Informe:

Bônus ou “bicho” para professores

Segue duas matérias, a primeira refere-se às declarações de Plínio em atividade promovida junto à Associação Comercial de São Paulo no qual, entre outros, critica Serra pela política de Bônus implementada na escola pública de São Paulo (retirada do portal UOL). A outra, uma matéria...

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Porque votar sim

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo, política institucional | Posted on 15-02-2009

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chav

Neste domingo, 15 de fevereiro, os venezuelanos irão as urnas para decidir se os representantes do executivo (prefeitos, governadores e presidente) poderão se reeleger continuamente. Por quantos mandatos o povo achar necessario. E do resultado das urnas depende a continuidade do processo revolucionario.

Já disseram uma vez: “Pobre do povo que precisa de ídolos.” A continuidade do processo revolucionário requer justamente que criemos milhares, milhões de ídolos para que justamente ninguem o seja. A Venezuela revolucionária criou, e ainda cria, milhares de lideres populares. Camaradas que dedicam sua vida ao triunfo do socialismo no pais. E justamente para reduzir o papel dos idolos consolidaram um partido. Para tirar das mãos do Chavez e colocar na organização coletiva o poder decisivo do processo. E a criação do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) foi saudado como um novo pólo organizador. Que podesse superar a figura do presidente e ser o porta-voz da revolução neste pais. Agora a pergunta que se segue é porque, mesmo com a criação do partido, ainda se faz necessário a figura do Chavez para ampliar as reformas e caminhar rumo ao Socialismo?

Primeiro e principal motivo pelo voto Sim é a continuidade do processo revolucionário. A continuidade das ocupações e estatizações das fabricas. A continuidade das missiones, do poder popular, que não apenas trouxe dignidade ao povo, mas que colocou homem e mulheres no centro da nova sociedade. Que faz com que as pessoas compreendam seu papel de agente histórico e levem adiante o processo revolucionário, não seguindo mais as ordens dos meios de comunicação, dos padres, dos economistas, e das ditas “pessoas de bem”. O segundo motivo que nos leva a votar pelo sim é o complexo jogo de xadrez que vive a Venezuela e o mundo em meio a mais uma crise. O preço do petróleo despencou, e isso trará sérios problemas para a economia, facilitando o discurso da direita.

Dentro da base de apoio do governo encontra-se os reformistas mais moderados, remanescentes da IV república e os revolucionários. Chavez é justamente o nome de unidade entre esses setores. Se o PSUV perder as eleições, não terão um nome que possa fazer a sintese entre esses setores. Deflagará uma disputa que dividirá os “bolivarianos” em ao menos dois polos diferentes. Facilitando a volta da direita.

Votar Sim é apostar no fortalecimento dos instrumentos de organização dos trabalhadores. Votar Sim para garantir que os “esqualidos” passarão bem longe de Miraflores. Votar Sim para avançar rumo ao socialismo.

VIVA YESSIE PARA SEMPRE. VIVA A LUTA TUPAMARO.

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento, política institucional | Posted on 13-02-2009

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tupamaro

No dia 3 de fevereiro morreu em Montevideo Yessie Macchi, de 62 anos. Yessie Macchi foi uma importante lutadora pela liberdade dentro do MLN-Tupamaros, contra a ditadura militar uruguaia na década de 1970. Depois de 13 anos de prisão e torturas, a partir de sua soltura em 1986, continuou lutando por direitos humanos e pelas mulheres. Também foi fundadora da agência independente de notícias COMCOSUR.

O texto que segue é uma homenagem de seus companheiros de COMCOSUR:

“Timonel que sigue un rumbo
no suelta nunca el timón.
Ya navegue contra viento
o ciego en la cerrazón “

Raúl Sendic
(fragmento de Los timoneles)

VIVA YESSIE MACCHI PARA SEMPRE !!!

Há poucas horas Rolando ligou – seu companheiro até o último suspiro – para nos dizer que o coração de Yessie não pôde mais,

Muitas vezes a morte passou ao seu lado – demais – mas Yessie com o estilo do toreiro e com sua valentia sem limites soube esquivar.

Como o toreiro, muitas vezes saiu a lhe buscar, mas sempre deu esse passo justo que lhe permitiu seguir lidando. Nos acostumamos a que sempre tinha uma estratégia nova para vencer-la, tanto nos convenceu que agora é dificil aceitar o previsível.

Rebelde como poucos, tupamara sempre, reivindicou cada ato, cada dia, cada ação de sua vida, de seu presente guerrilheiro, de sua condição de mulher, de mãe, de companheira, de irmã, de filha.

