CONVITE PARA LANÇAMENTO DE CAMPANHA DE IVAN VALENTE 5050
Posted by rafah | Posted in Educação, Plínio Presidente, política institucional, saúde | Posted on 29-07-2010
Tags:Criminalização do Movimento, eleições 2010, financiamento de campanha, plínio presidente, psol
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Divulgamos convite de lançamento de campanha para Deputado Federal de Ivan Valente, histórico lutador social, que nos últimos anos vem remando contra a maré no Congresso Nacional, trata-se do único deputado que defende o financiamento público de campanha, para evitar o ciclo da corrupção que constitui a dinâmica política brasileira; também foi um dos poucos a lutar por um código florestal que proteja a natureza e não o latifúndio. É ainda importante defensor no parlamento do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), que vem sofrendo com investidas de criminalização por parte da direita sanguinária que domina nosso país. Por esse e por outros motivos Ivan Valente 5050 é um dos deputados federais que apoiamos nessas eleições. Segue link para o seu site e um resumo de sua trajetória de luta.
www.ivanvalente.com.br
Conheça o candidato
IVAN VALENTE é deputado federal por São Paulo, eleito com 83.719 votos e líder da bancada do PSOL (Partido do Socialismo e Liberdade) na Câmara dos Deputados. É titular da Comissão de Relações Exteriores e suplente da Comissão de Defesa do Consumidor. Na atual legislatura, integra a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do MST, a Comissão Especial do Código Florestal e foi proponente da CPI da dívida pública, para investigar os impactos sociais e econômicos da dívida pública dos Municípios, Estados e União. Compõe a Direção Nacional do PSOL.
Ivan Valente foi deputado estadual do PT por dois mandatos (1987/90 e 1991/94), quando foi considerado pelo movimento “Voto Consciente” como um dos deputados mais ativos da Assembléia e se notabilizou por seus projetos e ações em defesa da despoluição da represa Billings e em favor da Universidade Pública do ABC. Deputado Federal (1994/98 e 2001), durante o governo FHC, se destacou pela posição firme no combate à política neoliberal daquele governo, em especial em relação às privatizações. Nesse período foi co-autor do pedido de criação e membro da CPI dos Bancos que investigou as generosas ajudas do governo aos banqueiros.
Ivan participa das lutas populares desde as grandes mobilizações da juventude nos anos 60, quando foi dirigente do Centro Acadêmico da Escola de Engenharia Mauá. Como membro da geração que, em 1968, despertou para a militância política na resistência democrática à ditadura, Ivan Valente, anistiado político, foi perseguido, preso, torturado e condenado pelo regime dos generais. Ajudou a fundar o “Comitê Brasileiro pela Anistia/SP” e dirigiu o jornal socialista “Companheiro”. Participou da fundação do PT sendo membro da sua Direção Nacional por 17 anos, em setembro de 2005, ingressou no P-SOL (Partido do Socialismo e Liberdade). Sua atuação partidária, no parlamento e na sociedade tem sempre a marca da coerência e do compromisso com os interesses dos trabalhadores e das maiorias nacionais e com a luta pela democracia e pelo socialismo.
Governo Lula
Ivan foi voz destacada na luta por mudanças na política econômica do governo Lula. Travou uma batalha sem tréguas para que Lula cumprisse as promessas de campanha e não frustrasse as expectativas de mudanças geradas na sua eleição.
Ainda em 2003, primeiro ano do governo, foi um dos proponentes do Manifesto “Mudanças, Já!”, assinado por 29 parlamentares petistas. Neste mesmo ano combateu a Reforma da Previdência pelo seu caráter de ataque aos direitos dos trabalhadores, desfiguração do papel do Estado e abertura de mercado para os Fundos de Pensão privados. Foi punido pela Direção Nacional do PT por não ter votado a favor da Reforma.
Em 2004 foi um dos organizadores do Seminário “Queremos um Outro Brasil” que reuniu 15 deputados federais petistas em São Paulo e elaborou um documento alternativo de política econômica que foi entregue ao governo. Em junho deste ano novamente foi punido pela Direção Nacional do PT, o motivo, se recusar a votar na proposta do governo para o salário mínimo, votando por uma proposta de aumento maior e condizente com a necessidade de um esforço pela recuperação do salário mínimo como mecanismo de distribuição de renda no Brasil.
