Informe:

FIM DE SEMANA socialista e libertário NA SANTA CECÍLIA

Esse fim de semana foi agitado na Santa Cecília. No Sábado à noite, teve Cinekaos no Espaço Cultural Santa Cecília. O evento fílmico, entretido e militante agregou ainda  mais pessoas, sediou estréias, recebeu realizadores e vai se consolidando como alternativa socialista e libertária de cultura...

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É AMANHÃ!

Posted by rafah | Posted in Contra ou Cultura!!!, política institucional | Posted on 23-07-2010

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FIM DE SEMANA socialista e libertário NA SANTA CECÍLIA

Posted by rafah | Posted in Contra ou Cultura!!!, Revitalização do Centro | Posted on 01-03-2010

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Esse fim de semana foi agitado na Santa Cecília. No Sábado à noite, teve Cinekaos no Espaço Cultural Santa Cecília. O evento fílmico, entretido e militante agregou ainda  mais pessoas, sediou estréias, recebeu realizadores e vai se consolidando como alternativa socialista e libertária de cultura no bairro.

No Domingo, teve a segunda oficina política promovida pelo núcleo de base do PSOL de Santa Cecília, com o tema “Prisão, Justiça, Segurança e a Esquerda Socialista Libertária”. Sociólogos, advogados, sindicalistas, estudantes e professores se reuniram para debater a conjuntura atual de criminalização da pobreza, a justiça popular e as alternativas socialistas de processamento social de conflitos.

Novos eventos estão para acontecer, especialmente no que se refere à luta das mulheres. Logo, logo mais notícias.

Segue alguns sucessos do cinekaos:

CHAVEZ NO RODA VIVA 2002

MARTIRES DEL COMPÁS – clip



CINEKAOS VOLTOU: CINE-CLUBE-FESTA EM CARTAZ NO PRÓXIMO SÁBADO DIA 5/12

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 30-11-2009

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Divulgamos atividade cultural que ocorrerá no próximo sábado, 5 de dezembro, às 18hs., no Espaço Cultural Santa Cecília.

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cINEKAOs

CInekaos voltou! CinekAos é uma festa. CinekAos é um cine-clube também. A entrada é 2 reais, a cerveja é 2 reais, num telão passamos clips + shows + curtas + animações + filmes + documentários + música + cinema de protesto + pérolas da TV + piadas + filme bom + filme ruim + trechos de coisas kaótikamente selecionadas + o que você quiser. Se gostou, você grita e bate palma. Se você não gostou, pede para tirar e manda…
Onde? Espaço Cultural Santa Cecília , R. Frederico AbrAnches, 118 (ao lado do metrô SAntA CecíliA)

RIR PARA NÃO CHORAR

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 19-11-2009

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Para não chorar a extradição do italiano Battisti… rir com um cordel bem brasileiro…

uniban_taleban_geyse de uniforme

UMA BURCA PARA GEISEY
Miguezim de Princesa

I
Quando Geisy apareceu
Balançando o mucumbu
Na Faculdade Uniban,
Foi o maior sururu:
Teve reza e ladainha;
Não sabia que uma calcinha
Causava tanto rebu.

II
Trajava um mini-vestido,
Arrochado e cor de rosa;
Perfumada de extrato,
Toda ancha e toda prosa,
Pensou que estava abafando
E ia ter rapaz gritando:
“Arrocha a tampa, gostosa!”

III
Mas Geisy se enganou,
O paulista é acanhado:
Quando vê lance de perna,
Fica logo indignado.
Os motivos eu não sei,
Mas pra passeata gay
Vai todo mundo animado!

IV
Ainda na escadaria,
Só se ouvia a estudantada
Dando urros, dando gritos,
Colérica e indignada
Como quem vai para a luta,
Chamando-a de prostituta
E de mulherzinha safada.

V
Geisy ficou acuada,
Num canto, triste a chorar,
Procurou um agasalho
Para cobrir o lugar,
Quando um rapaz inocente
Disse: “oh troço mais indecente,
Acho que vou desmaiar!”

VI
A Faculdade Uniban,
Que está em último lugar
Nas provas que o MEC faz,
Quis logo se destacar:
Decidiu no mesmo instante
Expulsar a estudante
Do seu quadro regular.

VII
Totalmente escorraçada,
Sem ter mais onde estudar,
Geisy precisa de ajuda
Para a vida retomar,
Mas na novela das oito
É um tal de molhar biscoito
E ninguém pra reclamar.

