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A Rede Globo ataca novamente

Texto de Terezinha Vicente Reportagem grande, anunciada como a “grande” da noite, fechando o programa deste domingo, dia 1° de agosto. Aparentemente uma ótima reportagem, onde repórteres se fizeram passar por um casal “grávido”, em busca de abortar um feto de quatro semanas. Quem não...

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A participação da FOS nas eleições gerais em 2010

Posted by Moisa | Posted in Educação, Imperialismo, política institucional | Posted on 25-08-2010

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Abaixo reproduzimos o Manifesto de apoio à candidatura do Baltazar e do Cabral dos valorosos companheiros da FOS, que sempre estiveram conosco nas lutas sindicais e nas lutas do bairro de Santa Cecília.


Os trabalhadores do mundo todo vivem a atmosfera de uma das maiores crises econômicas que o mundo capitalista já viveu. Vivem, sobretudo, os efeitos dessa crise: desemprego, arrochos salariais, repasse de verba pública para empresas privadas e seus efeitos, diminuição de verbas para a saúde, educação, moradia, saneamento básico, moradia etc.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, anuncia que a saída para essa crise estrutural, não é o socialismo, numa alusão clara do receio da burguesia imperialista que a experiência dos trabalhadores com essa crise, possa potencializar o debate acerca da necessidade, para a classe operária, do socialismo, único sistema que poderá construir uma sociedade onde a exploração do homem pelo homem, possa ser banida da história.

Aqui no Brasil os efeitos da crise são visíveis, o governo federal já destinou mais de 250 bilhões de reais para “segurá-la”, sendo a maior parte desse valor, repasse às empresas privadas (de forma direta ou através de projetos do BNDES), e as demissões em todos os segmentos, com a conivência das burocracias sindicais que negociaram até a diminuição de salários (e nem assim foram garantidos os empregos).

É sobre essa conjuntura que teremos, no Brasil, a eleição geral em outubro. A burguesia brasileira, dividida em diferentes frações, aposta em mais de um candidato (a). A candidata da Frente Popular, que polariza pra si a popularidade do “lulismo”, caracterizando-se numa nova direita consolidada no país, baseada na fraude eleitoral que é o bolsa família e no acatamento de todas as orientações do imperialismo, a direita clássica aposta no projeto tucano das privatizações e do Estado mínimo e o “novo” projeto burguês (na verdade um genérico dos dois anteriores) com forte apelo ecológico.

Ao mesmo tempo, a esquerda no Brasil continua fragmentada, não constituindo um pólo aglutinador e organizador das lutas, que reúna todos os trabalhadores e trabalhadoras que não se renderam às traições da burocracia cutista e que querem organizar as mobilizações contra a retirada de direitos por parte dos patrões e dos seus governos.

A tentativa de organizar a classe trabalhadora, dentro dessa lógica da luta, em junho de 2010 em Santos, o CONCLAT, infelizmente não cumpriu esse papel. O que prevaleceu foi o hegemonismo auto proclamatório do setor majoritário, o que impediu a construção dessa importante ferramenta de luta, que seria uma nova central independente e da nossa classe. Mais do que nunca se faz necessário que a esquerda organize esse pólo de resistência, constituindo uma referência para os lutadores de todo país. Nesse sentido, continuaremos dando a batalha para que se materialize essa central e que ela cumpra o papel fundamental na luta de classes no Brasil.

No campo eleitoral essa fragmentação também se expressou, com vários projetos dos partidos de esquerda. Sabemos bem que as eleições gerais são o campo da burguesia para se perpetuar no poder, nesse sentido, as formas como esses projetos se apresentam podem até variar, mas o conteúdo é sempre o mesmo: manter o sistema de exploração, atacando direitos dos trabalhadores.

Nas últimas eleições a posição da FOS foi o voto nulo programático, à época dizíamos que os programas dos partidos da esquerda para as eleições não atendiam as necessidades dos trabalhadores.

Entendemos que a conjuntura em 2010 apresenta-se de outra forma, a consolidação da frente popular e das reformas neoliberais, o projeto tucano de avanço dessas reformas e o aparecimento de um projeto pretensamente novo, mas que de conteúdo, afirma também tais reformas, aliado à fragmentação da esquerda no campo sindical, nos preocupa sobremaneira.

Diante dessa conjuntura, entendemos que a opção pelo voto nulo programático dialoga pouco com os trabalhadores. O caráter quase plebiscitário dessa eleição diminui a possibilidade desse diálogo.

Como entendemos que a participação dos socialistas e revolucionários nas eleições burguesas é tática (portanto deve adequar-se a cada realidade apresentada) optamos em apresentar um apoio crítico a duas candidaturas do PSOL: a do companheiro Cabral dirigente do sindicato dos químicos de São José dos Campos e a do companheiro Baltazar, professor da rede pública estadual e militante da APEOESP, mas não nas candidaturas majoritárias do partido.

Dois companheiros que representam um setor do CONCLAT que trava uma intensa luta no seio da classe para que a nova central expresse a democracia operária, a independência dos governos dos patrões e dos partidos políticos e sem qualquer atrelamento partidário desta nova ferramenta. Nossa central não deverá repetir erros do passado recente!

Mesmo caracterizando que o programa do PSOL, não apresenta, em sua totalidade, as propostas e bandeiras que consideremos importantes para a classe, a nossa opção tática é pela construção de um pólo aglutinador de luta. Achamos que ao indicar a votação nesses dois companheiros, construímos melhor esse diálogo.

Não temos nenhuma ilusão nas eleições burguesas, e bem sabemos que ela nunca mudará (pra melhor) a vida do trabalhador. Nosso movimento tem relação direta com a disputa da consciência dos trabalhadores, na necessidade da luta e no fortalecimento dos organismos da classe, porque entendemos que o período pós-eleição tende a ser mais difícil para todos que são explorados pelo sistema, visto que os efeitos da crise serão, muito provavelmente, agudizados.

