Informe:

II Ato Campo-Cidade contra a Criminalização dos Movimentos Sociais

Interessantíssima proposta de ato político e cultural! Vamos ocupar os museus e as escolas! ——————————————————————- II Ato político-cultural campo-cidade Venha participar...

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PSOL SANTA CECÍLIA PROMOVE DEBATE SOBRE “ECOSOCIALISMO”, SOCIALISMO E NATUREZA

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Imperialismo, Movimento Negro, Revitalização do Centro, política institucional, reforma agrária | Posted on 16-11-2009

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No dia 15 de novembro, o núcleo de base do PSOL Santa Cecília organizou uma atividade de formação com a pauta “Eco-socialismo”, socialismo e natureza. Na abertura da atividade foram exibidos excertos do RodaViva da candidata do PV à presidência Marina Silva, nos quais ela defende a continuidade da política econômica adotada por FHC e Lula. O texto base para a discussão era o “Manifesto dos Povos da Floresta” de 2009, no qual os movimentos indígenas rechaçam a cooptação de suas lideranças, e a instrumentalização das entidades representativas dos indígenas para projetos que não representam os interesses das bases do movimento.

Ambos os materiais em breve estarão disponíveis em nossa página.

Hoje, explicitamos o nosso posicionamento formatado a partir da fecunda discussão:

bandeira zapatista

POSIÇÕES DO NÚCLEO DE BASE PSOL SANTA CECÍLIA SOBRE O DEBATE AMBIENTAL:

1 – Entendemos que defender um projeto de desenvolvimento sustentável é o mesmo que defender um projeto de capitalismo palatável.

2 – Não se deve reduzir o debate ambiental à questão amazônica. Fazê-lo significa fetichizar a floresta assim como fazem as mega-corporações capitalistas. O debate ambiental também é central nas cidades, e envolve as questões fundamentais do transporte público, do saneamento básico, etc.

3 – Não se deve opor o consumismo predatório a um suposto consumismo “consciente”. Ambos os modelos de consumo só servem aos interesses do capital, sendo que o último constitui mais um nicho de mercado do que uma estratégia de transformação social.

4 – É preciso refrear o processo de mercantilização da natureza, impedindo patentes genéticas, de sementes, de espécies, etc. Os recursos naturais não são necessariamente mercadorias.

5 – A candidata Marina Silva, apesar de toda sua história militante, não concorda com nenhum desses pontos, defende a continuidade com FHC e Lula, e apóia os setores “modernos” do agronegócio. Por isso somos absolutamente contra uma aliança utilitária-eleitoral entre o PSOL e o PV para as próximas eleições.

6 – O modelo político de projeto ambiental que defendemos é o modelo zapatista de desenvolvimento endógeno, que se baseia no princípio histórico da autodeterminação dos povos e que coloca na prática concreta um modo de vida alternativo ao capitalismo, estabelecendo uma outra sorte de relações entre o homem e a natureza.

DEBATE NO CENTRO DE SP SOBRE OS MOVIMENTOS SOCIAIS NO MÉXICO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 11-11-2009

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Divulgamos o ótimo debate que ocorrerá amanhã no espaço autogestionário e de luta Ay Carmela! no centro de São Paulo. Na pauta: os movimentos sociais mexicanos. !Ya Basta!

BIBLIOTECA TERRA LIVRE E ESPAÇO AY CARMELA!

Convidam todos interessados para participarem QUINTA, dia 12/11 as 19h do
VÍDEO-DEBATE:

* Após o Zapatismo: Movimentos Sociais no México e a atual conjuntura
sociopolítica *

Com César Ortega – Pesquisador da UNAM -Universidade Nacional Autônoma de
México e militante do Coletivo Jóvenes en Resistência Alternativa (JRA –
México) – http://www.espora.org/jra/

O JRA tem um trabalho de articulação e apoio com varias organizações e
movimentos. Impulsionam um processo de formação teórica, política e
articulação conhecido como “o outro seminário” –
http://www.elotroseminario.org Também têm um projeto editorial chamado “Bajo
Tierra Ediciones”.

Serão exibidos os seguintes vídeos:

* Movimento dos Atingidos pelas Barragens La Parota (Guerrero, México, 16
min.)
* A luta pela terra, liberdade e justiça (Frente de Povos en Defensa da Terra,
Atenco, 12 min)
* Radio indígena comunitária Ñomndaa, La Palabra del agua (Guerrero, Mexico,
14 min)

CARTAZ: http://img248.imageshack.us/img248/1467/cartazvideodebatecesar.jpg

LOCAL: ESPAÇO AY CARMELA!
Rua dos Carmelitas, 140 – Sé – São Paulo – SP
Saída Poupatempo do Metrô Sé, Travessa da Rua Tabatinguera
ENTRADA GRATUITA

SITE: http://ay-carmela.birosca.org

cartaz video debate cesar zapatismo mexico

O Retorno de Zelaya a Honduras

Posted by edutiao | Posted in Imperialismo | Posted on 22-09-2009

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Manuel Zelaya retornou a Tegucigualpa na manhã de ontem. Segundo relatou o Presidente Chávez, Venezuela, Zelaya enfrentou com quatro companheiros uma viagem de quatro dias a pé, por carro e até trator, para burlar o controle militar das fronteiras. O presidente deposto de Honduras buscou refúgio na embaixada brasileira na capital, e conclamou ao povo “que venha a me defender, a defender a democracia hondurenha”.

