Informe:

A lei de anistia e a punição dos torturadores

Colocado em pauta no ano passado pelo STJ, lei da anistia será debatida entre os “sábios” juristas. O tema principal é se os torturadores poderão ser julgados. Visto como revanche para políticos e juristas conservadores eles tentam de tudo para fazer parecer que esse debate já foi encerrado...

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A participação da FOS nas eleições gerais em 2010

Posted by Moisa | Posted in Educação, Imperialismo, política institucional | Posted on 25-08-2010

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Abaixo reproduzimos o Manifesto de apoio à candidatura do Baltazar e do Cabral dos valorosos companheiros da FOS, que sempre estiveram conosco nas lutas sindicais e nas lutas do bairro de Santa Cecília.


Os trabalhadores do mundo todo vivem a atmosfera de uma das maiores crises econômicas que o mundo capitalista já viveu. Vivem, sobretudo, os efeitos dessa crise: desemprego, arrochos salariais, repasse de verba pública para empresas privadas e seus efeitos, diminuição de verbas para a saúde, educação, moradia, saneamento básico, moradia etc.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, anuncia que a saída para essa crise estrutural, não é o socialismo, numa alusão clara do receio da burguesia imperialista que a experiência dos trabalhadores com essa crise, possa potencializar o debate acerca da necessidade, para a classe operária, do socialismo, único sistema que poderá construir uma sociedade onde a exploração do homem pelo homem, possa ser banida da história.

Aqui no Brasil os efeitos da crise são visíveis, o governo federal já destinou mais de 250 bilhões de reais para “segurá-la”, sendo a maior parte desse valor, repasse às empresas privadas (de forma direta ou através de projetos do BNDES), e as demissões em todos os segmentos, com a conivência das burocracias sindicais que negociaram até a diminuição de salários (e nem assim foram garantidos os empregos).

É sobre essa conjuntura que teremos, no Brasil, a eleição geral em outubro. A burguesia brasileira, dividida em diferentes frações, aposta em mais de um candidato (a). A candidata da Frente Popular, que polariza pra si a popularidade do “lulismo”, caracterizando-se numa nova direita consolidada no país, baseada na fraude eleitoral que é o bolsa família e no acatamento de todas as orientações do imperialismo, a direita clássica aposta no projeto tucano das privatizações e do Estado mínimo e o “novo” projeto burguês (na verdade um genérico dos dois anteriores) com forte apelo ecológico.

Ao mesmo tempo, a esquerda no Brasil continua fragmentada, não constituindo um pólo aglutinador e organizador das lutas, que reúna todos os trabalhadores e trabalhadoras que não se renderam às traições da burocracia cutista e que querem organizar as mobilizações contra a retirada de direitos por parte dos patrões e dos seus governos.

A tentativa de organizar a classe trabalhadora, dentro dessa lógica da luta, em junho de 2010 em Santos, o CONCLAT, infelizmente não cumpriu esse papel. O que prevaleceu foi o hegemonismo auto proclamatório do setor majoritário, o que impediu a construção dessa importante ferramenta de luta, que seria uma nova central independente e da nossa classe. Mais do que nunca se faz necessário que a esquerda organize esse pólo de resistência, constituindo uma referência para os lutadores de todo país. Nesse sentido, continuaremos dando a batalha para que se materialize essa central e que ela cumpra o papel fundamental na luta de classes no Brasil.

No campo eleitoral essa fragmentação também se expressou, com vários projetos dos partidos de esquerda. Sabemos bem que as eleições gerais são o campo da burguesia para se perpetuar no poder, nesse sentido, as formas como esses projetos se apresentam podem até variar, mas o conteúdo é sempre o mesmo: manter o sistema de exploração, atacando direitos dos trabalhadores.

Nas últimas eleições a posição da FOS foi o voto nulo programático, à época dizíamos que os programas dos partidos da esquerda para as eleições não atendiam as necessidades dos trabalhadores.

Entendemos que a conjuntura em 2010 apresenta-se de outra forma, a consolidação da frente popular e das reformas neoliberais, o projeto tucano de avanço dessas reformas e o aparecimento de um projeto pretensamente novo, mas que de conteúdo, afirma também tais reformas, aliado à fragmentação da esquerda no campo sindical, nos preocupa sobremaneira.

Diante dessa conjuntura, entendemos que a opção pelo voto nulo programático dialoga pouco com os trabalhadores. O caráter quase plebiscitário dessa eleição diminui a possibilidade desse diálogo.

Como entendemos que a participação dos socialistas e revolucionários nas eleições burguesas é tática (portanto deve adequar-se a cada realidade apresentada) optamos em apresentar um apoio crítico a duas candidaturas do PSOL: a do companheiro Cabral dirigente do sindicato dos químicos de São José dos Campos e a do companheiro Baltazar, professor da rede pública estadual e militante da APEOESP, mas não nas candidaturas majoritárias do partido.

