Informe:

PLINIO 50 QUEBRA TUDO NO DEBATE DA BAND

Ontem a TV Band realizou o primeiro debate televisivo entre alguns dos candidatos a presidente do Brasil. Foram convidados aqueles representantes de partidos e coligações que têm representação parlamentar, e por isso que Plinio 50 estava lá. E nosso candidato nos encheu de orgulho ao cumprir a...

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Plebiscito Limite da Terra

Posted by Moisa | Posted in Imperialismo, reforma agrária | Posted on 31-08-2010

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No dia 01/09 começa o plebiscito pelo limite da propriedade da terra, pela reforma agrária e contra o latifúndio. O comitê Centro/Santa Cecília irá manter uma urna aberta no Largo de Santa Cecília entre os dias 01/09 e 06/09. Trata-se de uma atividade militante e de fundamental importância no combate contra o latifúndio. É importante que todos se engajem nessa luta. Nesse sentido pedimos que todos divulguem a existência da urna e se incorporem nas atividades. Necessitamos de outros militantes para ajudarem nas panfletagens, fazer a discussão política, abrir a urna em outros horários ou em outros lugares. Segue horários em que já está garantida a abertura da urna. Se incorporem nessa luta contra o Latifúndio, agronegócio e a miséria. Defenda a reforma agrária, a soberania alimentar e a igualdade.

Quarta-feira 01/09

16h Largo de Santa Cecília

Quinta-feira 02/09

15h Largo de Santa Cecília

Sexta-feira 03/09

14h Largo de Santa Cecília

Sábado 04/09

14h Largo de Santa Cecília

Domingo 05/09

13h Largo de Santa Cecília

Segunda-feira 06/09

12h Largo de Santa Cecília

Terça-feira 07/09

GRITO DOS EXCLUÍDOS

www.limitedaterra.org.br


A participação da FOS nas eleições gerais em 2010

Posted by Moisa | Posted in Educação, Imperialismo, política institucional | Posted on 25-08-2010

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Abaixo reproduzimos o Manifesto de apoio à candidatura do Baltazar e do Cabral dos valorosos companheiros da FOS, que sempre estiveram conosco nas lutas sindicais e nas lutas do bairro de Santa Cecília.


Os trabalhadores do mundo todo vivem a atmosfera de uma das maiores crises econômicas que o mundo capitalista já viveu. Vivem, sobretudo, os efeitos dessa crise: desemprego, arrochos salariais, repasse de verba pública para empresas privadas e seus efeitos, diminuição de verbas para a saúde, educação, moradia, saneamento básico, moradia etc.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, anuncia que a saída para essa crise estrutural, não é o socialismo, numa alusão clara do receio da burguesia imperialista que a experiência dos trabalhadores com essa crise, possa potencializar o debate acerca da necessidade, para a classe operária, do socialismo, único sistema que poderá construir uma sociedade onde a exploração do homem pelo homem, possa ser banida da história.

Aqui no Brasil os efeitos da crise são visíveis, o governo federal já destinou mais de 250 bilhões de reais para “segurá-la”, sendo a maior parte desse valor, repasse às empresas privadas (de forma direta ou através de projetos do BNDES), e as demissões em todos os segmentos, com a conivência das burocracias sindicais que negociaram até a diminuição de salários (e nem assim foram garantidos os empregos).

É sobre essa conjuntura que teremos, no Brasil, a eleição geral em outubro. A burguesia brasileira, dividida em diferentes frações, aposta em mais de um candidato (a). A candidata da Frente Popular, que polariza pra si a popularidade do “lulismo”, caracterizando-se numa nova direita consolidada no país, baseada na fraude eleitoral que é o bolsa família e no acatamento de todas as orientações do imperialismo, a direita clássica aposta no projeto tucano das privatizações e do Estado mínimo e o “novo” projeto burguês (na verdade um genérico dos dois anteriores) com forte apelo ecológico.

Ao mesmo tempo, a esquerda no Brasil continua fragmentada, não constituindo um pólo aglutinador e organizador das lutas, que reúna todos os trabalhadores e trabalhadoras que não se renderam às traições da burocracia cutista e que querem organizar as mobilizações contra a retirada de direitos por parte dos patrões e dos seus governos.

A tentativa de organizar a classe trabalhadora, dentro dessa lógica da luta, em junho de 2010 em Santos, o CONCLAT, infelizmente não cumpriu esse papel. O que prevaleceu foi o hegemonismo auto proclamatório do setor majoritário, o que impediu a construção dessa importante ferramenta de luta, que seria uma nova central independente e da nossa classe. Mais do que nunca se faz necessário que a esquerda organize esse pólo de resistência, constituindo uma referência para os lutadores de todo país. Nesse sentido, continuaremos dando a batalha para que se materialize essa central e que ela cumpra o papel fundamental na luta de classes no Brasil.

No campo eleitoral essa fragmentação também se expressou, com vários projetos dos partidos de esquerda. Sabemos bem que as eleições gerais são o campo da burguesia para se perpetuar no poder, nesse sentido, as formas como esses projetos se apresentam podem até variar, mas o conteúdo é sempre o mesmo: manter o sistema de exploração, atacando direitos dos trabalhadores.