Milhares de Hondurenhos se dirigiram à capital, e ocupam hoje as ruas da cidade. Uma manifestação pacífica frente à embaixada chegou a somar mais de mil pessoas nesta manhã, apesar do toque de recolher que foi estabelecido pelo governo golpista na noite de ontem. A poucos minutos tropas militares e policiais arremeteram contra a concentração, com bombas de lacrimogêneo, balas de borracha e munição letal, e inclusive uma arma sonora atordoante, que efetivamente impediu que a concentração retornasse.

Segundo consta em alguns relatos, houveram bombas caindo dentro da embaixada brasileira, e uso de munição letal contra manifestantes, sem confirmação de mortes.

http://tercerainformacion.es/spip.php?article10047
http://www.tercerainformacion.es/spip.php?article10068

http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/8269073.stm

http://www.rebelion.org/noticia.php?id=91897 – Zelaya Retorno
http://www.rebelion.org/noticia.php?id=91900 – Honduras, ¿el principio del fin?, Atílio Boron

Tegucigualpa está militarizada. Foi fechado um canal de televisão – Canal 36 -, e diversas rádios populares, com destruição de equipamentos e prisões ilegais.

A pouco Celso Amorim e Lula se pronunciaram, rechaçando o Golpe de Estado, e reforçando que uma invasão à embaixada fere o direito internacional.

Para acompanhar:

http://chiapas.indymedia.org/honduras/ – Centro de Mídia Independente Honduras, muito material sobre o golpe!

Rádio Globo(não é como a nossa globo!) : http://96.9.147.21:8213/ para ouvir clicar em “Listen”. pode-se abrir com windows media, mas recomendo o VLC(www.videolan.org)

Telesur.net http://www.telesurtv.net/noticias/canal/senalenvivo.php

Canto Livre Canta a América Latina

Posted by edutiao | Posted in Imperialismo | Posted on 17-08-2009

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Grande apresentação do Canto Livre, no Espaço Calango de Teatro! Confira os vídeos.


Décimas Venezolanas, música popular venezuelana.


Para Que Nunca Más en Chile, de Sol y Lluvia.

Cadê a reforma agrária?

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo, reforma agrária | Posted on 11-08-2009

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Obama aprende com Lula: As Duas Caras de Obama na América Latina

Posted by edutiao | Posted in Imperialismo | Posted on 31-07-2009

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Não é pouco o que aconteceu nestes últimos trinta dias, um vendaval soprou a cortina de fumaça da “mudança”(Yes we can, Change, etc…) de Obama, em relação à America Latina, desta vez. Primeiro o golpe de estado em Honduras, que derrubou violentamente o governo de Zelaya, e continua perseguindo e assassinando diversos manifestantes – Obama diz que é contra, mas não move muito o corpanzil do Estado americano para pressionar de fato os gorilas hondurenhos. Segundo, o anúncio de duas novas bases militares americanas na Colombia do paramilitar Uribe, um aliado que seria, em condições normais, constrangedor para o progressista Obama.

Não mudou a política de estado do Grande Irmão, apesar do discurso liberal/progressista de Obama. Sem dúvida a escola Lula de política de estado – onde a personalidade do líder carismático é mantida a salvo das crises políticas ao custo do partido, do sindicato e da mobilização popular, ou seja, o líder se faz de santo enquanto o estado faz o que o capital quer – faz sucesso como alternativa conservadora com cara de esquerda.

Muda a cara da dominação pra não mudar nada. Seguem dois textos de Rebelión.org, boa leitura!


Las dos caras de Obama en Honduras


Claridad/Rebelión

Al cumplirse un mes del golpe de estado en Honduras, el campo de batalla se va deslindando con mayor claridad. Al inicio de la crisis, el pasado 28 de junio, parecía existir un acuerdo unánime entre todos los gobiernos de las Américas de condena al golpe, rechazo al gobierno de facto instaurado y reclamo por la restitución inmediata e incondicional del presidente constitucional Manuel Zelaya Rosales. Sin embargo, al correr de los días y las semanas, la unanimidad se ha hecho agua tras las maniobras diplomáticas de Estados Unidos por reinscribir el conflicto dentro de su tradicional estrategia imperial.

La política exterior de Estados Unidos hacia la América Latina parece correr sobre dos carriles: uno basado en la retórica del presidente Barack Obama a favor de una nueva relación con la América nuestra, respetuosa de su soberanía y autodeterminación, y otro basado en la continuación de las mismas prácticas expansionistas e intervencionistas del Pentágono, el Departamento de Estado y las agencias de inteligencia yanquis. En el caso de Honduras, la retórica de Obama brilla por su insustancialidad e inconsecuencia frente a la fuerza contundente de los hechos protagonizados por la diplomacia de su gobierno, con su arrogancia imperial de siempre. Para ésta, el objetivo más importante no es cumplir con el imperativo normativo establecido unánimemente por la OEA para que se restituya de inmediato y sin restricciones al presidente constitucional de Honduras, sino que aislar al bloque de países adscritos al ALBA (Alternativa Bolivariana de los Pueblos de Nuestra América), encabezado por la Venezuela bolivariana de Hugo Chávez Frías e integrada a su vez, entre otros, por Cuba, Bolivia y Nicaragua, gobiernos todos descalificados como enemigos bajo la anterior política exterior de George W. Bush y, según todos los indicios, también bajo el gobierno de Obama. En la medida en que Honduras, bajo la presidencia de Zelaya, estaba aliada al ALBA, ello ha sido suficiente para que la política exterior estadounidense se haya dado a la tarea de promover activamente una solución al conflicto que, para todos los fines prácticos, legitime los propósitos de los golpistas hondureños de poner fin a la agenda de cambios representada por su gobierno.

