Informe:

As duas caras da família Frias

Na edição de hoje do jornal da família Frias, temos uma foto grande e letras garrafais dizendo “Cuba reprime protesto da oposição na visita de Lula”. Diz o jornaleco que: a morte de um preso “político”, devido a uma greve de fome, ofuscou a visita do presidente Lula. Porem...

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SEMINÁRIO INTERNACIONAL GUERRA E HISTÓRIA

Posted by rafah | Posted in Contra ou Cultura!!!, Educação, Imperialismo | Posted on 20-07-2010

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Divulgamos evento aberto que acontecerá na USP e discutirá a construção do mundo contemporâneo através das inúmeras guerras que pontuaram nossa história. Destacamos como de principal interesse duas mesas do dia 30 de setembro, uma sobre as guerras de libertação nacional – com a participação do professor de história da USP e militante do PSOL, Sean Purdy – e outra sobre as guerras atuais, o imperialismo e o terrorismo – com a participação de Plinio de Arruda Sampaio Jr. (filho de nosso candidato a presidente) e de Paulo Arantes (verdadeiro exemplo de intelectual engajado na luta dos oprimidos).

Aproveite!



GUERRA E HISTÓRIA

Simpósio Internacional

28 a 30 de setembro de 2010   –   Departamento de História (USP)

PROGRAMAÇÃO (AH: Anfiteatro de História – AG: Anfiteatro de Geografia)

28 de setembro (terça feira)

10 h. Conferência Inaugural: “GUERRA JUSTA” E CONSTITUCIONALISMO EUROPEU: Mario Fiorillo (Università di Teramo) (AH)

14 h. A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL E A AMÉRICA LATINA: Roney Cytrynowicz, Maria Helena Capelato, Rodrigo Medina Zagni, Alfredo Salun (AH)

14 h. PAZ E VIOLÊNCIA NA IDADE MÉDIA: Marcelo Cândido da Silva, Neri de Barros Almeida, Maria Cristina Pereira, André Pereira Miatello (AG)

17 h. GUERRAS NA ERA MODERNA E ESPAÇO MUNDIAL: Henrique Carneiro, Rodrigo Ricupero, Pedro Puntoni, Marco Antonio Silveira (AH)

17 h. A GUERRA CIVIL AMERICANA E OS EUA DE HOJE: Leandro Karnal, Everaldo Andrade, Jorge Grespan, Maria Helena P. T. Machado (AG)

19:30 h. GUERRAS PÓS-COLONIAIS NA ÁFRICA SUBSAARIANA: Kabenguelé Munanga, Raphael Bicudo, Leila Hernandez, Marina Gusmão de Mendonça, Valério Arcary (AH)

19:30 h. GUERRA MUNDIAL E HOLOCAUSTO ATÔMICO NO JAPÃO: Takashi Morita [sobrevivente de Hiroshima], Marcia Yumi Takeuchi, Nadia Saito, Fernanda Torres Magalhães, Sedi Hirano (AG)

29 de setembro (quarta feira)

10 h. GUERRA FRIA E ECONOMIA ARMAMENTISTA: Gilson Dantas, Angelo Segrillo, Pablo Rieznik, Joaquim Racy (AH)

10 h. CAPITALISMO AMERICANO E ECONOMIA DE GUERRA: Vitor Schincariol, Osvaldo Coggiola, José Menezes Gomes, Eduardo Perillo, Luiz E. Simões de Souza (AG)

14 h. GUERRA, GEOGRAFIA, GEOPOLÍTICA: Leonel Itaussu A. Mello, Wanderley M. da Costa, André Martin, Antonio Carlos Robert de Moraes (AH)

14 h. PAZ E GUERRA NO IMPÉRIO PORTUGUÊS: Ana Paula Torres Megiani, Márcia Berbel, Iris Kantor, Vera Ferlini (AG)

17 h. GUERRAS MUNDIAIS E GENOCÍDIOS: Samuel Feldberg, Pietro Delallibera, Ania Cavalcante, Heitor Loureiro (AH)

17 h. A GUERRA DO PARAGUAI E OS ESTADOS SUL-AMERICANOS: André Toral, José Aparecido Rolón, Gilberto Maringoni (AG)

19:30 h. GUERRA DE GUERRILHAS E DITADURA MILITAR NO BRASIL: Ivan Seixas, Carlos Eugenio Clemente, Antonio Roberto Espinosa, Arthur Scavone, Wilson N. Barbosa (AH)

19:30 h. GUERRA E REVOLUÇÃO NA FRANÇA JACOBINA: Carlos Guilherme Mota, Priscila Correa, Miguel Nanni, Modesto Florenzano (AG)

30 de setembro (quinta feira)

10 h. GUERRA E CINEMA: Marcos A. Silva, Wagner Pinheiro Pereira, Maurício Cardoso, Alexandre Hecker (AH)

10 h. A GUERRA CIVIL ESPANHOLA: CLASSES, POLÍTICA, LITERATURA: Francisco Palomanes, Valeria De Marco, Antonio Rago, Ana Lúcia Gomes Muniz (AG)

14 h. GUERRAS DE LIBERTAÇÃO NACIONAL (África Portuguesa, Oriente Médio, África do Norte): Lincoln Secco, Arlene Clemesha, Nina Cerveira, Marcos Napolitano, José Arbex (AH)

14 h. GUERRA NOS BÁLCÃS E PARTIÇÃO DA IUGOSLÁVIA: Tibor Rabóczai, Zeljko Loparic, Aleksandar Jovanovic, João Zanetic (AG)

17 h. GUERRA TENENTISTA E INSURREIÇÃO COMUNISTA NO BRASIL: Marly Gomes Vianna, Paulo Cunha, Yuri Costa, Pedro Pomar (AH)

