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Crack, ópio, colonização e capitalismo

Ao ler o livro do poeta, comunista e amante dos mares Pablo Neruda, Pelas Praias do Mundo, me deparei com a sua experiência na Índia. Nesse pequeno capítulo ele se dedica escrever sua experiência com o Ópio. O escrito me pareceu muito mais próximo, aqueles que vivem no centro de São Paulo já...

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UM PRESIDENTE PARA HONDURAS

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo, política institucional | Posted on 03-11-2009

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Divulgamos entrevista de Carlos Reyes, possível candidato independente à presidência de Honduras, na qual ele fala da estratégia adotada na conjuntura atual pelos que querem a instauração de uma Assembléia Constituinte.

Entrevista de Carlos H. Reyes, candidato independente à Presidência de Honduras

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Internacional
Mario Casasús
Qua, 28 de outubro de 2009 22:33

Carlos Reyes

“A oligarquia deu o golpe de Estado para ficar, não para entregar o poder nas eleições”

Carlos Humberto Reyes Pineda é candidato independente à Presidência de Honduras, destacado líder sindical desde a greve de 1954 e acérrimo crítico do neoliberalismo. Em entrevista a teleSUR, justifica sua participação no processo eleitoral: “exigimos a restituição da ordem constitucional; do contrário, ir a eleições significaria legitimar o golpe de Estado”. Carlos H. Reyes sustenta, sem temor de equivocar-se: “O grupo oligárquico e os militares que organizaram o golpe de Estado não o deram para entregar o poder em 6 meses, senão que para ficar no poder e aprofundar o neoliberalismo e abortar definitivamente a Assembleia Constituinte. No fundo, isso é o que eles querem. A maioria do povo hondurenho não vai entrar no processo eleitoral se as coisas continuam assim. Nós sustentamos que a Resistência deve atuar em relação ao processo eleitoral exigindo a Assembleia Nacional Constituinte. Inclusive, pensando num futuro governo espúrio, instaurado pelas eleições, débil e com uma enorme crise econômica, social e política. Nós devemos ter nossa própria agenda”.

MC.- Como surge sua candidatura presidencial?

CR.- Eu sou candidato presidencial independente há uns meses, mas fundamentalmente sou alguém que esteve toda sua vida – desde a greve de 1954 – no movimento popular. A candidatura é uma questão conjuntural, em razão do que o país vive .

MC.- O Tribunal Supremo Eleitoral fez um requerimento sobre a permanência de vocês no processo eleitoral. Solicitaram esse trâmite inútil a todos os candidatos?

CR.- Em relação à reunião com esses senhores do Tribunal Eleitoral, eles estão muito interessados em que a candidatura independente participe. Inclusive inscreveram a candidatura antes do tempo previsto para fazê-lo. Nos comunicaram um dia, nas ruas de Tegucigalpa, quando andávamos numa manifestação contra o golpe de Estado. Aproximaram-se de mim uns 15 jornalistas, dizendo: “já sabe qual é a última? – te inscreveram, pela primeira vez aceitam uma candidatura independente à Presidência da República e queremos saber tuas reações”. Disse-lhes que era simples de explicar, que nós estamos lutando pelo regresso à ordem constitucional, a caminho de uma Assembleia Constituinte. Assim que, quando preenchi todos os requisitos, entendi o interesse do Tribunal Eleitoral e dos golpistas: legitimar-se com o processo eleitoral. Ontem nos chamaram do Tribunal Eleitoral para comunicar-nos que em 24 horas déssemos um sim ou um não, porque eles tinham que mandar imprimir as cédulas e nos dão a entender que não querem gastar à-toa. Respondemos que estamos interessados em participar, mas só com o retorno à ordem institucional, porque não podemos reclamar direitos constitucionais se não há um regime constitucional no país. Eu não sei se aos demais partidos e organizações lhes fizeram o mesmo requerimento.

MC.- A ditadura de Micheletti poderia perpetuar-se se fracassa de forma deliberada o processo eleitoral?

CR.- Nós insistimos, e disse isso – por telefone – ao Presidente da República Manuel Zelaya, que ninguém se engane, o grupo oligárquico e os militares que organizaram o golpe de Estado não o deram para entregar o poder em 6 meses, senão que para ficar no poder e aprofundar o neoliberalismo e abortar definitivamente a Assembleia Constituinte. Isso é o que eles querem no fundo. A maioria do povo hondurenho não vai entrar no processo eleitoral se as coisas continuam assim. Nós sustentamos que a Resistência deve atuar com relação ao processo eleitoral exigindo a Assembleia Nacional Constituinte e, inclusive, pensando num futuro governo espúrio, instaurado pelas eleições, débil e com uma enorme crise econômica, social e política. Nós devemos ter nossa própria agenda.

MC.- Como a candidatura independente abordará o processo eleitoral nulo?

CR.- Nós, como candidatura independente, não estamos em campanha eleitoral. Os únicos que, sim, fazem proselitismo são os 4 candidatos que respaldam o golpe de Estado e, como se fosse pouco, eles fazem uma contra-campanha sobre a candidatura independente, desinformam a população sobre nossos comunicados, mentem constantemente, manipulam tudo o que se refere à candidatura independente e à Unificação Democrática (UD). Definitivamente, o caso é muito grave. Por isso colocamos para o Tribunal Supremo Eleitoral que, nas condições do golpe de Estado e da repressão, não procede um processo eleitoral. A manipulação mediática contra nós é implacável, tenho dito que “a candidatura independente não iria às eleições nas condições de ditadura e que participaríamos quando regresse a ordem constitucional”. E a imprensa publica todo o contrário: “Carlos H. Reyes está decidido a participar no processo eleitoral” (sic). Recebo centenas de chamadas de gente confundida com relação às noticias equivocadas. Não é um jogo limpo, estamos frente a assassinos e mentirosos, frente a militares que torturam e violam, civis que descumprem todos os direitos humanos. Não podemos esperar nada favorável para nós no campo das comunicações. Os golpistas estão no poder para ficar, com a assessoria de israelenses, aplicando as táticas de Israel tanto na comunicação como na repressão seletiva.

MC.- Você sofreu a repressão por parte de corpos de segurança do Estado, a tal ponto que tem uma fratura no punho direito. Isso é parte de uma política ditatorial seletiva e sistemática?

CR.- Um mês antes do golpe de Estado, fiz uma denúncia ante o Comitê de Familiares de Detidos Desaparecidos em Honduras (COFADEH) e outras organizações defensoras dos direirtos humanos, porque uma pessoa vigiava minha casa. Quando, numa manhã, passei diante dele, ouvi-o dizer a outro individuo, apontando para mim: “se não cai fora, o agarramos”. No dia seguinte ao golpe de Estado, nos reprimiram e quase me matam a golpes. Desgraçadamente, sou um pouco mais alto que a média dos hondurenhos. Sou perseguido pela polícia que facilmente me localiza, Em 30 de junho, nos encurralaram e estavam praticamente nos massacrando nas aforas de Tegucigalpa. Diante das balas, a única alternativa foi pular de um muro de 5 metros de altura. Uns caíram bem. Eu, no momento de saltar, senti um tapa na orelha que me desequilibrou e caí mal, fraturando o punho. Nesse dia, foram 7 pessoas as que sofremos fraturas. Ademais de um professor assassinado e outras pessoas gravemente golpeadas. Apresentamos as denúncias correspondentes, mas de nada serviu.

MC.- Se aqui a ditadura não faz nada, entrou em contato com defensores de direitos humanos do estrangeiro?

