Informe:

Plínio de Arruda Sampaio fura o Bloqueio da Mídia!

Aos 80 anos de idade, o candidato do PSOL para presidência Plínio de Arruda Sampaio mostra hoje que sabe usar o poder subversivo da internet melhor que Serra, Dilma e Marina juntos. Usando o twitter e o twitcam (site que permite ao usuário transmitir vídeo de sua webcam ao vivo), Plínio comenta...

Leia Mais

Greve geral paralisa a Grécia

Posted by Baltazar | Posted in O povo sai as ruas, crise econômica, movimento sindical | Posted on 04-03-2010

Tags:, , , ,

0

Mais uma vez a Grécia é palco de grandes mobilizações. A greve geral que mobilizou o país é mais uma prova concreta que o capital não consegue solucionar os seus problemas. Para solucionar a crise econômica aprofundam a exploração do trabalho e agudizando a crise social. A mobilização dos trabalhadores gregos é prova que não chegamos ao fim da história e estamos pronto para a luta. Segue um relato sobre a situação no país e como a classe trabalhadora está se organizando.


Matthew Cookson, de Atenas

As ruas sempre cheias de gente do centro de Atenas estão quase desertas hoje. Mais de 2 milhões dos 5 milhões de trabalhadores gregos cruzaram os braçoa. A greve geral de 24 horas uniu trabalhadores do setor público e privado contra as medidas de austeridade adotadas pelo governo.

Todos os vôos chegando ou saindo do país foram cancelados. Escolas e repartições públicas estão fechadas. Poucos ônibus e linhas de trem funcionam, assim mesmo sua circulação foi permitida pelos grevistas para que pudessem levar os trabalhadores às manifestações.

Mais de 30 mil pessoas participaram de duas passeatas diferentes. Seus participantes quebraram a calma do centro de Atenas com seus cantos e palavras-de-ordem enquanto rumavam ao parlamento. Os trabalhadores estão furiosos com o governo Pasok, de centro-esquerda e que venceu as eleições gerais com promessas de manter o valor dos salários. Os manifestantes gritavam: “Nada de sacrifícios! Que os ricos paguem pela crise!”

Yiannis Anastakis, que trabalha no Estádio Olímpico, me disse: “Antes das eleições, o governo disse coisas completamente diferentes do que está fazendo. Agora, está baixando salários que já eram muito baixos. A maioria das pessoas recebe muito menos do que o suficiente para sobreviver com dignidade”.

“Quem tem dinheiro na Grécia não paga impostos. Mas, o governo não vai tirar dinheiro dos ricos. Prefere arrancar mais de quem ganha pouco”, disse ele.

Trabalhadores dos correios e telecomunicações, engenheiros, eletricitários, estudantes, desempregados, funcionários públicos e muitos outros estão juntos na luta. Um grande grupo de imigrantes africanos e de Bangladesh juntaram-se ao movimento, exigindo plenos direitos de cidadania e fim das perseguições policiais.

A polícia usou bombas de gás e cassetetes contra os manifestantes que chegavam às proximidades do parlamento. Um grupo de manifestantes jogou tinta vermelha nos batalhões de choque. A polícia dividiu a manifestação em dois, mas os participantes conseguiram se reorganizar e continuar a passeata.

Trabalhadores do setor público e privado cruzaram os braços contra a intenção do governo de fazer pesados cortes salariais que irão atingir gravemente seu nível de vida. O déficit orçamentário do governo atualmente é de 12,7% do PIB anual da Grécia. O governo quer baixá-lo para 2,8%.

Nesta manhã, juntei-me a um piquete de sindicalistas e estudantes nos escritórios da fábrica metalúrgica Metika, em Atenas. Panos, um dos sindicalistas disse que “o governo fala que está agindo contra a crise, mas na realidade está atacando os direitos dos trabalhadores”. “Nós também estamos aqui, porque a Matika demitiu três trabalhadores que eram militantes sindicais”, esclareceu.

Faixas penduradas nos portões da empresa diziam: “Parem o programa de estabilidade. Chega de demissões” e “Nenhum sacrifício pelos lucros deles”.

Yannis disse que “a União Européia afirma que a Grécia tem padrões de vida elevados em comparação com outros paises. Isto não é verdade. Muitos de nós temos dois empregos para sobreviver. Olhe para essas pessoas. Me diga se elas são ricas”.

A greve geral não é o objetivo final da luta na Grécia. Vários setores estão planejando suas próprias greves e estão em preparação mais dias nacionais de luta para breve.

Nacional-burguês e nacional-popular em tempos de ufanismo neodesenvolvimentista

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo, política institucional | Posted on 14-12-2009

Tags:, ,

0

Em tempos de crescimento econômico (a pouco se falava de crise), intenso apoio popular, e copa do mundo, parte do que foi a esqurda brasileira, até o início do governo Lulla, parece ter perdido parte dos miolos, ou vendido estes nos grandes balcões de negócios da ideologia burguesa. Publico este texto do professor Lúcio Flávio para ajudar a elucidar algumas questões que deviam ser fundamentais para os revolucionários, mas em tempos de pão e circo, esses dilemas são esquecidos em nome da governabilidade.

25/11/2009

Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida

lula-jk

Existem duas unilateralidades bastante comuns em análises políticas inspiradas, de algum modo, nas teorizações marxistas. A primeira consiste em mirar apenas as relações entre as classes fundamentais do capitalismo; a segunda, no extremo oposto, limita-se aos conflitos que se travam entre os dominantes, deixando de lado as contradições do primeiro tipo. Todavia, sem levar em conta ambos os tipos de relações, é impossível sequer iniciar a análise dos problemas da representação política, a começar pela diferença crucial entre Estado e governo e, em cada conjuntura, entre esquerda e direita, uma e outra consideradas em sua complexidade.

Parece-nos que Emir Sader, no texto intitulado “Peron, Vargas e Lula” (Carta Maior, 5/11/2009) incorre na segunda unilateralidade e, desta forma, produz o risco de graves equívocos teóricos e políticos. O texto expressa uma justa indignação contra Fernando Henrique Cardoso que considerou Lula como uma “espécie de neoperonista” , o que, para o tucanato, é uma grave desqualificaçã o. Desta forma, FHC veste definitivamente a roupa da oligarquia latinonoamericana, decrépita, odiosa, antinacional, antipopular”.

O problema é quando Emir Sader discorre muito seletivamente sobre as virtudes dos que ele considera os principais alvos dessas “oligarquias”: Peron, Vargas e Lula.

Sader atribui a estes três líderes políticos “a liderança popular, projetos de desenvolvimento nacional, políticas de redistribuição de renda, papel central do Estado, apoio popular, discurso popular” e a personificação de “projetos nacionais, articulados em torno do Estado, com ideologia nacional, desenvolvendo o mercado interno de consumo popular, as empresas estatais, realizando políticas sociais de direitos básicos da massa da população, fortalecendo o peso dos países que governaram ou governam no cenário internacional” . Os dois primeiros – Perón e Vargas – “dirigiram a construção dos Estados nacionais nos nossos dois países” e, ao longo desses processos, desenvolveu- se “o maior ciclo expansivo de nossas economias paralelamente ao mais extenso processo de conquistas de direitos por parte da massa da população, particularmente os trabalhadores urbanos”. Por isso atraíram – insiste Emir Sader – o ódio da direita oligárquica, branca, proprietária das empresas de mídia e ligada às atividades de exportação. A mesma direita que, não vencendo eleições, também conspirou o tempo todo contra o governo Kubitschek, com duas revoltas oriundas da Aeronáutica, “sempre apoiadas pela oposição e com a conivência dos EUA”.