Dois companheiros que representam um setor do CONCLAT que trava uma intensa luta no seio da classe para que a nova central expresse a democracia operária, a independência dos governos dos patrões e dos partidos políticos e sem qualquer atrelamento partidário desta nova ferramenta. Nossa central não deverá repetir erros do passado recente!

Mesmo caracterizando que o programa do PSOL, não apresenta, em sua totalidade, as propostas e bandeiras que consideremos importantes para a classe, a nossa opção tática é pela construção de um pólo aglutinador de luta. Achamos que ao indicar a votação nesses dois companheiros, construímos melhor esse diálogo.

Não temos nenhuma ilusão nas eleições burguesas, e bem sabemos que ela nunca mudará (pra melhor) a vida do trabalhador. Nosso movimento tem relação direta com a disputa da consciência dos trabalhadores, na necessidade da luta e no fortalecimento dos organismos da classe, porque entendemos que o período pós-eleição tende a ser mais difícil para todos que são explorados pelo sistema, visto que os efeitos da crise serão, muito provavelmente, agudizados.

São Paulo, agosto de 2010

FOS – Frente de Oposição Socialista

Bônus ou “bicho” para professores

Posted by Moisa | Posted in Educação, Plínio Presidente | Posted on 11-08-2010

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Segue duas matérias, a primeira refere-se às declarações de Plínio em atividade promovida junto à Associação Comercial de São Paulo no qual, entre outros, critica Serra pela política de Bônus implementada na escola pública de São Paulo (retirada do portal UOL). A outra, uma matéria que explica e critíca a nefasta política de bônus/bicho (retida do jornal/portal correio da cidadania). Vale compartilhar que alguns impulsionadores desse site são professores, e não terão direito ao “bicho” do Estado pois preferiram lutar por reajuste salarial e fizeram GREVE.


Plínio dá sermão em empresários e diz que Serra paga ”bicho” a professores

Maurício Savarese

Diante de uma plateia incomum para ele, o candidato à presidência pelo PSOL, Plinio de Arruda Sampaio, afirmou nesta segunda-feira (9), que os empresários brasileiros precisam dividir renda e combater as desigualdades mais do que têm feito.

Ele disse ainda que quadruplicará o programa Bolsa Família, conterá o avanço dos produtos chineses e priorizará a relação com os vizinhos sul-americanos, se eleito.

No encontro “Candidatos à Presidência Falam aos Empreendedores do Brasil”, promovido pela Associação Comercial de São Paulo, o socialista distribuiu ironias para os empreendedores e afirmou que não conta com nenhum deles para a as eleições de outubro. Seguindo o padrão do debate da última quinta-feira (5), ironizou os rivais, em especial o tucano José Serra.

“Só participei deste debate porque a moçada do twitter pressionou de tal maneira que me puseram lá”, afirmou Plínio. “Não tenho nenhum preconceito por vocês serem empresários e nós estarmos do lado do povo”.

Ao se referir a Serra, o socialista chamou de “indignidade” a situação das escolas públicas em São Paulo, Estado governado pelo tucano até este ano. “Ele inventou o bicho para professor, como tem para jogador de futebol. Se a classe do professor for bem em uma competição, ele ganha um aumento de R$ 200. Nossas propostas são diametralmente opostas”.

Plínio foi convidado para o encontro, que ainda reunirá Serra e a candidata do PV, Marina Silva, por Guilherme Afif Domingos, candidato a vice-governador de São Paulo na chapa de Geraldo Alckmin, do PSDB.

Aos empresários, Plínio disse: “Nossa proposta não é nada extremista, mas não é pela livre empresa, pela livre iniciativa. (…) Sou eu que vai proteger vocês dos produtos chineses”, disse o candidato do PSOL.

“Já perdi todos os votos de vocês hoje. Agora, vou perder muitos votos de funcionário público: não pode privilegiar funcionário público”, disse ele, que com essa frase, foi aplaudido pela plateia



Como no futebol: professor agora ganha “bicho”

A gravidade do problema da educação primária e secundária do país não se mede pela insuficiência da rede escolar (que não consegue sequer matricular toda a população juvenil do país), nem pela precariedade dessa rede (tanto em decorrência da falta de preparação e de motivação dos docentes quanto da precariedade das instalações físicas) e nem mesmo da violência que campeia tão solta a ponto de freqüentar escola constituir risco de morte.

O quadro é muito mais grave, resultante do comportamento irresponsável dos governos petistas e tucanos, cujas políticas educacionais solapam os fundamentos da cultura, da ética e da própria dignidade de professores, funcionários e alunos.

Constrangidos pelo impacto da crise do capitalismo no Brasil, tais governos, incapazes de reagir a ela com dignidade, sabem que não estão autorizados a gastar dinheiro com a educação. Pelo contrário, sabem que terão de arrochar salários de professores e de funcionários, bem como reduzir investimentos em edifícios escolares e equipamento pedagógico. A saída para esconder a vergonha é a corrupção do caráter do professorado, do funcionalismo e dos alunos.