17 h. GUERRAS DE LIBERTAÇÃO NACIONAL (Vietnã e Indochina, China, Cuba): José R. Mao Jr, Sean Purdy, Antonio Gouvea, Silvia Miskulin (AG)

19:30 h. GUERRAS DE HOJE, IMPERIALISMO, TERRORISMO: Jorge Altamira, Plínio de Arruda Sampaio Jr, Paulo Arantes, Peter Demant (AH)

19:30 h. GUERRAS NA AMÉRICA DO SUL NO SÉCULO XIX: Manoel Fernandes Souza Neto, Airton Cavenaghi, Márcio Bobik, Horacio Gutiérrez (AG)

Comissão Organizadora: Osvaldo Coggiola, Vera Ferlini (Cátedra Jaime Cortesão), Maria Cristina Cacciamali (Prolam-USP), Jorge Grespan, Lincoln Secco, Rodrigo Ricupero. Inscrições: Cátedra Jaime Cortesão (30911511), Prolam-USP (30913589). Inscrições por e-mail: www.fflch.usp.br/dh/guerra. Serão fornecidos certificados de freqüência (30 horas). Entrada Franca.

AH = Auditório da História

AG = Auditário da Geografia

Ambos na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP


Um preso duas medidas

Posted by Baltazar | Posted in Imperialismo | Posted on 16-07-2010

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Neste mês o governo cubano anunciou que libertará 50 prisioneiros políticos. O governo dos EUA vem a público elogiar a medida. E dizer que é um acontecimento positivo. Agora vem a nossa campanha: EUA libertem os seus presos políticos.

Ao norte da ilha encontra-se o território estadunidense. Este sim o grande defensor das liberdades políticas. Defende tanto a liberdade política que acabou de condenar o ex-funcionário do Departamento de Estado, Walter Kendall Myers, à prisão perpétua, e sua mulher a 81 meses de prisão, por terem espionado para Cuba durante três décadas. Sem contar o episódio de Mumia Abul Jamal, militante dos panteras negras, condenado a morte com provas forjadas, e que está a 27 anos no corredor da morte e isolado dentro de presídios norte americanos.

Claro, dizem os defensores do império, eles estavam conspirando contra a democracia estadunidense. Porem sobre os presos políticos de Cuba nada dizem que conspiravam contra o socialismo e a democracia da ilha. O silêncio e a hipocrisia continuam. Os yankees mantem preso 5 cubanos socialistas, acusados de se infiltrarem em grupos radicais de cubanos exilados na Flórida. O objetivo destes cubanos presos era justamente evitar atentados terrorista contra a ilha. Aqueles que arquitetam atentados contra Cuba ficam soltos e impunes, enquanto os que tentavam evitá-los seguem presos.

Esta é a cara da hipocrisia de nossa elite. Enquanto pressionam Cuba internacionalmente e o acusam de manter presos políticos se silenciam quanto aos presos políticos dos EUA. Aqueles que ajudam Cuba em solo americano são taxados de terroristas, já aqueles que conspiram a favor dos yankees na ilha são gentilmente taxados de opositores ao regime. Essa é a hipocrisia, um peso duas medidas.

Prepotência inaceitável de Israel

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 03-06-2010

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Israel criou o maior campo de concentração do mundo. Com 1,5 milhões de pessoas, a faixa de gaza é uma das maiores densidades demográficas do mundo. A região produz muito pouco alimento, pois tem pouca terra (Israel roubou a maioria) e muita gente. O que os nazistas de Israel quer é matar os palestinos de fome. E ainda vêm chamar a comunidade internacional de hipócrita. Não entra comida, água (Israel disviou rios que cortavam a faixa de gaza), remédio, e ainda por cima o exército treina tiros com alvos móveis e vivos. Qual a diferença entre Israel e Hitler?

Plínio Arruda Sampaio*

Novamente o governo de Israel dá uma demonstração de prepotência e desrespeito aos direitos humanos. E a vitima dessa violência não são apenas o Estado palestino e o povo de Gaza. Todos nós somos atingidos porque o ato criminoso afeta seriamente um direito que é de todos: o direito internacional.
O bombardeio do navio que levava alimentos e remédios para a população palestina sitiada na faixa de Gaza constitui uma violência que não pode deixar de receber a mais veemente repulsa da opinião pública mundial. Sem essa pressão, dificilmente a ONU conseguirá vencer a resistência dos Estados Unidos contra qualquer tipo de sanção ao seu aliado no Oriente Médio.

São tantas as violações do direito internacional cometidas pelo governo de Israel que corremos o risco de torná-las “acontecimentos banais”, aceitas como algo irremediável. Precisamos reagir contra essa tendência. Cada violação precisa ser repudiada com a mesma veemência da primeira e cada vez mais precisamos encontrar formas mais eficazes para combatê-las.
Nós, aqui no Brasil, precisaríamos pressionar o governo brasileiro para suspender as relações diplomáticas com o Estado de Israel até que a comunidade internacional imponha sanções efetivas ao governo desse país.
O meio de realizar essa pressão é o de sempre: o abaixo-assinado e a mobilização social. Estou levando a proposta à bancada federal do PSOL, a fim de que ela tome a iniciativa de provocar o Congresso e o Executivo. Mas não deve ser uma iniciativa partidária somente. Nossa bancada terá a delicadeza de não disputar nenhum hegemonismo no esforço que deve ser comum. Todos os partidos estão convocados.
Outra iniciativa importante é o boicote de produtos de Israel. Nos Estados Unidos, esse tipo de protesto costuma ser muito utilizado por demonstrar muita eficácia.
Outras possibilidades podem ser aventadas. Não podemos descartar nenhuma delas. O que não podemos é limitar-nos a um protesto formal cujo pouco efeito conhecemos.

* Artigo publicado nesta quarta-feira (2 de junho) na coluna ‘Contraponto’, espaço semanal divulgado pela versão eletrônica da revista Carta Capital (www.cartacapital.com.br).

