Informe:

FISCALIZAÇÃO EXISTE SIM, MAS DO LADO ERRADO!

Por Gabé Benitez Saindo do metrô São Joaquim, às 13h00min, me deparei com uma cena um tanto quanto bizarra, mas tão comum nos dias de hoje: muvuca, três viaturas da GCM e um carrinho de açaí todo estraçalhado ao lado de uma das viaturas. Achei no começo que era um acidente. Gente irritada,...

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Greve geral paralisa a Grécia

Posted by Baltazar | Posted in O povo sai as ruas, crise econômica, movimento sindical | Posted on 04-03-2010

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Mais uma vez a Grécia é palco de grandes mobilizações. A greve geral que mobilizou o país é mais uma prova concreta que o capital não consegue solucionar os seus problemas. Para solucionar a crise econômica aprofundam a exploração do trabalho e agudizando a crise social. A mobilização dos trabalhadores gregos é prova que não chegamos ao fim da história e estamos pronto para a luta. Segue um relato sobre a situação no país e como a classe trabalhadora está se organizando.


Matthew Cookson, de Atenas

As ruas sempre cheias de gente do centro de Atenas estão quase desertas hoje. Mais de 2 milhões dos 5 milhões de trabalhadores gregos cruzaram os braçoa. A greve geral de 24 horas uniu trabalhadores do setor público e privado contra as medidas de austeridade adotadas pelo governo.

Todos os vôos chegando ou saindo do país foram cancelados. Escolas e repartições públicas estão fechadas. Poucos ônibus e linhas de trem funcionam, assim mesmo sua circulação foi permitida pelos grevistas para que pudessem levar os trabalhadores às manifestações.

Mais de 30 mil pessoas participaram de duas passeatas diferentes. Seus participantes quebraram a calma do centro de Atenas com seus cantos e palavras-de-ordem enquanto rumavam ao parlamento. Os trabalhadores estão furiosos com o governo Pasok, de centro-esquerda e que venceu as eleições gerais com promessas de manter o valor dos salários. Os manifestantes gritavam: “Nada de sacrifícios! Que os ricos paguem pela crise!”

Yiannis Anastakis, que trabalha no Estádio Olímpico, me disse: “Antes das eleições, o governo disse coisas completamente diferentes do que está fazendo. Agora, está baixando salários que já eram muito baixos. A maioria das pessoas recebe muito menos do que o suficiente para sobreviver com dignidade”.

“Quem tem dinheiro na Grécia não paga impostos. Mas, o governo não vai tirar dinheiro dos ricos. Prefere arrancar mais de quem ganha pouco”, disse ele.

Trabalhadores dos correios e telecomunicações, engenheiros, eletricitários, estudantes, desempregados, funcionários públicos e muitos outros estão juntos na luta. Um grande grupo de imigrantes africanos e de Bangladesh juntaram-se ao movimento, exigindo plenos direitos de cidadania e fim das perseguições policiais.

A polícia usou bombas de gás e cassetetes contra os manifestantes que chegavam às proximidades do parlamento. Um grupo de manifestantes jogou tinta vermelha nos batalhões de choque. A polícia dividiu a manifestação em dois, mas os participantes conseguiram se reorganizar e continuar a passeata.

Trabalhadores do setor público e privado cruzaram os braços contra a intenção do governo de fazer pesados cortes salariais que irão atingir gravemente seu nível de vida. O déficit orçamentário do governo atualmente é de 12,7% do PIB anual da Grécia. O governo quer baixá-lo para 2,8%.

Nesta manhã, juntei-me a um piquete de sindicalistas e estudantes nos escritórios da fábrica metalúrgica Metika, em Atenas. Panos, um dos sindicalistas disse que “o governo fala que está agindo contra a crise, mas na realidade está atacando os direitos dos trabalhadores”. “Nós também estamos aqui, porque a Matika demitiu três trabalhadores que eram militantes sindicais”, esclareceu.

Faixas penduradas nos portões da empresa diziam: “Parem o programa de estabilidade. Chega de demissões” e “Nenhum sacrifício pelos lucros deles”.

Yannis disse que “a União Européia afirma que a Grécia tem padrões de vida elevados em comparação com outros paises. Isto não é verdade. Muitos de nós temos dois empregos para sobreviver. Olhe para essas pessoas. Me diga se elas são ricas”.

A greve geral não é o objetivo final da luta na Grécia. Vários setores estão planejando suas próprias greves e estão em preparação mais dias nacionais de luta para breve.

KASSAB (DEMO) CORTA ATÉ REFEIÇÃO DE CRIANÇA EM CRECHE

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, política institucional | Posted on 17-09-2009

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Charge do Bira kassab bobo

Primeiro Kassab (DEMO) desativou albergues para a população de rua no centro de São Paulo.