Nas últimas eleições a posição da FOS foi o voto nulo programático, à época dizíamos que os programas dos partidos da esquerda para as eleições não atendiam as necessidades dos trabalhadores.

Entendemos que a conjuntura em 2010 apresenta-se de outra forma, a consolidação da frente popular e das reformas neoliberais, o projeto tucano de avanço dessas reformas e o aparecimento de um projeto pretensamente novo, mas que de conteúdo, afirma também tais reformas, aliado à fragmentação da esquerda no campo sindical, nos preocupa sobremaneira.

Diante dessa conjuntura, entendemos que a opção pelo voto nulo programático dialoga pouco com os trabalhadores. O caráter quase plebiscitário dessa eleição diminui a possibilidade desse diálogo.

Como entendemos que a participação dos socialistas e revolucionários nas eleições burguesas é tática (portanto deve adequar-se a cada realidade apresentada) optamos em apresentar um apoio crítico a duas candidaturas do PSOL: a do companheiro Cabral dirigente do sindicato dos químicos de São José dos Campos e a do companheiro Baltazar, professor da rede pública estadual e militante da APEOESP, mas não nas candidaturas majoritárias do partido.

Dois companheiros que representam um setor do CONCLAT que trava uma intensa luta no seio da classe para que a nova central expresse a democracia operária, a independência dos governos dos patrões e dos partidos políticos e sem qualquer atrelamento partidário desta nova ferramenta. Nossa central não deverá repetir erros do passado recente!

Mesmo caracterizando que o programa do PSOL, não apresenta, em sua totalidade, as propostas e bandeiras que consideremos importantes para a classe, a nossa opção tática é pela construção de um pólo aglutinador de luta. Achamos que ao indicar a votação nesses dois companheiros, construímos melhor esse diálogo.

Não temos nenhuma ilusão nas eleições burguesas, e bem sabemos que ela nunca mudará (pra melhor) a vida do trabalhador. Nosso movimento tem relação direta com a disputa da consciência dos trabalhadores, na necessidade da luta e no fortalecimento dos organismos da classe, porque entendemos que o período pós-eleição tende a ser mais difícil para todos que são explorados pelo sistema, visto que os efeitos da crise serão, muito provavelmente, agudizados.

São Paulo, agosto de 2010

FOS – Frente de Oposição Socialista

Plínio de Arruda Sampaio fura o Bloqueio da Mídia!

Posted by edutiao | Posted in Contra ou Cultura!!!, Imperialismo, Plínio Presidente, política institucional | Posted on 18-08-2010

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Aos 80 anos de idade, o candidato do PSOL para presidência Plínio de Arruda Sampaio mostra hoje que sabe usar o poder subversivo da internet melhor que Serra, Dilma e Marina juntos. Usando o twitter e o twitcam (site que permite ao usuário transmitir vídeo de sua webcam ao vivo), Plínio comenta hoje o debate realizado pelo UOL/Folha de São Paulo entre os três candidatos chapa-branca.  UOL/Folha excluiram os outros 6 candidatos deste debate on-line, e só deram espaço para os três aceitos pelo status-quo.

Neste momento a audiência da câmera do Plínio já é maior, com 2600 pessoas participando, que a audiência do próprio debate. Siga também os comentários do nosso candidato à presidência! Ele também está no twitter.

Katrina e Jardin Romano, duas tragédias a mesma história

Posted by Baltazar | Posted in Imperialismo, Movimento Negro, política institucional | Posted on 09-08-2010

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Nova Orleans, Katrina

Nova Orleans, Katrina

Depois de 32 anos a cidade de Nova Orleans, nos EUA, voltou a eleger um prefeito branco. Do mesmo partido do famoso presidente negro do país, os democratas. A eleição de Landrieu reflete a política de exclusão que se acentuou na cidade após o furacão Katrina, há 5 anos atrás. Segundo reportagem deste domingo, no jornal da família Frias, após a cidade ser devastada pelas águas de uma barragem que cedeu após o Katrina, a reconstrução da cidade foi parcial. As áreas ricas do município, ás áreas de interesse turístico e as áreas de negócios já foram recuperadas. Os bairros negros (cerca de 60% da população de Nova Orleans é negra) segue com escombros e pouca coisa da sua infra-estrutura foi recuperada.

A população negra e pobre, com suas casas alagadas, foram obrigados a se retirarem da cidade até que houvesse condições de retornar ao local. Porem os bairros do Baixo Distrito 9 segue destruída, com terrenos abandonados e cheio de mato. A elite branca se aproveitou da tragédia para retornar o poder político pela expulsão e exclusão do povo pobre. Segundo a reportagem entre 30% e 40% dos pobres nunca voltaram e a elite branca volta ao poder pelo mesmo partido que a elite negra governava a cidade, que por sinal é o memso do presidente Obama.

