Informe:

Plínio segundo Angeli

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O GOOGLE é mau

Posted by rafah | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 02-03-2010

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O riseup está divulgando a seguinte mensagem, vale a pena dar uma olhada! Para quem achava que a revolução internética é a libertação neo-tropicalista… bem vindo ao big-brother neo-fascista e neo-liberal.

Google: horripilante e mau
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O lema do Google “don’t be evil” (em português, “não seja mau”) tem sido
a chave para o sucesso da empresa. No ano 2000, Google era a única
ferramenta de busca que não privilegiava anunciantes nos seus
resultados, um fator significativo para seu rápido crescimento. Talvez o
novo lema do Google deveria ser “don’t be creepy” (ou “não seja
horripilante”). Recentemente, o diretor executivo Eric Schmidt disse que
o Google está “tentando não cruzar o que nós chamamos da linha do
horror” quando o assunto é a coleta de dados pessoais [1].

Entretanto, Eric Schmidt não perdeu tempo em cruzar a tal linha
horripilante quando, em dezembro, disse em uma entrevista que “se tem
alguma coisa que você não gostaria que os outros soubessem, talvez você
nem a deveria estar fazendo”. Em outras palavras, o cabeça da empresa
com a maior quantidade de dados de vigilância do mundo disse que se você
é inocente, não deveria ter nada a esconder. Como muitos devem ter
notado, a afirmação de Schmidt é hipócrita e perturbadora [2][3]. A sua
lógica é próxima da alegação totalitária de que se você quer liberdade
de expressão, é prudente não falar nada controverso ou comprometedor.

O comentário de Eric Schmidt é particularmente problemático à luz da
recente mudança de política do Google. Em março de 2009, Google reverteu
sua política de longa data contra o controle sobre o comportamento na
internet[4]. Agora, a empresa rastreia o comportamento de usuários da
internet a fim de mostrar-lhes anúncios mais focados nos seus
interesses. Em fevereiro de 2010, o jornal estado-unidense Washington
Post revelou que o Google mais uma vez reverteu sua antiga política ao
celebrar uma parceria de compartilhamento de informações com o NSA (o
órgão de espionagem eletrônica super secreto do governo estado-unidense)
visando o combate de “ciber-ataques” [5].

Em ambos os casos, nos é dito para que não nos preocupemos porque o
Google irá apenas compartilhar dados que foram “anonimizados” (isto é,
informações pessoais identificáveis são removidas). Mas há razões de
sobra para nos alarmarmos. Pesquisas recentes tem mostrado como sítios
de relacionamento e redes sociais vazam grande quantidade de informações
pessoais para os seus anunciantes [6] e como é excepcionalmente difícil
criar uma lista de dados que não possa ser “des-anonimizada” [7][8][9].

Na verdade, o departamento de defesa dos Estados Unidos tem uma nova
iniciativa baseada exatamente neste princípio [10]. Chamada de “DNA
digital”, o objetivo é desenvolver um banco de dados digital semelhante
ao banco de dados de DNA mantido por muitos governos do mundo. Mais
precisamente, o objetivo é identificar indivíduos particulares a partir
de dados tidos como “anonimizados” – através dos vestígios digitais que
acabamos deixando toda vez que usamos o computador.

Afora isso tudo, o Google continua assegurando a seus usuários que não
há nada com o que se preocupar. Afinal, se você tem tempo sobrando, pode
usar o painel de controle do Google (Google Dashboard) para ajustar um
complexo conjunto de configurações de privacidade e auto-proteção. O
problema é que o painel de controle do Google se aplica apenas para
dados diretamente ligados a uma conta Google e ignora todas as outras
maneiras indiretas pelas quais o Google recolhe seus dados, que são
facilmente des-anonimizáveis. Por exemplo, ele não te permite remover os
dados de localização que o Google rastreia toda vez que você envia uma
mensagem para um endereço Gmail.

Google quer nossa confiança. Nos pedem para darmos fé ao mágico por trás
da cortina que controla o maior acervo de dados que o mundo já conheceu.
O novo lema do Google é claro: “não seja tão mau que o povo pode começar
a perceber”. E nós estamos começando a perceber.

