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Gilbertinho Pocotó

No jornaleco da Família Frias escreve um colunista sobre educação. Nesta segunda-feira ele reprova a greve dos professores da rede pública dizendo que é uma greve contra os pobres. Eu não sabia que o senhor José “Exterminador do Futuro” Serra fosse pobre. Também não sabia que Paulo...

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UM PRESIDENTE PARA HONDURAS

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo, política institucional | Posted on 03-11-2009

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Divulgamos entrevista de Carlos Reyes, possível candidato independente à presidência de Honduras, na qual ele fala da estratégia adotada na conjuntura atual pelos que querem a instauração de uma Assembléia Constituinte.

Entrevista de Carlos H. Reyes, candidato independente à Presidência de Honduras

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Internacional
Mario Casasús
Qua, 28 de outubro de 2009 22:33

Carlos Reyes

“A oligarquia deu o golpe de Estado para ficar, não para entregar o poder nas eleições”

Carlos Humberto Reyes Pineda é candidato independente à Presidência de Honduras, destacado líder sindical desde a greve de 1954 e acérrimo crítico do neoliberalismo. Em entrevista a teleSUR, justifica sua participação no processo eleitoral: “exigimos a restituição da ordem constitucional; do contrário, ir a eleições significaria legitimar o golpe de Estado”. Carlos H. Reyes sustenta, sem temor de equivocar-se: “O grupo oligárquico e os militares que organizaram o golpe de Estado não o deram para entregar o poder em 6 meses, senão que para ficar no poder e aprofundar o neoliberalismo e abortar definitivamente a Assembleia Constituinte. No fundo, isso é o que eles querem. A maioria do povo hondurenho não vai entrar no processo eleitoral se as coisas continuam assim. Nós sustentamos que a Resistência deve atuar em relação ao processo eleitoral exigindo a Assembleia Nacional Constituinte. Inclusive, pensando num futuro governo espúrio, instaurado pelas eleições, débil e com uma enorme crise econômica, social e política. Nós devemos ter nossa própria agenda”.

MC.- Como surge sua candidatura presidencial?

CR.- Eu sou candidato presidencial independente há uns meses, mas fundamentalmente sou alguém que esteve toda sua vida – desde a greve de 1954 – no movimento popular. A candidatura é uma questão conjuntural, em razão do que o país vive .

MC.- O Tribunal Supremo Eleitoral fez um requerimento sobre a permanência de vocês no processo eleitoral. Solicitaram esse trâmite inútil a todos os candidatos?

CR.- Em relação à reunião com esses senhores do Tribunal Eleitoral, eles estão muito interessados em que a candidatura independente participe. Inclusive inscreveram a candidatura antes do tempo previsto para fazê-lo. Nos comunicaram um dia, nas ruas de Tegucigalpa, quando andávamos numa manifestação contra o golpe de Estado. Aproximaram-se de mim uns 15 jornalistas, dizendo: “já sabe qual é a última? – te inscreveram, pela primeira vez aceitam uma candidatura independente à Presidência da República e queremos saber tuas reações”. Disse-lhes que era simples de explicar, que nós estamos lutando pelo regresso à ordem constitucional, a caminho de uma Assembleia Constituinte. Assim que, quando preenchi todos os requisitos, entendi o interesse do Tribunal Eleitoral e dos golpistas: legitimar-se com o processo eleitoral. Ontem nos chamaram do Tribunal Eleitoral para comunicar-nos que em 24 horas déssemos um sim ou um não, porque eles tinham que mandar imprimir as cédulas e nos dão a entender que não querem gastar à-toa. Respondemos que estamos interessados em participar, mas só com o retorno à ordem institucional, porque não podemos reclamar direitos constitucionais se não há um regime constitucional no país. Eu não sei se aos demais partidos e organizações lhes fizeram o mesmo requerimento.

MC.- A ditadura de Micheletti poderia perpetuar-se se fracassa de forma deliberada o processo eleitoral?

CR.- Nós insistimos, e disse isso – por telefone – ao Presidente da República Manuel Zelaya, que ninguém se engane, o grupo oligárquico e os militares que organizaram o golpe de Estado não o deram para entregar o poder em 6 meses, senão que para ficar no poder e aprofundar o neoliberalismo e abortar definitivamente a Assembleia Constituinte. Isso é o que eles querem no fundo. A maioria do povo hondurenho não vai entrar no processo eleitoral se as coisas continuam assim. Nós sustentamos que a Resistência deve atuar com relação ao processo eleitoral exigindo a Assembleia Nacional Constituinte e, inclusive, pensando num futuro governo espúrio, instaurado pelas eleições, débil e com uma enorme crise econômica, social e política. Nós devemos ter nossa própria agenda.

MC.- Como a candidatura independente abordará o processo eleitoral nulo?