Longe de ser um problema especifico de Nova Orleans esse descaso é fruto da política de segregação capitalista. No final do ano passado as chuvas de verão, e a preferencia da prefeitura em alagar o bairro do Pantanal e Jardim Romano ao invés de causar uma enchente na marginal Tietê (através da liberação e contenção de água pelas barragens do rio),  encheu as casas e expulsou muitas famílias do seu lar. Detalhe que a maioria dessas casas não era uma auto-construção ou uma área de ocupação “irregular”, trata-se de uma área construída pelos governos estaduais e municipais a bastante tempo. Assim como na cidade estadunidense o povo pobre da capital paulista ficou desalojada. E assim como na cidade estadunidense a grande maioria delas até hoje não retornaram a suas casas, ou melhor a maior parte dela nunca retornará, como na cidade estadunidense.

Jardin Romano

Jardin Romano

Segundo frase propagandeada nos comerciais tucano “a política é feito de escolha” Escolher qual comporta você abre. Qual parte da cidade que você vai alagar: a que afeta o trânsito dos veículos ou o que afeta a casa dos pobres. Depois vem outra escolha: o que você vai fazer com essa população. Pode-se mante-las nas áreas com mais infra-estrutura urbana e próximo ao centro econômico da cidade ou longe, onde se possa esconder essa população aos olhos do capital e dos turistas estrangeiros que vistoriarão nossa cidade na Copa do Mundo. A terceira escolha que os governantes tem que fazer é: ou construímos conjuntos habitacionais pelos nossos financiadores de campanha (construtoras) ou enfrentamos outro financiador de nossa campanha (as imobiliárias). Obviamente o tucanato histórico ficará com as construtoras. Obviamente o neo-tucanato (PT) também  ficará com as construtoras. Por isso defendemos que só existe uma saída para o apartheid social da cidade de São Paulo, e das outras grandes cidades, a expropriação dos imóveis abandonados da nossa cidade. A expropriação dos imóveis daqueles que colocam o lucro antes da vida.

Qué pasa entre Colombia y Venezuela?

Posted by rafah | Posted in Imperialismo, política institucional | Posted on 27-07-2010

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Reproduzimos hoje o ótimo artigo de Hugo Ramírez, cientista político colombiano, que situa a atual crise diplomática entre Colombia e Venezuela num padrão desenvolvido nos 8 anos de relacionamento entre Uribe e Chavez. Boa leitura!.

Llegó el momento de hablar con franqueza sobre las relaciones colombo−venezolanas. Es posible que deban reconstruirse a partir de los espacios de mutuo contacto en la frontera.


Hugo Eduardo Ramírez *

“El acto más pequeño en las circunstancias más limitadas

lleva la simiente de la misma ilimitación,

ya que un acto, y a veces una palabra,

basta para cambiar cualquier constelación”

Hannah Arendt

No hay marcha atrás

El epígrafe que encabeza este artículo es parte de la propuesta desarrollada por Hannah Arendt en su libro De la historia a la acción, obra en la que sostiene que al estar envueltos los seres humanos en “una red de relaciones”, sus acciones no sólo provocan “una reacción sino una reacción en cadena”, junto a otra característica que considera mucho más peligrosa: “el simple hecho de que, aunque no sabemos lo que estamos haciendo, no tenemos ninguna posibilidad de deshacer lo que hemos hecho. Los procesos de la acción no son sólo impredecibles, son también irreversibles; no hay autor o fabricante que pueda deshacer, destruir, lo que ha hecho si no le gusta o cuando las consecuencias muestran ser desastrosas”[1].

Lo propio ocurre con cada una de las acciones que han tenido lugar en la relación binacional colombo-venezolana de los últimos años. Las consecuencias producto del manejo de la relación binacional se convierten en estos días, con la entrada del nuevo gobierno colombiano, en un reto significativo para dos países con un inevitable destino común.

Rompiendo lo irrompible

Si algo se puede decir de las últimas declaraciones del presidente Uribe sobre la presencia de guerrilleros colombianos en territorio venezolano y de sus denuncias ante la OEA, así como de la decisión del presidente Chávez de romper relaciones con Colombia, es que se trata de acciones consecuentes con el manejo que le han dado los dos mandatarios a la relación binacional durante los ocho años que han compartido en el gobierno de los dos países.

Los nuevos hechos repiten las estrategias y protagonistas de los desencuentros. Con el ánimo de identificar algunas constantes en las relaciones y de precisar puntos fundamentales que ayuden a superar los problemas, fijaré ocho puntos claves en este momento:

1.     Los canales diplomáticos fueron remplazados por los canales de televisión: Poco a poco la relación diplomática entre los gobiernos se fue quedando sin canales, lo que llevó a que los asuntos más críticos, o se filtraran en los medios de comunicación (como fue el caso del acuerdo de cooperación militar estadounidense en bases colombianas, o de la negociación de las aguas marinas y submarinas en el Golfo de Maracaibo), o voluntariamente se dieran a conocer en medio de grandes espectáculos mediáticos, con todas las distorsiones que esta situación puede crear en los mensajes originales.

2.     Se privilegiaron las acciones de alto impacto: El manejo tradicional de la diplomacia, donde las notas revérsales, el llamado de los embajadores a consultas y otros mecanismos, hacían los procedimientos mucho más lentos pero al mismo tiempo creaban doctrina, pasó a un lado −en parte debido a la característica anterior−, para centrarse en marcar precedentes significativos que “detuvieran” a la contraparte. En este sentido, se puede ver con preocupación cómo fue aumentando el grado de las sanciones impuestas al otro en la relación. La escala común de valores entre los dos gobiernos, se hace cada vez más pequeña y al mismo tiempo concibe acciones que tengan mayor impacto. El escándalo público y las denuncias pasaron a ser recursos anteriores a la negociación y a la búsqueda de acuerdos comunes.