O método usado para isto é a concessão de bônus. Se a escola consegue um resultado positivo em relação a uma certa meta que o governo estabelece, os professores recebem um “bônus” em dinheiro – bônus este que pode ser efetivado pelo próprio governo ou por alguma empresa privada, como parte de sua política de limpar a imagem.

O mesmo acontece com o aluno pobre. Se obtiver nota superior a um certo número, sua mãe receberá um pequeno aumento na Bolsa Família.

Mas tem ainda mais: lei recentemente aprovada pela Assembléia Legislativa de São Paulo criou vários “incentivos” aos professores. Vejam estas duas “pérolas”: o professor que cumprir uma série de condições (por exemplo, não faltar, não pedir remoção etc.) pode ser selecionado para fazer uma prova de avaliação de sua competência docente. Tirando nota superior a 6 nessa prova, estará credenciado a receber um aumento que poderá representar até 20% do seu salário. Ou então essa outra: o professor substituto que for contratado para dar aulas em 2010 terá de purgar uma quarentena de 200 dias, para ser recontratado em 2.011. Tem algum cabimento nesse tipo de “incentivos”?

O incrível é a sociedade não perceber que esta política é obscena, corrompe totalmente o processo educacional da juventude – fundamento da reprodução física e ética de todo o corpo social.

A corrupção atinge todo o professorado na medida em que o bônus, a avaliação e outros “incentivos” da mesma espécie são esmolas destinadas a substituir o salário e a dividir a classe. É assim que o caráter desse professorado se corrompe, porque cada candidato a recebê-los sabe que está aceitando esse benefício espúrio unicamente porque não tem coragem de lutar pelo seu direito legítimo a uma remuneração digna da importância e da nobreza da função que cumpre na sociedade. A opção pela esmola infecta a sua consciência e torna o professorado, como um todo, um corpo amorfo incapaz de influenciar na sociedade.

A corrupção dos alunos começa aí. Como pode o aluno respeitar um professor que não respeita a si próprio? Acaso, não é o mestre, depois dos pais, a referência mais forte na formação ética do jovem? Quando o jovem se depara com um professor que aceita a humilhação sem luta, é este o paradigma que incorpora no universo da sua consciência. Pode-se imaginar a Pátria que surge daí.

Mas o problema é ainda mais grave: logo o jovem percebe que está integrado numa instituição farsesca. Sem uma referência institucional clara, ele tende a buscar no traficante que o ronda na saída das aulas uma escapatória para sua falta de orientação e de estímulo.

Este monstruoso crime está sendo cometido por pseudo-intelectuais que conseguem a proeza de aliar soberba e servilismo, sob as vistas de uma geração de brasileiros que desertou das suas obrigações.

Esta obscenidade precisa ser denunciada com toda força hoje, para que o povo brasileiro possa cobrá-la amanhã.

A Copa do Mundo da Educação

Posted by Baltazar | Posted in Educação, política institucional | Posted on 26-05-2010

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No mais recente jogo da temporada José “Extermindador do Futuro” Serra contra a educação, o nosso cartola e seu fiél escudeiro, Paulo Renato, vê seu time perdido em campo. Foram vítimas da própria cilada que armaram. Quiseram salvar o time da educação sozinhos, mexeram errado e descobrem que sem professor em campo não se disputa campeonato.

Obrigou os professores temporários a fazerem a “provinha” na pré-temporada das atribuições de aula. Professores que por algum motivo perdeu a avaliação não puderam entrar em campo. Resultado da primeira rodada, onde já faltava professores  aumentou o déficit. Segundo jogo, professores substitutos que tivessem aulas atribuidas durante esse ano não poderiam lecionar ano que vêm. Resultado dois, professores que se licenciam dutante o ano, e os reservas não entram em campo, pois ses assumem essas aulas, não disputam o campeonato ano que vêm e ficam desempregado. O time que já jogava com um a menos agora tem mais um fora de campo.

A torcida da educação fez sua parte esse ano. Vestiu a camisa e saiu as ruas para reivindicar melhores condições para o nosso time. Enchemos as ruas, levamos bandeiras e tentamos falar com a população os problemas que tinha nossa equipe. Os cartolas não nos deram bola. Fez treinos com portões fechados, conversou com os patrocinadores, fez um acordo com as TV’s, que não passava nossos jogos nem no pay-per-view, não recebeu as reinvidicações da categoria e mandou a tropa de choque contra a nossa torcida organizada.

Agora o cartola vê, embora não assuma, que o nossa análise tática seria a mais correta para virar esse jogo. Investir nos atletas desse equipe. Dar condições para que ele se forme, que de simples atléta vire um craque. E não ficar descartando os nossos jogadores como se não servissem mais para esse time.

