Informe:

Não Passarão

Domingo, 22 de agosto, Demétrio Atra, músico e ativista da cultura popular sofre atentado a tiro no Largo de Santa Cecília. Durante o ensaio de bateria do Bloco Carnavalesco Filhos da Santa, às 16 horas, ao menos dois disparos foram feitos contra o grupo de músicos, atingindo Dema na perna. Dois...

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SOBRE A CORRUPÇÃO, A POLÍTICA E O POVO

Posted by rafah | Posted in Contra ou Cultura!!!, O povo sai as ruas, política institucional | Posted on 21-07-2010

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Mensalão, mensalão do DEMO, caixa 2, super-faturamento, dinheiro na cueca, na meia, etc. Corrupção: todo dia se ouve falar nessa odiável palavra. Em época de eleições é importante nos fazermos essas perguntas: por quê tanta corrupção nesse país? Por quê os políticos estão mais preocupados em enriquecer ilegalmente do que ajudar o povo que os elegeu? Por quê o político fala uma coisa na campanha e faz outra no governo? Por quê tanta mentira, sujeira, enganação? De quem é a culpa disso tudo?

É preciso admitir: a culpa é nossa, de todos nós, e por dois motivos. Primeiro porque escolhemos mal, porque nos deixamos levar por campanhas publicitárias, musiquinhas pegajosas, desenhinhos, bonequinhos; porque nos preocupamos mais com a vida pessoal e a aparência do candidato do que com sua trajetória política, do que com os ideais de seu partido, etc. Porque o povo brasileiro escolhe o seu candidato na véspera da eleição, porque ele olha para o jornal para ver quem está ganhando e vota nesse qualquer um para não “perder” o voto. Também porque admitimos que o corrupto fique lá no poder, que ele, quando desmascarado, peça afastamento do cargo, candidate-se nas próximas eleições, e lá estará o povo novamente a elegê-lo. Pois é, a culpa é nossa, do povo brasileiro.

Mas existe um segundo motivo para admitirmos essa culpa. Um motivo mais profundo que não diz respeito só às escolhas impensadas que fazemos no momento de votar. Afinal, qual é o nosso real poder de mudar tudo isso com um voto a cada dois anos? O problema não é só o candidato que escolhemos, é o sistema que aceitamos. O problema não se reduz a um ou outro deputado, senador, governador ou presidente; mas é a Câmara do Deputados, o Senado, o governo, o poder executivo, a estrutura de poder. O problema da corrupção está na estrutura do governo, a corrupção faz parte da mecânica do governo, ela é a regra do jogo, e não a exceção. A exceção é quando ficamos sabendo de casos de corrupção, e o pouco que ficamos sabendo não é metade de tudo o que acontece. Se a corrupção é a regra, quem quiser jogar nesse sistema teria que aceitá-la. Teria?

E se propormos novas regras para o jogo da política? E se não aceitarmos mais sermos consultados apenas por dois minutos a cada dois anos? É preciso ver a democracia no Brasil não como algo bem acabado que, com melhores escolhas de candidatos, caminharia suficientemente bem. É preciso ver a democracia do Brasil como algo em construção e que está longe de realizar-se plenamente. Não é porque votamos que vivemos num país democrático. Não é democrático um país em que um candidato  investe milhões numa campanha eleitoral para ter chances de se eleger. De onde vem tanto dinheiro para queimar numa campanha de 3 meses? A máquina, o sistema da corrupção já começa a funcionar antes do governo, nas próprias eleições, na campanha eleitoral. Não é democrático um país em que existam pessoas vivendo em barracos num morro ao lado de prédios de luxo. Não é democrático um país em que o político, o juiz, ou o policial corruptos sejam temporariamente afastados do cargo, enquanto a mãe de família que rouba um shampoo no supermercado seja presa por anos à fio.

No nosso entendimento, só o povo organizado e atuante 100% do tempo pode mudar realmente essa situação. É preciso fazer uma grande e profunda transformação na estrutura de poder da sociedade para acabar com a corrupção. Não há outro caminho para o povo brasileiro. O caminho é difícil, longo e perigoso, mas é preciso ter a coragem de percorrê-lo. É preciso dar os primeiros paços. E para nós alguns dos primeiros paços seriam estes:

1 – defender a proibição de financiamento privado de campanhas eleitorais;

2 – defender a ampliação do  uso de plebiscitos e consultas populares para a tomada de decisões políticas;

3 – reivindicar a multiplicação dos espaços de discussão, participação e decisão popular no desenvolvimento de políticas públicas;

4 – defender e elaborar uma reforma profunda dos poderes executivo, legislativo e judiciário.

