Informe:

NOSSO CANDIDATO A PRESIDENTE, PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO

Olha só como o nosso candidato a presidente pensa, isso é só o começo, imagina no debate da televisão! PT-PSDB DEBATE FUNDAMENTAL CANDIDATURA

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Plebiscito Limite da Terra

Posted by Moisa | Posted in Imperialismo, reforma agrária | Posted on 31-08-2010

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No dia 01/09 começa o plebiscito pelo limite da propriedade da terra, pela reforma agrária e contra o latifúndio. O comitê Centro/Santa Cecília irá manter uma urna aberta no Largo de Santa Cecília entre os dias 01/09 e 06/09. Trata-se de uma atividade militante e de fundamental importância no combate contra o latifúndio. É importante que todos se engajem nessa luta. Nesse sentido pedimos que todos divulguem a existência da urna e se incorporem nas atividades. Necessitamos de outros militantes para ajudarem nas panfletagens, fazer a discussão política, abrir a urna em outros horários ou em outros lugares. Segue horários em que já está garantida a abertura da urna. Se incorporem nessa luta contra o Latifúndio, agronegócio e a miséria. Defenda a reforma agrária, a soberania alimentar e a igualdade.

Quarta-feira 01/09

16h Largo de Santa Cecília

Quinta-feira 02/09

15h Largo de Santa Cecília

Sexta-feira 03/09

14h Largo de Santa Cecília

Sábado 04/09

14h Largo de Santa Cecília

Domingo 05/09

13h Largo de Santa Cecília

Segunda-feira 06/09

12h Largo de Santa Cecília

Terça-feira 07/09

GRITO DOS EXCLUÍDOS

www.limitedaterra.org.br


Plebiscito Limite da Terra – Comitê Centro

Posted by Moisa | Posted in reforma agrária | Posted on 17-08-2010

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O Comitê Centro/SP do Plebiscito pelo Limite  da propriedade da Terra já vem se reunindo. No dia 30/08/2010 fará, como parte do dia nacional de divulgação do plebiscito, um grande panfletagem de esclarecimento à população no Largo de Santa Cecília apartir das 16h. No mesmo dia, faremos uma reunião para organizar o plebiscito as 19:30h no Sindicato dos Correios à R. Canuto do Val, 169. Todos estão convidados a ajudar nessa luta contra o latifúndio e pela igualdade.


Plebiscito Popular – Limite da Terra

Posted by Moisa | Posted in reforma agrária | Posted on 17-08-2010

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por Assessoria de Comunicação FNRA

Falta menos de um mês para o início do Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra no Brasil. Entre os dias 01 e 07 de setembro, toda a sociedade brasileira terá a oportunidade de dizer se é a favor ou contra a concentração de terras no país, ou seja, se concorda ou não com o latifúndio.

Durante os dias 15 e 17 de julho, cerca de 100 representantes de entidades, organizações, movimentos e pastorais sociais do campo e da cidade de todos os estados da federação, estiveram reunidos em Brasília para a II Plenária Nacional de Organização do Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra.

No encontro foram aprofundados estudos sobre a questão fundiária do país, em que os participantes expuseram a realidade de cada região brasileira. As atividades contaram com a assessoria do geógrafo e professor da Universidade de São Paulo (USP), Ariovaldo Umbelino. Além das análises, foram debatidas e planejadas ações de divulgação, organização e articulação da semana da coleta dos votos.

Os estados já estão organizados em comitês compostos por diferentes entidades e organizações. A partir dos comitês estaduais, estão sendo formados os comitês regionais, onde municípios das diferentes regiões também estão sendo inseridos no processo.

Dentre os encaminhamentos da plenária, foi definido o Dia Nacional de Mobilização pelo Limite da Propriedade da Terra, que será realizado no dia 12 de agosto, em memória a mártir Margarida Alves, camponesa assassinada em 1983. Neste dia os articuladores do Plebiscito Popular farão um grande mutirão de formação da sociedade brasileira que já está sendo conscientizada sobre a realidade agrária do país.

A população brasileira também é convidada a participar de um abaixo-assinado que já está sendo circulando em todo país e que continuará após o Plebiscito. O objetivo desta coleta de assinaturas é entrar com um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) no Congresso Nacional para seja inserido um novo inciso no artigo 186 da Constituição Federal que se refere ao cumprimento da função social da propriedade rural.

Além das 54 entidades que compõem o Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, também promovem o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra, a Assembléia Popular (AP) e o Grito dos Excluídos. O ato ainda conta com o apoio oficial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).

Pelo direito à terra e à soberania alimentar: Vamos às urnas mostrar nosso poder popular!

Vamos à luta

A realização e o sucesso do plebiscito dependem única e exclusivamente da participação e do empenho de cada um, de cada entidade, organização e pastoral, uma vez que não existe nenhum apoio público e da mídia. Representa a força e a determinação de quem acredita em que algo pode ser feito para corrigir esta absurda concentração de terras que acaba por excluir milhões de famílias de terem seus direitos protegidos. Portanto,

  • Fale, comente e divulgue, também pela internet e redes sociais (orkut, twitter), o plebiscito para seus amigos, sua família e colegas de trabalho.
  • Integre-se aos comitês locais ou estaduais que vão organizar o Plebiscito.