Os cartolas estão perdidos em campo. O técnico José “Exterminador do futuro” Serra quer alçar vôos mais longos. Quer treinar nossa seleção e não sabe o que fazer para tirar o time da educação da zona de rebaixamento.Está querendo virar a mesa e ganhar no tapetão. Faz os alunos da nossa categoria de base decorar apostilas para passar nos testes. Tira dos professores a responsabilidade de saber qual aluno está apto para subir para as outras categorias das nossas divisões de base. Aprova todos para a próxima categoria, até os que ainda não tem maturidade para tal. Os professores são obrigados a servir, pois, se não for assim, o professor não ganha “bicho” no final da temporada.

Sem contar a qualidade das escolinhas da nossa equipe. Falta vestiários, banheiros, quadras, bibliotecas, computadores, livros, professores. É meus caros amigos, assim fica difícil acreditar que esse time vai prá frente. Agora sem saber o que fazer para melhorar esse time os cartolas mandam cancelar tudo o que eles fizeram. A provinha não se sabe se terá ano que vêm. Professores que seriam dispensados no fim desta temporada terão seus contratos renovados para o próximo ano. E aqueles que passaram na última peneira dos cartolas não serão contratados esse ano, pois perderam o prazo para as transferências.

Desta forma nem fazendo promessa a equipe escapa do rebaixamento, a situação tá dura. Os atletas estão desmotivados, com um dos salários mais baixos do país e com várias divisões na categoria. Mas ainda sobra raça nessa equipe e muita energia da sua fiél torcida. Confiantes que, mais cedo do que tarde, nossos cartolas estarão bem longe daqui, e que nossa equipe possa jogar unida pela educação pública.


Policial infiltrado na greve dos professores

Posted by Baltazar | Posted in Criminalização do Movimento, Educação, O povo sai as ruas, movimento sindical | Posted on 29-03-2010

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Há muito tempo discutimos neste site a criminalização do s movimentos sociais. A greve dos professores é um exemplo de como isso ocorre.

Temos uma greve que estra na sua quarta semana. Fizemos três grandes mobilizações, sendo uma delas com cerca de 50 mil professores. O governo insiste dizendo que a greve não existe, e que apenas 1% estão em greve. Porem no nosso segundo ato, o maior de todos, havia dois helicópetors da polícia cercando o espaço aéreo para não filmarem a manifestação de cima.

Na última manifestação fomos surpreendidos por um verdadeiro massacre da polícia militar sobre os manifestantes. Sempre na tentativa de desmoralizar o movimento e taxa-los como violento. E para isso ele infiltra agitadores junto as manifestações. Sempre que dizemos isso nos vem respondem: isso é teoria da consipiração. Em que mundo vocês vivem? Porem essa imagem mostra como age um policial infiltrado. De barba, camisa, ao estilo mlitante político. Porem quando um membro da sua corporação é atingido, enquanto centenas de professores estão feridos ele não vacila em escolher quem ajudar.


A greve dos professores e a ditadura

Posted by Baltazar | Posted in Educação, O povo sai as ruas, movimento sindical, política institucional | Posted on 23-03-2010

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Ontem iniciou a terceira semana da greve dos professores da rede estadual. O site da família Mesquita diz que a adesão é baixa. O governador diz que apenas 1% está em greve. Porem a manifestação da última sexta-feira mostrou a verdade dos fatos, os manifestantes tomaram completamente a rua da Consolação, o que seria suficiente para encher qualquer estádio de futebol na cidade de São Paulo. Mas os agentes da nova ditadura brasileira diz que não passava de 8 mil pessoas.

A ditadura que estamos submetidos hoje é a ditadura da informação. O livro de cabeceira dos nossos governantes, e dos seus mandatários, diz que uma mentira dita 100 vezes se torna-se realidade. Para confirmar os dados do governo sobre o número de participantes no ato da última sexta-feira 19/03, dois helicópteros da polícia militar restringia o espaço aéreo onde os professores se reuniam. Desta forma os únicos que poderiam registrar, por tomada aérea, foi o governo e a repressão.

Vão livre do Masp escondido pelo G1O site da família Mesquita diz que fizeram telefonemas para 100 escolas na cidade de São Paulo. E que a maioria delas disse não ter sido prejudicada pela greve. Esqueceram do comunicado enviado pelo governador do Estado aos diretores de escola pedindo para tomarem cuidado com as declarações dadas aos meios de comunicação. É claro que a visita a escolas pelos órgãos de imprensa é importante para uma matéria de boa qualidade, porem o simples telefonema incumbe em falhas.  Outro  erro decorre em não se contactar as escolas do interior, onde o índice de adesão é muito superior ao da capital. Mais um erro da reportagem é desconhecer uma das medidas do governador – que restringe o direito de greve – os professores temporários não podem faltar 15 dias consecutivos, para evitar exoneração do cargo. Desta forma uma boa parte dos professores em greve voltaram ontem para “quebrar” as faltas consecutivas. Uma vez que quase 50% da rede é temporário.