CR.- Durante esses dias, não pude assistir às manifestações. Dediquei-me a receber uma série de jornalistas e pessoas que vêm de visita a Honduras. Antes participara com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA. Quando chegou a Tegucigalpa o Juiz Baltasar Garzón, reuni-me com ele. Todos levaram uma informação muito boa sobre as violações dos direitos humanos. Isso nos foi muito útil, creemos que pudemos convencê-los da justiça das nossas reclamações e de que aqui se estava enganando a comunidade internacional sobre o que realmente sucedia. A imprensa golpista disse que “a CIDH avalia que em Honduras não há milhares de mortos”. Nós nunca dissemos que são milhares; contamos e documentamos quantos são. Insisto: o que dizemos é que, fora os companheiros que morreram assassinados nas ruas – durante as manifestações pacíficas -, começaram os crimes seletivos contra os dirigentes.

MC.- Cogitou da ideia de sair do país numa campanha para denunciar os crimes de lesa humanidade da ditadura de Micheletti?

CR.- Temos vários companheiros que fazem o trabalho de denúncia no exterior e creemos que o fazem muito bem, apesar de nossas limitações. Nós não temos a experiência da Frente Farabundo Martí ou dos Sandinistas ou dos guatemaltecos. Eu não aceito sair do país para fazer denúncias. Não desconhecemos que a atual ditadura tem seus contatos na empresa privada e na imprensa corporativa.

MC.- Que leitura faz do fracasso do diálogo ante a proposta do ditador Micheletti no sentido que seja a Corte Suprema a responsável de estudar o retorno do Presidente Zelaya?

CR.- O assunto está em que, durante um momento, ambas comissões chegaram a um acordo para que a restituição passasse pelo Congresso, mas, frente a isso, apareceram os verdadeiros golpistas e pararam toda intenção de que a Mesa de Diálogo avançasse. Desse modo inventaram que a Corte Suprema de Justiça deveria fazer um informe de todos os antecedentes e opinar sobre a restituição. Tudo isso, como você dizia, Mário, é um processo dilatório. No principio isso se dirimia no nível mais alto – ONU, OEA e Washington. Chega um momento no qual a OEA põe um prazo de 72 horas e os golpistas não o cumprem. Soberbos, disseram “não”, negando-se a receber as comissões. Depois do vencimento do prazo, Hillary Clinton chama o Presidente Manuel Zelaya e lhe diz que busque um arranjo. Esquecendo-se de uma restituição incondicional, propõe Arias. O Presidente Zelaya aceita Oscar Arias como mediador. Logicamente, o Departamento de Estado buscava oxigenar a ditadura, para que se acomodasse bem. Que acontece? Se vem desse nível internacional e se transfere a um nível centro-americano. Já sabemos o que aconteceu na Costa Rica. E agora inventaram que o assunto deve se resolver em Honduras. Cada vez vai num nível mais baixo. E a OEA buscou a forma de safar-se. O que se necessita é que a Resistência continue nas ruas, que desconheça qualquer processo eleitoral que se realize sem a restituição do Presidente Zelaya e que a comunidade internacional pressione o máximo possível. Acreditamos que, dessa maneira, a ditadura se debilitaria. Agora se sentem acossados. A repressão que vivemos é fruto do desespero que têm. Vou dizer algo para você: desde o 28 de junho, sofremos um estado de sítio. Disseram que, ao derrogar o decreto, recuperaríamos nossas garantias, mas é um tecnicismo. Para legitimar o que já estava, tiraram-no. E continuamos na mesma, apareceram outros companheiros assassinados e a repressão continua nas ruas.

MC.- Por que é necessário convocar uma Assembleia Constituinte?

CR.- A Constituição vigente em Honduras foi feita em 1982. A Assembleia Constituinte funcionou de 1981 até janeiro de 1982. Estávamos no período da Guerra de Baixa Intensidade na América Central. O Embaixador da América do Norte em Tegucigalpa era John Dimitri Negroponte. Em Honduras, utilizaram 3 eixos para redigir a nova Constituição: “1.- É preciso vender Honduras, diziam os empresários; um deles era Miguel Facussé; 2.- É preciso reduzir o Estado a sua mínima expressão; o Estado não deve intervir na economia; o Estado é corrupto; e 3.- O Exército deve ser o garantidor da Constituição e não o povo”. Sobre esses 3 elementos funcionou a Constituição desde 1982. Quais são os resultados? O país está vendido, o Estado está reduzido a sua mínima expressão e os militares já deram um golpe de Estado. Antes dessa Constituição, os empresários e as transnacionais tinham um 40% da correlação do poder no país, o Estado outro 40% do poder e o povo um 20%. Hoje em dia, com 28 anos de vigência, os empresários têm um 75% do poder, o Estado agora tem o 20% e ao povo, que tinha 20%, agora lhe resta um 5% do poder. O Estado mesmo se viu diminuído em todos os sentidos. O perfil dos presidentes baixou, porque administram um Estado que não tem recursos. Preste atenção: antes de 1980 as rendas correntes do Estado eram de 25% do P.I.B. Hoje, é de 14% do P.I.B. Porque os empresários não pagam impostos. É um Estado diminuto. As rendas correntes dos países desenvolvidos são de 40% a 45% do P.I.B. São Estados poderosos. Inclusive, em tempos de crise, os Estados saem a resolver os problemas dos grandes monstros financeiros. E Honduras que não pode resolver os problemas dos remédios num hospital? Imagina você a redução do poder do povo de 20% para 5%. A Constituição de Honduras segue o modelo da Constituição de Pinochet, é produto da experiência chilena no neoliberalismo. Quando o Presidente Zelaya disse que perguntaria – com A Quarta Urna -, sobre a possibilidade de uma nova Assembleia Constituinte, nós o apoiamos. Não é com eleições que se vai resolver os problemas de Honduras. Somente tendo um marco jurídico que permita modificar as estruturas se poderá fazê-lo; do contrário, nunca funcionarão.

MC.- Finalmente, o único Artigo pétreo da nova Assembleia Constituinte sería o 3: “Ninguém deve obediência a um governo usurpador”?

CR.- Sim, imagino que é um Artigo que deve permanecer. Como você vê, que fizeram? Disseram: “não é golpe de Estado”. Assim podem organizar suas eleições. Nós afirmamos que,sim, é um golpe de Estado e o que cabe é a restituição da ordem constitucional; do contrário, ir a eleições significaria legitimar o golpe de Estado.

Publicado em El Clarín (Chile)

Fonte: Rebelión

Tradução: Sergio Granja

A DIREITA IMPERIALISTA NA AMÉRICA LATINA

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 21-10-2009

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Divulgamos o muito ponderado texto de Rodrigo Castelo Branco sobre as movimentações da direita na América Latina.

fonte: http://www.socialismo.org.br/portal/

A contra-revolução latino-americana em marcha

Rodrigo Castelo Branco
Ter, 13 de outubro de 2009 16:12

“O golpe se deu em Honduras, mas afeta a toda a América Latina e o Caribe, porque nos está indicando que esse passado omnioso não ficou bem sepultado e que a ousadia de nos declarar-nos independentes e soberanos não é perdoada. Não se pode tirar outra conclusão dos acontecimentos hondurenhos, onde o golpe militar foi a resposta ao propósito de fazer desse país uma nação mais justa, onde os setores populares tivessem voz”.

Frida Modak, jornalista e
ex-secretária de imprensa do presidente Salvador Allende

Golpe Militar

Desde o final dos anos 1990, a América Latina experimenta avanços democráticos em algumas nações da região, todos eles conquistados por ampla mobilização popular. Diversos sujeitos históricos (res)surgiram na cena política e demandaram novas institucionalidades que atendessem seus interesses econômicos, políticos e culturais. Venezuela, Bolívia e Equador são os exemplos mais significativos do recente avanço das lutas populares na Nuestra America.