CR.- Nós, como candidatura independente, não estamos em campanha eleitoral. Os únicos que, sim, fazem proselitismo são os 4 candidatos que respaldam o golpe de Estado e, como se fosse pouco, eles fazem uma contra-campanha sobre a candidatura independente, desinformam a população sobre nossos comunicados, mentem constantemente, manipulam tudo o que se refere à candidatura independente e à Unificação Democrática (UD). Definitivamente, o caso é muito grave. Por isso colocamos para o Tribunal Supremo Eleitoral que, nas condições do golpe de Estado e da repressão, não procede um processo eleitoral. A manipulação mediática contra nós é implacável, tenho dito que “a candidatura independente não iria às eleições nas condições de ditadura e que participaríamos quando regresse a ordem constitucional”. E a imprensa publica todo o contrário: “Carlos H. Reyes está decidido a participar no processo eleitoral” (sic). Recebo centenas de chamadas de gente confundida com relação às noticias equivocadas. Não é um jogo limpo, estamos frente a assassinos e mentirosos, frente a militares que torturam e violam, civis que descumprem todos os direitos humanos. Não podemos esperar nada favorável para nós no campo das comunicações. Os golpistas estão no poder para ficar, com a assessoria de israelenses, aplicando as táticas de Israel tanto na comunicação como na repressão seletiva.

MC.- Você sofreu a repressão por parte de corpos de segurança do Estado, a tal ponto que tem uma fratura no punho direito. Isso é parte de uma política ditatorial seletiva e sistemática?

CR.- Um mês antes do golpe de Estado, fiz uma denúncia ante o Comitê de Familiares de Detidos Desaparecidos em Honduras (COFADEH) e outras organizações defensoras dos direirtos humanos, porque uma pessoa vigiava minha casa. Quando, numa manhã, passei diante dele, ouvi-o dizer a outro individuo, apontando para mim: “se não cai fora, o agarramos”. No dia seguinte ao golpe de Estado, nos reprimiram e quase me matam a golpes. Desgraçadamente, sou um pouco mais alto que a média dos hondurenhos. Sou perseguido pela polícia que facilmente me localiza, Em 30 de junho, nos encurralaram e estavam praticamente nos massacrando nas aforas de Tegucigalpa. Diante das balas, a única alternativa foi pular de um muro de 5 metros de altura. Uns caíram bem. Eu, no momento de saltar, senti um tapa na orelha que me desequilibrou e caí mal, fraturando o punho. Nesse dia, foram 7 pessoas as que sofremos fraturas. Ademais de um professor assassinado e outras pessoas gravemente golpeadas. Apresentamos as denúncias correspondentes, mas de nada serviu.

MC.- Se aqui a ditadura não faz nada, entrou em contato com defensores de direitos humanos do estrangeiro?

CR.- Durante esses dias, não pude assistir às manifestações. Dediquei-me a receber uma série de jornalistas e pessoas que vêm de visita a Honduras. Antes participara com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA. Quando chegou a Tegucigalpa o Juiz Baltasar Garzón, reuni-me com ele. Todos levaram uma informação muito boa sobre as violações dos direitos humanos. Isso nos foi muito útil, creemos que pudemos convencê-los da justiça das nossas reclamações e de que aqui se estava enganando a comunidade internacional sobre o que realmente sucedia. A imprensa golpista disse que “a CIDH avalia que em Honduras não há milhares de mortos”. Nós nunca dissemos que são milhares; contamos e documentamos quantos são. Insisto: o que dizemos é que, fora os companheiros que morreram assassinados nas ruas – durante as manifestações pacíficas -, começaram os crimes seletivos contra os dirigentes.

MC.- Cogitou da ideia de sair do país numa campanha para denunciar os crimes de lesa humanidade da ditadura de Micheletti?

CR.- Temos vários companheiros que fazem o trabalho de denúncia no exterior e creemos que o fazem muito bem, apesar de nossas limitações. Nós não temos a experiência da Frente Farabundo Martí ou dos Sandinistas ou dos guatemaltecos. Eu não aceito sair do país para fazer denúncias. Não desconhecemos que a atual ditadura tem seus contatos na empresa privada e na imprensa corporativa.

MC.- Que leitura faz do fracasso do diálogo ante a proposta do ditador Micheletti no sentido que seja a Corte Suprema a responsável de estudar o retorno do Presidente Zelaya?