De fato, Perón, Getúlio e Lula, têm em comum “a personificação de projetos nacionais”. Mas isto não significa que sejam nacionais-populares . Para dar um exemplo extremo, Adolf Hitler, que não era de origem burguesa, personificou, na mesma época da ditadura do Estado Novo, um projeto nacional com altíssimo teor de adesão popular; desenvolveu o mercado interno; quase emplacou um “carro do povo”; respaldou-se em forte ideologia nacional; e foi muito competente ao se apropriar de uma simbologia cara ao movimento operário, a começar pela criação do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (mais conhecido como Partido Nazista). Isto passou pela desativação do que havia de independente e emancipatório no movimento revolucionário alemão. Enquanto funcionou, a burguesia alemã achou ótimo e o nazismo contou com simpática neutralidade de muitos liberais em todo o mundo, inclusive na imprensa brasileira.

Não se trata – em absoluto – de identificar a ditadura do Estado Novo ao nazi-fascismo, até porque há quem destaque no primeiro a forte influência positivista. Mas alguns pontos de contato são inegáveis: a decapitação do movimento operário, o forte anticomunismo, a mobilização controlada dos trabalhadores via sindicato de Estado, um discurso que calava fundo junto a eles, a instituição de direitos trabalhistas via estrutura sindical corporativista e forte apoio burguês. Roberto Simonsen, o principal dirigente industrial da época e um dos principais defensores da política de substituição de importações, apoiou decididamente o golpe de 1937. E, para quem confunde projeto nacional com nacional-popular, vale a pena examinar esta pérola do longo manifesto que empresários, empresas e associações empresariais publicaram em 19/04/1942, em comemoração ao aniversário, de Vargas, carinhosamente chamado de “apóstolo da Ordem”: “Cada nação tem idéia nacional própria (…). A nossa, a brasileira, é a que aí está em vigor desde 10 de novembro de 1937”. Ou seja, desde o golpe do Estado Novo. Três anos depois, a “oligarquia” mais reacionária, aliada ao imperialismo estadunidense, encabeçou a luta pela derrubada de Vargas. Mas teve o apoio do conjunto da de uma burguesia seriamente assustada com a possibilidade de que Vargas perdesse o controle sobre o movimento operário em ascensão.

A afirmação de que Vargas, JK foram, assim, como Lula, atacados pelas “oligarquias tradicionais” é extremamente confusa e induz a graves equívocos políticos para as classes populares. Vargas e JK tiveram o apoio da maior parte das chamadas oligarquias rurais tradicionais. O segundo, um dos principais herdeiros políticos do primeiro, era quadro do principal partido com base nos proprietários rurais, o PSD, aliás resultado da transformação da máquina da ditadura estadonovista em organização partidária. O apoio destas “oligarquias rurais” à política desenvolvimentista tinha um preço: mesmo os direitos trabalhistas, estreitamente ligados a uma estrutura sindical que possibilitava a mobilização controlada dos trabalhadores por Vargas, JK e similares, não eram extensivos aos homens e mulheres do campo. O que explica a tremenda falta de apetite desses governos para realizarem qualquer política de reforma agrária.

Ao exaltar políticas de industrializaçã o que ampliaram o consumo de massas no Brasil, Emir Sader deixa de lado o processo tremendamente pouco inclusivo do desenvolvimento capitalista dependente neste país. Processo que, aliás, teve continuidade durante a ditadura militar, com o chamado “milagre brasileiro” dos anos de chumbo e, logo em seguida, desembocou na fracassada tentativa do II PND, sob a batuta do governo Geisel. Este governo foi apoiado, sempre em nome de um projeto nacional (não popular) de desenvolvimento, por vários nacionalistas. E – exemplo de coerência com sua guinada política – recebeu, mais de uma vez, elogio do candidato Lula, em 2001, e do presidente Lula em abril do ano passado, quando também aproveitou a oportunidade para, sempre em nome do desenvolvimentismo, elogiar Emilio Garrastazu Médici.

Aqui estamos diante de um nítido corte de classe. Para o capitalismo (e para os capitalistas) , aquele ciclo expansivo foi uma maravilha. Elevadas taxas de crescimento econômico com grande concentração de renda, opção rodoviária desastrosa, aumento da favelização, meio século de democracia liberal restrita. É, no mínimo, curioso que Emir Sader elogie uma política de expansão de direitos quando os analfabetos (a maior parte dos trabalhadores e trabalhadoras) não podiam votar e qualquer tipo de partido comunista era proibido. Já o que os capitalistas chamam de “década perdida”, a dos anos 80, foi exatamente marcado por um extraordinário ascenso das lutas operárias e populares.

Comparar os três governantes elogiados por Emir Sader é sempre uma tarefa difícil, dada a brutal mudança dos contextos. Mesmo assim, cabe observar que, no caso de Lula, até a grande finança e o agronegócio voltado para a exportação, além do clã Sarney, aderiram. Agora, a denominação “oligarquia” fica restrita aos proprietários dos grandes meios de comunicação e uma parcela de atores políticos que, diante da captura de boa parte de suas principais bases sociais pela coalizão governista, procura desesperadamente se manter na cena política, na expectativa de voltar ao centro do palco. Daí este aparente paradoxo: quem só tem olhos para cena política, acha, em diversos momentos, que o país está pegando fogo. Mas, a cada foguetório na grande imprensa, no Parlamento e mesmo no Judiciário, o governo se consolida e angaria mais apoio entre os vários segmentos burgueses. Como observou Paul Krugman ao se iniciar o escândalo do mensalão (lembram-se? ), antes o “mercado” tinha medo do Lula; agora tem medo de que Lula se vá. Aliás, até o momento em que escrevo este artigo, comparado a Vargas, é justamente Lula quem recebe maior apoio da grande burguesia internacional e nativa, assim como elogios dos dirigentes estadunidenses. É claro que preferem figuras ilustres e mais dóceis como FHC. O problema que este não funciona, especialmente porque não desfruta de apoio popular. Resta, pragmaticamente, apoiar Lula, sinalizando para que os metaleiros do demotucanato não façam bobagens. Preocupam-se com as incertezas de um período pós-Lula em um contexto de crise capitalista mundial. Em suma, até o presente, a grande burguesia tem em Lula o principal agente político da manutenção da ordem social. Enquanto ele cumprir este papel, o forte preconceito contra o “ex-operário nordestino e semi-analfabeto” , exceto para segmentos da alta classe média, fica de molho. Caso o atual governo fracasse nesta missão, pode rapidamente perder o apoio do conjunto das frações burguesas, como ocorreu com “o apóstolo da Ordem” em 1945 e 1954.

Hoje, até  parte dos grandes meios de comunicação embarca em um ufanismo politicamente desmobilizador. O que não é incompatível com a intensa criminalização dos movimentos sociais, inclusive no que estes apresentam de projetos nacionais sérios, até porque dotados de forte potencial antiimperialista. Apesar das contradições secundárias o (o que não significa desimportância) , de acordos conjunturais, inclusive apoios eleitorais, ou mesmo de equívocos cometidos pelas lideranças populares, Vargas, Simonsen e Julio de Mesquita, o Lula atual, Antonio Ermírio e Roberto Marinho, estão de um lado; Prestes, Olga Benário e Gregório Bezerra, o MST, Apolônio de Carvalho e João Amazonas, no campo oposto. O fato de um governante ser atacado por forças antinacionais não significa necessariamente que ele não represente os interesses dos dominantes.

Em tempos de ufanismo neodesenvolvimentis ta, é fundamental distinguir o nacional-burguê s do nacional-popular.

Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida é sociólogo e professor do Departamento de Política da PUC-SP.

DEBATE NO CENTRO DE SP SOBRE OS MOVIMENTOS SOCIAIS NO MÉXICO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 11-11-2009

Tags:, , ,

0

Divulgamos o ótimo debate que ocorrerá amanhã no espaço autogestionário e de luta Ay Carmela! no centro de São Paulo. Na pauta: os movimentos sociais mexicanos. !Ya Basta!