Nada será igual, porque Yessie deixa marcas, porque não passou desapercebida pela vida, por marcou sempre o campo, porque foi a todas as batalhas, ganhando e perdendo, mas sempre lutando.

Aqui nesse pequeno recanto que foi Comcosur para ela, desde sua fundação há 15 anos, deu-nos a fortaleza e a convicação de lutar pelo que pensamos, de acompanhar todas as lutas, de não colar para que todas as vozes oprimidas, e em especial das mulheres, fossem sempre um grito com toda a força que dispomos.

A Paloma sua primeira filha, a Rolando companheiro final que a amou e cuidou como poucos e a Yvette sua irmã de sempre, nosso abraço com a dor da morte e com a alegria de formar parte dessa vida tão intensa e rica como a de Yessie.

Yessie, não te dizemos adeus, gritamos: VIVA YESSIE PARA SEMPRE !!!

Compañeras y compañeros de COMCOSUR:

Beatriz Alonso, Martha Yaniccelli, Mauricia Castro, Cecilia Duffau, Antie, Verónica Verdía, Costanza Casanova, Marga Cousillas, Perla Dutra, Regina Weps, Andrés Capelán, Jorge Díaz, Henry Flores, Carlos Ramos, Agustín Casares, Eduardo Curuchet, Jürgen Moritz y Carlos Casares

” Es hora
de repasar todas las fechas
todos los rostros
todos los pasos

Es hora
de proyectar todas las fechas
todos los rostros
todos los pasos. “

Yessie Macchi
Penal de Punta de Rieles / noviembre de 1984

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En Bolivia comienza a circular periódico Cambio para contrarrestar guerra mediática

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 23-01-2009

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El rotativo viene a contrarrestar la guerra mediática contra el gobierno progresista de Evo Morales. Su costo es muy bajo, de apenas 30 centavos de dólar y circula por todo el país.

Miles de ejemplares de la primera edición del periódico estatal “Cambio”, circulan este jueves por toda Bolivia, como una medida para contrarrestar las campañas de los grandes medios privados de comunicación contra el gobierno encabezado por el presidente Evo Morales.

“Agresiones, humillaciones y mentiras tras mentiras de algunos medios de comunicación nos obligaron a crear este diario”, explicó  Morales durante el lanzamiento oficial del rotativo en el Palacio de Gobierno.

El gobernante, que este día presenta ante el Congreso boliviano el informe de sus tres años de gobierno, explicó que los 33 periodistas que laborarán en “Cambio” tienen la misión de decir la verdad en aras de mantener bien informada a la sociedad.

Líderes políticos y legisladores presentes en la ceremonia destacaron la importancia del diario, cuyo  precio es muy bajo: 2 bolivianos (30 centavos de dólar).

“Estamos en presencia de un instrumento educativo por su objetividad y tratamiento de la realidad”, aseguró el ministro de Educación, Roberto Aguilar, para quien el nuevo rotativo contribuirá sin dudas a la formación y la cultura de los ciudadanos.

Por su parte, el portavoz presidencial, Iván Canelas, señaló que Cambio “no pretende humillar ni agredir a nadie”, sólo busca cumplir las expectativas de los usuarios.

“Hemos conversado con mucha gente y la mayoría coincide en la necesidad de un periódico que no les mienta ni les tergiverse los acontecimientos”, agregó el vocero.

La salida a la luz pública del medio fue reservada para el tercer aniversario de la llegada a la presidencia de Morales.

“Cambio” se suma a la red de emisoras Radio Patria Nueva y al canal 7 para formar un bloque de medios gubernamentales de información.

Desde finales del año pasado el jefe de Estado denuncia la complicidad de periódicos y televisoras con los sectores de la oposición empeñados en desacreditar al Ejecutivo ante la opinión pública.

FONTE: TeleSUR – Prensa Latina / mm – FC

Nosso 11 de setembro III

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Imperialismo | Posted on 11-09-2008

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Há exatos 35 anos a direita fascista, em nome do império norte-americano, destruiu o sonho do povo chileno de se libertar. Impediu o povo chileno de escolher o seu próprio caminho. E, como sabemos, a burguesia quando não consegue o que quer utiliza os mais brutais métodos.