Como proteger sua privacidade na rede
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Trabalhar nesta questão é realmente um problema social, e não
individual. Pedir para pessoas gastarem seu tempo praticando
“privacidade sanitária” é tanto anti-prático como politicamente
duvidoso. Para criar privacidade online, na nossa opinião, deve-se
pensar coletivamente através do apoio a alternativas ao Google, como o
próprio Riseup.

Além disso, há alguns procedimentos recomendáveis que são medidas no
estilo “instale e esqueça” que não demandam manutenção chata e contínua.

Se você usa o Firefox, o navegador de internet que recomendamos
(http://help.riseup.net/mail/#use_firefox), você pode instalar vários
complementos ou extras (add-ons) para usar enquanto navega. Como o
Firefox é um software livre, membros da comunidade tem desenvolvido
softwares para adicionar novas funções, e qualquer pessoa pode baixar e
usar estes complementos (para maiores informações sobre os complementos
do Firefox, veja https://addons.mozilla.org/en-US/firefox/pages/faq).

Você pode procurar complementos no https://addons.mozilla.org/
(português brasileiro: https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/,
português europeu:
https://addons.mozilla.org/pt-PT/firefox/?from=%2Fpt-BR%2Ffirefox%2F);
quando encontrar o complemento que procura, basta clicar em “Adicionar
ao Firefox” para instalar. Você pode visualizar todos os complementos
que instalou na barra de ferramentas do Firefox.

Listamos abaixo alguns complementos do Firefox que recomendamos:

* GoogleSharing (https://we.riseup.net/help/googlesharing)
* Targeted Advertising Cookie Opt-Out (TACO) (http://taco.dubfire.net/)
* Adblock Plus (http://adblockplus.org/en/)

Você também pode realizar pesquisas de busca na internet usando:
https://ssl.scroogle.org/

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[1] Artigo em inglês: “Google trying not to cross ‘the creepy line’”
(Google tentando não atravessar a “linha do horror”)
http://news.cnet.com/8301-30684_3-10392435-265.html

[2] Artigo em inglês: “Google CEO Eric Schmidt Dismisses the Importance
of Privacy” (Eric Schmidt, diretor executivo do Google, desconsidera a
importância da privacidade)
http://www.eff.org/deeplinks/2009/12/Google-ceo-eric-schmidt-dismisses-privacy

[3 ] Artigo em inglês: “My Reaction to Eric Schmidt” (Minha reação a
Eric Scmidt)
http://www.schneier.com/blog/archives/2009/12/my_reaction_to.html

[4] Artigo em inglês: “Privacy Groups Rip Google’s Targeted Advertising
Plan” (Plano de propaganda dirigida do Google é criticado por grupos de
defesa da privacidade)
http://www.pcworld.com/businesscenter/article/161086/privacy_groups_rip_googles_targeted_advertising_plan.html

[5] Artigo em inglês: “Google to enlist NSA to help it ward off
cyberattacks” (Google ajudará NSA a combater ciber-ataques)
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2010/02/03/AR2010020304057.html

[6] Artigo em inglês: “Social networks make it easy for 3rd parties to
identify you” (Redes sociais facilitam a identificação pessoal por
terceiros)
http://arstechnica.com/security/news/2009/09/which-user-clicked-on-viagra-ads-ask-myspace-and-facebook.ars

[7] Artigo em inglês: Mielikäinen, Taneli. 2004 “Privacy Problems with
Anonymized Transaction Databases” (Problemas de privacidade nas
transações de bancos de dados anonimizados).
http://www.springerlink.com/content/rukljup9muhtrpcu/

[8] Artigo em inglês: Shmatikov, Vitaly and Arvind Narayanan. 2008.
“Robust De-anonymization of Large Sparse Datasets (How To Break
Anonymity of the Netflix Prize Dataset)” (Des-anonimização robusta em
bancos de dados esparsos (Como quebrar o anonimato do banco de dados de
Netflix Prize)).  http://www.cs.utexas.edu/~shmat/shmat_oak08netflix.pdf

