Informe:

SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO

O www.outubrovermelho.com.br é solidário à causa palestina, e por isso vem divulgar esse importante informe: existe um grupo de refugiados palestinos no Brasil que foram abandonados pelos governantes. Agora a sociedade civil se organiza para ajudá-los. REDE DE SOLIDARIEDADE AOS PALESTINOS EM SITUAÇÃO...

Leia Mais

Grande festa em defesa da cultura popular

Posted by Baltazar | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento | Posted on 27-08-2010

Tags:, ,

1

O ocorrido no último domingo (vide nota abaixo) não servirá para que abaixemos a cabeça e desistamos de nossos projetos. Pelo contrário, estaremos mais fortes. Estamos convidando a todos para se somarem conosco e fazer desta sexta-feira uma grande festa em defesa da cultura popular. Vamos lotar o Largo de Santa Cecília vestidos de azul, branco e dourado e mostrar que aqueles que defendem a organização popular são mais fortes do que os covardes fascistas.

“Pisa firme neste chão

Levanta poeira

Somos Filhos da Santa

Cecília nossa padroeira”

Tiros de chumbo na Praça do Largo de Santa Cecília

No dia 23 de agosto de 2010, domingo, as 15h30, um integrante do Bloco Carnavalesco Filhos da Santa foi baleado na perna durante os ensaios da bateria que ocorrem no Largo de Santa Cecília.

O músico recebeu um tiro de espingarda de chumbo no joelho que exigiu quatro dias de internação e uma cirurgia para retirada da bala. No total foram disparados três tiros; os outros dois atingiram um instrumento.

Fundado em 2 de outubro de 2009, o Bloco Carnavalesco Filhos da Santa vem resgatar a antiga e tradicional forma de se comemorar o carnaval, com a comunidade festejando na rua.

Nossa fundação surgiu da reunião de pessoas em torno da roda de samba que se apresenta todas as noites de sexta-feira no Largo da Igreja Santa Cecília.

Esta roda de samba vem acontecendo no bairro há cerca de 10 anos, sofrendo, neste período, algumas interrupções. Há exatamente 1 ano os músicos se organizaram novamente e encontraram no Largo da Igreja Santa Cecília um espaço ideal para fazer samba de graça.

A roda é formada por sambistas do bairro e de outras regiões da grande São Paulo. Seus freqüentadores são principalmente os moradores do bairro, além de trabalhadores da região e pessoas que passam no Largo para acessar o metrô.

Nesta retomada das atividades da roda de samba, já havia o desejo de que um novo bloco carnavalesco fosse construído na comunidade. Na divulgação dessa idéia, integrantes da roda de samba e pessoas interessadas em apoiar esta iniciativa passaram a se encontrar para planejar o carnaval de 2010.

Bloco Carnavalesco Filhos da Santa

A Rede Globo ataca novamente

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, política institucional, saúde | Posted on 04-08-2010

Tags:, ,

0

Texto de Terezinha Vicente

Reportagem grande, anunciada como a “grande” da noite, fechando o programa deste domingo, dia 1° de agosto. Aparentemente uma ótima reportagem, onde repórteres se fizeram passar por um casal “grávido”, em busca de abortar um feto de quatro semanas. Quem não viu, pode ler o texto da matéria, ou ver o vídeo do programa no link.

Os fatos ocorridos com as mulheres são reais, a existência de tais clínicas, sabemos até de histórias piores que acontecem por aí. Mas por que eles não mostraram nenhuma clínica de “madame”, aquelas na zona sul do Rio de Janeiro ou nos bairros da burguesia de São Paulo? Quantos médicos particulares de senhoras abastadas não resolvem eles mesmos os problemas delas e de suas jovens filhas, sem que ninguém saiba?? Porque é a serviço da hipocrisia que o capital aprimora, e a humanidade valoriza, a desigualdade social, que faz serem poucos bem poucos detentores de direitos, subtraídos à maioria.

Ora, o aborto espontâneo já foi coisa muito mais comum, e o aborto provocado existe desde que a mulher entendeu como ficava grávida e como nascem os bebês. Os mais diversos chás e preparados, a perfuração da bolsa, a bombinha para injetar água com algum produto e “lavar” o colo do útero, são métodos seculares utilizados pelas mulheres. E a grande maioria era de mulheres casadas, que não podiam ou não queriam ter mais filhos; muitas incentivadas pelos maridos, mas sempre com a ajuda de mulheres amigas.

