Informe:

Primeiro programa eleitoral do Baltazar 50051

Publicamos hoje o primeiro programa eleitoral do candidato a deputado estadual, pelo PSOL, Baltazar 50051. Nessa primeira edição Baltazar fala sobre transporte público, escolas públicas e cultura popular. Assista, comente, divulgue e faça sugestões para a pauta dos próximos programas. www.outubrovermelho.com.br...

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Todas e Todos ao 1º de maio na Praça da Sé

Posted by Editorial do Outubro | Posted in O povo sai as ruas, movimento sindical | Posted on 30-04-2010

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A  Intersindical, as Pastorais Sociais, a Conlutas e mais um conjunto de entidades e os partidos de esquerda – PSOL – PCB e PSTU – organizam o ato de 1º de maio na Praça da Sé. O ato está previsto para começar às 10 horas, após a missa do trabalhador na Catedral de São Paulo.

O 1º de maio na Praça da Sé tem se notabilizado como um ato independente, classista, organizado com recursos próprios, sem o patrocínio do governo e de empresas. Tem sido o contraponto aos megashows, sorteios de casas e de carros feito por outras centrais sindicais que distorcem o caráter do 1º de maio, que maculam seu sentido histórico de um dia de luta e resistência da classe trabalhadora em todo o mundo.

O 1º de maio da Praça da Sé celebra a rica história de luta dos trabalhadores e trabalhadoras, leva as reivindicações imediatas e históricas da nossa classe e não abre mão de manter uma organização independente sem dinheiro dos patrões e do governo para tutelar nossas ações.

O PSol convoca toda sua militância para estar presente no 1º de maio. Nosso pré-candidato Plínio de Arruda Sampaio estará presente, assim como nossos deputados, Ivan Valente, Raul Marcelo e Carlos Giannazi. Nossos ativistas sindicais estão juntos na organização desta atividade, contribuindo para manter o 1º de maio de luta como referência para a classe trabalhadora.

É fundamental também fortalecer essa convocatória, convidar os amigos e ativistas de seu local de trabalho, estudo e moradia, ajudar a preparar a presença do PSol no ato com faixas, bandeiras e cartazes.

O PSol estará presente também nos atos regionais de 1º de maio, como na cidade de Campinas. Outras cidades do interior do Estado também farão atos locais com o mesmo caráter do ato na Praça da Sé, o PSol estará presente nestes atos.

Todas e todos ao 1º de maio na Praça da Sé.

Leia abaixo a íntegra do texto do panfleto impresso e as entidades que assinam a convocatória do 1º de maio de luta na Praça da Sé.

1º de Maio não é dia de festas, showmícios ou sorteios, 1º de Maio é dia de luta e luto ! Luto porque em 1886 milhares de trabalhadores saíram às ruas de Chicago nos EUA por melhores condições de trabalho, dentre elas a redução da jornada para 8 horas. Foi uma grande greve geral violentamente reprimida com várias prisões, dentre estas a de cinco sindicalistas que foram condenados à morte, estes ficaram conhecidos como os mártires de Chicago; sendo assim, o 1º de Maio é o dia dedicado a todos aqueles que tombaram lutando e também é a data onde os trabalhadores do mundo todo (menos nos EUA) saem às ruas por direitos e conquistas.

Ao invés de organizar as lutas dos trabalhadores, algumas centrais sindicais no Brasil, como a Força Sindical e a CUT, realizam neste 1º de Maio showmícios financiados pelas mesmas empresas e governos que atacam nossos direitos. Para nós o 1º de Maio é dia de lutar contra o capitalismo, denunciando as grandes empresas, os Estados e seus governos; e reafirmar a luta cotidiana para transformar a sociedade e continuar buscando a construção de uma sociedade justa e igualitária, a sociedade socialista.

A situação da maioria do povo brasileiro continua muito difícil, milhões de trabalhadores estão desempregados ou vivendo de bicos. Mesmo os empregados na maioria das vezes não recebem o suficiente para viver dignamente. Muitos vivem em moradias precárias e os serviços públicos estão completamente abandonados, a educação, a saúde, o transporte, a infra-estrutura. A violência e a falta de perspectiva da juventude preocupam e os recursos naturais estão sendo destruídos pela ganância do capital.

No Brasil, apesar dos discursos bonitos os governantes não investem nas políticas públicas, prejudicando os mais pobres. Ao invés de atender as reivindicações populares, o Estado criminaliza a pobreza e os movimentos sociais que lutam por vida digna.

Em São Paulo, Serra e Kassab não tem a menor preocupação social. Exemplo disso na cidade foi o que aconteceu com as áreas atingidas pelas enchentes (como o Jd. Pantanal na zona leste) e a política de expulsão da população em situação de rua das áreas centrais. No estado gastam-se milhões para iludir o povo dizendo que tudo está melhor, mas quem depende da saúde e do transporte público sabe o caos em que eles se encontram, além disso, na educação os professores tiveram que recorrer à greve para defender uma escola pública de qualidade.

Lula continua adotando a política do “para o capital tudo, para o social migalhas”. Os bancos nunca lucraram tanto enquanto isso suas reformas atacam direitos trabalhistas e previdenciários. Apesar de ter sido eleito com a esperança de mudar a realidade social e econômica da classe trabalhadora, ele se limita a utilizar as “bolsa isso, bolsa aquilo”, explorando a miséria popular.

Não podemos esquecer a dimensão internacionalista do 1º de Maio, somos solidários com o povo irmão do Haiti que sofreu com o terremoto, mas que continua sofrendo cotidianamente com a ocupação militar estrangeira (inclusive brasileira). Sem contar a ação imperialista dos EUA que se faz presente pelo mundo inteiro, de modo muito evidente no Haiti e no Oriente Médio, em particular na Palestina, no Iraque e no Afeganistão.

Por tudo isso é que o 1º de Maio de Luta é na Sé !

Fórum das Pastorais Sociais e CEBS da Arquidiocese de São Paulo – INTERSINDICAL – CONLUTAS – MTST – ANEL – CONTRAPONTO – MUST – SEFRAS – Padres Oblatos de Maria Imaculada – Casa da Solidariedade – Fórum dos Trabalhadores Desempregados – Tribunal Popular – Fórum Popular de Saúde – Espaço Cultural Carlos Marighela – Instituto Zequinha Barreto – Circulo Palmarino – PCB – PSTU – PSOL

TERRA LIVRE-SP: 100 famílias ocupam terreno na

Posted by Baltazar | Posted in Criminalização do Movimento, O povo sai as ruas | Posted on 22-04-2010

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Ao contrário do jornal da família Frias ou Mesquita, que apóiam a repressão policial contra o povo que luta, o site outubrovermelho corre junto com os movimentos sociais. Divulgando a ocupação das famílias vítimas da enchente no Pantanal, nos solidarizando em ondas virtuais e presencial. Aproveitando para denunciar também a ação policial contra aqueles que lutam.

TERRA LIVRE-SP: 100 famílias ocupam terreno na

Zona Leste de São Paulo


Na luta, na luta, nós vamos resistir

Na luta, na luta, nós vamos resistir

Pela nossa casa, pela moradia

Pela Terra Livre, lutaremos todo dia!

Na madrugada de 17 para 18 de Abril de 2010, cerca de 100 famílias organizadas no TERRA LIVRE – movimento popular do campo e da cidade, ocuparam um terreno na Zona Leste de São Paulo. Esta é uma ação organizada pelas vítimas das enchentes de dezembro de 2009 e janeiro de 2010, causadas pelo governo estadual ao realizar o fechamento das comportas da barragem da Penha.

Queremos denunciar à toda sociedade que as enchentes não são uma catástrofe natural, mas o manejo das comportas das barragens do rio Tietê, numa política planejada do governo e da prefeitura para facilitar a retirada de famílias para a construção do Parque Linear Várzeas do Tietê.

Não é admissível a política atual de retirar as famílias de seus lares para que as mesmas famílias paguem para morar o resto de suas vidas. Ou que em troca recebam uma bolsa-aluguel de R$ 300 por seis meses. Reivindicamos do governo estadual e da prefeitura uma real política de habitação, em que as famílias que perderam suas casas recebam outra no lugar.

Fazemos um chamado às pessoas e entidades comprometidas com as lutas populares. Precisamos de apoio material e político em mais esta luta. Nós, trabalhadores e trabalhadoras atingidos pelas enchentes não deixaremos nossa situação cair no esquecimento. Lutaremos até o fim por uma moradia digna e por uma sociedade mais justa e igualitária.

Aqui estão as famílias vítimas das enchentes do governo Serra, que perderam tudo menos a coragem de lutar!

Uma casa por outra!

Queremos moradia digna!

Reforma Urbana Já!