Depois Kassab (DEMO) cortou verbas da limpeza urbana e emporcalhou a cidade inteira, levando a cidado ao kaos (com k de kassab) num dia de chuva.

Antes, já tinha reduzido a frota de ônibus em circulação.

Depois veio a restrição aos fretados.

Agora, o prefeito mais sem noção que nossa população teve a cara de pau de eleger cortou uma refeição dos filhos da classe trabalhadora que precisam ficar na creche enquanto os pais trabalham.

E ainda teve a cara de pau de dizer que as entidades vão poder escolher se privam as crianças do café da manhã ou da janta. Lamentável.

Onde está a indignação do povo?

Uma medida como essa teria que minimamente acarretar a destituição popular e direta do prefeito, a tomada do Banespinha por tempo indeterminado e a instalação da comuna de São Paulo sob a bandeira: Não mexa com nossos filhos.

Fora Kassab (DEMO)!

Ato contra a crise reúne 10 mil em SP

Posted by Editorial do Outubro | Posted in crise econômica, reforma agrária | Posted on 17-08-2009

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Mais de 20 entidades sindicais, estudantis e populares reuniram 10 mil pessoas em ato em defesa da redução da jornada de trabalho e dos direitos dos trabalhadores, no contexto da crise econômica mundial, na Avenida Paulista, em São Paulo, na manhã desta sexta-feira (14/8). O ato começou por volta das 10h e terminou às 14h.

Os mil integrantes do MST, que estavam alojados no Estádio do Pacaembu, participaram da manifestação, que também defendeu a realização da Reforma Agrária. No começo da tarde, os Sem Terra começaram a voltar para o interior do estado de São Paulo, depois de nove dias de mobilização.

Jornada Nacional de Lutas

Posted by Editorial do Outubro | Posted in crise econômica | Posted on 13-08-2009

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DIA 14 DE AGOSTO | 10h | AV. PAULISTA (PRAÇA OSWALDO CRUZ)

NÃO ÀS DEMISSÕES.  PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS. EM DEFESA DOS DIREITOS SOCIAIS.

O Brasil vai às ruas no dia 14 de agosto. Os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade unidos contra a crise e as demissões, por emprego e melhores salários, pela manutenção dos direitos e pela sua ampliação, pela redução das taxas de juros, na luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, pela reforma agrária e urbana e em defesa dos investimentos em políticas sociais.

A crise da especulação e dos monopólios estourou no centro do sistema capitalista mundial, os Estados Unidos da América, e atinge todas as economias.

Lá fora – e também no Brasil -, trilhões de dólares estão sendo torrados para cobrir o rombo nas multinacionais, em um poço sem fim. Mesmo assim, o desemprego se alastra, podendo atingir mais de 50 milhões de trabalhadores.

No Brasil, a ação nefasta e oportunista das multinacionais do setor automotivo e de empresas como a Vale do Rio Doce, CSN e Embraer, levou à demissão centenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras.

O Governo Federal, que injetou bilhões de reais na economia para salvar os bancos, as montadoras e as empresas de eletrodomésticos (linha branca), tem a obrigação de exigir a garantia de emprego para a Classe Trabalhadora como contrapartida à ajuda concedida.

O povo não é o culpado pela crise. Ela é resultado de um sistema que entra em crise periodicamente e transforma o planeta em uma imensa ciranda financeira, com regras ditadas pelo mercado. Diante do fracasso desta lógica excludente, querem que a Classe Trabalhadora pague pela crise.

A precarização, o arrocho salarial, o arrocho salarial e o desemprego prejudicam os mais pobres. Nas favelas e periferias. É preciso cortar drasticamente os juros, reduzir a jornada de trabalho sem reduzir salários, acelerar a reforma agrária e urbana, ampliar as políticas em habitação, saneamento, educação e saúde, e medidas concretas dos governos para impedir as demissões, garantir o emprego e a renda dos trabalhadores.

Com este espírito de unidade e luta, vamos realizar, em todo o país, grandes mobilizações.

NÃO ÀS DEMISSÕES!

PELA RATIFICAÇÃO DAS CONVENÇÕES 151 E 158 DA OIT!

REDUÇÃO DOS JUROS! FIM DO SUPERÁVIT PRIMÁRIO! REDUÇÃO DA JORNADA SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS E DIREITOS!

REFORMA AGRÁRIA E URBANA, JÁ

FIM DO FATOR PREVIDENCIÁRIO!

EM DEFESA DA PETROBRÁS E DAS RIQUEZAS DO PRÉ-SAL!

POR SAÚDE, EDUCAÇÃO E MORADIA!