Afinal, os homens querem controlar os corpos das mulheres e mandar neles e em sua prole, e para isso criaram Estados, legislações e fundamentalismos. Inventaram as bases para justificar guerras, escravidão, propriedade privada. Mas a solução para os problemas mais importantes da vida, as questões relacionadas de verdade com a qualidade da vida e sua reprodução, saúde, filhos, sempre foram encargos das mulheres. A visão feminista, a Globo nunca vai divulgar.

Esconderam a linha editorial

É preciso ver o programa inteiro, pois o texto que circula está incompleto e esconde a apresentação e fechamento da reportagem, lidos pelos apresentadores – Zeca Camargo e Patrícia Poeta -, onde fica clara o eixo real da edição. “Você vai ver porque o aborto realizado CONTRA A LEI é um grave problema de saúde pública”, anuncia Zeca. “Reportagem especial mostra que mais de 5 milhões de mulheres já fizeram aborto pelo menos uma vez”, anuncia a apresentadora, “e muitas vezes TEM QUE SER SOCORRIDAS em hospitais públicos, por causa de procedimentos mal feitos”.

“Clínicas CLANDESTINAS mal aparelhadas funcionam abertamente em várias cidades do país”, nos “conta” o apresentador. “Numa delas flagramos POLICIAIS MILITARES, FARDADOS, trabalhando de seguranças!!” Com métodos jornalísticos considerados escusos em outros assuntos, o “casal” de repórteres obtem toda a explicação do médico de como funciona o processo. Ah! Como seria bom se toda mulher que está desesperada com uma gravidez, e decidisse recorrer ao aborto, tivesse tanta atenção no atendimento!

A pouca abrangência da matéria, selecionando as clínicas e as cidades apresentadas, revela o alto gráu de hipocrisia da maior rede de televisão brasileira. A recepcionista/enfermeira é tratada com ironia na matéria, por explicar “como se fosse médica”, apesar dela dizer que acompanha as cirurgias. Será que a Globo não desconfia que as mulheres sempre se socorreram, que historicamente as mulheres só contam com a solidariedade de outras mulheres?

Por que escolheram Belém, a capital do Pará, e a Clínica Cemego para a matéria? A quem eles querem prejudicar mostrando PMs fazendo um bico de segurança, coisa que é altamente comum em todo o tipo de comércio e até residências, em várias cidades brasileiras? Por que estiveram também no Rio de Janeiro, mas numa clínica do bairro de Bonsucesso!! Por que não “descobriram” algum consultório ou hospital no Leblon, Ipanema, Botafogo??!!! Por que não investigaram como esses locais – necessários para as mulheres – sobrevivem fora da lei?

Ao mesmo tempo que denunciam, escolhem clínicas que cobram preços mais populares, embora o custo no Rio de Janeiro seja o dobro do de Belém (800/400) para o procedimento clínico mais simples de fazer um aborto. Sabemos que esse custo pode ser até de quatro vezes mais, em clínicas mais sofisticadas e mais seguras. Na verdade, a matéria colocou essas clínicas e profissionais na mira da legislação atrasada que temos, mas protegeu as clínicas mais caras, que só atendem as filhas dos mais ricos.

Culpabilização e ameaças pela mídia privatizada

O link com a morte por abortamento é feito com a história de uma jovem de Fortaleza que teve os órgãos perfurados. As ameaças e os riscos que correm as mulheres nas clínicas inseguras, sempre em bairros populares, são fartamente exibidos, assim como as salas cheias de grávidas à espera, seja em Belém, Rio ou Salvador. Na Santa Casa de Misericórdia de Belém a reportagem obtem dado, semelhante ao de outras capitais: só naquele hospital, 300 pacientes são atendidas por mês por decorrência de aborto, algumas com muita hemorragia, depois de viajar pelos rios por muitas horas; muitas morrem, informam.

Para nós, o alto índice de mortes de mulheres devido a gravidez indesejada é tão preocupante quanto o da violência contra a mulher. São dois lados da mesma moeda. Mas a Rede Globo nunca quer ouvir o outro lado. O Fantástico ironizou os médicos, mas principalmente as atendentes, pelo clima amistoso e afável com que recebem as pacientes. Ao se referir de maneira cínica ao tratamento carinhoso que a sua produtora – fantasiada de jornalista e fingindo-se de grávida – recebeu da ajudante do médico, os editores da matéria global mostram o desconhecimento de como isso é fundamental para a mulher naquele momento!!!