TERRA LIVRE – SP: URGENTE!
Repressão da PM impede entrada de comida no acampamento
O mesmo governo que provoca enchentes e derruba casas, agora impede a entrada de alimento
INFORME n° 02 – 20.04.2010

Desde ontem [19.04.2010] a PM vem reprimindo as famílias, vítimas das enchentes, que ocuparam um terreno na Vila Curuçá, Zona Leste de São Paulo. A Polícia Militar vem tem adotado o método de tortura pscológica, revistando e constrangendo todas as pessoas que entram na ocupação e está impedindo a entrada de todo e qualquer alimento, inclusive para as crianças.
Neste momento a solidariedade é importante e necessária. Pedimos o apoio material, político e sobretudo jurídico. Nestge momento (09h55), a PM está multando e apreendendo todos os carros estacionados em frente ao acampamento.
O mesmo governo que fecha as comportas das barragens, inundando propositalmente a população, que derruba casas sem entregar novas casas no lugar, agora reprime quem não aceita ficar calado, e faz até mesmo as crianças passarem fome!
Desde domingo os moradores estão zelando pelo terreno, que estava cheio de lixo. As crianças iniciaram uma horta, cuidando com carinho de seu novo lar, um espaço onde podem brincar e crescer sem o risco do governo inundar suas casas. Infelizmente ainda não houve tempo para que a horta produza a alimentação necessária para as crianças. Portanto é inadmissível que a PM, sob o comando do governo, continue a impedir entrada de comida.
O PODER PÚBLICO, QUE DEVERIA GARANTIR O DIREITO A VIDA, JÁ RETIROU A MORADIA DAS FAMÍLIAS E AGORA ESTA IMPEDINDO O DIREITO FUNDAMENTAL À ALIMENTAÇÃO:
JOSÉ SERRA, GILBERTO KASSAB e agora ALBERTO GOLDMAN (novo governador) estão praticando TERRORISMO DE ESTADO!

Aqui estão as famílias vítimas das enchentes do governo Serra, que perderam tudo menos a coragem de lutar!

– Uma casa por outra!
– Minha casa é minha luta!
– Reforma Urbana Já!

TERRA LIVRE – movimento popular do campo e da cidade

Regional São Paulo

www.terralivre.org

secretaria@terralivre.org

11-7379 8860 – Vagner

11-7362 2841 – Zélia

11-7487 2925 – Marcio

Don Tomás também é Plínio

Posted by Editorial do Outubro | Posted in política institucional, reforma agrária | Posted on 11-12-2009

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Junto com os militantes do outbrovermelho, muitos outros estão aderindo a pré-candidatura de Plínio Arruda Sampaio para presidente do país. Desta vez quem se manifestou foi Don Tomás Balduíno.

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De passagem por São Paulo na noite desta quarta-feira, 9, Dom Tomás Balduíno, uma das mais reconhecidas lideranças da igreja católica no Brasil aliadas dos movimentos sociais e populares, reforçou sua manifestação de apoio à pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio.

Perguntado sobre o que lhe vinha ao coração ao comentar a pré-candidatura, Dom Tomás respondeu: “Com uma [pré-]candidatura  do Plínio a gente sai da perspectiva eleitoreira e de uma estrutura fechada dos partidos, como acontece toda a vida. No caso do Plínio, é diferente, é uma nova proposta. É o Brasil que nós queremos. Pode até não ser vitorioso, mas é verdadeiro, é um brasileiro, é o que está na nossa esperança e na esperança dos povos. Dos indígenas, dos negros, das mulheres, dos camponeses todos, dos sucessores de Antônio Conselheiro, de Zumbi, de Sepé-Tiaraju. E isso é o que nós precisamos, toda a vida. Então, na eleição, nós precisamos disso.”

O bispo emérito de Goiás Velho, fundador da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), foi um dos primeiros signatários do manifesto político de lançamento da pré-candidatura Plínio à Presidência da República pelo PSOL em 2010. Para os apoiadores da pré-candidatura, o apoio de Dom Tomás é uma demonstração de que Plínio é o nome que pode unificar o PSOL em uma ampla aliança com os movimentos sociais combativos, a esquerda católica, os partidos que em 2006 compuseram a Frente de Esquerda e as organizações da classe trabalhadora e da juventude, em defesa de um projeto socialista para o Brasil.

RELATÓRIO DE DIREITOS HUMANOS 2009

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento, Imperialismo, Movimento Negro, crise econômica, política institucional, reforma agrária | Posted on 09-12-2009

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Divulgamos hoje o lançamento da décima edição do relatório anual de direitos humanos organizado pela Rede Social de Justiça e Direitos Humanos. Importantes militantes e pensadores participam dessa edição debatendo temas como a violência no campo, o genocídio no Rio de Janeiro e os campos de concetração paulistas.

Vale a pena conferir.

joão Ripper_trabalho infantil vs direitos humanos

Relatório faz balanço sobre direitos humanos no Brasil nos últimos 10 anos

A publicação será lançada nesta quarta-feira, 9 de dezembro, em São Paulo

Resultado do trabalho de pesquisa de 26 organizações ligadas à defesa dos direitos humanos, o Relatório Direitos Humanos no Brasil 2009 é organizado pela Rede Social de Justiça e Direitos Humanos e traz um panorama sobre as violações de direitos humanos no Brasil na última década. O lançamento acontece no dia 9 de dezembro, a partir das 18h, no Sesc Avenida Paulista, em São Paulo , com uma homenagem às 117 entidades que têm contribuído com esse trabalho ao longo dos últimos 10 anos.

Estão confirmadas as participações de dom Tomás Balduíno, da Comissão Pastoral da Terra, João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, João Xerri, do Grupo Solidário São Domingos, as atrizes Letícia Sabatella e Dira Paes, do Movimento Humanos Direitos, Carlita da Costa, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cosmópolis, e Josilene Brandão, da Coordenação Nacional das Associações Quilombolas.

O primeiro capítulo, intitulado “Direitos Humanos no Meio Rural”, contém dados sobre a violência no campo e um balanço sobre a política agrária no Governo Lula. Também trata do agronegócio e sua ligação com a violação dos direitos humanos, além de trazer uma análise sobre o trabalho escravo no país, a situação dos atingidos por barragens, das comunidades quuilombolas no Brasil, as violências contra os povos indígenas, entre outras informações.

A segunda parte tem como tema “Direitos Humanos no Meio Urbano”. Os textos abordam problemas como a segurança pública e a violência no estado do Rio de Janeiro, uma análise sobre os últimos 10 anos do sistema prisional no Brasil, as violações contra crianças e adolescentes, e dados sobre moradia no país.

O relatório enfoca, em seu terceiro capítulo, dados sobre o direito à educação e o direito ao trabalho; a desigualdade social; a dimensão da mortalidade materna no Brasil; e a situação da saúde nesse período.

As políticas internacionais e os direitos humanos são os destaques do último capítulo do Relatório Direitos Humanos no Brasil 2009. Estão ali análises sobre o clima; sobre migração; uma análise acerca do conceito de pobreza difundido pelo Banco Mundial; e sobre a militarização na América Latina.  

Com prefácio da Subprocuradora-Geral da República, Ela Wiecko, fotos de João Ripper, e organizada pelas jornalistas Evanize Sydow e Maria Luisa Mendonça, a obra é publicada em português e inglês, e composta por artigos de:

- Ana Esther Ceceña – Diretora do Observatório Latino-americano de Geopolítica no Instituto de Pesquisas Econômicas, Universidade Nacional Autônoma do México

- Antonio Canuto – Secretário da Coordenação Nacional da CPT

- Ariovaldo Umbelino de Oliveira – Professor Titular Geografia Agrária – FFLCH – USP

- Beatriz Galli – membro do CLADEM Brasil, Comitê Latino Americano e do Caribe pelos Direitos da Mulher, assessora de direitos humanos do Ipas Brasil

- Clemente Ganz Lúcio – Sociólogo, Diretor Técnico do DIEESE, membro do CDES – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, do Observatório da Equidade e do Conselho de Administração do CGEE – Centro de Gestão e Estudos Estratégicos
- Felipe Rangel de Souza Machado – Professor-pesquisador da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fundação Oswaldo Cruz (EPSJV/Fiocruz)

- Francisco Adjacy – Sociólogo e membro do grupo de pesquisa Observatório das Nacionalidades

- Guilherme C. Delgado – Pesquisador do IPEA (aposentado), Doutor em Economia pela Universidade de Campinas e Profesor Visitante da Universidade Federal de Uberlândia, MG, membro do Conselho Consultivo da Rede Social

- Humberto Miranda – Membro do Grupo de Trabalho Hegemonias e Emancipações da CLACSO. Integrante do Observatório Latino-americano de Geopolítica

- Jailson de Souza e Silva – Professor da Universidade Federal Fluminense; Fundador do Observatório de Favelas do Rio de Janeiro e Secretário Municipal de Educação de Nova Iguaçu – RJ

- José de Jesus Filho - missionário oblato de Maria Imaculada e Assessor Jurídico da Pastoral Carcerária Nacional

- José Juliano de Carvalho Filho – economista, Professor da FEA-USP e Diretor da ABRA (Associação Brasileira de Reforma Agrária), membro do Conselho Consultivo da Rede Social

- Kenarik Boujikian Felippe - juíza de direito da 16ª Vara Criminal de São Paulo, co-fundadora, ex-presidente e secretária do conselho executivo da Associação Juízes para a democracia, membro do Conselho Consultivo da Rede Social

- Luiz Bassegio e Luciane Udovic – Coordenação Continental do Grito dos Excluídos

