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O governo de São Paulo visto por Búfalo

Numa das poucas brechas abertas pela mídia corporativa nosso candidato a governador do estado de São Paulo, o professor Paulo Bufalo  (50) tem a oportunidade de expor suas idéias. Boa leitura! publicado em 11/07/2010 às 20h29: PT e PSDB são “samba de uma nota só”, diz candidato do PSOL em...

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UM PRESIDENTE PARA HONDURAS

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo, política institucional | Posted on 03-11-2009

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Divulgamos entrevista de Carlos Reyes, possível candidato independente à presidência de Honduras, na qual ele fala da estratégia adotada na conjuntura atual pelos que querem a instauração de uma Assembléia Constituinte.

Entrevista de Carlos H. Reyes, candidato independente à Presidência de Honduras

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Internacional
Mario Casasús
Qua, 28 de outubro de 2009 22:33

Carlos Reyes

“A oligarquia deu o golpe de Estado para ficar, não para entregar o poder nas eleições”

Carlos Humberto Reyes Pineda é candidato independente à Presidência de Honduras, destacado líder sindical desde a greve de 1954 e acérrimo crítico do neoliberalismo. Em entrevista a teleSUR, justifica sua participação no processo eleitoral: “exigimos a restituição da ordem constitucional; do contrário, ir a eleições significaria legitimar o golpe de Estado”. Carlos H. Reyes sustenta, sem temor de equivocar-se: “O grupo oligárquico e os militares que organizaram o golpe de Estado não o deram para entregar o poder em 6 meses, senão que para ficar no poder e aprofundar o neoliberalismo e abortar definitivamente a Assembleia Constituinte. No fundo, isso é o que eles querem. A maioria do povo hondurenho não vai entrar no processo eleitoral se as coisas continuam assim. Nós sustentamos que a Resistência deve atuar em relação ao processo eleitoral exigindo a Assembleia Nacional Constituinte. Inclusive, pensando num futuro governo espúrio, instaurado pelas eleições, débil e com uma enorme crise econômica, social e política. Nós devemos ter nossa própria agenda”.

MC.- Como surge sua candidatura presidencial?

CR.- Eu sou candidato presidencial independente há uns meses, mas fundamentalmente sou alguém que esteve toda sua vida – desde a greve de 1954 – no movimento popular. A candidatura é uma questão conjuntural, em razão do que o país vive .

MC.- O Tribunal Supremo Eleitoral fez um requerimento sobre a permanência de vocês no processo eleitoral. Solicitaram esse trâmite inútil a todos os candidatos?

CR.- Em relação à reunião com esses senhores do Tribunal Eleitoral, eles estão muito interessados em que a candidatura independente participe. Inclusive inscreveram a candidatura antes do tempo previsto para fazê-lo. Nos comunicaram um dia, nas ruas de Tegucigalpa, quando andávamos numa manifestação contra o golpe de Estado. Aproximaram-se de mim uns 15 jornalistas, dizendo: “já sabe qual é a última? – te inscreveram, pela primeira vez aceitam uma candidatura independente à Presidência da República e queremos saber tuas reações”. Disse-lhes que era simples de explicar, que nós estamos lutando pelo regresso à ordem constitucional, a caminho de uma Assembleia Constituinte. Assim que, quando preenchi todos os requisitos, entendi o interesse do Tribunal Eleitoral e dos golpistas: legitimar-se com o processo eleitoral. Ontem nos chamaram do Tribunal Eleitoral para comunicar-nos que em 24 horas déssemos um sim ou um não, porque eles tinham que mandar imprimir as cédulas e nos dão a entender que não querem gastar à-toa. Respondemos que estamos interessados em participar, mas só com o retorno à ordem institucional, porque não podemos reclamar direitos constitucionais se não há um regime constitucional no país. Eu não sei se aos demais partidos e organizações lhes fizeram o mesmo requerimento.

MC.- A ditadura de Micheletti poderia perpetuar-se se fracassa de forma deliberada o processo eleitoral?