CR.- O assunto está em que, durante um momento, ambas comissões chegaram a um acordo para que a restituição passasse pelo Congresso, mas, frente a isso, apareceram os verdadeiros golpistas e pararam toda intenção de que a Mesa de Diálogo avançasse. Desse modo inventaram que a Corte Suprema de Justiça deveria fazer um informe de todos os antecedentes e opinar sobre a restituição. Tudo isso, como você dizia, Mário, é um processo dilatório. No principio isso se dirimia no nível mais alto – ONU, OEA e Washington. Chega um momento no qual a OEA põe um prazo de 72 horas e os golpistas não o cumprem. Soberbos, disseram “não”, negando-se a receber as comissões. Depois do vencimento do prazo, Hillary Clinton chama o Presidente Manuel Zelaya e lhe diz que busque um arranjo. Esquecendo-se de uma restituição incondicional, propõe Arias. O Presidente Zelaya aceita Oscar Arias como mediador. Logicamente, o Departamento de Estado buscava oxigenar a ditadura, para que se acomodasse bem. Que acontece? Se vem desse nível internacional e se transfere a um nível centro-americano. Já sabemos o que aconteceu na Costa Rica. E agora inventaram que o assunto deve se resolver em Honduras. Cada vez vai num nível mais baixo. E a OEA buscou a forma de safar-se. O que se necessita é que a Resistência continue nas ruas, que desconheça qualquer processo eleitoral que se realize sem a restituição do Presidente Zelaya e que a comunidade internacional pressione o máximo possível. Acreditamos que, dessa maneira, a ditadura se debilitaria. Agora se sentem acossados. A repressão que vivemos é fruto do desespero que têm. Vou dizer algo para você: desde o 28 de junho, sofremos um estado de sítio. Disseram que, ao derrogar o decreto, recuperaríamos nossas garantias, mas é um tecnicismo. Para legitimar o que já estava, tiraram-no. E continuamos na mesma, apareceram outros companheiros assassinados e a repressão continua nas ruas.

MC.- Por que é necessário convocar uma Assembleia Constituinte?

CR.- A Constituição vigente em Honduras foi feita em 1982. A Assembleia Constituinte funcionou de 1981 até janeiro de 1982. Estávamos no período da Guerra de Baixa Intensidade na América Central. O Embaixador da América do Norte em Tegucigalpa era John Dimitri Negroponte. Em Honduras, utilizaram 3 eixos para redigir a nova Constituição: “1.- É preciso vender Honduras, diziam os empresários; um deles era Miguel Facussé; 2.- É preciso reduzir o Estado a sua mínima expressão; o Estado não deve intervir na economia; o Estado é corrupto; e 3.- O Exército deve ser o garantidor da Constituição e não o povo”. Sobre esses 3 elementos funcionou a Constituição desde 1982. Quais são os resultados? O país está vendido, o Estado está reduzido a sua mínima expressão e os militares já deram um golpe de Estado. Antes dessa Constituição, os empresários e as transnacionais tinham um 40% da correlação do poder no país, o Estado outro 40% do poder e o povo um 20%. Hoje em dia, com 28 anos de vigência, os empresários têm um 75% do poder, o Estado agora tem o 20% e ao povo, que tinha 20%, agora lhe resta um 5% do poder. O Estado mesmo se viu diminuído em todos os sentidos. O perfil dos presidentes baixou, porque administram um Estado que não tem recursos. Preste atenção: antes de 1980 as rendas correntes do Estado eram de 25% do P.I.B. Hoje, é de 14% do P.I.B. Porque os empresários não pagam impostos. É um Estado diminuto. As rendas correntes dos países desenvolvidos são de 40% a 45% do P.I.B. São Estados poderosos. Inclusive, em tempos de crise, os Estados saem a resolver os problemas dos grandes monstros financeiros. E Honduras que não pode resolver os problemas dos remédios num hospital? Imagina você a redução do poder do povo de 20% para 5%. A Constituição de Honduras segue o modelo da Constituição de Pinochet, é produto da experiência chilena no neoliberalismo. Quando o Presidente Zelaya disse que perguntaria – com A Quarta Urna -, sobre a possibilidade de uma nova Assembleia Constituinte, nós o apoiamos. Não é com eleições que se vai resolver os problemas de Honduras. Somente tendo um marco jurídico que permita modificar as estruturas se poderá fazê-lo; do contrário, nunca funcionarão.

MC.- Finalmente, o único Artigo pétreo da nova Assembleia Constituinte sería o 3: “Ninguém deve obediência a um governo usurpador”?

CR.- Sim, imagino que é um Artigo que deve permanecer. Como você vê, que fizeram? Disseram: “não é golpe de Estado”. Assim podem organizar suas eleições. Nós afirmamos que,sim, é um golpe de Estado e o que cabe é a restituição da ordem constitucional; do contrário, ir a eleições significaria legitimar o golpe de Estado.

