Santayana e os indignados: a lógica de 99%

Indignados em Santiago de Compostela (Foto: Marília Amorim)

Os reflexos da indignação por Mauro Santayana

A direita mundial se articula para depreciar as manifestações do último sábado. É certo que elas foram menos expressivas nos países emergentes e nos mais pobres. Até mesmo para pensar e agir, é preciso comer antes. A maioria dos povos africanos, acossados pela fome, pelas endemias e pelos genocídios periódicos,  não têm como sair às ruas.  Nos países emergentes, em que as receitas neoliberais são contestadas, o crescimento  econômico alimenta a esperança.

O caso brasileiro é exemplar:  em momento de expansão da economia,  o sistema financeiro está controlado pela supremacia do setor estatal, graças às instituições que escaparam da sanha privatizadora, como o BNDES,o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. A luta contra a corrupção, que continua  atual e necessária, não conseguiu tampouco levar as multidões que vimos nas ruas, durante a campanha das diretas e no processo popular contra Collor, porque a cidadania teme a sua utilização contra a presidente Dilma Roussef. Há a percepção de  que ela se confronta com dificuldades  conhecidas e atua, dentro de seu limitado espaço de poder, para moralizar a administração e os costumes políticos e defender os interesses brasileiros no mundo.

É um engano achar que o povo brasileiro está alienado das questões mundiais – e isso se verá, no momento  necessário.      Os portavozes da direita, aqui e alhures, expressam seus desejos como constatações sociológicas. É o caso do mais obtuso dos políticos espanhóis contemporâneos, José Maria Aznar que, em entrevista ao jornal  El Universo de Quito,  domingo,  atribui “à extrema esquerda inexpressiva” o que começou na Tunísia, ampliou-se ideologicamente na Porta do Sol, em Madri, e se espalhou pelo mundo. Um dos cartazes exibidos em Nova Iorque é significativo: Wall Street acabou com o sonho americano. E como o sonho americano, graças à manipulação dos meios modernos de comunicação, se tornou o World Dream, o conluio político-militar-financeiro, globalizado transformou a utopia da felicidade individual em pesadelo.

Um dos eixos da história universal, na busca do equilíbrio entre os movimentos opostos, é o do conflito entre estado e sociedade. Estado e sociedade são, em princípio, uma só realidade. Essa idéia, fundada na concepção aristotélica da polis, foi restaurada por Hegel, em seus escritos juvenis. Mas a tensão interna sempre houve, e por uma razão elementar: a sociedade, como um todo, não consegue controlar diretamente o estado, a partir de certas dimensões, quando o número de habitantes se multiplicam  e crescem os conflitos humanos, exigindo legislação sempre mais complexa. O instituto da representação se faz necessário, porque a democracia direta  se torna inviável.

É nesse distanciamento entre o cidadão e o  poder, com a  intermediação dos agentes políticos e econômicos – como é do esquema clássico da filosofia da práxis -   que o Estado deixa de servir à sociedade nacional como um todo, e é apropriado pela classe dominante. Quando essa apropriação se torna intolerável, surge a revolução política. Como disse Vitor Hugo, ocorre, então, le retour du fictif au réel, e o Estado volta a ser absorvido pela sociedade inteira, mesmo que por pouco tempo. A grande utopia política é a de que, em algum momento da História, esse retorno se torne permanente.

O grande resultado dessas manifestações, que poderão, a partir de  certo momento de auge, diminuir de intensidade, é a reflexão dos intelectuais e dos povos. Há um axioma da física, o da inconstância do universo, cujas leis podem ser alteradas em qualquer momento – e a experiência com os neutrinos, se estiver correta, demonstra-o, ao desmentir Einstein-, que pode ser aplicada à inteligência. Os intelectuais, por comodismo ou convicção, são acometidos por certa ociosidade mental. Deixam de analisar a realidade em sua essência e em suas lições históricas, e se contentam em deslizar sobre as ondas superficiais do conhecimento, em adorná-las com recursos adjetivos. São os não-intelectuais, em seu saber feito de sofrimento, que costumam despertá-los para a ação, como está ocorrendo agora.

Por falar nisso, há declarações da Sra. Hillary Clinton que merecem ser cotejadas com o discurso de Lula, em Iowa. Falando de improviso, e com a razão do sentimento, o brasileiro resumiu as suas idéias na constatação de que o primeiro dos direitos do homem é o de comer. Assim, o primeiro dever dos governantes é o de trabalhar pela vida,  não pela morte. A Sra. Clinton disse que o seu país deve agir como agem a Índia e o Brasil, que, na condução de sua política externa,  colocam em primeiro plano a criação de empregos em seus países.