HMADINEJAD, DO IRÃ: “ESSA VIOLÊNCIA APRESSARÁ O FIM DO REGIME SIONISTA, REGIME SINISTRO E DE SIMULACRO.”

Posted by Baltazar | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 01-06-2010

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Mais uma vez o mundo vê estarrecido mais uma covardia de Israel contra os palestinos. Uma judia comenta no jornal da família frias que ninguém repudia os ataques terroristas contra Israel. Na semana passada o governo Lula fecha um acordo nuclear com o Irã, junto com a Turquia. A comunidade internacional fica perplexa, diz que as intensões do Irã são para fins militares. SÓ TEM MALUCO. Israel possui bombas atômicas, e se me perguntasse qual país do mundo estaria disposto a usa-la, não resta dúvida, a qualquer ser não hipócrita, que são a dupla dinâmica EUA e Israel. Israel é um dos países que  possui armas de destruição em massa. Depois dos EUA é o país que mais guerras faz no mundo. O pior é que é tão covarde que não enfrenta nações,  e sim cidadãos, armados ou não. Talvez por não ser judeu! Se a comunidade internacional fosse séria, já existiria boicote a Israel a muito tempo. Mas como ficaria o tráfico de drogas, armas e corrupções se não fossem os bancos israelitas para lavar essa dinheirada toda? Afinal de contas quem paga a banda escolhe a música.


31/5/2010, The Guardian, UK, Ian Black (editor para o Oriente Médio)

O sangrento ataque israelense contra a frota de auxílio humanitário que tentava chegar a Gaza parece ter sido desastroso gol contra. Chamará ainda mais a atenção do mundo contra o continuado bloqueio da Faixa da Gaza – e do pior modo possível –, e fará aumentar a pressão internacional contra o bloqueio. O mais provável é que Israel seja obrigado, agora, a aceitar conversações diretas com o Hamás, partido islâmico palestino que governa a Faixa.

O Hamás imediatamente acusou Israel de haver cometido crime de guerra, ao mesmo tempo em que conclamou a comunidade internacional a intervir urgentemente, para levantar o sítio que sofrem os palestinos. De fato, o bloqueio israelense começou depois que o Hamás foi eleito, há quatro anos. (…)

O Egito também será atingido pelos efeitos da desastrosa ação dos israelenses, porque também mantém o bloqueio de Gaza na fronteira sul. Ontem, anunciou que estava preparado para receber os navios da “Flotilla internacional da paz” no porto de El-Arish, no norte do Sinai. A medida terá pouco efeito, porque o Egito será exposto ao mundo como cúmplice de Israel.

Na Jordânia, aliada dos EUA, houve furiosas manifestações de rua. A Jordânia, como o Egito, mantêm um tratado de paz com Israel. Tudo isso aumenta a gravidade da repercussão regional.

Amanhã, em reunião de emergência da Liga Árabe, ouvir-se-ão os ecos, também da ira regional. Amr Moussa, secretário-geral, disse, em reunião no Qatar, que “Israel não está preparada para a paz.” (…)

Embora se tenham passado poucas horas do ataque de Israel ao comboio internacional de ajuda humanitária, já era claro, em todo o mundo, que o ataque veio como um presente dos céus para os inimigos de Israel. Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, disse: “A ação desumana do regime sionista contra o povo palestino, impedindo, pela violência mais bárbara a entrega de ajuda humanitária ao povo de Gaza, não é sinal de força do regime sionista, mas de fraqueza. Essa violência apressará o fim do regime sionista, regime sinistro e de simulacro.”

Haiti: Minustah invade universidade e prende estudante

Posted by Baltazar | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 31-05-2010

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Desde o envio dos primeiros soldados brasileiros ao Haiti, se começa a campanha contra a intervenção militar tupiniquim na ilha. No princípio o governo brasileiro com essa ação acreditava que, representando o interesse dos yankees, poderia assegurar uma vaga no conselho de segurança da ONU. Anos depois as tropas brasileiras vão ganhabdi experiência. Primeiro atira em saqueadores famintos após os terremotos. Agora invade universidades. É o treinamento sem holofotes para atuar contra “disturbios” no Brasil. Qualquer semelhança com o caveirão é mera coincidência.


Tropas brasileiras também sequestraram livros, cadernos e laptops de vários estudantes da Universidade Estatal do Haiti (UEH)

Thalles Gomes Porto Príncipe (Haiti) – Publicado pela Agência Brasil de Fato

Tropas brasileiras da MINUSTAH invadiram na noite da última segunda-feira (24) a Universidade Estatal do Haiti (UEH) em Porto Príncipe e prenderam um estudante da Faculdade de Etnologia.

Sob o pretexto de que uma pedra havia sido lançada contra um dos veículos da MINUSTAH, os soldados brasileiros invadiram as instalações da UEH utilizando cassetetes e gás lacrimogêneo. Sequestraram livros, cadernos e laptops de vários estudantes, além de prender o universitário Mathieu Frantz Junior.

Esta conturbada ação da MINUSTAH ocorre justamente quando os estudantes da UEH e diversas organizações populares haitianas vêm realizando manifestações públicas em repúdio à presença das tropas de ocupação da ONU no país. Os manifestantes exigem também a renúncia de René Preval, alegando que o presidente está se aproveitando das consequências do terremoto de 12 de Janeiro para se perpetuar no poder e abrir as portas do país aos interesses de empresas e nações estrangeiras.

Em solidariedade a Mathie Frantz Junior, os universitários interditaram durante a manhã da terça-feira (25) diversas ruas e avenidas nas imediações da UEH. A resposta dos militares brasileiros não tardou e a manifestação foi dispersada com um nova sessão de golpes de cassetete e bombas de gás lacrimogêneo. Estas bombas utilizadas pela MINUSTAH têm atormentado inclusive as vítimas do terremoto que vivem em acampamentos improvisados nas proximidades da Universidade, especialmente as crianças.