[9] Artigo em inglês: Shmatikov, Vitaly and Arvind Narayanan. 2009.
“De-Anonymizing Social Networks” (Des-anonimizando redes sociais
virtuais). www.cs.utexas.edu/~shmat/shmat_oak09.pdf

[10] Artigo em inglês: Digital Pentágono procura por ‘DNA para
identificar Hackers
http://www.wired.com/dangerroom/2010/01/pentagon-searches-for-digital-dna-to-identify-hackers/

A VERDADEIRA EUROPA TERRORISTA DOS ANOS 70: OPERAÇÃO GLADIO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 23-11-2009

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O companheiro Douglas Anfra nos indicou essas preciosas informações sobre o contexto político no qual atuava Battisti, quando recebeu as condenações pelas quais deve ser extraditado.
Informações sobre a operação Gládio que funcionou durante a guerra fria e com particular ênfase na Itália.

Trailler

Documentário gládio da BBC de londres em 5 partes tratando da aliança e da rede de extrema-direita que associava a Igreja, a Otan e vários políticos numa rede de terrorismo de estado utilizada para neutralizar lideranças esquerdistas na Europa durante os anos 60 e 70 e que comprometia quase todos os quadros institucionais dos Estados envolvidos e que explodiu durante as investigações a respeito de Andreoti.

Era basicamente contra estas pessoas que se combatiam os grupos armados na Itália, mas que foram manipulados pelas ações de extrema direita, a ponto de lhe serem imputadas a culpa de muitas de suas ações que se tenta encobrir. Contra grupos ligados aos envolvidos nesta oeração que atuavam principalmente as brigadas vermelhas e o Batisti, que o Brasil pretende extraditar.

É todo um mar de lama, especialmente no caso italiano.

Verbete no wikipédia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Operation_Gladio

Documentário completo (em inglês) em 5 partes:


NOVO SITE PARA OS DE BAIXO E À ESQUERDA

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 05-11-2009

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Em outubro entrou no ar um novo site de contra-informação, contra-cultura e ideais revolucionários voltado para os de baixo e à esquerda. Trata-se de um rede montada entre militantes e movimentos de dezenas de países, que trocarão suas experiências, informes, pautas e estratégias utilizando a rede mundial de computadores. O material é veiculado  em  8 línguas, de fácil acesso e ótima qualidade. Vale a pena conhecer o

http://desinformemonos.org/

DesinformemonosPortadaPortugues

“O MARXISMO E A QUESTÃO NACIONAL” de Andreas Nin

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 01-09-2009

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Segue texto de  Nin,  marxista espanhol, que assim nos foi apresentado pelo companheiro Douglas Anfra, do marxists.org:

“Andreas Nin foi liderança e intelectual do P.O.U.M., partido operário marxista unificado da Espanha e ex-secretário de Leon Trotsky, o que lhe valeria certa perseguição. Notável é o fato das circunstâncias terem levado o autor a trabalhar igualmente a questão nacional, pois que compunha uma frente de guerrilha junto com o exército republicano contra o fascismo, mas, entendendo que haveria a necessidade de uma revolução imediata e não com etapas, como propunha o Partido Comunista Espanhol. Seguiu com uma aliança com a F.A.I. , federação anarquista ibérica que liderava o maior sindicato de então a CNT, confederação nacional do trabalho e separatistas catalães, onde era a maior base de resistência e avanço do esforço revolucionário espanhol. Consta que teria sido assassinado por agentes do PCE, lembrando que o período da guerra civil espanhola coincide com os processos de Moscou.”

guerra civil espanhola

O MARXISMO E A QUESTÃO NACIONAL 1

ANDRÉS NIN

O problema de emancipação das nacionalidades oprimidas, particularmente agravado depois da guerra imperialista de 1914-1917 (que destruiu o monstruoso império plurinacional austro-húngaro em troca da balcanização da Europa, cheia de perigos e ameaças para a pá/ mundial), oferece indiscutível interesse para o movimento operário, que não pode desvincular-se de nenhum aspecto da luta emancipadora dos homens e dos povos e, em especial, para aqueles países que, como o nosso, já o expuseram tão vivamente.