CR.- Nós insistimos, e disse isso – por telefone – ao Presidente da República Manuel Zelaya, que ninguém se engane, o grupo oligárquico e os militares que organizaram o golpe de Estado não o deram para entregar o poder em 6 meses, senão que para ficar no poder e aprofundar o neoliberalismo e abortar definitivamente a Assembleia Constituinte. Isso é o que eles querem no fundo. A maioria do povo hondurenho não vai entrar no processo eleitoral se as coisas continuam assim. Nós sustentamos que a Resistência deve atuar com relação ao processo eleitoral exigindo a Assembleia Nacional Constituinte e, inclusive, pensando num futuro governo espúrio, instaurado pelas eleições, débil e com uma enorme crise econômica, social e política. Nós devemos ter nossa própria agenda.

MC.- Como a candidatura independente abordará o processo eleitoral nulo?

CR.- Nós, como candidatura independente, não estamos em campanha eleitoral. Os únicos que, sim, fazem proselitismo são os 4 candidatos que respaldam o golpe de Estado e, como se fosse pouco, eles fazem uma contra-campanha sobre a candidatura independente, desinformam a população sobre nossos comunicados, mentem constantemente, manipulam tudo o que se refere à candidatura independente e à Unificação Democrática (UD). Definitivamente, o caso é muito grave. Por isso colocamos para o Tribunal Supremo Eleitoral que, nas condições do golpe de Estado e da repressão, não procede um processo eleitoral. A manipulação mediática contra nós é implacável, tenho dito que “a candidatura independente não iria às eleições nas condições de ditadura e que participaríamos quando regresse a ordem constitucional”. E a imprensa publica todo o contrário: “Carlos H. Reyes está decidido a participar no processo eleitoral” (sic). Recebo centenas de chamadas de gente confundida com relação às noticias equivocadas. Não é um jogo limpo, estamos frente a assassinos e mentirosos, frente a militares que torturam e violam, civis que descumprem todos os direitos humanos. Não podemos esperar nada favorável para nós no campo das comunicações. Os golpistas estão no poder para ficar, com a assessoria de israelenses, aplicando as táticas de Israel tanto na comunicação como na repressão seletiva.

MC.- Você sofreu a repressão por parte de corpos de segurança do Estado, a tal ponto que tem uma fratura no punho direito. Isso é parte de uma política ditatorial seletiva e sistemática?

CR.- Um mês antes do golpe de Estado, fiz uma denúncia ante o Comitê de Familiares de Detidos Desaparecidos em Honduras (COFADEH) e outras organizações defensoras dos direirtos humanos, porque uma pessoa vigiava minha casa. Quando, numa manhã, passei diante dele, ouvi-o dizer a outro individuo, apontando para mim: “se não cai fora, o agarramos”. No dia seguinte ao golpe de Estado, nos reprimiram e quase me matam a golpes. Desgraçadamente, sou um pouco mais alto que a média dos hondurenhos. Sou perseguido pela polícia que facilmente me localiza, Em 30 de junho, nos encurralaram e estavam praticamente nos massacrando nas aforas de Tegucigalpa. Diante das balas, a única alternativa foi pular de um muro de 5 metros de altura. Uns caíram bem. Eu, no momento de saltar, senti um tapa na orelha que me desequilibrou e caí mal, fraturando o punho. Nesse dia, foram 7 pessoas as que sofremos fraturas. Ademais de um professor assassinado e outras pessoas gravemente golpeadas. Apresentamos as denúncias correspondentes, mas de nada serviu.

MC.- Se aqui a ditadura não faz nada, entrou em contato com defensores de direitos humanos do estrangeiro?

CR.- Durante esses dias, não pude assistir às manifestações. Dediquei-me a receber uma série de jornalistas e pessoas que vêm de visita a Honduras. Antes participara com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA. Quando chegou a Tegucigalpa o Juiz Baltasar Garzón, reuni-me com ele. Todos levaram uma informação muito boa sobre as violações dos direitos humanos. Isso nos foi muito útil, creemos que pudemos convencê-los da justiça das nossas reclamações e de que aqui se estava enganando a comunidade internacional sobre o que realmente sucedia. A imprensa golpista disse que “a CIDH avalia que em Honduras não há milhares de mortos”. Nós nunca dissemos que são milhares; contamos e documentamos quantos são. Insisto: o que dizemos é que, fora os companheiros que morreram assassinados nas ruas – durante as manifestações pacíficas -, começaram os crimes seletivos contra os dirigentes.