Saída do PT e filiação ao PSOL
Em 2005 um novo Seminário em São Paulo lança oficialmente o Bloco Parlamentar de Esquerda da bancada petista, bloco criado para ser contraponto às políticas neoliberais do governo, se comprometendo a não votar em hipótese alguma propostas que significassem ataques aos direitos dos trabalhadores. Em maio daquele ano, Ivan Valente assina, acompanhado pela maioria dos deputados do Bloco de Esquerda e pelo senador Eduardo Suplicy, o pedido de instalação da CPMI dos Correios. Vem a tona as primeiras denúncias envolvendo o governo Lula, o apoio à CPMI parte da constatação de que um governo petista não poderia esconder os fatos e precisava enfrentar a opinião pública punindo os responsáveis por atos ilícitos.
O PT sofre acusações cada vez mais intensas de atos de corrupção, a militância assiste desnorteada ao descortinar de fatos envolvendo dirigentes nacionais do partido. Ivan Valente é candidato a presidente estadual do PT de São Paulo, junto com o companheiro Plínio de Arruda Sampaio para presidente nacional – ambos apoiados pela Chapa Esperança Militante. A chapa defende punição a todos os envolvidos em atos de corrupção e mudanças imediatas na política econômica.
Apesar do expressivo apoio obtido no Processo de Eleições Diretas, os votos não foram o suficiente para derrotar o chamado Campo Majoritário do PT, o mesmo setor responsável pelas alianças espúrias, pela condução do partido nos últimos anos e de cujo quadro faziam parte os dirigentes envolvidos em corrupção. Predominou nas eleições interna o voto de cabresto, as máquinas de prefeituras, do governo e dos mandatos condicionaram o voto de parte expressiva dos filiados petistas. Após um amplo debate com os apoiadores do mandato e com setores expressivos da esquerda socialista brasileira, Ivan Valente toma a decisão de sair do PT e ingressar no PSOL.
Saem também do partido inúmeras lideranças petistas, vereadores, sindicalistas, dirigentes regionais, militantes de base e os deputados Chico Alencar (RJ), Orlando Fantazinni (SP), João Alfredo (CE) e Maninha (DF), além de filiados históricos, como Plínio de Arruda Sampaio, Hélio Bicudo e o ex-prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues. A maioria dos militantes opta por se filiarem ao P-SOL. Ivan Valente publica uma carta dirigida aos militantes petistas e à sociedade em geral explicando as razões de sua saída do PT.
Reeleito deputado federal com 83.719 votos.
Em 2006, foi reeleito deputado federal com 83.719 votos. Na primeira disputa eleitoral do PSOL, o partido obtém quase 7,5 milhões de votos com a candidatura de Heloisa Helena a presidente da República e elege três deputados federais e três deputados estaduais. Além de Ivan Valente, são eleitos, Chico Alencar no Rio de Janeiro e Luciana Genro no Rio Grande do Sul. Em São Paulo, o PSOL elegeu dois deputados estaduais, Carlos Gianazzi e Raul Marcelo. No Rio de Janeiro, elegeu para deputado estadual o companheiro Marcelo Freixo.
Educação
Ivan Valente tem uma atuação destacada na área de educação, em 1997 encabeçou a apresentação ao Congresso Nacional do Plano Nacional de Educação elaborado pelos educadores brasileiros; é autor de várias outras importantes iniciativas e projetos em defesa de uma escola pública de qualidade. Nesta legislatura teve um papel destacado no debate da PEC que instituiu o Fundeb – Fundo de Educação Básica, apresentando um substitutivo global à proposta do governo.
Outras Iniciativas
Ivan é autor também de projetos de lei e outras iniciativas na área do meio ambiente, da saúde do trabalhador, do direito à assistência farmacêutica e da dignidade da pessoa humana. Apresentou também uma proposta alternativa de Reforma Sindical, em oposição à proposta do governo de flexibilização de direitos.
Publicações
Ivan Valente é autor e co-autor de diversas publicações sobre educação e outros temas, entre as quais “A Nova LDB em Questão”, “A Municipalização Imposta e a Exclusão Social”, “PNE: FHC Sabota o Plano”, “Progressão Continuada X Promoção Automática. E a qualidade do ensino?”, “Em Defesa da Assistência Farmacêutica”, “PT: Aonde Vamos?”, “Coerência e Resistência” , “FUNDEB – É hora de pagar a dívida social com a EDUCAÇÃO” , “10 anos sem Florestan O Socialismo vive!”, “Carta aos petistas, aos meus eleitores e à cidadania”, “América Latina: No Rumo da Pátria Grande”, “Paulo Freire vive! Hoje, dez anos depois…”
Nascido em 05 de julho de 1946 em São Paulo/SP, é casado, tem dois filhos, professor, engenheiro e foi candidato a prefeito de São Caetano do Sul pelo PT, em 1992, e a prefeito de São Paulo pelo PSOL, em 2008.

