La dualidad que caracteriza la política exterior del gobierno de Obama muestra, por un lado, a un gobierno que se proyecta como conciliador aunque a su vez tolera aquellas fuerzas al interior de la estructura de poder en Washington que siguen pregonando y practicando, de mil y una maneras, abiertas y encubiertas, la misma política de fuerza de siempre. Es la política de “la zanahoria y el garrote” que ya nos había anticipado Obama en su campaña electoral. Si lo hace presionado por los rigores de la gobernabilidad, en el contexto de una compleja estructura de poder imperial que a todas luces no domina, o si lo hace por estar convencido de que carga con la misión de recuperar el liderazgo mundial de Washington en una era en que éste ha menguado considerablemente, poco importa. Los resultados son los mismos: la nefasta continuidad de políticas intervencionistas estadounidenses definidas estrictamente desde la óptica de sus intereses estratégicos imperiales y en total desconocimiento de la voluntad soberana expresa de nuestros pueblos.

Hillary Clinton, la principal encargada de la diplomacia de Obama, ha proclamado claramente que “la cuestión no es si EEUU puede o debe liderar, sino como liderará en el siglo XXI”. Al respecto abundó que “EEUU tiene la oportunidad, y una profunda responsabilidad de ejercer el liderazgo Americano para resolver problemas en acuerdo con otros. Este es el corazón de la misión de América en el mundo actual”. En fin, sea a las buenas o a las malas, Estados Unidos se propone ahora ejercer la hegemonía sobre el nuevo mundo multipolar que se ha ido abriendo paso.

De ahí que en los pasados días Clinton ha pasado de la tímida condena a los golpistas a la dilación del retorno efectivo de Zelaya a Honduras y su restitución como presidente con todas sus prerrogativas constitucionales. Su estrategia de apoyo velado a los golpistas se apuntala en las gestiones mediadoras del presidente costarricense Oscar Arias, quien tristemente se ha prestado para servir de burdo instrumento de la diplomacia yanqui. Incluso, en días pasados tuvo el descaro de opinar públicamente que fue un error de Zelaya incorporar Honduras al ALBA.

Denuncia al respecto el pasado lunes 27 de julio un editorial del periódico mexicano La Jornada que a estas alturas se ha hecho evidente “el papel de Óscar Arias como parapeto diplomático del régimen de facto implantado en esa nación, ya que cuando las diplomacias latinoamericanas confiaron al mandatario costarricense una tarea de gestión para negociar los términos del retorno de Zelaya a la presidencia hondureña, éste fue mucho más allá de sus atribuciones y formuló un plan –al que denominó Declaración de San José– que otorgaba beneficios políticos injustificados e inmerecidos a quienes son, de acuerdo con el derecho internacional y el hondureño, delincuentes: su participación en un gobierno de unidad nacional y la suspensión definitiva de la consulta que el mandatario constitucional pretendía realizar en torno a la reelección, lo cual fue una bocanada de oxígeno al entonces cercado régimen espurio, cuyos cabecillas se envalentonaron y rechazaron la propuesta”. Y puntualizan los editorialistas del prestigioso diario: “Debe considerarse, a este respecto, que más allá de la inadmisible perpetuación del gobierno espurio hondureño, el que se otorgue cualquier clase de premio político e institucional a los golpistas sentaría un precedente nefasto para el futuro de las democracias en el hemisferio; es indispensable, por tanto, impedir que proliferen sectores políticos tentados a usar la fuerza militar institucional para la obtención de cuotas de poder”.

Frente a las maniobras de Washington, el Mercosur acordó el pasado fin de semana expresar su firme respaldo a Zelaya y advirtió que no reconocerá las elecciones convocadas por los golpistas, las mismas que se pretenden validar bajo la propuesta Clinton-Arias. El documento suscrito por los presidentes reunidos en la Cumbre de Asunción expresó su rechazo a cualquier medida unilateral que adopte el gobierno de facto y exigieron la inmediata e incondicional restitución de Zelaya.

En un contundente gesto de rechazo, los países del Mercosur anticiparon que no considerarán válido acto unilateral alguno de parte del gobierno de facto de Honduras, ni siquiera el llamado a elecciones. La propuesta partió de la presidenta argentina Cristina Fernández, quien sostuvo durante el plenario: “No podemos tolerar lo que sería una ficción de un gobierno de facto que destituye a un gobierno democrático, luego se compromete a llamar a elecciones y entonces se reconoce ese proceso electoral posterior”.

“Es importante abordar la cuestión sin discursos inflamados, ni agresiones, pero sí con mucha decisión y precisión, que también debemos condenar cualquier intento de lo que denomino ‘golpes benévolos’, que serían destituir a través de una gestión cívico-militar a un gobierno constitucional, pasar un tiempo y luego convocar a elecciones –que seguramente tendrán la presencia de numerosos delegados internacionales– y de esta manera legalizar lo que constituye un golpe y entonces concebir la carta de defunción de la Carta Democrática de la OEA y también hacer una ficción la cláusula democrática de nuestro Mercosur”, puntualizó Fernández.

Luego de su intervención, la mandataria argentina recibió una llamada de Zelaya, en la que le agradeció sus palabras. Éste se hallaba todavía en Nicaragua, en anticipó a la breve y simbólica incursión que haría en territorio hondureño para luego regresar a territorio nicaragüense donde estableció su base de operaciones en Ocotal, contiguo a la frontera con su país, para forzar su retorno definitivo en coordinación con las fuerzas internas opositoras al golpe.

Por otra parte, el presidente paraguayo Fernando Lugo, exclamó también en la Cumbre que “Honduras es una herida que sangra”, añadiendo que “ese golpe no quedará impune”. Asimismo, el mandatario brasileño Luiz Inácio Lula da Silva fue contundente: “Lo de Honduras es un retroceso democrático que no se puede tolerar y con el que no se puede transigir”. Por su parte, el presidente boliviano Evo Morales se encargó de denunciar las dos caras de la intervención del gobierno de Obama en torno a la crisis hondureña y la existencia en Estados Unidos de unas fuerzas derechistas que promueven activamente el apoyo a los golpistas.