MC.- Cogitou da ideia de sair do país numa campanha para denunciar os crimes de lesa humanidade da ditadura de Micheletti?

CR.- Temos vários companheiros que fazem o trabalho de denúncia no exterior e creemos que o fazem muito bem, apesar de nossas limitações. Nós não temos a experiência da Frente Farabundo Martí ou dos Sandinistas ou dos guatemaltecos. Eu não aceito sair do país para fazer denúncias. Não desconhecemos que a atual ditadura tem seus contatos na empresa privada e na imprensa corporativa.

MC.- Que leitura faz do fracasso do diálogo ante a proposta do ditador Micheletti no sentido que seja a Corte Suprema a responsável de estudar o retorno do Presidente Zelaya?

CR.- O assunto está em que, durante um momento, ambas comissões chegaram a um acordo para que a restituição passasse pelo Congresso, mas, frente a isso, apareceram os verdadeiros golpistas e pararam toda intenção de que a Mesa de Diálogo avançasse. Desse modo inventaram que a Corte Suprema de Justiça deveria fazer um informe de todos os antecedentes e opinar sobre a restituição. Tudo isso, como você dizia, Mário, é um processo dilatório. No principio isso se dirimia no nível mais alto – ONU, OEA e Washington. Chega um momento no qual a OEA põe um prazo de 72 horas e os golpistas não o cumprem. Soberbos, disseram “não”, negando-se a receber as comissões. Depois do vencimento do prazo, Hillary Clinton chama o Presidente Manuel Zelaya e lhe diz que busque um arranjo. Esquecendo-se de uma restituição incondicional, propõe Arias. O Presidente Zelaya aceita Oscar Arias como mediador. Logicamente, o Departamento de Estado buscava oxigenar a ditadura, para que se acomodasse bem. Que acontece? Se vem desse nível internacional e se transfere a um nível centro-americano. Já sabemos o que aconteceu na Costa Rica. E agora inventaram que o assunto deve se resolver em Honduras. Cada vez vai num nível mais baixo. E a OEA buscou a forma de safar-se. O que se necessita é que a Resistência continue nas ruas, que desconheça qualquer processo eleitoral que se realize sem a restituição do Presidente Zelaya e que a comunidade internacional pressione o máximo possível. Acreditamos que, dessa maneira, a ditadura se debilitaria. Agora se sentem acossados. A repressão que vivemos é fruto do desespero que têm. Vou dizer algo para você: desde o 28 de junho, sofremos um estado de sítio. Disseram que, ao derrogar o decreto, recuperaríamos nossas garantias, mas é um tecnicismo. Para legitimar o que já estava, tiraram-no. E continuamos na mesma, apareceram outros companheiros assassinados e a repressão continua nas ruas.

MC.- Por que é necessário convocar uma Assembleia Constituinte?

CR.- A Constituição vigente em Honduras foi feita em 1982. A Assembleia Constituinte funcionou de 1981 até janeiro de 1982. Estávamos no período da Guerra de Baixa Intensidade na América Central. O Embaixador da América do Norte em Tegucigalpa era John Dimitri Negroponte. Em Honduras, utilizaram 3 eixos para redigir a nova Constituição: “1.- É preciso vender Honduras, diziam os empresários; um deles era Miguel Facussé; 2.- É preciso reduzir o Estado a sua mínima expressão; o Estado não deve intervir na economia; o Estado é corrupto; e 3.- O Exército deve ser o garantidor da Constituição e não o povo”. Sobre esses 3 elementos funcionou a Constituição desde 1982. Quais são os resultados? O país está vendido, o Estado está reduzido a sua mínima expressão e os militares já deram um golpe de Estado. Antes dessa Constituição, os empresários e as transnacionais tinham um 40% da correlação do poder no país, o Estado outro 40% do poder e o povo um 20%. Hoje em dia, com 28 anos de vigência, os empresários têm um 75% do poder, o Estado agora tem o 20% e ao povo, que tinha 20%, agora lhe resta um 5% do poder. O Estado mesmo se viu diminuído em todos os sentidos. O perfil dos presidentes baixou, porque administram um Estado que não tem recursos. Preste atenção: antes de 1980 as rendas correntes do Estado eram de 25% do P.I.B. Hoje, é de 14% do P.I.B. Porque os empresários não pagam impostos. É um Estado diminuto. As rendas correntes dos países desenvolvidos são de 40% a 45% do P.I.B. São Estados poderosos. Inclusive, em tempos de crise, os Estados saem a resolver os problemas dos grandes monstros financeiros. E Honduras que não pode resolver os problemas dos remédios num hospital? Imagina você a redução do poder do povo de 20% para 5%. A Constituição de Honduras segue o modelo da Constituição de Pinochet, é produto da experiência chilena no neoliberalismo. Quando o Presidente Zelaya disse que perguntaria – com A Quarta Urna -, sobre a possibilidade de uma nova Assembleia Constituinte, nós o apoiamos. Não é com eleições que se vai resolver os problemas de Honduras. Somente tendo um marco jurídico que permita modificar as estruturas se poderá fazê-lo; do contrário, nunca funcionarão.