VIII
O fato repercutiu
De Paris até Omã.
Soube que Ahmadinejad
Festejou lá no Irã,
Foi uma festa de arromba
Com direito a carro-bomba
Da milícia Talibã.

IX
E o rico Osama Bin Laden,
Agradecendo a Alá,
Nas montanhas cazaquistãs
Onde foi se homiziar
Com uma cigana turca,
Mandou fazer uma burca
Para a brasileira usar.

X
Fica pra Geisy a lição
Desse poeta matuto:
Proteja seu bom guardado
Da cólera dos impolutos,
Guarde bem o tacacá
E só resolva mostrar
A quem gosta do produto.

PANDEMIA DE LUCRO ou GRIPE SUÍNA: INVENÇÃO DO CAPITALISMO 2

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, política institucional | Posted on 11-08-2009

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Está circulando na internet um ótimo texto sobre a gripe suína. Nele o autor anônimo desvenda os verdadeiros interesses por de trás do grande pânico propagado pela midia corporativa.

tamiflu_gripe suina

PANDEMIA DE LUCRO

Que interesses econômicos se movem por detrás da gripe porcina???
No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vitimas da Malária que se podia prevenir com um simples mosquiteiro.

Os noticiários, disto nada falam!

No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarréia que se poderia evitar com um simples soro que custa 25 centavos.

Os noticiários disto nada falam!

Sarampo, pneumonia e enfermidades evitáveis com vacinas baratas, provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano.

Os noticiários disto nada falam!

Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves…
…os noticiários mundiais inundaram-se de noticias…

Uma epidemia, a mais perigosa de todas…Uma Pandemia!
Só se falava da terrífica enfermidade das aves.

Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10 anos… 25 mortos por ano.

A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra 25.

Um momento, um momento. Então, porque se armou tanto escândalo com a gripe das aves?

Porque atrás desses frangos havia um “galo”, um galo de crista grande.

A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflú  vendeu milhões de doses aos países asiáticos.
Ainda que o Tamiflú seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população.

Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro.

- Antes com os frangos e agora com os porcos.

- Sim, agora começou a psicose da gripe porcina. E todos os noticiários do mundo só falam disso…
- Já não se fala da crise econômica nem dos torturados em Guantánamo…Só a gripe porcina, a gripe dos porcos…

- E  eu me pergunto: se atrás dos frangos havia um “galo”, atrás dos porcos… não haverá um “grande porco”?

A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflú. O principal acionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro,Donald Rumsfeld, secretario da defesa de George Bush, artífice da guerra contra Iraque…

Os acionistas das farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso Tamiflú.

A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde.

Não nego as necessárias medidas de precaução que estão sendo tomadas pelos países. Mas, se a gripe porcina é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação;

Se a  Organização Mundial de Saúde se preocupa tanto com esta enfermidade, porque não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza o fabrico de medicamentos genéricos para combatê-la?

Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos genéricos a todos os países, especialmente aos pobres, essa seria a melhor solução.

PASSEM ESTA MENSAGEM POR TODOS LADOS, COMO SE TRATASSE DE UMA VACINA, PARA
QUE TODOS CONHEÇAM A REALIDADE DESTA “PANDEMIA”.

CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO, DA POBREZA E DO LAZER

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento | Posted on 28-07-2009

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Em tempos de ocupação militar em Paraisópolis, USP e Luz; em tempos de controles virtuais e situacionais; em tempos de camêras de vídeo, “chipagem” de corpos, monitoramento de movimentos sociais, etc. se faz necessário uma reflexão sobre a lógica interna de todos esses dispositivos de controle. É isso que o artigo de Douglas Anfra, publicado no passapalavra.info, nos traz como contribuição. Boa leitura!

fonte: http://passapalavra.info/?p=8764

São Paulo livre dos ativistas?

24 de Julho de 2009

O capitalismo criou uma indústria para lucrar com o homem fora do trabalho e controlá-lo; mas existem outros tipos de lógica repressiva, que tentam reprimir antecipadamente o que só de modo muito remoto põe em xeque o sistema. Por Douglas Anfra

«São poucos, porém são… Abrem sulcos escuros
no rosto mais fero e no lombo mais forte.
Serão talvez os potros de bárbaros átilas;
ou os arautos negros que nos manda a Morte.
[…]
Há golpes tão fortes na vida … Eu não sei!»