A revolução social não se processa em linha reta, não é o Grand Soir, com que sonhavam os revolucionários ingênuos do século passado, a destruição espetacular do regime capitalista, como conseqüência de um ato de força breve e decidido, e a substituição quase automática da velha por uma sociedade mais justa e mais humana, surgida num abrir e fechar de olhos com todos os atributos de um mecanismo perfeito e regular.

Por mais surpreendente que pareça e apesar da experiência dos últimos anos, esta concepção ingênua e falsa ainda continua bem viva na consciência de numerosos militantes do movimento operário de nossos dias. Ela os impede de rechaçar todas as ações que não comportem, de maneira imediata, esta “revolução” maravilhosa que realizará a transformação catastrófica e radical da sociedade em vinte e quatro horas. Nem é preciso salientar que revolucionários desta categoria consideram com altivo menosprezo ou com absoluta indiferença problemas como o da libertação das nacionalidades oprimidas.

Não obstante, os movimentos nacionais desempenham papel de enorme importância no desenvolvimento da revolução democrático-burguesa, arrastam imensas massas populares à luta e constituem poderosíssimo fator revolucionário, sobretudo num país como o nosso, onde a revolução, apesar da queda da monarquia, ainda não se realizou. Voltar as costas a estes movimentos, adotar frente a eles uma atitude indiferente, é fazer o jogo do nacionalismo opressor e revolucionário, ainda que se queira revestir esta atitude com o manto do internacionalismo.

Em carta datada de 29 de junho de 1886, fazendo referências a Paul Lafargue, que havia negado as nacionalidades numa reunião do Conselho Geral da Primeira Internacional, Marx dizia a Engels que Lafargue, sem dar conta, entendia por “negação das nacionalidades” sua absorção pela nação francesa. Quantos pseudo-internacionalistas de nosso país adotam uma atitude hostil frente o problema catalão em nome de um internacionalismo que na prática significa a hegemonia da nação espanhola sobre as outras!

A posição do proletariado nesta questão deve ser clara, concreta e inequívoca: inspirar-se no propósito imediato de estreitar os laços de solidariedade entre os trabalhadores das diversas nações que formam o Estado atual e impulsionar o movimento no sentido da revolução social, fim supremo ao qual tudo se subordina.

A BURGUESIA E A NAÇÃO

Os movimentos de emancipação nacional são um fenômeno próprio da sociedade capitalista, pelo fato de que o fundamento econômico da nação é o desenvolvimento do intercâmbio sobre a base da economia capitalista.

As formas da sociedade primitiva ,tribo, clã, etc.- correspondem a diferentes etapas do desenvolvimento da humanidade. As unidades políticas e sociais da Antiguidade e da Idade Média foram os germes das nações. A Nação, no sentido exato da palavra, é um produto direto da sociedade capitalista já que ela surge e se desenvolve onde o capitalismo também surge e se desenvolve. A nação se caracteriza pela existência de relações econômicas capitalistas determinadas, da comunidade de territórios, de idioma e de cultura. Cada um 1 desses fatores, considerado isoladamente, não basta para definir a nação: a existência dos outros quatro é necessária. A Inglaterra e os Estados Unidos possuem idioma comum, mas constituem duas nações diferentes. Castilha, Catalunha e Vasconia, apesar do território política e economicamente comum, são nações diferentes.

Os progressos do modo de produção capitalista, que determinam o movimento democrático em geral também originam o antagonismo entre as nações que formam parte do Estado e, portanto, os movimentos de emancipação nacional. Se a História, segundo a interpretação marxista, é a história da luta de classes, a história das nações também é a história de uma luta de classes.

A burguesia tende a constituir-se em Estado nacional porque esta é a forma que melhor corresponde a seus interesses e garante um desenvolvimento maior das relações capitalistas. Os movimentos de emancipação nacional expressam esta tendência — e, nos Estados plurinacionais, onde grandes latifundiários exercem o poder — adquirem extraordinária amplitude e virulência. Neste sentido, pode dizer-se que não representam mais do que um aspecto da luta geral contra os remanescentes do feudalismo e da luta pela democracia. Com efeito, a história nos demonstra que a luta nacional coincide sempre com a luta contra o feudalismo. E esta é, principalmente, a circunstância que a converte num fator progressista. Não estamos vendo, por exemplo, agora, o que há de mais reacionário na política espanhola formar um bloco compacto contra as aspirações libertadoras da Catalunha?