O que pretendemos neste bolg é mostrar a notícia pelo outro viés, pelo viés de quem está junto com as lutas e não contra elas. Furar a ditadura que existe na nossa mídia controlada por 8 famílias no país inteiro. A ditadura que sofremos hoje é a de não ter voz – muito semelhante às outras ditaduras que sacudiram e sacodem o mundo. A palavra do governador é lei para os grandes meios de comunicação, e a de nós, professores não vale nada. Confira neste site as fotos e os vídeos da manifestação e confirme se apenas 1% dos professores aderiram à greve. Confirme se é verdade o que diz o comando da PM que no máximo 8 mil pessoas estavam no ato. Junte-se a luta contra a ditadura e em defesa da educação. Todos ao palácio do governo nesta sexta-feira, a partir das 15 horas.

Gilbertinho Pocotó

Posted by Baltazar | Posted in Criminalização do Movimento, Educação, movimento sindical | Posted on 11-03-2010

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No jornaleco da Família Frias escreve um colunista sobre educação. Nesta segunda-feira ele reprova a greve dos professores da rede pública dizendo que é uma greve contra os pobres. Eu não sabia que o senhor José “Exterminador do Futuro” Serra fosse pobre. Também não sabia que Paulo Renato – que comanda a educação pública desde 1982 – fosse pobre.

Como sempre seus comentários vem de maneira a distorcer a realidade. Se alguns professores (sim apenas alguns) podem faltar 130 dias, os porfessores que entram agora na rede só podem faltar 3. Depois disto é abandono de cargo. Esquece esse senhor de como é a realidade em uma escola pública. Mesmo porque ele nunca entrou em uma. No máximo para tirar fotos para escrever no jornal. Esquece esse senhor que os professores temporários na rede somam quase 50% de toda categoria, e segunda as novas regras do governador e do secretário de educação, que os professores que dão aula este ano não poderão lecionar ano que vem. Fala o colunista sobre mérito. Mesmo os professores aprovados nas provinhas do governador não poderão lecionar ano que vem. Nem que ele acerte todas as questões, não poderão lecionar ano que vem. Pergunto eu à aquele senhor que nunca entrou em uma escola publica: Onde estas reinvindicações vão contra o filho do pobre?

O que o nosso governador vai fazer com os 100 mil professores temporários da rede publica, se o concurso aberto para este ano só disponibiliza 10 mil vagas? Quem lecionará? Eu sei, um professor precarizado. Que estará assumindo a função de magistério pela primeira vez e que no ano seguinte não poderá dar aula. Mas se todos dizem que a permanência do professor no colégio é sinônimo de qualidade. Não deveriamos incentivar que bons profissionais entrem na rede e permaneça nela? Pois é vamos tratar daqui para diante, como já tratamos disto ano passado, quem defende a educação. Seria o governo que comando o Estado desde 1982 e faz de São Paulo uma das piores educação do Brasil? Seria este colunista que nunca entrou em uma escola pública?

Já disse um outro teórico, de um outro político conservador, que uma mentira dita 200 vezes vira verdade. É isso que o governo do estado, e o senhor Dimenstein fazem com a educação. Mentiras para desmoralizar os professores e fazer com que a população rica (que lêm os comentários deste senhor) acreditem que as coisas estão finalmente melhorando.

Greve geral paralisa a Grécia

Posted by Baltazar | Posted in O povo sai as ruas, crise econômica, movimento sindical | Posted on 04-03-2010

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Mais uma vez a Grécia é palco de grandes mobilizações. A greve geral que mobilizou o país é mais uma prova concreta que o capital não consegue solucionar os seus problemas. Para solucionar a crise econômica aprofundam a exploração do trabalho e agudizando a crise social. A mobilização dos trabalhadores gregos é prova que não chegamos ao fim da história e estamos pronto para a luta. Segue um relato sobre a situação no país e como a classe trabalhadora está se organizando.


Matthew Cookson, de Atenas

As ruas sempre cheias de gente do centro de Atenas estão quase desertas hoje. Mais de 2 milhões dos 5 milhões de trabalhadores gregos cruzaram os braçoa. A greve geral de 24 horas uniu trabalhadores do setor público e privado contra as medidas de austeridade adotadas pelo governo.

Todos os vôos chegando ou saindo do país foram cancelados. Escolas e repartições públicas estão fechadas. Poucos ônibus e linhas de trem funcionam, assim mesmo sua circulação foi permitida pelos grevistas para que pudessem levar os trabalhadores às manifestações.

Mais de 30 mil pessoas participaram de duas passeatas diferentes. Seus participantes quebraram a calma do centro de Atenas com seus cantos e palavras-de-ordem enquanto rumavam ao parlamento. Os trabalhadores estão furiosos com o governo Pasok, de centro-esquerda e que venceu as eleições gerais com promessas de manter o valor dos salários. Os manifestantes gritavam: “Nada de sacrifícios! Que os ricos paguem pela crise!”