César Vallejo (poeta que dá nome à rua onde ocorreram os principais incidentes do despejo da favela Real Parque)

O Estadão chama a Paulista livre dos grevistas: advertência a todos os movimentos sociais

paulista-3O Estadão [designação corrente do jornal O Estado de S. Paulo] já pedia a “Paulista livre dos grevistas” no ano passado, pois, se o PSDB [Partido da Social-Democracia Brasileira, do antigo presidente Fernando Henrique Cardoso, cujo símbolo é o tucano] é deles e São Paulo é do PSDB, nada mais justo que a Avenida Paulista ser considerada dos tucanos do PIG (batizado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim de Partido da Imprensa Golpista), e que possa ser um dia rebatizada de Avenida da Imprensa Golpista que, somada à Avenida Roberto Marinho, poderia ser uma segunda homenagem aos apoiadores da ditadura capitalista monopolista. (Veja aqui.)

E agora, finalmente, regozijam-se em seu editorial com uma punição que chamam de exemplar sofrida pela APEOESP [Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo] por causa de um ato com 10 mil pessoas em 5 de outubro de 2005. A multa inicialmente era de 156 mil, mas quando o sindicato recorreu, a multa subiu e desceu entre os juízes estabilizando em 1,6 milhão. Neste mesmo texto exemplar notamos o apelo do Estadão que reflete de todo o PIG:

“a decisão da 4ª Câmara de Direito Privado do TJSP deve servir de advertência a todos os movimentos sociais, organizações não-governamentais e entidades corporativas que insistem em bloquear ruas e avenidas importantes da cidade para realizar passeatas e atos de protesto, dificultando o tráfego e prejudicando a circulação dos paulistanos.” (Veja aqui.)

Podemos notar algo de mais profundo quando olhamos o conjunto desta manifestação de asco pelos que se insurgem em prol do direito da normalidade dos negócios da cidade. Prerrogativa dos que chamam a ordem pública para a anulação de direitos dos que se manifestam, onde sua ordem reflete não apenas o trânsito dos carros e a avidez por lucro segundo um tipo de espírito capitalista desumano, que defende o direito de ir e vir apenas do cidadão de automóvel. Neste sentido parece estar pressuposto um conjunto de modificações políticas que inviabilizem as diversas formas de associação, lazer público e protesto.

Sindicatos

paulista-2Tal modo de tentar quebrar um sindicato não é novidade, iniciou-se com Fernando Henrique Cardoso, que utilizou intervenção do exército nas refinarias no começo dos anos 90 para pôr fim à greve dos petroleiros. Enquanto fazia isto, iniciava o processo de privatização das refinarias, que posteriormente gerou a base financeira dos investidores brasileiros da bolsa que brincavam de banco imobiliário (como o PIG), enquanto entubavam o povo boliviano com o gasoduto e quebravam o monopólio estatal do petróleo que constava da constituição de 1988.

No final da greve, junto com o então ministro do TST, Almir Pazzianoto, aplicaram uma multa que destruiu a capacidade de mobilização de uma das maiores federações de sindicatos brasileiras. Golpe de mestre de um antigo estudioso de sociologia que estudou também os trabalhadores junto com Florestan:

“Foi o TST que declarou a greve ilegal — e que puniu os 21 sindicatos com uma multa de R$ 100 mil por cada dia dos 21 em que a decisão foi desrespeitada. Houve quem achasse que iria acabar em pizza — mas o fato é que a decisão está sendo cumprida à risca. Cada Sindipetro está devendo R$ 2,1 milhões — e a cobrança judicial, além de determinar o bloqueio das contribuições sindicais (R$ 80 mil mensais no caso de Cubatão) e das contas bancárias, ainda determinou a penhora de todos os bens. Os petroleiros lutaram, e continuam lutando, para livrar-se do pagamento da dívida — uma decisão que consideram política e que não reconhecem. No plano estritamente financeiro, para driblar o confisco, reduziram as contribuições sindicais descontadas em folha pela Petrobrás a simbólicos R$ 0,1. Passaram, então, a recolher os 3% de praxe no boca a boca nas portas das refinarias — e daí o “mendigando” de Averaldo. Não recolhem os R$ 80 mil, ouvem alguns desaforos, mas têm conseguido arrecadar entre R$ 50 mil e R$ 60 mil, o que permite pagar a folha dos 47 funcionários e dos 14 demitidos em conseqüência da greve.