Ela se engana: nós não estamos fazendo nada mais do que imitar os Estados Unidos, que sempre agiam assim. Antes dela, outra secretária de Estado, Madeleine Albright – que, por coincidência,  se encontra no Brasil, dando conselhos a empresários nacionais – disse alto, e em bom som,  quando exercia o cargo, que o objetivo da política externa de Washington era o de garantir o pleno emprego para os cidadãos norte-americanos.

Ainda que o movimento dos indignados contra o neoliberalismo venha a  arrefecer-se por algum tempo,  retornará muito mais poderoso e mais amplo. Contraria a lógica que um por cento da população norte-americana (em outros paises é provável que a relação seja ainda maior) detenha 99% da renda nacional – conforme seus cidadãos indignados denunciam.

No Congresso, como anotou Paul Krugman em recente artigo, os republicanos parecem não ouvir o clamor das ruas, e não se dispõem a repensar seu dogma, mas, ao contrário, adotam uma versão ainda mais grosseira – tornando-se dele mesmo uma caricatura.

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Prioridade dos governos europeus são os bancos, e não as pessoas

Prioridade dos governos europeus são os bancos, e não as pessoas

O acordo Sarkozy-Merkel de domingo passado, garantindo a recapitalização dos bancos europeus afectados pela crise da dívida, ratifica que para eles a prioridade não são as pessoas, mas sim os bancos. Artigo de Orlando Delgado Selley.

Orlando Delgado Selley, La Jornada, via Esquerda.Net

Após a falência do Dexia, um importante banco franco-belga-luxemburguês, os governantes europeus estão prestes a decidir que o projecto social europeu morra para que os bancos vivam.

Há 50 meses a bolha imobiliária rebentou. Os grandes bancos centrais primeiro pensaram que era como os rebentamentos de outras bolhas e que podia resolver-se injectando liquidez nos mercados financeiros. Após as generosas injecções foi ficando claro que desta vez tratava-se de um problema maior, associado ao funcionamento do sector financeiro. Na realidade, o que rebentou foi a forma de funcionamento dos bancos, tanto comerciais como de investimento, juntamente com um novo sistema financeiro, a banca na sombra, que surgiu para operar à margem de uma regulação já por si lassa. Em poucos meses a recessão generalizou-se nas grandes economias, com impacto nas emergentes.

Praticamente, todos os governos do mundo entenderam que era indispensável tomar medidas para deter a recessão. Além disso, entenderam que as intervenções fiscais tinham que ser coordenadas mundialmente. O G-20 concordou com substanciais planos fiscais destinados a reverter o momento recessivo da crise. Houve programas de resgate das empresas bancárias, nos quais se utilizaram recursos públicos para salvar interesses privados. A imperante onda privatizadora neoliberal, vigente apesar da crise, impediu que os governos exigissem que os bancos resgatados passassem para o controlo governamental. Assim, os grandes bancos conseguiram subsistir como negócios privados.

Dois anos depois do Agosto negro de 2007, as economias desenvolvidas superaram a recessão graças aos programas fiscais e monetários aplicados. Pouco a pouco, o resto das economias do mundo foram tendo resultados positivos na produção, sem que se apresentassem problemas significativos nos preços. O FMI advertiu que era preciso manter os estímulos fiscais, enquanto não se consolidasse a recuperação. Apesar destes apelos, os bancos europeus exigiram que os países sobre-endividados garantissem o cumprimento das suas obrigações de crédito. A Grécia, primeiro, e depois a Irlanda e Portugal, tiveram que ser resgatados pela União Europeia para assegurar que garantiam os seus pagamentos aos bancos credores. Em troca, tiveram que reduzir drasticamente as despesas sociais.

Ao longo de 2010 na Europa, foi impondo-se como prioridade reduzir o défice fiscal e a dívida pública. Os mercados, isto é, os grandes investidores globais, ajudados pelas agências de rating, impuseram-se aos governos. Esta decisão política afectou o crescimento económico e a população, que tinha sido protegida dos impactos da crise com a cobertura estatal. A austeridade fiscal e as privatizações procuravam abrir espaço orçamental para cumprir com as exigências dos bancos credores. O projecto social europeu, inclusivo e solidário, foi perdendo a sua definição, convertendo-se em desigual e concentrador.