Já em outros países, como Brasil, Chile, Argentina e Uruguai, assistimos a transição das ditaduras para regimes democráticos, nos quais setores da antiga resistência às autocracias assumiram o poder mas não foram capazes em avançar no desmonte das estruturas oligárquicas montadas há tempos imemoriais. Nestas nações prevaleceram governos de feição social-democrata com práticas efetivas de antigos dirigentes de direita, uma mescla sui generis que resulta no social-liberalismo, um liberalismo com uma suposta agenda social.

Apesar das significativas diferenças existentes entre os dois blocos de países supra-citados – uns trilhando o caminho do socialismo do século XXI, outros o novo-desenvolvimentismo -, podemos perceber um avanço da democracia no continente latino-americano, marcado constantemente por golpes executados pelas elites locais sob o patrocínio do imperialismo estadunidense.

Tudo parecia caminhar para uma polarização relativamente pacífica e democrática entre o novo-desenvolvimentismo e o socialismo do século XXI. O avanço democrático experimentado nos últimos anos na América Latina, entretanto, com todos os seus percalços, limites e possibilidades, soou um aviso de incêndio nas elites locais. Na cabeça das classes dominantes, era preciso acionar o freio e parar o avanço das forças populares, que tiveram a ousadia então inimaginável de recolocar o socialismo como palavra de ordem e programa político.

A autocracia burguesa latino-americana, tão bem descrita na obra de Florestan Fernandes, ensaia novas experiências diante da guinada à esquerda da região. A contra-revolução autocrática começou a ser orquestrada e operacionalizada no centro da democratização latino-americana. O golpe que Chávez sofreu em 2002 alçou no poder, com o apoio dos EUA e do FMI, um típico representante das elites venezuelanas. Em menos de uma semana, um milhão de venezuelanos tomaram as ruas de Caracas e exigiram, com a Constituição do país nas mãos, a volta do presidente eleito. Assim foi feito, e Chávez retornou às suas funções presidenciais. Isto, contudo, não significou o fim da contra-revolução autocrática na América Latina. Era apenas o primeiro round de uma intensa batalha que perdura até hoje e não nos dará trégua tão cedo, pelo menos enquanto durar o nosso objetivo de superação da dependência e do subdesenvolvimento capitalistas.

O segundo round aconteceria na Bolívia. Após sucessivas derrotas eleitorais e políticas, as elites dos departamentos mais ricos do país iniciaram um processo de separatismo e de criminalização dos movimentos sociais indígenas. Lideranças e militantes foram mortos e uma conspiração elitista passou a ser tramada no país. Após uma onda perturbadora de incidentes e crimes contra as organizações populares, o movimento separatista perdeu força e não parece ter forças de impedir a reeleição de Evo Morales, que saiu fortalecido de todo este processo.

O terceiro round foi orquestrado no norte do continente. Em julho de 2008, após mais de 50 anos extinta, a Quarta Frota da marinha estadunidense foi reativa. Esta foi uma demonstração velada, e ao mesmo tempo, contundente, do profundo desconforto nutrido pelos Estados Unidos com os rumos políticos de países ao sul do Rio Grande. Nenhum grande destacamento naval foi dirigido para a região, mas o governo estadunidense sinaliza que pode fazê-lo caso a situação política saia do seu controle imperial.

O quarto round constitui-se em mais uma ingerência estadunidense na América do Sul. Na Colômbia, o presidente Uribe deferiu o pedido da Grande Águia do Norte de instalação de sete bases militares no seu país. A alegação oficial é o combate ao narcotráfico, a mesma desculpa usada no passado pelo Plano Colômbia, que nada mais foi do que um plano de combate às guerrilhas regionais.

De acordo com os fatos elencados, podemos dizer que os conflitos políticos estão cada vez mais se deslocando para o plano militar. A democracia latino-americana, impulsionada por governos revolucionários e antiimperialistas, são crescentemente ameaçada pelo poder das armas e do grande capital. Estamos, assim, diante de uma militarização da “questão social” latino-americana. Com isto, o investimento em armamentos na região tem crescido nos últimos anos, e valiosos recursos, que deveriam estar sendo aplicados em saúde, educação, habitação, saneamento, transportes etc., estão sendo desviados para combater a contra-revolução em marcha, ameaçando o aprofundamento do combate às expressões mais agudas da “questão social”.

A resposta popular foi, surpreendentemente, não o recuo, mas o avanço político das reformas propostas. Não se deu um passo para atrás, mas marchou-se dois para frente. Ou seja, diante da militarização da “questão social”, tivemos a radicalização das demandas populares. Frente a esta radicalização, temos uma outra, liderada pelas oligarquias regionais. A resposta das classes dominantes não foi no estilo panis et circenses, mas sim o estilo do bocal do fuzil. Honduras surge neste clima de necessidade de saídas golpistas, de decretação de estados de sítio para a contenção dos avanços populares, alguns deles caminhando para a revolução socialista.

O que está se desenhando na América Latina não é um circo cômico, conforme apontam certas análises da grande mídia brasileira. A luta política disputada entre socialistas, novo-desenvolvimentistas, social-liberais e contra-revolucionários não é um jogo de amadores, nem muito menos de palhaços. Estamos diante de uma contra-revolução cada vez mais forte e armada. Honduras é, até o momento, a experiência autocrática mais bem-sucedida, embora demonstre sinais de esgotamento ou, pelo menos, de arrefecimento. Lá está em jogo o futuro da democracia e dos avanços sociais conquistados a duras penas nos últimos anos na América Latina.

Rodrigo Castelo Branco é pesquisador do Laboratório de Estudos Marxistas José Ricardo Tauile (LEMA) do Instituto de Economia da UFRJ. Doutorando da Escola de Serviço Social da UFRJ. Professor do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).

Golpe Militar em Honduras

Honduras Honduras
Honduras Honduras
Honduras Honduras
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Fotos: Prensa Latina

FORA TROPAS BRASILEIRAS DO HAITI

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo, política institucional | Posted on 30-09-2009

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Lula ao mesmo tempo em que mantém o presidente legítimo de Honduras em nossa embaixada, descarta intervenção armada para derrotar o golpe militar que tirou Zelaya do poder, enquanto nosso país mantém tropas no Haiti, garantindo assim a continuidade de um golpe que tirou Aristide do poder. Se não há coragem para intervir militarmente em Honduras, também não pode haver disposição de sustentar nossas tropas no Haiti. A luta diplomática contra um golpe e a manutenção militar de outro é uma constradição insolúvel na política externa de Lula. Por isso divulgamos carta aberta ao conselho de segurança da ONU pela retirada imediatas de nossas tropas do Haiti.

tropas brasil haiti

Carta aberta do Povo Brasileiro ao Conselho de Segurança da ONU sobre o Haiti

Nós povo brasileiro organizados nos movimentos sociais, sindicatos, partidos, centrais sindicais, organizações sociais e demais entidades estamos envergonhados pelo triste papel que as tropas militares através da Missão de Estabilização do Hati – Minustah, vêm desempenhando no Haiti. Não se tem notícia na história da humanidade que uma tropa de ocupação estrangeira tenha contribuído na melhoria das condições de vida de um povo. E muito menos na sua libertação!

A presença das tropas brasileiras no Haiti é inaceitável. Além de nos envergonhar como povo, fere duramente a soberania do heróico povo haitiano, que sofre todas as mazelas de anos de exploração. Nosso apoio deve ser material, de intercâmbio educacional e cultural, jamais militar.