Publicado em El Clarín (Chile)

Fonte: Rebelión

Tradução: Sergio Granja

FORA TROPAS BRASILEIRAS DO HAITI

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo, política institucional | Posted on 30-09-2009

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Lula ao mesmo tempo em que mantém o presidente legítimo de Honduras em nossa embaixada, descarta intervenção armada para derrotar o golpe militar que tirou Zelaya do poder, enquanto nosso país mantém tropas no Haiti, garantindo assim a continuidade de um golpe que tirou Aristide do poder. Se não há coragem para intervir militarmente em Honduras, também não pode haver disposição de sustentar nossas tropas no Haiti. A luta diplomática contra um golpe e a manutenção militar de outro é uma constradição insolúvel na política externa de Lula. Por isso divulgamos carta aberta ao conselho de segurança da ONU pela retirada imediatas de nossas tropas do Haiti.

tropas brasil haiti

Carta aberta do Povo Brasileiro ao Conselho de Segurança da ONU sobre o Haiti

Nós povo brasileiro organizados nos movimentos sociais, sindicatos, partidos, centrais sindicais, organizações sociais e demais entidades estamos envergonhados pelo triste papel que as tropas militares através da Missão de Estabilização do Hati – Minustah, vêm desempenhando no Haiti. Não se tem notícia na história da humanidade que uma tropa de ocupação estrangeira tenha contribuído na melhoria das condições de vida de um povo. E muito menos na sua libertação!

A presença das tropas brasileiras no Haiti é inaceitável. Além de nos envergonhar como povo, fere duramente a soberania do heróico povo haitiano, que sofre todas as mazelas de anos de exploração. Nosso apoio deve ser material, de intercâmbio educacional e cultural, jamais militar.

O que as Nações Unidas estão gastando (cerca de 600 milhões de dólares por ano) para manter as tropas no Haiti. Essa quantia é mais do que o necessário para resolver os problemas fundamentais de seu povo: a falta de energia, alimentos, moradia, educação e emprego.

Nesses quatro anos, não há notícias de nenhuma melhoria nas condições de vida dos haitianos Pelo contrário, há inúmeros registros de violação dos direitos humanos pelas próprias tropas estrangeiras que invadiram o país. Nós, como movimentos sociais brasileiros, nos dispomos a ajudar da forma que o povo do Haiti solicitar.

Sabemos que o Conselho de Segurança da ONU até o dia 15 de outubro de 2009 irá votar a renovação ou não do mandato da Minustah. Pelo que foi afirmado, os que abaixo assinam, nos pronunciamos pela imediata retirada das tropas brasileiras da MINUSTAH e do território haitiano. E por sua vez, exigimos da ONU que cesse esta missão de ocupação e de violação dos direitos do povo de Haiti.

Assinam:

Casa da America Latina
Conlutas
Coletivo de Hip Hop LUTARMADA
Instituto dos Defensores dos Direitos Humanso – IDDH
Instituto Politicas alternaivas para o Cone SUl – PACS
Jubileu Sul Brasil
Justiça Global
Movimento Sem Terra
Movimento Consulta Popular
Mandato Marcelo Freixo
Direito para Quem

Para assinar envie um e-mail para: sandraq@pacs.org.br

Palácio do Itamaraty – Av. Marechal Floriano, 196 – Centro – Rio de Janeiro

O Retorno de Zelaya a Honduras

Posted by edutiao | Posted in Imperialismo | Posted on 22-09-2009

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Manuel Zelaya retornou a Tegucigualpa na manhã de ontem. Segundo relatou o Presidente Chávez, Venezuela, Zelaya enfrentou com quatro companheiros uma viagem de quatro dias a pé, por carro e até trator, para burlar o controle militar das fronteiras. O presidente deposto de Honduras buscou refúgio na embaixada brasileira na capital, e conclamou ao povo “que venha a me defender, a defender a democracia hondurenha”.

Milhares de Hondurenhos se dirigiram à capital, e ocupam hoje as ruas da cidade. Uma manifestação pacífica frente à embaixada chegou a somar mais de mil pessoas nesta manhã, apesar do toque de recolher que foi estabelecido pelo governo golpista na noite de ontem. A poucos minutos tropas militares e policiais arremeteram contra a concentração, com bombas de lacrimogêneo, balas de borracha e munição letal, e inclusive uma arma sonora atordoante, que efetivamente impediu que a concentração retornasse.

Segundo consta em alguns relatos, houveram bombas caindo dentro da embaixada brasileira, e uso de munição letal contra manifestantes, sem confirmação de mortes.

http://tercerainformacion.es/spip.php?article10047
http://www.tercerainformacion.es/spip.php?article10068

http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/8269073.stm

http://www.rebelion.org/noticia.php?id=91897 – Zelaya Retorno
http://www.rebelion.org/noticia.php?id=91900 – Honduras, ¿el principio del fin?, Atílio Boron

Tegucigualpa está militarizada. Foi fechado um canal de televisão – Canal 36 -, e diversas rádios populares, com destruição de equipamentos e prisões ilegais.

A pouco Celso Amorim e Lula se pronunciaram, rechaçando o Golpe de Estado, e reforçando que uma invasão à embaixada fere o direito internacional.

Para acompanhar:

http://chiapas.indymedia.org/honduras/ – Centro de Mídia Independente Honduras, muito material sobre o golpe!

