de aula. Professores que por algum motivo perdeu a avaliação não puderam entrar em campo. Resultado da primeira rodada, onde já faltava professores  aumentou o déficit. Segundo jogo, professores substitutos que tivessem aulas atribuidas durante esse ano não poderiam lecionar ano que vêm. Resultado dois, professores que se licenciam dutante o ano, e os reservas não entram em campo, pois ses assumem essas aulas, não disputam o campeonato ano que vêm e ficam desempregado. O time que já jogava com um a menos agora tem mais um fora de campo.

A torcida da educação fez sua parte esse ano. Vestiu a camisa e saiu as ruas para reivindicar melhores condições para o nosso time. Enchemos as ruas, levamos bandeiras e tentamos falar com a população os problemas que tinha nossa equipe. Os cartolas não nos deram bola. Fez treinos com portões fechados, conversou com os patrocinadores, fez um acordo com as TV’s, que não passava nossos jogos nem no pay-per-view, não recebeu as reinvidicações da categoria e mandou a tropa de choque contra a nossa torcida organizada.

Agora o cartola vê, embora não assuma, que o nossa análise tática seria a mais correta para virar esse jogo. Investir nos atletas desse equipe. Dar condições para que ele se forme, que de simples atléta vire um craque. E não ficar descartando os nossos jogadores como se não servissem mais para esse time.

Os cartolas estão perdidos em campo. O técnico José “Exterminador do futuro” Serra quer alçar vôos mais longos. Quer treinar nossa seleção e não sabe o que fazer para tirar o time da educação da zona de rebaixamento.Está querendo virar a mesa e ganhar no tapetão. Faz os alunos da nossa categoria de base decorar apostilas para passar nos testes. Tira dos professores a responsabilidade de saber qual aluno está apto para subir para as outras categorias das nossas divisões de base. Aprova todos para a próxima categoria, até os que ainda não tem maturidade para tal. Os professores são obrigados a servir, pois, se não for assim, o professor não ganha “bicho” no final da temporada.

Sem contar a qualidade das escolinhas da nossa equipe. Falta vestiários, banheiros, quadras, bibliotecas, computadores, livros, professores. É meus caros amigos, assim fica difícil acreditar que esse time vai prá frente. Agora sem saber o que fazer para melhorar esse time os cartolas mandam cancelar tudo o que eles fizeram. A provinha não se sabe se terá ano que vêm. Professores que seriam dispensados no fim desta temporada terão seus contratos renovados para o próximo ano. E aqueles que passaram na última peneira dos cartolas não serão contratados esse ano, pois perderam o prazo para as transferências.

Desta forma nem fazendo promessa a equipe escapa do rebaixamento, a situação tá dura. Os atletas estão desmotivados, com um dos salários mais baixos do país e com várias divisões na categoria. Mas ainda sobra raça nessa equipe e muita energia da sua fiél torcida. Confiantes que, mais cedo do que tarde, nossos cartolas estarão bem longe daqui, e que nossa equipe possa jogar unida pela educação pública.


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