O que as Nações Unidas estão gastando (cerca de 600 milhões de dólares por ano) para manter as tropas no Haiti. Essa quantia é mais do que o necessário para resolver os problemas fundamentais de seu povo: a falta de energia, alimentos, moradia, educação e emprego.

Nesses quatro anos, não há notícias de nenhuma melhoria nas condições de vida dos haitianos Pelo contrário, há inúmeros registros de violação dos direitos humanos pelas próprias tropas estrangeiras que invadiram o país. Nós, como movimentos sociais brasileiros, nos dispomos a ajudar da forma que o povo do Haiti solicitar.

Sabemos que o Conselho de Segurança da ONU até o dia 15 de outubro de 2009 irá votar a renovação ou não do mandato da Minustah. Pelo que foi afirmado, os que abaixo assinam, nos pronunciamos pela imediata retirada das tropas brasileiras da MINUSTAH e do território haitiano. E por sua vez, exigimos da ONU que cesse esta missão de ocupação e de violação dos direitos do povo de Haiti.

Assinam:

Casa da America Latina
Conlutas
Coletivo de Hip Hop LUTARMADA
Instituto dos Defensores dos Direitos Humanso – IDDH
Instituto Politicas alternaivas para o Cone SUl – PACS
Jubileu Sul Brasil
Justiça Global
Movimento Sem Terra
Movimento Consulta Popular
Mandato Marcelo Freixo
Direito para Quem

Para assinar envie um e-mail para: sandraq@pacs.org.br

Palácio do Itamaraty – Av. Marechal Floriano, 196 – Centro – Rio de Janeiro

Declaração do Partido Socialista da América Central sobre a situação em Honduras

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 23-09-2009

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Divulgamos aqui o manifesto do Partido Socialista Centroamericano (PSOCA) sobre a nova conjuntura política em Honduras, após o retorno do presidente legítimo Manuel Zelaya.
O PSOCA convoca a resistência popular, uma greve geral e a instalação de um governo provisório sob o comando dos trabalhadores.
Boa leitura!

DECLARACION DEL PARTIDO SOCIALISTA CENTROAMERICANO (PSOCA)

ANTE EL REGRESO DE MANUEL ZELAYA:

¡¡ES HORA DE LA HUELGA GENERAL Y DEL LEVANTAMIENTO POPULAR CONTRA LOS GOLPISTAS!!

El presidente Manuel Zelaya se dirige a sus partidarios, en la embajada de Brasil en Tegucigalpa

Influenciado por las gigantescas movilizaciones de la resistencia el pasado 15 de septiembre, el Presidente Manuel Zelaya tomó la decisión audaz de romper el impasse al reaparecer en la embajada de Brasil en Tegucigalpa, desafiando a los golpistas.

Hacia una crisis revolucionaria

El retorno de Zelaya ha provocado un claro reavivamiento de las movilizaciones populares. Acosado, aislado nacional e internacionalmente, el gobierno de Roberto Micheletti ha respondido con el toque de queda y el estado de sitio, amenazando con una masacre de gran envergadura, con el objetivo de evitar el estallido de una insurrección popular.

Hasta el día de hoy, los golpistas se han aferrado obstinadamente al poder y no se atreven a discutir la reinstalación del presidente Manuel Zelaya en el gobierno, porque temen que ello sea el inicio de un desbordamiento popular que adquiriría irremediablemente una dinámica revolucionaria. Con el retorno del presidente Zelaya, se está produciendo un reagrupamiento del movimiento de masas contra los golpistas. La crisis política en Honduras tiende a transformarse en una crisis revolucionaria, en un enfrentamiento decisivo y abierto entre los dos bandos en pugna.

El peligro de las negociaciones políticas

A pesar que la Organización de Estados Americanos (OEA), el gobierno de los Estados Unidos y la llamada “comunidad internacional” ha promovido el tramposo Acuerdo de San José, estas negociaciones políticas han fracasado. Estamos llegando al punto de las grandes definiciones..

A pesar que las declaraciones del presidente Manuel Zelaya han sido conciliadoras, en el sentido de que ha regresado a Honduras para fomentar el dialogo y la reconciliación, los golpistas no dejan de empuñar los fusiles y de amenazar con tomar medidas de fuerza, que pueden incluir el asalto a la embajada de Brasil, la captura del presidente Manuel Zelaya y una sangrienta represión contra el movimiento de las masas en resistencia.

Precisamente ahora, cuando existe más firmeza y decisión revolucionaria de las masas en la perspectiva del derrocamiento revolucionario del gobierno golpista, la secretaria de Estado de los Estados Unidos, Hilary Clinton, declaró en New York que “ahora que el presidente Zelaya volvió, sería oportuno devolverle su puesto” y “seguir adelante con las elecciones previstas para noviembre, tener una transición pacífica de presidentes y devolver a Honduras el orden democrático y constitucional” (La Prensa 21/09/09)

El gobierno de los Estados Unidos está cambiando suavemente de posición porque observa con temor la dinámica revolucionaria de los acontecimientos, por ello comienza a hablar de elecciones pero bajo la reinstalación del presidente Zelaya.

¡Huelga general ya!

Ha llegado la hora de convocar a una Huelga General desde la base de los sindicatos y de los organismos del movimiento popular. Si no derrocamos a Micheletti de forma inmediata, los golpistas intentaran tomar la contraofensiva, aprensado a Zelaya y reprimiendo al movimiento de masas.

El Partido Socialista Centroamericano (PSOCA) llama a la Coordinadora Nacional de Resistencia Popular (CNRP), las centrales obreras y demás Federaciones sindicales a convocar un paro general en los sectores productivos (fábricas, oficinas recaudadoras de impuestos, puertos y centros de exportación de mercancías).

Llamamos a la toma de empresas bajo el control de los trabajadores.

Llamamos a los empleados públicos a tomarse los ministerios, entes y oficinas gubernamentales, hasta que caiga Micheletti.

Exhortamos a los trabajadores y jóvenes a luchar por la nacionalización de las empresas de todos los grupos económicos y de familias que promovieron el golpe de Estado.

También llamamos a los trabajadores y jóvenes a conformar comités de lucha popular en todas las fábricas, empresas y barrios, con el objetivo de impulsar la huelga general, hasta el levantamiento popular contra el gobierno de Micheletti.

Ante el peligro de una sangrienta represión, el Partido Socialista Centroamericano (PSOCA) llama a conformar milicias y piquetes de autodefensa en las fábricas, centros de trabajo, barrios, universidades y colegios de secundaria.

De igual manera, llamamos a los soldados a no obedecer las órdenes de sus superiores, a conformar comités de soldados para luchar contra el golpe de Estado, negándose a disparar o reprimir al pueblo, destituyendo a la alta oficialidad. También llamamos a los policías, a desobedecer las órdenes de sus superiores, a no reprimir al pueblo, a organizarse en sindicatos para luchar junto al pueblo por la defensa de sus derechos.

En ese mismo sentido, exhortamos a los trabajadores y a los sectores populares para que luchemos por la defensa de la libertad de movilización y de prensa. Como una medida de desmovilización, el gobierno ilegitimo de Micheletti ha decretado un estado de sitio que reprime la libertad de movilización, la libre organización y otros derechos contenidos en la Constitución.