No plano político, os petroleiros tentaram uma anistia via Congresso. Conseguiram a unanimidade da Câmara e a quase unanimidade no Senado — mas amargaram o veto implacável do presidente Fernando Henrique Cardoso. Têm como último recurso a derrubada desse veto via Congresso e o julgamento de um recurso extraordinário que impetraram junto ao Supremo Tribunal Federal. “É tudo que nos resta”, diz Averaldo, consciente de que os bens penhorados, incluindo a bela sede avaliada em quase R$ 2 milhões, podem realmente ir à praça, para serem vendidos em leilão.” (Veja aqui.)

Este caminho parece estar sendo seguido por seu amigo Serra, que foi presidente da UNE [União Nacional de Estudantes]. Tudo bem, sabemos que a UNE é o que é. Sabemos que uma das primeiras medidas do Serra quando presidente dela foi acabar com o alojamento para militantes em encontros na sede da UNE do Rio (esquerda mesmo, ele nunca foi, nem quando era da Ação Popular). Mas ele sabe o que é Movimento Estudantil, foi cassado e fugiu para o Chile, viu a destruição da Frente Popular que o hospedou e fugiu outra vez para a França, e hoje ajuda a desmobilizar estudantes e a classe trabalhadora. Após aprender a lição de Pinochet, seu ataque agora é contra a APEOESP [Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo] e o sindicato dos Trabalhadores da USP [Universidade de São Paulo] com pesadas multas e perseguição política.

Um grande sindicato como a APEOESP, mesmo recuadinho na direção, ainda tem capacidade de mobilização e militantes de base tão bons e imaginativos como o prof. Tonhão, demitido e abandonado pela entidade, mas que deixou seu exemplo e um grande número de associados, por isso, este sindicato ainda apresenta uma possibilidade de movimento que deve ser reprimida.

Junto com esta carga violenta vem o “interdito proibitório”, recurso jurídico do direito civil utilíssimo aos patrões exploradores, afinal, que coisa pode ser melhor que um mandato de reintegração de posse preventivo, isto é, sem que se tenha tomado posse ou existido qualquer indício material de ameaça? Este recurso serve para combater o sindicato antes de qualquer ação que ele faça, pois presume graciosamente que este possa vir a agir de modo radical, a ocupar, a mudar o sentido do uso político de um bem determinado privado ou público, comparando qualquer serviço ao serviço privado bancário.

Esta jurisprudência, que só muito forçosamente pode ser aplicada a outros contextos, é outra das grandes ameaças aos sindicatos de hoje, que faz os escritores do editorial dos jornais e seus amigos dormirem cada vez mais felizes e tranqüilos, pois os protege inclusive contra seus próprios funcionários ao pressupor que estes possam vir a agir algum dia. A ordem está garantida aos patrões e as únicas greves serão de pijama. Mas, do modo como a coisa anda, tais questões não poderão ser discutidas nos bares ou mesmo em casa de pijamas.

Repressão das associações, da juventude e do lazer

O jovem é o mais velho exemplar da humanidade. Pesa-lhe a herança dos conhecimentos acumulados; pesa-lhe o desafio do que não foi conquistado; a inadequação entre o idealismo e o egoísmo prático.
Paulo Mendes Campos

Como vimos, para os sindicatos: multas, quebras, perseguição e interdito proibitório, enquanto para os jovens que podem se indispor com o controle e se insurgir: toques de recolher e até proibição do lazer, pois nada aberto sobrará, pois bares fecham pela lei do Psiu. Só aos boys, Patis e Mauricinhos sobrará a liberdade de lazer, ao entrar em eventos bem pagos e no Rio de Janeiro, como exemplo, até mesmo o baile funk no morro é proibido.

Hoje os espaços sociais de produção do prazer ou lazer são restritos a áreas privadas que detém um progressivo monopólio privado do lazer. O lazer passa a ser proibido em áreas públicas. Todos deverão ficar em silêncio ou ir para a igreja.