3.     La idea de una responsabilidad compartida se desdibujó en medio de la polarización: Cada día son más escasas las ocasiones en que los gobiernos abordan problemas binacionales bajo una lógica de responsabilidad compartida, en la que no habría ni “culpables” ni “inocentes”, y en la que necesariamente se debe reconocer que existen dinámicas que sobrepasan los límites territoriales y que sólo son posibles de manejar en conjunto. Desde Colombia se pidió colaboración y comprensión ante el conflicto interno, pero cuando la colaboración no se dio en los términos requeridos, se acusó a la contraparte de colaboración con los agentes desestabilizadores.

4.     Las instancias internacionales pasaron a ser vistas exclusivamente como tribunales de justicia: De ser lugares propicios para dirimir conflictos ante el juicio de contrapartes neutrales, se convirtieron en tribunales −así fueran exclusivamente simbólicos en la mayoría de los casos− en los cuales se buscó incriminar a la contraparte y extender la polarización de la relación. Muchas fueron las veces en las cuales se buscó más la sanción que la conciliación. Esta situación se hizo evidente no sólo en la OEA, sino en la Unión de Naciones Suramericanas, UNASUR, en el Grupo de Río y en las Naciones Unidas.

5.     Se implantaron agendas cerradas con intereses contrapuestos: Las relaciones entre los gobiernos de Colombia y Venezuela no mantuvieron una distancia adecuada entre la ideología que guía sus proyectos políticos internos y la relación que mantienen con otros países (principalmente con Estados Unidos, aunque esta situación se pueda extender también a países como Ecuador), de los necesarios contactos que deben mantener como países limítrofes con una compleja red de relaciones. A pesar de que los proyectos ideológicos de ambos gobiernos tienen profundas diferencias, como es evidente, el discurso que primó en la agenda no tuvo en cuenta el uso de un lenguaje común, avivando las diferencias y llevando a posiciones irreconciliables.

6.     Hubo una progresiva política exterior presidencialista sin los contrapesos necesarios: El presidencialismo exacerbado dentro de los países, sumado a la falta de los contrapesos necesarios −como operan otros sistemas presidencialistas−, llevó a que fueran pocas las veces en las que las Cancillerías tuvieran un papel protagónico en las decisiones, dejando toda la responsabilidad −y por añadidura todas las decisiones− en cabeza de un solo individuo.

7.     La política exterior se utilizó como herramienta para (des)estabilizar la política interna de los países: En razón de la anterior característica, la política exterior de los gobiernos centrales fue al mismo tiempo una herramienta para determinar la agenda política interna de los países. En momentos de coyunturas internas, la polarización frente al vecino se utilizó como la excusa perfecta para aliviar tensiones y asegurar capitales políticos. Una vez más se recurrió a la estrategia de generar proyectos de unidad nacional a partir de enemigos comunes.

8. Se sacrificaron las dinámicas fronterizas: Bajo el supuesto de que era mejor asumir los costos que ceder frente a la contraparte, la relación binacional llevó a que las consecuencias de las tensiones políticas entre los dos gobiernos, ubicados en el centro de los países, afectaran directamente a los habitantes de las poblaciones fronterizas. En varias crisis era más fácil volar de Bogotá a Caracas que cruzar por alguno de los puentes binacionales.

Reevaluar y reformular estrategias

Aunque parezca absurdo, la política parece haberse convertido en la peor enemiga de las relaciones colombo-venezolanas. Los discursos irreconciliables y fuera de cualquier límite, la falta de diplomacia y toda una suerte de acciones de parte y parte, son las razones de fondo que sustentan las características descritas anteriormente. Si bien cada gobierno tiene repertorios de acción muy diferentes, sus resultados muchas veces llegaron a ser los mismos.

Este 22 de julio, quedó comprobado que el largo camino de las relaciones binacionales tendrá que pasar por una reevaluación de algunos puntos mínimos de común acuerdo, y objetivos precisos que permitan definir responsabilidades compartidas. Así mismo, el gobierno entrante en Colombia deberá considerar hasta qué punto las estrategias del gobierno pasado fueron viables, formulando −o reformulando− una estrategia de política exterior que permita llevar a buen término las relaciones con los vecinos. En este sentido, agotadas todas las alternativas, el pragmatismo parece ser la guía correcta para el restablecimiento de las relaciones.

La insuficiencia del discurso centralista de los gobiernos puede evidenciarse en la forma en la cual, para llegar a instancias de cooperación como las que se esperaban −en temas tan delicados como los que se denunciaron en la OEA−, ambas partes contemplaron como posibilidad el que las relaciones pudieran romperse. Pensar de esta forma es desconocer las complejas dinámicas que operan en las fronteras nacionales, donde los gobiernos no pueden tener un control absoluto, así como tampoco pueden limitar el contacto con el otro.