São Paulo, agosto de 2010

FOS – Frente de Oposição Socialista

MINHA TENDA MINHA LUTA

Posted by rafah | Posted in Contra ou Cultura!!!, Plínio Presidente, política institucional | Posted on 13-08-2010

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Hoje Baltazar 50051 passará a tarde no Largo de Santa Cecília, apresentando suas propostas, conversando com a população e denunciando as desigualdades sociais e mazelas do capitalismo. O projeto “Minha Tenda, Minha Luta” visa promover uma maior integração da candidatura com o povo, através de apresentações culturais, como músicas, vídeos, leituras, falas, pinturas, cartazes, etc. Depois, Baltazar e os demais integrantes do Núcleo de Base do PSOL Santa Cecília adentram no tradicional samba do Bloco Carnavalesco Filhos da Santa, que começa às 20hs., no mesmo local.

Baltazar e parte do Núcleo de Base do PSOL - Santa Cecília

CONVITE PARA LANÇAMENTO DE CAMPANHA DE IVAN VALENTE 5050

Posted by rafah | Posted in Educação, Plínio Presidente, política institucional, saúde | Posted on 29-07-2010

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Divulgamos convite de lançamento de campanha para Deputado Federal de Ivan Valente, histórico lutador social, que nos últimos anos vem remando contra a maré no Congresso Nacional, trata-se do único deputado que defende o financiamento público de campanha, para evitar o ciclo da corrupção que constitui a dinâmica política brasileira; também foi um dos poucos a lutar por um código florestal que proteja a natureza e não o latifúndio. É ainda importante defensor no parlamento do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), que vem sofrendo com investidas de criminalização por parte da direita sanguinária que domina nosso país. Por esse e por outros motivos Ivan Valente 5050 é um dos deputados federais que apoiamos nessas eleições. Segue link para o seu site e um resumo de sua trajetória de luta.

www.ivanvalente.com.br

Conheça o candidato

IVAN VALENTE é deputado federal por São Paulo, eleito com 83.719 votos e líder da bancada do PSOL (Partido do Socialismo e Liberdade) na Câmara dos Deputados. É titular da Comissão de Relações Exteriores e suplente da Comissão de Defesa do Consumidor. Na atual legislatura, integra a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do MST, a Comissão Especial do Código Florestal e foi proponente da CPI da dívida pública, para investigar os impactos sociais e econômicos da dívida pública dos Municípios, Estados e União. Compõe a Direção Nacional do PSOL.

Ivan Valente foi deputado estadual do PT por dois mandatos (1987/90 e 1991/94), quando foi considerado pelo movimento “Voto Consciente” como um dos deputados mais ativos da Assembléia e se notabilizou por seus projetos e ações em defesa da despoluição da represa Billings e em favor da Universidade Pública do ABC. Deputado Federal (1994/98 e 2001), durante o governo FHC, se destacou pela posição firme no combate à política neoliberal daquele governo, em especial em relação às privatizações. Nesse período foi co-autor do pedido de criação e membro da CPI dos Bancos que investigou as generosas ajudas do governo aos banqueiros.

Ivan participa das lutas populares desde as grandes mobilizações da juventude nos anos 60, quando foi dirigente do Centro Acadêmico da Escola de Engenharia Mauá. Como membro da geração que, em 1968, despertou para a militância política na resistência democrática à ditadura, Ivan Valente, anistiado político, foi perseguido, preso, torturado e condenado pelo regime dos generais. Ajudou a fundar o “Comitê Brasileiro pela Anistia/SP” e dirigiu o jornal socialista “Companheiro”. Participou da fundação do PT sendo membro da sua Direção Nacional por 17 anos, em setembro de 2005, ingressou no P-SOL (Partido do Socialismo e Liberdade). Sua atuação partidária, no parlamento e na sociedade tem sempre a marca da coerência e do compromisso com os interesses dos trabalhadores e das maiorias nacionais e com a luta pela democracia e pelo socialismo.

Governo Lula
Ivan foi voz destacada na luta por mudanças na política econômica do governo Lula. Travou uma batalha sem tréguas para que Lula cumprisse as promessas de campanha e não frustrasse as expectativas de mudanças geradas na sua eleição.

Ainda em 2003, primeiro ano do governo, foi um dos proponentes do Manifesto “Mudanças, Já!”, assinado por 29 parlamentares petistas. Neste mesmo ano combateu a Reforma da Previdência pelo seu caráter de ataque aos direitos dos trabalhadores, desfiguração do papel do Estado e abertura de mercado para os Fundos de Pensão privados. Foi punido pela Direção Nacional do PT por não ter votado a favor da Reforma.

Em 2004 foi um dos organizadores do Seminário “Queremos um Outro Brasil” que reuniu 15 deputados federais petistas em São Paulo e elaborou um documento alternativo de política econômica que foi entregue ao governo. Em junho deste ano novamente foi punido pela Direção Nacional do PT, o motivo, se recusar a votar na proposta do governo para o salário mínimo, votando por uma proposta de aumento maior e condizente com a necessidade de um esforço pela recuperação do salário mínimo como mecanismo de distribuição de renda no Brasil.

Saída do PT e filiação ao PSOL
Em 2005 um novo Seminário em São Paulo lança oficialmente o Bloco Parlamentar de Esquerda da bancada petista, bloco criado para ser contraponto às políticas neoliberais do governo, se comprometendo a não votar em hipótese alguma propostas que significassem ataques aos direitos dos trabalhadores. Em maio daquele ano, Ivan Valente assina, acompanhado pela maioria dos deputados do Bloco de Esquerda e pelo senador Eduardo Suplicy, o pedido de instalação da CPMI dos Correios. Vem a tona as primeiras denúncias envolvendo o governo Lula, o apoio à CPMI parte da constatação de que um governo petista não poderia esconder os fatos e precisava enfrentar a opinião pública punindo os responsáveis por atos ilícitos.