MC.- Finalmente, o único Artigo pétreo da nova Assembleia Constituinte sería o 3: “Ninguém deve obediência a um governo usurpador”?

CR.- Sim, imagino que é um Artigo que deve permanecer. Como você vê, que fizeram? Disseram: “não é golpe de Estado”. Assim podem organizar suas eleições. Nós afirmamos que,sim, é um golpe de Estado e o que cabe é a restituição da ordem constitucional; do contrário, ir a eleições significaria legitimar o golpe de Estado.

Publicado em El Clarín (Chile)

Fonte: Rebelión

Tradução: Sergio Granja

Declaração do Partido Socialista da América Central sobre a situação em Honduras

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 23-09-2009

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Divulgamos aqui o manifesto do Partido Socialista Centroamericano (PSOCA) sobre a nova conjuntura política em Honduras, após o retorno do presidente legítimo Manuel Zelaya.
O PSOCA convoca a resistência popular, uma greve geral e a instalação de um governo provisório sob o comando dos trabalhadores.
Boa leitura!

DECLARACION DEL PARTIDO SOCIALISTA CENTROAMERICANO (PSOCA)

ANTE EL REGRESO DE MANUEL ZELAYA:

¡¡ES HORA DE LA HUELGA GENERAL Y DEL LEVANTAMIENTO POPULAR CONTRA LOS GOLPISTAS!!

El presidente Manuel Zelaya se dirige a sus partidarios, en la embajada de Brasil en Tegucigalpa

Influenciado por las gigantescas movilizaciones de la resistencia el pasado 15 de septiembre, el Presidente Manuel Zelaya tomó la decisión audaz de romper el impasse al reaparecer en la embajada de Brasil en Tegucigalpa, desafiando a los golpistas.

Hacia una crisis revolucionaria

El retorno de Zelaya ha provocado un claro reavivamiento de las movilizaciones populares. Acosado, aislado nacional e internacionalmente, el gobierno de Roberto Micheletti ha respondido con el toque de queda y el estado de sitio, amenazando con una masacre de gran envergadura, con el objetivo de evitar el estallido de una insurrección popular.

Hasta el día de hoy, los golpistas se han aferrado obstinadamente al poder y no se atreven a discutir la reinstalación del presidente Manuel Zelaya en el gobierno, porque temen que ello sea el inicio de un desbordamiento popular que adquiriría irremediablemente una dinámica revolucionaria. Con el retorno del presidente Zelaya, se está produciendo un reagrupamiento del movimiento de masas contra los golpistas. La crisis política en Honduras tiende a transformarse en una crisis revolucionaria, en un enfrentamiento decisivo y abierto entre los dos bandos en pugna.

El peligro de las negociaciones políticas

A pesar que la Organización de Estados Americanos (OEA), el gobierno de los Estados Unidos y la llamada “comunidad internacional” ha promovido el tramposo Acuerdo de San José, estas negociaciones políticas han fracasado. Estamos llegando al punto de las grandes definiciones..

A pesar que las declaraciones del presidente Manuel Zelaya han sido conciliadoras, en el sentido de que ha regresado a Honduras para fomentar el dialogo y la reconciliación, los golpistas no dejan de empuñar los fusiles y de amenazar con tomar medidas de fuerza, que pueden incluir el asalto a la embajada de Brasil, la captura del presidente Manuel Zelaya y una sangrienta represión contra el movimiento de las masas en resistencia.