BIBLIOTECA TERRA LIVRE E ESPAÇO AY CARMELA!

Convidam todos interessados para participarem QUINTA, dia 12/11 as 19h do
VÍDEO-DEBATE:

* Após o Zapatismo: Movimentos Sociais no México e a atual conjuntura
sociopolítica *

Com César Ortega – Pesquisador da UNAM -Universidade Nacional Autônoma de
México e militante do Coletivo Jóvenes en Resistência Alternativa (JRA –
México) – http://www.espora.org/jra/

O JRA tem um trabalho de articulação e apoio com varias organizações e
movimentos. Impulsionam um processo de formação teórica, política e
articulação conhecido como “o outro seminário” –
http://www.elotroseminario.org Também têm um projeto editorial chamado “Bajo
Tierra Ediciones”.

Serão exibidos os seguintes vídeos:

* Movimento dos Atingidos pelas Barragens La Parota (Guerrero, México, 16
min.)
* A luta pela terra, liberdade e justiça (Frente de Povos en Defensa da Terra,
Atenco, 12 min)
* Radio indígena comunitária Ñomndaa, La Palabra del agua (Guerrero, Mexico,
14 min)

CARTAZ: http://img248.imageshack.us/img248/1467/cartazvideodebatecesar.jpg

LOCAL: ESPAÇO AY CARMELA!
Rua dos Carmelitas, 140 – Sé – São Paulo – SP
Saída Poupatempo do Metrô Sé, Travessa da Rua Tabatinguera
ENTRADA GRATUITA

SITE: http://ay-carmela.birosca.org

cartaz video debate cesar zapatismo mexico

Solidariedade às 800 famílias despejadas no Capão Redondo

Posted by edutiao | Posted in Criminalização do Movimento | Posted on 27-08-2009

Tags:, , , , , ,

0

0,,21744120-EX,00

Boa noite pessoal.

Conversei agora a pouco com uma líderança da favela do Parque do Engenho (Capão Redondo).

Ela me disse que tem uma igreja próxima da favela que está recebendo doações e repassando os objetos só para as famílias que estão alojadas lá.

As famílias que estão dormindo na rua não tem acesso a essas doações. Então por enquanto o local que temos como referência para mandar as doações é a própria calçada, onde várias famílias estão dormindo debaixo de lona.

Os moradores estão precisando de mais lona para conseguir continuar resistindo, cobertores, roupas de frio, sapatos, colchonetes, comida e vela.


Os contatos que tenho são:

Felicia da Frente de Lutas: (11) 7469-1114

Laura: (11) 7290-8182

Endereço do local onde as famílias estão dormindo:

Estrada de Itapecerica entrar na Av. Dom Rodrigo Sanches que fica antes do 37° Batalhão. Depois entrar na rua Ana Aslan que vai dá direto na rua que os moradores estão.

Karina Santos
Moradora da Favela do Real Parque- Favela Atitude
7503-4948

Ato contra a crise reúne 10 mil em SP

Posted by Editorial do Outubro | Posted in crise econômica, reforma agrária | Posted on 17-08-2009

Tags:, , ,

0

ato14

Mais de 20 entidades sindicais, estudantis e populares reuniram 10 mil pessoas em ato em defesa da redução da jornada de trabalho e dos direitos dos trabalhadores, no contexto da crise econômica mundial, na Avenida Paulista, em São Paulo, na manhã desta sexta-feira (14/8). O ato começou por volta das 10h e terminou às 14h.

Os mil integrantes do MST, que estavam alojados no Estádio do Pacaembu, participaram da manifestação, que também defendeu a realização da Reforma Agrária. No começo da tarde, os Sem Terra começaram a voltar para o interior do estado de São Paulo, depois de nove dias de mobilização.

Trama Internacional, Banqueiros e ideologia

Posted by edutiao | Posted in Imperialismo, política institucional | Posted on 03-08-2009

Tags:, , , , ,

0

Reproduzimos aqui o ótimo texto de Sérgio Domingues, publicado hoje no blog “Mídia Vigiada“. Boa leitura!

Trama Internacional Brasileira

Trama Internacional poupa o verdadeiro vilão

Um filme que tem como vilão um banco poderia ter mostrado os crimes do capitalismo contra a humanidade. Ficou apenas na denúncia de alguns banqueiros maus.

Tom Twyker diz que não fez Trama Internacional pensando na atual crise capitalista. Segundo ele, as filmagens começaram bem antes do estouro da “bolha das hipotecas” nos Estados Unidos. A própria trama mostra que ele diz a verdade. Está longe de ter algo a ver com a crise.

O vilão da história é um banco internacional que financia organizações de espionagem, traficantes, mafiosos e ditadores de países pobres. Clive Owen é o agente da Interpol, Louis Salinger. Ele está em busca de provas contra o poderoso banco junto com a assistente da promotoria de Manhattan, Eleanor Whitman (Naomi Watts).

Seguindo o rastro de operações ilegais, Salinger e Whitman vão dos Estados Unidos à Turquia, passando por Alemanha e Itália. A cena mais marcante é a do tiroteio no famoso Museu Guggenheim, em Manhattan. São 15 minutos de tiros que transformam o lugar num queijo suíço. Correrias e tiros. O filme quase se reduz a esse tipo de ação.

Há um momento no filme em que um executivo do banco negocia com um militar da Libéria, país africano. O banqueiro oferece ao liberiano armas para a tomada do poder e a instalação de uma ditadura no país. O general africano pergunta quanto o banco cobraria por isso. O executivo diz que não cobraria nada porque dinheiro não é a única moeda de troca de seu banco.

Deveria ter dito que nenhum banco trabalha só com dinheiro. Aliás, nem o capitalismo funciona só com dinheiro. Funciona com capital. Que é dinheiro que se transforma em mais dinheiro. Melhor dizendo, valor-de-troca que se transforma em mais valor-de-troca. E valores-de-troca se diferenciam dos valores-de-uso exatamente por não terem uma finalidade determinada. Só existem para serem trocados.

É assim desde os tempos das primeiras atividades comerciais. Só que no capitalismo, a produção de valor-de-troca passa a dominar a vida social. É por isso que as crises capitalistas são causadas por abundância e não por escassez. Não faltam valores-de-uso. Os estoque estão cheios. Falta gente com valor-de-troca suficiente para comprar os valores-de-uso. Os bolsos estão vazios.

Esse processo de circulação tem invadido a vida humana de forma intensa nos últimos 150 anos. Quase tudo ganhou um preço. Da fé religiosa aos créditos de carbono. Ou seja, o acesso à espiritualidade e ao ar que respiramos torna-se cada vez mais uma questão de possuir valor-de-troca. Pode ser dinheiro, mas aceitam-se cartões, cheques pré-datados e ações na bolsa.

Os bancos são só parte mais aparente desse sistema todo. Afinal, são eles que cuidam da compra e da venda de dinheiro em suas mais variadas formas. No entanto, já não é possível separar bancos de empresas. Capital bancário e capital industrial estão juntos há mais de um século. Bancos têm representantes nas direções das grandes empresas para as quais emprestam dinheiro. Empresas têm seus próprios bancos e financeiras. Não há mais separação entre capital produtivo e capital parasitário. À medida que o valor-de-troca invadiu a vida humana, espalhou seu parasitismo.

A verdade é que para a circulação do capital pouco importa se o comércio de drogas é ilegal ou não. Ou se o fornecimento de armas é para governos de ditadores ou não. Tabaco e álcool matam mais do que cocaína e maconha, sem disparar um só tiro. Os governos dos Estados Unidos, Inglaterra e Israel são responsáveis por mais mortes violentas no planeta do que todas as ditaduras estúpidas do mundo pobre. E a produção capitalista de alimentos, plástico, automóveis está ameaçando a vida humana sem praticamente desobedecer nenhuma lei.