Só a luta libertará o povo da corrupção!

FEIJOADA DE LUTA

Posted by rafah | Posted in Contra ou Cultura!!!, política institucional | Posted on 19-07-2010

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www.outubrovermelho.com.br convida todos a comparecer e prestigiar a “Feijoada de Luta”, evento cultural, musical e gastronômico que ocorrerá no próximo sábado, na nova sede do PSOL na Vila Mariana. O evento é ainda uma oportunidade para dialogar sobre os problemas do Brasil e do estado de São Paulo e as possíveis soluções para eles, claro que sem esquecer o brilho da música e da cultura popular brasileira.

Todas e Todos ao 1º de maio na Praça da Sé

Posted by Editorial do Outubro | Posted in O povo sai as ruas, movimento sindical | Posted on 30-04-2010

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A  Intersindical, as Pastorais Sociais, a Conlutas e mais um conjunto de entidades e os partidos de esquerda – PSOL – PCB e PSTU – organizam o ato de 1º de maio na Praça da Sé. O ato está previsto para começar às 10 horas, após a missa do trabalhador na Catedral de São Paulo.

O 1º de maio na Praça da Sé tem se notabilizado como um ato independente, classista, organizado com recursos próprios, sem o patrocínio do governo e de empresas. Tem sido o contraponto aos megashows, sorteios de casas e de carros feito por outras centrais sindicais que distorcem o caráter do 1º de maio, que maculam seu sentido histórico de um dia de luta e resistência da classe trabalhadora em todo o mundo.

O 1º de maio da Praça da Sé celebra a rica história de luta dos trabalhadores e trabalhadoras, leva as reivindicações imediatas e históricas da nossa classe e não abre mão de manter uma organização independente sem dinheiro dos patrões e do governo para tutelar nossas ações.

O PSol convoca toda sua militância para estar presente no 1º de maio. Nosso pré-candidato Plínio de Arruda Sampaio estará presente, assim como nossos deputados, Ivan Valente, Raul Marcelo e Carlos Giannazi. Nossos ativistas sindicais estão juntos na organização desta atividade, contribuindo para manter o 1º de maio de luta como referência para a classe trabalhadora.

É fundamental também fortalecer essa convocatória, convidar os amigos e ativistas de seu local de trabalho, estudo e moradia, ajudar a preparar a presença do PSol no ato com faixas, bandeiras e cartazes.

O PSol estará presente também nos atos regionais de 1º de maio, como na cidade de Campinas. Outras cidades do interior do Estado também farão atos locais com o mesmo caráter do ato na Praça da Sé, o PSol estará presente nestes atos.

Todas e todos ao 1º de maio na Praça da Sé.

Leia abaixo a íntegra do texto do panfleto impresso e as entidades que assinam a convocatória do 1º de maio de luta na Praça da Sé.

1º de Maio não é dia de festas, showmícios ou sorteios, 1º de Maio é dia de luta e luto ! Luto porque em 1886 milhares de trabalhadores saíram às ruas de Chicago nos EUA por melhores condições de trabalho, dentre elas a redução da jornada para 8 horas. Foi uma grande greve geral violentamente reprimida com várias prisões, dentre estas a de cinco sindicalistas que foram condenados à morte, estes ficaram conhecidos como os mártires de Chicago; sendo assim, o 1º de Maio é o dia dedicado a todos aqueles que tombaram lutando e também é a data onde os trabalhadores do mundo todo (menos nos EUA) saem às ruas por direitos e conquistas.

Ao invés de organizar as lutas dos trabalhadores, algumas centrais sindicais no Brasil, como a Força Sindical e a CUT, realizam neste 1º de Maio showmícios financiados pelas mesmas empresas e governos que atacam nossos direitos. Para nós o 1º de Maio é dia de lutar contra o capitalismo, denunciando as grandes empresas, os Estados e seus governos; e reafirmar a luta cotidiana para transformar a sociedade e continuar buscando a construção de uma sociedade justa e igualitária, a sociedade socialista.