Los militares han creado retenes en las carreteras para frenar las amplias movilizaciones que se desplazan desde los distintos puntos a nivel nacional. De igual forma, como lo hicieron el mismo día del golpe de Estado, han sacado del aire a los medios de comunicación que simpatizan con las luchas de la resistencia. En algunos casos, se le ha suspendido la energía eléctrica, se les ha destruido con sustancias químicas sus repetidores, se les ha sacado de los distintos sistemas de cable, y se han hecho allanamientos ilegales a sus instalaciones obligándolos a transmitir desde la clandestinidad.

El Partido Socialista Centroamericano (PSOCA) llama a los sectores en lucha que no acepten los acuerdos entre la burguesía, los sectores golpistas y los violadores de los derechos humanos. Cualquier negociación que realice el presidente Manuel Zelaya debe ser pública, y no debe poner en peligro la lucha por acabar con el gobierno espurio y obtener la restauración de las libertades democráticas.

Debemos exigir que se aplique todo el peso de la ley a los autores intelectuales y materiales del golpe de Estado. Digamos no a la amnistía. Los crimines no pueden quedar impunes, la muerte de nuestro mártires deben ser inflexiblemente sancionadas.

La CNRP y las centrales obreras deben constituirse en gobierno provisional

Frente a las pretensiones del gobierno de los Estados Unidos de conformar un gobierno de reconciliación y de dialogo nacional, sintetizado en el acuerdo propuesto por el mediador Oscar Arias, integrado por funcionarios golpistas y el presidente Manuel Zelaya, debemos hacer valer nuestra propia propuesta de la clase trabajadora.

El corazón, alma y nervio de la resistencia contra los golpistas está constituido por la CNRP, las centrales obreras, las organizaciones del movimiento popular y la izquierda.

El Partido Socialista Centroamericano (PSOCA) llama a la CNRP, colegios magisteriales centrales obreras y resto de las organizaciones populares a postularse como una alternativa de poder, convocando a la huelga general, única camino para derrotar a los golpistas, es decir, convirtiéndose en un gobierno provisional revolucionario ante la inminente caída de Micheletti.

Solo un gobierno nacido de las masas populares puede convocar a una Asamblea Nacional Constituyente y reorganizar Honduras en beneficio de los más pobres

¡¡ABAJO EL GOBIERNO DE MICHELETTI!!

¡¡QUE LA CNRP, LAS CENTRALES SINDICALES, COLEGIOS MAGISTERIALES Y EL MOVIMIENTO POPULAR TOMEN EL PODER Y CONVOQUEN A UNA ASAMBLEA NACIONAL CONSTITUYENTE!!

Centroamérica, 21 de Septiembre del 2009

Secretariado Ejecutivo Centroamericano (SECA)

Partido Socialista Centroamericano (PSOCA)

Fonte: www.elsoca.org

HONDURAS.- ¡¡Ante el regreso de Manuel Zelaya, es hora de la Huelga General y del Levantamiento Popular contra los golpistas!! PDF Imprimir E-mail
Lunes, 21 de Septiembre de 2009 22:11

psoca honduras

O Retorno de Zelaya a Honduras

Posted by edutiao | Posted in Imperialismo | Posted on 22-09-2009

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Manuel Zelaya retornou a Tegucigualpa na manhã de ontem. Segundo relatou o Presidente Chávez, Venezuela, Zelaya enfrentou com quatro companheiros uma viagem de quatro dias a pé, por carro e até trator, para burlar o controle militar das fronteiras. O presidente deposto de Honduras buscou refúgio na embaixada brasileira na capital, e conclamou ao povo “que venha a me defender, a defender a democracia hondurenha”.

Milhares de Hondurenhos se dirigiram à capital, e ocupam hoje as ruas da cidade. Uma manifestação pacífica frente à embaixada chegou a somar mais de mil pessoas nesta manhã, apesar do toque de recolher que foi estabelecido pelo governo golpista na noite de ontem. A poucos minutos tropas militares e policiais arremeteram contra a concentração, com bombas de lacrimogêneo, balas de borracha e munição letal, e inclusive uma arma sonora atordoante, que efetivamente impediu que a concentração retornasse.

Segundo consta em alguns relatos, houveram bombas caindo dentro da embaixada brasileira, e uso de munição letal contra manifestantes, sem confirmação de mortes.

http://tercerainformacion.es/spip.php?article10047
http://www.tercerainformacion.es/spip.php?article10068

http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/8269073.stm

http://www.rebelion.org/noticia.php?id=91897 – Zelaya Retorno
http://www.rebelion.org/noticia.php?id=91900 – Honduras, ¿el principio del fin?, Atílio Boron

Tegucigualpa está militarizada. Foi fechado um canal de televisão – Canal 36 -, e diversas rádios populares, com destruição de equipamentos e prisões ilegais.

A pouco Celso Amorim e Lula se pronunciaram, rechaçando o Golpe de Estado, e reforçando que uma invasão à embaixada fere o direito internacional.

Para acompanhar:

http://chiapas.indymedia.org/honduras/ – Centro de Mídia Independente Honduras, muito material sobre o golpe!

Rádio Globo(não é como a nossa globo!) : http://96.9.147.21:8213/ para ouvir clicar em “Listen”. pode-se abrir com windows media, mas recomendo o VLC(www.videolan.org)

Telesur.net http://www.telesurtv.net/noticias/canal/senalenvivo.php

ZELAYA VOLTOU

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 22-09-2009

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zelaya voltou embaixada brasil

O presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, voltou a seu país e está “hospedado” em nossa embaixada. A entrada clandestina no país e o abrigo na embaixada do país “da moda”, que é gerido pelo “o cara”, às vésperas da assembléia geral da ONU foi de fato um golpe de mestre. Lula abrirá a assembléia e constrangerá a todos para que se posicionem a respeito desse novo fato político.

Quando todos já haviam se “acostumado” com o golpe, lá vem o tema à tona, num momento extremamente estratégico. Internacionalmente a coisa muda de figura. Dentro de Honduras então a luta de resistência entra em nova fase, os golpistas endurecerão ainda mais, mas a resistência ganha um novo impulso, frente a possibilidade imediata de reconduzir Zelaya ao poder.

Para aqueles que acham que o Lula é um esquerdista lacaio do Chavez, eu diria: “ele só está defendendo a democracia, a mesma que “defende” em Honduras, e que os EUA “defendem” em Bagdá.”

Para aqueles que acham que o Lula é um neoliberal do mesmo saco que o Serra, eu diria: “veja bem, a aliança que estabeleceu com presidentes como Hugo Chavez, Evo Morales e Rafael Correa jamais seria urdida por um psdbista.”

Abaixo o golpismo em Honduras!

STF, HONDURAS E COLOMBIA: Judiciário Fascista

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, política institucional | Posted on 11-09-2009

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O que há de comum entre o Supremo Tribunal Federal do Brasil, o golpe militar em Honduras e o governo para-militar da Colombia?

Resposta: Todos fundados num poder judiciário fascista.