Para relembrar e saudar o legado da luta deste povo colocamos no ar no dia de hoje a canção Venceremos, de VIctor Jara. Está música se tornou o hino da Unidade Popular. Em 1970 os socialistas triunfavam nas eleições presidenciais, e a multidão invadia as ruas de Santiago para comemorar a vitória de Salvador Allende. Víctor, que havia participado intensamente da campanha, viu sua canção “Venceremos” transformar-se em hino de esperança na garganta de operários e camponeses. A partir dali, ele se tornaria o embaixador cultural do governo socialista, adquirindo prestígio internacional.

Plegaria a un labrador

Era uma quarta-feira de cinzas na América Latina, e cerca de 5 mil presos já lotavam as dependências do Estadio Nacional quando Víctor foi reconhecido por El Príncipe, um violento oficial de cabelos ruivos encarregado da triagem. (“¡Che tu madre! Vos sois el cantor de pura mierda!”) Do outro lado do portão, na tentativa de salvar o amigo, alguns colegas ainda tentaram confundir o militar, gritando “eu é que sou Víctor Jara!”, “eu é que sou!”, “eu é que sou!”

Mas o compositor, num gesto extremo de coragem e dignidade, levantou o braço, e cantou os primeiros versos de “Plegaria a un labrador” – a canção que anos atrás, naquele mesmo estádio, o transformava no maior expoente do movimento folk em seu país.
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¿Es tuya la guitarra, cabrón?

Víctor então é empurrado da fila por um soldado, e cai aos pés do oficial ruivo. Recebe coronhadas nos testículos, nos rins, e chutes no rosto. Sob a mira das metralhadoras, seus companheiros contemplam em pânico o caldo de sangue que começa a cobrir os olhos e os cabelos do cantor.

(Mas Víctor não se queixa. E a cada golpe, brilha um sorriso em seu rosto – o mesmo sorriso com o qual nunca deixou de cantar o amor pelo povo, e a esperança de revolucionar o mundo.)

Depois de algumas horas de tortura inenarrável, El Príncipe ordena que as mãos de Víctor sejam amarradas com arame farpado. Bastante ferido no rosto, e com várias costelas quebradas, ele é atirado num dos corredores do estádio, onde é obrigado a permanecer, sem comida nem água, até a tarde de quinta-feira, 13 de setembro de 1973.

(De repente, surge um soldado com um violão destroçado entre os braços: “¿Es tuya la guitarra, cabrón?”)
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¡Venceremos!

Víctor está sentado ao lado de um companheiro, que limpa as feridas de seu rosto dilacerado pelos golpes de fuzil. Seu nome é Boris Navia. (De súbito, Víctor pede lápis e papel.) O amigo então lhe oferece um caderno, e o cantor começa a escrever – mas é rapidamente interceptado por El Príncipe, que, indignado com a audácia do “poeta”, começa a insultá-lo: “¡Yo te enseñaré ahora, hijo de puta, a escribir canciones chilenas y no comunistas!”

(Víctor então é arrastado até o centro do estádio, onde está localizado um grande palco de madeira. Todos estão em pânico – “Traigan la guitarra”, ordena o oficial.)

Silêncio. El Príncipe sorri. Ao sinal do militar, dois soldados começam a golpear as mãos de Víctor Jara – uma, duas, cem vezes – esmagando com cuidado todas as falanges de seus dedos indefesos. (Aquelas mãos, que outrora tangiam os últimos acordes de esperança ao sofrido povo do Chile, agora, pouco a pouco, eram esfaceladas pela histeria fascista daquele oficial ruivo – até estarem completamente separadas do corpo.)

Um dos soldados sai para vomitar. O outro, agarrado ao fuzil, ainda golpeia a nuca de Víctor. El Príncipe acende um cigarro: “¡No estoy escuchando, hijo de puta! ¿No vas a cantar, carajo?” – e depois, com muita força, joga o violão sobre o corpo do compositor, para então soltar uma gorda baforada de divertimento.

(No entanto, em meio à fumaça, Víctor levanta os braços – e deixando as duas mãos dilaceradas sobre o palco, convida a multidão a transformar em música o sangue da sua tragédia: “¡Venceremos! ¡Venceremos! ¡La miseria sabremos vencer!”, ele canta… canta… canta… E o povo, entre lágrimas de terror e revolta, começa a acompanhá-lo.)

E esta foi a última vez que “el cantor” Víctor Jara foi visto com vida.

Texto original

http://www.navevazia.com/chimiageral/2007/11/el-estadio-vcto.html

Nosso 11 de Setembro II

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 10-09-2008

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CHILE

Trecho do Artigo de James Petras A autogestão dos trabalhadores em perspectiva histórica.