O próprio Representante Especial da Secretaria Geral da MINUSTAH, Edmond Mulet, classificou a ação dos soldados brasileiros como “hostil” e se desculpou publicamente em pronunciamento oficial à imprensa local.

Esta não é a primeira vez que as tropas da ONU invadem universidades e espancam civis no Haiti. Incidentes similares ocorrem com freqüência desde que os soldados da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (denominação oficial da MINUSTAH) ocuparam militarmente o país em 2004, sob o comando do exército brasileiro. A “Estabilização” que prega a ONU, ao que parece, só pode ser implantada a golpes de cassetete, prisões de estudantes e bombas de gás lacrimogêneo contra civis e desabrigados do terremoto.

Brasil amplia ajuda ao Haiti. Mais 1300 para atirar.

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 26-01-2010

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primera  muerte haiti

Retomamos o blog neste ano de 2009. Depois do turbilhão de dólares doados as corporações, bancos e bilhonários em geral para amenizar os efeitos da crise econômica mundial o mundo se junta em uma frente pró-Haiti.

Desta forma vemos o Lula e Obama disputando ombro a ombro quem mais apoia o povo e mais se preocupa com o Haiti. Depois do terremoto começam a chegar a ajuda internacional. Obama em solidariedade ao povo haitiano enviou 10  mil militares para o país. E o Brasil, para não ficar atrás anuncia o envio de mais 1.300 militares no país. Desta forma temos um espetacular crescimento da ajuda humanitária para o Haiti. Agora serão em torno de 22 mil soldados internacionais ante os 9 mil que residiam acolá.

Como todos nós temos acompanhados, o envio de exército é sempre o melhor acaminho para a ajuda humanitária. Foi assim com o Afeganistão, Iraque e Haiti. O afeganistão conseguiu com a “liberdade” doada pelos EUA a reativar sua economia. Recuperou a posição de maior exportador de ópio do mundo. No Iraque se reorganizou a segurança pública. Os atentados a prédios diplomáticos e das corporações estão a salvo em Bagdad. Os únicos que sofrem com os atentados são os que frequentam mercados populares. E o aumento do efetivo do Haiti será fundamental para conter os saques da famérica população aos supermercados, lojas de departamento e centros de alimentos. Desta forma garantir que a propriedade no Haiti se torne inviolável, criando um terreno seguro para os investidores internacionais.


A DIREITA IMPERIALISTA NA AMÉRICA LATINA

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 21-10-2009

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Divulgamos o muito ponderado texto de Rodrigo Castelo Branco sobre as movimentações da direita na América Latina.

fonte: http://www.socialismo.org.br/portal/

A contra-revolução latino-americana em marcha

Rodrigo Castelo Branco
Ter, 13 de outubro de 2009 16:12

“O golpe se deu em Honduras, mas afeta a toda a América Latina e o Caribe, porque nos está indicando que esse passado omnioso não ficou bem sepultado e que a ousadia de nos declarar-nos independentes e soberanos não é perdoada. Não se pode tirar outra conclusão dos acontecimentos hondurenhos, onde o golpe militar foi a resposta ao propósito de fazer desse país uma nação mais justa, onde os setores populares tivessem voz”.

Frida Modak, jornalista e
ex-secretária de imprensa do presidente Salvador Allende

Golpe Militar

Desde o final dos anos 1990, a América Latina experimenta avanços democráticos em algumas nações da região, todos eles conquistados por ampla mobilização popular. Diversos sujeitos históricos (res)surgiram na cena política e demandaram novas institucionalidades que atendessem seus interesses econômicos, políticos e culturais. Venezuela, Bolívia e Equador são os exemplos mais significativos do recente avanço das lutas populares na Nuestra America.

Já em outros países, como Brasil, Chile, Argentina e Uruguai, assistimos a transição das ditaduras para regimes democráticos, nos quais setores da antiga resistência às autocracias assumiram o poder mas não foram capazes em avançar no desmonte das estruturas oligárquicas montadas há tempos imemoriais. Nestas nações prevaleceram governos de feição social-democrata com práticas efetivas de antigos dirigentes de direita, uma mescla sui generis que resulta no social-liberalismo, um liberalismo com uma suposta agenda social.

Apesar das significativas diferenças existentes entre os dois blocos de países supra-citados – uns trilhando o caminho do socialismo do século XXI, outros o novo-desenvolvimentismo -, podemos perceber um avanço da democracia no continente latino-americano, marcado constantemente por golpes executados pelas elites locais sob o patrocínio do imperialismo estadunidense.

Tudo parecia caminhar para uma polarização relativamente pacífica e democrática entre o novo-desenvolvimentismo e o socialismo do século XXI. O avanço democrático experimentado nos últimos anos na América Latina, entretanto, com todos os seus percalços, limites e possibilidades, soou um aviso de incêndio nas elites locais. Na cabeça das classes dominantes, era preciso acionar o freio e parar o avanço das forças populares, que tiveram a ousadia então inimaginável de recolocar o socialismo como palavra de ordem e programa político.

A autocracia burguesa latino-americana, tão bem descrita na obra de Florestan Fernandes, ensaia novas experiências diante da guinada à esquerda da região. A contra-revolução autocrática começou a ser orquestrada e operacionalizada no centro da democratização latino-americana. O golpe que Chávez sofreu em 2002 alçou no poder, com o apoio dos EUA e do FMI, um típico representante das elites venezuelanas. Em menos de uma semana, um milhão de venezuelanos tomaram as ruas de Caracas e exigiram, com a Constituição do país nas mãos, a volta do presidente eleito. Assim foi feito, e Chávez retornou às suas funções presidenciais. Isto, contudo, não significou o fim da contra-revolução autocrática na América Latina. Era apenas o primeiro round de uma intensa batalha que perdura até hoje e não nos dará trégua tão cedo, pelo menos enquanto durar o nosso objetivo de superação da dependência e do subdesenvolvimento capitalistas.

