O governo de São Paulo visto por Búfalo
Posted by rafah | Posted in Educação, política institucional | Posted on 13-07-2010
Tags:crise trabalho renda desemprego, eleições, Plínio de Arruda Sampaio, são paulo
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Numa das poucas brechas abertas pela mídia corporativa nosso candidato a governador do estado de São Paulo, o professor Paulo Bufalo (50) tem a oportunidade de expor suas idéias. Boa leitura!
publicado em 11/07/2010 às 20h29:
PT e PSDB são “samba de uma nota só”,
diz candidato do PSOL em São Paulo
Paulo Bufalo quer mostrar ao eleitorado paulista que rivais representam o mesmo modelo
A exemplo do que ocorre na disputa pela Presidência da República, em São Paulo a corrida pelo governo estadual é também marcada pela rivalidade entre PT e PSDB, que lançaram como candidatos, respectivamente, o senador Aloizio Mercadante e o ex-governador Geraldo Alckmin.
O professor Paulo Bufalo, candidato do PSOL ao Palácio dos Bandeirantes, quer questionar este quadro de polarização para mostrar que as duas opções representam, na verdade, o mesmo modelo. Bufalo estudou Engenharia e é professor de ensino técnico no Centro Paula Souza. Integra a executiva paulista do PSOL e cumpriu dois mandatos de vereador em Campinas.
Ao lado do promotor aposentado Plínio de Arruda Sampaio, que é candidato do partido à Presidência, ele pretende ajudar o PSOL a se consolidar como uma legítima alternativa de esquerda também em São Paulo. Para tanto, e apesar dos escassos recursos financeiros para bancar a campanha e do pouco espaço nos meios de comunicação, Bufalo vê a militância como um ator principal.
O professor afirma que vai tentar mostrar ao eleitorado paulista, durante a campanha, as semelhanças que existem nos discursos de PT e PSDB. Leia, a seguir, trechos da entrevista concedida por Paulo Bufalo ao R7.
R7 – Como o partido chegou ao seu nome para ser candidato?
Bufalo – Quando foi definido o nome do Plínio na conferência nacional do partido, havia já uma indicação na conferência estadual de que o nosso diretório deveria bater o martelo, e aí o nome foi escolhido por unanimidade, no entendimento de que precisávamos combinar a experiência que tem o Plínio com uma campanha que pudesse também ser esparramada aqui. Como eu vinha em um processo de organização do partido no interior, os companheiros acharam melhor.
R7 – O que a sua candidatura vai trazer de novo para a eleição em São Paulo?
Bufalo - O processo eleitoral está essencialmente despolitizado, evita-se que os temas polêmicos entrem na pauta. A nossa tarefa é colocar isso na pauta, e para isso precisamos da militância preparada para poder fazer o debate e trazer as contradições daquilo que tem sido apresentado pelos candidatos que aparecem à frente nas pesquisas.
R7 – Quais são as suas principais propostas?
Bufalo - O debate sobre a segregação, que é colocado pelo Plínio em nível nacional, será trazido para São Paulo, não somente porque estamos em um dos Estados mais populosos, mas no mais rico. Então essas características aparecem com muita força, e nós queremos colocar isso na pauta, pois motiva a militância a fazer o debate com a população, para tentar fazer com que a população assuma o nosso projeto e possa se reconhecer nele.
R7 – Há algo especial para as áreas de saúde e educação, sempre presente nos discursos dos demais candidatos?
Bufalo – As políticas públicas de saúde de educação, com o aprofundamento da crise e da concentração econômica, vêm sendo colocadas em segundo plano, e achamos que isso passa pelo processo de emancipação da população, não apenas para que [as pessoas] tenham um bom emprego, mas acesso à cultura, ao lazer, e isso implica ter uma educação e uma saúde de qualidade. A saúde hoje no Estado vem cada vez mais sendo tratada como mercadoria, e nós queremos reverter esse processo. Para isso, é preciso debater e colocar na pauta da população.
R7 – E como fazer isso com poucos recursos e espaço reduzido na mídia?
Bufalo - É aí que nós precisamos daqueles meios de comunicação que não são tão grandes, mas que são comprometidos com uma pauta social, de mudança. Em segundo lugar vem a nossa militância, na rua, nos espaço de trabalho e de educação e nos movimentos sociais. À medida que o nosso projeto passa a ser identificado como o projeto dos trabalhadores, da classe trabalhadora, a gente tem maior condição de fazer com que eles assumam essa pauta.
R7 – O que o PSOL pretende fazer para romper com a polarização entre PSDB e PT no Estado?
Bufalo – Eu costumo dizer que eles representam o samba de uma nota só, porque não destoam naquilo que defendem. Nós vamos procurar apresentar outro projeto, que faça a contraposição com o programa que eles apresentam. Eles colocam na pauta um conjunto de prioridades que mesmo estando à frente do Estado não realizaram, então por que eles realizariam agora?
R7 – O senhor se refere ao PSDB?
Bufalo - Sim, mas também ao PT. Se nós pegarmos a pauta da privatização, por exemplo, embora tenha sido a pauta principal do segundo turno da disputa presidencial [em 2006], com o Lula, hoje eles fogem desse assunto, porque tanto uns quanto outros são privatizantes. Nós queremos explorar temas como esse, o que nos dá condição de dialogar com a população, que em última instância é quem vive os efeitos e as consequências dessas políticas.


27/10/2009



O III Seminário Internacional Margem Esquerda tem por tema a obra de István Mészáros. Discípulo do também húngaro Georg Lukács, Mészáros é considerado um dos maiores pensadores marxistas da atualidade. Sua obra é fundamental para o entendimento do sistema do capital, bem como de sua crise estrutural e da sua necessária superação.