O PT sofre acusações cada vez mais intensas de atos de corrupção, a militância assiste desnorteada ao descortinar de fatos envolvendo dirigentes nacionais do partido. Ivan Valente é candidato a presidente estadual do PT de São Paulo, junto com o companheiro Plínio de Arruda Sampaio para presidente nacional – ambos apoiados pela Chapa Esperança Militante. A chapa defende punição a todos os envolvidos em atos de corrupção e mudanças imediatas na política econômica.

Apesar do expressivo apoio obtido no Processo de Eleições Diretas, os votos não foram o suficiente para derrotar o chamado Campo Majoritário do PT, o mesmo setor responsável pelas alianças espúrias, pela condução do partido nos últimos anos e de cujo quadro faziam parte os dirigentes envolvidos em corrupção. Predominou nas eleições interna o voto de cabresto, as máquinas de prefeituras, do governo e dos mandatos condicionaram o voto de parte expressiva dos filiados petistas. Após um amplo debate com os apoiadores do mandato e com setores expressivos da esquerda socialista brasileira, Ivan Valente toma a decisão de sair do PT e ingressar no PSOL.

Saem também do partido inúmeras lideranças petistas, vereadores, sindicalistas, dirigentes regionais, militantes de base e os deputados Chico Alencar (RJ), Orlando Fantazinni (SP), João Alfredo (CE) e Maninha (DF), além de filiados históricos, como Plínio de Arruda Sampaio, Hélio Bicudo e o ex-prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues. A maioria dos militantes opta por se filiarem ao P-SOL. Ivan Valente publica uma carta dirigida aos militantes petistas e à sociedade em geral explicando as razões de sua saída do PT.

Reeleito deputado federal com 83.719 votos.
Em 2006, foi reeleito deputado federal com 83.719 votos. Na primeira disputa eleitoral do PSOL, o partido obtém quase 7,5 milhões de votos com a candidatura de Heloisa Helena a presidente da República e elege três deputados federais e três deputados estaduais. Além de Ivan Valente, são eleitos, Chico Alencar no Rio de Janeiro e Luciana Genro no Rio Grande do Sul. Em São Paulo, o PSOL elegeu dois deputados estaduais, Carlos Gianazzi e Raul Marcelo. No Rio de Janeiro, elegeu para deputado estadual o companheiro Marcelo Freixo.

Educação
Ivan Valente tem uma atuação destacada na área de educação, em 1997 encabeçou a apresentação ao Congresso Nacional do Plano Nacional de Educação elaborado pelos educadores brasileiros; é autor de várias outras importantes iniciativas e projetos em defesa de uma escola pública de qualidade. Nesta legislatura teve um papel destacado no debate da PEC que instituiu o Fundeb – Fundo de Educação Básica, apresentando um substitutivo global à proposta do governo.

Outras Iniciativas
Ivan é autor também de projetos de lei e outras iniciativas na área do meio ambiente, da saúde do trabalhador, do direito à assistência farmacêutica e da dignidade da pessoa humana. Apresentou também uma proposta alternativa de Reforma Sindical, em oposição à proposta do governo de flexibilização de direitos.

Publicações
Ivan Valente é autor e co-autor de diversas publicações sobre educação e outros temas, entre as quais “A Nova LDB em Questão”, “A Municipalização Imposta e a Exclusão Social”, “PNE: FHC Sabota o Plano”, “Progressão Continuada X Promoção Automática. E a qualidade do ensino?”, “Em Defesa da Assistência Farmacêutica”, “PT: Aonde Vamos?”, “Coerência e Resistência” , “FUNDEB – É hora de pagar a dívida social com a EDUCAÇÃO” , “10 anos sem Florestan O Socialismo vive!”, “Carta aos petistas, aos meus eleitores e à cidadania”, “América Latina: No Rumo da Pátria Grande”, “Paulo Freire vive! Hoje, dez anos depois…”

Nascido em 05 de julho de 1946 em São Paulo/SP, é casado, tem dois filhos, professor, engenheiro e foi candidato a prefeito de São Caetano do Sul pelo PT, em 1992, e a prefeito de São Paulo pelo PSOL, em 2008.

Governismo disfarçado

Posted by Baltazar | Posted in política institucional | Posted on 17-06-2010

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Em tempos de fragmentação cada um se agarra naquilo que pode. E assim o jogo duplo começa. Para destruir as florestas e estar na linha de frente do agronegócio nada melhor que um comunista como Aldo Rebelo. Nesta mesma lógica uma ex-guerrilheira pode muito bem comandar o país a serviço do capital. Pra dizer bem a verdade, dos que são os testas de ferro do capitalismo no país tem origem no movimento de esquerda.Mas nem todos se renderam ao capital. Por isso segue a resposta de Plínio de Arruda Sampaio à Ricardo Gerbrin.


Plínio de Arruda Sampaio

Ricardo Gebrim é um homem inteligente e, como tal, capaz de malabarismo verbais extraordinários, na defesa do indefensável. O indefensável que Gebrim defende (em entrevista ao Brasil de Fato, edição 379 – de 3 a 9 de junho) é a posição oficial da Consulta Popular diante da conjuntura política do país.

A verdade é que Gebrim e parte da direção da Consulta Popular apoiam Dilma. Mas por razões desconhecidas não querem declarar esse apoio explicitamente. Daí surgem os sofismas, que não resistem à mais perfunctória análise.

Primeiro sofisma. Segundo Gebrim, até 2002 o apoio a Lula centralizava a tática da esquerda. O rebaixamento do programa democrático-popular de Lula provocou um remanejo tático na esquerda: um grupo decidiu sustentar Lula de qualquer jeito, outro preferiu fazer oposição eleitoral a ele.

A Consulta Popular preferiu um terceiro caminho: Lula não é inimigo, mas deve ser enfrentado nas questões agrárias, econômicas, energéticas, e nas ações impopulares, e deve ser apoiado na sua política no Irã.