Yiannis Anastakis, que trabalha no Estádio Olímpico, me disse: “Antes das eleições, o governo disse coisas completamente diferentes do que está fazendo. Agora, está baixando salários que já eram muito baixos. A maioria das pessoas recebe muito menos do que o suficiente para sobreviver com dignidade”.

“Quem tem dinheiro na Grécia não paga impostos. Mas, o governo não vai tirar dinheiro dos ricos. Prefere arrancar mais de quem ganha pouco”, disse ele.

Trabalhadores dos correios e telecomunicações, engenheiros, eletricitários, estudantes, desempregados, funcionários públicos e muitos outros estão juntos na luta. Um grande grupo de imigrantes africanos e de Bangladesh juntaram-se ao movimento, exigindo plenos direitos de cidadania e fim das perseguições policiais.

A polícia usou bombas de gás e cassetetes contra os manifestantes que chegavam às proximidades do parlamento. Um grupo de manifestantes jogou tinta vermelha nos batalhões de choque. A polícia dividiu a manifestação em dois, mas os participantes conseguiram se reorganizar e continuar a passeata.

Trabalhadores do setor público e privado cruzaram os braços contra a intenção do governo de fazer pesados cortes salariais que irão atingir gravemente seu nível de vida. O déficit orçamentário do governo atualmente é de 12,7% do PIB anual da Grécia. O governo quer baixá-lo para 2,8%.

Nesta manhã, juntei-me a um piquete de sindicalistas e estudantes nos escritórios da fábrica metalúrgica Metika, em Atenas. Panos, um dos sindicalistas disse que “o governo fala que está agindo contra a crise, mas na realidade está atacando os direitos dos trabalhadores”. “Nós também estamos aqui, porque a Matika demitiu três trabalhadores que eram militantes sindicais”, esclareceu.

Faixas penduradas nos portões da empresa diziam: “Parem o programa de estabilidade. Chega de demissões” e “Nenhum sacrifício pelos lucros deles”.

Yannis disse que “a União Européia afirma que a Grécia tem padrões de vida elevados em comparação com outros paises. Isto não é verdade. Muitos de nós temos dois empregos para sobreviver. Olhe para essas pessoas. Me diga se elas são ricas”.

A greve geral não é o objetivo final da luta na Grécia. Vários setores estão planejando suas próprias greves e estão em preparação mais dias nacionais de luta para breve.

GREVE DE ESTUDANTES NA USF DE ITATIBA

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Educação, política institucional | Posted on 02-12-2009

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Divulgamos hoje informe sobre greve estudantil na Universidade São Francisco de Itatiba, motivada por sucessivas demissões de professores e precarização do ensino. Toda força ao movimento!

greve_geral

Olá irmãos e companheiros de luta

Meu nome é Alex e sou estudante universitário do 8º semestre de psicologia da Universidade São Francisco – campus Itatiba.

O que gostaria de expor hoje a vocês é minha indignação sobre o que a USF está fazendo e que todos precisam saber para poderem lutar contra isso também.

Na ultima sexta-feira, dia 27 de dezembro, uma de nossas professoras, pouco antes de entrar em sala de aula para supervisionar um grupo de estudantes, foi demitida. A mesma chegou na sala e avisou estes estudantes que havia acabado de ser demitida. Chocados com essa noticia esses estudantes puseram-se a avisar todos os demais estudantes de psicologia e todos paralisamos nossas atividades. Não obstante a isso ficamos sabendo posteriormente que outro professor também havia sido dispensado da mesma forma.

Esta paralisação não ocorre somente por este fato isolado. Este foi a ponta do estopim de diversas coisas que estão acontecendo na universidade e todos fomos engolindo e digerindo com dificuldade. No semestre passado vários de nossos professores foram mandados embora e o motivo alegado pela universidade foi corte de gastos. Houve a contratação de novos professores, que estão recebendo menos que os que foram demitidos, o que é óbvio, porém a qualidade, assim como o salário deles, também diminuiu. Não por desmérito aos professores que adentraram, mas por conta da experiência daqueles que saíram tinham nas matérias de supervisão, que requer, como a maioria concorda, uma certa experiência profissional. Essas demissões foram feitas as escuras de todos os universitários, pois foram feitas bem no período de férias. Após esse ocorrido um grupo de estudantes teve uma conversa com a coordenação que “prometeu” que não haveria mais demissões por esse motivo, o que não foi cumprido.

Na sexta-feira saímos das salas e em marcha fomos até a central de coordenação de cursos para manifestar nossa profunda insatisfação com a administração. Com muitos gritos de ordem, todos os estudantes de psicologia do campus, mostraram sua indignação pelos fatos ocorridos. A coordenação recebeu uma representação dos universitários, do centro acadêmico de humanas, e marcaram para segunda-feira, dia 30 de novembro, uma reunião-assembleia com os universitários. Como nossa insatisfação era profunda e sabíamos que não foram somente nossos professores que haviam sido demitidos, mas vários outros de outros cursos também, resolvemos fazer nossa manifestação ir mais longe e adentramos o prédio de administração e engenharia com gritos como: “Patifaria”, “não é mole não a USF ta matando a Educação” e “sai da sala”. Lembrando que adentramos os prédios e não as salas, pois passávamos explicando o ocorrido em todas elas e não invadindo.