Transformar os bancos nos únicos vilões é um bom negócio para o capitalismo. Com isso, parece que um dia o sistema pode funcionar bem. O problema é que o filme de Twyker nem isso faz. Os bandidos são apenas alguns banqueiros maus. O que poderia ser uma denúncia do próprio funcionamento do capitalismo vira só uma história sobre homens maus usando um banco para fins criminosos. O verdadeiro vilão, o sistema, escapa sem arranhões. Talvez, porque seu funcionamento torne possível obras como Trama Internacional. E vice-versa…

Obama aprende com Lula: As Duas Caras de Obama na América Latina

Posted by edutiao | Posted in Imperialismo | Posted on 31-07-2009

Tags:, , , , , , , ,

0

o-cara1

Não é pouco o que aconteceu nestes últimos trinta dias, um vendaval soprou a cortina de fumaça da “mudança”(Yes we can, Change, etc…) de Obama, em relação à America Latina, desta vez. Primeiro o golpe de estado em Honduras, que derrubou violentamente o governo de Zelaya, e continua perseguindo e assassinando diversos manifestantes – Obama diz que é contra, mas não move muito o corpanzil do Estado americano para pressionar de fato os gorilas hondurenhos. Segundo, o anúncio de duas novas bases militares americanas na Colombia do paramilitar Uribe, um aliado que seria, em condições normais, constrangedor para o progressista Obama.

Não mudou a política de estado do Grande Irmão, apesar do discurso liberal/progressista de Obama. Sem dúvida a escola Lula de política de estado – onde a personalidade do líder carismático é mantida a salvo das crises políticas ao custo do partido, do sindicato e da mobilização popular, ou seja, o líder se faz de santo enquanto o estado faz o que o capital quer – faz sucesso como alternativa conservadora com cara de esquerda.

Muda a cara da dominação pra não mudar nada. Seguem dois textos de Rebelión.org, boa leitura!


Las dos caras de Obama en Honduras


Claridad/Rebelión

Al cumplirse un mes del golpe de estado en Honduras, el campo de batalla se va deslindando con mayor claridad. Al inicio de la crisis, el pasado 28 de junio, parecía existir un acuerdo unánime entre todos los gobiernos de las Américas de condena al golpe, rechazo al gobierno de facto instaurado y reclamo por la restitución inmediata e incondicional del presidente constitucional Manuel Zelaya Rosales. Sin embargo, al correr de los días y las semanas, la unanimidad se ha hecho agua tras las maniobras diplomáticas de Estados Unidos por reinscribir el conflicto dentro de su tradicional estrategia imperial.

La política exterior de Estados Unidos hacia la América Latina parece correr sobre dos carriles: uno basado en la retórica del presidente Barack Obama a favor de una nueva relación con la América nuestra, respetuosa de su soberanía y autodeterminación, y otro basado en la continuación de las mismas prácticas expansionistas e intervencionistas del Pentágono, el Departamento de Estado y las agencias de inteligencia yanquis. En el caso de Honduras, la retórica de Obama brilla por su insustancialidad e inconsecuencia frente a la fuerza contundente de los hechos protagonizados por la diplomacia de su gobierno, con su arrogancia imperial de siempre. Para ésta, el objetivo más importante no es cumplir con el imperativo normativo establecido unánimemente por la OEA para que se restituya de inmediato y sin restricciones al presidente constitucional de Honduras, sino que aislar al bloque de países adscritos al ALBA (Alternativa Bolivariana de los Pueblos de Nuestra América), encabezado por la Venezuela bolivariana de Hugo Chávez Frías e integrada a su vez, entre otros, por Cuba, Bolivia y Nicaragua, gobiernos todos descalificados como enemigos bajo la anterior política exterior de George W. Bush y, según todos los indicios, también bajo el gobierno de Obama. En la medida en que Honduras, bajo la presidencia de Zelaya, estaba aliada al ALBA, ello ha sido suficiente para que la política exterior estadounidense se haya dado a la tarea de promover activamente una solución al conflicto que, para todos los fines prácticos, legitime los propósitos de los golpistas hondureños de poner fin a la agenda de cambios representada por su gobierno.

La dualidad que caracteriza la política exterior del gobierno de Obama muestra, por un lado, a un gobierno que se proyecta como conciliador aunque a su vez tolera aquellas fuerzas al interior de la estructura de poder en Washington que siguen pregonando y practicando, de mil y una maneras, abiertas y encubiertas, la misma política de fuerza de siempre. Es la política de “la zanahoria y el garrote” que ya nos había anticipado Obama en su campaña electoral. Si lo hace presionado por los rigores de la gobernabilidad, en el contexto de una compleja estructura de poder imperial que a todas luces no domina, o si lo hace por estar convencido de que carga con la misión de recuperar el liderazgo mundial de Washington en una era en que éste ha menguado considerablemente, poco importa. Los resultados son los mismos: la nefasta continuidad de políticas intervencionistas estadounidenses definidas estrictamente desde la óptica de sus intereses estratégicos imperiales y en total desconocimiento de la voluntad soberana expresa de nuestros pueblos.

Hillary Clinton, la principal encargada de la diplomacia de Obama, ha proclamado claramente que “la cuestión no es si EEUU puede o debe liderar, sino como liderará en el siglo XXI”. Al respecto abundó que “EEUU tiene la oportunidad, y una profunda responsabilidad de ejercer el liderazgo Americano para resolver problemas en acuerdo con otros. Este es el corazón de la misión de América en el mundo actual”. En fin, sea a las buenas o a las malas, Estados Unidos se propone ahora ejercer la hegemonía sobre el nuevo mundo multipolar que se ha ido abriendo paso.

De ahí que en los pasados días Clinton ha pasado de la tímida condena a los golpistas a la dilación del retorno efectivo de Zelaya a Honduras y su restitución como presidente con todas sus prerrogativas constitucionales. Su estrategia de apoyo velado a los golpistas se apuntala en las gestiones mediadoras del presidente costarricense Oscar Arias, quien tristemente se ha prestado para servir de burdo instrumento de la diplomacia yanqui. Incluso, en días pasados tuvo el descaro de opinar públicamente que fue un error de Zelaya incorporar Honduras al ALBA.

Denuncia al respecto el pasado lunes 27 de julio un editorial del periódico mexicano La Jornada que a estas alturas se ha hecho evidente “el papel de Óscar Arias como parapeto diplomático del régimen de facto implantado en esa nación, ya que cuando las diplomacias latinoamericanas confiaron al mandatario costarricense una tarea de gestión para negociar los términos del retorno de Zelaya a la presidencia hondureña, éste fue mucho más allá de sus atribuciones y formuló un plan –al que denominó Declaración de San José– que otorgaba beneficios políticos injustificados e inmerecidos a quienes son, de acuerdo con el derecho internacional y el hondureño, delincuentes: su participación en un gobierno de unidad nacional y la suspensión definitiva de la consulta que el mandatario constitucional pretendía realizar en torno a la reelección, lo cual fue una bocanada de oxígeno al entonces cercado régimen espurio, cuyos cabecillas se envalentonaron y rechazaron la propuesta”. Y puntualizan los editorialistas del prestigioso diario: “Debe considerarse, a este respecto, que más allá de la inadmisible perpetuación del gobierno espurio hondureño, el que se otorgue cualquier clase de premio político e institucional a los golpistas sentaría un precedente nefasto para el futuro de las democracias en el hemisferio; es indispensable, por tanto, impedir que proliferen sectores políticos tentados a usar la fuerza militar institucional para la obtención de cuotas de poder”.