A partir de la frontera

En este orden de ideas, en el sensible estado que se encuentran las relaciones entre los dos países, una verdadera estrategia que busque disminuir las tensiones deberá partir de la identificación, así como de la protección, de aquellos lazos que son irrompibles a pesar de la voluntad de los gobernantes. Este rumbo implicaría entonces una estrategia política inversa a la que hasta ahora primó en la relación binacional, donde desde Caracas y Bogotá se trazaban las directrices que iban a operar en los espacios de mutuo contacto. Agotadas las alternativas tradicionales ha llegado la hora de que los gobiernos tejan su relación desde la frontera, desde lo inevitable.

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*  Hugo Eduardo Ramírez Arcos: Politólogo de la Universidad del Rosario. Estudiante de la Maestría en Sociología de la Universidad Nacional de Colombia y becario en la School of Authentic Journalism (2010). Investigador del Observatorio de Venezuela de las Facultades de Ciencia Política y Gobierno, y de Relaciones Internaciones de la Universidad del Rosario.


[1] Arendt, 1995, páginas105 y 106.

Crack, ópio, colonização e capitalismo

Posted by Moisa | Posted in Imperialismo | Posted on 25-07-2010

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Ao ler o livro do poeta, comunista e amante dos mares Pablo Neruda, Pelas Praias do Mundo, me deparei com a sua experiência na Índia. Nesse pequeno capítulo ele se dedica escrever sua experiência com o Ópio. O escrito me pareceu muito mais próximo, aqueles que vivem no centro de São Paulo já naturalizam a expansão do Crack. A reflexão se faz necessária. O Crack leva a uma completa degradação humana. Com certeza, os motivos que levam uma pessoa a usar esta droga está relacionada com as mais diversas frustrações e ausência de perspectiva proporcionadas por esse sistema. Assim como outras drogas. Mas esta tem um poder especialmente destrutivo, me pareceu muito ao Ópio. Reproduzo aqui essa passagem. Ao mesmo tempo coloco um vídeo feito pela Coletivo Garapa que retrata muito bem a Crackolândia. A provocação está feita.

O Ópio

Havia ruas inteiras dedicadas ao ópio… Sobre baixos estrados de madeira estendiam-se os fumantes… Eram os verdadeiros lugares religiosos da Índia… Não tinham nenhum luxo, nem tapeçarias, nem almofadas de seda… Tudo eram tábuas sem pintura, cachimbos de bambu e encostos de louça chinesa… Flutuava um ar de decoro e austeridade que não eistiam nos templos… Os homens adormecidos não faziam movimento nem ruído… Fumei um cachimbo… Não era nada… Era um fumo caliginoso, morno e leitoso… Fumei quatro cachimbos e passei quatro dias doente, com náuseas que me vinham da espinha dorsal, que me desciam do cérebro… E um ódio ao sol, à existência… O castigo do ópio… Mas aquilo não podia ser tudo… Tanto se havia falado, tanto se havia escrito, tanto se havia havia remexido nas malas e maletas, com objetivo de se apreender nas alfândegas o veneno, o famoso veneno, o veneno sagrado… Tinha de vencer o asco… Tinha de conhecer o ópio, saber do ópio, ter condições de dar um testemunho… Fumei muitos cachimbos até que conheci… Não há sonhos, não há imagens, não há paroxismo… Há um debilitamento melódico, como se uma nota infinitamente suave se prolongasse na atmosfera… Um desvanecimento, um oco dentro da gente… Qualquer movimento, do cotovelo, da nuca, qualquer som distante de carro, uma buzina, um grito na rua passam a fazer parte de um todo, de uma repousante delícia… Compreendi que os trabalhadores das plantações, os diaristas, os homens que puxam riquixás o dia inteiro, todos os dias, ali entravam de repente e ali permaneciam, mergulhados na sombra, imóveis… O ópio não era o paraíso que me haviam pintado, o paraíso dos que buscam o exótico, mas a válvula de escape dos explorados… Todos os clientes daquele fumadouro eram pobres-diabos… Não havia nenhuma almofada bordada, nenhum indício da menor das riquezas… Nada brilhava no recinto, nem mesmo os semicerrados olhos dos fumantes… Descansavam, dormiam?… Nunca pude saber… Ninguém falava… Ninguém falava nunca… Não havia móveis, tapetes, nada… Sobre os estrados gastos, suavizados por tanto tato humano, viam-se pequenas almofadas de madeira… Nada mais, exceto o silêncio e o cheiro do ópio, estranhamente repulsivo e poderoso… Sem dúvida existia ali um caminho para o aniquilamento… O ópio dos magnatas, dos colonizadores, destinava-se aos colonizados… Os fumadores tinham na porta seu preço autorizado, seu número e sua patente… No interior reinava um grande e opaco silêncio, uma inação que amortecia a desdita e adocicava o cansaço… Um silêncio caliginoso, sedimento de muitos sonhos truncados que achavam seu remanso… Aqueles que sonhavam com os olhos semicerrados viviam uma hora submersos embaixo do mar, uma noite inteira em uma colina, gozando repouso sutil e deleitoso…
Desde então não voltei mais aos fumadouros… Já sabia… Já conhecia… Já havia apalpado algo inacessível… Remotamente escondido atrás do fumo…