A situação da maioria do povo brasileiro continua muito difícil, milhões de trabalhadores estão desempregados ou vivendo de bicos. Mesmo os empregados na maioria das vezes não recebem o suficiente para viver dignamente. Muitos vivem em moradias precárias e os serviços públicos estão completamente abandonados, a educação, a saúde, o transporte, a infra-estrutura. A violência e a falta de perspectiva da juventude preocupam e os recursos naturais estão sendo destruídos pela ganância do capital.

No Brasil, apesar dos discursos bonitos os governantes não investem nas políticas públicas, prejudicando os mais pobres. Ao invés de atender as reivindicações populares, o Estado criminaliza a pobreza e os movimentos sociais que lutam por vida digna.

Em São Paulo, Serra e Kassab não tem a menor preocupação social. Exemplo disso na cidade foi o que aconteceu com as áreas atingidas pelas enchentes (como o Jd. Pantanal na zona leste) e a política de expulsão da população em situação de rua das áreas centrais. No estado gastam-se milhões para iludir o povo dizendo que tudo está melhor, mas quem depende da saúde e do transporte público sabe o caos em que eles se encontram, além disso, na educação os professores tiveram que recorrer à greve para defender uma escola pública de qualidade.

Lula continua adotando a política do “para o capital tudo, para o social migalhas”. Os bancos nunca lucraram tanto enquanto isso suas reformas atacam direitos trabalhistas e previdenciários. Apesar de ter sido eleito com a esperança de mudar a realidade social e econômica da classe trabalhadora, ele se limita a utilizar as “bolsa isso, bolsa aquilo”, explorando a miséria popular.

Não podemos esquecer a dimensão internacionalista do 1º de Maio, somos solidários com o povo irmão do Haiti que sofreu com o terremoto, mas que continua sofrendo cotidianamente com a ocupação militar estrangeira (inclusive brasileira). Sem contar a ação imperialista dos EUA que se faz presente pelo mundo inteiro, de modo muito evidente no Haiti e no Oriente Médio, em particular na Palestina, no Iraque e no Afeganistão.

Por tudo isso é que o 1º de Maio de Luta é na Sé !

Fórum das Pastorais Sociais e CEBS da Arquidiocese de São Paulo – INTERSINDICAL – CONLUTAS – MTST – ANEL – CONTRAPONTO – MUST – SEFRAS – Padres Oblatos de Maria Imaculada – Casa da Solidariedade – Fórum dos Trabalhadores Desempregados – Tribunal Popular – Fórum Popular de Saúde – Espaço Cultural Carlos Marighela – Instituto Zequinha Barreto – Circulo Palmarino – PCB – PSTU – PSOL

COSEAS-USP OCUPADO

Posted by rafah | Posted in Educação, política institucional | Posted on 19-03-2010

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Segue informe dos motivos e reivindicações do movimento que ocupou a Coordenadoria de Assistência Social da USP.

As políticas de assistência e permanência estudantil, um direito dos estudantes, nâo tem sido cumpridas pela COSEAS (Coordenadoria de Assistência Social), ao contrário, este órgão, a serviço da reitoria da USP, tem trabalhado sempre no sentido de dificultar e impedir o acesso dos estudantes aos programas de permanência.

Mediante tal posicionamento por parte da burocracia universitária, a Assembléia de Moradores (moradores, hóspedes, alojados e candidatos que não conseguiram vaga na moradia) do CRUSP realizado em 17/03/2010 deliberou por ampla maioria de votos a OCUPAÇÃO imediata do espaço do COSEAS, localizada no térreo do bloco g DO crusp, espaço este que originalmente era destinado à moradia dos estudantes, que fora tomado pelo COSEAS. PORTANTO DECIDIMOS RETOMARMOS O ESPAÇO QUE É DE DIREITO DOS ESTUDANTES.

OS MOTIVOS DA OCUPAÇÃO:
Falta de vagas na moradia;
Atraso da reitoria na conclusão da obra do novo bloco de residência;
Expulsões arbitrárias de moradores (inclusive durante a madruaga);
Fim do programa Bolsa Trabalho;
Irregularidades constatadas nos processos de seleção sócio-econômios realizados pea COSEAS;
Privatização do espaço de moradia cedido pela USP ao Banco Santander;
Terceirização e precarização das condições de trabalho em órgãos administrados pelo COSEAS;
Política de vigilância, perseguição e violência implementada pelo COSEAS contra os moradores