- Luis Fernando Novoa Garzon – membro da Rede Brasil sobre IFMs e da REBRIP. É professor da Universidade Federal de Rondônia-UNIR
- Maria Helena Zamora – Professora doutora da PUC-Rio
- Maria Luisa Mendonça – coordenadora da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, cursa o doutorado em Geografia na Universidade de São Paulo (USP)

- Mariana Fix - arquiteta e urbanista formada pela FAU-USP, mestre em sociologia pela FFLCH-USP e doutoranda no Instituto de Economia da UNICAMP

- Mariângela Graciano - coordenadora do Observatório da Educação da Ação Educativa

- Mônica Dias Martins - professora da Universidade Estadual do Ceará, coordenadora do Observatório das Nacionalidades e editora da revista Tensões Mundiais, membro do Conselho Consultivo da Rede Social

- Patrícia Lino Costa – Economista e assessora da Direção Técnica do DIEESE

- Pedro Fiori Arantes - arquiteto e urbanista, mestre e doutorando pela FAU-USP. É coordenador da Usina, assessoria técnica de movimentos populares em políticas urbanas e habitacionais, e assessor do curso “Realidade Brasileira”, da via Campesina

- Ricardo Resende Figueira – Presidente do Conselho Deliberativo da Rede Social, padre e antropólogo, professor da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Coordenador do Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo do Núcleo de Políticas Públicas em Direitos Humanos da mesma Universidade

- Roberto Malvezzi – Membro da Coordenação Nacional da CPT e membro da FIAN Brasil

- Rogério Tomaz Jr - jornalista, integrante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

- Rosane Lacerda – Advogada, especialista em direitos indígenas e Professora Assistente de Direito Público do Curso de Direito do Campus Jataí da Universidade Federal de Goiás (UFG)

- Sandro Silva – professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Espírito Santo e doutorando em Antropologia no Programa de Pós Graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense

- Sérgio Dialetachi – consultor para energia e mudanças climáticas da Fundação Heinrich Böll

- Sérgio Haddad - coordenador geral da Ação Educativa

Lançamento “Relatório Direitos Humanos no Brasil 2009
9 de dezembro, a partir de 18h.
Sesc Avenida Paulista – Av. Paulista, 119, Paraíso, São Paulo

GREVE DE ESTUDANTES NA USF DE ITATIBA

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Educação, política institucional | Posted on 02-12-2009

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Divulgamos hoje informe sobre greve estudantil na Universidade São Francisco de Itatiba, motivada por sucessivas demissões de professores e precarização do ensino. Toda força ao movimento!

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Olá irmãos e companheiros de luta

Meu nome é Alex e sou estudante universitário do 8º semestre de psicologia da Universidade São Francisco – campus Itatiba.

O que gostaria de expor hoje a vocês é minha indignação sobre o que a USF está fazendo e que todos precisam saber para poderem lutar contra isso também.

Na ultima sexta-feira, dia 27 de dezembro, uma de nossas professoras, pouco antes de entrar em sala de aula para supervisionar um grupo de estudantes, foi demitida. A mesma chegou na sala e avisou estes estudantes que havia acabado de ser demitida. Chocados com essa noticia esses estudantes puseram-se a avisar todos os demais estudantes de psicologia e todos paralisamos nossas atividades. Não obstante a isso ficamos sabendo posteriormente que outro professor também havia sido dispensado da mesma forma.

Esta paralisação não ocorre somente por este fato isolado. Este foi a ponta do estopim de diversas coisas que estão acontecendo na universidade e todos fomos engolindo e digerindo com dificuldade. No semestre passado vários de nossos professores foram mandados embora e o motivo alegado pela universidade foi corte de gastos. Houve a contratação de novos professores, que estão recebendo menos que os que foram demitidos, o que é óbvio, porém a qualidade, assim como o salário deles, também diminuiu. Não por desmérito aos professores que adentraram, mas por conta da experiência daqueles que saíram tinham nas matérias de supervisão, que requer, como a maioria concorda, uma certa experiência profissional. Essas demissões foram feitas as escuras de todos os universitários, pois foram feitas bem no período de férias. Após esse ocorrido um grupo de estudantes teve uma conversa com a coordenação que “prometeu” que não haveria mais demissões por esse motivo, o que não foi cumprido.

Na sexta-feira saímos das salas e em marcha fomos até a central de coordenação de cursos para manifestar nossa profunda insatisfação com a administração. Com muitos gritos de ordem, todos os estudantes de psicologia do campus, mostraram sua indignação pelos fatos ocorridos. A coordenação recebeu uma representação dos universitários, do centro acadêmico de humanas, e marcaram para segunda-feira, dia 30 de novembro, uma reunião-assembleia com os universitários. Como nossa insatisfação era profunda e sabíamos que não foram somente nossos professores que haviam sido demitidos, mas vários outros de outros cursos também, resolvemos fazer nossa manifestação ir mais longe e adentramos o prédio de administração e engenharia com gritos como: “Patifaria”, “não é mole não a USF ta matando a Educação” e “sai da sala”. Lembrando que adentramos os prédios e não as salas, pois passávamos explicando o ocorrido em todas elas e não invadindo.

No sábado fizemos a mesma coisa. Adentramos os prédios com nossos gritos e apitos.

Ontem, segunda-feira, ocorreu a reunião-assembleia no salão nobre da faculdade. Estavam presentes o pró-reitor acadêmico, o diretor do campus e a coordenadora do curso de psicologia. Também estava presente o presidente a UEE de São Paulo, que veio nos apoiar, valeu pela força companheiro! O salão estava cheio, a maioria dos universitários eram da psicologia, mas tivemos companheiros da engenharia, administração e arquitetura conosco. Foi elaborada uma pauta que focava o seguinte: critérios de admissão e demissão dos docentes; plano de investimentos da universidade; planilha de gastos da faculdade; organograma da universidade. O pró-reitor explicou muita coisa, mas não convenceu, pois de todas as explicações que havia dado dos critérios de demissão, nossos professores não se encaixavam em nenhum. Quando falado que a universidade passava por uma crise, pedimos imediatamente a abertura das contas da universidade e como sempre a responsabilidade foi transmitida para a mantenedora, uma entidade filantrópica, a Província da Imaculada Conceição do Brasil (Franciscanos), e não nos atenderam nesse sentido. Depois de muito falatório sem explicação plausível foi feita uma colocação por parte de um universitário que nos chamou muita atenção: os professores demitidos na semana passada estavam sendo eleitos para a presidência do sindicato. E o exposto pelo pró-reitor é que não havia nada contra isso, e que a administração gestora das demissões viu que era o melhor momento para demiti-los era aquele. Mas uma pergunta ficou entalada: Porque aquele era o melhor momento? Porque no final do semestre letivo, faltando 15 dias para o fim das atividades curriculares? Será que não tem nada a ver com o sindicato mesmo?

Penso que a universidade imaginou que iríamos engolir isso a seco novamente! Que iríamos deixar passar por causa da época de provas! MAS NÃO ENGOLIMOS E NÃO VAMOS ENGOLIR!

Chega de fazer as coisas nas escuras SENHORES! QUEREMOS TRANSPARENCIA NAS ATITUDES DE VOCÊS! PARA ONDE ESTÁ INDO O DINHEIRO? POIS OS EQUIPAMENTOS ELETRONICOS, INSTALAÇÕES, PRÉDIOS, ESTÃO TODOS DEIXANDO A DESEJAR! NÃO HÁ EQUIPAMENTO SUFICIENTE, OS PRÉDIOS PRECISAM DE REFORMA!

CHEGA DE SUCATEAR A EDUCAÇÃO USF! TEMOS DIREITOS E VAMOS EXIGI-LOS!

ESTAMOS EM GREVE E VAMOS CONTINUAR ATÉ SERMOS OUVIDOS COMO MERECEMOS E NOSSAS REINVIDICAÇÕES FOREM ATENDIDAS!!!!

HOJE VAMOS NOS MOVIMENTAR EM FRENTE AO PRÉDIO DA COORDENAÇÃO NOVAMENTE!!!!!!!!!!!!!!!
“Não aborte os seus ideais no ventre da covardia, vá a luta empunhando a verdade, pois a liberdade não é utopia” Alex S. D.

TUMA E MALUF OCULTADORES DE CADÁVERES

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento, Imperialismo, política institucional | Posted on 27-11-2009

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Tuma e Maluf estão sendo processados por “ocultação de cadáver” nos cemitérios de Perus e Vila Formosa, um era o chefão do DOPS, outro era o prefeito nomeado pelos militares. Com eles também estão no processo os ex-chefes dos serviços funerários municipais, e até atuais servidores da Polícia Científica de São Paulo, que vêm sistematicamente se negando a identificar os cadáveres.

Que sejam todos eles realmente punidos, seja nos tribunais, seja nas urnas, seja nas ruas.

Nem esquecer, nem perdoar!

Segue o informe completo do Ministério Público sobre a ação judicial.