Son esas dos caras de Washington lo que llevó el pasado domingo a Zelaya a reclamarle a ese país “enfrentar con fuerza” a los golpistas. “Que deje de evadir el tema de la dictadura, que la enfrente con fuerza para saber realmente cuál es la postura de EE.UU. en relación a este golpe de Estado”, afirmó.

El autor es Catedrático de Filosofía y Teoría del Derecho y del Estado en la Facultad de Derecho Eugenio María de Hostos, en Mayagüez, Puerto Rico. Es, además, miembro de la Junta de Directores y colaborador permanente del semanario puertorriqueño “Claridad”.


¿A qué juega Uribe?


No cabe duda de que si a algo realmente grande tenemos que enfrentarnos hoy en día en Latinoamérica es a la desinformación. En el caso de las relaciones entre Colombia y Venezuela, el flagelo ha causado más víctimas que el virus H1N1. El último episodio de la saga tiene que ver con el “escándalo” que según el periódico El Tiempo y la revista Semana se ha levantado con el hallazgo de lanzacohetes AT4 entre el arsenal de las FARC. Hasta ahí todo estaría bien (doy por sentada la posibilidad de los montajes y las mentiras por parte del gobierno del Presidente Uribe), el problema es que por casualidad el único país que tiene AT4 es Venezuela; ergo, la guerrilla ha sido abastecida desde Caracas.

El embate está bien coordinado. El 15 de julio el diario inglés Finantial Times publicaba que Venezuela era acusada en un informe del Congreso norteamericano de corrupción en la lucha contra el narcotráfico. El 20 de julio la revista Jane´s publicaba que Colombia había incautado los AT4 en un campamento de las FARC, y que dichos lanzacohetes eran parte del arsenal venezolano desde los años 80. Lo que no dice Jane’s es que Colombia y Brasil también tienen AT4 entre su arsenal (aunque Semana lo niegue en su reportaje); ¿por qué tienen que venir de Venezuela exclusivamente? La respuesta está en los computadores personales incautados en el campamento de Raúl Reyes a principios de este año. Según el gobierno colombiano dos emails señalan a dos generales venezolanos efectivos y activos, entre los contactos directos con la guerrilla.

El caso del narcotráfico es más patético aún; no se entiende la insatisfacción del Congreso norteamericano con respecto a la lucha antidroga en Venezuela. UNODC en su informe 2009 manifiesta claramente que el 70% de la cocaína que Colombia produce es introducida en los Estados Unidos a través de la ruta Pacífico-Este hacia México; tan sólo 20% usa la ruta del Caribe. El informe también señala que ha habido un declive en la incautación de cocaína a nivel continental; de manera que el menor número de toneladas incautadas tiene más que ver con una tendencia general que con la negligencia del gobierno venezolano. Es México el país que le tiene que preocupar al congreso norteamericano, los carteles mexicanos son los que mandan a lo largo de Sinaloa y la frontera con Estados Unidos, y han sumido al país en una guerra que desangra a más policías que soldados en Iraq.

El gobierno del Sr. Uribe pretende que luego de invertir unos seis mil millones de dólares en armamento para combatir la insurgencia, las FARC se vayan a armar con chinas y bombas molotov para pelear. La innegable impericia del ejército colombiano para combatir en la selva lo obliga a hacer desde el aire lo que no puede en tierra; en la selva mandan las FARC, arrinconadas o no, le guste o no al gobierno. Su estrategia de bombardear ha ocasionado dividendos, cómo no, pero no termina de exterminar al archienemigo; para eso se necesita luchar y ganar en otro teatro de operaciones, el de la opinión pública y los medios de comunicación. Ganar la guerra en los medios de comunicación (al etiquetar a las FARC de narco y terroristas), garantiza la continuidad de la lucha armada y su aceptación por parte del público. Pero he ahí el problema del presidente Uribe, sus vecinos, Venezuela y Ecuador, son duros críticos del militarismo colombiano, son gobiernos de izquierda y están en contra de cualquier tratado de libre comercio y/o intercambio militar con los Estados Unidos.

Venezuela no puede ni debe ocultar sus problemas; es cierto que somos el país por dónde actualmente pasa más del 40% de la cocaína que se incauta en Europa. Para nadie es un secreto que los Guardias Nacionales se pagan las guardias en la frontera con Colombia y que esa Institución está sumida en niveles de corrupción difíciles de imaginar. Pero eso no es así desde que el presidente Chávez está al frente, lo ha sido desde siempre, y ha empeorado con el tráfico y producción de drogas del otro lado de la frontera. La droga es un problema colombiano, Venezuela ni siquiera es mencionada entre los países productores de hoja de coca; ¿por qué tiene Venezuela que doblar su gasto militar para prevenir el tráfico de estupefacientes cuándo la respuesta a ese problema colombiano es una salida pacífica y concertada por la paz? (esto, partiendo desde la perspectiva colombiana de que la guerrilla produce casi 80% de la droga colombiana). Por otro lado los generales venezolanos mencionados por Semana en su reportaje, son parte del grupo de bolivareros que son capaces de hacer cualquier payasada para congraciarse con el presidente Chávez; pero si la única acusación que hay en contra de esos oficiales son los emails “encontrados” en los computadores de Reyes, pues tendrán que trabajar más duro para implicar al mismísimo Chávez en este lío de faldas.