Ora, se Lula está errado na questão agrária, na política econômica, na política energética, obviamente, sua política não pode deixar de ser prejudicial ao povo. E o que faz uma organização de esquerda definir um governante inimigo do povo senão suas políticas?

Ainda mais que, além dessas políticas “enfrentáveis”, existem as “ações impopulares”, que também merecem enfrentamento. Quais são elas? (Transposição do São Francisco? Reforma da Previdência? Sucateamento da educação e da saúde? Acobertamento do Mensalão?).

Quanto ao elogio da aventura iraniana, é preciso esclarecer que a mediação de Lula serve como luva ao propósito do imperialismo, pois consiste em convencer Ahmadinejad a enriquecer urânio na Turquia. O pior é que não foi nem um serviço gratuito, pois respondeu a uma sugestão do próprio Obama, como acabou sendo esclarecido. A bronca posterior foi porque a sugestão de Obama não corresponde ao desejo dos Clinton – senhores do departamento diplomático do governo norte americano.

No elogio da política externa, Gebrim esqueceu-se de mencionar o papel servil que as tropas brasileiras estão cumprindo no Haiti.

Segundo sofisma. Lula não é o inimigo. O inimigo é o capital. Mas que política Lula executa senão a da defesa do capital? O capital não é um conceito abstrato. Só existe encarnado. Combater o capital, sem encarná-lo, é como combater a imoralidade e a injustiça, sem dizer quem é imoral, injusto. E nem me venha com a balela de que combater o inimigo é combater agronegócio. O agronegócio é parte de um todo. A quem interessa ocultar essa realidade? Combater o capital é combater a ordem capitalista que Lula defende.

Terceiro sofisma. Discordando das duas táticas, por responderem à lógica de governo ou de luta eleitoral, a Consulta Popular preferiu centralizar o trabalho de unificação das forças populares, de formação de militantes, de agitação e luta popular. Por isso, no primeiro turno da próxima eleição, não apoia ninguém, libera seus militantes, mas irá denunciar Serra pelo risco do neoliberalismo e do imperialismo.

Qui prodest?” (a quem aproveita?)

Quanta incoerência! Qual é a via defendida pelo “atualíssimo programa democrático-popular”, senão a via eleitoral? Quer dizer que se Lula estivesse cumprindo o programa democrático-popular, o processo eleitoral seria válido?

Quarto sofisma. Nos termos de Gebrim, o programa democrático-popular continua extremamente atual. Isto significa dizer que o sistema capitalista tem condições de resolver os problemas fundamentais da população brasileira – hipótese negada pela nossa história e pela história da América Latina há oito décadas que reforça o discurso da direita a respeito da inviabilidade de alternativas ao seu domínio.

Quanto ao “rebaixamento” desse programa, a lógica exige que se diga para qual patamar inferior (o neoliberal ou o populista?). Em ambos casos fere os interesses populares.

Quinto sofisma. A eleição presidencial deste ano é plebiscitária, afirma Gebrim. O povo escolherá entre o projeto rebaixado e o retrocesso. Retrocesso quer dizer: vitória do Serra. A insinuação do voto é evidente, porque a conclusão que o militante desavisado tirará dessa afirmação será naturalmente: “Gente! Que perigo! Votar na Dilma já”. Trata-se de uma versão envergonhada de voto útil, que mal esconde o governismo.

Esse malabarismo todo clama por uma explicação. Em 2010 não há engano possível: são três candidaturas da ordem contra uma candidatura anti-sistema com condições de expressar as reivindicações concretas do povo. Tenho sérias duvidas de que essa posição expresse sentimentos majoritários dos companheiros que militam nessa organização. Pelo menos, não coincidem com as manifestações dos militantes quem têm comparecido nos encontros que tenho realizado nos Estados.

FONTE:  Brasil de Fato
SITE: www.brasildefato.com.br
PUBLICAÇÃO:  17/06/2010

por um brasil socialista, camarada!

Posted by rafah | Posted in política institucional | Posted on 12-03-2010

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(leitura de manifesto na Revolta da Chibata,
a 22 de novembro de 1910)

Convocação para I reunião de apoio as pré- candidatura Baltazar Senna, Damião Carlos e Kennedy Ferreira

“a ironia e a paciência são as principais qualidades do revolucionário”

Lênin

No século passado (XX) o Brasil foi um dos Cinco países do mundo que mais cresceu economicamente. Para recordarmos, a população do país em 1900 era de 17 milhões de habitantes, a cidade de São Paulo, tinha apenas 240 mil almas, como se costumava dizer, 100 anos depois a população do país é de 190 milhões e São Paulo, tem 22 milhões na área metropolitana!

Nesse período o Brasil, particularmente São Paulo, foi ancoradouro da crise social da Europa, Ásia, Américas e África. Aqui chegaram sonhos, esperanças e ilusões. Durante décadas a cidade e o estado hospitaleiro, foram se transformando num lugar cheio de muros altos, seguranças e cercas elétricas.

Também nesse período o Brasil deixou de ser um país agrário, restrito a produção do café, da cana ou do algodão, para tornar-se um produtor vigoroso em diversas áreas econômicas. O nível de saúde, educação, transporte, alimentação, moradia (etc), infinitamente são melhores hoje, do que a 100 anos atrás.

Porem esse processo foi acompanhado da maior concentração de renda do planeta. O crescimento desordenado significou a perda de meio de vida e de moradia de milhões de brasileiros, como atesta os movimentos de sem terras e de sem tetos e favelados nos centros urbanos.

Os dados de desenvolvimento econômico colocam o Brasil entre os 10 países mais ricos e os dados de desenvolvimento humano nos remetem entre os países pobres. Ou seja, o desenvolvimento e crescimento econômico sem modificações na estrutura agrária, urbana, distribuição de renda , etc. apenas permite que uma parcela da sociedade se beneficie enquanto a grande maioria é socialmente excluída e não rara, eliminada.