Rádio Globo(não é como a nossa globo!) : http://96.9.147.21:8213/ para ouvir clicar em “Listen”. pode-se abrir com windows media, mas recomendo o VLC(www.videolan.org)

Telesur.net http://www.telesurtv.net/noticias/canal/senalenvivo.php

ZELAYA VOLTOU

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 22-09-2009

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zelaya voltou embaixada brasil

O presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, voltou a seu país e está “hospedado” em nossa embaixada. A entrada clandestina no país e o abrigo na embaixada do país “da moda”, que é gerido pelo “o cara”, às vésperas da assembléia geral da ONU foi de fato um golpe de mestre. Lula abrirá a assembléia e constrangerá a todos para que se posicionem a respeito desse novo fato político.

Quando todos já haviam se “acostumado” com o golpe, lá vem o tema à tona, num momento extremamente estratégico. Internacionalmente a coisa muda de figura. Dentro de Honduras então a luta de resistência entra em nova fase, os golpistas endurecerão ainda mais, mas a resistência ganha um novo impulso, frente a possibilidade imediata de reconduzir Zelaya ao poder.

Para aqueles que acham que o Lula é um esquerdista lacaio do Chavez, eu diria: “ele só está defendendo a democracia, a mesma que “defende” em Honduras, e que os EUA “defendem” em Bagdá.”

Para aqueles que acham que o Lula é um neoliberal do mesmo saco que o Serra, eu diria: “veja bem, a aliança que estabeleceu com presidentes como Hugo Chavez, Evo Morales e Rafael Correa jamais seria urdida por um psdbista.”

Abaixo o golpismo em Honduras!

ZELAYA VISITA O BRASIL E POVO SOFRE EM HONDURAS

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 13-08-2009

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Ontem o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, passou pelo Brasil e conversou com nosso presidente Lulla. Lulla lhe garantiu que pediria para seu amigo Obama tomar uma atitude com relação aos golpistas. Porém Lulla esquece que essa mesma semana Obama classificou de hipocrisia os reclamos por intervenção em Honduras vindo de países que sempre criticaram o intervencionismo estadounidense na Colômbia, por exemplo. Obama não deixa de ser coerente apoiando estruturas para-militares na Colombia e em Honduras. Lulla é que precisa de mais coerencia pois se ele continua se esforçando pela justa reintegração ao cargo do presidente Zelaya, deveria também utilizar suas tropas no Haiti para reconduzir Arisitide ao poder, presidente eleito também deposto num golpe.

Para além da incoerência de Lulla e por mais que Zelaya viaje pelo mundo, está na mão do povo hondurenho o destino de sua nação, e os golpistas o sabem muito bem. Ontem foi dia de mais violência e repressão em Tegucigalpa, com diversos feridos e presos durante manifestação.  Desde aqui, mais do que ao presidente Zelaya, nos solidarizamos com esse povo que se organiza e resiste para derrubar os golpistas do poder.

COSTARICA/

Militares disparam contra manifestação desarmada e impede o retorno do presidente Zelaya a Honduras.

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 06-07-2009

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Rompendo o silêncio da grande mídia, continuamos nossa empreitada de informar sobre o Golpe de Estado em Honduras. Trazemos mais um relato da camarada Leonardo Fernandes, que desde a Venezuela, acompanha as mobilizações dos movimentos populares hondurenho.

Manifestante atingido por franco-atiradores

Manifestante atingido por franco-atiradores

Estava marcado para hoje o retorno do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, que no domingo passado sofreu um golpe de estado por parte de do alto mando militar e de instituições do poder hondurenho. Logo das primeiras horas do dia, uma enorme marcha foi organizada na capital Tegucigalpa rumo ao aeroporto internacional para receber a quem reivindicam como seu legítimo presidente.

Desde o domingo passado, o país centro americano vive uma ditadura comandada pelo senhor Roberto Micheletti, que declarou logo pela manhã que o presidente Manuel Zelaya estava proibido de regressar ao país. Ainda assim, desde Washington, Zelaya partiu para a capital Tegucigalpa acompanhado de uma comitiva de jornalistas e representações diplomáticas.

Pela tarde, o presidente golpista Roberto Micheletti, deu uma coletiva de imprensa, onde demonstrou total determinação em seguir adiante sem absolutamente nenhuma concessão ou possibilidade de negociação com os organismos diplomáticos. Vale dizer que ontem, sábado 04, o secretário geral da Organização de Estados Americanos – OEA – José Miguel Insulza visitou o país e afirmou que o governo golpista não havia dado nenhum sinal de possível negociação. Roberto Micheletti, na coletiva de imprensa, ainda deslegitimou a decisão da OEA de suspender Honduras desta organização e aplicação da Carta Democrática. Micheletti também acusou, nesta ocasião, que tropas nicaragüenses estavam se aproximando da fronteira, e ameaçando invadir o país pelo retorno do presidente Zelaya.