AS REVINDICAÇÕES DA OCUPAÇÃO:
Mais vagas na moradia e nos alojamentos;
Agilização da conclusão das obras do novo bloco da moradia;
Fim das expulsões arbitrárias de estudantes da moradia;
Fim do serviço de vigilância de estudatnes da moradia;
Autonomia dos estudantes no espaço da moradia e nos processos seletivos para os programas de permanência;
Contratação de mais funcionários e melhoria nas condições desumanas de trabalho e atendimento nos restaurantes da COSEAS

VENHA OCUPAR

MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES CHEGA A SÃO PAULO

Posted by rafah | Posted in O povo sai as ruas | Posted on 18-03-2010

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Segue informe da Marcha Mundial das Mulheres que chega hoje a São Paulo depois de muita caminhada e luta!

Marcha Mundial das Mulheres completa dez dias na estrada

As duas mil militantes chegaram a Osasco, onde debaterão a integração dos povos e o papel do Estado na transformação da vida das mulheres (e, em última instância, do mundo).

Esta quarta-feira (dia 17) é o décimo dia da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil, véspera da chegada a São Paulo e do encerramento com ato público na Praça Charles Miller. Hoje, chegaram a Osasco as duas mil militantes que no dia 8 de março iniciaram em Campinas a grande caminhada de luta e formação. Elas saíram às 6h da manhã do Centro Santa Fé, em Perus, no quilômetro 26 da rodovia Anhanguera, e durante quase cinco horas marcharam 14 quilômetros.

Nos dez dias de caminhada, as militantes já percorreram um total de 108 quilômetros. Desta vez, quem puxou a Marcha foi a delegação de Minas Gerais, que inovou na mística de mobilização. Funcionando como comissão de frente, o grupo de teatro mineiro Obscenas fez uma performance em memória das mulheres brasileiras violentadas e assassinadas.

À medida que a Marcha vai se aproximando da capital paulista, centro do capitalismo brasileiro, cresce a interação crítica com seu entorno. De Perus a Osasco, as duas mil militantes, vindas de todos os estados brasileiros, passaram na frente do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) e do Centro de Distribuição do Grupo Pão de Açúcar. No primeiro, entoaram palavras e cantos de protesto contra a mercantilização do corpo das mulheres e a criminalização dos movimentos sociais, promovida pela mídia comercial brasileira. No segundo, as vaias contra o empresário Antônio Ermírio de Moraes (dono do Grupo Pão de Açúcar) tiveram como pano de fundo a luta por soberania alimentar e pelo fortalecimento da agricultura camponesa e familiar.

Nesta tarde, no Sindicato dos Metalúrgicos, local do alojamento em Osasco, a Marcha fará um debate aberto sobre “integração dos povos como alternativa e o papel do Estado”. Em pauta, uma avaliação dos avanços, limites e desafios para as políticas públicas no Brasil e em nível regional. Amanhã, às 13h, as caminhantes partem com destino ao estádio do Pacaembu, em São Paulo, na frente do qual acontecerá um grande ato público de encerramento desta Ação 2010.

Paz e desmilitarização

Ainda no Centro Santa Fé, ontem à tarde, a Marcha Mundial das Mulheres debateu paz e desmilitarização. A presença da médica cubana Aleida Guevara, filha do revolucionário cubano Che Guevara, emocionou as militantes, algumas das quais incorporaram o papel de verdadeiras tietes. “É bom estar aqui e conhecer pessoas bem preparadas para a luta, que buscam soluções para os seus problemas”, declarou a militante cubana, agradecendo a acolhida calorosa.

A maioria dos intelectuais cubanos é composta por mulheres. Elas representam, por exemplo, 63,8% dos médicos gerais e 65% dos graduados em nível superior. Em Cuba, o aborto é legalizado e a licença maternidade dura 12 meses, podendo ser dividida entre a mãe e o pai.  “Eu nasci em um país socialista, onde a mulher é tratada com respeito e igualdade de direitos”, comemorou Aleida. “Não podemos dar receitas, nem dizer o que vocês precisam fazer. Mas podemos mostrar nossa realidade e dizer que, se um país pequeno e pobre como o nosso conseguiu, o Brasil também consegue”, incentivou a cubana.