Seis mil millones de dólares se pudieran haber invertido en subsidios a la agricultura colombiana, a la implantación de cultivos alternativos y rentables, a la modernización del campo colombiano. El problema es que eso no satisface a las empresas que venden el veneno para las fumigaciones asesinas, ni a los conglomerados que venden las armas, ni a los terratenientes que ganan con los desplazamientos de campesinos más tierras para su producción, ni sirven de cabeza de playa para proyectos de dominación regionales. Entonces hay que voltear a Venezuela, a Ecuador, culpabilizar, movilizar a la opinión pública…

Con la derrota de las fuerzas del gobierno en la elección de autoridades en el Congreso colombiano, la tercera reelección de Uribe ha sufrido una herida fatal; ahora el presidente tiene que elegir a su mejor aliado para la presidencia. La opción del ex ministro Santos no es la más fiable para Uribe, ¿lo será Noemí? Qué casualidad que el principio de la ofensiva mediática comenzó en Inglaterra. ¿Tendrá que ver en alguna medida que Noemí Sanín fue hasta hace muy poco la Embajadora de Uribe ante la Corte de St. James?

O primeiro golpe de Estado de Obama

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 01-07-2009

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SUMMIT/AMERICAS

Eva Golinger

[Nota: Nesse momentos são 11:15 da manhã, horário de Caracas. Manuel Zelaya, presidente de Honduras, está falando ao vivo na Telesur, desde San José (Costa Rica). Confirma que esta madrugada alguns soldados entraram abrindo fogo em sua residência e ameaçaram de morte a ele e sua família, si se opusera ao golpe de Estado. Se viu obrigado a acompanhar aos soldados, que o transportaram a uma base aérea, de onde voou a Costa Rica. Solicitou que o governo dos Estados Unidos emita um comunicado em que se condene o golpe, pois o contrário significaria sua relação com o mesmo.]

Caracas (Venezuela). – A mensagem de texto que chegou no meu celular esta manhã dizia assim: “Alerta, Zelaya foi seqüestrado, golpe de Estado em marcha em Honduras. Divulgue.” Foi um duro despertar em um domingo pela manhã, sobretudo para os milhões de hondurenhos que se estavam preparando para exercer, pela primeira vez, seu sagrado direito ao voto em um referendo consultivo sobre a convocatória de uma Assembléia Constituinte para reformar a Constituição. Supostamente, a disputa se contra no referendo convocado para hoje, que não é vinculante, senão apenas uma pesquisa de opinião para determinar si uma maioria de hondurenhos desejam, ou não, que se inicie um processo para modificar a Constituição.

Uma iniciativa deste tipo nunca teve lugar nessa nação centro-americana, cuja constituição é tão limitada que somente permite uma mínima participação do povo hondurenho em seus processos políticos. Tal constituição, redigida em 1982, no momento auge da guerra suja do governo de Reagan em centro – américa, foi desenhada para instituir aqueles que detinham o poder tanto econômico como político pudessem mantê-lo com mínimas interferências do povo. Zelaya, eleito em novembro de 2005 pela plataforma do Partido Liberal de Honduras, havia proposto a pesquisa de opinião para determinar si a maioria dos cidadãos estavam de acordo em que era necessária uma reforma constitucional. Sua proposta foi apoiada pela maioria dos sindicatos e movimentos sociais do país. Dependo desses resultados, seria organizado um referendo durante as próximas eleições de novembro para votar sobre a convocatória de uma Assembléia Constituinte, mas a pesquisa prevista para hoje não era vinculante, quer dizer, não tinha caráter aprobatório, de acordo com a lei.

De fato, vários dias antes do previsto para o referendo, a Corte Suprema de Honduras declarou ilegal a petição do Congresso. É preciso sinalar que ambos, Congresso e Corte Suprema, estão controlados por maiorias contraria a Zelaya e por membros do ultraconservador Partido Nacional de Honduras (PNH). A ilegalidade deu lugar a manifestações massivas favoráveis ao presidente Zelaya. No dia 24 de junho, o presidente destituiu ao chefe do alto mando militar, o general Romeo Vásquez, depois que este se negou a permitir que os militares distribuíssem o material eleitoral para a consulta de hoje. O general Vásquez, manteve o material sob estrito controle militar e se negou a distribuí-lo, inclusive aos seguidores do presidente, com a desculpa de que a Corte Suprema havia declarado ilegal a consulta prevista e, portanto, não podia obedecer a ordem presidencial. Igualmente ao que sucede nos Estados Unidos, o presidente de Honduras é que somente o comandante em chefe tem a última palavra em qualquer ação militar, pelo que se ordenou a destituição do general. Ángel Edmundo Orellana, ministro de Defesa, também foi demitido como resposta a esta situação que estava cada vez mais tensa.

No dia seguinte, a Corte Suprema de Honduras restituiu em suas funções ao general Vásquez, ao declarar “inconstitucional” sua destituição. Milhares de hondurenhos saíram às ruas de Tegucigalpa, capital do país, em apoio ao presidente Zelaya, como mostra de sua determinação de assegurar que a consulta não vinculante pudesse acontecer. Na sexta-feira passada, o presidente e um grupo de centenas de seguidores, marcharam até a base aérea para recuperar o material eleitoral previamente seqüestrado pelos militares. Aquela noite, Zelaya realizou uma conferencia de imprensa nacional junto a um grupo de políticos de diferentes partidos e movimentos sociais, na qual se fez um chamado à paz e à unidade no país.

Ontem, sábado, se informou que a situação em Honduras era tranqüila. No entanto, na madrugado de hoje, domingo, um grupo de aproximadamente sessenta militares armados assaltaram à residência presidencial e tomaram Zelaya como refém. Depois de várias horas de confusão, começaram a filtrar informações segundo as quais o presidente foi transportado para uma base aérea e levado para a vizinha Costa Rica. Até o momento não existem imagens do presidente e se desconhece si sua vida está em perigo.