No sábado fizemos a mesma coisa. Adentramos os prédios com nossos gritos e apitos.

Ontem, segunda-feira, ocorreu a reunião-assembleia no salão nobre da faculdade. Estavam presentes o pró-reitor acadêmico, o diretor do campus e a coordenadora do curso de psicologia. Também estava presente o presidente a UEE de São Paulo, que veio nos apoiar, valeu pela força companheiro! O salão estava cheio, a maioria dos universitários eram da psicologia, mas tivemos companheiros da engenharia, administração e arquitetura conosco. Foi elaborada uma pauta que focava o seguinte: critérios de admissão e demissão dos docentes; plano de investimentos da universidade; planilha de gastos da faculdade; organograma da universidade. O pró-reitor explicou muita coisa, mas não convenceu, pois de todas as explicações que havia dado dos critérios de demissão, nossos professores não se encaixavam em nenhum. Quando falado que a universidade passava por uma crise, pedimos imediatamente a abertura das contas da universidade e como sempre a responsabilidade foi transmitida para a mantenedora, uma entidade filantrópica, a Província da Imaculada Conceição do Brasil (Franciscanos), e não nos atenderam nesse sentido. Depois de muito falatório sem explicação plausível foi feita uma colocação por parte de um universitário que nos chamou muita atenção: os professores demitidos na semana passada estavam sendo eleitos para a presidência do sindicato. E o exposto pelo pró-reitor é que não havia nada contra isso, e que a administração gestora das demissões viu que era o melhor momento para demiti-los era aquele. Mas uma pergunta ficou entalada: Porque aquele era o melhor momento? Porque no final do semestre letivo, faltando 15 dias para o fim das atividades curriculares? Será que não tem nada a ver com o sindicato mesmo?

Penso que a universidade imaginou que iríamos engolir isso a seco novamente! Que iríamos deixar passar por causa da época de provas! MAS NÃO ENGOLIMOS E NÃO VAMOS ENGOLIR!

Chega de fazer as coisas nas escuras SENHORES! QUEREMOS TRANSPARENCIA NAS ATITUDES DE VOCÊS! PARA ONDE ESTÁ INDO O DINHEIRO? POIS OS EQUIPAMENTOS ELETRONICOS, INSTALAÇÕES, PRÉDIOS, ESTÃO TODOS DEIXANDO A DESEJAR! NÃO HÁ EQUIPAMENTO SUFICIENTE, OS PRÉDIOS PRECISAM DE REFORMA!

CHEGA DE SUCATEAR A EDUCAÇÃO USF! TEMOS DIREITOS E VAMOS EXIGI-LOS!

ESTAMOS EM GREVE E VAMOS CONTINUAR ATÉ SERMOS OUVIDOS COMO MERECEMOS E NOSSAS REINVIDICAÇÕES FOREM ATENDIDAS!!!!

HOJE VAMOS NOS MOVIMENTAR EM FRENTE AO PRÉDIO DA COORDENAÇÃO NOVAMENTE!!!!!!!!!!!!!!!
“Não aborte os seus ideais no ventre da covardia, vá a luta empunhando a verdade, pois a liberdade não é utopia” Alex S. D.

SOBRE O FIM DA GREVE NA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, movimento sindical, política institucional | Posted on 22-10-2009

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Divulgamos um comunicado dos bancários grevistas para esse momento de volta ao trabalho.

bancarios em greve

A Greve na CEF

Depois de 28 dias de uma greve que chegou a quase 100% de paralisação, a greve chega ao fim.

O movimento grevista mostrou a força e a unidade da categoria. Os trabalhadores que estão no dia a dia nas agências e departamentos, construindo o lucro desta empresa, mostraram a sua insatisfação com as condições de trabalho, e com a postura da direção da CEF em relação aos trabalhadores da empresa.

Lutamos por melhores condições de trabalho, respeito à jornada de 6 horas(direito previsto na CLT), piso salarial digno, isonomia de direitos entre os trabalhadores, contratação de funcionários.

Infelizmente houve os que preferiram o outro lado.

Trabalhadores com cargos comissionados tomaram em suas mãos o papel de representantes da empresa, mantendo o funcionamento dos locais de trabalho, realizando negócios para a empresa. Diminuindo desta forma o impacto do movimento grevista, e, além disso, pasmem, resolveram defender a empresa na assembléia dos trabalhadores, utilizando, inclusive, de violência para realizar essa tarefa.

O que leva trabalhadores a tomar esta postura?