Um dos itens da plataforma de reivindicações da Marcha Mundial das Mulheres é a retirada das missões militares da Organização das Nações Unidas (ONU) do Haiti e da República Democrática do Congo. “A presença militar da ONU deve ser emergencial e rápida. No Congo, as tropas já estão há dez anos, provocando inflação com os salários em dólares dos soldados. O caminho para a paz passa necessariamente pela autodeterminação das mulheres e pela soberania dos povos”, defendeu Miriam Nobre, coordenadora internacional da Marcha.

Marcha-SP mailing list
Marcha-SP@listes.marchemondiale.org
http://listes.marchemondiale.org/listinfo/marcha-sp

Mulheres ocupam ruas de São Paulo no centenário do 8 de março

Posted by Baltazar | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento | Posted on 09-03-2010

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Em ato-caminhada que reuniu cerca de mil pessoas no centro da capital paulista, feministas de todo o estado homenagearam as mulheres socialistas que estiveram na origem da luta por igualdade, autonomia e liberdade cem anos atrás. Militantes do PSOL, da Secretaria de Mulheres do partido e o deputado federal Ivan Valente também marcaram presença. Texto original http://www.ivanvalente.com.br/?p=6070

Paulina Rosa de Souza Jacinto tem 50 anos e é motorista de ônibus e de caminhão. Herdou a profissão do pai e conta que ainda sofre muito preconceito entre os colegas de trabalho, que não aceitam uma mulher entre eles. “Já usei muito banheiro masculino nas garagens, porque simplesmente não há feminino”, conta. Nesta segunda, Paulina se juntou a suas companheiras do Sindicato dos Condutores e participou, ao lado de cerca de mil mulheres, da manifestação do 8 de Março em São Paulo. Este ano, a data é marcada por um simbolismo especial: em 2010, comemora-se o centenário do Dia Internacional da Mulher.

Em fevereiro de 1910, a socialista alemã Clara Zetkin propôs, na 2a Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, a criação do Dia Internacional da Mulher. A ação das operárias russas no dia 8 de março de 1917, precipitando o início das ações da Revolução Russa, é a razão mais provável para a fixação desta data como o Dia Internacional da Mulher.

“A ação das mulheres socialistas no processo da revolução colocou as feministas em outro patamar de luta organizativa”, avalia Luka Franca, da Secretaria Estadual de Mulheres do PSOL. “Desde então, apesar de tantas conquistas, as mulheres têm mostrado que ainda é preciso resistência”, completa Laura Cymbalista, também integrante da secretaria e membro da comissão organizadora do 8 de Março em SP.

Caminhando pelas ruas do centro de São Paulo, foram muitas as bandeiras de luta reafirmadas pelas feministas, da luta pela legalização do aborto ao combate à violência e a todas as formas de opressão.

“Vivemos em um país onde as mulheres são discriminadas e as mulheres negrais, ainda mais. A mulher negra ganha sempre o menor salário, e muitas vezes não tem acesso à escola porque precisa começar a trabalhar cedo”, explica Rosa Anacleto, da Unegro. “A maioria dos pobres também são as mulheres negras. É só olhar pra quem foram as principais vítimas das enchentes em São Paulo: as mulheres que vivem na periferia da cidade”, disse.

E nesta luta pelo combate à opressão e às desigualdades, a busca pela construção de uma sociedade socialista foi reafirmada em diversas falas.  “Muitas mulheres morreram para estarmos aqui. Então hoje não é dia do comércio nos oferecer flores. É dia de luta e de guerra para construir um mundo melhor, e este mundo será socialista”, concluiu Berna  Menezes, da Intersindical.

O deputado federal Ivan Valente participou da manifestação do 8  de Março, que também marcou o início das atividades da Jornada de formação feminista, organizada pela Secretaria de Mulheres do PSOL. A jornada contará com atividades como cine-debate sobre religião e violência contra a mulher, debate sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos, sarau em homenagem a Iara Iavelberg, uma oficina sobre a imagem da mulher na mídia e o planejamento dos eixos de luta da Secretaria Estadual de Mulheres do PSOL. Para saber mais, visite a página do PSOL-SP. http://psolsp.org.br/?p=4742

Greve geral paralisa a Grécia

Posted by Baltazar | Posted in O povo sai as ruas, crise econômica, movimento sindical | Posted on 04-03-2010

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Mais uma vez a Grécia é palco de grandes mobilizações. A greve geral que mobilizou o país é mais uma prova concreta que o capital não consegue solucionar os seus problemas. Para solucionar a crise econômica aprofundam a exploração do trabalho e agudizando a crise social. A mobilização dos trabalhadores gregos é prova que não chegamos ao fim da história e estamos pronto para a luta. Segue um relato sobre a situação no país e como a classe trabalhadora está se organizando.