Precisamente ahora, cuando existe más firmeza y decisión revolucionaria de las masas en la perspectiva del derrocamiento revolucionario del gobierno golpista, la secretaria de Estado de los Estados Unidos, Hilary Clinton, declaró en New York que “ahora que el presidente Zelaya volvió, sería oportuno devolverle su puesto” y “seguir adelante con las elecciones previstas para noviembre, tener una transición pacífica de presidentes y devolver a Honduras el orden democrático y constitucional” (La Prensa 21/09/09)

El gobierno de los Estados Unidos está cambiando suavemente de posición porque observa con temor la dinámica revolucionaria de los acontecimientos, por ello comienza a hablar de elecciones pero bajo la reinstalación del presidente Zelaya.

¡Huelga general ya!

Ha llegado la hora de convocar a una Huelga General desde la base de los sindicatos y de los organismos del movimiento popular. Si no derrocamos a Micheletti de forma inmediata, los golpistas intentaran tomar la contraofensiva, aprensado a Zelaya y reprimiendo al movimiento de masas.

El Partido Socialista Centroamericano (PSOCA) llama a la Coordinadora Nacional de Resistencia Popular (CNRP), las centrales obreras y demás Federaciones sindicales a convocar un paro general en los sectores productivos (fábricas, oficinas recaudadoras de impuestos, puertos y centros de exportación de mercancías).

Llamamos a la toma de empresas bajo el control de los trabajadores.

Llamamos a los empleados públicos a tomarse los ministerios, entes y oficinas gubernamentales, hasta que caiga Micheletti.

Exhortamos a los trabajadores y jóvenes a luchar por la nacionalización de las empresas de todos los grupos económicos y de familias que promovieron el golpe de Estado.

También llamamos a los trabajadores y jóvenes a conformar comités de lucha popular en todas las fábricas, empresas y barrios, con el objetivo de impulsar la huelga general, hasta el levantamiento popular contra el gobierno de Micheletti.

Ante el peligro de una sangrienta represión, el Partido Socialista Centroamericano (PSOCA) llama a conformar milicias y piquetes de autodefensa en las fábricas, centros de trabajo, barrios, universidades y colegios de secundaria.

De igual manera, llamamos a los soldados a no obedecer las órdenes de sus superiores, a conformar comités de soldados para luchar contra el golpe de Estado, negándose a disparar o reprimir al pueblo, destituyendo a la alta oficialidad. También llamamos a los policías, a desobedecer las órdenes de sus superiores, a no reprimir al pueblo, a organizarse en sindicatos para luchar junto al pueblo por la defensa de sus derechos.

En ese mismo sentido, exhortamos a los trabajadores y a los sectores populares para que luchemos por la defensa de la libertad de movilización y de prensa. Como una medida de desmovilización, el gobierno ilegitimo de Micheletti ha decretado un estado de sitio que reprime la libertad de movilización, la libre organización y otros derechos contenidos en la Constitución.

Los militares han creado retenes en las carreteras para frenar las amplias movilizaciones que se desplazan desde los distintos puntos a nivel nacional. De igual forma, como lo hicieron el mismo día del golpe de Estado, han sacado del aire a los medios de comunicación que simpatizan con las luchas de la resistencia. En algunos casos, se le ha suspendido la energía eléctrica, se les ha destruido con sustancias químicas sus repetidores, se les ha sacado de los distintos sistemas de cable, y se han hecho allanamientos ilegales a sus instalaciones obligándolos a transmitir desde la clandestinidad.

El Partido Socialista Centroamericano (PSOCA) llama a los sectores en lucha que no acepten los acuerdos entre la burguesía, los sectores golpistas y los violadores de los derechos humanos. Cualquier negociación que realice el presidente Manuel Zelaya debe ser pública, y no debe poner en peligro la lucha por acabar con el gobierno espurio y obtener la restauración de las libertades democráticas.

Debemos exigir que se aplique todo el peso de la ley a los autores intelectuales y materiales del golpe de Estado. Digamos no a la amnistía. Los crimines no pueden quedar impunes, la muerte de nuestro mártires deben ser inflexiblemente sancionadas.