Foto de Maluf com ditador

maluf_ditadura

Foto dos torturadores que comandavam a polícia da ditadura: Fleury, Perrone e Tuma:


Tuma_Fleury_Perrone_policia da ditadura

Ditadura: MPF move ação civil contra Tuma, Maluf e legista por ocultação de cadáver

ACP pede a responsabilização pessoal dos réus pelo desaparecimento de militantes políticos, em São Paulo, durante a Ditadura; em outra ação, universidades e legistas são acusados de demora indevida para identificar vítimas da vala de Perus

O Ministério Público Federal em São Paulo ingressou hoje na Justiça Federal com duas ações civis públicas para que sejam declaradas as responsabilidades pessoais de autoridades e agentes públicos civis e da União, Estado e Município de São Paulo por ocultações de cadáveres de opositores da Ditadura Militar (1964-1985), ocorridas na Capital, nos cemitérios de Perus e Vila Formosa, e a de pessoas jurídicas e legistas que contribuíram para que as ossadas de mortos e desaparecidos políticos na vala comum de Perus permanecessem sem identificação.

Na ação civil sobre as ocultações de cadáveres , o MPF pede que seja declarada a responsabilização pessoal de cinco autoriades da época: do delegado Romeu Tuma, atualmente senador por São Paulo, que foi chefe do Departamento Estadual de Ordem Política e Social, o Dops, entre 1966 e 1983; do médico legista Harry Shibata, ex-chefe do necrotério do Instituto Médico Legal de São Paulo; dos ex-prefeitos de São Paulo, Paulo Maluf (gestão 1969-1971), atualmente deputado federal, e Miguel Colasuonno (gestão 1973-1975), e de Fábio Pereira Bueno, diretor do Serviço Funerário Municipal entre 1970 e 1974.

O MPF pede que os cinco sejam condenados à perda de suas funções públicas e/ou aposentadorias. Caso sentenciados, os mandatos atuais de Tuma e Maluf não seriam afetados, pois a Constituição impede a perda de mandato em ações civis públicas. Além da cassação das aposentadorias, o MPF pede que as pessoas físicas sejam condenadas a reparar danos morais coletivos, mediante indenização de, no mínimo, 10% do patrimônio pessoal de cada um, revertidos em medidas de memória sobre as violações aos Direitos Humanos ocorridos na Ditadura. Desaparecidos políticos foram sepultados nos cemitérios de Perus e Vila Formosa em São Paulo, de forma totalmente ilegal e clandestina, com a participação do IML, do DOPS e da Prefeitura.

Em 1999 o MPF interviu nos trabalhos e  conseguiu que a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo assumisse a responsabilidade pela continuidade. Foi designado Daniel Muñoz, do IML, e professor da USP, para o trabalho. Os restos mortais foram trazidos da Unicamp. Não houve, porém, sucesso no trabalho e nenhum relatório conclusivo foi emitido. O MPF entende que Muñoz descumpriu seus deveres e atrasou os trabalhos.
Servidores da Polícia Científica de São Paulo (Celso Perioli e Norma Bonaccorso) respondem na ação pela quebra da responsabilidade de realizar exames de DNA nas ossadas. Esses profissionais se contradisseram perante o MPF e as famílias dos desaparecidos, afirmando inicialmente que dispunham da tecnologia para assumir a realização dos exames e, posteriormente, informando que não poderiam realizá-lo. Essa postura atrasou em diversos anos a identificação de algumas ossadas.
Para o MPF, a Justiça Federal deve declarar que esses profissionais são responsáveis pessoalmente pela não-conclusão dos trabalhos de identificação da ossada de Perus, especialmente pela demora na identificação dos restos mortais de Flávio Carvalho Molina e Luiz José da Cunha. Os cinco, avalia o MPF, devem ser condenados a indenizar a sociedade, na medida de suas responsabilidades em até 5% de seu patrimônio, ou a prestarem serviços não-remunerados em instituições de promoção dos direitos humanos.
ATUAÇÃO DO MPF EM BUSCA DO DIREITO À MEMÓRIA E À VERDADE – As novas ações foram propostas pela procuradora da República Eugênia Augusta Gonzaga Fávero, atual responsável pelo Inquérito Civil Público 06/99, aberto para apurar a demora na identificação das vítimas da Ditadura enterradas no cemitério de Perus, e pelo procurador Regional da República, Marlon Alberto Weichert, que abriu o inquérito, a partir de  uma representação do grupo Tortura Nunca Mais. Também assinam a ação o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, e a procuradora da República Adriana da Silva Fernandes.
Foi no âmbito do ICP que o MPF-SP pautou sua atuação em busca do direito à memória e à verdade sobre os fatos ocorridos na ditadura militar, e ajuizou, em maio de 2008, ação de responsabilização contra os ex-comandantes do Doi-Codi, o maior aparato da repressão no Estado de São Paulo, Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Maciel.
O processo do Doi teve a tramitação suspensa até o julgamento de uma ação proposta pela OAB no Supremo Tribunal Federal contestando a constitucionalidade da lei brasileira de Anistia, de 1979, usada como argumento na Justiça para travar iniciativas em busca da apuração da verdade em relação ao período.
Tribunais superiores da Argentina, Chile e Peru, acatando decisões de cortes internacionais, consideraram leis semelhantes destes países como auto-anistias e o sistema judicial desses países começou a processar casos de desaparecimentos  orçados e assassinatos praticados pelas Ditaduras contra opositores.

Em 2004, para tentar suprimir a ausência do Estado e da União, o MPF passou a comandar os esforços para identificação, acionando a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos, que contratou laboratório que identificou os restos mortais de Flávio de Carvalho Molina (2005), Luiz José da Cunha (2006) e de Miguel Sabat Nuet (2008), confrontando material genético dos ossos com novas amostras de material genético de seus familiares.

O MPF ainda tem procedimentos visando a identificação de mais cinco militantes políticos mortos pela Ditadura Militar, em cooperação com a Comissão de Mortos e Desaparecidos, da atual direção do Departamento de Antropologia do IML e do Departamento de Cemitérios do Município de São Paulo. Eugênia e Weichert atuam com exclusividade na área cível. As implicações criminais dos fatos tratados nas ações civis já ajuizadas dependem, ainda, de iniciativas da área penal do Ministério Público Federal.

Weichert e Eugênia defendem que o Brasil não precisa modificar a lei da Anistia para punir os crimes cometidos por agentes da ditadura militar, pois, entre outros motivos, tais ilícitos são crimes contra a humanidade. Para ambos, os instrumentos jurídicos disponíveis hoje são suficientes, uma vez que os crimes de tortura, morte e seqüestro cometidos por agentes do Estado não foram anistiados, mas apenas os crimes de natureza política.

A ação do MPF em busca da Memória e a Verdade não se concentra apenas em São Paulo. No Distrito Federal tramita ação, com atuação do MPF-DF e do MPF-PA, para identificar guerrilheiros e moradores da região do Araguaia, mortos na  ofensiva do governo para exterminar a guerrilha, na década de 70. No Rio Grande do Sul, o MPF abriu ICP para que sejam apuradas as reais circunstâncias da morte do presidente João Goulart, na Argentina, em 1976.

Saiba mais sobre a atuação do MPF-SP em relação à Ditadura aqui

fonte: http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=23141


DEBATE SOBRE SOCIALISMO NO BRASIL NA ALESP

Posted by Editorial do Outubro | Posted in política institucional, reforma agrária | Posted on 17-11-2009

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Divulgamos evento que acontecerá amanhã, dia 18 de novembro, na Assembléia Legislativa de São Paulo. O deputado estadual do PSOL, Raul Marcelo, convida movimentos sociais e intelectuais para debater um programa socialista para o Brasil, com o nosso candidato a presidente, Plinio de Arruda Sampaio.

raul_marcelo_psol_alesp

plinio_tribunal_popular_PSOL

Visite www.pliniopresidente.com

CONVITE PARA O DEBATE
Um projeto socialista para o Brasil

Data: 18 de novembro (quarta-feira)
Horário: 19 horas

Local: Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo
Auditório Franco Montoro

Convidados
Plínio Arruda Sampaio – presidente da ABRA
Gilmar Mauro – direção nacional do MST
Chico de Oliveira
– sociólogo e professor emérito da FFLCH/USP
Rosa Maria Marques – professora da Faculdade de Economia da PUC-SP
Roberto Leher - professor da Faculdade de Educação da UFRJ e pesquisador do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais

Coordenação
Raul Marcelo – deputado estadual PSOL/SP

DEBATE NO CENTRO DE SP SOBRE OS MOVIMENTOS SOCIAIS NO MÉXICO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 11-11-2009

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Divulgamos o ótimo debate que ocorrerá amanhã no espaço autogestionário e de luta Ay Carmela! no centro de São Paulo. Na pauta: os movimentos sociais mexicanos. !Ya Basta!

BIBLIOTECA TERRA LIVRE E ESPAÇO AY CARMELA!

Convidam todos interessados para participarem QUINTA, dia 12/11 as 19h do
VÍDEO-DEBATE:

* Após o Zapatismo: Movimentos Sociais no México e a atual conjuntura
sociopolítica *

Com César Ortega – Pesquisador da UNAM -Universidade Nacional Autônoma de
México e militante do Coletivo Jóvenes en Resistência Alternativa (JRA –
México) – http://www.espora.org/jra/

O JRA tem um trabalho de articulação e apoio com varias organizações e
movimentos. Impulsionam um processo de formação teórica, política e
articulação conhecido como “o outro seminário” –
http://www.elotroseminario.org Também têm um projeto editorial chamado “Bajo
Tierra Ediciones”.