O segundo round aconteceria na Bolívia. Após sucessivas derrotas eleitorais e políticas, as elites dos departamentos mais ricos do país iniciaram um processo de separatismo e de criminalização dos movimentos sociais indígenas. Lideranças e militantes foram mortos e uma conspiração elitista passou a ser tramada no país. Após uma onda perturbadora de incidentes e crimes contra as organizações populares, o movimento separatista perdeu força e não parece ter forças de impedir a reeleição de Evo Morales, que saiu fortalecido de todo este processo.

O terceiro round foi orquestrado no norte do continente. Em julho de 2008, após mais de 50 anos extinta, a Quarta Frota da marinha estadunidense foi reativa. Esta foi uma demonstração velada, e ao mesmo tempo, contundente, do profundo desconforto nutrido pelos Estados Unidos com os rumos políticos de países ao sul do Rio Grande. Nenhum grande destacamento naval foi dirigido para a região, mas o governo estadunidense sinaliza que pode fazê-lo caso a situação política saia do seu controle imperial.

O quarto round constitui-se em mais uma ingerência estadunidense na América do Sul. Na Colômbia, o presidente Uribe deferiu o pedido da Grande Águia do Norte de instalação de sete bases militares no seu país. A alegação oficial é o combate ao narcotráfico, a mesma desculpa usada no passado pelo Plano Colômbia, que nada mais foi do que um plano de combate às guerrilhas regionais.

De acordo com os fatos elencados, podemos dizer que os conflitos políticos estão cada vez mais se deslocando para o plano militar. A democracia latino-americana, impulsionada por governos revolucionários e antiimperialistas, são crescentemente ameaçada pelo poder das armas e do grande capital. Estamos, assim, diante de uma militarização da “questão social” latino-americana. Com isto, o investimento em armamentos na região tem crescido nos últimos anos, e valiosos recursos, que deveriam estar sendo aplicados em saúde, educação, habitação, saneamento, transportes etc., estão sendo desviados para combater a contra-revolução em marcha, ameaçando o aprofundamento do combate às expressões mais agudas da “questão social”.

A resposta popular foi, surpreendentemente, não o recuo, mas o avanço político das reformas propostas. Não se deu um passo para atrás, mas marchou-se dois para frente. Ou seja, diante da militarização da “questão social”, tivemos a radicalização das demandas populares. Frente a esta radicalização, temos uma outra, liderada pelas oligarquias regionais. A resposta das classes dominantes não foi no estilo panis et circenses, mas sim o estilo do bocal do fuzil. Honduras surge neste clima de necessidade de saídas golpistas, de decretação de estados de sítio para a contenção dos avanços populares, alguns deles caminhando para a revolução socialista.

O que está se desenhando na América Latina não é um circo cômico, conforme apontam certas análises da grande mídia brasileira. A luta política disputada entre socialistas, novo-desenvolvimentistas, social-liberais e contra-revolucionários não é um jogo de amadores, nem muito menos de palhaços. Estamos diante de uma contra-revolução cada vez mais forte e armada. Honduras é, até o momento, a experiência autocrática mais bem-sucedida, embora demonstre sinais de esgotamento ou, pelo menos, de arrefecimento. Lá está em jogo o futuro da democracia e dos avanços sociais conquistados a duras penas nos últimos anos na América Latina.

Rodrigo Castelo Branco é pesquisador do Laboratório de Estudos Marxistas José Ricardo Tauile (LEMA) do Instituto de Economia da UFRJ. Doutorando da Escola de Serviço Social da UFRJ. Professor do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).

Golpe Militar em Honduras

Honduras Honduras
Honduras Honduras
Honduras Honduras
Honduras Honduras
Honduras Honduras
Honduras Honduras

Fotos: Prensa Latina

ZELAYA VISITA O BRASIL E POVO SOFRE EM HONDURAS

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 13-08-2009

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Ontem o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, passou pelo Brasil e conversou com nosso presidente Lulla. Lulla lhe garantiu que pediria para seu amigo Obama tomar uma atitude com relação aos golpistas. Porém Lulla esquece que essa mesma semana Obama classificou de hipocrisia os reclamos por intervenção em Honduras vindo de países que sempre criticaram o intervencionismo estadounidense na Colômbia, por exemplo. Obama não deixa de ser coerente apoiando estruturas para-militares na Colombia e em Honduras. Lulla é que precisa de mais coerencia pois se ele continua se esforçando pela justa reintegração ao cargo do presidente Zelaya, deveria também utilizar suas tropas no Haiti para reconduzir Arisitide ao poder, presidente eleito também deposto num golpe.

Para além da incoerência de Lulla e por mais que Zelaya viaje pelo mundo, está na mão do povo hondurenho o destino de sua nação, e os golpistas o sabem muito bem. Ontem foi dia de mais violência e repressão em Tegucigalpa, com diversos feridos e presos durante manifestação.  Desde aqui, mais do que ao presidente Zelaya, nos solidarizamos com esse povo que se organiza e resiste para derrubar os golpistas do poder.

COSTARICA/

Obama aprende com Lula: As Duas Caras de Obama na América Latina

Posted by edutiao | Posted in Imperialismo | Posted on 31-07-2009

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o-cara1

Não é pouco o que aconteceu nestes últimos trinta dias, um vendaval soprou a cortina de fumaça da “mudança”(Yes we can, Change, etc…) de Obama, em relação à America Latina, desta vez. Primeiro o golpe de estado em Honduras, que derrubou violentamente o governo de Zelaya, e continua perseguindo e assassinando diversos manifestantes – Obama diz que é contra, mas não move muito o corpanzil do Estado americano para pressionar de fato os gorilas hondurenhos. Segundo, o anúncio de duas novas bases militares americanas na Colombia do paramilitar Uribe, um aliado que seria, em condições normais, constrangedor para o progressista Obama.