Quando a criação dos grandes Estados corresponde ao desenvolvimento capitalista e o favorece, constitui um fato progressista. A formação do Estado alemão, a unidade italiana, para não citar mais do que dois casos típicos, nos oferecem exemplos eloqüentes. Quando a formação dos grandes Estados precede o desenvolvimento capitalista, isto é, quando se constituem antes da superação das relações feudais pelas relações burguesas, a unidade resultante é uma unidade regressiva, despótica, de tipo asiático, que dificulta o desenvolvimento das forças produtivas em lugar de favorecê-lo. Os exemplos mais característicos deste tipo de unidade encontram-se na Espanha e nos antigos impérios russo e austro-húngaro. Por este motivo, a luta pela emancipação nacional adquiriu nestes países um caráter tão agudo e uma importância tão grande como fator revolucionário.

UM PROBLEMA DA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICQ-BURGUESA

No transcurso das revoluções burguesas do século XIX, os países mais importantes da Europa resolveram o problema nacional; este substituiu, todavia, nos Estados plurinacionais que ainda não haviam realizado sua revolução democrático-burguesa.

Nos movimentos de emancipação nacional, as diversas classes sociais atuam com as mesmas características que as distinguem na luta geral pelas reivindicações democráticas, das quais aqueles não são mais do que um aspecto.

Os interesses de economia capitalista levam a burguesia a lutar contra as reminiscências feudais, que representam um obstáculo a seu avanço triunfal. Ora, esta luta se processa em condições históricas bastante distintas daquelas que caracterizaram as épocas das revoluções burguesas anteriores. A burguesia de então, ainda era uma força progressista, cuja consolidação coincidia com os interesses gerais da humanidade. Hoje, ela é uma força retrógrada; sua persistência constitui-se numa ameaça a estes interesses, com os quais se encontra em contradição aberta. A burguesia daquela época cumpria sua missão histórica com a ajuda direta das massas operárias e camponesas, sem a qual não teria triunfado. Hoje o proletariado é, numericamente, muito mais poderoso, possui uma consciência de classe muito maior e, ainda quando manifeste um interesse vital na resolução dos problemas fundamentais da revolução democrático-burguesa, só considera esta revolução como uma etapa a fim de continuar avançando no sentido das realizações de caráter socialista e não está decidido a lançar-se ao combate em proveito da dominação burguesa.

Quanto aos camponeses, também variam fundamentalmente os termos do problema. Como se sabe, a questão da terra pode ser considerada a pedra angular da revolução burguesa. Os camponeses representam grande parcela da população, uma imensa massa consumidora de produtos industriais; mas, só é possível aumentar sua capacidade aquisitiva libertando-se da submissão feudal e dando-lhes a terra.

István Mészáros e os desafios do tempo histórico

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 14-08-2009

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Divulgamos aqui o seminário que ocorrerá nos próximos dias em diferentes universidades do país sobre a obra de István Mészáros, um dos teóricos marxistas mais importantes de nossos tempos, cujos livros são fundamentais para compreendermos o capitalismo revirado do século XXI.

III Seminário Internacional Margem Esquerda – István Mészáros e os desafios do tempo histórico.

mezaros_final O III Seminário Internacional Margem Esquerda tem por tema a obra de István Mészáros. Discípulo do também húngaro Georg Lukács, Mészáros é considerado um dos maiores pensadores marxistas da atualidade. Sua obra é fundamental para o entendimento do sistema do capital, bem como de sua crise estrutural e da sua necessária superação.
Alguns dos mais importantes intelectuais e militantes do Brasil e do exterior ajudam a construir sua trajetória de reflexão e de lutas, sob o legado marxista. Esperamos que o seminário, para alem da análise e do balanço da obra de grandes pensadores clássicos e contemporâneos, abra novos caminhos e perspectivas. Convidamos você a participar desta construção.