Frente a las maniobras de Washington, el Mercosur acordó el pasado fin de semana expresar su firme respaldo a Zelaya y advirtió que no reconocerá las elecciones convocadas por los golpistas, las mismas que se pretenden validar bajo la propuesta Clinton-Arias. El documento suscrito por los presidentes reunidos en la Cumbre de Asunción expresó su rechazo a cualquier medida unilateral que adopte el gobierno de facto y exigieron la inmediata e incondicional restitución de Zelaya.

En un contundente gesto de rechazo, los países del Mercosur anticiparon que no considerarán válido acto unilateral alguno de parte del gobierno de facto de Honduras, ni siquiera el llamado a elecciones. La propuesta partió de la presidenta argentina Cristina Fernández, quien sostuvo durante el plenario: “No podemos tolerar lo que sería una ficción de un gobierno de facto que destituye a un gobierno democrático, luego se compromete a llamar a elecciones y entonces se reconoce ese proceso electoral posterior”.

“Es importante abordar la cuestión sin discursos inflamados, ni agresiones, pero sí con mucha decisión y precisión, que también debemos condenar cualquier intento de lo que denomino ‘golpes benévolos’, que serían destituir a través de una gestión cívico-militar a un gobierno constitucional, pasar un tiempo y luego convocar a elecciones –que seguramente tendrán la presencia de numerosos delegados internacionales– y de esta manera legalizar lo que constituye un golpe y entonces concebir la carta de defunción de la Carta Democrática de la OEA y también hacer una ficción la cláusula democrática de nuestro Mercosur”, puntualizó Fernández.

Luego de su intervención, la mandataria argentina recibió una llamada de Zelaya, en la que le agradeció sus palabras. Éste se hallaba todavía en Nicaragua, en anticipó a la breve y simbólica incursión que haría en territorio hondureño para luego regresar a territorio nicaragüense donde estableció su base de operaciones en Ocotal, contiguo a la frontera con su país, para forzar su retorno definitivo en coordinación con las fuerzas internas opositoras al golpe.

Por otra parte, el presidente paraguayo Fernando Lugo, exclamó también en la Cumbre que “Honduras es una herida que sangra”, añadiendo que “ese golpe no quedará impune”. Asimismo, el mandatario brasileño Luiz Inácio Lula da Silva fue contundente: “Lo de Honduras es un retroceso democrático que no se puede tolerar y con el que no se puede transigir”. Por su parte, el presidente boliviano Evo Morales se encargó de denunciar las dos caras de la intervención del gobierno de Obama en torno a la crisis hondureña y la existencia en Estados Unidos de unas fuerzas derechistas que promueven activamente el apoyo a los golpistas.

Son esas dos caras de Washington lo que llevó el pasado domingo a Zelaya a reclamarle a ese país “enfrentar con fuerza” a los golpistas. “Que deje de evadir el tema de la dictadura, que la enfrente con fuerza para saber realmente cuál es la postura de EE.UU. en relación a este golpe de Estado”, afirmó.

El autor es Catedrático de Filosofía y Teoría del Derecho y del Estado en la Facultad de Derecho Eugenio María de Hostos, en Mayagüez, Puerto Rico. Es, además, miembro de la Junta de Directores y colaborador permanente del semanario puertorriqueño “Claridad”.


¿A qué juega Uribe?


No cabe duda de que si a algo realmente grande tenemos que enfrentarnos hoy en día en Latinoamérica es a la desinformación. En el caso de las relaciones entre Colombia y Venezuela, el flagelo ha causado más víctimas que el virus H1N1. El último episodio de la saga tiene que ver con el “escándalo” que según el periódico El Tiempo y la revista Semana se ha levantado con el hallazgo de lanzacohetes AT4 entre el arsenal de las FARC. Hasta ahí todo estaría bien (doy por sentada la posibilidad de los montajes y las mentiras por parte del gobierno del Presidente Uribe), el problema es que por casualidad el único país que tiene AT4 es Venezuela; ergo, la guerrilla ha sido abastecida desde Caracas.

El embate está bien coordinado. El 15 de julio el diario inglés Finantial Times publicaba que Venezuela era acusada en un informe del Congreso norteamericano de corrupción en la lucha contra el narcotráfico. El 20 de julio la revista Jane´s publicaba que Colombia había incautado los AT4 en un campamento de las FARC, y que dichos lanzacohetes eran parte del arsenal venezolano desde los años 80. Lo que no dice Jane’s es que Colombia y Brasil también tienen AT4 entre su arsenal (aunque Semana lo niegue en su reportaje); ¿por qué tienen que venir de Venezuela exclusivamente? La respuesta está en los computadores personales incautados en el campamento de Raúl Reyes a principios de este año. Según el gobierno colombiano dos emails señalan a dos generales venezolanos efectivos y activos, entre los contactos directos con la guerrilla.

El caso del narcotráfico es más patético aún; no se entiende la insatisfacción del Congreso norteamericano con respecto a la lucha antidroga en Venezuela. UNODC en su informe 2009 manifiesta claramente que el 70% de la cocaína que Colombia produce es introducida en los Estados Unidos a través de la ruta Pacífico-Este hacia México; tan sólo 20% usa la ruta del Caribe. El informe también señala que ha habido un declive en la incautación de cocaína a nivel continental; de manera que el menor número de toneladas incautadas tiene más que ver con una tendencia general que con la negligencia del gobierno venezolano. Es México el país que le tiene que preocupar al congreso norteamericano, los carteles mexicanos son los que mandan a lo largo de Sinaloa y la frontera con Estados Unidos, y han sumido al país en una guerra que desangra a más policías que soldados en Iraq.

El gobierno del Sr. Uribe pretende que luego de invertir unos seis mil millones de dólares en armamento para combatir la insurgencia, las FARC se vayan a armar con chinas y bombas molotov para pelear. La innegable impericia del ejército colombiano para combatir en la selva lo obliga a hacer desde el aire lo que no puede en tierra; en la selva mandan las FARC, arrinconadas o no, le guste o no al gobierno. Su estrategia de bombardear ha ocasionado dividendos, cómo no, pero no termina de exterminar al archienemigo; para eso se necesita luchar y ganar en otro teatro de operaciones, el de la opinión pública y los medios de comunicación. Ganar la guerra en los medios de comunicación (al etiquetar a las FARC de narco y terroristas), garantiza la continuidad de la lucha armada y su aceptación por parte del público. Pero he ahí el problema del presidente Uribe, sus vecinos, Venezuela y Ecuador, son duros críticos del militarismo colombiano, son gobiernos de izquierda y están en contra de cualquier tratado de libre comercio y/o intercambio militar con los Estados Unidos.

Venezuela no puede ni debe ocultar sus problemas; es cierto que somos el país por dónde actualmente pasa más del 40% de la cocaína que se incauta en Europa. Para nadie es un secreto que los Guardias Nacionales se pagan las guardias en la frontera con Colombia y que esa Institución está sumida en niveles de corrupción difíciles de imaginar. Pero eso no es así desde que el presidente Chávez está al frente, lo ha sido desde siempre, y ha empeorado con el tráfico y producción de drogas del otro lado de la frontera. La droga es un problema colombiano, Venezuela ni siquiera es mencionada entre los países productores de hoja de coca; ¿por qué tiene Venezuela que doblar su gasto militar para prevenir el tráfico de estupefacientes cuándo la respuesta a ese problema colombiano es una salida pacífica y concertada por la paz? (esto, partiendo desde la perspectiva colombiana de que la guerrilla produce casi 80% de la droga colombiana). Por otro lado los generales venezolanos mencionados por Semana en su reportaje, son parte del grupo de bolivareros que son capaces de hacer cualquier payasada para congraciarse con el presidente Chávez; pero si la única acusación que hay en contra de esos oficiales son los emails “encontrados” en los computadores de Reyes, pues tendrán que trabajar más duro para implicar al mismísimo Chávez en este lío de faldas.