Por volta das 10 da manhã , horário de Caracas, Xiomara Castro de Zelaya, esposa do presidente, denunciou ao vido em Telesur que na madrugada do domingo, os soldados invadiram sua residência disparando, bateram no presidente e o seqüestraram.

“Foi um ato covarde”, disse a primeira dama referindo-se ao seqüestro, que se deu em uma hora em que ninguém podia reagir. Castro de Zelaya fez também um chamado para que mantivessem com vida a seu marido e indicou que inclusive ela desconhecia seu paradeiro. Acrescentou que suas vidas seguem em “grave perigo” e pediu que a comunidade internacional denunciasse este golpe de Estado e atuasse com rapidez para reinstalar a ordem constitucional do país, o qual inclui o resgate e regresso do democraticamente eleito Zelaya.

Evo Morales e Hugo Chavez, presidentes de Bolívia e Venezuela, realizaram declarações públicas na manhã deste domingo, nas quais condenaram o golpe de Estado em Honduras e fizeram um chamado para que a comunidade internacional reaja, no sentido de restaurar a democracia e que regresse ao seu posto o presidente constitucional. Na quarta-feira passada, 24 de junho, aconteceu na Venezuela um encontro extraordinário dos países membros do ALBA (Alternativa Bolivariana para as Américas) , da qual forma parte Honduras, com o fim de dar boas vindas à organização a Equador, Antigua, Barbados, San Vicente e Granadinas. Durante o encontro, ao qual participou Patrícia Rodas, ministra de Relações Exteriores de Honduras, foi lida uma declaração de apoio ao presidente Zelaya na qual se condenava qualquer tentativa de impedir seu mandato e o processo democrático de Honduras.

Informes provenientes de Honduras estabelecem que o Canal 8 da televisão pública foi tomada pelas forças golpistas. Há poucos minutos Telesur anunciou que os militares hondurenhos estão cortando a eletricidade do país. Segundo informou a Ministra Rodas em Telesur: “ A comunicação telefônica e a eletricidade estão cortadas. As televisoras emitem desenhos animados e telenovelas e não informam ao povo de Honduras o que está sucedendo. “ A situação é muito parecida ao golpe de Estado de abril de 2002 contra o presidente Chavez na Venezuela, quando os meios desempenharam um papel chave, em primeiro lugar manipulando a informação como apoio ao golpe e, posteriormente, eliminando qualquer informação, uma vez que o povo começou manifestar-se e terminou por derrotar as forças golpistas regatando Chavez, que também foi seqüestrado pelos militares, e restaurando a ordem constitucional.

Honduras é uma nação que foi vítima no século passado de ditaduras e múltiples intervenções dos Estados Unidos, entre elas várias invasões militares. A última intervenção importante do governo estadunidense em Honduras aconteceu durante os anos oitenta, quando o governo de Reagan financiou esquadrões da morte e paramilitares com o fim de eliminar qualquer “ameaça comunista” em centro-américa. Naquele momento, John Negroponte era o embaixador estadunidense ante ao governo de Honduras e foi o responsável direto do financiamento e treinamento dos esquadrões da morte hondurenhos que assassinaram e desapareceram com milhares de cidadãos na região.

Na sexta-feira passada, a Organização de Estados Americanos (OEA) convocou uma reunião extraordinária com o fim de discutir a situação em Honduras. Posteriormente se emitiu um comunicado no qual condenou as ameaças à democracia e autorizou a viajem a Honduras de um grupo de representantes da OEA. Não obstante, na sexta-feira, Philip J Crowley, secretário de Estado adjunto estadunidense, se negou a definir posição do governo estadunidense com respeito ao possível golpe de Estado contra o presidente Zelaya e, em seu luar, emitiu uma ambígua declaração na qual declarava que Washington apoiava a posição do presidente Zelaya. Enquanto que a maioria dos governos latino-americanos declararam sem nenhum gênero de dúvida sua mais rotunda condenação dos planos golpistas de Honduras e seu contundente apoio ao presidente constitucionalmente eleito, o porta-voz estadunidense anunciou: “Nos preocupa a ruptura do diálogo político entre os políticos hondurenhos sobre a consulta constitucional de 28 de junho. Instamos às partes a que busquem uma solução democraticamente consensuada ao atual beco sem saída político, que seja conforme a constituição e as leis hondurenhas referentes aos princípios da Carta Democrática Inter-america.”

Hoje, domingo, às dez e meia da manhã, Washington ainda não emitiu nenhuma declaração relativa ao golpe de Estado em Honduras. A nação centro-americana é muito dependente da economia estadunidense, que lhe assegura uma das principais fontes de ingressos, as transferências de dinheiro que enviam os hondurenhos que trabalham nos Estados Unidos sob o programa de “estatuto temporal protegido”, instaurado durante a guerra suja de Washington na década de 80 por causa da enorme imigração a território estadunidense para escapara da zona de guerra. Outra fonte importante de ingressos de Honduras é USAID, que injeta mais de 50 milhões de dólares anuais para programas de “promoção à democracia”, os quais habitualmente dão apoio a ONG e os partidos políticos favoráveis ao interesses dos Estados Unidos, como foi o caso na Venezuela, Bolívia e outras nações da região. O Pentágono também mantém a base militar de Soto Cano em Honduras, com aproximadamente 500 soldados e numerosos aviões e helicópteros de combate.