Punição às mulheres, punição à desobediência da lei, pede a Globo quando não ouve outros lados. E na matéria, as ameaças começam na entrevista com representante do Conselho Federal de Medicina. O famoso remédio “Citotec”, o abortivo mais utilizado e facilmente encontrável “clandestinamente” até pela internet, também é alvo de investigação da Globo. Por meio dos camelôs de Belém e de Salvador! Nós vimos o que deu a matéria sobre a clínica em Mato Grosso do Sul!

Misto de ameaças pelo medo e pela culpabilização das, a matéria do Fantástico provavelmente já se tornou outro iniciador de mais criminalização das mulheres e dos profissionais das clínicas que as socorrem em momento tão difícil. Em seu finalzinho a matéria fornece dados de recentes pesquisas realizadas por universidades, que apenas confirmam os números que estamos cansadas de divulgar e também que “não há nada de particular nas mulheres que fazem aborto”, nas palavras de uma docente da UNB.

Questão de saúde pública todos já sabemos, declarado inclusive pelo próprio Ministro da Saúde. O SUS atende em média 230 mil mulheres por ano devido a complicações de aborto, também sabemos. As mulheres passam pelo aborto em situação de grande sofrimento emocional, geralmente sem apoio do parceiro na gravidez, e são maltratadas no atendimento médico, culpabilizadas de todas as maneiras. Mas a Globo e os valores hipócritas dominantes querem a criminalização das mulheres, por meio das novelas e agora do noticiário. É só acompanharmos os próximos passos.

A matéria foi preparada durante a copa do mundo, mas apenas depois de mostrada, os apresentadores dão as informações recentes. “A Corregedoria da PM do Pará já identificou os policiais que trabalham na clínica”, diz ele. “E a Polícia Civil abriu inquérito para investigar as clínicas”, fecha solenemente o Fantástico, Patrícia Poeta.

O movimento feminista já viu esse mesmo filme em 2007, quando depois de uma matéria global, entrevistando a médica Neide Mota Machado, dona da Clínica Planejamento Familiar, começou um processo de criminalização que chegou a envolver quase 10 mil mulheres, terminando com a condenação de várias delas e o suicído da médica. As feministas denunciam constantemente a mercantilização das mulheres na mídia e agora tem que conviver com a criminalização daquelas que ousam ser autonômas em relação a seu corpo, e que não tem dinheiro suficiente para não correrem risco. Basta de hipocrisia! Basta de privatização da comunicação, queremos liberdade de expressão e justiça!

ZONA SUL RESISTE!

Posted by rafah | Posted in Criminalização do Movimento, O povo sai as ruas | Posted on 30-07-2010

Tags:, , , ,

0

Moradores da Vila Rubi, zona sul de São Paulo, levantam-se contra as remoções violentas que a prefeitura vem fazendo para “revitalizar” o ambiente, sem, no entanto, apresentar alternativas de moradia para os afetados. O que acontece lá na periferia também acontece aqui no centro de São Paulo, por isso somos solidários ao movimento da Vila Rubi, e disponibilizamos nosso espaço para divulgar a sua luta!

de: http://redeextremosul.wordpress.com/2010/07/28/vila-rubi-luta/

Essa é a política habitacional do Kassab e do Serra!

Moradores da Vila Rubi seguem mobilizados e prometem resistir às remoções

Por volta das 19h30 de ontem, 28 de julho, os moradores que resistem às remoções ilegais promovidas pela Prefeitura de São Paulo e pelo Consórcio Santa Bárbara projetaram o vídeo Vila Rubi Luta, que documenta a mobilização que eles fizeram na semana passada no canteiro de obras da empresa. Na ocasião, eles exigiam que algum representante das obras apresentasse com mais transparência, a toda comunidade, qual é projeto que eles têm para o bairro e o quê teriam para oferecer em contrapartida àquelas pessoas que terão de abandonar as suas casas. Como era de se esperar, não ouve esta atenção nem por parte da empreiteira e nem por parte da Prefeitura.

Logo depois do filme, junto com outros moradores de outra parte da comunidade, que temem que a onda de remoção também os atinja logo logo, as famílias trocaram idéias e pensaram os próximos passos que deverão seguir.