POR UMA LEGISLAÇÃO QUE PROÍBA AS DEMISSÕES EM MASSA!

PELA CONTINUIDADE DA VALORIZAÇÃO DO SALÁRIO-MÍNIMO E PELA SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL AOS POVOS!

ORGANIZADORES:

CGTB, CTB, CUT, FORÇA SINDICAL, NCST, UGT, INTERSINDICAL, ASSEMBLÉIA POPULAR, CEBRAPAZ, CMB, CMP, CMS, CONAM, FDIM, MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES, MST, MTL, MTST, MTD, OCLAE, UBES, UBM, UNE, UNEGRO/CONEN, VIA CAMPESINA, CNTE, CIRCULO PALMARINO.

MARCHA DO MST DE CAMPINAS A SÃO PAULO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo, crise econômica | Posted on 06-08-2009

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No mês de agosto viveremos um momento importante de luta da classe trabalhadora, o mês de Mobilização Nacional contra a Crise. Em nosso estado, o MST marcha de Campinas a São Paulo, do dia 5 ao dia 10, para protestar contra o apoio governamental dedicado aos banqueiros e multinacionais, e o total descaso para com as demandas legítimas da classe trabalhadora do campo e da cidade.

Segue manifesto do MST no qual o movimento explica as causas da marcha.

mst marcha
POR QUE MARCHAMOS?

Somos trabalhadores e trabalhadoras rurais organizados no Movimento Sem Terra / Via Campesina, que lutamos pelo direito a um pedaço de terra onde possamos plantar, colher e garantir uma vida digna às nossas famílias.

Oriundos de várias partes do Estado de São Paulo, de diferentes comunidades, assentamentos e acampamentos para dialogar com a sociedade e os poderes constituídos com o objetivo de denunciar a condução das políticas em nosso país, as quais favorecem apenas os ricos que, por meio da apropriação capitalista, aumentam a cada dia mais a exploração e a miséria da classe trabalhadora. É por isso que marchamos:

Marchamos para reafirmar a necessidade da realização da Reforma Agrária como uma política de distribuição de terra, renda e riqueza para milhões de brasileiros que de forma direta ou indireta serão beneficiados. Dizem que São Paulo não tem terra para os SEM TERRA, entretanto, é um dos estados com uma das agroindústrias mais concentradoras a qual convive com os maiores índices de êxodo rural e miséria em suas pequenas e médias cidades do interior, além do terrível cenário atual nas periferias das grandes metrópoles, onde se concentram milhões de pessoas sem alternativa de vida digna. O povo brasileiro precisa recolocar a Reforma Agrária na pauta do país e dizer que somente através dela é que vamos conseguir produzir alimentos de boa qualidade, a baixo custo e empregar milhares de pessoas que foram expulsas do campo pelo Agronegócio.

Marchamos porque somos contra a concentração da propriedade da terra, das florestas, da água e dos minérios, pois, além de causar a destruição da natureza, expulsa os camponeses, os pequenos produtores, os povos indígenas, os ribeirinhos, os quilombolas. Condenamos a política agrícola e ambiental dos sucessivos Governos Tucanos em São Paulo e do Governo Lula, pois só têm beneficiado o agronegócio, seus interesses econômicos e incentivado a destruição ambiental.

Marchamos para reafirmar a necessidade de unificar toda a classe trabalhadora, do campo e da cidade, para juntos consolidar um processo de emancipação pelo qual possamos ter de fato emprego decente, moradia digna, saúde e educação gratuita e de qualidade, alimentos saudáveis para todo povo brasileiro.

Marchamos para denunciar a exploração da classe trabalhadora por seus patrões e fazer com que o nosso apelo seja ouvido e que soluções sejam tomadas: a cada dia aumenta o número de pessoas desempregadas, e agora com a crise dos ricos, sobra para nós, os empobrecidos, pagarmos a conta. Precisamos nos fortalecer enquanto classe trabalhadora para garantir que se cumpram os direitos trabalhistas e previdenciários; a maioria dos empregadores sequer assina a carteira de seus funcionários. É inadmissível e indignante vivermos ainda hoje com a existência de trabalho escravo em nosso país, e assistirmos passivos os aumentos sucessivos de incentivos para aquelas agroindústrias que o promovem.

Marchamos também para repudiar a crescente criminalização da luta social e da pobreza em todo o país. Não é possível admitir que num país dito democrático, cada vez mais seja considerado crime o exercício legítimo de organização política e reivindicação de nossos direitos assegurados formalmente até pela Constituição Federal. Muito menos admitir que pessoas, sobretudo jovens e negros das periferias urbanas, sejam a cada dia mais consideradas “suspeitas” simplesmente por viver na pobreza ou na miséria material, tornando-se vítimas prioritárias das políticas de criminalização, encarceramento e execuções sumárias em massa que se tornaram uma prática comum do Estado brasileiro nos últimos anos.