Serão exibidos os seguintes vídeos:

* Movimento dos Atingidos pelas Barragens La Parota (Guerrero, México, 16
min.)
* A luta pela terra, liberdade e justiça (Frente de Povos en Defensa da Terra,
Atenco, 12 min)
* Radio indígena comunitária Ñomndaa, La Palabra del agua (Guerrero, Mexico,
14 min)

CARTAZ: http://img248.imageshack.us/img248/1467/cartazvideodebatecesar.jpg

LOCAL: ESPAÇO AY CARMELA!
Rua dos Carmelitas, 140 – Sé – São Paulo – SP
Saída Poupatempo do Metrô Sé, Travessa da Rua Tabatinguera
ENTRADA GRATUITA

SITE: http://ay-carmela.birosca.org

cartaz video debate cesar zapatismo mexico

DOSSIÊ: O MST E AS LARANJAS

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento | Posted on 14-10-2009

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Divulgamos um dossiê , que reúne um conjunto de apreciações muito ponderadas sobre o conflito em terras públicas griladas pela Cultrale envolvendo o MST e as laranjas. Pátria livre, venceremos!

mst_bandeira

Caros,

A frase de Brecht “do rio que tudo arrasta se diz violento, mas nada se diz das margens que o comprimem” parece cair como uma luva sobre esta farsa triste que testemunhamos todos os dias na mídia grande.

Aos que pedem justiça sobre os fatos e mentiras correntes, convido à leitura de alguns artigos, notas e dados tão esclarecedores e convincentes quanto simples e honestos.

É preciso espremer bem as laranjas e os laranjas para extrair um suco de Verdade, para tanto 7 mil  LARANJEIRA$ PLANTADA$ EM TERRA$ GRILADA$ são interessantes, mas insuficientes.


Reconhecer a legitimidade da ação do MST sobre a fazenda da família CUTRALE não é uma questão de ideologia. É mera manifestação de lucidez e coerência.

Por isso faço votos de que outros laranjais tombem, não por questões de ideologia, repito, mas por sede de justiça.

Suco de laranja só se for da agricultura familiar!
Um brinde com suquinho de laranja espremido à mão!
Saúde!

Dr. Rosinha: “Ruralistas defendem cartel da laranja”*


A bancada ruralista no Congresso Nacional defende o cartel internacional
das indústrias de suco de laranja e faz uso de um fato isolado para tentar
ressuscitar um pedido de CPI contra o MST já rejeitado pela maioria do
Legislativo.

A avaliação é do deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), coordenador
nacional da Frente Parlamentar da Terra, ao comentar o episódio ocorrido
na fazenda Santo Henrique, na divisa dos municípios de Iaras, Lençóis
Paulista e Borebi (SP), em que trabalhadores rurais ligados ao MST
derrubaram pés de laranja durante uma ocupação.

“O que os ruralistas querem é requentar a CPI do ódio contra o MST,
ressuscitar um pedido já rejeitado pelo Congresso, a partir de um episódio
isolado”, afirma Dr. Rosinha. “Ninguém defende a derrubada de árvores,
mas, antes de qualquer análise leviana, é preciso avaliar quem é quem
nessa história e o total de árvores cultivadas pela empresa.”

Conforme dados obtidos pela assessoria do mandato do deputado Dr. Rosinha,
a Sucocítrico Cutrale Ltda., dona da fazenda, teria mais de 20 milhões de
pés de laranja distribuídos em mais de 40 fazendas de sua propriedade no
Brasil, além de outras unidades na Flórida (EUA).

Ao se tomar por base a estimativa da PM de São Paulo, que divulgou o
número de 7 mil pés derrubados —o MST sustenta que o número foi menor,
inferior a três mil—, chega-se ao percentual de 0,7% das árvores da
fazenda, que totalizam um milhão, ou então de 0,035% dos cerca de 20
milhões de pés de laranja das fazendas da Cutrale em território nacional.

Em protesto contra a monocultura, o movimento plantaria feijão no lugar da
laranja.

Os herdeiros da família Cutrale detêm cerca de 30% do mercado global de
suco da fruta. Entre seus clientes estão companhias como Parmalat, Nestlé
e Coca-Cola. A família seria uma das mais ricas do país, com fortuna
acumulada equivalente a 5 bilhões de dólares.

Emissoras de TV e jornais citaram o vídeo como se fosse produção de um
cinegrafista amador. Ocorre que as imagens foram captadas a partir de um
helicóptero. “Um cinegrafista amador a bordo de um helicóptero?”,
questiona Dr. Rosinha. “Pelo que apuramos, foi a PM paulista que fez a
gravação e a repassou à mídia, em mais uma tentativa de criminalização da
luta do MST por uma distribuição mais justa da terra.”
Cartel

Alvo de pelo menos cinco processos no Cade (Conselho Administrativo de
Defesa Econômica), órgão encarregado de preservar a concorrência, a
Cutrale é líder de um cartel formado por quatro empresas que dominam o
setor.

Duas delas são multinacionais de outros países: Citrosuco, do grupo
holandês Fischer; e Coinbra-Frutesp, do grupo francês Louis Dreyfus. A
Cutrale e a Citrovita, do grupo Votorantin, são as outras duas.

Essas quatro indústrias detêm mais de 50 milhões de pés de laranja, o
equivalente a 30% das 170 milhões de árvores produtoras de laranja do
Estado de São Paulo, e impõem seus preços aos demais produtores.

Os donos da Cutrale são réus em processos por crime de formação de cartel
e posse ilegal de armas de fogo. Armas e munições foram encontradas em seu
gabinete durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em 2006. O
processo que trata do crime de cartel tramita na 9ª Vara Criminal de São
Paulo.

Grilagem

Há cerca de uma década o Incra (Instituto Nacional de Reforma Agrária)
reivindica na Justiça a posse da fazenda Santo Henrique. Conforme o órgão,
em 1919 a União adquiriu área de aproximadamente 50 mil hectares de terras
particulares para promover um projeto de colonização no interior.

Apenas partes das terras foram transferidas. O restante permaneceu em
poder da União, como o caso da propriedade ilegalmente ocupada pela
Cutrale.

Em janeiro de 2008, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou a tutela
antecipada solicitada pelo Incra, mas a ação reivindicatória segue sua
tramitação na 1ª Vara Federal de Ourinhos.

“Como forma de legitimar a grilagem, a Cutrale realizou irregularmente o
plantio de laranja em terras da União”, diz trecho de nota da direção
estadual do MST em São Paulo. “A produtividade da área não pode esconder
que a Cutrale grilou terras públicas, que estão sendo utilizadas de forma
ilegal, sendo que, neste caso, a laranja é o símbolo da irregularidade.”

A Cutrale também já foi autuada diversas vezes por impactos ao
ecossistema, poluição ao meio ambiente e lançamento de esgoto sem
tratamento em rios.

O MST calcula que 400 famílias acampadas poderiam ser assentadas na
região. Em todo o estado de São Paulo, 1,6 mil famílias sem-terra estão
acampadas. No país, são 90 mil.

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http://www.mst.org.br/node/8299

CPT: “Mais uma vez mídia e ruralistas investem contra o MST”


nota divulgada nesta quarta-feira (7/10)

Mais uma vez mídia e ruralistas investem contra o MST

A Coordenação Nacional da CPT vem a público para manifestar sua estranheza
diante do “requentamento” por toda a grande mídia de um fato ocorrido na
segunda feira da semana passada, 28 de setembro, e que foi noticiado
naquela ocasião, mas que voltou com maior destaque, uma semana depois, a
partir do dia 5 de outubro até hoje.

Trata-se do seguinte: no dia 28 de setembro, integrantes do MST ocuparam a
Fazenda Capim, que abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e
Borebi, região central do estado de São Paulo. A área faz parte do chamado
Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias
fazendas e que pertencem à União. A fazenda Capim, com mais de 2,7 mil
hectares, foi grilada pela Sucocítrico Cutrale, uma das maiores empresas
produtora de suco de laranja do mundo, para a monocultura de laranja. O
MST destruiu dois hectares de laranjeiras para neles plantar alimentos
básicos. A ação tinha por objetivo chamar a atenção para o fato de uma
terra pública ter sido grilada por uma grande empresa e pressionar o
judiciário, já que, há anos, o Incra entrou com ação para ser imitido na
posse destas terras que são da União.

As primeiras ocupações na região aconteceram em 1995. Passados mais de 10
anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos. A maioria
das terras, porém, ainda está nas mãos de grandes grupos econômicos. A
Cutrale instalou-se há poucos anos, 4 ou 5 mais ou menos. Sabia que as
terras eram griladas, mas esperava, porém, que houvesse regularização
fundiária a seu favor.