Veja abaixo o vídeo

Vila Rubi Luta:

vila rubi luta

SOBRE O CENTRO DE SÃO PAULO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Revitalização do Centro, política institucional | Posted on 22-07-2010

Tags:, , ,

0

Chegou a hora das eleições. Todos os poderosos apostam suas fichas (e muito dinheiro) nas campanhas eleitorais. Dentre os principais doadores aos políticos estão as construtoras e as associações imobiliárias. Nas últimas eleições, dos sete maiores doadores, seis eram do ramo imobiliário. Mas qual o interesse dessas empresas em “apoiar” candidatos?  No caso de São Paulo, os empresários do setor imobiliário têm um grande interesse: saquear o centro da cidade!

Abandonado nos anos 80 e 90 essa região da cidade foi ocupada por setores de classe média baixa e pobres. Nos últimos 10 anos, as classes média e alta redescobrem o centro da cidade de São Paulo. Cansados de ficarem presos no trânsito para se moverem do trabalho à casa; a saída encontrada por essa parcela da população foi reocupar a região.

Dotado de infraestrutura, transporte, hospital, escola, a região é vista pelas elites como “desperdiçada” ou “sem vida”, porque ocupada pelas classes inferiores, invisíveis. Para as classes média e alta, o centro é lugar cheio de riscos, e nisso elas exprimem e reforçam a criminalização da pobreza: os pobres são, antes de mais nada, perigosos.

Desta forma começa uma cruzada contra os pobres na região central da cidade. O primeiro passo para isso é criminalizar a pobreza, utilizando a polícia para reprimir e roubar as mercadorias dos camelôs. Para que eles desistam de continuar no ramo ou sejam forçados a mudar seu ponto, de tanto terem suas mercadorias apreendidas. Criminalizam os movimentos de moradia, utilizam todo o aparato policial para desocupar os prédios e mantê-los vazios.

Serra e seu amigo Kassab(DEMO) fecharam praticamente todos os albergues no centro da cidade, enquanto ameaçam fechar os estabelecimentos que servirem refeição aos moradores de rua. Catadores de materiais recicláveis têm suas carroças apreendidas, enquanto moradores de rua são acordados de madrugada com jatos de água, numa grotesca “limpeza” orquestrada pela prefeitura.

A cultura popular é retirada do centro a partir da política do PSIU, enquanto os grandes estabelecimentos noturnos operam tranquilamente, mesmo desrespeitando as normas estabelecidas. Enquanto a lei do PSIU servia apenas para “caçar” a cultura popular e retirar as pessoas de baixa renda que se divertiam no centro da cidade, a lei seguiu intacta; já quando começa a ameaçar os grandes empresários da noite, ela é modificada. Assim funciona o nosso Estado, para os amigos dos governantes tudo pode, para o povo aplica-se a “lei”.

Esperando a valorização da região, grandes proprietários fecham seus imóveis por anos à fio (inclusive deixando de pagar seus tributos), para vendê-los ou alugá-los com preços mais vantajosos. Excluindo o povo pobre, e escondendo-o nas periferias das grandes cidades é que vamos mostrar ao mundo que se reduziu a pobreza no Brasil. Quando desembarcarem os turistas para a Copa do Mundo de 2014 o centro da nossa cidade estará  restaurado e livre dos pobres.

Por tudo isso defendemos:

Que se exproprie todos os imóveis abandonados no centro da cidade para moradia popular.

Fim das apreensões das mercadorias dos trabalhadores ambulantes.

O fim de toda repressão aos que querem trabalhar.

Pelo fim da perseguição da cultura popular.


Funcionários da USP ocupam a reitoria!!!

Posted by Baltazar | Posted in Criminalização do Movimento, Educação, O povo sai as ruas | Posted on 08-06-2010

Tags:, , ,

1

Depois de confirmado o desconto do salário de cerca de mil companheiros e companheiras em luta, em greve desde o dia 4 de maio, os trabalhadores da USP ocuparam a reitoria da universidade. Muitos tiveram suas contas bancárias literalmente zeradas. Os funcionários realizaram hoje assembléia massiva dentro da ocupação e deliberaram a continuidade da ação, mostrando que o direito de greve dos trabalhadores não será impedido por portas blindadas.

Os protestos irão continuar até o estabelecimento de isonomia salarial entre professores e funcionários, reivindicação priorizada pelo movimento desde a concessão de 6% de aumento aos professores em fevereiro.