Marchamos, finalmente, para refletir e debater também sobre a forma com que o meio ambiente está sendo tratado. O nosso país ainda tem o privilégio de possuir riquíssimos biomas: como a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, o Cerrado, o Pantanal etc, porém, infelizmente a cada dia que passa, mais ameaçados estão nossas matas, florestas, rios, animais, clima e seres humanos… devido à busca desenfreada dos capitalistas pelo lucro. É preciso frear a ganância dos poderosos que, para seguir aumentando seus lucros, passam por cima de tudo e de todos. Nos dias de hoje já vivenciamos vários problemas de ordem climática que é resultado desta ganância dos ricos.

O povo não pode pagar a conta. Que os ricos paguem a conta da crise!

CRESCEMOS SOMENTE NA OUSADIA!
(Mário Benedetti)

A ação pretende reunir 1.500 marchantes, com a perspectiva da participação de 150 crianças. Para tanto, é preciso garantir estrutura para deslocamento, pernoite, higiêne, alimentação, entre outras necessidades. Assim, o MST de São Paulo pede a todos os amigos e amigas do luta pela Reforma Agrária dispostos a contribuir com doações de qualquer ordem, que entrem em contado com a Secretaria Estadual pelos telefones (11) 3663 -1064 ou (11) 7544-8768.

GRIPE SUÍNA INVENÇÃO DO CAPITALISMO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo, política institucional | Posted on 25-07-2009

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A mídia terrorista corporativa vem implantando o pânico na sociedade com a cobertura desproporcional da gripe suíne. Tiram assim o foco da crise financeira e dos demais problemas reais de nossa sociedade. A gripe suína não é nada diferente de nenhuma outra, e doenças históricas e tradicionais matam muito mais que ela, como a dengue, a malária, a febre amarela. Sobre essas o jornaleco da família frias não escreve uma linha. Por que?

Segue ótima análise de www.viomundo.com.br de uma reportagem do jornaleco da família frias sobre a gripe suína.

gripe e crise

fonte: http://www.viomundo.com.br/denuncias/reportagem-da-folha-sobre-gripe-suina-e-totalmente-furada-uma-irresponsabilidade/

‘Reportagem da Folha sobre gripe suína é totalmente furada; uma irresponsabilidade’

Atualizado em 23 de julho de 2009 às 22:29 | Publicado em 22 de julho de 2009 às 08:37

por Conceição Lemes

Domingo, 19 de julho, capa da Folha de S. Paulo:
Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses
Domingo, 19 de julho, caderno Cotidiano da Folha de S. Paulo:
Gripe pode afetar até 67 milhões de brasileiros em oito semanas

Difícil o cidadão comum ler essas manchetes, e não se apavorar. Quem ainda tem na memória a epidemia midiática de febre amarela de 2008, é impossível não se indignar. Um verdadeiro crime contra a saúde pública foi cometido pela mídia corporativa. O pânico desencadeado pela combinação de má-fe e incompetência  de grande parte da imprensa levou milhões de pessoas a se vacinar inutilmente e a correr riscos desnecessários devido aos efeitos colaterais. Duas morreram estupidamente.

Fazer política com notícias de saúde pode matar.  E a julgar pela matéria de domingo passado sobre influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, parece que a lição não foi devidamente aprendida.

Ao descer os olhos pela reportagem descobre-se que:

A pandemia de gripe provocada pela nova variante do vírus A H1N1 poderá atingir entre 35 milhões e 67 milhões de brasileiros ao longo das próximas cinco a oito semanas. De 3 milhões a 16 milhões desenvolverão algum tipo de complicação a exigir tratamento médico e entre 205 mil e 4,4 milhões precisarão ser hospitalizados.

Esses cenários estão na terceira versão do documento “Plano Brasileiro de Preparação para uma Pandemia de Influenza”, publicado em abril de 2006 pelo Ministério da Saúde. Trata-se de um modelo matemático estático criado por epidemiologistas com base no perfil de pandemias anteriores.

Por ser um esquema genérico e não um estudo específico para o atual vírus, são necessários alguns cuidados ao extrapolá-lo para o presente surto.
É possível que alguns dos pressupostos contidos no modelo não valham para o H1N1, cujos parâmetros de transmissão e morbidade ainda não são bem conhecidos, como explicou Eduardo Hage, diretor de vigilância epidemiológica da Secretaria de Vigilância em Saúde do ministério.

Será que depois do terror da manchete e do primeiro parágrafo alguém da população em geral vai atentar para o restante?