Seis mil millones de dólares se pudieran haber invertido en subsidios a la agricultura colombiana, a la implantación de cultivos alternativos y rentables, a la modernización del campo colombiano. El problema es que eso no satisface a las empresas que venden el veneno para las fumigaciones asesinas, ni a los conglomerados que venden las armas, ni a los terratenientes que ganan con los desplazamientos de campesinos más tierras para su producción, ni sirven de cabeza de playa para proyectos de dominación regionales. Entonces hay que voltear a Venezuela, a Ecuador, culpabilizar, movilizar a la opinión pública…

Con la derrota de las fuerzas del gobierno en la elección de autoridades en el Congreso colombiano, la tercera reelección de Uribe ha sufrido una herida fatal; ahora el presidente tiene que elegir a su mejor aliado para la presidencia. La opción del ex ministro Santos no es la más fiable para Uribe, ¿lo será Noemí? Qué casualidad que el principio de la ofensiva mediática comenzó en Inglaterra. ¿Tendrá que ver en alguna medida que Noemí Sanín fue hasta hace muy poco la Embajadora de Uribe ante la Corte de St. James?

FUTEBOL EMPRESA

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Imperialismo, política institucional | Posted on 04-07-2009

Tags:, ,

1

Saiu essa semana uma ótima análise sobre a situação deplorável do futebol brasileiro no ótimo site passapalavra.info. Nele, Tiago Ripa nos mostra a lógica perversa que está por trás do maior espetáculo do mundo. Vale a pena ler.

fonte: http://passapalavra.info/?p=7709

autor: Tiago Ripa

Especial Futebol (IV): O Futebol-Empresa

3 de Julho de 2009

Pretendemos trazer à discussão uma forma de gestão do futebol que faz o jogador passar obrigatoriamente por um empresariado credenciado. O sonho de 11 entre 11 dirigentes é empresariar e elitizar o futebol, transformando-o num caro espetáculo cultural. Por Tiago Ripa

Não há novidade alguma em dizer que os grandes veículos de comunicação sempre caminharam pari passu com os coronéis que, desde os tempos de Charles Miller, estiveram à frente da desorganizada organização do futebol brasileiro. Seria redundante, da mesma forma, evocar o sentido colonialista impresso ao futebol brasileiro de exímio fornecedor de matéria-prima e celeiro de craques, cujo “pé-de-obra” abastece o grande centro econômico do futebol mundial que é o continente europeu. Porém, a naturalização imposta aos últimos movimentos políticos e econômicos desenhados em tão fértil terreno dão conta de uma transformação sem precedentes na estrutura do esporte, sobretudo após a aprovação em 1998 da Lei Pelé – aclamada como a Lei Áurea [lei que aboliu a escravatura] do futebol brasileiro por extinguir os direitos de posse dos clubes sobre os jogadores – e a definitiva entrada em campo de um personagem até então mal definido: o empresário/agenciador de jogadores e técnicos. Sem qualquer alusão a um passado idílico, decorridos 11 anos desde a oficial ascensão destes investidores, cuja atuação mais descarada e explícita se dá através da firmação de simultâneas “parcerias” com variadas agremiações, não cessam as dúvidas quanto à lisura de suas ligações com atletas, times e entidades esportivas. Operando esquemas de grande influência e movimentando cifras altíssimas no mercado mundial, sua capacidade de interferência dentro das quatro linhas de jogo já é dada como certa. As questões que suscitam estas novas jogadas põem na marca da cal o ideal lúdico do jogo, as históricas tradições das equipes e a relação direta estabelecida com os torcedores. E tudo isso não somente com a anuência da mídia esportiva, mas inclusive com sua participação direta nas mais altas esferas de poder que hoje regem o mundo da bola.

futebol-6Em recente matéria de capa (13 de maio de 2009) a parcial revista Veja atesta e reforça aquilo que considera a nova panacéia no futebol brasileiro: “Gol de ouro – O milionário negócio de descobrir, treinar e vender para a Europa ‘craques-bebês’ brasileiros une clubes, famílias e investidores”; poucos dias depois (23 do mesmo mês) foi a vez da comprometida Folha de São Paulo vangloriar a emergência de clubes-empresas no Brasil, liderados por reconhecidos magnatas brasileiros e estrangeiros; a manchete “Milionários viram donos de clubes em SP” dialoga com o subtítulo, que lamenta a “penúria das divisões de acesso” e faz coro à idéia defendida pela revista da editora Abril de formação e venda/empréstimo de atletas a grandes clubes do Brasil e de fora.

Para além de problematizar os interesses que levam grandes e bem sucedidos capitalistas como Abílio Diniz, J.Hawilla, ou empresas como a farmacêutica EMS e a varejista Sondas a investirem no futebol – suspeita-se que os interesses em comercializar mercadorias (na versão capitalista do futebol os jogadores também são mercadorias) sem valor fixo de mercado seria a forma mais prática para se justificar a origem de valores escusos – e considerando também a formação de uma classe de empresários especializados na área, o que se pretende trazer à discussão é o preocupante movimento de afirmação de uma forma de gestão do futebol que faz o jogador, ou aspirante a sê-lo, passar obrigatoriamente por um empresariado credenciado a abrir as portas e fazê-lo transitar pelo obscuro mundo da cartolagem do futebol. A salvo destes intermediários, somente aqueles que já atingiram reconhecido prestígio internacional e podem dispensar seus serviços; do outro lado, jogadores profissionais que não conseguem e nem podem se desvencilhar desta marcação e a grossa maioria dos meninos e jovens – desnecessário enfatizar que quase em sua totalidade de origem pobre – que vêem no futebol o único projeto de futuro. Estes, desde muito cedo cultivando a esperança da fama e da ascensão social, são presas ainda mais fáceis para estas espécies de profissionais do aliciamento, verdadeiros alcoviteiros do mundo da bola.

Motivados pela sanha do lucro rápido com o talento/trabalho alheio, os investidores do futebol apostam agora suas fichas numa nova menina dos olhos: “Centros de Treinamento” que pululam aqui e acolá, vinculados ou não a times reconhecidos; já sobressaem, inclusive, equipes/empresas especializadas somente na formação do jogador, sem atuação em campeonatos oficiais. Alguns adotam regimes de preparação intensiva, onde do nascer ao pôr do sol os meninos são moldados de acordo com as demandas do futebol internacional: força física, disciplina, eficiência e bom comportamento; tudo realizado sob os auspícios dos agentes e formalizado através de contratos, formais ou não, que vinculam transferências e rendimentos por longos anos aos “formadores” dos atletas. O mais perverso de todo este cenário é que, além da ideia estar travestida de boa ação, ela opera justamente dentro de uma lógica que nada mais faz do que espelhar e reforçar a desigualdade e exploração que grassam em nossa sociedade. Tomemos o exemplo do Cruzeiro E.C. (Minas Gerais), um grande clube brasileiro, referência por suas modernas estruturas e Centro de Treinamento: de 3500 garotos que tentam a carreira profissional em suas divisões de base, na média somente 1 ou 2 conseguem atingir o profissionalismo, não necessariamente o sucesso. A nível nacional os dados são ainda mais assustadores: dentre os jogadores profissionais brasileiros 82% ganham entre 1 e 2 salários-mínimos e somente 1,3% tem rendimentos superiores a R$ 3.500 (dados: Atlas do Esporte e Sindicato dos atletas profissionais do estado de São Paulo).