Protegeram-se os bancos e os seus donos com os recursos que antes se destinavam à população mais atingida. Os bancos europeus, no entanto, fortemente comprometidos com as dívidas soberanas exigiram maiores juros, dificultando o cumprimento dos programas de contenção fiscal. Em Janeiro de 2011, os problemas tinham-se agravado. A recuperação económica não se consolidou, de modo que a nova prioridade reduziu substancialmente o crescimento, complicando o cumprimento das metas fiscais.

Os problemas da zona euro ampliaram-se, abarcando a Espanha e a Itália, o que questionou a viabilidade da moeda única. O eixo franco-alemão foi respondendo com lentidão à crise da dívida soberana, contribuindo com isso para o incremento das dificuldades. A segunda volta do resgate grego, aprovada há meses pelos governos e ainda pendente da aprovação parlamentar em alguns países, demonstrou que as dificuldades não foram resolvidas e que é indispensável reestruturar essa dívida, reconhecendo perdas bancárias. Ainda que seja possível que o projecto social europeu subsista, isso não ocorrerá com estes governantes.

Orlando Delgado Selley é professor de economia da Universidade Autónoma da Cidade do México. Esse artigo foi publicado no jornal mexicano La Jornada, traduzido para português por Carlos Santos para Esquerda.Net

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Serra: morreu politicamente em perfeito estado de saúde

Serra: morreu politicamente em perfeito estado de saúde

Luis Nassif: A matéria abaixo, sobre José Serra, é um primor.

Desde que perdeu as eleições, Serra foi encolhendo dia a dia, semana a semana. Perdeu o PSDB de São Paulo, primeiro o do estado, depois o da capital. Perdeu o PSDB nacional. Mais que isso: viu-se escorraçado de qualquer decisão partidária. Perdeu o PSDB, o DEM, sem ganhar o PSD. Ficou apenas com o PPS. Ou seja, com quase nada.

Conseguiu apenas prêmios de consolação, um cargo sem mando no PSDB nacional, uma Secretaria da Cultura e a Fundação Padre Anchieta, no estadual. Mais nada. Rigorosamente: mais nada!

No plano nacional, está em tal petição de miséria que até seu aliado Roberto Freire ofereceu-lhe o albergue do PPS.

Mas a matéria diz que está ótimo, porque tuita, palestra sobre temas nacionais e “sempre teve mais cabeça estratégica do que tática”. Como assim? Qual a estratégia? Perder todas as batalhas nunca fez de ninguém um estrategista vitorioso. Em futebol existe a figura do “campeão moral”, a que Telê fez jus. Mas Serra, nem isso.

O homem que, mesmo sendo candidato derrotado do partido nas últimas eleições, não logrou juntar mais do que três (!) seguidores com votos – Freire, Aloisio e Jutahi – é apontado como grande estrategista e político que pensa o Brasil.

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II Festival de Vídeo nas Escolas

II Festival de Vídeo nas Escolas une rede pública e privada de ensino.

Em parceria com o Programa nas Ondas do Rádio, Associação Cultural Kinoforum, o Sinpro-SP e a Galeria Olido, o Coletivo Nossa Tela está organizando o II Festival de Vídeo nas Escolas 2011.

O Festival tem como objetivo exibir vídeos produzidos em escolas públicas e privadas de todo o Brasil e relatar experiências em educomunicação.

O evento será realizado na Sala Cine Olido, centro de São Paulo, entre os dias 14, 15 e 16 de outubro 2011, com exibições e com um seminário sobre a produção audiovisual no contexto escolar. Também teremos exibições itinerantes, em parceria realizada com a Mostra Coordenadas: Politica e Audiovisual entre Centros e Periferias do Coletivo Felco SP. Site do FELCO: http://felcobrasil.org/2011/coordenadas/

Divulguem e apareçam!

Mais informações: www.nossatela.com.br, oficinas@nossatela.com.br


 

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Ato dos Indignados 15 de outubro São Paulo

Concentração no Largo São Bento
Atividades a partir das 10h; Concentração 15 hrs
Venha para ficar!

Praças pelo mundo afora despertaram. Milhões de pessoas cansadas de autoritarismo, de democracias voltadas para os ricos, da farra do capital financeiro.

Há 500 anos, o Brasil é um país saqueado por políticos corruptos, ruralistas e empreiteiros gananciosos. O governo brasileiro segue dominado pela mesma elite que levou nosso país a um dos primeiros lugares em desigualdade social.