Por que se usou 35 milhões na capa e 67 milhões na chamada interna? Se o jornalista acreditava tanto nos seus cálculos por que não expor aos leitores os dois números juntos? Receio de que o dado pareceria mais inverossímel tamanha a diferença? Ou ficar com os pés nas duas canoas, para uma desculpa estratégica?

Quantos da população em geral sabem um modelo estatístico não significa que isso vá ocorrer na prática?

Se o estudo não é específico para o vírus H1N1, por que forçar a barra? Ter chamada na primeira página? Ou algo mais por trás? Uma das hipóteses: tirar o foco de São Paulo e Rio Grande do Sul, estados governados pelo PSDB e onde há maior número de casos, e jogá-lo no governo federal, já a Folha é tucana-serrista.Que cuidados seriam então necessários para extrapolar o estudo de 2006 para a gripe suína?

Para colocar os pingos nos is, o Viomundo entrevistou o médico epidemiologista Eduardo Carmo Hage, diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde. É o mesmo citado na reportagem da Folha.

Viomundo – Domingo, quando li na Folha Online que a pandemia de “gripe suína afetar até 67 milhões de pessoas nas próximas cinco a oito semanas”, pensei na “epidemia” de febre amarela. Só que, agora, o terrorismo midiático pode levar a uma corrida aos hospitais. Por isso vamos direto ao x da questão: a reportagem da Folha procede ou não?

Eduardo Hage – Não. Há um erro capital na matéria, e o jornalista foi alertado. Mesmo assim, ele utilizou parâmetros do estudo para o vírus H5N1 [responsável pela gripe aviária] para calcular quantas pessoas poderiam ser infectadas pelo H1N1 [causador da gripe suína], quantas precisariam de cuidados médicos e quantas seriam internadas por complicações da doença. Os parâmetros utilizados pela Folha de S. Paulo são totalmente furados. Não têm base epidemiológica, estatística, científica. Foi um chute a quilômetros de distância do alvo.

Viomundo – O que realmente a Folha perguntou ao Ministério da Saúde?

Eduardo Hage — O jornalista perguntou se estávamos trabalhando com algum modelo matemático como o feito para preparação da pandemia de H5N1 e se os parâmetros utilizados naquele modelo serviam para esta pandemia. Fui taxativo: o Ministério da Saúde, assim como a Organização Mundial da Saúde (OMS), não estão trabalhando com modelo estatístico para essa pandemia.

Viomundo — Por quê?

Eduardo Hage – Hoje, não existe nenhuma estimativa suficientemente válida para calcular a taxa de ataque, que o jornalista da Folha usa no texto dele. Existe somente um estudo realizado no início da pandemia em La Gloria,  localidade pequena, isolada, no México. Qualquer estatístico com boa formação sabe que não dá para extrapolar esses dados para doença disseminada, como a influenza A. Portanto, por prudência, o Ministério da Saúde e a OMS não construíram ainda modelos matemáticos para a presente pandemia.

Viomundo — O que é taxa de ataque?

Eduardo Hage – É o percentual de pessoas que vai se infectar pelo vírus entre aquelas sem imunidade contra a doença. São as pessoas suscetíveis. Suponhamos que num grupo de 100 pessoas suscetíveis 50 se infectem. A taxa de ataque seria de 50%. Também não há o dado sobre transmissibilidade. Ou seja, a partir de um caso, quantas pessoas poderão se infectar.

Viomundo — O Ministério da Saúde não dispõe desse número?

Eduardo Hage – Nem nós nem ninguém. Não há nenhuma publicação válida hoje que forneça os parâmetros básicos para se construir um modelo matemático. Por isso ele não existe. Chamei ainda a atenção do jornalista de que as estimativas para H5N1 basearam-se nas pandemias de 1918, da gripe asiática e na de Hong-Kong, e que não eram válidas para esta pandemia de gripe.

Viomundo – Mas o texto dá a entender que sim, ressalvando que alguns pressupostos contidos no estudo do H5N1 podem não valer para o vírus da gripe suína.

Eduardo Hage — Os parâmetros do estudo do vírus H5N1 NÃO VALEM para a gripe suína. Foi isso que eu disse.

Viomundo – Então a reportagem da Folha é furada?

Eduardo Hage — Totalmente.  Não há nenhum artigo em que o jornalista da Folha possa se sustentar para fazer os cálculos que fez. É pura ilação, sem qualquer base científica.

Viomundo – O que há por trás desses cálculos equivocados?

Eduardo Hage — Eu espero que não seja a tentativa de gerar desinformação na população, como aconteceu na febre amarela, que você citou.

Viomundo – Traduzindo.