Cracolândia
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“…No reflexo do vidro ele vê, seu sonho no chão se retorcer, ninguém liga pro moleque tendo um ataque,
Foda-se quem morrer desta porra de crack, relaciona os fatos com seus sonhos, poderia ser eu no
Seu lugar, ah, das duas uma eu não quero desandar, aqueles mano que trouxeram essa porra pra
Cá, matando os outros, em troca de dinheiro e fama, grana suja como vem vai não me engana, queria
Que deus, ouvisse a minha voz e transformasse aqui no mundo mágico de oz…

Queria que deus ouvisse a minha voz!!!! (que deus ouvisse a minhavoz) no mundo mágico de oz – 2
Vezes

Hey mano, será que ele terá uma chance, quem vive nesta porra,merece uma revanche…” (Racionais MC’s)

SEMINÁRIO INTERNACIONAL GUERRA E HISTÓRIA

Posted by rafah | Posted in Contra ou Cultura!!!, Educação, Imperialismo | Posted on 20-07-2010

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Divulgamos evento aberto que acontecerá na USP e discutirá a construção do mundo contemporâneo através das inúmeras guerras que pontuaram nossa história. Destacamos como de principal interesse duas mesas do dia 30 de setembro, uma sobre as guerras de libertação nacional – com a participação do professor de história da USP e militante do PSOL, Sean Purdy – e outra sobre as guerras atuais, o imperialismo e o terrorismo – com a participação de Plinio de Arruda Sampaio Jr. (filho de nosso candidato a presidente) e de Paulo Arantes (verdadeiro exemplo de intelectual engajado na luta dos oprimidos).

Aproveite!



GUERRA E HISTÓRIA

Simpósio Internacional

28 a 30 de setembro de 2010   –   Departamento de História (USP)

PROGRAMAÇÃO (AH: Anfiteatro de História – AG: Anfiteatro de Geografia)

28 de setembro (terça feira)

10 h. Conferência Inaugural: “GUERRA JUSTA” E CONSTITUCIONALISMO EUROPEU: Mario Fiorillo (Università di Teramo) (AH)

14 h. A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL E A AMÉRICA LATINA: Roney Cytrynowicz, Maria Helena Capelato, Rodrigo Medina Zagni, Alfredo Salun (AH)

14 h. PAZ E VIOLÊNCIA NA IDADE MÉDIA: Marcelo Cândido da Silva, Neri de Barros Almeida, Maria Cristina Pereira, André Pereira Miatello (AG)

17 h. GUERRAS NA ERA MODERNA E ESPAÇO MUNDIAL: Henrique Carneiro, Rodrigo Ricupero, Pedro Puntoni, Marco Antonio Silveira (AH)

17 h. A GUERRA CIVIL AMERICANA E OS EUA DE HOJE: Leandro Karnal, Everaldo Andrade, Jorge Grespan, Maria Helena P. T. Machado (AG)

19:30 h. GUERRAS PÓS-COLONIAIS NA ÁFRICA SUBSAARIANA: Kabenguelé Munanga, Raphael Bicudo, Leila Hernandez, Marina Gusmão de Mendonça, Valério Arcary (AH)

19:30 h. GUERRA MUNDIAL E HOLOCAUSTO ATÔMICO NO JAPÃO: Takashi Morita [sobrevivente de Hiroshima], Marcia Yumi Takeuchi, Nadia Saito, Fernanda Torres Magalhães, Sedi Hirano (AG)

29 de setembro (quarta feira)

10 h. GUERRA FRIA E ECONOMIA ARMAMENTISTA: Gilson Dantas, Angelo Segrillo, Pablo Rieznik, Joaquim Racy (AH)

10 h. CAPITALISMO AMERICANO E ECONOMIA DE GUERRA: Vitor Schincariol, Osvaldo Coggiola, José Menezes Gomes, Eduardo Perillo, Luiz E. Simões de Souza (AG)

14 h. GUERRA, GEOGRAFIA, GEOPOLÍTICA: Leonel Itaussu A. Mello, Wanderley M. da Costa, André Martin, Antonio Carlos Robert de Moraes (AH)

14 h. PAZ E GUERRA NO IMPÉRIO PORTUGUÊS: Ana Paula Torres Megiani, Márcia Berbel, Iris Kantor, Vera Ferlini (AG)

17 h. GUERRAS MUNDIAIS E GENOCÍDIOS: Samuel Feldberg, Pietro Delallibera, Ania Cavalcante, Heitor Loureiro (AH)

17 h. A GUERRA DO PARAGUAI E OS ESTADOS SUL-AMERICANOS: André Toral, José Aparecido Rolón, Gilberto Maringoni (AG)

19:30 h. GUERRA DE GUERRILHAS E DITADURA MILITAR NO BRASIL: Ivan Seixas, Carlos Eugenio Clemente, Antonio Roberto Espinosa, Arthur Scavone, Wilson N. Barbosa (AH)

19:30 h. GUERRA E REVOLUÇÃO NA FRANÇA JACOBINA: Carlos Guilherme Mota, Priscila Correa, Miguel Nanni, Modesto Florenzano (AG)

30 de setembro (quinta feira)