Não mudou a política de estado do Grande Irmão, apesar do discurso liberal/progressista de Obama. Sem dúvida a escola Lula de política de estado – onde a personalidade do líder carismático é mantida a salvo das crises políticas ao custo do partido, do sindicato e da mobilização popular, ou seja, o líder se faz de santo enquanto o estado faz o que o capital quer – faz sucesso como alternativa conservadora com cara de esquerda.

Muda a cara da dominação pra não mudar nada. Seguem dois textos de Rebelión.org, boa leitura!


Las dos caras de Obama en Honduras


Claridad/Rebelión

Al cumplirse un mes del golpe de estado en Honduras, el campo de batalla se va deslindando con mayor claridad. Al inicio de la crisis, el pasado 28 de junio, parecía existir un acuerdo unánime entre todos los gobiernos de las Américas de condena al golpe, rechazo al gobierno de facto instaurado y reclamo por la restitución inmediata e incondicional del presidente constitucional Manuel Zelaya Rosales. Sin embargo, al correr de los días y las semanas, la unanimidad se ha hecho agua tras las maniobras diplomáticas de Estados Unidos por reinscribir el conflicto dentro de su tradicional estrategia imperial.

La política exterior de Estados Unidos hacia la América Latina parece correr sobre dos carriles: uno basado en la retórica del presidente Barack Obama a favor de una nueva relación con la América nuestra, respetuosa de su soberanía y autodeterminación, y otro basado en la continuación de las mismas prácticas expansionistas e intervencionistas del Pentágono, el Departamento de Estado y las agencias de inteligencia yanquis. En el caso de Honduras, la retórica de Obama brilla por su insustancialidad e inconsecuencia frente a la fuerza contundente de los hechos protagonizados por la diplomacia de su gobierno, con su arrogancia imperial de siempre. Para ésta, el objetivo más importante no es cumplir con el imperativo normativo establecido unánimemente por la OEA para que se restituya de inmediato y sin restricciones al presidente constitucional de Honduras, sino que aislar al bloque de países adscritos al ALBA (Alternativa Bolivariana de los Pueblos de Nuestra América), encabezado por la Venezuela bolivariana de Hugo Chávez Frías e integrada a su vez, entre otros, por Cuba, Bolivia y Nicaragua, gobiernos todos descalificados como enemigos bajo la anterior política exterior de George W. Bush y, según todos los indicios, también bajo el gobierno de Obama. En la medida en que Honduras, bajo la presidencia de Zelaya, estaba aliada al ALBA, ello ha sido suficiente para que la política exterior estadounidense se haya dado a la tarea de promover activamente una solución al conflicto que, para todos los fines prácticos, legitime los propósitos de los golpistas hondureños de poner fin a la agenda de cambios representada por su gobierno.

La dualidad que caracteriza la política exterior del gobierno de Obama muestra, por un lado, a un gobierno que se proyecta como conciliador aunque a su vez tolera aquellas fuerzas al interior de la estructura de poder en Washington que siguen pregonando y practicando, de mil y una maneras, abiertas y encubiertas, la misma política de fuerza de siempre. Es la política de “la zanahoria y el garrote” que ya nos había anticipado Obama en su campaña electoral. Si lo hace presionado por los rigores de la gobernabilidad, en el contexto de una compleja estructura de poder imperial que a todas luces no domina, o si lo hace por estar convencido de que carga con la misión de recuperar el liderazgo mundial de Washington en una era en que éste ha menguado considerablemente, poco importa. Los resultados son los mismos: la nefasta continuidad de políticas intervencionistas estadounidenses definidas estrictamente desde la óptica de sus intereses estratégicos imperiales y en total desconocimiento de la voluntad soberana expresa de nuestros pueblos.

Hillary Clinton, la principal encargada de la diplomacia de Obama, ha proclamado claramente que “la cuestión no es si EEUU puede o debe liderar, sino como liderará en el siglo XXI”. Al respecto abundó que “EEUU tiene la oportunidad, y una profunda responsabilidad de ejercer el liderazgo Americano para resolver problemas en acuerdo con otros. Este es el corazón de la misión de América en el mundo actual”. En fin, sea a las buenas o a las malas, Estados Unidos se propone ahora ejercer la hegemonía sobre el nuevo mundo multipolar que se ha ido abriendo paso.

De ahí que en los pasados días Clinton ha pasado de la tímida condena a los golpistas a la dilación del retorno efectivo de Zelaya a Honduras y su restitución como presidente con todas sus prerrogativas constitucionales. Su estrategia de apoyo velado a los golpistas se apuntala en las gestiones mediadoras del presidente costarricense Oscar Arias, quien tristemente se ha prestado para servir de burdo instrumento de la diplomacia yanqui. Incluso, en días pasados tuvo el descaro de opinar públicamente que fue un error de Zelaya incorporar Honduras al ALBA.

Denuncia al respecto el pasado lunes 27 de julio un editorial del periódico mexicano La Jornada que a estas alturas se ha hecho evidente “el papel de Óscar Arias como parapeto diplomático del régimen de facto implantado en esa nación, ya que cuando las diplomacias latinoamericanas confiaron al mandatario costarricense una tarea de gestión para negociar los términos del retorno de Zelaya a la presidencia hondureña, éste fue mucho más allá de sus atribuciones y formuló un plan –al que denominó Declaración de San José– que otorgaba beneficios políticos injustificados e inmerecidos a quienes son, de acuerdo con el derecho internacional y el hondureño, delincuentes: su participación en un gobierno de unidad nacional y la suspensión definitiva de la consulta que el mandatario constitucional pretendía realizar en torno a la reelección, lo cual fue una bocanada de oxígeno al entonces cercado régimen espurio, cuyos cabecillas se envalentonaron y rechazaron la propuesta”. Y puntualizan los editorialistas del prestigioso diario: “Debe considerarse, a este respecto, que más allá de la inadmisible perpetuación del gobierno espurio hondureño, el que se otorgue cualquier clase de premio político e institucional a los golpistas sentaría un precedente nefasto para el futuro de las democracias en el hemisferio; es indispensable, por tanto, impedir que proliferen sectores políticos tentados a usar la fuerza militar institucional para la obtención de cuotas de poder”.