Roman Abramovitch

Roman Abramovitch

Paralelamente, dando corpo a esta nova tendência, medidas adotadas por times tradicionais e por novas agremiações parecem vaticinar o futuro empresarial que passa a contagiar as equipes, sobretudo no que diz respeito à manutenção dos privilégios da classe dos dirigentes esportivos e do equilíbrio entre a legalidade e a criação de subterfúgios na legislação esportiva, que dão aporte à rapinagem legalmente instituída, praticada por agentes e cartolas. Para se ter um bom exemplo, basta tomar a recente proibição imposta pela FIFA de jogadores serem vinculados a empresas que não se definem como entidades esportivas. Criou-se uma situação proibitiva na qual a saída encontrada pelos empresários foi comprar, literalmente, equipes de futebol. Na Inglaterra 15 dos 20 times da primeira divisão são propriedade de magnatas estrangeiros (fonte: futebolmagazine.com), e o clube expoente desta forma de administração, o Chelsea, é do bilionário russo Roman Abramovitch, mesmo dono, aliás, do CSKA de Moscou [Moscovo] e cujos investimentos já chegaram ao Brasil por meio da MSI-Corínthians; na Itália, o premiê [primeiro-ministro] Silvio Berlusconi é proprietário de uma série de canais de TV e jornais e também do A.C. Milan; no Brasil, como reza nossa vocação de cópia “cuspida e escarrada” (e não “esculpida em Carrara”, como seria na origem a expressão) dos movimentos econômicos do primeiro mundo, já começamos a dar nossos passos neste mesmo sentido. O empresário Eduardo Uram comprou o Tombense F.C., time da 2ª divisão mineira a quem está vinculado, por exemplo, o zagueiro Tiago Silva, ex-fluminense e hoje no Milan; Obina, recém-transferido para o Palmeiras, mesmo time onde atua Diego Souza, colega de procurador. O uruguaio Juan Figer, antigo agenciador do futebol brasileiro desde a década de 70, comprou o C.A. Rentistas, de Montevidéu (Uruguai); por seus quentíssimos contatos e respeitável influência negociou a ida de (W)Vanderlei(y) Luxemburgo ao Real Madrid e as milionárias transferências dos jogadores como Robinho e Júlio Baptista. J.Hawilla, dono da empresa de sugestivo nome, Traffic, parceira da Rede Bandeirantes e da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), vinculou-a ao recente clube que fundou, o Desportivo Brasil, que mantém contrato com jogadores no Palmeiras, Corínthians, São Paulo, Fluminense, Cruzeiro, entre outros times. É a Traffic quem está por trás de jogadores como Keirrison, Elias, Hernanes, Fred. Wagner Ribeiro, ex-procurador de Kaká, Robinho e atualmente com mais de 100 jogadores (Neymar é sua bola da vez), iniciou recentemente uma “parceria entre parceiros”, juntando parte de seus negócios com a Traffic de J.Hawilla. Corroborando com esta sombria realidade, vários clubes tradicionais e de reconhecimento no cenário nacional já arrendaram a gerência do departamento de futebol, do profissional às divisões de base, a empresas ou grupos de empresários. Basta uma olhada rápida para ver o que se tornou a tradicional Copa SP de Futebol Jrs.: um verdadeiro portfolio de garotos presos a empresários. E ano após ano a safra é colhida cada vez mais cedo – a Federação Paulista de Futebol, que organiza a Copinha, reduziu de 23 para 21 anos, depois para 20 e agora para 18 anos a idade máxima dos atletas que disputam este torneio. Outras equipes ainda, incapazes de competir com a ferocidade do empresariado, aboliram definitivamente as divisões de base, o nascedouro de jogadores, criando uma situação absolutamente inédita e preocupante. É o caso, para se tomar um exemplo fortuito, do C.A.Bragantino.

Wagner Ribeiro

Wagner Ribeiro

Há também um outro aspecto que marca de modo ainda mais ferrenho o ideal de competição pela sobrevivência dentro do mundo da bola. Além da já apontada obrigatória comunhão com os interesses de agentes atravessadores, os jovens em processo de formação até o almejado futuro de boleiro passam por verdadeiras provações, das quais os responsáveis únicos pelo sucesso ou pelo fracasso são somente eles próprios, preparados ou não que estejam para o sucesso ou o fracasso. Diferentemente dos processos de formação de atletas através das categorias de base das agremiações, passando pelas reconhecidas “escolinhas”, cujo start está circunscrito aos processos de militarização do futebol brasileiro nas décadas de 60/70, e nas quais a passagem por diferentes etapas conduzia os mais bem preparados ao time profissional, nos dias de hoje trilhar o caminho rumo ao profissionalismo e ao sucesso implica necessariamente em vencer pelas próprias forças num processo de acirrada competição não mais definido entre os jogadores de um time contra os jogadores de outro, mas agressivamente disputado entre os próprios jogadores de um mesmo time. Um verdadeiro serpentário moderno à moda do “salve-se quem puder”. Onde antes tínhamos históricos esquadrões, que sabíamos de cor do goleiro ao ponta-esquerda (afinal, eram jogadores que ficavam em nossos times por 5, 10 anos), hoje temos “equipes mutantes” que se esfacelam de um ano para outro (basta comparar as equipes do Santos F.C., bicampeão brasileiro em 2002 e 2004, ou as equipes campeãs brasileiras do São Paulo F.C. de 2006 e 2008). Das idealizadas “máquinas de jogar futebol”, compostas por craques e grandes jogadores, cujas histórias estavam atreladas ao time que defendiam, passamos à verdadeira “terra de cegos”, onde se espera que qualquer jogador acima da mediocridade engate no início da temporada europeia ou durante as programadas “janelas” uma transferência para o mercado externo a título de lucro. Investidores, Cartolas, jogadores e por vezes até a própria torcida já naturalizaram este discurso perverso e insidioso. Entre a formação e o esquecimento de pseudo-ídolos que despontam e “se mandam” está se reforçando um estigma que torna nosso futebol um lugar de passagem, um futebol provisório rumo a mercados mais atrativos. O futebol no Brasil está se tornando verdadeiramente uma divisão de acesso, uma segunda divisão do futebol mundial.

futebol-5

Dunga com os patrocinadores da CBF

Consequência direta desta gestão laissez-faire capitaneada pela CBF, instituição máxima do futebol brasileiro, é a fragorosa baixa na qualidade do futebol jogado por estas bandas, opinião unânime entre torcedores de diferentes times. Outras questões dão ainda sustentação à argumentação: ao lado da anunciada bancarrota financeira dos clubes brasileiros, onde administrações fraudulentas ganham permissiva naturalidade, vê-se crescer a admiração pelo futebol jogado lá fora e por craques de outros países. Nunca se viu tantas camisas de times estrangeiros por aqui. Sem recorrer a qualquer nacionalismo farsesco, estamos envolvidos, de fato, por ações norteadas pelo mesmo sentido colonial: vendemos a matéria-prima (jogadores) e compramos os produtos prontos (transmissões, camisetas de times, ídolos, jogos eletrônicos, estilos de jogo, etc.). Se há pouco tempo atrás somente grandes craques eram seduzidos por propostas de grandes times estrangeiros, geralmente da Itália ou Espanha – onde se disputavam os campeonatos mais ricos – hoje abriram-se canais de transferências em recônditos países da Ásia, Leste Europeu, Oceania para jogadores que jamais conseguiram se firmar em times brasileiros de médio e pequeno porte. A eterna manutenção dos mesmos privilégios aristocráticos, os campeonatos sempre mal organizados, os times com estrutura econômica fraca conduzem a uma situação que deixa mais do que evidente a incapacidade de fazer frente às propostas do exterior; na boca da cartolagem a consequência de uma política nefasta é justificada como se sua própria causa não fosse resultado direto de suas mesmas ações. Seguindo nesta mesma linha, não surpreende que esta tendência se reforce com a seleção de Dunga dando tanto espaço para jogadores antes tidos como “2ª linha” de exportação (a lista de convocados inclui nomes como Afonso Alves, Fernando, Daniel Carvalho, Rafinha, Jô, Bobô), alguns, inclusive, coincidentemente ligados a empresários com ótimas relações com mafiosos/cartolas de fama internacional (vide Boris Berezovsky, Badri Patarkatsishvili, Rinat Akhmetov, negociantes com atuação em times da Europa e da América), sem falar no já manjado esquema de convocar para a seleção, valorizar e transferir por suntuosas cifras.