Dessa maneira a realidade nos ensina que a cada ano as pontes ficam mais cheias de gentes, as ruas mais violentas e as pessoas mais egoístas. A sociedade capitalista brasileira (e mundial) não consegue atender a todos as pessoas, portanto surgi o desemprego, a desesperança e a violência em massa.

A vida torna-se mais dura, pois quanto mais se trabalha menos se ganha e ao mesmo tempo, toda a felicidade humana é apresentada como consumo. As pessoas para serem felizes devem comprar coisas e mais coisas, consumir, consumir e consumir. A sociedade baseada no mercado exclui toda uma imensa maioria que não pode ter acesso às suas benesses e transforma a vida numa competição. As pessoas competem por uma vaga na fila, no estacionamento, por emprego…como querer que nesta luta de todos contra todos não haja violência ?

As guerras por petróleo, por água, por pontos de drogas ou de camisetas constituem a parte central do funcionamento do capitalismo. E por sua vez quanto mais às empresas produzem mais abarrotam os estoques levando a que haja superprodução e desta, mais crise e mais desemprego.

A sociedade capitalista precisa de resposta, de alternativas que privilegiem a vida ao mercado.

é preciso dar sentido a vida e objetivo a esperança!

O socialismo é essa resposta, é necessário uma sociedade onde os direitos sejam socialmente iguais em que a produção e o consumo sejam planejados ao bem estar humano. Para tanto é fundamental que o poder de Estado esteja nas mãos dos trabalhadores e demais produtores de riquezas, é preciso que a administração seja feita diretamente pelas pessoas através de uma democracia direta e socialista. Que as terras, fábricas, bancos e grandes empresas comerciais pertençam ao povo que nele trabalhe!

Para tanto é preciso organizar os trabalhadores e o povo pobre que vem sendo oprimido nos bairros populares pela ação de grupos marginais, organizar os trabalhadores nas fábricas e empresas por mais direitos e por salários dignos, lutar nas escolas e faculdade por uma educação digna e pública, organizar a promoção da cultura e a socialização do conhecimento entre as pessoas de modo democrático e gratuíto,

È preciso realizar a socialização do conhecimento e dos direitos a partir da organização dos trabalhadores e do povo.

É com intuito de impulsionar este movimento de tomada de consciência que lançamos a nossas candidaturas e convidamos você a somar sua vontade a nossa luta

Por uma sociedade sem explorados e exploradores!

Por uma sociedade socialista

POR UM BRASIL socialista CAMARADA!!!

Baltazar Sena, Damião Carlos e Kennedy Ferreira

Reunião dia 13 de Março – dás 14 às 18h

Na sede do Movimento Humanista. Rua Albuquerque Lins, 306 Metro Marechal
Apareça!!!

NOTA POLÍTICA DO PCB SOBRE AS ELEIÇÕES 2010

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, política institucional | Posted on 07-12-2009

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Divulgamos nota política do PCB sobre eleições 2010, na qual o partido lamenta a sobreposição do debate estratégico pelas questões de viabilidade eleitoral. www.outubrovermelho.com.br concorda com os comapanheiros do PCB e conclama a unidade da Frente de Esquerda na construção de uma alternativa anticapitalista para o Brasil, que não se limite ao período eleitoral.

bandeira_pcb

Os Rumos da Frente de Esquerda

(Nota Política do PCB)

O Partido Comunista Brasileiro – PCB, diante da conjuntura política e do posicionamento dos partidos que, em 2006, compuseram a Frente de Esquerda, apresenta sua posição a respeito das perspectivas políticas no processo que antecede as eleições de 2010.