Frente a las maniobras de Washington, el Mercosur acordó el pasado fin de semana expresar su firme respaldo a Zelaya y advirtió que no reconocerá las elecciones convocadas por los golpistas, las mismas que se pretenden validar bajo la propuesta Clinton-Arias. El documento suscrito por los presidentes reunidos en la Cumbre de Asunción expresó su rechazo a cualquier medida unilateral que adopte el gobierno de facto y exigieron la inmediata e incondicional restitución de Zelaya.

En un contundente gesto de rechazo, los países del Mercosur anticiparon que no considerarán válido acto unilateral alguno de parte del gobierno de facto de Honduras, ni siquiera el llamado a elecciones. La propuesta partió de la presidenta argentina Cristina Fernández, quien sostuvo durante el plenario: “No podemos tolerar lo que sería una ficción de un gobierno de facto que destituye a un gobierno democrático, luego se compromete a llamar a elecciones y entonces se reconoce ese proceso electoral posterior”.

“Es importante abordar la cuestión sin discursos inflamados, ni agresiones, pero sí con mucha decisión y precisión, que también debemos condenar cualquier intento de lo que denomino ‘golpes benévolos’, que serían destituir a través de una gestión cívico-militar a un gobierno constitucional, pasar un tiempo y luego convocar a elecciones –que seguramente tendrán la presencia de numerosos delegados internacionales– y de esta manera legalizar lo que constituye un golpe y entonces concebir la carta de defunción de la Carta Democrática de la OEA y también hacer una ficción la cláusula democrática de nuestro Mercosur”, puntualizó Fernández.

Luego de su intervención, la mandataria argentina recibió una llamada de Zelaya, en la que le agradeció sus palabras. Éste se hallaba todavía en Nicaragua, en anticipó a la breve y simbólica incursión que haría en territorio hondureño para luego regresar a territorio nicaragüense donde estableció su base de operaciones en Ocotal, contiguo a la frontera con su país, para forzar su retorno definitivo en coordinación con las fuerzas internas opositoras al golpe.

Por otra parte, el presidente paraguayo Fernando Lugo, exclamó también en la Cumbre que “Honduras es una herida que sangra”, añadiendo que “ese golpe no quedará impune”. Asimismo, el mandatario brasileño Luiz Inácio Lula da Silva fue contundente: “Lo de Honduras es un retroceso democrático que no se puede tolerar y con el que no se puede transigir”. Por su parte, el presidente boliviano Evo Morales se encargó de denunciar las dos caras de la intervención del gobierno de Obama en torno a la crisis hondureña y la existencia en Estados Unidos de unas fuerzas derechistas que promueven activamente el apoyo a los golpistas.

Son esas dos caras de Washington lo que llevó el pasado domingo a Zelaya a reclamarle a ese país “enfrentar con fuerza” a los golpistas. “Que deje de evadir el tema de la dictadura, que la enfrente con fuerza para saber realmente cuál es la postura de EE.UU. en relación a este golpe de Estado”, afirmó.

El autor es Catedrático de Filosofía y Teoría del Derecho y del Estado en la Facultad de Derecho Eugenio María de Hostos, en Mayagüez, Puerto Rico. Es, además, miembro de la Junta de Directores y colaborador permanente del semanario puertorriqueño “Claridad”.


¿A qué juega Uribe?


No cabe duda de que si a algo realmente grande tenemos que enfrentarnos hoy en día en Latinoamérica es a la desinformación. En el caso de las relaciones entre Colombia y Venezuela, el flagelo ha causado más víctimas que el virus H1N1. El último episodio de la saga tiene que ver con el “escándalo” que según el periódico El Tiempo y la revista Semana se ha levantado con el hallazgo de lanzacohetes AT4 entre el arsenal de las FARC. Hasta ahí todo estaría bien (doy por sentada la posibilidad de los montajes y las mentiras por parte del gobierno del Presidente Uribe), el problema es que por casualidad el único país que tiene AT4 es Venezuela; ergo, la guerrilla ha sido abastecida desde Caracas.

El embate está bien coordinado. El 15 de julio el diario inglés Finantial Times publicaba que Venezuela era acusada en un informe del Congreso norteamericano de corrupción en la lucha contra el narcotráfico. El 20 de julio la revista Jane´s publicaba que Colombia había incautado los AT4 en un campamento de las FARC, y que dichos lanzacohetes eran parte del arsenal venezolano desde los años 80. Lo que no dice Jane’s es que Colombia y Brasil también tienen AT4 entre su arsenal (aunque Semana lo niegue en su reportaje); ¿por qué tienen que venir de Venezuela exclusivamente? La respuesta está en los computadores personales incautados en el campamento de Raúl Reyes a principios de este año. Según el gobierno colombiano dos emails señalan a dos generales venezolanos efectivos y activos, entre los contactos directos con la guerrilla.