Patrícia Rodas, ministra de Relações Exteriores, disse que tentou repetidamente entrar em contato com Hugo Llorens, embaixador dos Estados Unidos em Honduras, mas até o momento não havia respondido a nenhuma de suas chamadas. O modus operandi do golpe de Estado deixa bem claro que Washington está implicado. Nem o exército hondurenho, cuja maioria foi treinada pelas forças estadunidenses, em as elites políticas e econômicas do país derrocariam a um presidente democraticamente eleito sem o apoio e respaldo de Washington. As forças conservadoras de Honduras submetem ao presidente Zelaya a ataques cada vez mais freqüentes por sua crescente relação com os países do ALBA, em particular com Venezuela e o presidente Chavez. Muitos estão convencidos de que este golpe pretende assegurar que Honduras não seguirá aproximando-se dos países mais esquerdistas e socialistas da América Latina.

Luta de classes em Honduras

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo, Revitalização do Centro | Posted on 30-06-2009

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Em Honduras milhares de pessoas se mantem nas ruas da capital Tegucigalpa. No interior mais pessoas estão em marcha para chegar a capital e se somar as manifestações. Na ONU, o presidente deposto Zelaya discursa e ganha apoio unânime da comunidade internacional. Os países vizinhos (El Salvador, Nicarágua e Guatemala) fecham as fronteiras e suspendem negócios com Honduras.

As elites do país teme um tiro no pé com o golpe. Realizam atos de apoio à “democracia” e diz que o país se vê livre do Chavismo. Mostram entrevistas com representantes do novo governo como o empresário Emilio Larach sobre quem citam as seguintes declarações: “estes acontecimentos ocorrem pela truculência do ex-presidente Zelaya por não escutar a vontade do povo e preferir ouvir a voz dos presidentes da Alternativa Bolivariana dos Povos da Nossa América”. Os meios de comunicação que não apoiam o golpe foram fechados e os que sobraram fazem vivas aos militares. Em rede nacional o “presidente” golpista diz que se Zelaya retornar ao país irá ver o sol nascer quadrado.

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O fato é que Zelaya retornará amanhã com membros da ONU, e os presidentes Rafael Correa, do Equador, e a madrinha Kirschner. Simultaneamente os movimentos sociais prometem um ato massivo para receber Zelaya. O dirigente da Via Campesina, Rafael Alegría, declarou à TeleSUR que “segue a resistência de nosso povo pela volta do presidente Manuel Zelaya. Neste momento realizamos uma manifestação muito grande no interior do país e se mantem a resistência, também está praticamente paralizado o país”.

Porem a repressão segue pesado como as prisões dos ônibus que se encaminham para a capital, conforme informa a Silvia Ayala, deputada do partido de Unificación Democrática de Honduras, inclusive metralhando ônibus que se encaminham da província onde nasceu o presidente Zelaya. Segundo as informações da deputada mais de 200 militantes se encontram presos neste momento.

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Golpe militar hondurenho se torna cada vez mais repressivo.

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 30-06-2009

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HONDURAS-COUP-UNREST

Leonardo Fernandes,

Caracas/Venezuela, 29 de junho de 2009.

O dia de hoje na capital hondurenha de Tegucigalpa foi marcado por forte repressão contra as mobilizações contra o golpe militar que se deu no país na madrugada do dia de ontem, domingo, 28 de junho.

Ao final da tarde de hoje, o governo golpista mandou seus efetivos fecharem os poucos veículos de comunicação que continuavam funcionando no país, principalmente os veículos internacionais que enviavam imagens desde Honduras para o resto do mundo. A equipe da televisora pública venezuelana Telesur foi detida pelos efetivos militares e para sua libertação foi necessária uma dura intervenção do embaixador de Venezuela em Honduras, que ainda se encontrava no país. O canal venezuelano é o único veículo internacional de comunicação que, desde o dia de ontem quando se deu o golpe. Além de Telesur, os poucos veículos independentes que continuavam informando a população hondurenha também foram fechados pelos militares, que alegaram questão de segurança o fechamento das televisoras. A jornalista da Telesur Adriana Sivori, assim como jornalistas da agência de notícias American Press (AP) foram detidos pelos militares e passaram por momentos difíceis em poder dos golpistas.

O presidente Manuel Zelaya, que atualmente se encontra na capital nicaragüense de Manágua, disse hoje que irá a Honduras na próxima quinta-feira junto à comissão da OEA que visitará o país neste dia.

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Com uma população completamente desarmada, ficou fácil para o governo militar reprimisse as manifestações que ocuparam as ruas de Tegucigalpa, provocando duas mortes, inúmeros de feridos e vários desaparecidos; muitos destes dirigentes de movimentos sociais. As mobilizações cumprem o plano de atividades dos movimentos sociais que pararam o país com uma greve geral sem duração prevista, segundo alguns dirigentes, até o retorno definitivo do presidente Manuel Zelaya a suas funções de chefe de estado de Honduras.

Muito importante também dizer da cobertura que alguns meios de comunicação privados do mundo têm divulgado informações falsas sobre os ocorridos em Honduras desde ontem. Muitos desses veículos, com o objetivo de deslegitimas o presidente democraticamente eleito Manuel Zelaya reportam que o golpe militar acontece diante da tentativa do presidente Zelaya de aprovar no domingo sua reeleição como presidente da república. Sendo que a consulta que se daria no domingo se tratava apenas de uma pesquisa de opinião popular para saber da aprovação da população sobre a possibilidade de se convocar uma assembléia constituinte. É importante dizer que a consulta não teria nenhum caráter aprobatório, e não dizia da reeleição do presidente, senão que a possibilidade de uma reforma da constituição hondurenha.