  1. Avaliando que o processo sucessório presidencial de 2010 ocorrerá dentro de um quadro no qual o debate e a disputa eleitoral colocam frente à frente o PT e o PSDB como as duas principais forças que disputam hoje a direção política do bloco conservador, formado por um grande campo de consenso sobre os rumos centrais da economia brasileira e sobre a continuidade da macro-política econômica até então em vigor,
  1. Considerando ainda que o PT e o PSDB são antagonistas nos limites internos ao consenso burguês na gestão do capital e na manutenção da institucionalidade política hegemônica:
  1. Destacamos a necessidade de que as forças de esquerda produzam uma agenda política, social e econômica contra-hegemô nica ao consenso conservador, em função do que apresentamos, a seguir, um conjunto de reflexões e proposições para abrir o debate no sentido da elaboração de uma proposta alternativa que se diferencie essencialmente dos rumos hoje propostos.
  1. Inicialmente, não consideramos fundamental propor e debater nomes de pré-candidatos à sucessão presidencial, sobretudo quando a discussão em torno destes pauta-se pelo critério central ou mesmo único da suposta “viabilidade eleitoral” de nomes. Discutir o processo político pré-eleitoral em torno de nomes configura a prática comum dos partidos da ordem, que submetem a agenda política a projetos de grupos restritos e rebaixam ou anulam o debate de propostas político-sociais.
  1. Neste sentido, propusemos, desde o início deste ano, que retirássemos do centro da discussão os nomes colocados e iniciássemos um amplo processo de debate programático que necessariamente envolvesse, além dos partidos que compuseram a Frente de Esquerda (PCB, PSOL e PSTU), as organizações políticas sem registro eleitoral, os movimentos sociais, o movimento sindical, a intelectualidade de esquerda e as organizações de resistência e luta dos trabalhadores. Isto seria feito com o fim de conformar eixos centrais em torno dos quais poderíamos constituir uma alternativa política, não apenas para participar do processo eleitoral, mas para contrapor ao projeto conservador uma alternativa socialista e popular.
  1. Ainda que tal proposta tenha encontrado uma receptividade, principalmente em parte significativa da intelectualidade de esquerda e entre os movimentos sociais que buscam diferenciar- se da lógica de inércia e amoldamento hoje dominante nas direções sindicais, estudantis e em outras entidades de massa, a dinâmica interna e os compreensíveis interesses imediatos, tanto do PSOL como do PSTU, acabaram por centrar o debate nas pré-candidaturas. Assim fazendo, subestimaram e postergaram a discussão programática e a construção política junto aos trabalhadores e movimentos.
  1. Acreditamos que não se trata de uma mera escolha de nomes, mas fundamentalmente de envidar esforços para a construção de uma necessária frente permanente de caráter anticapitalista e antiimperialista, para além das eleições, frente esta que, em unidade na luta de massas, incorpore organizações políticas e sociais orientadas ao socialismo.
  1. O impasse no PSOL e a possibilidade real de apoio à candidatura de Marina Silva inviabilizam qualquer possibilidade de uma frente política que envolva o PCB. Em nenhum momento nosso Partido foi procurado para partilhar de qualquer avaliação sobre linhas programáticas, tática eleitoral ou perfil de candidaturas que pudessem, ainda que remotamente, levar a esta alternativa, a nosso ver, descabida. Tampouco fomos procurados para dialogar sobre estes temas com os companheiros do PSTU, que já promovem o lançamento da sua pré-candidatura à Presidência da República.
  1. A posição do PCB é de reafirmar que a tática eleitoral não deva priorizar o raciocínio de “viabilidade eleitoral” em detrimento do caráter político de classe da disputa, eixo sobre o qual os trabalhadores devem formular seu programa contra-hegemô nico e construir formas e meios de ruptura face ao pacto político-social das classes dominantes e seus aliados.
  1. O perfil político de Marina Silva e, ainda mais nitidamente de sua legenda partidária, é claramente formatado nos limites da ordem do capital e essencialmente subordinado a um método político que em nada se diferencia da tradicional forma manipulatória no debate de questões relevantes (no caso a ecológica), buscando atrair os trabalhadores para um projeto que, na essência, não corresponde aos seus interesses históricos.
  1. Neste sentido, respeitando os partidos que se aliam na luta contra o governo Lula e o projeto conservador, revestido ou não de vernizes sociais ou eco-capitalistas, sempre reafirmamos a necessidade de método e ação políticos de mobilização para a construção dos eixos programáticos socialistas e populares, no sentido da criação de uma nova e concreta alternativa de poder para os trabalhadores da cidade e do campo.
  1. Infelizmente, o adiamento da decisão do PSOL para março de 2010 e a quase unânime aprovação, por sua direção, da abertura de negociações com o PV, além do lançamento unilateral de candidaturas, praticamente inviabilizam a possibilidade de reedição e, menos ainda, da ampliação da Frente de Esquerda.
  1. Face a este quadro, o PCB reafirma a necessidade de uma alternativa orgânica de esquerda, socialista, anticapitalista e antiimperialista, constituída como elemento estratégico fundamental na luta dos trabalhadores pelo poder político, para além dos marcos impostos pelo calendário político-eleitoral.
  1. Neste sentido, resta-nos apelar para que essas forças de esquerda assumam a responsabilidade diante da conjuntura política e da história, deixando de submeter os objetivos estratégicos de construção da alternativa de poder popular e socialista a uma tática despolitizada em torno de nomes e ao pântano das soluções institucionais imediatas.

PCB – Partido Comunista Brasileiro – Comitê Central

Novembro de 2009

Psol e Marina Silva

Posted by Editorial do Outubro | Posted in política institucional, reforma agrária | Posted on 23-11-2009

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Muito se fala da possibilidade do PSOL apoiar a candidatura da Marina Silva (PV) à presidência. Apesar de, até o momento, a maioria do partido se apresentar contrário é um debate que está pautado no partido e só será definido na conferência eleitoral de março. O núcleo Santa Cecília do PSOL vêm discutindo o tema e acredita que não é possível apoiar um partido que está no governo Kassab (DEM), governo Serra (PSDB), e também, no governo Lula (PT), ou seja, um partido fisiológico.

Para aqueles que ainda acreditam na figura da Marina vale a pena verificar o que ela anda dizendo. Em uma entrevista no programa Roda Vida da TV Cultura ela elogia o governo FHC dizendo que houve grandes avanços no seu governo e coloca o governo Lula como uma continuidade do Fernandinho, proposição num certo sentido verdadeira, o choque é que não há crítica, ela considera positivo. Quando indagada sobre modelo econômico elogia o governo Lula e não critica o modelo do agronegócio, pelo contrário, diz que existem os bons latifundiários que respeitam as reservas legais. Para nós, não se trata de um problema de gestão mas um problema de modelo econômica que privilegia o latifúndio, esmaga o pequeno produtor e concentra a produção agrária brasileira na exportação de soja, milho e cana ao invés de produzir alimentos para a população.

Os vídeos abaixo foram são partes da entrevista da Marina ao Roda Vida e foram usados no debate de formação do núcleo Santa Cecília sobre ecosocialismo. Divulgamos e estamos certos que os socialistas não cairão nesse engodo.


DEBATE SOBRE SOCIALISMO NO BRASIL NA ALESP

Posted by Editorial do Outubro | Posted in política institucional, reforma agrária | Posted on 17-11-2009

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Divulgamos evento que acontecerá amanhã, dia 18 de novembro, na Assembléia Legislativa de São Paulo. O deputado estadual do PSOL, Raul Marcelo, convida movimentos sociais e intelectuais para debater um programa socialista para o Brasil, com o nosso candidato a presidente, Plinio de Arruda Sampaio.