El caso del narcotráfico es más patético aún; no se entiende la insatisfacción del Congreso norteamericano con respecto a la lucha antidroga en Venezuela. UNODC en su informe 2009 manifiesta claramente que el 70% de la cocaína que Colombia produce es introducida en los Estados Unidos a través de la ruta Pacífico-Este hacia México; tan sólo 20% usa la ruta del Caribe. El informe también señala que ha habido un declive en la incautación de cocaína a nivel continental; de manera que el menor número de toneladas incautadas tiene más que ver con una tendencia general que con la negligencia del gobierno venezolano. Es México el país que le tiene que preocupar al congreso norteamericano, los carteles mexicanos son los que mandan a lo largo de Sinaloa y la frontera con Estados Unidos, y han sumido al país en una guerra que desangra a más policías que soldados en Iraq.

El gobierno del Sr. Uribe pretende que luego de invertir unos seis mil millones de dólares en armamento para combatir la insurgencia, las FARC se vayan a armar con chinas y bombas molotov para pelear. La innegable impericia del ejército colombiano para combatir en la selva lo obliga a hacer desde el aire lo que no puede en tierra; en la selva mandan las FARC, arrinconadas o no, le guste o no al gobierno. Su estrategia de bombardear ha ocasionado dividendos, cómo no, pero no termina de exterminar al archienemigo; para eso se necesita luchar y ganar en otro teatro de operaciones, el de la opinión pública y los medios de comunicación. Ganar la guerra en los medios de comunicación (al etiquetar a las FARC de narco y terroristas), garantiza la continuidad de la lucha armada y su aceptación por parte del público. Pero he ahí el problema del presidente Uribe, sus vecinos, Venezuela y Ecuador, son duros críticos del militarismo colombiano, son gobiernos de izquierda y están en contra de cualquier tratado de libre comercio y/o intercambio militar con los Estados Unidos.

Venezuela no puede ni debe ocultar sus problemas; es cierto que somos el país por dónde actualmente pasa más del 40% de la cocaína que se incauta en Europa. Para nadie es un secreto que los Guardias Nacionales se pagan las guardias en la frontera con Colombia y que esa Institución está sumida en niveles de corrupción difíciles de imaginar. Pero eso no es así desde que el presidente Chávez está al frente, lo ha sido desde siempre, y ha empeorado con el tráfico y producción de drogas del otro lado de la frontera. La droga es un problema colombiano, Venezuela ni siquiera es mencionada entre los países productores de hoja de coca; ¿por qué tiene Venezuela que doblar su gasto militar para prevenir el tráfico de estupefacientes cuándo la respuesta a ese problema colombiano es una salida pacífica y concertada por la paz? (esto, partiendo desde la perspectiva colombiana de que la guerrilla produce casi 80% de la droga colombiana). Por otro lado los generales venezolanos mencionados por Semana en su reportaje, son parte del grupo de bolivareros que son capaces de hacer cualquier payasada para congraciarse con el presidente Chávez; pero si la única acusación que hay en contra de esos oficiales son los emails “encontrados” en los computadores de Reyes, pues tendrán que trabajar más duro para implicar al mismísimo Chávez en este lío de faldas.

Seis mil millones de dólares se pudieran haber invertido en subsidios a la agricultura colombiana, a la implantación de cultivos alternativos y rentables, a la modernización del campo colombiano. El problema es que eso no satisface a las empresas que venden el veneno para las fumigaciones asesinas, ni a los conglomerados que venden las armas, ni a los terratenientes que ganan con los desplazamientos de campesinos más tierras para su producción, ni sirven de cabeza de playa para proyectos de dominación regionales. Entonces hay que voltear a Venezuela, a Ecuador, culpabilizar, movilizar a la opinión pública…

Con la derrota de las fuerzas del gobierno en la elección de autoridades en el Congreso colombiano, la tercera reelección de Uribe ha sufrido una herida fatal; ahora el presidente tiene que elegir a su mejor aliado para la presidencia. La opción del ex ministro Santos no es la más fiable para Uribe, ¿lo será Noemí? Qué casualidad que el principio de la ofensiva mediática comenzó en Inglaterra. ¿Tendrá que ver en alguna medida que Noemí Sanín fue hasta hace muy poco la Embajadora de Uribe ante la Corte de St. James?

Golpe militar em Honduras

Posted by edutiao | Posted in Imperialismo | Posted on 28-06-2009

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Desde o dia de ontem, 27 de junho de 2009, forças militares ocupam Tegucigalpa, capital de Honduras. Um comando de 200 militares invadiu a Casa Presidencial nas primeiras horas do dia de hoje, sequestrando a família de Manuel Zelaya. O presidente Zelaya foi levado à Costa Rica, onde permanece, aparentemente, sob “hospitalidade” costarriquenha. Sua família foi colocada em “local seguro”. Outros membros do poder executivo, ministros, hondurenho sofreram ataques e foram também sequestrados. A Chanceler Patricia Rodas, e os embaixadores da Venezuela, Cuba e Nicaragua foram sequestrados, golpeados e ameaçados de fuzilamento por efetivos militares que atuam encapuzados. Poucas horas atrás os embaixadores foram libertados, mas a Chanceler foi levada auma base aérea militar não identificada.20090628elpepuint_9

A tentativa de golpe que se orquestra neste momento é uma reação à proposta de referendo sobre uma reforma constitucional, encampada pelo presidente Manuel Zelaya, e apoiada por 400.000 assinaturas, que seria levada a cabo de maneira independente nos decorrer das eleições nacionais – prefeitos, governadores e presidente – que ocorreriam neste domingo. As instituições da Justiça, do Senado, além da Igreja e da cúpula Militar, haviam se posicionado, nesta semana, contra a consulta popular, apesar do grande apoio que a proposta tem entre a população. O referendo tinha o objetivo de consultar a população sobre a proposta de reforma constitucional a ser levada a cabo no próximo ano.

Neste momento a população de Tegucigalpa se concentra em frente à Casa Presidencial exigindo o retorno do presidente. O referendo foi levado adiante pela população, que estabeleceu as urnas na cidade e recolhe assinaturas neste momento, apesar do cerco militar.

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