Matthew Cookson, de Atenas

As ruas sempre cheias de gente do centro de Atenas estão quase desertas hoje. Mais de 2 milhões dos 5 milhões de trabalhadores gregos cruzaram os braçoa. A greve geral de 24 horas uniu trabalhadores do setor público e privado contra as medidas de austeridade adotadas pelo governo.

Todos os vôos chegando ou saindo do país foram cancelados. Escolas e repartições públicas estão fechadas. Poucos ônibus e linhas de trem funcionam, assim mesmo sua circulação foi permitida pelos grevistas para que pudessem levar os trabalhadores às manifestações.

Mais de 30 mil pessoas participaram de duas passeatas diferentes. Seus participantes quebraram a calma do centro de Atenas com seus cantos e palavras-de-ordem enquanto rumavam ao parlamento. Os trabalhadores estão furiosos com o governo Pasok, de centro-esquerda e que venceu as eleições gerais com promessas de manter o valor dos salários. Os manifestantes gritavam: “Nada de sacrifícios! Que os ricos paguem pela crise!”

Yiannis Anastakis, que trabalha no Estádio Olímpico, me disse: “Antes das eleições, o governo disse coisas completamente diferentes do que está fazendo. Agora, está baixando salários que já eram muito baixos. A maioria das pessoas recebe muito menos do que o suficiente para sobreviver com dignidade”.

“Quem tem dinheiro na Grécia não paga impostos. Mas, o governo não vai tirar dinheiro dos ricos. Prefere arrancar mais de quem ganha pouco”, disse ele.

Trabalhadores dos correios e telecomunicações, engenheiros, eletricitários, estudantes, desempregados, funcionários públicos e muitos outros estão juntos na luta. Um grande grupo de imigrantes africanos e de Bangladesh juntaram-se ao movimento, exigindo plenos direitos de cidadania e fim das perseguições policiais.

A polícia usou bombas de gás e cassetetes contra os manifestantes que chegavam às proximidades do parlamento. Um grupo de manifestantes jogou tinta vermelha nos batalhões de choque. A polícia dividiu a manifestação em dois, mas os participantes conseguiram se reorganizar e continuar a passeata.

Trabalhadores do setor público e privado cruzaram os braços contra a intenção do governo de fazer pesados cortes salariais que irão atingir gravemente seu nível de vida. O déficit orçamentário do governo atualmente é de 12,7% do PIB anual da Grécia. O governo quer baixá-lo para 2,8%.

Nesta manhã, juntei-me a um piquete de sindicalistas e estudantes nos escritórios da fábrica metalúrgica Metika, em Atenas. Panos, um dos sindicalistas disse que “o governo fala que está agindo contra a crise, mas na realidade está atacando os direitos dos trabalhadores”. “Nós também estamos aqui, porque a Matika demitiu três trabalhadores que eram militantes sindicais”, esclareceu.

Faixas penduradas nos portões da empresa diziam: “Parem o programa de estabilidade. Chega de demissões” e “Nenhum sacrifício pelos lucros deles”.

Yannis disse que “a União Européia afirma que a Grécia tem padrões de vida elevados em comparação com outros paises. Isto não é verdade. Muitos de nós temos dois empregos para sobreviver. Olhe para essas pessoas. Me diga se elas são ricas”.

A greve geral não é o objetivo final da luta na Grécia. Vários setores estão planejando suas próprias greves e estão em preparação mais dias nacionais de luta para breve.

GREVE DOS BANCÁRIOS AVANÇA

Posted by Editorial do Outubro | Posted in crise econômica, política institucional | Posted on 29-09-2009

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Divulgamos informe do Sindicato dos Bancários sobre a greve da categoria no começo dessa semana. www.outubrovermelho.com.br apoia integralmente essa luta contra a precarização do trabalho e conclamamos aos trabalhadores da base a pressionarem suas direções para que as negociações não se restrinjam a migalhas, mas que abarquem o âmago mesmo da precarização: as tercerizações, os bônus de produtividade, as demissões, etc…

Greve cresce em seu quinto dia e continua na terça-feira
Plenárias organizativas por bancos estão marcadas para a mesma terça-feira e na quarta tem assembleia na Quadra, às 17h

São Paulo – A greve dos bancários cresceu na segunda-feira 28 com mais de 39 mil trabalhadores de braços cruzados e 805 locais de trabalho parados em São Paulo, Osasco e região. Sem qualquer novidade na proposta dos bancos, os funcionários decidiram em assembléia manter a greve por tempo indeterminado na terça 29.