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Visite www.pliniopresidente.com

CONVITE PARA O DEBATE
Um projeto socialista para o Brasil

Data: 18 de novembro (quarta-feira)
Horário: 19 horas

Local: Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo
Auditório Franco Montoro

Convidados
Plínio Arruda Sampaio – presidente da ABRA
Gilmar Mauro – direção nacional do MST
Chico de Oliveira
– sociólogo e professor emérito da FFLCH/USP
Rosa Maria Marques – professora da Faculdade de Economia da PUC-SP
Roberto Leher - professor da Faculdade de Educação da UFRJ e pesquisador do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais

Coordenação
Raul Marcelo – deputado estadual PSOL/SP

MANIFESTO DE APOIO À CANDIDATURA DE PLINIO DE ARRUDA SAMPAIO À PRESIDÊNCIA DO BRASIL

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, política institucional | Posted on 02-10-2009

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Nem Serra, nem Dilma, nem Marina, nem Heloísa, o nosso candidato à presidência para as próximas eleições é Plínio de Arruda Sampaio. O nosso e de uma série de intelectuais engajados com um processo de transformação profunda e radical no Brasil. Segue manifesto de apoio à candidatura de Plínio assinada por algumas dessas personalidades.

Plínio Presidente!

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“Construir um projeto socialista para o Brasil

Para unir a esquerda socialista e os movimentos sociais combativos apresentamos a pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio à Presidência da República

‘Só crescemos na ousadia’
Mario Benedetti

As trabalhadoras e os trabalhadores de todo o mundo vivem um tempo de profundas definições diante da eclosão de uma das piores crises da economia capitalista desde 1929 – crise estrutural, acentuada pelo padrão neoliberal de acumulação capitalista da era das desregulamentações, à qual se soma uma gravíssima crise ambiental cuja dimensão mais urgente é o aquecimento global.

Esta autêntica crise de civilização ameaça agravar ainda mais a situação da classe trabalhadora. Os primeiros efeitos já causaram um aumento de 200 milhões de miseráveis no mundo e põem em risco a manutenção de direitos conquistados em épocas menos adversas.

No Brasil, nenhum desses imensos desafios poderá ser adequadamente enfrentado se não houver articulação entre os partidos de esquerda anticapitalistas, os movimentos sociais anti-sistêmicos, os sindicatos autônomos e classistas e a juventude engajada na luta política e cultural.

O primeiro passo para isso consiste na formulação de um programa, um projeto para o Brasil, de combate aos efeitos perversos das crises em curso. O programa precisa estar fundamentado em medidas macroeconômicas que configurem uma estratégia de enfrentamento à crise sem aceitação das restrições que o capital e a classe dominante querem impor aos trabalhadores, e sem perda de direitos e garantias já adquiridos. Tem que enfrentar as questões da dívida pública, encaminhando a agenda do Jubileu Sul para realização de uma rigorosa auditoria, cancelando os pagamentos ilegítimos dos juros, denunciando a baixa tributação sobre o capital, objetivando assegurar menor tributação aos trabalhadores e recursos para desenvolver as políticas públicas.

Somente combatendo o padrão de acumulação expropriador e depredador será possível enfrentar a grave crise ecológica criada pela lógica irracional do mercado.

O programa deve, também, ser um instrumento contra as tendências autoritárias, xenófobas, machistas e racistas que se alimentam do agravamento do quadro social. Mais amplamente, o programa tem de expressar uma resposta conjunta dos povos de nossa região aos agravados desafios comuns colocados pela crise de civilização que vivemos. Devemos pautar também uma intensa denúncia da criminalização dos movimentos sociais e da pobreza.

Por fim, em nossa compreensão a luta dos socialistas não pode se limitar ao combate às formas de corrupção, mas o atual cenário de escândalos recoloca para nós a obrigação de defender o fim do Senado.

Alternativa anticapitalista em 2010
Um projeto anticapitalista, popular e socialista precisa ter seu programa forjado desde já nas lutas imediatas. Apenas dessa forma as forças populares terão condições de oferecer, em 2010, uma alternativa de voto aos milhões de brasileiros e brasileiras.

A classe trabalhadora não pode ficar refém da falsa polarização entre a candidatura do governo Lula versus a do bloco PSDB/DEM, pois, com pequenas diferenças, seus programas têm por mote a salvação do capital diante da crise e ataques à classe trabalhadora.

Tampouco podemos deixar de apresentar uma alternativa de projeto à possível candidatura de Marina Silva, pelo PV, que não expressa uma ruptura com o projeto global de governo que balizou os dois mandatos de Lula. Além de não superar uma visão utópica e meramente retórica de que pode haver desenvolvimento ambiental sustentável sobre bases capitalistas. Não por acaso, o partido que escolheu para se filiar se encontra na base de governos que vão do PT ao PSDB e tem Zequinha Sarney como um dos seus chefes.

Um nome a serviço de um projeto
O povo tem o direito de conhecer formas não capitalistas de sair da crise, por isso nos propomos a construir as bases de um autêntico projeto socialista para o Brasil. O nome de Plínio de Arruda Sampaio, como pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, afirma essa necessidade e a possibilidade deste debate.

Plínio é uma reserva moral e política da esquerda brasileira, que guarda coerência integral com os desafios da reorganização de forças no campo socialista e da classe trabalhadora neste novo momento histórico em que vivemos. E representa de forma coerente um projeto de natureza anticapitalista para o Brasil.

Além disso, é capaz de representar o perfil de uma política de alianças centrada nos partidos da Frente de Esquerda Socialista (PSOL, PCB e PSTU) e nos setores do movimento de massas que permanecem comprometidos com uma intervenção transformadora na luta de classes.

Enfim, a pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio possui enorme potencial de aglutinação de forças políticas e sociais, avanço no debate programático e acúmulo estratégico na direção de um projeto socialista para o Brasil.

A partir deste manifesto propomos construir uma ampla agenda de debates e atividades com todos aqueles setores que estejam dispostos a se engajar na formulação de um novo projeto para o Brasil com as bases aqui sugeridas.