Temos muita coisa para mudar!
Precisamos construir uma nova forma de fazer política, queremos decidir os rumos em assembleias livres, amplas e democráticas. Queremos levar o debate a todas as praças do país.
Somos contra a política suja das negociatas, de um sistema que concentra o poder nas mãos de uma minoria que não nos representa, corruptos cuja dignidade está a serviço do sistema financeiro; queremos uma Democracia Real com participação do povo nas decisões fundamentais do país, muito além das eleições, essa falsa democracia convocada a cada quatro anos.

Transparência!
Não somos palhaços. A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 do jeito como estão sendo organizados servem apenas para os interesses dos ricos e de seus governantes. Estamos vendo uma verdadeira “faxina social” em nosso país, com a remoção de milhares de famílias das regiões onde serão os megaeventos esportivos. Os benefícios atingiram uma pequena parte da população. O sigilo do orçamento das obras da Copa, a flexibilização das licitações e a postura submissa do Brasil à Fifa e à CBF são um banquete farto aos corruptos.

Quem disse que queremos crescer assim?
Queremos um Brasil ecologicamente sustentável. Atualmente a política de desenvolvimento da matriz energética segue a devastação do meio-ambiente e do desrespeito aos povos originários, como a construção de Belo Monte, um atentado aos povos do Xingu. Não concordamos com o caminho que o governo federal está propondo – que prevê a construção de pelo menos mais quatro usinas nucleares até 2030 – no desenvolvimento de uma energia cara e não segura: Enquanto o Brasil segue com as usinas nucleares de Angra dos Reis, mesmo após a calamidade nuclear de Fukushima, há pouco incentivo às novas tecnologias energéticas sustentáveis, como a solar, eólica, de marés, para as quais o país possui enormes potenciais.

Equilibrado e para todos.
O agronegócio segue como um risco ao futuro. O desmatamento desenfreado, anistiado e estimulado pelo novo Código Florestal, segue transformando o Brasil numa grande fazenda de soja. Não há uma política séria de reforma agrária, de soberania alimentar e de preservação do meio-ambiente. Segue a destruição da Amazônia, o uso abusivo de agrotóxicos e a propriedade da terra cada vez mais concentrada.

Educar ou manipular?
Estamos fartos de que os meios de comunicação, que deveriam servir a população como ferramenta de educação, informação e entretenimento, sejam usados como armas de manipulação de massas, trabalhando para os mesmos políticos corruptos que deflagram o país em benefício próprio

Vamos colorir as praças com diversidade!
Ainda sofremos discriminação pela cor da nossa pele, por nosso sexo ou orientação sexual, por nossa nacionalidade, por nossa condição econômica. Queremos colorir as praças brasileiras com a diversidade do nosso país, que precisa ser livre, digno e para todos. Devemos ocupar, resistir e produzir decisões e encaminhamentos democráticos, onde a colaboração esmague a competição e a socialização destrua a capitalização. Não temos a ilusão de resolver todos os problemas em poucos dias, semanas, meses. Mas teremos dado o primeiro passo.

Chegou o momento em que todas as nações, todas as pessoas se unem e tomam as ruas para dizer: Basta! É hora de assumir a nossa responsabilidade e o nosso direito a uma vida livre e justa. 15 de outubro: um só planeta, uma só voz.

Evento Internacional:
http://www.facebook.com/event.php?eid=217223788318602

Eventos Nacionais:
https://www.facebook.com/event.php?eid=117904894971979
https://www.facebook.com/event.php?eid=146385872122731

Lista de eventos nacionais e internacionais relacionados com o 15.O:http://www.democraciarealbrasil.org/#eventos

Publicado em América Latina, Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento, crise econômica, Educação, homofobia, Imperialismo, internacional, machismo, Meio Ambiente, movimento sindical, movimentos sociais, O povo sai as ruas, Plínio Presidente, racismo, reforma agrária, Revitalização do Centro | Deixar um comentário

DEBATE – A CRISE É DESCULPA PARA O ARROCHO SALARIAL?!

Venha debater qual resposta a classe trabalhadora pode dar à crise do capital.