As imagens da televisão, feitas de helicóptero, mostram um trator
destruindo as plantas. As reações, depois da notícia ser novamente
colocada em pauta, vieram inclusive de pessoas do governo, mas, sobretudo,
de membros da bancada ruralista que acusam o movimento de criminoso e
terrorista.

A quem interessa a repetição da notícia, uma semana depois?

No mesmo dia da ação dos sem-terra foi entregue aos presidentes do Senado
e da Câmara, um Manifesto, assinado por mais de 4.000 pessoas, entre as
quais muitas personalidades nacionais e internacionais, declarando seu
apoio ao MST, diante da tentativa de instalação de uma CPMI para
investigar os repasses de recursos públicos a entidades ligadas ao
Movimento. Logo no dia 30, foi lido em plenário o requerimento para sua
instalação, que acabou frustrada porque mais de 40 deputados retiraram seu
nome e com isso não atingiu o número regimental necessário. A bancada
ruralista se enfureceu.

A ação do MST do dia 28, que ao ser divulgada pela primeira vez não
provocara muita reação, poderia dar a munição necessária para novamente se
propor uma CPI contra o MST. E numa ação articulada entre os interesses da
grande mídia, da bancada ruralista do Congresso e dos defensores do
agronegócio, se lançaram novamente as imagens da ocupação da fazenda da
Cutrale.

A ação do MST, por mais radical que possa parecer, escancara aos olhos da
nação a realidade brasileira. Enquanto milhares de famílias sem terra
continuam acampadas Brasil afora, grandes empresas praticam a grilagem e
ainda conseguem a cobertura do poder público.

Algumas perguntam martelam nossa consciência:

Por que a imprensa não dá destaque à grilagem da Cutrale?

Por que a bancada ruralista se empenha tanto em querer destruir os
movimentos dos trabalhadores rurais? Por que não se propõe uma grande
investigação parlamentar sobre os recursos repassados às entidades do
agronegócio, ao perdão rotineiro das dívidas dos grandes produtores que
não honram seus compromissos com as instituições financeiras?

Por que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), declarou, nas eleições ao Senado
em 2006, o valor de menos de oito reais o hectare de uma área de sua
propriedade em Campos Lindos, Tocantins? Por que por um lado, o
agronegócio alardeia os ganhos de produtividade no campo, o que é uma
realidade, e se opõe com unhas e dentes á atualização dos índices de
produtividade? Por que a PEC 438, que propõe o confisco de terras onde for
flagrado o trabalho escravo nunca é votada? E por fim, por que o
presidente Lula que em agosto prometeu em 15 dias assinar a portaria com
os novos índices de produtividade, até agora, mais de um mês e meio
depois, não o fez?

São perguntas que a Coordenação Nacional da CPT gostaria de ver respondidas.

Goiânia, 7 de outubro de 2009

Coordenação Nacional da CPT

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Alguns

http://passapalavra.info/?p=12839

Laranjas


8 de Outubro de 2009

Falam de Estado Democrático de Direito! Para quem? Com certeza eles só
vêem o artigo que defende a propriedade a qualquer custo. Por Gilmar Mauro

Na região de Capivari, interior de São Paulo, quando alguém exagera, tem
uma expressão que diz: “Pare de Show”!

É patético ver Senadores(as), Deputados(as) e outros tantos “ilustres” se
revezarem nos microfones em defesa das laranjas da Cutrale [1]. Muitos
destes, possivelmente, já foram beneficiados com os “sucos” da empresa
para suas campanhas, ou estão de olho para obter as “vitaminas” no próximo
pleito. Mas nenhum deles levantou uma folha para denunciar o grande grilo
do complexo Monsões [2]. AS LARANJAS, e não poderia ter planta melhor, SÃO
A TENTATIVA DE JUSTIFICAR O GRILO da Cutrale e outras empresas na região.
PASSAR POR CIMA DAS LARANJAS, É PASSAR POR CIMA DO GRILO E DA CORRUPÇÃO
QUE MANTÉM ESTA SITUAÇÃO HÁ TANTO TEMPO.

Não é a primeira vez que ocupamos este latifúndio. Eu mesmo ajudei a fazer
a primeira ocupação na região em 1995 para denunciar o grilo e pedir ao
Estado providências na arrecadação das terras para a Reforma Agrária.
Passados quase 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são
assentamentos, mas a maioria das terras continua sob o domínio de grandes
grupos econômicos. E mais: a Cutrale instalou-se lá há 4 ou 5 anos,
sabendo que as terras eram griladas e, portanto, com claro interesse na
regularização das terras a seu favor. Para tal, plantou “laranjas”! Aliás,
parece ter “plantado um laranjal no Congresso Nacional e nos meios de
comunicação”. O que não é nenhuma novidade!

Durante a nossa marcha Campinas-São Paulo em agosto, um acidente provocou
a morte da companheira Maria Cícera, uma senhora que estava acampada há 9
anos lutando para ter o seu pedaço de terra e morreu sem tê-la. Esta
senhora estava acampada na região do grilo, mas nenhum dos “ilustres”
defensores das laranjas pediu a palavra para denunciar a situação. Nenhum
dos ilustres fez críticas para denunciar a inoperância do Estado, seja
executivo, judiciário…, em arrecadar as terras que são da União para
resolver o problema da Dona Cícera e das centenas de famílias que lutam
por um pedaço de terra naquela região, e das milhares no País. Poucos no
Congresso Nacional levatam a voz, para não dizer outra coisa, para
garantir que sejam aplicadas as leis da Constituição que falam da FUNÇÃO
SOCIAL DA TERRA: a) Produzir na terra; b) Respeitar a legislação ambiental
e c) Respeitar a legislação trabalhista. Não preciso delongas para dizer
que a Constituição de 88 não foi cumprida. E falam de Estado Democrático
de Direito! Para quem? Com certeza eles só vêem o artigo que defende a
propriedade a qualquer custo. Este Estado Democrático de Direito para
alguns poucos, é o Estado garantidor da propriedade, da concentração de
terras e riquezas, de repressão e criminalização para os Movimentos
Sociais e a maioria do povo.

Para aqueles que se sustentam na/da “pequena política”, com microfones
disponíveis em rede nacional, e acreditam que a história terminou, de
fato, encontram nestes episódios a matéria-prima para o gozo pessoal e,
com isso, só explicitam a sua pobreza subjetiva. E para eles, é certo, a
história terminou. Mas para a grande maioria, que acredita que a história
continua, que o melhor da história sequer começou, fazem da sua luta
cotidiana espaço de debate e construção de uma sociedade mais justa.
Acreditam ser possível dar função social à terra e a todos os recursos
produzidos pela sociedade. Lutam para termos uma agricultura que produza
alimentos saudáveis em benefício dos seres humanos sem devastação
ambiental. Querem e, com certeza terão, um mundo que planeje, sob outros
paradigmas que não o do lucro e da mercadoria, a utilização das terras e
dos recursos naturais para que as futuras gerações possam, melhor que
hoje, viver em harmonia com o meio ambiente e sem os graves problemas
sociais. A grande política exige grandes homens/mulheres, não os diminutos
políticos (não no sentido do porte físico) da atualidade; a grande
política exige grandes projetos e uma subjetividade rica (não no sentido
material) que permita planejar o futuro plantando as sementes aqui e
agora. Por mais otimista que somos, é pouco provável visualizar que
“laranjas” possam fazer isso. Aliás, é nas crises, é nos conflitos que se
diferenciam homens de ratos, ou, laranjas de homens.

Notas:

[1] Maior indústria de suco de laranja do mundo, que teve uma de suas
fazendas ocupadas recentemente pelo MST.

[2] Grilagem é o método pelo qual grandes fazendeiros falsificaram títulos
de cartório para se apropriar das terras públicas. O nome se deve pelo
fato de colocar-se títulos falsos em uma gaveta ou baú fechado com um
grilo dentro, que ao morrer expele certas substâncias que dão ao papel a
aparência de envelhecido. Esse método foi muito comum no interior do
estado de São Paulo e data de 1856, data final para que os possuidores de
terra registrassem sua posse nos termos da Lei de 1850 (esta lei proibia a
ocupação de terras do Estado, a não ser por meio de compra, inviabilizando
assim que negros e trabalhadores imigrantes e pobres tivessem a posse da
terra, obrigando-os a se submeterem às formas de trabalho impostas pelos
grandes fazendeiros).


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O LATIFÚNDIO QUE MATA E MALTRATA

Joãozinho Ribeiro(*)

Praga encravada no solo brasileiro conseguiu atravessar quase intocável a totalidade dos regimes políticos que já experimentamos, do império à federação republicana, chegando ao século XXI com um rastro de cruéis conseqüências, que até os dias de hoje enlutam milhares de famílias em todas as regiões do país – a praga do latifúndio.

A incontestável melhoria nos índices de qualidade de vida da população brasileira, usufruída nos anos da gestão do presidente Lula, ainda contrastam com o aumento da concentração da propriedade da terra e com a ampliação do financiamento público para o agronegócio voltado única e exclusivamente para a exportação, em detrimento do crédito de mesma natureza dirigido à agricultura familiar, responsável pela produção de mais de 80 % dos alimentos que chegam diariamente às nossas mesas.