PRIMEIROS SIGNATÁRIOS
Alfredo Bosi - professor da Universidade de São Paulo (USP), crítico e historiador de literatura brasileira, e membro da Academia Brasileira de Letras
Ariovaldo Umbelino - professor do Deptº de Geografia da USP
Aziz Ab´Saber - geógrafo e professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
Caio Navarro de Toledo - professor colaborador do IFCH/Unicamp
Ciro Correia - professor do Instituto de Geociências da USP
Dom Tomás Balduíno - bispo emérito de Goiás Velho, fundadador da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e do CIMI (Conselho Indigenista Missionário)
Douglas Belchior - historiador e membro do Conselho Geral da UNEafro e militante do movimento negro
Elaine Behring - professora do Departamento de Políticas Sociais da Faculdade de Serviço Social da UERJ
Fábio Konder Comparato - professor titular da Faculdade de Direito da USP
Fernando Silva - integrante da Executiva Nacional do PSOL
Francisco Whitaker Ferreira - integrante do secretariado internacional do Fórum Social Mundial e da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB
Heloísa Fernandes - professora do Deptº de Sociologia da USP e colaboradora da Escola Nacional Florestan Fernandes
Ildo Luís Sauer - professor titular do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP e integrante do programa de Pós-Graduação em Energia da USP
Joaquim Francisco de Carvalho - físico e mestre em Engenharia Nuclear
Jorge Grespan - professor do Deptº de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH/USP)
Jorge Luiz Martins - advogado e integrante da Coordenação Nacional da Intersindical
Juarez Torrez Duayer - professor da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal Fluminense (UFF)
Júnia Gouvêa - integrante do conselho editorial da revista ‘Debate Socialista’
Luiz Allan Kunzle - professor da Ciência da Computação da Universidade Federal do Paraná e Secretário Geral da APUFPR
Marcelo Badaró Mattos - professor do Deptº de História da UFF
Marcelo Carcanholo - professor do Deptº de Economia da UFF
Maria Orlanda Pinassi - professora do Deptº de Sociologia da Universidade Estadual Paulista (UNESP/Araraquara)
Marina Barbosa Pinto - professora da Escola de Serviço Social da UFF
Mario Maestri - historiador e professor do programa de pós-graduação em História da Universidade de Passo Fundo
Otília Arantes - professora do Deptº de Filosofia da USP
Paulo Arantes - professor do Deptº de Filosofia da USP
Paulo César Pedrini - coordenador da Pastoral Operária Metropolitana de São Paulo
Paulo Gouveia - integrante do Diretório Nacional do PSOL
Paulo Nakatani - professor do Deptº de Economia e do programa de pós-graduação em Economia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes)
Paulo Pasin - diretor da Federação Nacional dos Metroviários
Paulo Rios - diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e MPU (Fenajufe) e integrante do Diretório Nacional do PSOL
Plínio de Arruda Sampaio Jr. - professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Raul Marcelo - deputado estadual pelo PSOL/SP e integrante do Diretório Nacional do PSOL
Reinaldo Carcanholo - professor de Economia e do Mestrado em Política Social da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
Ricardo Antunes - professor do Deptº de Sociologia da Unicamp
Roberto Leher - professor da Faculdade de Educação da UFRJ e pesquisador d o Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso)
Robert Ponge - professor do Instituto de Letras da UFRGS
Rosa Maria Marques - professora da Faculdade de Economia da PUC-SP e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Economia Política
Sandovan Vivan Eichenberger - psicólogo e integrante da equipe pedagógica da Escola Latino-Americana de Agroecologia do MST no Paraná
Sandra Feltrin - advogada do MST e da Via Campesina no Rio Grande do Sul, e integrante do Diretório Nacional do PSOL
Sara Granemann - professora da Escola de Serviço Social da UFRJ
Soraya Smaili - professora do Deptº de Farmacologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Valéria Nader - economista e Editora do Correio da Cidadania
Virgínia Fontes - professora da EPSJV-Fiocruz, da pós-graduação em História da UFF e colaboradora da Escola Nacional Florestan Fernandes-MST
Vito Letízia - economista e professor aposentado pela PUC-SP

Governo Serra cospe na cara da população

Posted by edutiao | Posted in Criminalização do Movimento, política institucional | Posted on 25-08-2009

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Do blog Panóptico: Governo do Estado tripudia sobre desabrigados: “A gente faz. E faz bem feito”

Agosto 25, 2009

Famílias do acampamento Olga Benário, no Capão Redondo, que dormiram na rua, o governador e seu secretário de habitação mandam o recado: acreditem, sonhem, respirem, comemorem!

Programa de Desapropriação Popular da Polícia do Estado-1

Um dia após desalojar cerca de 800 famílias usando força policial, o governo do Estado de São Paulo faz publicar nos jornais, em página inteira, propaganda de sua “política” de habitação popular.

Dar de cara com uma propaganda dessas na página 3, enquanto que a página 1 traz as notícias da vergonhosa desapropriação só pode ser uma estratégia de incentivo à revolta popular.

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Foto: Cátia Toffoleto. Alguns direitos reservados

Mas num ponto a propaganda é bem verdadeira. Como todos nós vimos ontem, a tropa de choque e os tratores sempre funcionam: “No Estado de São Paulo é assim: A gente faz. E faz bem feito”

Se o governo seguir sua “política de habitação popular”, como observado na desapropriação do prédio do INSS, depois da expulsão das famílias de suas casas, virão as ordens para que a polícia toque o povo da rua. É o governo de SP sempre inovando: desaloja o desalojado.

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Foto: Cátia Toffoleto. Alguns direitos reservados

Relacionados:
Reintegração SP, galeria de fotos, O Estado de São Paulo
Moradores resistem a reintegração de posse em SP, galeria de fotos, Folha de S. Paulo
Capão Redondo – 24 de agosto de 2009, artigo, Ferrez
Violentamente pacífico, vídeo e artigo, Apocalipse Motorizado
Em SP, famílias do Olga Benário resistem à decisão da Justiça, artigo, Rede Brasil Atual
Poste de Serra ataca os pobres. Quer que eles voltem ao Nordeste, artigo, Conversa Afiada
Famílias do acampamento Olga Benário são despejadas com violência, artigo, Raquel Rolnik