Enquanto realizava a coletiva de imprensa, nos arredores do aeroporto internacional, uma enorme mobilização popular, organizada pelos muitos sindicatos e organizações sociais que mantém uma greve geral desde a segunda feira passada, tentava furar o cerco militar que estava fortemente armado em todo o aeroporto internacional de Tegucigalpa. Por volta das 5 da tarde, cerca de 50 mil pessoas conseguiram furar o cerco militar e foram duramente reprimidos pelos efetivos que estavam no lugar. Durante mais de 30 minutos os militares dispararam contra o povo que estava desarmado em uma manifestação completamente pacífica. Desde ontem, a Telesur, canal de televisão venezuelano, denunciou que haviam franco-atiradores posicionados nas torres de controle do aeroporto com ordem de disparar contra qualquer tipo de rebelião popular, ainda que estivesse desarmada. A ação das forças armadas hondurenhas deixou um saldo de mais de 5 mortos e dezenas de feridos, como denunciou as imagens de Telesur, e o dirigente do Bloco Popular, Juan Barahona que também anunciou que as mobilizações continuam amanhã, e que seguem exigindo o retorno do presidente democraticamente eleito Manuel Zelaya.

Telesur também denunciou a cobertura de vários veículos de comunicação internacionais que chamaram os acontecimentos de hoje de um enfrentamento entre manifestantes e exército, ao passo que as imagens divulgadas pelo próprio canal de televisão venezuelano mostram uma agressão brutal do exército hondurenho contra uma manifestação pacífica e completamente desarmada.

Por volta das 6 e meia da tarde o avião que trazia a comitiva do presidente Zelaya sobrevoou o aeroporto internacional de Tegucigalpa, mas rapidamente foi ativada uma mobilização de efetivos do exército hondurenho para impedir que o avião pousasse no país. O presidente Zelaya, assim como o comandante da aeronave deram declarações a Telesur, ainda quando sobrevoavam a capital, e denunciaram que a pista de pouso do aeroporto se encontrava fechada pelos militares e que o governo golpista havia proibido a entrada do presidente Zelaya no país. Dessa forma, a comitiva que levava o presidente Zelaya partiu para a Nicarágua, de onde poucos minutos depois se dirigiram a El Salvador, onde o presidente hondurenho se reúne nesta noite com outros presidentes latino-americanos, como Cristina Fernández, do Equador, Rafael Correa e Fernando Lugo do Paraguai o esperavam para uma reunião onde se deve determinar novas ações pela restituição do presidente hondurenho. Também acompanhava o presidente Zelaya o Ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro.

Desde El Salvador, o presidente Daniel Ortega, da Nicarágua, desmentiu que tropas nicaragüenses estivessem posicionadas na fronteira com Honduras, e denunciou que se tratava de uma campanha do governo golpista para incitar ao confronto internacional e velar o processo político anti-democrático que vive o povo hondurenho.

Agora pela noite, desde San Salvador, o presidente Manuel Zelaya se solidarizou com os mortos no massacre produzido hoje na capital hondurenha de Tegucigalpa.

Os movimentos sociais, que resistem desarmados à repressão militar que vem intensificando desde o golpe no domingo passado prometeram resistir na greve geral e na mobilização nas ruas de várias cidades do país, para exigir o retorno do presidente Zelaya a suas funções como presidente da república de Honduras. Neste momento as negociações com o governo golpista devem ser retomadas de imediato, e dessa forma, os organismos diplomáticos internacionais devem propor novas ações contra o regime golpista hondurenho.

Leonardo Fernandes.

Caracas/Venezuela, 05 de junho de 2009

INFORMAÇÕES DE HONDURAS DESDE CARACAS

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 02-07-2009

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Seguimos fomentando a corrente de contra-informação internacional que se faz necessária para reverter o golpe em Honduras. Por isso trazemos mais uma vez, o mais novo relato de Léo Fernandes, que desde Caracas tem melhores condições de nos informar sobre o que vem acontecendo no país latino-americano do primeiro golpe militar do século XXI.

Informes e reflexões sobre a situação política de Honduras sob um regime militar.

Diante do prazo dado pelas Nações Unidas de 72 horas para a reintegração do presidente Zelaya como presidente de Honduras, Zelaya declarou que espera até o próximo sábado para devolver-se ao país. A viagem estava anteriormente marcada para a próxima quinta-feira, e na delegação que acompanharia o presidente já estavam confirmados os presidentes de Argentina e Equador, Cristina Fernández e Rafael Correa, e o secretário geral da OEA Miguel Insulza, entre outros representantes diplomáticos.

O governo golpista do general Roberto Micheleti não deu sinais de trégua, e alertou aos presidentes latino-americanos não comparecerem no país. Micheleti reafirmou a decisão de deter o presidente Manuel Zelaya assim que este pise em solo hondurenho. O dia de hoje, foi marcado por uma intensificação ainda maior da repressão. Segundo os canais públicos venezuelanos, a caça aos dirigentes sociais se intensificou com a aprovação pelo congresso nacional de prisões sem mandato.