10 h. GUERRA E CINEMA: Marcos A. Silva, Wagner Pinheiro Pereira, Maurício Cardoso, Alexandre Hecker (AH)

10 h. A GUERRA CIVIL ESPANHOLA: CLASSES, POLÍTICA, LITERATURA: Francisco Palomanes, Valeria De Marco, Antonio Rago, Ana Lúcia Gomes Muniz (AG)

14 h. GUERRAS DE LIBERTAÇÃO NACIONAL (África Portuguesa, Oriente Médio, África do Norte): Lincoln Secco, Arlene Clemesha, Nina Cerveira, Marcos Napolitano, José Arbex (AH)

14 h. GUERRA NOS BÁLCÃS E PARTIÇÃO DA IUGOSLÁVIA: Tibor Rabóczai, Zeljko Loparic, Aleksandar Jovanovic, João Zanetic (AG)

17 h. GUERRA TENENTISTA E INSURREIÇÃO COMUNISTA NO BRASIL: Marly Gomes Vianna, Paulo Cunha, Yuri Costa, Pedro Pomar (AH)

17 h. GUERRAS DE LIBERTAÇÃO NACIONAL (Vietnã e Indochina, China, Cuba): José R. Mao Jr, Sean Purdy, Antonio Gouvea, Silvia Miskulin (AG)

19:30 h. GUERRAS DE HOJE, IMPERIALISMO, TERRORISMO: Jorge Altamira, Plínio de Arruda Sampaio Jr, Paulo Arantes, Peter Demant (AH)

19:30 h. GUERRAS NA AMÉRICA DO SUL NO SÉCULO XIX: Manoel Fernandes Souza Neto, Airton Cavenaghi, Márcio Bobik, Horacio Gutiérrez (AG)

Comissão Organizadora: Osvaldo Coggiola, Vera Ferlini (Cátedra Jaime Cortesão), Maria Cristina Cacciamali (Prolam-USP), Jorge Grespan, Lincoln Secco, Rodrigo Ricupero. Inscrições: Cátedra Jaime Cortesão (30911511), Prolam-USP (30913589). Inscrições por e-mail: www.fflch.usp.br/dh/guerra. Serão fornecidos certificados de freqüência (30 horas). Entrada Franca.

AH = Auditório da História

AG = Auditário da Geografia

Ambos na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP


Um preso duas medidas

Posted by Baltazar | Posted in Imperialismo | Posted on 16-07-2010

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Neste mês o governo cubano anunciou que libertará 50 prisioneiros políticos. O governo dos EUA vem a público elogiar a medida. E dizer que é um acontecimento positivo. Agora vem a nossa campanha: EUA libertem os seus presos políticos.

Ao norte da ilha encontra-se o território estadunidense. Este sim o grande defensor das liberdades políticas. Defende tanto a liberdade política que acabou de condenar o ex-funcionário do Departamento de Estado, Walter Kendall Myers, à prisão perpétua, e sua mulher a 81 meses de prisão, por terem espionado para Cuba durante três décadas. Sem contar o episódio de Mumia Abul Jamal, militante dos panteras negras, condenado a morte com provas forjadas, e que está a 27 anos no corredor da morte e isolado dentro de presídios norte americanos.

Claro, dizem os defensores do império, eles estavam conspirando contra a democracia estadunidense. Porem sobre os presos políticos de Cuba nada dizem que conspiravam contra o socialismo e a democracia da ilha. O silêncio e a hipocrisia continuam. Os yankees mantem preso 5 cubanos socialistas, acusados de se infiltrarem em grupos radicais de cubanos exilados na Flórida. O objetivo destes cubanos presos era justamente evitar atentados terrorista contra a ilha. Aqueles que arquitetam atentados contra Cuba ficam soltos e impunes, enquanto os que tentavam evitá-los seguem presos.

Esta é a cara da hipocrisia de nossa elite. Enquanto pressionam Cuba internacionalmente e o acusam de manter presos políticos se silenciam quanto aos presos políticos dos EUA. Aqueles que ajudam Cuba em solo americano são taxados de terroristas, já aqueles que conspiram a favor dos yankees na ilha são gentilmente taxados de opositores ao regime. Essa é a hipocrisia, um peso duas medidas.

SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO

Posted by rafah | Posted in Imperialismo | Posted on 14-07-2010

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O www.outubrovermelho.com.br é solidário à causa palestina, e por isso vem divulgar esse importante informe: existe um grupo de refugiados palestinos no Brasil que foram abandonados pelos governantes. Agora a sociedade civil se organiza para ajudá-los.

REDE DE SOLIDARIEDADE AOS PALESTINOS EM SITUAÇÃO DE REFÚGIO NO BRASIL

Faça parte da rede de solidariedade aos refugiados palestinos no Brasil que estamos tentando formar e para tanto abrimos uma conta bancária para receber contribuições voluntárias dos simpatizantes da causa palestina que servirá de suporte para a inclusão social dessas pessoas em situação de refúgio no Brasil que estão, desde que para cá foram trazidos em 2007, abandonados pelo estado brasileiro, sem condições de alcançar a auto-suficiência.