Acreditando no discurso da empresa de que são prepostos da mesma, esses trabalhadores atuam como se fossem patrões, se esquecendo que os seus cargos podem ser retirados a qualquer instante, só dependendo da vontade da direção da CEF.

A greve deste ano, pelo nível de adesão que teve, deveria ter conquistado muito mais, deveríamos, ao menos, ter avançado na isonomia. Mas, para conseguirmos nos contrapor ao interesse da direção do banco, precisamos da força de todos os trabalhadores, inclusive os comissionados, precisamos que os trabalhadores percebam que para a empresa quanto mais desunidos estivermos será melhor.

Agora, com o fim da greve, voltaremos à rotina de trabalho, e não acreditem os comissionados que cometeram essa traição aos seus colegas de trabalho, que serão recompensados ou terão algum agradecimento por isso. As metas continuarão, o trabalhos nos finais de semana também, e agora sozinhos, como poderão se contrapor a isso?

Democracia

Os gestores da CEF vieram gritar por democracia, reclamaram nos locais de trabalho que no sindicato não havia a tão defendida democracia.

Gestores, democracia existe pra quem a respeita. Não venham clamar por democracia quando durante um movimento grevista vocês fazem de tudo para que a empresa permaneça funcionando normalmente.

Para reivindicar democracia, passem a respeitar as decisões do movimento dos trabalhadores.

GREVE DOS BANCÁRIOS AVANÇA

Posted by Editorial do Outubro | Posted in crise econômica, política institucional | Posted on 29-09-2009

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Divulgamos informe do Sindicato dos Bancários sobre a greve da categoria no começo dessa semana. www.outubrovermelho.com.br apoia integralmente essa luta contra a precarização do trabalho e conclamamos aos trabalhadores da base a pressionarem suas direções para que as negociações não se restrinjam a migalhas, mas que abarquem o âmago mesmo da precarização: as tercerizações, os bônus de produtividade, as demissões, etc…

Greve cresce em seu quinto dia e continua na terça-feira
Plenárias organizativas por bancos estão marcadas para a mesma terça-feira e na quarta tem assembleia na Quadra, às 17h

São Paulo – A greve dos bancários cresceu na segunda-feira 28 com mais de 39 mil trabalhadores de braços cruzados e 805 locais de trabalho parados em São Paulo, Osasco e região. Sem qualquer novidade na proposta dos bancos, os funcionários decidiram em assembléia manter a greve por tempo indeterminado na terça 29.

> Fotos: galeria geral, das zonas norte, sul, leste e oeste, Osasco

Na mesma terça, sexto dia de greve, o Sindicato realiza plenárias organizativas por bancos com início às 17h. Os bancários de bancos privados reúnem-se no Auditório Verde da Quadra e os trabalhadores da Caixa na Quadra (Rua Tabatinguera, 192, Sé). Os funcionários do Banco do Brasil fazem plenária no Centro Trasmontano (Rua Tabatinguera, 294, Sé) e os empregados da Nossa Caixa no Auditório Azul do Sindicato (Rua São Bento, 413, Centro). Na quarta-feira 30, os trabalhadores voltam a se reunir em assembleia na Quadra a partir das 17h para definir os rumos do movimento.

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O presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, explica que o Comando Nacional dos Bancários tentou um novo contato com a Fenaban no sábado 26 para retomar as negociações. A federação dos bancos (Fenaban), em resposta ao oficio, comprometeu-se a marcar uma nova rodada de negociação. “Os bancários querem muito mais do que um compromisso, exigem que a Fenaban marque definitivamente uma negociação e apresente uma proposta que corresponda ás reivindicações dos trabalhadores”, diz Marcolino. “Os bancários não abrem mão de aumento real de salários, PLR maior, proteção ao emprego em caso de fusões, fim do assédio moral e metas abusivas”, acrescenta.

Concentrações – Além das agências, permaneceram fechados os prédios administrativos da Nossa Caixa (Rua do Tesouro, XV de Novembro, Líbero e Álvares Penteado), Unibanco (Patriarca, Boa Vista e CAU, onde funciona parte da tecnologia do banco), Banco do Brasil (Complexo São João, Verbo Divino e Ipiranga), banco Real (Call Center SP1 e SP2) e as terceirizadas Tivit e Fidelity. No Bradesco Alphaville, onde funciona a área de sistemas do banco, novamente houve paralisação até 10h30.

Superação – No quinto dia de greve, os bancários tiveram de superar a pressão e as ameaças dos bancos para manter o movimento forte. O assédio moral para desmobilizar os trabalhadores foi usado por praticamente todos os bancos que, sem sucesso, passaram a chamar a polícia para reabrir as agências. Na maioria das ocorrências, os bancários resistiram à coação dos bancos e mantiveram a paralisação.

Leia mais
> Bancários superam pressão dos bancos no 5º dia de greve

Redação – 28/09/2009

fonte: http://www.spbancarios.com.br/noticia.asp?c=12608