O Censo Agropecuário, divulgado recentemente pelo IBGE, abrangendo um ciclo iniciado em 1995 e encerrado em 2006, revela números que atestam graves distorções na concentração da propriedade e da produção no Brasil.

Os pobres do campo, neste conjunto incluídos aqueles que possuem propriedades inferiores a 10 hectares, tiveram a propriedade de suas áreas reduzidas de 9,9 milhões para 7,7 milhões de hectares, representando apenas 2,7% de todas as propriedades agrícolas do país. Por outro lado, 31.889 fazendeiros, possuidores de propriedades com extensões acima de mil hectares, respondem pela titularidade de 98 milhões de hectares.

Voltados exclusivamente para o agronegócio, temos ainda 15.012 proprietários (1% do total dos estabelecimentos), com propriedades acima de 2.500 hectares, representando 46% do total de todas as terras.

Saindo da concentração da propriedade e entrando na concentração da produção, as distorções são ainda mais alarmantes. Para um Valor Bruto de Produção Agrícola equivalente a R$ 141 bilhões em 2006, o Estado disponibilizou em créditos para o agronegócio, através de diversificadas linhas de financiamento, um total de R$ 80 bilhões, que resultou numa produção avaliada em R$ 91 bilhões, utilizando para tanto uma área de 32 milhões de hectares, ocupada pelo plantio de soja, milho, cana de açúcar e pecuária.

Na contramão desta história, para a agricultura familiar, responsável pela produção de mais de 80% dos alimentos que chegam às nossas mesas diariamente, foram destinados apenas R$ 6 bilhões de crédito, que ainda assim produziram 50 dos R$ 141 bilhões do Valor Bruto da Produção Agrícola de 2006, ocupando uma reduzida área de 7 milhões de hectares, com o plantio de arroz, feijão, mandioca, trigo etc.

Se não levarmos em conta para uma análise menos apaixonada este elenco de dados, o terrorismo jornalístico perpetrado pelos maiores veículos de comunicação do país, representados pelas vozes de profissionais do ramo como Alexandre Garcia e Miriam Leitão, diante das imagens de um trator dirigido por um membro do MST derrubando alguns pés de laranja em plantação da Crutale, passam para a população que a única cultura dos assentamentos de trabalhadores rurais sem terra no país é a da violência sem justa causa; coisa de criminosos, que deve ser punida com todos os propalados rigores da lei.

Os mesmos rigores da lei não são invocados por estes ilustres arautos do latifúndio para pedir a punição dos mandantes dos homicídios das centenas de trabalhadores rurais que lutam com suas famílias por um pedaço de terra. Pior ainda, dos 1.521 casos de homicídios levados a julgamento entre 1985 e 2008, somente 7,5% foram concluídos. Este levantamento foi apresentado pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias, vinculado ao Conselho Nacional de Justiça no I Encontro do Fórum Nacional para monitoramento e Resolução dos Conflitos Fundiários Rurais e Urbanos, na semana passada, em Campo Grande – MS.

Região

Casos

Vítimas

Casos julgados

Mandantes condenados

Mandantes absolvidos

Executores condenados

Executores absolvidos

Norte

504

760

25

16

1

22

15

Nordeste

336

377

18

1

1

12

11

Centro-Oeste

114

165

11

1

2

11

2

Sul

113

144

27

1

4

23

19

Sudeste

62

75

4

0

0

3

2

Total

1.129

1.521

85

19

8

71

49

Fonte: Comissão Pastoral da Terra

A criminalização dos movimentos sociais hoje se tornou objeto de várias iniciativas da direita reacionária, visando a abertura de CPIs nas duas casas do Congresso Nacional. Se contrapondo a estas iniciativas, a presidência do Senado recebeu um manifesto em apoio ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), contendo assinaturas de renomadas personalidades do mundo intelectual, do quilate do jurista Fábio Konder Comparato, do fotógrafo Sebastião Salgado, incluindo o escritor uruguaio Eduardo Galeano e o ensaísta norte-americano Noam Chomsky.

Se as cenas de “vandalismo” na plantação da Crutale repetidas exaustivamente pelos principais canais de televisão são objeto de comoção nacional, igualmente deveriam ser considerados estarrecedores os dados apresentados pelo IBGE sobre a concentração da propriedade e da produção agropecuária e os dados apresentados pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias do CNJ acerca da impunidade dos mandantes dos assassinatos de trabalhadores rurais.

As insinuações televisivas chegam a produzir afirmações caluniosas do tipo “recebem subsídio para praticar crimes” (Ministro Gilmar Mendes), ou “crimes cometidos pelos movimentos sociais” (Alexandre Garcia), taxando de mero eufemismo o termo “movimentos sociais”. Em conjunto questionam e reprovam o “orçamento destinado aos assentamentos em 2010”.

O País mudou, mas estes senhores feudais permanecem com os seus valores vinculados aos tempos do Brasil – Colônia. Caso a chibata ainda fosse permitida, com certeza seria utilizada sem dó, nem piedade no couro dos assentados.

(*) poeta/compositor, ex-Secretário de Estado da Cultura do Maranhão.

####################################################################################

Dados complementares:

Sobre a CUTRALE:
Em 2006, desembolsou R$ 1,93 milhão para meia
centena de candidatos, de partidos como o PMDB (deu R$ 200 mil para a candidatura de
Orestes Quércia ao governo de SP), o PT (deu R$ 50 mil a Antonio Palocci Filho e R$
25 mil a Arlindo Chinaglia), e o PSDB (contribuiu com R$ 50 mil para a campanha de
Paulo Renato Souza). Foram contemplados também PDT, PPS e PTB.
A Cutrale também contribuiu com a campanha de Severino Cavalcanti (PP-PE).
Deu R$ 20 mil ao pernambucano, que tentava voltar à Câmara dos Deputados depois de
ter renunciado ao mandato, acusado de corrupção. Os valores são pequenos diante da fortuna
que possuem. Já os candidatos escolhidos, estes valem ainda menos…

Sobre o censo do IBGE recém divulgado:

A concentração da propriedade de terra medida pelo índice Gini pulou de 0,852 em 1996
para 0,872 em 2006. Nestes dez anos o Brasil conquistou o título de país com maior
concentração da propriedade rural.

35% dos homen adultos e 45% das mulheres que moram e trabalham no campo não sabem ler nem escrever.
Apenas 7% da população que mora no campo tem ensino fundamental completo.

Apesar de ter aprox. 30% do total das áreas, os pequenos estabelecimentos garantem 84% dos empregos.
Se o agronegócio não é o maior gerador de empregos, sua importância para a economia nacional reside
no maior potencial de geração de divisas? Negativo. A agricultura familiar é mais eficiente na utilização
da terra pois gera R$ 677 por hectare contra R$ 358 por hectare da agricultura não-familiar. Que aconteceria
se aumentássemos a área destinada à agricultura familiar? Teríamos mais divisas?

As peqeunas propriedades ocupam 2,7% da área total dos estabelecimentos rurais e as grandes propriedades,
com mais de mil hectares, ocupam 43% da área total. As pequenas propriedades representam 47% do total do número de

estabelecimentos rurais do país enquanto os latifúndios correspondem a apenas 0,91% do total.

No artigo de Joãozinho Ribeiro há o anúncio de que o PIB agrícola (valor bruto da prod. agrícola)
foi de R$ 141 bilhões. Acontece que apenas 20 EMPRESAS APRESENTARAM PIB DE R$ 112 BILHÕES EM 2007.
Assim, 20 empresas controlam todo o agronegócio e 80% de toda a produção agrícola.

ARTIGO SOBRE LEVANTES POPULARES NA CIDADE DE SÃO PAULO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Revitalização do Centro | Posted on 05-10-2009

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Divulgamos o texto do sociólogo Tiarajú D´Andrea, publicado no jornal Brasil de Fato, sobre os consecutivos levantes populares nas periferias da cidade de São Paulo no último período. O autor explora as relações entre violência policial e expeculação imobiliária que operam na base dos conflitos. Vale a pena ler.

conflito favela marginal

A torcida se levanta porque o jogo já começou

02/10/2009

Tiarajú D’Andrea

Um espectro ronda a cidade de São Paulo, é o espectro dos levantes populares.

Seja na chamada periferia consolidada ou nas favelas da zona sudoeste, uma série de acontecimentos vêm desvelando o sentimento de insatisfação dos moradores de bairros populares de várias regiões da cidade nos últimos tempos. A fratura social está exposta. A revolta, latente.

Um breve e incompleto levantamento dos conflitos entre a população e a polícia nos últimos tempos nos revela uma verdadeira cartografia de algo que sucede de maneira progressiva e em vários pontos desta maltratada urbe. Acontecimentos que uma visão ingênua pode interpretar como dispersos, são na verdade processos sociais mais amplos. Para tanto, basta observar as duas causas principais desses levantes: disputas pelo território urbano e violência policial. A versão oficial insiste no argumento de combate ao tráfico. Um olhar refinado sobre a nossa história perceberá que o objetivo principal da repressão é manter as classes populares amedrontadas e controladas.