Rodas e os demais reitores do Cruesp já demonstraram inúmeras vezes que desprezam os trabalhadores. A primeira delas foi a quebra da isonomia, tentando dividir a categoria. Agora fecharam as negociações com o Fórum das Seis, enquanto os reitores da Unesp e Unicamp foram viajar para o exterior em plena campanha salarial e Rodas faz palanque para o seu “padrinho” Serra!!!

Amanhã, funcionários e estudantes seguem para ato na Unicamp para forçar a volta das negociações com o Cruesp, e os estudantes realizam assembléia para deliberar se apoiam a ocupação.

Prepotência inaceitável de Israel

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 03-06-2010

Tags:, , ,

0

Israel criou o maior campo de concentração do mundo. Com 1,5 milhões de pessoas, a faixa de gaza é uma das maiores densidades demográficas do mundo. A região produz muito pouco alimento, pois tem pouca terra (Israel roubou a maioria) e muita gente. O que os nazistas de Israel quer é matar os palestinos de fome. E ainda vêm chamar a comunidade internacional de hipócrita. Não entra comida, água (Israel disviou rios que cortavam a faixa de gaza), remédio, e ainda por cima o exército treina tiros com alvos móveis e vivos. Qual a diferença entre Israel e Hitler?

Plínio Arruda Sampaio*

Novamente o governo de Israel dá uma demonstração de prepotência e desrespeito aos direitos humanos. E a vitima dessa violência não são apenas o Estado palestino e o povo de Gaza. Todos nós somos atingidos porque o ato criminoso afeta seriamente um direito que é de todos: o direito internacional.
O bombardeio do navio que levava alimentos e remédios para a população palestina sitiada na faixa de Gaza constitui uma violência que não pode deixar de receber a mais veemente repulsa da opinião pública mundial. Sem essa pressão, dificilmente a ONU conseguirá vencer a resistência dos Estados Unidos contra qualquer tipo de sanção ao seu aliado no Oriente Médio.

São tantas as violações do direito internacional cometidas pelo governo de Israel que corremos o risco de torná-las “acontecimentos banais”, aceitas como algo irremediável. Precisamos reagir contra essa tendência. Cada violação precisa ser repudiada com a mesma veemência da primeira e cada vez mais precisamos encontrar formas mais eficazes para combatê-las.
Nós, aqui no Brasil, precisaríamos pressionar o governo brasileiro para suspender as relações diplomáticas com o Estado de Israel até que a comunidade internacional imponha sanções efetivas ao governo desse país.
O meio de realizar essa pressão é o de sempre: o abaixo-assinado e a mobilização social. Estou levando a proposta à bancada federal do PSOL, a fim de que ela tome a iniciativa de provocar o Congresso e o Executivo. Mas não deve ser uma iniciativa partidária somente. Nossa bancada terá a delicadeza de não disputar nenhum hegemonismo no esforço que deve ser comum. Todos os partidos estão convocados.
Outra iniciativa importante é o boicote de produtos de Israel. Nos Estados Unidos, esse tipo de protesto costuma ser muito utilizado por demonstrar muita eficácia.
Outras possibilidades podem ser aventadas. Não podemos descartar nenhuma delas. O que não podemos é limitar-nos a um protesto formal cujo pouco efeito conhecemos.

* Artigo publicado nesta quarta-feira (2 de junho) na coluna ‘Contraponto’, espaço semanal divulgado pela versão eletrônica da revista Carta Capital (www.cartacapital.com.br).

HMADINEJAD, DO IRÃ: “ESSA VIOLÊNCIA APRESSARÁ O FIM DO REGIME SIONISTA, REGIME SINISTRO E DE SIMULACRO.”

Posted by Baltazar | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 01-06-2010

Tags:, , ,

0

Mais uma vez o mundo vê estarrecido mais uma covardia de Israel contra os palestinos. Uma judia comenta no jornal da família frias que ninguém repudia os ataques terroristas contra Israel. Na semana passada o governo Lula fecha um acordo nuclear com o Irã, junto com a Turquia. A comunidade internacional fica perplexa, diz que as intensões do Irã são para fins militares. SÓ TEM MALUCO. Israel possui bombas atômicas, e se me perguntasse qual país do mundo estaria disposto a usa-la, não resta dúvida, a qualquer ser não hipócrita, que são a dupla dinâmica EUA e Israel. Israel é um dos países que  possui armas de destruição em massa. Depois dos EUA é o país que mais guerras faz no mundo. O pior é que é tão covarde que não enfrenta nações,  e sim cidadãos, armados ou não. Talvez por não ser judeu! Se a comunidade internacional fosse séria, já existiria boicote a Israel a muito tempo. Mas como ficaria o tráfico de drogas, armas e corrupções se não fossem os bancos israelitas para lavar essa dinheirada toda? Afinal de contas quem paga a banda escolhe a música.