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Pela tarde, a Secretária de Estado norte-americano Hilary Clinton deu uma declaração dizendo que os Estados Unidos seguiriam com o compromisso de cooperação econômica com o governo hondurenho, e que o presidente Zelaya forçou toda a situação que ocorre em Honduras, ao insistir na convocação da consulta cidadã que ocorreria no domingo. Apesar de que pouco depois o presidente estadunidense Barack Obama tenha dado declarações de não reconhecimento a qualquer governos que não seja do presidente democraticamente eleito Manuel Zelaya, as declarações prévias da Secretária de Estado, demonstram que jamais estaremos enganados quando relacionamos os Estados Unidos com as intervenções fascistas de grupos militares de direita na região latino-americana, como o foi na Bolívia no ano passado, Venezuela em 2002, ou mesmo durante todos os sangrentos anos de ditadura militar em nossos países durante algumas décadas atrás.

No dia de hoje, várias reuniões se sucederam na capital nicaragüense de Manágua onde presidentes de todo o continente rechaçaram o golpe militar em Honduras e exigiram a restituição do presidente Manuel Zelaya no desempenho de suas funções como presidente do país centro-americano. Os presidentes dos países membros do ALBA – Alternativa Bolivariana para os povos das Américas, também de SICA – Sistema de Integração Centro Americana, Grupo do Rio, e convidados como o secretário geral da OEA José Miguel Insulza, permanecem na Nicarágua discutindo as medidas que serão tomadas no sentido de reverter a situação de golpe. O secretário da OEA também viajará a Honduras nesta quinta-feira, quando deve acompanhá-lo o presidente deposto Manuel Zelaya.

Também os países do ALBA decidiram por unanimidade retirar seus embaixadores de Honduras, assim como não reconhecer nenhum funcionário do poder público hondurenho que não faça parte do governo legitimamente eleito de Manuel Zelaya.

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Golpe Militar em Honduras

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 29-06-2009

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Desde ontem Honduras vive convive com o governo golpista dos militares. Apoiado pelos meios de comunicação local, e internacional, pouco se fala do ocorrido. As fontes são praticamente as mesmas para as notícias e o que se recebe por um viés de esquerda são das agencias bolivarianas como o texto abaixo. Em Honduras se prepara uma greve geral para hoje, e na Venezuela multidão se aglutina para exigir a volta do presidente Zelaya.

Neste momento é fundamental exigir a retirada dos militares e a volta do presidente constitucional. Mesmo porque Honduras já serve de base militar para os EUA e as novas ações do império sobre a América Latina é para desarmar o sentimento de “unidade” latino-americano. Neste momento há um deslocamento do campo de força no continente, que migra de governos subservientes ao interesse do império para um grupo que se aglutina ao redor da Venezuela, que vão desde o governo Revolucionário Cubano, a políticos liberais como o deposto Zelaya.

Povo Venezuelano nas ruas contra o golpe em Honduras.

Povo Venezuelano nas ruas contra o golpe em Honduras.

As forças populares hondurenhas convocaram a partir desta segunda-feira uma greve geral permanente em apoio à constitucionalidade do Presidente da República Manuel Zelaya, que neste domingo foi objeto de um golpe de estado, orquestrado por uma conspiração político-militar avalizada pelo Congresso Nacional Hondurenho.

A representante do Sindicato de Trabalhadores do Registro Nacional de Pessoas, Maritza Somoza, informou que a iniciativa está respaldada por todos os trabalhadores do país centro-americano, pelas confederações e pelas organizações de âmbito laboral de Honduras.

Somoza destacou que o setor laboral do país possui uma profunda motivação para respaldar o Presidente Constitucional de Honduras, devido a que o governo de Zelaya foi o único que outorgou dignidade aos trabalhadores hondurenhos.

“É a primeira vez que um Presidente nos dá dignidade”, enfatizou Somoza, que ademais destacou que em resposta a essa condição digna reivindicadora outorgado pelo governo constitucional de Manuel Zelaya, a bandeira do povo hondurenho agora será a convocatória de uma Assembléia Nacional Constituinte.

A respeito, referiu: “A bandeira do povo hondurenho já não será a consulta, na qual estávamos participando de maneira simbólica, senão que agora será a convocação da Assembléia Nacional Constituinte. (…) Porque agora o que queremos é um governo que esteja diretamente nas mãos do povo”.

A resistência e a condenação do golpe de Estado contra o Presidente Zelaya, inclui ademais a familiares e amigos do resto dos países da região, que manifestaram sua disposição de trasladar-se até a irmã República de Morazán em prol de apoiar o Presidente Constitucional de Honduras.

Venezuela na Luta contra o golpe em Honduras.

Venezuela na Luta contra o golpe em Honduras.

Essas ações refletem ─ expressou Somoza ─ o despertar do povo hondurenho.

A respeito, destacou: “Este povo fora apático e nunca vimos as pessoas responderem dessa forma”.

A representante sindical referiu que, enquanto por um lado a força social mais importante do país como é o fator laboral desempenha ações em apoio ao Presidente Zelaya, a burguesia foge do país, retirando seus filhos e distanciando seus  interesses econômicos.

Sobre este ponto, mencionou que, pese a que o Governo constitucional perdoou uma dívida de mais de 8 mil 700 milhões de lempiras (moeda de Honduras), concentradas em diversas empresas privadas, a burguesia hondurenha não reconhece a violação do direito constitucional que se produziu contra o único Governo, legítimo ademais, que lhes exonerou de tão majestosa dívida sem prejuízo de seus interesses como geradores de capital.

Somoza indicou que a cifra real de 8 mil 798 milhões de lempiras de dívida de empresas privadas, está registrada numa lista que possuem os trabalhadores da eletricidade de Honduras.