Quebra-se até mesmo o tênue equilíbrio da periferia, onde muitas pessoas desde a juventude à velhice vagam tendo de ir atrás de “corres” e “fitas” sem emprego e sem transporte, orbitando entre o boteco, a igreja, o campinho de futebol e o baile. Quando não a “boca”, ou “biqueira”, serve de mediação de conflitos (onde ocorre o “debate”) e de possibilidade de um bico para arranjar um “trocadinho” para consumir o que a TV diz que é bom. E por que não, talvez um carrinho que dê a chance de dar um role por ali mesmo, onde muitas vezes falta o “buzão” [autocarro]?

paulista-6Nesta mudança das formas de convívio, apesar de ter restado à escola ser o palco das primeiras atividades de socialização (ou talvez das únicas dentro da lei), a escola cada vez mais deixa de se parecer com o cárcere para se tornar efetivamente um, graças aos convênios entre a Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria da Educação, pois se deu certo na USP manter a Polícia Militar, por que não abrir espaço à repressão em todas as escolas do estado? A PM protege a instituição contra o aluno e o professor, como aqueles professores perseguidos nominalmente pelas delegacias de ensino e às vezes expressamente pelo palácio dos Bandeirantes (Sede do governo do estado). Muitas escolas até mesmo mandam espiões para as reuniões de professores em greve, como vi pessoalmente em ato da APEOESP.

Se observamos a periferia, mesmo os campinhos de futebol, muitas vezes áreas “nobres” das periferias em pontos planos, estáveis e elevados, são os primeiros locais tomados pela especulação imobiliária quando ela chega, impossibilitando até mesmo estas áreas de lazer, que definem um dos únicos espaços de utilidade pública nestes locais. Os CEUs se tornam progressivamente escolas e deixam de ser palco de atividades esportivas e culturais. Mesmo o grafite e as atividades de hip hop só se tornam possíveis em espaços cooptados nas áreas centrais da cidade. Grafiteiros deixam os muros para as galerias e quem freqüenta depois estes espaços? Novamente, só Patis e Mauricinhos melhor ou pior intencionados.

Do mesmo modo, quaisquer aglomerações parecem estar sendo vigiadas e reprimidas, mesmo as torcidas organizadas, como ocorre com a contenção de todas as reuniões de pessoas que possam vir a se politizar. Um exemplo é a situação que passaram os membros do movimento da Rua São Jorge quando jogados pela polícia no meio da torcida rival.

Com efeito, não negamos que a “sublimação repressiva” exista, isto é, que haja uma quantidade socialmente segura de prazer e lazer que o sistema repressivo capitalista permita para manter as pessoas felizes num nível administrado, nem que as regras de repressão como a que vige sobre as drogas e outras formas de entorpecimento tenham validade maior ou menor conforme a classe social dos envolvidos.

Os filósofos Theodor Adorno, Herbert Marcuse e Guy Debord escreveram muitas páginas sobre como o capitalismo cria uma indústria para lucrar com o homem fora do trabalho e controlá-lo. Fazer com que ele se sinta passivo e contemplativo, numa relação quase ritual com o que lhe daria prazer, permitindo que o sistema o fisgasse em valores políticos e sociais, assim como criasse uma estrutura que o tornasse cada vez mais pacato.

O que queremos afirmar é que outros tipos de lógica repressiva existem, que convivem e agem de modo adiantado, tentando reprimir antecipadamente o que somente de modo muito remoto possa pôr em xeque qualquer princípio do sistema, seja este material ou moral, como atesta a proibição da maconha, inofensiva até para Fernando Henrique Cardoso, na prestigiosa e tradicionalmente liberal PUC [Universidade Católica].

É igualmente claro que os trabalhadores da bolsa, investidores, gestores de empresas, trabalhadores da noite e turistas continuarão num ritmo acelerado e consumindo drogas estimulantes ilícitas, até mesmo porque o ritmo da vida urbana exige que estejam despertos, ativos e disponíveis a qualquer momento para um turno de extração de mais-valia ininterrupto.

ÚLTIMA SEMANA EM CARTAZ: QUANDO AS MÁQUINAS PARAM NA TOCA DO CALANGO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 17-07-2009

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Esse fim de semana será a última oportunidade para ver o remake da peça de Plínio Marcos, “Quando as Máquinas Param”, montada pelo Grupo Calango de Teatro e em cartaz no Espaço Cultural Toca do Calango. Sábado, às 21hs. e Domingo, às 19hs. Na Rua Frederico Abranches, 118, ao lado do metro Santa Cecília. Segue Flyer de divulgação.

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CONTRIBUIÇÃO DO NÚCLEO PSOL STA. CECÍLIA AO CONGRESSO DO PSOL: CULTURA SOCIALISTA

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, política institucional | Posted on 16-07-2009

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Seguimos divulgando as reflexões críticas do Núcleo de Base do PSOL de Santa Cecília. Dessa vez o tema é cultura.