> Fotos: galeria geral, das zonas norte, sul, leste e oeste, Osasco

Na mesma terça, sexto dia de greve, o Sindicato realiza plenárias organizativas por bancos com início às 17h. Os bancários de bancos privados reúnem-se no Auditório Verde da Quadra e os trabalhadores da Caixa na Quadra (Rua Tabatinguera, 192, Sé). Os funcionários do Banco do Brasil fazem plenária no Centro Trasmontano (Rua Tabatinguera, 294, Sé) e os empregados da Nossa Caixa no Auditório Azul do Sindicato (Rua São Bento, 413, Centro). Na quarta-feira 30, os trabalhadores voltam a se reunir em assembleia na Quadra a partir das 17h para definir os rumos do movimento.

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O presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, explica que o Comando Nacional dos Bancários tentou um novo contato com a Fenaban no sábado 26 para retomar as negociações. A federação dos bancos (Fenaban), em resposta ao oficio, comprometeu-se a marcar uma nova rodada de negociação. “Os bancários querem muito mais do que um compromisso, exigem que a Fenaban marque definitivamente uma negociação e apresente uma proposta que corresponda ás reivindicações dos trabalhadores”, diz Marcolino. “Os bancários não abrem mão de aumento real de salários, PLR maior, proteção ao emprego em caso de fusões, fim do assédio moral e metas abusivas”, acrescenta.

Concentrações – Além das agências, permaneceram fechados os prédios administrativos da Nossa Caixa (Rua do Tesouro, XV de Novembro, Líbero e Álvares Penteado), Unibanco (Patriarca, Boa Vista e CAU, onde funciona parte da tecnologia do banco), Banco do Brasil (Complexo São João, Verbo Divino e Ipiranga), banco Real (Call Center SP1 e SP2) e as terceirizadas Tivit e Fidelity. No Bradesco Alphaville, onde funciona a área de sistemas do banco, novamente houve paralisação até 10h30.

Superação – No quinto dia de greve, os bancários tiveram de superar a pressão e as ameaças dos bancos para manter o movimento forte. O assédio moral para desmobilizar os trabalhadores foi usado por praticamente todos os bancos que, sem sucesso, passaram a chamar a polícia para reabrir as agências. Na maioria das ocorrências, os bancários resistiram à coação dos bancos e mantiveram a paralisação.

Leia mais
> Bancários superam pressão dos bancos no 5º dia de greve

Redação – 28/09/2009

fonte: http://www.spbancarios.com.br/noticia.asp?c=12608

Jornada Nacional de Lutas

Posted by Editorial do Outubro | Posted in crise econômica | Posted on 13-08-2009

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DIA 14 DE AGOSTO | 10h | AV. PAULISTA (PRAÇA OSWALDO CRUZ)

NÃO ÀS DEMISSÕES.  PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS. EM DEFESA DOS DIREITOS SOCIAIS.

O Brasil vai às ruas no dia 14 de agosto. Os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade unidos contra a crise e as demissões, por emprego e melhores salários, pela manutenção dos direitos e pela sua ampliação, pela redução das taxas de juros, na luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, pela reforma agrária e urbana e em defesa dos investimentos em políticas sociais.

A crise da especulação e dos monopólios estourou no centro do sistema capitalista mundial, os Estados Unidos da América, e atinge todas as economias.

Lá fora – e também no Brasil -, trilhões de dólares estão sendo torrados para cobrir o rombo nas multinacionais, em um poço sem fim. Mesmo assim, o desemprego se alastra, podendo atingir mais de 50 milhões de trabalhadores.

No Brasil, a ação nefasta e oportunista das multinacionais do setor automotivo e de empresas como a Vale do Rio Doce, CSN e Embraer, levou à demissão centenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras.

O Governo Federal, que injetou bilhões de reais na economia para salvar os bancos, as montadoras e as empresas de eletrodomésticos (linha branca), tem a obrigação de exigir a garantia de emprego para a Classe Trabalhadora como contrapartida à ajuda concedida.