Eduardo Hage – Eu vejo duas tentativas de uso mal intencionado da informação. Primeira: a reportagem diz que até 4,4 milhões de pessoas precisarão ser internadas nas próximas cinco a oito semanas. Como os números, ao final dessa pandemia, estarão distantes dos mostrados, podem gerar desconfiança desde já: ou de que o Ministério da Saúde está omitindo ou vai omitir dados. Segunda: já que a pandemia pode atingir até 67 milhões de pessoas, será uma pandemia totalmente fora de controle. Ambas não tem base científica e não irão se sustentar.

A gripe suína e o capitalismo colonial

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 21-05-2009

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furlan

Voltando ao assunto da fusão da Perdigão e da Sadia me relembro do que dizia Caio Prado Júnior sobre a formação do Brasil. “Todo povo tem na sua evolução, vista à distância um certo “sentido”. Este se percebe não nos pormenores de sua história, mas no conjunto de fatos e acontecimentos essenciais que a constituem num largo período de tempo”. A afirmação traz algumas questões para se pensar sobre a conjuntura brasileira neste período de crise da economia mundial.

O que mais se propagandeia nas terras tupiniquins é que “criaríamos” a terceira maior exportadora do país. Que “entraríamos” mais competitivo no mercado mundial globalizado. E para que tal evento pudesse ser concretizado uma grande gama de agentes entraram em cena para alavancar o nosso “sentido” exportador. Fala-se de um Brasil moderno, que rompeu a barreira do terceiro mundo, do sub-desenvolvimento. Somos um emergente, país em desenvolvimento, investment grade. Nosso presidente é saudado como “o cara” pelo Obama.

Reforçamos neste país moderno dois laços fundamentais da nossa história e da nossa “evolução” enquanto nação. A primeira é a nossa essência colonial, construída historicamente servindo de suporte, sempre, ao país hegemônico. O segundo ponto é que o nosso “sentido” enquanto país é a sua vocação agrária, agro-exportadora – e por apresentar uma grande quantidade de minérios – exportadores de matéria prima para a industrialização dos países centrais.

A união entre essas duas empresas muda o seu “sentido” para a sua inserção no capitalismo. Na fundação ambas tinham a orientação de atuar na economia doméstica, para abastecer o mercado interno brasileiro. De concorrentes no mercado nacional – ambas produzem presunto, lingüiça, pizza, óleo, peru de natal … – passam a ser uma exportadora por vocação. Com o mesmo compromisso de uma empresa colonial: exportar o máximo e fazer superavit para a balança comercial. Basta olhar o nome da nova corporação: “Brasil Foods”.

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Outro fator importante para pensar este projeto de país são os atores que entram nesta arquitetura. A perdigão com um “valor de mercado” mais elevado e a Sadia que conta como trunfo o seu presidente, da família fundacional da empresa, ter sido ministro do governo Lula. Quanto a vocação agro-exportadora do presidente todos sabem, se não, basta perguntar a ele quem são os heróis nacionais. E também pode-se comprovar pelas recentes declarações de participação do BNDES para ajudar no processo de “liquidez” da nova empresa. Outro agente importante neste processo é o Previ, fundo de previdência dos trabalhadores do Banco do Brasil, que participa ativamente nas ações da Perdigão, sendo o braço direito da família Fontana. O PREVI é administrado a muito tempo por partidários do presidente Lula e tem atuado intensamente nas indústrias privatizadas do país, como a Vale, a CSN, telefonia e energia.

A nova corporação “Brasil Foods” ocuparia o terceiro lugar da Embraer nas exportações brasileira, ficando atrás da Petrobrás e da Vale do Rio Doce. As duas primeiras empresas são especialistas na exportação de commodities – novo nome para o que sempre exportamos – e agora uma novidade uma empresa de produtos processados, porem completamente de acordo com o nosso “sentido” agro-exportador. Agora somado a soja, a exportação de carne – e nossa história junto à cana-de açucar, o café, o algodão, a borracha -.entra os embutidos agrícolas.

Pois é. Superaremos a crise, será menso intensa no Brasil que nas atuais potências hegemônicas – EUA e Europa – e seguiremos firmes nosso destino colonial. Com ou sem a “Brasil Foods” – que aliás ganhou um grande propagandeador mundial da nova empresa: O Ronaldo, levando na barriga o nome da nova corporação verde-amarela.

Campanha pela reestatizão da Embraer fará ato no dia 15.

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 15-04-2009

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Temos insistido que uma saída para a crise econômica é a reestatização de fábricas  sob controle dos trabalhadores. Neste sentido a campanha pela retomada da Embraer pelo povo brasileiro deve tomar a frente. Desde sua privatização na era Fernando II que o Estado despeja caminhões de dinheiro nesta empresa, e quando a “marolinha” bate na bunda ela tem duas medidas para sair da “crise”. Primeiro pedir mais dinheiro ao benemérito Estado brasileiro. E segundo demitir trabalhadores.