No Chile, sob o governo de Allende (1970-73) mais de 125 fábricas estavam sob o sistema AGT (autogestão dos trabalhadores). Perto da metade controlada por funcionários públicos, o outro cinqüenta por cento por comissões de trabalhadores nas fábricas. Estudos demonstraram que as fábricas baixo AGT eram muito mais produtivas, eficientes e com menos ausentismo que as fábricas estatais sob gerência centralizada. O movimento AGT criou “cordões industriais” que coordenavam a produção e a auto-defensa contra os ataques capitalistas. Nas fábricas exitosas controladas desde abaixo, as disputas entre o partido e o sindicato estavam subordinadas ao poder das assembléias populares nas quais todos os trabalhadores da fábrica participavam. A AGT defendia às fábricas do fechamento, protegia o emprego dos trabalhadores e melhorava consideravelmente as condições sociais de trabalho. Mais importante, propulsava a consciência política dos trabalhadores. Desafortunadamente, as AGT tiveram lugar sob um regime socialista parlamentar e um estado capitalista. A AGT criava uma situaçom de poder dual entre o poder dos trabalhadores materializado nas fábricas e os cordões e, por outro lado, o aparelho de estado militar-burguês. O governo de Allende tratou de manter o equilíbrio entre os dous centros de poder, rejeitando fortalecer ou reprimir os trabalhadores. O resultado foi o golpe militar de 1973 que levou à queda de Allende e a destruiçom do movimento das AGT. A lição foi clara: segundo o sucesso das AGT avançava e se expandia por todo o país, a deslocada classe capitalista e terratenente recorria à violência e à repressom para recuperar o controle sobre os meios de produção. Os capitalistas primeiro tentaram sabotar a distribuição e produção mediante greves de caminhoneiros, despois tentaram bloquear o financiamento e, finalmente, recorreram ao exército e a ditadura. As AGT tentaram pressionar a Allende para que atuasse decisivamente frente à ameaça iminente, mais ele estava cegamente comprometido com os procedimentos parlamentares e as AGT foram vencidas. Se as AGT no Chile tanto como na Iugoslávia se tivessem movido desde a fábrica ou bases setoriais a perspectivas de tomar o poder estatal, os trabalhadores teriam estado numa posição melhor para defender o sistema das AGT.


Nosso 11 de setembro

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 09-09-2008

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Começamos a relembrar o nosso 11 de setembro. Quase esquecido pelos grandes meios de comunicação. Quase esquecido por aqueles que não conhecem a nossa história. Quase esquecido por aqueles que praticaram um banho de sangue no coração da “democracia”, ou um banho de sangue em nome da “democracia”?

Não nos mataram, seguimos persistente na caminhada. Não começou conosco, e nem terminará. Nossa caminhada é dura e não somos nós que morremos lentamente.

Quem morre.

Morre lentamente
quem destroi seu amor próprio
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente
quem passa o dia queixando-se da má sorte
ou da chuva incessante.

Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de inicia-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece,
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em dose suave,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar.
Somente a perseverância fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.

Pablo Neruda

Vitória na Bolívia

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 12-08-2008

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Os números do plebiscito ocorrido na Bolívia demonstra o tamanho real da divisão política que lá existe. Os dados preliminares apontam para uma ampla vitória de Evo Morales (MAS), chegando a 66% de aprovação. Para a permanência do presidente no comando seriam necessário “apenas” 54% dos votos.

Os planos do imperialismo e dos latifundiários de Santa Cruz foram, por hora, por água abaixo. Alem da vitória do lider cocaleiro a oposição perdeu, e de goleada, o comando de 2 importantes departamentos: La Paz e Cochabamba. Mais de 60% da população rechassou José Luis Paredes e Manfred Reyes Villa. Estratégicamente essa vitória foi particularmente muito importante para a nova conjuntura boliviana. La Paz é o departamento mais populoso do país, alem de abrigar a capital. Cochabamba, por sua vez, é o terceiro. Alem do motivo populacional tem também a importância simbólica da derrota da direita Boliviana.

A oposição governava dois dos departamentos onde se viu intensos levantes populacionais, como as mobilizações pela estatização dos hidrocarbonetos em El Alto e La Paz alem da Guerra pela Água e a experiência da comuna em Cochabamba. Desta forma a oposição fica circuscrita apenas aos territórios da chamada meia Lua, longe da grande massa indígena que apoia Evo. Assim perde força também o discurso pela autonomia departamental.