La CNRP y las centrales obreras deben constituirse en gobierno provisional

Frente a las pretensiones del gobierno de los Estados Unidos de conformar un gobierno de reconciliación y de dialogo nacional, sintetizado en el acuerdo propuesto por el mediador Oscar Arias, integrado por funcionarios golpistas y el presidente Manuel Zelaya, debemos hacer valer nuestra propia propuesta de la clase trabajadora.

El corazón, alma y nervio de la resistencia contra los golpistas está constituido por la CNRP, las centrales obreras, las organizaciones del movimiento popular y la izquierda.

El Partido Socialista Centroamericano (PSOCA) llama a la CNRP, colegios magisteriales centrales obreras y resto de las organizaciones populares a postularse como una alternativa de poder, convocando a la huelga general, única camino para derrotar a los golpistas, es decir, convirtiéndose en un gobierno provisional revolucionario ante la inminente caída de Micheletti.

Solo un gobierno nacido de las masas populares puede convocar a una Asamblea Nacional Constituyente y reorganizar Honduras en beneficio de los más pobres

¡¡ABAJO EL GOBIERNO DE MICHELETTI!!

¡¡QUE LA CNRP, LAS CENTRALES SINDICALES, COLEGIOS MAGISTERIALES Y EL MOVIMIENTO POPULAR TOMEN EL PODER Y CONVOQUEN A UNA ASAMBLEA NACIONAL CONSTITUYENTE!!

Centroamérica, 21 de Septiembre del 2009

Secretariado Ejecutivo Centroamericano (SECA)

Partido Socialista Centroamericano (PSOCA)

Fonte: www.elsoca.org

HONDURAS.- ¡¡Ante el regreso de Manuel Zelaya, es hora de la Huelga General y del Levantamiento Popular contra los golpistas!! PDF Imprimir E-mail
Lunes, 21 de Septiembre de 2009 22:11

psoca honduras

ZELAYA VOLTOU

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 22-09-2009

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zelaya voltou embaixada brasil

O presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, voltou a seu país e está “hospedado” em nossa embaixada. A entrada clandestina no país e o abrigo na embaixada do país “da moda”, que é gerido pelo “o cara”, às vésperas da assembléia geral da ONU foi de fato um golpe de mestre. Lula abrirá a assembléia e constrangerá a todos para que se posicionem a respeito desse novo fato político.

Quando todos já haviam se “acostumado” com o golpe, lá vem o tema à tona, num momento extremamente estratégico. Internacionalmente a coisa muda de figura. Dentro de Honduras então a luta de resistência entra em nova fase, os golpistas endurecerão ainda mais, mas a resistência ganha um novo impulso, frente a possibilidade imediata de reconduzir Zelaya ao poder.

Para aqueles que acham que o Lula é um esquerdista lacaio do Chavez, eu diria: “ele só está defendendo a democracia, a mesma que “defende” em Honduras, e que os EUA “defendem” em Bagdá.”

Para aqueles que acham que o Lula é um neoliberal do mesmo saco que o Serra, eu diria: “veja bem, a aliança que estabeleceu com presidentes como Hugo Chavez, Evo Morales e Rafael Correa jamais seria urdida por um psdbista.”

Abaixo o golpismo em Honduras!

ZELAYA VAI VOLTAR PARA HONDURAS

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 24-07-2009

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Após o fracasso da terceira tentativa de retorno pacífico ao poder de Honduras, o presidente eleito Zelaya, ontem,  se diregiu à fronteira de  seu país, para planejar a sua volta. Vai escoltado por guerrilheiros nicaraguenses, jornalistas de todo o mundo e diplomatas venezuelanos. Os golpistas ampliam as medidas repressivas na fronteira do país, e a insurreição interna é grande: desde os professores até setores de policiais estão em greve. Acabou o amor, Honduras vai virar um inferno. Fora golpistas da América Latina!

apoyadores a zelaya

Partió Zelaya a la frontera con Honduras, golpistas imponen toque de queda en las fronteras

Por: VKE Mundial, ABN, Agencias
Fecha de publicación: 23/07/09

23 de julio 2009. – El presidente hondureño, Manuel Zelaya, expulsado de su país tras un golpe de Estado ocurrido el pasado 28 de junio, salió hoy desde la embajada de Honduras en Managua hacia Estelí, 149 kilómetros al norte de la capital nicaragüense, de donde mañana viajará a la frontera hondureña para preparar el retorno a su país.