1 – o STF

gilmar_mendes_stf

Essa semana foi postergado o julgamento do caso Batisti no STF, um dos ministros pediu “vistas” do processo, e os debates devem ser retomados na semana que vem.  Batisti é o italiano que na década de 1970 participava de grupos guerrilheiros e foi condenado à prisão perpétua por 3 assassinatos. Sem contar que as acusações não se sustentam, que o julgamento foi fraudelentamente conduzido, que Batisti viveu anos tranquilamente “exilado” na França sem que a Itália se incomodasse com isso; bastou que ele fosse preso no Brasil para o governo de Berlusconi pressionar nosso país a entregá-lo para a forca. Os ex-esquerdistas que dirigem o Brasil decidiram dar asilo político ao italiano acusado de terrorismo, mas… e aí é que vem o ponto… Gilmar Mendes, o presidente do STF, derrubou no Judiciário a medida, dizendo que é seu dever corrigir medidas administrativas que “vão contra a constituição”. Em duas semanas é esse o órgão estatal que decidirá se o Brasil faz o que Berlusconi quer. (Vale dizer que toda a mídia burguesa apoia as medidas do STF, por exemplo ver: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u622162.shtml)

2 – Honduras

HONDURAS-MICHELETTI/

Foi exatamente esse o mecanismo utilizado para a perpetração do golpe que tirou Manuel Zelaya do poder. O presidente “administrativamente” estava convocando uma consulta popular sobre a necessidade de uma reforma constitucional ampla em Honduras. O legislativo e o judiciário discordavam politicamente, pois qualquer reforma implicaria na perda de privilégios históricos desses órgãos estatais e das classes que os ocupam. Ambos poderes, mais o quarto poder, a mídia burguesa, se articularam para dar o cheque-mate em Zelaya e no povo hondurenho. O legislativo abriu o caminho, a judicário decretou a consulta de Zelaya ilegal, o exército executou a sentença, a mídia justificava o golpe dizendo que Zelaya estava manobrando para se reeleger e se perpetuar no poder, o que faria do golpe uma “defesa da democracia” – esse o segundo ponto em questão.

3 – Colombia?

uribe_bush

Mas a Colombia não tem um governo integralmente direitista, no qual não há grandes contradições entre os 3 poderes que caracterizam as repúblicas modernas? Sim, e é por isso que ela está aqui. Porque, nessa semana, os poderes executivo, legislativo e judiciário se uniram para aprovar a toque de caixa a possibilidade de reeleição de Uribe, exatamente, a interferência de tendência ditatorial da qual Evo Morales, Hugo Chávez (Manuel  Zelaya) e os parlamentos boliviano e venezuelano foram acusados quando, em verdade, mudavam soberanamente as constituições. Na Colombia só fizeram o “abominável” e a imprensa burguesa ou silencia,   ou trata com “naturalidade” a questão, porque dessa vez o judicário, o executivo, e o legislativo estão de pleno acordo com o plano golpista.

1 + 2 + 3 =

X – o poder judicário é a trincheira do fascismo que sempre pode ser acionada caso qualquer outro poder ou órgão “saia da linha”;

Y – o que num contexto/conjutura é ilegal, em outro contexto/conjuntura é legal;

Z – a lei é uma ferramenta tática que em última instância está nas mão dos fascistas, por isso toda luta judicial, por mais importante que seja, é limitada em seus alcances e efeitos.

ZELAYA VISITA O BRASIL E POVO SOFRE EM HONDURAS

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 13-08-2009

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Ontem o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, passou pelo Brasil e conversou com nosso presidente Lulla. Lulla lhe garantiu que pediria para seu amigo Obama tomar uma atitude com relação aos golpistas. Porém Lulla esquece que essa mesma semana Obama classificou de hipocrisia os reclamos por intervenção em Honduras vindo de países que sempre criticaram o intervencionismo estadounidense na Colômbia, por exemplo. Obama não deixa de ser coerente apoiando estruturas para-militares na Colombia e em Honduras. Lulla é que precisa de mais coerencia pois se ele continua se esforçando pela justa reintegração ao cargo do presidente Zelaya, deveria também utilizar suas tropas no Haiti para reconduzir Arisitide ao poder, presidente eleito também deposto num golpe.

Para além da incoerência de Lulla e por mais que Zelaya viaje pelo mundo, está na mão do povo hondurenho o destino de sua nação, e os golpistas o sabem muito bem. Ontem foi dia de mais violência e repressão em Tegucigalpa, com diversos feridos e presos durante manifestação.  Desde aqui, mais do que ao presidente Zelaya, nos solidarizamos com esse povo que se organiza e resiste para derrubar os golpistas do poder.

COSTARICA/

Obama aprende com Lula: As Duas Caras de Obama na América Latina

Posted by edutiao | Posted in Imperialismo | Posted on 31-07-2009

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Não é pouco o que aconteceu nestes últimos trinta dias, um vendaval soprou a cortina de fumaça da “mudança”(Yes we can, Change, etc…) de Obama, em relação à America Latina, desta vez. Primeiro o golpe de estado em Honduras, que derrubou violentamente o governo de Zelaya, e continua perseguindo e assassinando diversos manifestantes – Obama diz que é contra, mas não move muito o corpanzil do Estado americano para pressionar de fato os gorilas hondurenhos. Segundo, o anúncio de duas novas bases militares americanas na Colombia do paramilitar Uribe, um aliado que seria, em condições normais, constrangedor para o progressista Obama.

Não mudou a política de estado do Grande Irmão, apesar do discurso liberal/progressista de Obama. Sem dúvida a escola Lula de política de estado – onde a personalidade do líder carismático é mantida a salvo das crises políticas ao custo do partido, do sindicato e da mobilização popular, ou seja, o líder se faz de santo enquanto o estado faz o que o capital quer – faz sucesso como alternativa conservadora com cara de esquerda.

Muda a cara da dominação pra não mudar nada. Seguem dois textos de Rebelión.org, boa leitura!


Las dos caras de Obama en Honduras


Claridad/Rebelión

Al cumplirse un mes del golpe de estado en Honduras, el campo de batalla se va deslindando con mayor claridad. Al inicio de la crisis, el pasado 28 de junio, parecía existir un acuerdo unánime entre todos los gobiernos de las Américas de condena al golpe, rechazo al gobierno de facto instaurado y reclamo por la restitución inmediata e incondicional del presidente constitucional Manuel Zelaya Rosales. Sin embargo, al correr de los días y las semanas, la unanimidad se ha hecho agua tras las maniobras diplomáticas de Estados Unidos por reinscribir el conflicto dentro de su tradicional estrategia imperial.

La política exterior de Estados Unidos hacia la América Latina parece correr sobre dos carriles: uno basado en la retórica del presidente Barack Obama a favor de una nueva relación con la América nuestra, respetuosa de su soberanía y autodeterminación, y otro basado en la continuación de las mismas prácticas expansionistas e intervencionistas del Pentágono, el Departamento de Estado y las agencias de inteligencia yanquis. En el caso de Honduras, la retórica de Obama brilla por su insustancialidad e inconsecuencia frente a la fuerza contundente de los hechos protagonizados por la diplomacia de su gobierno, con su arrogancia imperial de siempre. Para ésta, el objetivo más importante no es cumplir con el imperativo normativo establecido unánimemente por la OEA para que se restituya de inmediato y sin restricciones al presidente constitucional de Honduras, sino que aislar al bloque de países adscritos al ALBA (Alternativa Bolivariana de los Pueblos de Nuestra América), encabezado por la Venezuela bolivariana de Hugo Chávez Frías e integrada a su vez, entre otros, por Cuba, Bolivia y Nicaragua, gobiernos todos descalificados como enemigos bajo la anterior política exterior de George W. Bush y, según todos los indicios, también bajo el gobierno de Obama. En la medida en que Honduras, bajo la presidencia de Zelaya, estaba aliada al ALBA, ello ha sido suficiente para que la política exterior estadounidense se haya dado a la tarea de promover activamente una solución al conflicto que, para todos los fines prácticos, legitime los propósitos de los golpistas hondureños de poner fin a la agenda de cambios representada por su gobierno.