31/5/2010, The Guardian, UK, Ian Black (editor para o Oriente Médio)

O sangrento ataque israelense contra a frota de auxílio humanitário que tentava chegar a Gaza parece ter sido desastroso gol contra. Chamará ainda mais a atenção do mundo contra o continuado bloqueio da Faixa da Gaza – e do pior modo possível –, e fará aumentar a pressão internacional contra o bloqueio. O mais provável é que Israel seja obrigado, agora, a aceitar conversações diretas com o Hamás, partido islâmico palestino que governa a Faixa.

O Hamás imediatamente acusou Israel de haver cometido crime de guerra, ao mesmo tempo em que conclamou a comunidade internacional a intervir urgentemente, para levantar o sítio que sofrem os palestinos. De fato, o bloqueio israelense começou depois que o Hamás foi eleito, há quatro anos. (…)

O Egito também será atingido pelos efeitos da desastrosa ação dos israelenses, porque também mantém o bloqueio de Gaza na fronteira sul. Ontem, anunciou que estava preparado para receber os navios da “Flotilla internacional da paz” no porto de El-Arish, no norte do Sinai. A medida terá pouco efeito, porque o Egito será exposto ao mundo como cúmplice de Israel.

Na Jordânia, aliada dos EUA, houve furiosas manifestações de rua. A Jordânia, como o Egito, mantêm um tratado de paz com Israel. Tudo isso aumenta a gravidade da repercussão regional.

Amanhã, em reunião de emergência da Liga Árabe, ouvir-se-ão os ecos, também da ira regional. Amr Moussa, secretário-geral, disse, em reunião no Qatar, que “Israel não está preparada para a paz.” (…)

Embora se tenham passado poucas horas do ataque de Israel ao comboio internacional de ajuda humanitária, já era claro, em todo o mundo, que o ataque veio como um presente dos céus para os inimigos de Israel. Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, disse: “A ação desumana do regime sionista contra o povo palestino, impedindo, pela violência mais bárbara a entrega de ajuda humanitária ao povo de Gaza, não é sinal de força do regime sionista, mas de fraqueza. Essa violência apressará o fim do regime sionista, regime sinistro e de simulacro.”

Haiti: Minustah invade universidade e prende estudante

Posted by Baltazar | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 31-05-2010

Tags:, ,

0

Desde o envio dos primeiros soldados brasileiros ao Haiti, se começa a campanha contra a intervenção militar tupiniquim na ilha. No princípio o governo brasileiro com essa ação acreditava que, representando o interesse dos yankees, poderia assegurar uma vaga no conselho de segurança da ONU. Anos depois as tropas brasileiras vão ganhabdi experiência. Primeiro atira em saqueadores famintos após os terremotos. Agora invade universidades. É o treinamento sem holofotes para atuar contra “disturbios” no Brasil. Qualquer semelhança com o caveirão é mera coincidência.


Tropas brasileiras também sequestraram livros, cadernos e laptops de vários estudantes da Universidade Estatal do Haiti (UEH)

Thalles Gomes Porto Príncipe (Haiti) – Publicado pela Agência Brasil de Fato

Tropas brasileiras da MINUSTAH invadiram na noite da última segunda-feira (24) a Universidade Estatal do Haiti (UEH) em Porto Príncipe e prenderam um estudante da Faculdade de Etnologia.

Sob o pretexto de que uma pedra havia sido lançada contra um dos veículos da MINUSTAH, os soldados brasileiros invadiram as instalações da UEH utilizando cassetetes e gás lacrimogêneo. Sequestraram livros, cadernos e laptops de vários estudantes, além de prender o universitário Mathieu Frantz Junior.

Esta conturbada ação da MINUSTAH ocorre justamente quando os estudantes da UEH e diversas organizações populares haitianas vêm realizando manifestações públicas em repúdio à presença das tropas de ocupação da ONU no país. Os manifestantes exigem também a renúncia de René Preval, alegando que o presidente está se aproveitando das consequências do terremoto de 12 de Janeiro para se perpetuar no poder e abrir as portas do país aos interesses de empresas e nações estrangeiras.