La salida de Zelaya de la sede diplomática rumbo al norte de Nicaragua se produjo a las 4:15 pm hora local (5:45 pm en Venezuela), en una caravana de automóviles en la que viajan periodistas que cubren el recorrido del mandatario derrocado.

Simultáneamente, el gobierno golpista hondureño anunció esta tarde que se iniciará un toque de queda en las zonas fronterizas este jueves a partir de las 6:00 de la tarde y culminará a las 6:00 de la mañana. En el resto del país continuará de la medianoche a 4:30 a.m. Dicha prohibición al tránsito nocturno de personas y vehículos, se espera que se mantendrá en el país “de conformidad como vayan los sucesos”, y argumentó que busca “resguardar” a la población.

Previamente, en una rueda de prensa, el presidente Zelaya aseveró que, tras lo que consideró “el fracaso” de la mediación adelantada por el mandatario costarricense, Oscar Arias, el pueblo hondureño necesita su retorno al país centroamericano. La rueda de prensa se efectó en la sede de la Embajada de Honduras en Managua, Nicaragua, desde donde partirá hacia la frontera con su nación, acompañado de una caravana para intentar ingresar.

Zelaya consideró que su regreso devolverá la calma a la sociedad civil y permitirá el retorno de la democracia en su país.

Este miércoles, el presidente golpista hondureño, Roberto Micheletti, rechazó el plan de Arias, el cual proponía el adelanto de las elecciones para el mes de octubre, así como la creación de un Gobierno de unidad nacional, liderado por el presidente legítimo y constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, hasta el 2010.

Zelaya fue secuestrado y expulsado de su país violentamente por los militares el pasado 28 de junio en la asonada militar y desde ese momento el Gobierno de facto ha reprimido a los manifestantes que se encuentran en las calles hondureñas exigiendo el retorno de la democracia.

Golpe militar em Honduras

Posted by edutiao | Posted in Imperialismo | Posted on 28-06-2009

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Desde o dia de ontem, 27 de junho de 2009, forças militares ocupam Tegucigalpa, capital de Honduras. Um comando de 200 militares invadiu a Casa Presidencial nas primeiras horas do dia de hoje, sequestrando a família de Manuel Zelaya. O presidente Zelaya foi levado à Costa Rica, onde permanece, aparentemente, sob “hospitalidade” costarriquenha. Sua família foi colocada em “local seguro”. Outros membros do poder executivo, ministros, hondurenho sofreram ataques e foram também sequestrados. A Chanceler Patricia Rodas, e os embaixadores da Venezuela, Cuba e Nicaragua foram sequestrados, golpeados e ameaçados de fuzilamento por efetivos militares que atuam encapuzados. Poucas horas atrás os embaixadores foram libertados, mas a Chanceler foi levada auma base aérea militar não identificada.20090628elpepuint_9

A tentativa de golpe que se orquestra neste momento é uma reação à proposta de referendo sobre uma reforma constitucional, encampada pelo presidente Manuel Zelaya, e apoiada por 400.000 assinaturas, que seria levada a cabo de maneira independente nos decorrer das eleições nacionais – prefeitos, governadores e presidente – que ocorreriam neste domingo. As instituições da Justiça, do Senado, além da Igreja e da cúpula Militar, haviam se posicionado, nesta semana, contra a consulta popular, apesar do grande apoio que a proposta tem entre a população. O referendo tinha o objetivo de consultar a população sobre a proposta de reforma constitucional a ser levada a cabo no próximo ano.

Neste momento a população de Tegucigalpa se concentra em frente à Casa Presidencial exigindo o retorno do presidente. O referendo foi levado adiante pela população, que estabeleceu as urnas na cidade e recolhe assinaturas neste momento, apesar do cerco militar.

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Mais informações:

Imagens:

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http://www.elpais.com/fotogaleria/Golpe/militar/Honduras/6580-1/elpgal/

Imprensa:

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