La dualidad que caracteriza la política exterior del gobierno de Obama muestra, por un lado, a un gobierno que se proyecta como conciliador aunque a su vez tolera aquellas fuerzas al interior de la estructura de poder en Washington que siguen pregonando y practicando, de mil y una maneras, abiertas y encubiertas, la misma política de fuerza de siempre. Es la política de “la zanahoria y el garrote” que ya nos había anticipado Obama en su campaña electoral. Si lo hace presionado por los rigores de la gobernabilidad, en el contexto de una compleja estructura de poder imperial que a todas luces no domina, o si lo hace por estar convencido de que carga con la misión de recuperar el liderazgo mundial de Washington en una era en que éste ha menguado considerablemente, poco importa. Los resultados son los mismos: la nefasta continuidad de políticas intervencionistas estadounidenses definidas estrictamente desde la óptica de sus intereses estratégicos imperiales y en total desconocimiento de la voluntad soberana expresa de nuestros pueblos.

Hillary Clinton, la principal encargada de la diplomacia de Obama, ha proclamado claramente que “la cuestión no es si EEUU puede o debe liderar, sino como liderará en el siglo XXI”. Al respecto abundó que “EEUU tiene la oportunidad, y una profunda responsabilidad de ejercer el liderazgo Americano para resolver problemas en acuerdo con otros. Este es el corazón de la misión de América en el mundo actual”. En fin, sea a las buenas o a las malas, Estados Unidos se propone ahora ejercer la hegemonía sobre el nuevo mundo multipolar que se ha ido abriendo paso.

De ahí que en los pasados días Clinton ha pasado de la tímida condena a los golpistas a la dilación del retorno efectivo de Zelaya a Honduras y su restitución como presidente con todas sus prerrogativas constitucionales. Su estrategia de apoyo velado a los golpistas se apuntala en las gestiones mediadoras del presidente costarricense Oscar Arias, quien tristemente se ha prestado para servir de burdo instrumento de la diplomacia yanqui. Incluso, en días pasados tuvo el descaro de opinar públicamente que fue un error de Zelaya incorporar Honduras al ALBA.

Denuncia al respecto el pasado lunes 27 de julio un editorial del periódico mexicano La Jornada que a estas alturas se ha hecho evidente “el papel de Óscar Arias como parapeto diplomático del régimen de facto implantado en esa nación, ya que cuando las diplomacias latinoamericanas confiaron al mandatario costarricense una tarea de gestión para negociar los términos del retorno de Zelaya a la presidencia hondureña, éste fue mucho más allá de sus atribuciones y formuló un plan –al que denominó Declaración de San José– que otorgaba beneficios políticos injustificados e inmerecidos a quienes son, de acuerdo con el derecho internacional y el hondureño, delincuentes: su participación en un gobierno de unidad nacional y la suspensión definitiva de la consulta que el mandatario constitucional pretendía realizar en torno a la reelección, lo cual fue una bocanada de oxígeno al entonces cercado régimen espurio, cuyos cabecillas se envalentonaron y rechazaron la propuesta”. Y puntualizan los editorialistas del prestigioso diario: “Debe considerarse, a este respecto, que más allá de la inadmisible perpetuación del gobierno espurio hondureño, el que se otorgue cualquier clase de premio político e institucional a los golpistas sentaría un precedente nefasto para el futuro de las democracias en el hemisferio; es indispensable, por tanto, impedir que proliferen sectores políticos tentados a usar la fuerza militar institucional para la obtención de cuotas de poder”.

Frente a las maniobras de Washington, el Mercosur acordó el pasado fin de semana expresar su firme respaldo a Zelaya y advirtió que no reconocerá las elecciones convocadas por los golpistas, las mismas que se pretenden validar bajo la propuesta Clinton-Arias. El documento suscrito por los presidentes reunidos en la Cumbre de Asunción expresó su rechazo a cualquier medida unilateral que adopte el gobierno de facto y exigieron la inmediata e incondicional restitución de Zelaya.

En un contundente gesto de rechazo, los países del Mercosur anticiparon que no considerarán válido acto unilateral alguno de parte del gobierno de facto de Honduras, ni siquiera el llamado a elecciones. La propuesta partió de la presidenta argentina Cristina Fernández, quien sostuvo durante el plenario: “No podemos tolerar lo que sería una ficción de un gobierno de facto que destituye a un gobierno democrático, luego se compromete a llamar a elecciones y entonces se reconoce ese proceso electoral posterior”.

“Es importante abordar la cuestión sin discursos inflamados, ni agresiones, pero sí con mucha decisión y precisión, que también debemos condenar cualquier intento de lo que denomino ‘golpes benévolos’, que serían destituir a través de una gestión cívico-militar a un gobierno constitucional, pasar un tiempo y luego convocar a elecciones –que seguramente tendrán la presencia de numerosos delegados internacionales– y de esta manera legalizar lo que constituye un golpe y entonces concebir la carta de defunción de la Carta Democrática de la OEA y también hacer una ficción la cláusula democrática de nuestro Mercosur”, puntualizó Fernández.

Luego de su intervención, la mandataria argentina recibió una llamada de Zelaya, en la que le agradeció sus palabras. Éste se hallaba todavía en Nicaragua, en anticipó a la breve y simbólica incursión que haría en territorio hondureño para luego regresar a territorio nicaragüense donde estableció su base de operaciones en Ocotal, contiguo a la frontera con su país, para forzar su retorno definitivo en coordinación con las fuerzas internas opositoras al golpe.

Por otra parte, el presidente paraguayo Fernando Lugo, exclamó también en la Cumbre que “Honduras es una herida que sangra”, añadiendo que “ese golpe no quedará impune”. Asimismo, el mandatario brasileño Luiz Inácio Lula da Silva fue contundente: “Lo de Honduras es un retroceso democrático que no se puede tolerar y con el que no se puede transigir”. Por su parte, el presidente boliviano Evo Morales se encargó de denunciar las dos caras de la intervención del gobierno de Obama en torno a la crisis hondureña y la existencia en Estados Unidos de unas fuerzas derechistas que promueven activamente el apoyo a los golpistas.

Son esas dos caras de Washington lo que llevó el pasado domingo a Zelaya a reclamarle a ese país “enfrentar con fuerza” a los golpistas. “Que deje de evadir el tema de la dictadura, que la enfrente con fuerza para saber realmente cuál es la postura de EE.UU. en relación a este golpe de Estado”, afirmó.

El autor es Catedrático de Filosofía y Teoría del Derecho y del Estado en la Facultad de Derecho Eugenio María de Hostos, en Mayagüez, Puerto Rico. Es, además, miembro de la Junta de Directores y colaborador permanente del semanario puertorriqueño “Claridad”.


¿A qué juega Uribe?


No cabe duda de que si a algo realmente grande tenemos que enfrentarnos hoy en día en Latinoamérica es a la desinformación. En el caso de las relaciones entre Colombia y Venezuela, el flagelo ha causado más víctimas que el virus H1N1. El último episodio de la saga tiene que ver con el “escándalo” que según el periódico El Tiempo y la revista Semana se ha levantado con el hallazgo de lanzacohetes AT4 entre el arsenal de las FARC. Hasta ahí todo estaría bien (doy por sentada la posibilidad de los montajes y las mentiras por parte del gobierno del Presidente Uribe), el problema es que por casualidad el único país que tiene AT4 es Venezuela; ergo, la guerrilla ha sido abastecida desde Caracas.

El embate está bien coordinado. El 15 de julio el diario inglés Finantial Times publicaba que Venezuela era acusada en un informe del Congreso norteamericano de corrupción en la lucha contra el narcotráfico. El 20 de julio la revista Jane´s publicaba que Colombia había incautado los AT4 en un campamento de las FARC, y que dichos lanzacohetes eran parte del arsenal venezolano desde los años 80. Lo que no dice Jane’s es que Colombia y Brasil también tienen AT4 entre su arsenal (aunque Semana lo niegue en su reportaje); ¿por qué tienen que venir de Venezuela exclusivamente? La respuesta está en los computadores personales incautados en el campamento de Raúl Reyes a principios de este año. Según el gobierno colombiano dos emails señalan a dos generales venezolanos efectivos y activos, entre los contactos directos con la guerrilla.