Obviamente este resultado não resolve o problema da polarização política que vive a Bolíva. O departamento mais rico do país também confirma o seu apoio ao projeto pró-imperialista, Evo foi rechaçado por mais de 60% da população. É nesse departamento que se encontra grande parte dos recursos energético alem de ter a maioria das terras agriculturáveis do país. E é neste departamento que a direita comanda sua ofensiva contra os povos do Andes. Os latifundiários da região – dentre eles centenas de brasileiros – armam sua própria milícia e sua juventude fascista União Juvenil Cruzenista (UJC) para combater os socialistas.

Se, por um lado, a vitória de Evo mantem um relativo conforto ao MAS, por outro lado se soma as mobilizações da COB (Central Obrera de Bolivia) por avanço nas reformas e por um projeto claro de ruptura socialista. Justamente em Oruro – com grande influência de operários – é onde a COB tem seu maior reduto. Intensas mobilizações, inclusive com mortes, se somaram junto as vozes contra Evo neste departamento. E justamente neste departamento foi onde houve a única derrota dos governadores da situação. Embora com resultado apertado -51% – ele deflagra também a existência de um amplo setor revolucionário que se opõem ao MAS.

Até o presente momento Evo se mostrou irredutível na manutenção da legalidade do governo, enquanto sofria (ou ainda sofre) um intenso ataque das elites bolivianas. Como sabemos (e como vemos em Santa Cruz) a legalidade burguesa não é o mais importante para a direita do país (nem no mundo) e processos de desestabilização do governo continuarão a caminho. É justamente neste momento que se deve aprofundar as mobilizações. Forjar uma unidade, na luta, entre os partidários do MAS e a COB pela independência de classe e pela afirmação de um projeto socialista e revolucionário no coração da América Latina.

NO CENTRO DO IMPÉRIO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 05-07-2008

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O Brasil hoje não é simplesmente um país periférico, o Brasil é hoje um país que exporta capital para o conjunto da América Latina, e um dos nossos desafios centrais, que não podemos esquecer, é a defesa da classe trabalhadora latino-americana contra as tentativas desse grande capital brasileiro, que procura silenciar “sua” classe trabalhadora internamente para impedir que ela proteste contra as barbaridades que ele comete fora.”
Virgínia Fontes, em entrevista ao Correio da Cidadania www.correiocidadania.com.br
No dia 10 de junho, ativistas da cidade junto ao MST ocuparam o prédio da gigante brasileira Votorantin, no centro de São Paulo. Tal ato fez parte de uma jornada de lutas que ocorreu em vários pontos do país, e, no caso da ocupação em São Paulo, o protesto foi para que recursos naturais como a água não sejam transformados em mercadoria, invertendo o monopólio de Estado em monopólio do Capital.
O que ocorre atualmente com a água no Brasil, como no caso da transposição do Rio São Francisco, expulsando populações ribeirinhas e pequenos agricultores, para gozo e lucro de grandes proprietários de terras, coloca o governo Lula no centro de uma expropriação que se multiplica pela iniciativa dos capitalistas nacionais – como no caso da barragem em São Paulo, para uso das empresas de Antonio Ermírio de Moraes – e até de capitalistas de outros países, como no caso das barragens ilegais na Amazônia.
O caráter assustador desta privatização de um recurso natural – e, portanto, pertencente a todo o povo brasileiro – como a água, é que os governos, não apenas o central, mas também o governo Serra e seu coadjuvante Kassab na prefeitura – são os mandantes de uma repressão aos movimentos de contestação que não deixam nada a dever à repressão da Ditadura Militar, como no caso da invasão policial ao prédio ocupado no centro da cidade. A grande mídia quase não mostrou, mas o vídeo esteve por algum tempo no Youtube.
A polícia usou bombas de efeito moral, gás de pimenta e balas de borracha para desocupar o prédio, contra manifestantes que se encontravam dentro de um saguão. A quem interessa tanta truculência? Será que a democracia semi-imperial brasileira não permite nenhuma contestação às suas ordens? Seria isto Democracia?
Apenas a expropriação dos expropriadores, pode recolocar todos os nossos recursos naturais – inclusive o gás natural e o petróleo – em uso construtivo para o atendimentos das necessidades básicas de produção e consumo dos trabalhadores e do povo pobre da cidade e do campo. A luta dos povos originários na Bolívia, contra as transnacionais do gás e do petróleo – incluindo a PETROBRÁS – nos coloca o desafio de ultrapassarmos fronteiras para construir uma unidade pela socialização da terra e de todos os recursos nela contidos.
Rita Mendes- 16/06/08
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