Promoção: Revista Margem Esquerda e Boitempo Editorial

Comissão Organizadora: Emir Sader, Ivana Jinkings, Maria Orlanda Pinassi, Ricardo Antunes, Rodrigo Nobile e Ruy Braga.

Coordenação Executiva: Ruy Marques.

Co-Organização: Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania (CENEDIC-SP). São Paulo: Departamento e Pós-Graduação de Sociologia da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp/ Campus Araraquara, Colegiado de Ciências Sociais da FAFIL – Centro Universitário Fundação Santo André. Rio de Janeiro: Laboratório de Políticas Públicas (LPP-UERJ), programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana (PPFH-UERJ), Clacso, UERJ, Decania do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE-UFRJ), Revista Versus, Laboratório de estudos Marxistas (LEMA-UFRJ), Programa de Pós-Graduação em serviço Social (PPGSS-UFRJ), Seção Sindical dos Docentes da UFRJ (ADUFRJ). Rio Grande do Sul: UFRGS, Pós-Graduação de história, Economia e Ciência Política da UFRGS. Minas Gerais: CEFET-MG.

Patrocínio: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Mais informações pelo mail: seminariomeszaros@boitempoeditorial.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

Programação

ZELAYA VAI VOLTAR PARA HONDURAS

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 24-07-2009

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Após o fracasso da terceira tentativa de retorno pacífico ao poder de Honduras, o presidente eleito Zelaya, ontem,  se diregiu à fronteira de  seu país, para planejar a sua volta. Vai escoltado por guerrilheiros nicaraguenses, jornalistas de todo o mundo e diplomatas venezuelanos. Os golpistas ampliam as medidas repressivas na fronteira do país, e a insurreição interna é grande: desde os professores até setores de policiais estão em greve. Acabou o amor, Honduras vai virar um inferno. Fora golpistas da América Latina!

apoyadores a zelaya

Partió Zelaya a la frontera con Honduras, golpistas imponen toque de queda en las fronteras

Por: VKE Mundial, ABN, Agencias
Fecha de publicación: 23/07/09

23 de julio 2009. – El presidente hondureño, Manuel Zelaya, expulsado de su país tras un golpe de Estado ocurrido el pasado 28 de junio, salió hoy desde la embajada de Honduras en Managua hacia Estelí, 149 kilómetros al norte de la capital nicaragüense, de donde mañana viajará a la frontera hondureña para preparar el retorno a su país.

La salida de Zelaya de la sede diplomática rumbo al norte de Nicaragua se produjo a las 4:15 pm hora local (5:45 pm en Venezuela), en una caravana de automóviles en la que viajan periodistas que cubren el recorrido del mandatario derrocado.

Simultáneamente, el gobierno golpista hondureño anunció esta tarde que se iniciará un toque de queda en las zonas fronterizas este jueves a partir de las 6:00 de la tarde y culminará a las 6:00 de la mañana. En el resto del país continuará de la medianoche a 4:30 a.m. Dicha prohibición al tránsito nocturno de personas y vehículos, se espera que se mantendrá en el país “de conformidad como vayan los sucesos”, y argumentó que busca “resguardar” a la población.

Previamente, en una rueda de prensa, el presidente Zelaya aseveró que, tras lo que consideró “el fracaso” de la mediación adelantada por el mandatario costarricense, Oscar Arias, el pueblo hondureño necesita su retorno al país centroamericano. La rueda de prensa se efectó en la sede de la Embajada de Honduras en Managua, Nicaragua, desde donde partirá hacia la frontera con su nación, acompañado de una caravana para intentar ingresar.

Zelaya consideró que su regreso devolverá la calma a la sociedad civil y permitirá el retorno de la democracia en su país.

Este miércoles, el presidente golpista hondureño, Roberto Micheletti, rechazó el plan de Arias, el cual proponía el adelanto de las elecciones para el mes de octubre, así como la creación de un Gobierno de unidad nacional, liderado por el presidente legítimo y constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, hasta el 2010.