Vamos a luta!!!

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A Embraer, considerada patrimônio nacional e que já foi motivo de orgulho dos brasileiros, está hoje nas mãos de acionistas estrangeiros. Por maiores que sejam os lucros da empresa, boa parte do dinheiro vai para fora do Brasil. Os fundos de investimentos internacionais já controlam mais de 70% das ações da empresa. Suas ações são vendidas livremente na bolsa de valores de Nova York. Aos brasileiros, sobram as demissões.
No dia 19 de fevereiro, a Embraer anunciou a demissão de 4.270 trabalhadores e culpou a crise econômica mundial pela arbitrariedade. Essa justificativa, entretanto, não demorou a ser desmentida. A verdade é que a Embraer continua lucrando muito, mas perdeu parte desse dinheiro em especulações financeiras. Seus diretores se autopremiaram com uma bonificação de R$ 50 milhões. Agora, esses mesmos executivos querem jogar a responsabilidade nas costas dos trabalhadores.

A demissão em massa e os desmandos que vêm sendo cometidos pela direção privada mostram que é preciso colocar em debate o controle estatal da Embraer – uma empresa estratégica para a soberania do país. Desde a sua privatização, em 1994, a Embraer já recebeu mais de US$ 8 bilhões em financiamentos do BNDES. Isso significa que depende do dinheiro público para sobreviver. Só para lembrar: a Embraer foi vendida pelo valor irrisório de R$ 154,1 milhões. Não é exagero dizer que a privatização foi, portanto, um assalto aos cofres públicos.

Se a iniciativa privada é incapaz de manter o patrimônio nacional, deve sair de cena e deixar o controle da empresa para o Estado e seus trabalhadores. Exigimos de Lula que reestatize a empresa e faça um plano de recuperação da Embraer a serviço do Brasil e sob controle dos trabalhadores.

Por tudo isso, vamos lançar no dia 15, na Assembleia Legislativa, o comitê nacional pela reestatização da Embraer. Participe dessa luta!

No próximo dia 15, quarta-feira, às 17h, acontece o importante ato político na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) que marcará o lançamento estadual do comitê nacional pela reestatização da Embraer e pela readmissão dos demitidos.

Convocam o lançamento :Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Conlutas, Intersindical, CTB, Nova Central Sindical, MTST, PSOL, PSTU, PC do B entre outras importantes entidades dos movimentos sociais brasileiros.

Dia Nacional de Luta: que os ricos paguem pela crise.

Posted by Editorial do Outubro | Posted in crise econômica | Posted on 31-03-2009

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ato11Dia 30 de março foi um dia de muita luta para a classe trabalhadora. Ocorreram atos, paralisações, bloqueios de estradas em pelo menos 19 Estados do país. Mais uma vez a classe trabalhadora mostra que pode ser o sujeito de sua própria história. Em São Paulo, cerca de 20 mil trabalhadores e jovens se reuniram na Av. Paulista, em frente à FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e marcharam até a Praça Ramos lutando contra a crise e o Desemprego.
Mostraram que os empresários e banqueiros não terão moleza no próximo período. Estes, que bateram recordes de lucros nos últimos anos, agora querem se aproveitar da crise criada por eles mesmos para a retirada de direitos. Os trabalhadores, junto com seus instrumentos de organização e luta como a INTERSINDICAL, CONLUTAS, MST, MTST, PSOL já mostraram que vão forçar os patrões a socializarem os seus lucros dos últimos anos.

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Os movimentos criticaram a ação nefasta e oportunista das multinacionais do setor automotivo e de empresas como a Vale, CSN e Embraer, que levaram à demissão de mais de 800 mil trabalhadores nos últimos cinco meses, e deram um recado claro ao empresariado: se as demissões continuarem, o Brasil vai parar. É hora de reduzir a jornada de trabalho sem redução de salários, de lutar pela estatização da EMBRAER, de ocupar as fábricas para defender os empregos.

Crise Econômica: Culpa(do) Trabalhador?

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo, crise econômica | Posted on 05-02-2009

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Andréia Marques

Acompanhamos nos últimos meses, a evolução de uma crise econômica de dimensão planetária, e, devido à atonia e imprecisão da grande imprensa e das mídias relacionadas ao tema, tentaremos aqui, elucidar alguns pontos que consideramos de fundamental importância para reflexão sobre as causas e desdobramentos da atual crise.