Em solidariedade a Mathie Frantz Junior, os universitários interditaram durante a manhã da terça-feira (25) diversas ruas e avenidas nas imediações da UEH. A resposta dos militares brasileiros não tardou e a manifestação foi dispersada com um nova sessão de golpes de cassetete e bombas de gás lacrimogêneo. Estas bombas utilizadas pela MINUSTAH têm atormentado inclusive as vítimas do terremoto que vivem em acampamentos improvisados nas proximidades da Universidade, especialmente as crianças.

O próprio Representante Especial da Secretaria Geral da MINUSTAH, Edmond Mulet, classificou a ação dos soldados brasileiros como “hostil” e se desculpou publicamente em pronunciamento oficial à imprensa local.

Esta não é a primeira vez que as tropas da ONU invadem universidades e espancam civis no Haiti. Incidentes similares ocorrem com freqüência desde que os soldados da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (denominação oficial da MINUSTAH) ocuparam militarmente o país em 2004, sob o comando do exército brasileiro. A “Estabilização” que prega a ONU, ao que parece, só pode ser implantada a golpes de cassetete, prisões de estudantes e bombas de gás lacrimogêneo contra civis e desabrigados do terremoto.

Um Belo Monte de mentiras – nota do CIMI

Posted by Baltazar | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo, política institucional | Posted on 26-04-2010

Tags:, ,

0

O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) repudia a postura intransigente e autoritária do governo brasileiro que insiste na implementação do projeto da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, apesar de todas as incertezas, de todos os questionamentos científicos e judiciais e de todas as manifestações populares contrárias a essa insanidade.

Belo Monte não se justifica. O governo vem tentando iludir a população brasileira na perspectiva de construí-la “de qualquer jeito”. Para tanto, tem feito uso de uma série de mentiras que denunciamos publicamente. O governo mente aos brasileiros ao dizer que a energia produzida por Belo Monte será limpa e eficiente. O governo mente aos brasileiros ao dizer que a energia produzida por Belo Monte será barata e utilizada pela população carente do país. O governo mente aos brasileiros ao dizer que os povos indígenas foram consultados no decorrer do processo de licenciamento ambiental.

Denunciamos e repudiamos a transformação de Belo Monte num instrumento poderoso de transferência de capital da população brasileira à meia dúzia de grandes empresas. Entre isenção de impostos e juros subsidiados, o governo está simplesmente repassando cerca de R$ 6 bilhões ao consórcio vencedor do leilão, que pretende construir a usina. É de se estranhar que tamanho volume de recursos seja concedido, dessa maneira, em pleno ano eleitoral. Entendemos que esses recursos seriam muito melhor utilizados, caso fossem usados para incentivar a pesquisa e a adoção de tecnologias alternativas de geração de energia, tais como a eólica e a solar.

Reafirmamos nossa contrariedade ao modelo energético adotado pelo atual governo. Um modelo criminoso, baseado em grandes obras, que atinge milhares de pessoas país afora e que beneficia apenas um pequeno grupo de grandes empresas.

Causou-nos perplexidade, tamanha rapidez e agilidade por parte da presidência do Tribunal Regional Federal (TRF), 1ª Região, em analisar e cassar todas as liminares concedidas pela Justiça Federal de Altamira que suspendiam a realização do leilão neste dia 20 de abril de 2010.

Solidarizamo-nos com todas as comunidades atingidas por esta obra, de modo especial os povos indígenas. Reafirmamos a importância de continuarmos mobilizados e de cabeça erguida, unidos, articulados e firmes na luta contra Belo Monte. Uma luta que, confiamos, será vitoriosa, pois é, sem nenhuma dúvida, uma luta justa.

Brasília – DF, 20 de abril de 2010

Conselho Indigenista Missionário (CIMI)

FONTE: CIMI
SITE: www.cimi.org.br
PUBLICAÇÃO: 21/04/2010

TERRA LIVRE-SP: 100 famílias ocupam terreno na

Posted by Baltazar | Posted in Criminalização do Movimento, O povo sai as ruas | Posted on 22-04-2010

Tags:, , , ,

0

Ao contrário do jornal da família Frias ou Mesquita, que apóiam a repressão policial contra o povo que luta, o site outubrovermelho corre junto com os movimentos sociais. Divulgando a ocupação das famílias vítimas da enchente no Pantanal, nos solidarizando em ondas virtuais e presencial. Aproveitando para denunciar também a ação policial contra aqueles que lutam.