Zelaya fue secuestrado y expulsado de su país violentamente por los militares el pasado 28 de junio en la asonada militar y desde ese momento el Gobierno de facto ha reprimido a los manifestantes que se encuentran en las calles hondureñas exigiendo el retorno de la democracia.

Segunda-feira é pra lutar!

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 25-03-2009

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Segunda feira é dia de labuta, e de luta! Já foram 800 mil demissões só nos últimos seis meses, e a perspectiva é que elas continuem. Mesmo nas empresas com forte financiamento estatal a demissão coletiva é uma realidade – como na EMBRAER. É hora de sair às ruas em defesa do emprego e, principalmente, para denunciar os reais causadores da crise: os capitalistas!  Que os ricos paguem pela sua crise!

Segue manifesto de convocação do ato de segunda-feira, dia 30/3, às 11:30hs, na Avenida Paulista.


manifestação bancários


Trabalhadores e trabalhadoras não pagarão pela crise

O Brasil vai às ruas na próxima segunda-feira, 30 de março. Os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade estarão unidos contra a crise e as demissões, por emprego e salário, pela manutenção e ampliação de direitos, pela redução dos juros e da jornada de trabalho sem redução de salários, pela reforma agrária e em defesa dos investimentos em políticas sociais.

A crise da especulação e dos monopólios estourou no centro do sistema capitalista, os Estados Unidos, e atinge as economias menos desenvolvidas. Lá fora – e também no Brasil -, estão sendo torrados trilhões de dólares para cobrir o rombo das multinacionais, em um poço sem fim, mas o desemprego continua se alastrando, podendo atingir mais 50 milhões de pessoas.

No Brasil, a ação nefasta e oportunista das multinacionais do setor automotivo e de empresas como a Vale do Rio Doce, CSN e Embraer, levaram à demissão de mais de 800 mil trabalhadores nos últimos cinco meses.

O povo não é o culpado pela crise. Ela é resultante de um sistema que entra em crise periodicamente e transformou o planeta em um imenso cassino financeiro, com regras ditadas pelo “deus mercado”. Diante do fracasso desta lógica excludente, querem que a classe trabalhadora pague a fatura em forma de demissões, redução de salários e de direitos, injeção de recursos do BNDES nas empresas que estão demitindo e criminalização dos movimentos sociais. Basta!

A precarização, o arrocho salarial e o desemprego enfraquecem o mercado interno, deixando o país vulnerável e à mercê da crise, prejudicando fundamentalmente os mais pobres, nas favelas e periferias. É preciso cortar drasticamente os juros, reduzir a jornada sem reduzir os salários, acelerar a reforma agrária, ampliar as políticas públicas em habitação, saneamento, educação e saúde, e medidas concretas dos governos para impedir as demissões, garantir o emprego e a renda dos trabalhadores.

Manifestamos nosso apoio a todos os que sofreram demissões, em particular aos 4.270 funcionários da Embraer, ressaltando que estamos na luta pela readmissão.

O dia 30 também é simbólico, pois nesta data se lembra a defesa da terra Palestina, a solidariedade contra a política imperialista do Estado de Israel, pela soberania e auto-determinação dos povos.

Com este espírito de unidade e luta, vamos construir em todo o país grandes mobilizações. O dia 30 de março será o primeiro passo da jornada. Some-se conosco, participe!

NÃO ÀS DEMISSÕES!

REDUÇÃO DOS JUROS!

REDUÇÃO DA JORNADA SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS E DIREITOS!

REFORMA AGRÁRIA, JÁ!

POR SAÚDE, EDUCAÇÃO E MORADIA!

EM DEFESA DOS SERVIÇOS E SERVIDORES PÚBLICOS!

SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO!

Ato Internacional Unificado Contra a Crise

Organizadores:

ASSEMBLÉIA POPULAR, CEBRAPAZ, CGTB, CMB-FDIM, CMS, CONAM, CONLUTAS, CONLUTE, CTB, CUT, FORÇA SINDICAL, INTERSINDICAL, MARCHA MUNDIAL DE MULHERES, MST, MTL, MTST, NCST, OCLAE, UBES, UBM, UGT, UNE, UNEGRO/COMEN, VIA CAMPESINA