El caso del narcotráfico es más patético aún; no se entiende la insatisfacción del Congreso norteamericano con respecto a la lucha antidroga en Venezuela. UNODC en su informe 2009 manifiesta claramente que el 70% de la cocaína que Colombia produce es introducida en los Estados Unidos a través de la ruta Pacífico-Este hacia México; tan sólo 20% usa la ruta del Caribe. El informe también señala que ha habido un declive en la incautación de cocaína a nivel continental; de manera que el menor número de toneladas incautadas tiene más que ver con una tendencia general que con la negligencia del gobierno venezolano. Es México el país que le tiene que preocupar al congreso norteamericano, los carteles mexicanos son los que mandan a lo largo de Sinaloa y la frontera con Estados Unidos, y han sumido al país en una guerra que desangra a más policías que soldados en Iraq.

El gobierno del Sr. Uribe pretende que luego de invertir unos seis mil millones de dólares en armamento para combatir la insurgencia, las FARC se vayan a armar con chinas y bombas molotov para pelear. La innegable impericia del ejército colombiano para combatir en la selva lo obliga a hacer desde el aire lo que no puede en tierra; en la selva mandan las FARC, arrinconadas o no, le guste o no al gobierno. Su estrategia de bombardear ha ocasionado dividendos, cómo no, pero no termina de exterminar al archienemigo; para eso se necesita luchar y ganar en otro teatro de operaciones, el de la opinión pública y los medios de comunicación. Ganar la guerra en los medios de comunicación (al etiquetar a las FARC de narco y terroristas), garantiza la continuidad de la lucha armada y su aceptación por parte del público. Pero he ahí el problema del presidente Uribe, sus vecinos, Venezuela y Ecuador, son duros críticos del militarismo colombiano, son gobiernos de izquierda y están en contra de cualquier tratado de libre comercio y/o intercambio militar con los Estados Unidos.

Venezuela no puede ni debe ocultar sus problemas; es cierto que somos el país por dónde actualmente pasa más del 40% de la cocaína que se incauta en Europa. Para nadie es un secreto que los Guardias Nacionales se pagan las guardias en la frontera con Colombia y que esa Institución está sumida en niveles de corrupción difíciles de imaginar. Pero eso no es así desde que el presidente Chávez está al frente, lo ha sido desde siempre, y ha empeorado con el tráfico y producción de drogas del otro lado de la frontera. La droga es un problema colombiano, Venezuela ni siquiera es mencionada entre los países productores de hoja de coca; ¿por qué tiene Venezuela que doblar su gasto militar para prevenir el tráfico de estupefacientes cuándo la respuesta a ese problema colombiano es una salida pacífica y concertada por la paz? (esto, partiendo desde la perspectiva colombiana de que la guerrilla produce casi 80% de la droga colombiana). Por otro lado los generales venezolanos mencionados por Semana en su reportaje, son parte del grupo de bolivareros que son capaces de hacer cualquier payasada para congraciarse con el presidente Chávez; pero si la única acusación que hay en contra de esos oficiales son los emails “encontrados” en los computadores de Reyes, pues tendrán que trabajar más duro para implicar al mismísimo Chávez en este lío de faldas.

Seis mil millones de dólares se pudieran haber invertido en subsidios a la agricultura colombiana, a la implantación de cultivos alternativos y rentables, a la modernización del campo colombiano. El problema es que eso no satisface a las empresas que venden el veneno para las fumigaciones asesinas, ni a los conglomerados que venden las armas, ni a los terratenientes que ganan con los desplazamientos de campesinos más tierras para su producción, ni sirven de cabeza de playa para proyectos de dominación regionales. Entonces hay que voltear a Venezuela, a Ecuador, culpabilizar, movilizar a la opinión pública…

Con la derrota de las fuerzas del gobierno en la elección de autoridades en el Congreso colombiano, la tercera reelección de Uribe ha sufrido una herida fatal; ahora el presidente tiene que elegir a su mejor aliado para la presidencia. La opción del ex ministro Santos no es la más fiable para Uribe, ¿lo será Noemí? Qué casualidad que el principio de la ofensiva mediática comenzó en Inglaterra. ¿Tendrá que ver en alguna medida que Noemí Sanín fue hasta hace muy poco la Embajadora de Uribe ante la Corte de St. James?

ZELAYA VAI VOLTAR PARA HONDURAS

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 24-07-2009

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Após o fracasso da terceira tentativa de retorno pacífico ao poder de Honduras, o presidente eleito Zelaya, ontem,  se diregiu à fronteira de  seu país, para planejar a sua volta. Vai escoltado por guerrilheiros nicaraguenses, jornalistas de todo o mundo e diplomatas venezuelanos. Os golpistas ampliam as medidas repressivas na fronteira do país, e a insurreição interna é grande: desde os professores até setores de policiais estão em greve. Acabou o amor, Honduras vai virar um inferno. Fora golpistas da América Latina!

apoyadores a zelaya

Partió Zelaya a la frontera con Honduras, golpistas imponen toque de queda en las fronteras

Por: VKE Mundial, ABN, Agencias
Fecha de publicación: 23/07/09

23 de julio 2009. – El presidente hondureño, Manuel Zelaya, expulsado de su país tras un golpe de Estado ocurrido el pasado 28 de junio, salió hoy desde la embajada de Honduras en Managua hacia Estelí, 149 kilómetros al norte de la capital nicaragüense, de donde mañana viajará a la frontera hondureña para preparar el retorno a su país.

La salida de Zelaya de la sede diplomática rumbo al norte de Nicaragua se produjo a las 4:15 pm hora local (5:45 pm en Venezuela), en una caravana de automóviles en la que viajan periodistas que cubren el recorrido del mandatario derrocado.

Simultáneamente, el gobierno golpista hondureño anunció esta tarde que se iniciará un toque de queda en las zonas fronterizas este jueves a partir de las 6:00 de la tarde y culminará a las 6:00 de la mañana. En el resto del país continuará de la medianoche a 4:30 a.m. Dicha prohibición al tránsito nocturno de personas y vehículos, se espera que se mantendrá en el país “de conformidad como vayan los sucesos”, y argumentó que busca “resguardar” a la población.

Previamente, en una rueda de prensa, el presidente Zelaya aseveró que, tras lo que consideró “el fracaso” de la mediación adelantada por el mandatario costarricense, Oscar Arias, el pueblo hondureño necesita su retorno al país centroamericano. La rueda de prensa se efectó en la sede de la Embajada de Honduras en Managua, Nicaragua, desde donde partirá hacia la frontera con su nación, acompañado de una caravana para intentar ingresar.

Zelaya consideró que su regreso devolverá la calma a la sociedad civil y permitirá el retorno de la democracia en su país.

Este miércoles, el presidente golpista hondureño, Roberto Micheletti, rechazó el plan de Arias, el cual proponía el adelanto de las elecciones para el mes de octubre, así como la creación de un Gobierno de unidad nacional, liderado por el presidente legítimo y constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, hasta el 2010.

Zelaya fue secuestrado y expulsado de su país violentamente por los militares el pasado 28 de junio en la asonada militar y desde ese momento el Gobierno de facto ha reprimido a los manifestantes que se encuentran en las calles hondureñas exigiendo el retorno de la democracia.