Compa de cidade: se você ainda não percebeu, é melhor refinar seu olhar. Vejamos…

Quem passa pela Marginal Tietê perceberá que a maioria das favelas que beiravam a via já desapareceram. Historicamente, se consolidou nos terrenos de várzea à beira do rio e nas alças de acesso uma série de ocupações irregulares. No entanto, a Copa do Mundo de 2014 está chegando e a prefeitura municipal instituiu um programa cujo nome é um belo eufemismo: “São Paulo de Portas Abertas”. O objetivo desse programa é a remoção de todas as favelas ao lado das marginais, mas sem solução habitacional. Na favela do Sapo, na Água Branca, a população não aceitou o cheque-despejo. Parou a Marginal Tietê, como única forma de ser vista, e foi duramente reprimida pelas forças da ordem.

Ainda no caminho das grandes avenidas, morrendo na contramão e atrapalhando o trânsito, o Jardim das Rosas e o Jardim da Conquista, no Iguatemi, zona leste, estão sendo retalhados para a abertura da continuação da avenida Jacú-Pêssego. Na outra ponta da mesma avenida, o bairro União de Vila Nova em São Miguel Paulista foi dividido pela metade. Em vários pontos da Cidade Tiradentes também ocorreram remoções, e muitas acabaram em confronto. Na Brasilândia, zona norte, também. No centro da cidade, a favela do Moinho ainda existe e resiste, mesmo com um sem fim de ameaças e documentos duvidosos que pedem juridicamente seu desaparecimento.

Na zona sul, o loteamento Olga Benário foi destruído de forma tão violenta que até parte da imprensa ficou chocada. No Grajaú, Parque Cocaia e Cantinho do Céu padecem com intimidações e ameaças e estão nos planos de remoção dos órgãos oficiais. Neste caso, vale notar que as remoções se justificam pelo discurso ambientalista. Da mesma forma que no caso do Jardim Pantanal, na leste. O assunto indizível é que foi o próprio poder público quem muitas vezes incitou a ocupação desses terrenos, assentando neles populações removidas de áreas valorizadas da cidade. Contudo, com a expansão territorial da lógica mercadológica que a tudo incorpora, esses terrenos de periferia só realizarão todo seu potencial enquanto mercadoria se forem valorizados ao máximo. Assim, a dinâmica que substitui ocupações populares por parques à beira da represa dá seqüência à lógica de valorização da mercadoria-território e do entorno desse território. É por essas e outras questões que o poder público instrumentalizado por certos interesses tolera as inúmeras chácaras e mansões nas áreas de mananciais. Ou seja, a lei para o rico não vale. E isso porque a lei, num sistema capitalista, tem dificuldades de ser colocada em prática quando confrontada com a onipotência da lógica da realização dos valores de uma mercadoria

Infelizmente, o discurso ecológico, novo e socialmente consensuado, neste caso (como em outros) foi utilizado para levar adiante velhos interesses de classe.

Na zona sudoeste, a sombra dos edifícios da Berrini esconde o sol. A Ponte Estaiada tinge o Rio Pinheiros de amarelo e o chão das pistas de vermelho sangue. Num despejo violento e juridicamente ilegal, parte da favela Real Parque desapareceu. Belo e especulando, o terreno onde outrora viviam famílias hoje é mato puro. Como nessa região a iniciativa privada opera com mais força, a disputa por territórios também tem suas sutilezas. O setor imobiliário aparece com dinheiro vivo, farto. A coerção econômica sobre a população favelada transforma localização num bom negócio. Nesse caminho, parte da favela Jardim Panorama foi comprada. Parte da favela Coliseu também foi comprada e a favela Jurubatuba, já em Santo Amaro, não aceitou a proposta. No olho do furacão, e sem maior alarde, a favela do Jardim Edite já desapareceu.

Deslocando um pouco o foco de análise das disputas “pelo” território para os mecanismos de controle social “no” território, pode-se observar como o ano de 2009 está quente. No centro das revoltas, a violência policial. Para todos os casos a solução tem sido mais e mais repressão. Nesse caldo de insatisfação, grandes levantes populares ocorreram no Jaçanã; na favela Tiquatira, no bairro da Penha (novamente parando a Marginal); na Vila Jacuí, na zona leste; e há bem pouco tempo na favela de Heliópolis. Se nos casos relatados a polícia reprimiu uma insatisfação popular causada pelas condições de vida e pela própria atuação policial, é de se notar como uma outra modalidade de repressão vem cada vez mais fazendo parte do repertório policial: trata-se da famosa Operação Saturação.

Nos últimos anos, vários bairros e favelas foram invadidos pela polícia com a escusa do combate ao tráfico e à criminalidade. A lista de locais “saturados” já é extensa: favela da Rua Alba, no Jabaquara (bem pertinho da extensão da avenida Roberto Marinho…); Jardim Elisa Maria, na Brasilândia; Jardim Elba, no Sapopemba; Morro Grande, na zona noroeste; Morro do Samba, em Diadema; seis favelas do Parque Novo Mundo; favela Pantanal, na beira da represa, zona sul; Parada de Taipas; favelas Buraco Quente e Jardim Colombo, na zona sudoeste, dentre outras. Em todos os casos proliferaram as denúncias de abusos, aumentando o mal estar na população.

Síntese máxima de todos estes acontecimentos brevemente relatados é o que ocorre na favela Paraisópolis. No meio do bairro mais rico de São Paulo (e bem pertinho do estádio do Morumbi…), a favela Paraisópolis foi o palco de um levante popular em fevereiro último. Cada lado contou de um jeito as causas do acontecimento. A polícia recorreu à versão utilizada em qualquer contexto: a de que “traficantes” depois da morte de um dos seus, “incitou a população ao tumulto”. Já os moradores tinham outra versão, onde as causas poderiam ser várias somadas: gente inocente tinha morrido dias antes; a polícia estava barbarizando havia tempos na favela; a urbanização que ora ocorre no lugar traz tensão e insegurança; a favela tem dificuldades de se representar politicamente por causa da presença de agentes do entorno; grande parte da população do local se mantém submetendo-se a más condições de trabalho; ou mesmo a mais simples e básica de todas as causas (aquela que ninguém quer ver): viver numa favela ao lado de tantas mansões é uma humilhação cotidiana. A panela de pressão que é o Paraisópolis um dia explodiu. Assim como a explicação dada, a resposta oficial foi simplista: mais repressão, com a implantação de uma Operação Saturação sem precedentes. Pobre Paraisópolis, tão longe de Deus e tão perto do Morumbi.

O caso de Paraisópolis é exemplar pelos elementos que contêm: repressão policial; intervenções urbanísticas, relações de trabalho humilhantes e Operação Saturação. Em todos os outros levantes ocorridos, algum desses elementos esteve presente como causa.

Cabe destacar que elementos aqui citados articulam-se de maneira indissociável do problema central, que foi, é e continuará sendo um problema entre as classes sociais. Dessa maneira, levar adiante os interesses das classes dominantes tem como contrapartida o necessário controle e a necessária repressão sobre a população pobre. No entanto, esta repressão tem que ser velada, e o véu que se coloca é o eficaz discurso de que a repressão é sobre o tráfico de drogas, e não sobre os pobres em geral. Deste reducionismo inicial deriva outro reducionismo discursivo necessário: o de que os levantes populares são incitados pelo tráfico. Do reducionismo discursivo surge a justificativa necessária para controlar, vigiar, reprimir e punir grande parte da população. Métodos de controle existem vários, desde os mais sofisticados, como alguns programas sociais, até os mais explícitos, ou seja, a guerra aberta, a intervenção em territórios, a matança generalizada.

Processos de luta pela terra na cidade, derivada de interesses do setor imobiliário e de construtoras, de um lado, e da população moradora, de outro, também tendem a se intensificar. O boom imobiliário por qual passa a cidade de São Paulo incide sobre os preços dos terrenos, valorizando-os. Concomitante e articulado a este processo está a ação dos agentes interessados em fechar grandes negócios com o advento da Copa do Mundo de 2014. Ambos processos aumentam a pressão sobre a população pobre moradora de terrenos valorizados e valorizáveis. Todavia, é necessário destacar que os métodos de expulsão e remoção de populações pobres não se baseiam apenas em mecanismos econômicos (aumento do preço da terra) e jurídicos (propriedade alegada de determinada área). Intervenções policiais em áreas com litígio pela propriedade são recorrentes e necessárias para a resolução dessas disputas. Isso vem ocorrendo com freqüência, diminuindo a resistência da população. Logo, o argumento que aqui se quer colocar é o de que a repressão não é elemento secundário, utilizado só em último caso. A repressão é um elemento necessário e tão importante quanto os outros nas disputas pelos territórios urbanos.

Meio sem saber o que quer, da mesma forma que não é tão evidente contra quem se luta, a população se levanta. A nítida visão, no entanto, é a de que a fratura social fica cada vez mais desvelada, mais a nu. Sem mediações ou hipocrisias. Sem falsas esperanças.

Até a Copa de 2014, muita água vai rolar debaixo dessa Ponte.

Tiarajú D’Andrea é mestre em sociologia pela Universidade de São Paulo. É autor da dissertação de mestrado “Nas Tramas da Segregação: O Real Panorama da Pólis”.