Mesa:

João Machado – Chefe do departamento de pós-graduação em economia – PUC SP

Fernando Silva(Tostão) – Jornalista e Editor da revista Debate Socialista

Sexta-Feira, 07/10, às 18:00 horas no ECLA

Rua da Abolição, 244 – Próximo à Câmara Municipal

Logo após, convidamos todas as categorias em luta a virem confraternizar ao som do Samba de Roda, com:

Raquel Figueiredo – Voz
Eduardo Santana – Violão
Mestre Kit – Percussão
Tiago Rojo – Bateria
E convidados
Apoio Cultural -R$ 6,00

Como chegar:

“ENQUANTO HOUVER GELO HÁ ESPERANÇA”

CONTATO: avessobancario@gmail.com

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II Festival de Vídeo nas Escolas 2011

II Festival de Vídeo nas Escolas une rede pública e privada de ensino.

Em parceria com o Programa nas Ondas do Rádio, Associação Cultural Kinoforum, o Sinpro-SP e a Galeria Olido, o Coletivo Nossa Tela está organizando o II Festival de Vídeo nas Escolas 2011.

O Festival tem como objetivo exibir vídeos produzidos em escolas públicas e privadas de todo o Brasil e relatar experiências em educomunicação.

O evento será realizado na Sala Cine Olido, centro de São Paulo, entre os dias 14, 15 e 16 de outubro 2011, com exibições e com um seminário sobre a produção audiovisual no contexto escolar. Também teremos exibições itinerantes, em parceria realizada com a Mostra Coordenadas: Politica e Audiovisual entre Centros e Periferias do Coletivo Felco SP. Site: http://felcobrasil.org/coordenadas/


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Mais informações: www.nossatela.com.br, oficinas@nossatela.com.br




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DEBATE – A CRISE É DESCULPA PARA O ARROCHO SALARIAL?!

Venha debater qual resposta a classe trabalhadora pode dar à crise do capital.

Mesa:

João Machado – Chefe do departamento de pós-graduação em economia – PUC SP

Fernando Silva(Tostão) – Jornalista e Editor da revista Debate Socialista

Sexta-Feira, 07/10, às 18:00 horas no ECLA

Rua da Abolição, 244 – Próximo à Câmara Municipal

 

Logo após, convidamos todas as categorias em luta a virem confraternizar ao som do Samba de Roda, com:

Raquel Figueiredo – Voz
Eduardo Santana – Violão
Mestre Kit – Percussão
Tiago Rojo – Bateria
E convidados
Apoio Cultural -R$ 6,00

Como chegar:

"ENQUANTO HOUVER GELO HÁ ESPERANÇA"

“ENQUANTO HOUVER GELO HÁ ESPERANÇA”

CONTATO: avessobancario@gmail.com

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Execução só é crime para os “outros”?

Execução só é crime para os “outros”?

Execução só é crime para os “outros”?
Por Brizola Neto, no Tijolaço

Nas últimas 24 horas, foram excutadas três pessoas, por sentença judicial

Uma no Irã: um jovem de 17 anos condenado por homicídio. Outra na China: um paquistanês condenado por tráfico de drogas.

Ambos os países merecem, por conta destas execuções, condenações internacionais por atentarem contra os direitos humanos.

A terceira pessoa foi executada nos Estados Unidos.

Troy Davis, um homem negro de 42 anos,  foi condenado à morte em 1991 pelo homicídio do policial Mark Allen Macphail em Savannah, no estado da Geórgia. Sete das nove testemunhas-chave  do julgamento de Davis retiraram ou alteraram o seu testemunho, algumas alegando coerção policial.

As dúvidas fizeram um milhão de americanos, entre eles o ex-presidente Jimmy Carter, e o próprio Papa Bento XVI pedirem a suspensão da execução. Inutilmente: Davis foi executado esta madrugada.

Direitos humanos e valores da civilização, para que se exija seu respeito universal, devem ser, também, universais.

Não podem valer só “contra” os países que destoam do coro ocidental e não valer contra o mais poderoso deles. E ainda mais quando este se arroga o direito de “polícia do mundo” a pretexto de defendê-los.

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30% das emendas da Assembléia de SP foram compradas

Conversa Afiada – 30% das emendas da Assembléia de SP foram compradas

À venda (só 30%)

Saiu no Estadão, pág, A4:

Ministério Público abre inquérito para investigar emendas da Assembléia de São Paulo.”

É o primeiro passo da investigação sobre denúncia do deputado Roque Barbiere (PTB): 30% das emendas aprovadas pela Assembléia são vendidas a prefeitos e até empreiteiras.

Teoricamente, o MP Estadual vai rastrear o orçamento e pedir nomes ao autor da denúncia.

Ele já disse que não vai dar nome nenhum: “não vou dedurar !”

Viva São Paulo, a Chuíça (*) do Brasil !

Clique aqui para ver o edificante vídeo !

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