Site da CBF hospedado no portal da Globo

Site da CBF hospedado no portal da Globo

A CBF, por sua vez, continua a fechar novas cotas de patrocínio (somando agora 6 as empresas que injetam dinheiro na entidade: Guaraná Antarctica, Vivo, Itaú, Gillette, Tam e Nike), a firmar contratos para a Copa de 2014 e, o mais curioso de tudo, a fechar ano após ano com balancetes dignos dos mais iniciantes amadores (vide o déficit de R$ 22,1 milhões apresentado em 2006). O triste cenário torna-se ainda mais sombrio dadas as nulas perspectivas de mudanças. O Clube dos 13, cujo surgimento em 1987 trazia a proposta de rompimento com a CBF em nome dos interesses financeiros dos grandes clubes, rapidamente encontrou seu lugar sentando-se à mesa com a gestora do futebol brasileiro. Em relação à classe dos jogadores, não existe qualquer forma de organização sindical por parte dos atletas e sequer se tem notícia da existência de um sindicato que atenda unicamente aos interesses de boleiros do país. A mobilização das torcidas, fortalecida por meio das Organizadas, ainda esbarra em poréns internos e externos, como a troca de favores com administradores de clubes e a massacrante estigmatização midiática de serem os responsáveis por levar a violência aos estádios. Sua força política, marcante durante os anos da ditadura, dá hoje alguns sinais de retomada, que, embora ainda restritos, parecem ser os únicos clarões que despontam no fim do túnel. A grande mídia, por sua vez, continua a cumprir os mesmos papéis, rezando a mesma cartilha e preparando o terreno pra aquilo que é o sonho de 11 entre 11 dirigentes: empresariar e elitizar o futebol brasileiro, transformando-o num caro espetáculo cultural. O risco deste projeto a própria Veja enunciou, em ato falho e subliminar, ao usar na manchete de capa uma expressão emprestada de uma regra do futebol, evocando o dispositivo que encerrava a partida quando algum time marcava um gol durante a prorrogação (tempo-extra): “Gol de Ouro” também recebeu o nome de “Morte Súbita”, nome, aliás, bem mais sugestivo que aquele. Resta comprovar se a morte do futebol brasileiro será mesmo repentina ou lenta e dolorosa. A Copa no Brasil, em 2014, já anuncia os novos tempos de gentrificação do futebol. Quem vai querer pagar para ver?

A gripe suína e o capitalismo colonial

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 21-05-2009

Tags:, ,

1

furlan

Voltando ao assunto da fusão da Perdigão e da Sadia me relembro do que dizia Caio Prado Júnior sobre a formação do Brasil. “Todo povo tem na sua evolução, vista à distância um certo “sentido”. Este se percebe não nos pormenores de sua história, mas no conjunto de fatos e acontecimentos essenciais que a constituem num largo período de tempo”. A afirmação traz algumas questões para se pensar sobre a conjuntura brasileira neste período de crise da economia mundial.

O que mais se propagandeia nas terras tupiniquins é que “criaríamos” a terceira maior exportadora do país. Que “entraríamos” mais competitivo no mercado mundial globalizado. E para que tal evento pudesse ser concretizado uma grande gama de agentes entraram em cena para alavancar o nosso “sentido” exportador. Fala-se de um Brasil moderno, que rompeu a barreira do terceiro mundo, do sub-desenvolvimento. Somos um emergente, país em desenvolvimento, investment grade. Nosso presidente é saudado como “o cara” pelo Obama.

Reforçamos neste país moderno dois laços fundamentais da nossa história e da nossa “evolução” enquanto nação. A primeira é a nossa essência colonial, construída historicamente servindo de suporte, sempre, ao país hegemônico. O segundo ponto é que o nosso “sentido” enquanto país é a sua vocação agrária, agro-exportadora – e por apresentar uma grande quantidade de minérios – exportadores de matéria prima para a industrialização dos países centrais.

A união entre essas duas empresas muda o seu “sentido” para a sua inserção no capitalismo. Na fundação ambas tinham a orientação de atuar na economia doméstica, para abastecer o mercado interno brasileiro. De concorrentes no mercado nacional – ambas produzem presunto, lingüiça, pizza, óleo, peru de natal … – passam a ser uma exportadora por vocação. Com o mesmo compromisso de uma empresa colonial: exportar o máximo e fazer superavit para a balança comercial. Basta olhar o nome da nova corporação: “Brasil Foods”.

ronaldo

Outro fator importante para pensar este projeto de país são os atores que entram nesta arquitetura. A perdigão com um “valor de mercado” mais elevado e a Sadia que conta como trunfo o seu presidente, da família fundacional da empresa, ter sido ministro do governo Lula. Quanto a vocação agro-exportadora do presidente todos sabem, se não, basta perguntar a ele quem são os heróis nacionais. E também pode-se comprovar pelas recentes declarações de participação do BNDES para ajudar no processo de “liquidez” da nova empresa. Outro agente importante neste processo é o Previ, fundo de previdência dos trabalhadores do Banco do Brasil, que participa ativamente nas ações da Perdigão, sendo o braço direito da família Fontana. O PREVI é administrado a muito tempo por partidários do presidente Lula e tem atuado intensamente nas indústrias privatizadas do país, como a Vale, a CSN, telefonia e energia.

A nova corporação “Brasil Foods” ocuparia o terceiro lugar da Embraer nas exportações brasileira, ficando atrás da Petrobrás e da Vale do Rio Doce. As duas primeiras empresas são especialistas na exportação de commodities – novo nome para o que sempre exportamos – e agora uma novidade uma empresa de produtos processados, porem completamente de acordo com o nosso “sentido” agro-exportador. Agora somado a soja, a exportação de carne – e nossa história junto à cana-de açucar, o café, o algodão, a borracha -.entra os embutidos agrícolas.

Pois é. Superaremos a crise, será menso intensa no Brasil que nas atuais potências hegemônicas – EUA e Europa – e seguiremos firmes nosso destino colonial. Com ou sem a “Brasil Foods” – que aliás ganhou um grande propagandeador mundial da nova empresa: O Ronaldo, levando na barriga o nome da nova corporação verde-amarela.

Brasil, um país de poucos

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 18-05-2009

Tags:, , , , , , ,

3

gripe-suina-transmissao-500x3801

[Se quer saber tudo sobre a gripe suína veja este ótimo texto!]

Em meio a crise mundial e a gripe suina foi anunciado a fusão da Sadia e da Perdigão, que será a maior produtora de embutidos do mundo.
Desta forma cria-se mais uma gigante verde-amarela para atuar no cenário mundial. Vedetes do presidente Lulla essas empresas servem como modelo de um pais ficticío que “dá certo” na américa latina. Logo após a fusão li duas outras notícias interessantes sobre essas companhias, a primeira é que o BNDES pode financiar a fusão das empresas, garantindo aportes financeiros e entrando como acionista da nova empresa. Outra também muito interessante é que a Sadia logo após a fusão anunciou a demissão de 300 funcionários na planta de Toledo (PR).
Apenas para relembrar, o presidente do conselho da Sadia é Luiz Fernando Furlan, ex ministro da Industria do governo Lulla. Para não me acusarem de conspiração vamos fazer de conta que o apoio da presidência e do BNDES neste caso é mera coincidência.
sadia-perdigao