Para amanhã, os movimentos sociais e campesinos e os sindicatos que chamaram à greve geral que já está no seu terceiro dia, organizavam uma grande marcha em Tegucigalpa para receber ao presidente Zelaya que tinha anunciado anteriormente que chegaria a Honduras na próxima quinta feira. O governo golpista ordenou aos militares que disparem contra qualquer veículo que tente chegar à capital.

O “Foro Intinerante”, um espaço de debate e formação política sobre diversos temas que envolvem o internacionalismo, realizou hoje em Caracas o debate “Golpe Militara em Honduras, os meios atacam de novo”. O foro se concentrou em analisar os diversos elementos históricos do continente latino-americano que possibilitam os fatos ocorridos no pequeno e desconhecido país centro-americano.

O internacionalista Sergio Rodríguez Gelfenstein tratou de explicar as diversas transformações na geopolítica do continente latino-americano. Os primeiros movimentos da esquerda depois dos processos de democratização dos países nos anos 90. O levantamento dos Zapatistas, o triunfo de um militar insurgente do exército venezuelano, o primeiro indígena presidente. Rodríguez também falou de alguns acontecimentos dos últimos meses que demonstravam um fechamento do cerco à direita pelos países e governos de integração. A tentativa frustrada de golpe na Bolívia, o triunfo de uma constituinte no Equador, a vitória da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional em El Salvador, todos esses e muitos outros fatores, foram indicando um avanço nos processos políticos desses países para governos de esquerda.

Frente a isso, uma crescente direita militar, organizada e formada pelas escolas militares norte-americanas começa a movimentar-se para causar desestabilização política, e atacar essa nova articulação de poderes no continente. É essa direita fascista que promove o golpe militar na Venezuela em 2002, produz um massacre na Bolívia, e derruba o governo de Manuel Zelaya em Honduras.

O Foro também concluiu que as negociações que neste momento ocorrem entre as diversas organizações diplomáticas com os militares golpistas em Honduras, dependem entre outras coisas, da mobilização popular. Os hondurenhos, desarmados, estão já ha tres dias nas ruas, sofrendo uma brutal repressão, tentando manter vivo o espírito de luta para devolver ao poder o presidente que, seguramente muitos deles não sabiam, tem uma importancia fundamental na construção da democracia desse país, que permita e promova a participação popular como fundamento de sua Carta Magna.

Na Venezuela se debate muito sobre algumas articulações insurgentes dentro do exército hondurenho, que fue precisamente um dos fatores fundamentais para o retorno do presidente Chavez ao poder em 2002, dois dias depois de sofrer um golpe militar. Mas para o Foro Intinerante desta quarta-feira, a mobilização popular e a pressão internacional serão os fatores decisivos para o desenrolar dos fatos em Honduras. O que já não se tem dúvida, é que estão em jogo correlações de forças que representam aprofundação ou retrocesso radicais para os povos de nosso continente.

Léo Fernandes.

Caracas, 01 de julho de 2009.

Golpe militar hondurenho se torna cada vez mais repressivo.

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 30-06-2009

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HONDURAS-COUP-UNREST

Leonardo Fernandes,

Caracas/Venezuela, 29 de junho de 2009.

O dia de hoje na capital hondurenha de Tegucigalpa foi marcado por forte repressão contra as mobilizações contra o golpe militar que se deu no país na madrugada do dia de ontem, domingo, 28 de junho.

Ao final da tarde de hoje, o governo golpista mandou seus efetivos fecharem os poucos veículos de comunicação que continuavam funcionando no país, principalmente os veículos internacionais que enviavam imagens desde Honduras para o resto do mundo. A equipe da televisora pública venezuelana Telesur foi detida pelos efetivos militares e para sua libertação foi necessária uma dura intervenção do embaixador de Venezuela em Honduras, que ainda se encontrava no país. O canal venezuelano é o único veículo internacional de comunicação que, desde o dia de ontem quando se deu o golpe. Além de Telesur, os poucos veículos independentes que continuavam informando a população hondurenha também foram fechados pelos militares, que alegaram questão de segurança o fechamento das televisoras. A jornalista da Telesur Adriana Sivori, assim como jornalistas da agência de notícias American Press (AP) foram detidos pelos militares e passaram por momentos difíceis em poder dos golpistas.

O presidente Manuel Zelaya, que atualmente se encontra na capital nicaragüense de Manágua, disse hoje que irá a Honduras na próxima quinta-feira junto à comissão da OEA que visitará o país neste dia.