O povo não é o culpado pela crise. Ela é resultado de um sistema que entra em crise periodicamente e transforma o planeta em uma imensa ciranda financeira, com regras ditadas pelo mercado. Diante do fracasso desta lógica excludente, querem que a Classe Trabalhadora pague pela crise.

A precarização, o arrocho salarial, o arrocho salarial e o desemprego prejudicam os mais pobres. Nas favelas e periferias. É preciso cortar drasticamente os juros, reduzir a jornada de trabalho sem reduzir salários, acelerar a reforma agrária e urbana, ampliar as políticas em habitação, saneamento, educação e saúde, e medidas concretas dos governos para impedir as demissões, garantir o emprego e a renda dos trabalhadores.

Com este espírito de unidade e luta, vamos realizar, em todo o país, grandes mobilizações.

NÃO ÀS DEMISSÕES!

PELA RATIFICAÇÃO DAS CONVENÇÕES 151 E 158 DA OIT!

REDUÇÃO DOS JUROS! FIM DO SUPERÁVIT PRIMÁRIO! REDUÇÃO DA JORNADA SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS E DIREITOS!

REFORMA AGRÁRIA E URBANA, JÁ

FIM DO FATOR PREVIDENCIÁRIO!

EM DEFESA DA PETROBRÁS E DAS RIQUEZAS DO PRÉ-SAL!

POR SAÚDE, EDUCAÇÃO E MORADIA!

POR UMA LEGISLAÇÃO QUE PROÍBA AS DEMISSÕES EM MASSA!

PELA CONTINUIDADE DA VALORIZAÇÃO DO SALÁRIO-MÍNIMO E PELA SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL AOS POVOS!

ORGANIZADORES:

CGTB, CTB, CUT, FORÇA SINDICAL, NCST, UGT, INTERSINDICAL, ASSEMBLÉIA POPULAR, CEBRAPAZ, CMB, CMP, CMS, CONAM, FDIM, MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES, MST, MTL, MTST, MTD, OCLAE, UBES, UBM, UNE, UNEGRO/CONEN, VIA CAMPESINA, CNTE, CIRCULO PALMARINO.

Raposa do Sol

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo, Revitalização do Centro | Posted on 27-05-2009

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Pensando em escrever algo sobre os muros nas favelas  cariocas me deparei com esse texto do Saramago, falando sobre a Raposa Serra do Sol, como sugere o título, e a mais nova forma de segregação social utilizada no Rio de Janeiro.

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José Saramago

Lá de longe em longe o dia amanhece diferente. Que o digam os índios da reserva indígena da Raposa do Sol no Estado de Roraima, ao norte do Brasil, a quem o Supremo Tribunal Federal acaba de reconhecer e confirmar definitivamente o seu direito à plena posse e ao uso pleno dos mil quilómetros quadrados de superfície da reserva. A sentença não deixa qualquer margem a dúvidas: os não índios devem sair imediatamente da Raposa do Sol, assim como as empresas arrozeiras que durante anos invadiram o território e nele se instalaram abusivamente. Já em 2005 o presidente Lula havia decidido a entrega da reserva aos indígenas e a saída das empresas arrozeiras, mas as autoridades do Estado de Roraima, favoráveis aos arrozeiros, recorreram ao Supremo Tribunal por considerarem inconstitucional o decreto presidencial. Quatro anos depois o Supremo decide a questão e põe uma definitiva pedra sobre o assunto. Nem tudo, porém, são rosas neste idílico quadro. Afinal, a luta de classes, tão discutida em épocas relativamente recentes e que parecia haver sido condenada ao caixote do lixo da História, existe mesmo. Com esta visão unilateral que temos, nós, os europeus, dos problemas sociais da América Latino, tendemos a ver unanimidades onde elas não existem nem existiram nunca. Na Raposa do Sol, os índios endinheirados, que também lá os há, fizeram causa comum com os não índios e com as empresas arrozeiras. A festa foi dos outros, dos pobres.

Cá para baixo, na Cidade Maravilhosa, a do samba e do carnaval, a situação não está melhor. A ideia, agora, é rodear as favelas com um muro de cimento armado de três metros de altura. Tivemos o muro de Berlim, temos os muros da Palestina, agora os do Rio. Entretanto, o crime organizado campeia por toda a parte, as cumplicidades verticais e horizontais penetram nos aparelhos de Estado e na sociedade em geral. A corrupção parece imbatível. Que fazer?