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CULTURA E POLÍTICA

No debate interno do partido, a cultura aparece sempre como uma questão secundária. Todos falam em sua importância, mas não se vê em nenhum lugar uma iniciativa concreta do partido, nem ao menos um debate sério a respeito. O partido não tem uma formulação sobre a que entende por uma política cultural socialista. O que nossos parlamentares estão fazendo para promover a cultura socialista? O que os militantes do partido estão fazendo pela cultura socialista em sua militância?

Como uma resposta a esse cenário, nós, militantes do núcleo Santa Cecília, estamos realizando diversas ações culturais de base com o objetivo de proporcionar espaços críticos e reflexivos aos moradores do bairro.  No fim do ano passado, alguns militantes do núcleo de Santa Cecília desenvolveram um trabalho junto aos camelôs do bairro, no intuito de resistir à ofensiva de Kassab (DEMO) que vinha removendo os ambulantes legalizados para a Armênia, sem nenhuma possibilidade de negociação, e pressionando, através da Guarda Civil Metropolitana, os trabalhadores ilegalizados. Tentamos barrar legalmente a remoção, fomentar a construção de uma associação de camelôs e estruturamos uma campanha eleitoral para vereador com as principais bandeiras desses trabalhadores: “Liberdade para trabalhar!”, “Contra a perseguição dos camelôs!”.

Depois de um necessário exercício de autocrítica, chegamos ao entendimento de que a cultura deveria ser nosso principal eixo de trabalho militante em 2009. Por isso nos aproximamos do Grupo Calango de Teatro, que mantinha o Espaço Cultural Toca do Calango há 6 anos, e que, naquele momento, passava por uma crise, estando prestes a fechar as portas. Articulamos uma aliança estratégica com Grupo Calango de Teatro, com militantes do PCB do centro da cidade.

Uma festa organizada conjuntamente entre as 3 forças políticas foi nossa primeira atividade. Mais de 300 pessoas compareceram, comeram, beberam e assistiram a apresentações de música ao vivo. Em seguida, cada grupo teve a missão de propor atividades culturais para o espaço, tendo sido organizada mais uma festa, uma peça de Plínio Marcos e apresentações de grupos de Teatro do Oprimido. No presente momento, estamos desenvolvendo o projeto CineKaos, uma proposta de cine-clube diferenciado. Nos primeiros e terceiros sábados do mês, da meia noite às cinco da manhã, mantemos a porta do Espaço Cultural Calango aberta e  transmitimos num telão uma série de filmes curtos. Buscamos ter uma programação dinâmica e protagonizada pelo público. A proposta vem surtindo efeito, e a cada seção mais pessoas comparecem.

Através do trabalho de base do núcleo, promovemos a integração no bairro, conhecemos novas pessoas, debatemos política e cultura. Misturamos elementos da cultura popular da sociedade da informação com conteúdos politizados que esclarecem e incentivam a luta. Acreditamos que essas intervenções culturais sejam passos iniciais, e ao mesmo tempo fundamentais para caminharmos em direção a uma maior consciência crítica e transformadora que venha aos poucos ampliar o quadro daqueles que lutam por valores socialistas radicais.

CINEKAOS NO CALANGO NO PRÓXIMO SÁBADO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 02-07-2009

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CinekAos é um festa? É. CinekAos é um cine-clube? É também. Como assim? Assim ó: cerveja a 2 reais + um telão com clips + shows + curtas + animações + filmes + documentários + música + cinema militante + pérolas da TV + piadas + filme bom + filme ruim + trechos de coisas kaótikamente selecionadas + o que você quiser. Se gostou, grita e bate palma. Se não gostou, pede para tirar e manda…

Onde? Espaço Cultural Calango, R. Frederico AbrAnches, 118 (ao lado do metrô SAntA CecíliA)

Quando? Primeiros e terceiros sÁbAdos do mês, a partir da 00:00hs (e vai até o metrô Abrir)

El Palito Ortega Montonero

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 17-10-2008

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Conheça a celebridade argentina que foi moda no fim dos anos 60 e começo dos 70, com musicas simples e grudentas que sintetizavam as contradições políticas e ideológicas do período: trata-se de Bombita Rodriguez, “el Palito Ortega Montonero”, músico, guerrilheiro revolucionário e… peronista.

Bombita Rodriguez

Bombita 2

Diversión y Liberación