Elaboramos uma ficha “Compromisso de Adesão” para ser preenchida pelas pessoas que possam e queiram se comprometer a fazer depósitos de qualquer valor, mensais ou bimestrais. Temos no Brasil um grande número de militantes da causa palestina e um pouco de cada um será o bastante para que os palestinos no Brasil possam sair da exclusão social em que estão hoje.

Quem conhece a história do povo palestino sabe muito bem o quanto eles precisam de ajuda, seja refugiado no seu próprio país usurpado para a imposição do estado de Israel em suas terras, a Palestina, seja em outros países, como no Brasil. Pois bem, o que talvez poucas pessoas saibam é que no Brasil vivem hoje cerca de 130 palestinos que foram trazidos em 2007 e foram instalados em Mogi das Cruzes (SP), e Venâncio Aires (RS) depois de viverem por quase cinco anos no campo de refugiados de Ruweished (deserto da Jordânia). Antes, viviam como refugiados no Iraque (Bagdah), de onde tiveram de fugir sob ameaça de morte, após a invasão daquele país pelos Estados Unidos em 2003.

Quando foram resgatados do Campo de Ruweished para serem trazidos ao Brasil, muitas promessas lhes foram feitas mas não foram cumpridas e desde então, a grande maioria passa por muitas dificuldades, cinco já morreram, alguns não conseguem pagar o aluguel de onde moram e sofrem ameaças de despejo, e a outros falta até casa para morar e recursos financeiros para satisfazer as necessidades mais básicas do dia a dia, o que inclui comida e medicamentos de uso contínuo.

Quem estiver interessado em contribuir mensalmente basta me responder pedindo que eu envie em anexo a ficha, que deverá ser preenchida, escaneada e devolvida a mim em anexo para este mesmo e-mail. Enviaremos mensalmente as informações sobre a destinação dos recursos que houverem na conta e disponibilizaremos também tais informações no blog:

http://liberdadepalestina.blogspot.com

Para quem quiser fazer depósitos esporádicos, segue abaixo o nº da conta, e se possível me envie e-mail informando o dia e o valor do depósito:

Agência: 0350
Tipo: 013
Nº: 00020048-0

Por favor, peço que todos contribuam e ajudem a divulgar.

Mauro Rodrigues de Aguiar, integrante do Comitê Autônomo de Solidariedade ao Povo Palestino de Mogi das Cruzes/SP; e-mail: mroag@ig.com.br

http://www.palestinalivre.org/node/2108

Prepotência inaceitável de Israel

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 03-06-2010

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Israel criou o maior campo de concentração do mundo. Com 1,5 milhões de pessoas, a faixa de gaza é uma das maiores densidades demográficas do mundo. A região produz muito pouco alimento, pois tem pouca terra (Israel roubou a maioria) e muita gente. O que os nazistas de Israel quer é matar os palestinos de fome. E ainda vêm chamar a comunidade internacional de hipócrita. Não entra comida, água (Israel disviou rios que cortavam a faixa de gaza), remédio, e ainda por cima o exército treina tiros com alvos móveis e vivos. Qual a diferença entre Israel e Hitler?

Plínio Arruda Sampaio*

Novamente o governo de Israel dá uma demonstração de prepotência e desrespeito aos direitos humanos. E a vitima dessa violência não são apenas o Estado palestino e o povo de Gaza. Todos nós somos atingidos porque o ato criminoso afeta seriamente um direito que é de todos: o direito internacional.
O bombardeio do navio que levava alimentos e remédios para a população palestina sitiada na faixa de Gaza constitui uma violência que não pode deixar de receber a mais veemente repulsa da opinião pública mundial. Sem essa pressão, dificilmente a ONU conseguirá vencer a resistência dos Estados Unidos contra qualquer tipo de sanção ao seu aliado no Oriente Médio.

São tantas as violações do direito internacional cometidas pelo governo de Israel que corremos o risco de torná-las “acontecimentos banais”, aceitas como algo irremediável. Precisamos reagir contra essa tendência. Cada violação precisa ser repudiada com a mesma veemência da primeira e cada vez mais precisamos encontrar formas mais eficazes para combatê-las.
Nós, aqui no Brasil, precisaríamos pressionar o governo brasileiro para suspender as relações diplomáticas com o Estado de Israel até que a comunidade internacional imponha sanções efetivas ao governo desse país.
O meio de realizar essa pressão é o de sempre: o abaixo-assinado e a mobilização social. Estou levando a proposta à bancada federal do PSOL, a fim de que ela tome a iniciativa de provocar o Congresso e o Executivo. Mas não deve ser uma iniciativa partidária somente. Nossa bancada terá a delicadeza de não disputar nenhum hegemonismo no esforço que deve ser comum. Todos os partidos estão convocados.
Outra iniciativa importante é o boicote de produtos de Israel. Nos Estados Unidos, esse tipo de protesto costuma ser muito utilizado por demonstrar muita eficácia.
Outras possibilidades podem ser aventadas. Não podemos descartar nenhuma delas. O que não podemos é limitar-nos a um protesto formal cujo pouco efeito conhecemos.

* Artigo publicado nesta quarta-feira (2 de junho) na coluna ‘Contraponto’, espaço semanal divulgado pela versão eletrônica da revista Carta Capital (www.cartacapital.com.br).