Na contramão do que se apregoa entre economistas, governo, técnicos de mercado e demais agentes da (des)ordem econômica, não analisamos a crise meramente sob seu aspecto financeiro e não o temos como ponto de partida.

Já sabemos que grandes bancos em todo mundo estão quebrando, da existência de ativos tóxicos, das alavancagens piramidais dos esquemas Madoff´s, da desregulamentação e irresponsabilidade dos sistemas financeiros (predicados pelo liberalismo econômico ao qual nos submetemos durante quase duas décadas) e que esta engenharia financeira, em franca decadência, já se reflete na “economia real” através, principalmente, da brusca redução dos postos de trabalho que nos insere num ciclo vicioso e recessivo.

Mas será que essa é mesmo a causa desta ‘mega’ crise, ou apenas o estopim dos graves problemas e distorções com base na própria “economia real”?

Propomos aqui mudar o enfoque de nossa reflexão sobre a crise, não nos baseando mais na idéia de que a culpa é do trabalhador americano que não pode pagar a hipoteca de sua casa ocasionando assim o que chamam de “Crise do SubPrime”. Acreditamos que a grave distorção entre os rendimentos dos agentes produtivos (salários, lucros, etc), ou melhor, a concentração social de renda, consolidada através de medidas e políticas de Estado que privilegiaram ricos e classes médias rentistas, tornou-se a principal causa da crise que agora vislumbramos.

Por TRABALHO e RENDA

A incorporação da China e Índia na economia de mercado, fez com que grande parte dos investimentos estrangeiros fossem direcionados à essa região, que como sabemos possui densidade demográfica extravagante. Esse movimento apesar de imprimir impressionante crescimento à essas economias, e redução dos preços dos produtos, comprimiu os salários em todo o mundo. Entre 2004 e 2008, a remuneração do trabalho nos EUA representou 45,8% do PIB, o nível mais baixo registrado desde 1929. Paralelamente, constatamos nos últimos anos o alargamento das diferenças entre os níveis salariais extremos. Isto é, executivos e empregados localizados no topo da pirâmide empresarial vêm recebendo intensos aumentos em suas remunerações, ao contrário dos demais trabalhadores que tem seus salários achatados devido à enorme competição que se estabeleceu internacionalmente (entre as empresas, a fim de reduzir custo de produção, e entre trabalhadores).

Os rendimentos, salários das classes médias altas não se traduziram inteiramente em consumo, como a das classes médias/baixas, mas foram direcionadas em grande parte para poupanças de alta rentabilidade, aplicações financeiras no “mercado especulativo”. Enquanto que para as famílias de classe média e baixa a força motriz da expansão do consumo deixou de ser o aumento de suas rendas, passando a ser o endividamento familiar a válvula propulsora do consumo e do sistema produtivo e a desregulamentação viabilizou financiamentos imaginando que o ciclo de endividamento e crédito não pudesse se interromper. A “Bolha de Crédito” estoura e se evidencia por meio da “Crise dos SubPrimes”.

Além das distorções relacionadas à renda e ao consumo, houve um estímulo muito grande à que os investimentos fossem direcionados para especulação no “mercado financeiro”. Taxas de juros positivas (e no caso do Brasil, exorbitantes), a instauração do dólar como padrão de moeda mundial, adoção de taxas de câmbio flexíveis pelos países, inovações dos instrumentos financeiros sem regulação, autonomia dos bancos centrais em alguns lugares e a crença de que o mercado se “auto regula” e , portanto, funciona “perfeitamente” e em “equilíbrio”, foram incentivadores da irresponsabilidade que se estabeleceu na economia.

Por meio de medidas econômicas e políticas, no Brasil a partir de 1990, pudemos observar a flexibilização dos direitos trabalhistas, a diminuição dos gastos do governo em programas e projetos sociais, a privatização de empresas estratégicas para uma possível autonomia do país. Enfim, tudo que reduzisse o papel do Estado a zero no que diz respeito às políticas sociais e de desenvolvimento e ampliasse o Estado ao máximo, no que refere ao aumento de sua capacidade e responsabilidade para remunerar os credores (instituições financeiras, FMI, etc) , na forma de juros elevados, superávits públicos, responsabilidade fiscal, etc.

As conseqüências: A cada dia anunciam milhares de demissões em todo canto do mundo. Sem proteção social e assistência do Estado (como aquela que salvam bancos e grandes corporações com dinheiro do contribuinte) a situação tende a piorar. É imprescindível nesse momento que haja organização dos trabalhadores para assegurar seus direitos e incrementos de renda, ação estatal no sentido de assistir o trabalhador e incentivar investimentos produtivos e por que não dizer, é hora de arregaçar as mangas e buscar alternativas ao modo de produção perdulário, amplamente desigual e desestruturador de nossas relações sociais.