TERRA LIVRE-SP: 100 famílias ocupam terreno na

Zona Leste de São Paulo


Na luta, na luta, nós vamos resistir

Na luta, na luta, nós vamos resistir

Pela nossa casa, pela moradia

Pela Terra Livre, lutaremos todo dia!

Na madrugada de 17 para 18 de Abril de 2010, cerca de 100 famílias organizadas no TERRA LIVRE – movimento popular do campo e da cidade, ocuparam um terreno na Zona Leste de São Paulo. Esta é uma ação organizada pelas vítimas das enchentes de dezembro de 2009 e janeiro de 2010, causadas pelo governo estadual ao realizar o fechamento das comportas da barragem da Penha.

Queremos denunciar à toda sociedade que as enchentes não são uma catástrofe natural, mas o manejo das comportas das barragens do rio Tietê, numa política planejada do governo e da prefeitura para facilitar a retirada de famílias para a construção do Parque Linear Várzeas do Tietê.

Não é admissível a política atual de retirar as famílias de seus lares para que as mesmas famílias paguem para morar o resto de suas vidas. Ou que em troca recebam uma bolsa-aluguel de R$ 300 por seis meses. Reivindicamos do governo estadual e da prefeitura uma real política de habitação, em que as famílias que perderam suas casas recebam outra no lugar.

Fazemos um chamado às pessoas e entidades comprometidas com as lutas populares. Precisamos de apoio material e político em mais esta luta. Nós, trabalhadores e trabalhadoras atingidos pelas enchentes não deixaremos nossa situação cair no esquecimento. Lutaremos até o fim por uma moradia digna e por uma sociedade mais justa e igualitária.

Aqui estão as famílias vítimas das enchentes do governo Serra, que perderam tudo menos a coragem de lutar!

Uma casa por outra!

Queremos moradia digna!

Reforma Urbana Já!

TERRA LIVRE – SP: URGENTE!
Repressão da PM impede entrada de comida no acampamento
O mesmo governo que provoca enchentes e derruba casas, agora impede a entrada de alimento
INFORME n° 02 – 20.04.2010

Desde ontem [19.04.2010] a PM vem reprimindo as famílias, vítimas das enchentes, que ocuparam um terreno na Vila Curuçá, Zona Leste de São Paulo. A Polícia Militar vem tem adotado o método de tortura pscológica, revistando e constrangendo todas as pessoas que entram na ocupação e está impedindo a entrada de todo e qualquer alimento, inclusive para as crianças.
Neste momento a solidariedade é importante e necessária. Pedimos o apoio material, político e sobretudo jurídico. Nestge momento (09h55), a PM está multando e apreendendo todos os carros estacionados em frente ao acampamento.
O mesmo governo que fecha as comportas das barragens, inundando propositalmente a população, que derruba casas sem entregar novas casas no lugar, agora reprime quem não aceita ficar calado, e faz até mesmo as crianças passarem fome!
Desde domingo os moradores estão zelando pelo terreno, que estava cheio de lixo. As crianças iniciaram uma horta, cuidando com carinho de seu novo lar, um espaço onde podem brincar e crescer sem o risco do governo inundar suas casas. Infelizmente ainda não houve tempo para que a horta produza a alimentação necessária para as crianças. Portanto é inadmissível que a PM, sob o comando do governo, continue a impedir entrada de comida.
O PODER PÚBLICO, QUE DEVERIA GARANTIR O DIREITO A VIDA, JÁ RETIROU A MORADIA DAS FAMÍLIAS E AGORA ESTA IMPEDINDO O DIREITO FUNDAMENTAL À ALIMENTAÇÃO:
JOSÉ SERRA, GILBERTO KASSAB e agora ALBERTO GOLDMAN (novo governador) estão praticando TERRORISMO DE ESTADO!

Aqui estão as famílias vítimas das enchentes do governo Serra, que perderam tudo menos a coragem de lutar!

– Uma casa por outra!
– Minha casa é minha luta!
– Reforma Urbana Já!

TERRA LIVRE – movimento popular do campo e da cidade

Regional São Paulo

www.terralivre.org

secretaria@terralivre.org

11-7379 8860 – Vagner

11-7362 2841 – Zélia

11-7487 2925 – Marcio