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Com uma população completamente desarmada, ficou fácil para o governo militar reprimisse as manifestações que ocuparam as ruas de Tegucigalpa, provocando duas mortes, inúmeros de feridos e vários desaparecidos; muitos destes dirigentes de movimentos sociais. As mobilizações cumprem o plano de atividades dos movimentos sociais que pararam o país com uma greve geral sem duração prevista, segundo alguns dirigentes, até o retorno definitivo do presidente Manuel Zelaya a suas funções de chefe de estado de Honduras.

Muito importante também dizer da cobertura que alguns meios de comunicação privados do mundo têm divulgado informações falsas sobre os ocorridos em Honduras desde ontem. Muitos desses veículos, com o objetivo de deslegitimas o presidente democraticamente eleito Manuel Zelaya reportam que o golpe militar acontece diante da tentativa do presidente Zelaya de aprovar no domingo sua reeleição como presidente da república. Sendo que a consulta que se daria no domingo se tratava apenas de uma pesquisa de opinião popular para saber da aprovação da população sobre a possibilidade de se convocar uma assembléia constituinte. É importante dizer que a consulta não teria nenhum caráter aprobatório, e não dizia da reeleição do presidente, senão que a possibilidade de uma reforma da constituição hondurenha.

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Pela tarde, a Secretária de Estado norte-americano Hilary Clinton deu uma declaração dizendo que os Estados Unidos seguiriam com o compromisso de cooperação econômica com o governo hondurenho, e que o presidente Zelaya forçou toda a situação que ocorre em Honduras, ao insistir na convocação da consulta cidadã que ocorreria no domingo. Apesar de que pouco depois o presidente estadunidense Barack Obama tenha dado declarações de não reconhecimento a qualquer governos que não seja do presidente democraticamente eleito Manuel Zelaya, as declarações prévias da Secretária de Estado, demonstram que jamais estaremos enganados quando relacionamos os Estados Unidos com as intervenções fascistas de grupos militares de direita na região latino-americana, como o foi na Bolívia no ano passado, Venezuela em 2002, ou mesmo durante todos os sangrentos anos de ditadura militar em nossos países durante algumas décadas atrás.

No dia de hoje, várias reuniões se sucederam na capital nicaragüense de Manágua onde presidentes de todo o continente rechaçaram o golpe militar em Honduras e exigiram a restituição do presidente Manuel Zelaya no desempenho de suas funções como presidente do país centro-americano. Os presidentes dos países membros do ALBA – Alternativa Bolivariana para os povos das Américas, também de SICA – Sistema de Integração Centro Americana, Grupo do Rio, e convidados como o secretário geral da OEA José Miguel Insulza, permanecem na Nicarágua discutindo as medidas que serão tomadas no sentido de reverter a situação de golpe. O secretário da OEA também viajará a Honduras nesta quinta-feira, quando deve acompanhá-lo o presidente deposto Manuel Zelaya.

Também os países do ALBA decidiram por unanimidade retirar seus embaixadores de Honduras, assim como não reconhecer nenhum funcionário do poder público hondurenho que não faça parte do governo legitimamente eleito de Manuel Zelaya.

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Golpe militar em Honduras

Posted by edutiao | Posted in Imperialismo | Posted on 28-06-2009

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Desde o dia de ontem, 27 de junho de 2009, forças militares ocupam Tegucigalpa, capital de Honduras. Um comando de 200 militares invadiu a Casa Presidencial nas primeiras horas do dia de hoje, sequestrando a família de Manuel Zelaya. O presidente Zelaya foi levado à Costa Rica, onde permanece, aparentemente, sob “hospitalidade” costarriquenha. Sua família foi colocada em “local seguro”. Outros membros do poder executivo, ministros, hondurenho sofreram ataques e foram também sequestrados. A Chanceler Patricia Rodas, e os embaixadores da Venezuela, Cuba e Nicaragua foram sequestrados, golpeados e ameaçados de fuzilamento por efetivos militares que atuam encapuzados. Poucas horas atrás os embaixadores foram libertados, mas a Chanceler foi levada auma base aérea militar não identificada.20090628elpepuint_9

A tentativa de golpe que se orquestra neste momento é uma reação à proposta de referendo sobre uma reforma constitucional, encampada pelo presidente Manuel Zelaya, e apoiada por 400.000 assinaturas, que seria levada a cabo de maneira independente nos decorrer das eleições nacionais – prefeitos, governadores e presidente – que ocorreriam neste domingo. As instituições da Justiça, do Senado, além da Igreja e da cúpula Militar, haviam se posicionado, nesta semana, contra a consulta popular, apesar do grande apoio que a proposta tem entre a população. O referendo tinha o objetivo de consultar a população sobre a proposta de reforma constitucional a ser levada a cabo no próximo ano.

Neste momento a população de Tegucigalpa se concentra em frente à Casa Presidencial exigindo o retorno do presidente. O referendo foi levado adiante pela população, que estabeleceu as urnas na cidade e recolhe assinaturas neste momento, apesar do cerco militar.

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