Na Semana da Pátria, junto com o Grito dos Excluídos:

  • Intensifique a divulgação;
  • Ajude a organizar os locais de votação;
  • Participe de alguma mesa de votação;
  • VOTE;
  • Assine o abaixo-assinado que será levado ao Congresso Nacional para que seja votada uma emenda constitucional que determine um limite ao tamanho das propriedades.

Conheça as perguntas que estarão na cédula de votação durante o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra

1 – Você concorda que as grandes propriedades de terra no Brasil devem ter um limite máximo de tamanho?

2 – Você concorda que o limite das grandes propriedades de terra no Brasil possibilita aumentar a produção de alimentos saudáveis e melhorar as condições de vida no campo e na cidade?

Plínio apóia jornada de lutas do MST

Posted by Baltazar | Posted in Criminalização do Movimento, O povo sai as ruas, Plínio Presidente, política institucional, reforma agrária | Posted on 14-04-2010

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O pré-candidato do P-SoL a presidência da república dá o tom do que será uma campanha socialista nestas eleições. Na atual jornada de luta do movimento – relembrando o massacre de Eldorado dos Carajás – Plínio reintera total apoio ao MST. Deixando claro que a luta pela reforma-agrária é uma luta da classe trabalhadora e deve ser uma luta de todos os socialistas. Contra a dominação de uma elite que se mantem a mais de 500 anos no Brasil, embora hoje com uma roupagem “moderna”. De coronéis para empresários do agronegócio. Todos a luta junto ao MST.

Cerca de 150 famílias organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) ocuparam na manhã desta terça-feira (13) a fazenda Monte D’Este, na região da Grande Campinas (São Paulo). A atividade é parte da jornada nacional de lutas pela reforma agrária, que homenageia os 19 trabalhadores rurais assassinados pela PM em Eldorado dos Carajás (PA) em 1996 e cobra aceleração de processos de desapropriação de terras que estão parados no judiciário.

A fazenda é um latifúndio improdutivo de propriedade do grupo Vera Cruz Empreendimentos Imobiliários.
Os trabalhadores também denunciam a criminalização da luta em defesa da reforma agrária e tem como lema “Lutar não é crime”. O MST ressalta ainda que “segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), foram assassinados 1.546 trabalhadores rurais entre 1985 e 2009. Em 2009, foram 25 mortos pelo latifúndio. Do total de conflitos, só 85 foram julgadas até hoje, tendo sido condenados 71 executores dos crimes e absolvidos 49 e condenados somente 19 mandantes, dos quais nenhum se encontra preso”.
Neste dia 12, famílias assentadas também ocuparam a Secretaria de Educação do município de Tremembé, no Vale do Paraíba, para reivindicar a reabertura de escolas do bairro Canegae e melhoria do transporte escolar. Também foi ocupada uma área na cidade de Taubaté. Em Bauru, houve ocupação da regional do INCRA.
Em uma nova ofensiva contra a reforma agrária, a presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), questionou a legitimidade da luta pela terra e segue buscando fazer com que a CPMI criada no Congresso Nacional desmoralize o MST diante da população.
Plínio Arruda Sampaio, presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra), reafirma sua solidariedade à luta pela terra e defende a jornada de ocupações do MST. “O MST é um movimento que garante a democracia no Brasil. Eles organizam uma massa de trabalhadores que estão na miséria, sem o direito fundamental à sobrevivência garantida. E ao organizarem a luta pela reforma agrária, estão organizando a garantia de um direito que está na constituição de nosso país, que é o respeito à função social da terra”, diz.

II Ato Campo-Cidade contra a Criminalização dos Movimentos Sociais

Posted by rafah | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento | Posted on 09-04-2010

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Interessantíssima proposta de ato político e cultural! Vamos ocupar os museus e as escolas!

cartaz-ato-campo-cidade-001.jpg

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II Ato político-cultural campo-cidade

Venha participar dessa manifestação dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade da região de Campinas!

Está cada vez mais forte a repressão contra os que lutam por uma sociedade mais justa em que haja trabalho, terra, comida e moradia PARA TODAS E TODOS. Este ato inicia uma campanha contra os que não permitem que nos organizemos para lutar por nossos direitos. Não vamos aceitar que nos calem! 

LUTAR NÃO É CRIME!!!

9 de abril – 14 H
Mesa de discussão – Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais – com representantes do MST, MTD, MTST  e Flaskô
No MIS (Museu de Imagem e Som) na Rua Regente Feijó, n° 859 – Centro – Campinas

10 de abril – A PARTIR DAS 10 H


Vamos protestar através da arte da cultura do povo com música, dança, teatro contra aqueles que oprimem o povo trabalhador!

HIP HOP – SAMBA – MODA DE VIOLA – BATUCADA -  TEATRO DE RUA

Na Escola EMEF OZIEL ALVES PEREIRA, Rua Fauze Selhe, S/N – Pq. Oziel – Campinas

Organização: MST e MTD

Apoio: Sindicato dos Metalurgicos de Campinas e Região, Sindicato Quimicos Unificados, Sindicato dos Petroleiros, da COnstrução Civil, Sinergia, Flaskô, MTST, DCE- Unicamp, ABRAÇO, Camará – comunicação e educação popular

PM de Serra prende 9 militantes do MST em Iaras

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, reforma agrária | Posted on 29-01-2010

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Em mais um ato de criminalização dos movimentos sociais, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) novamente é vítima de intensa repressão promovida pela polícia militar do Estado de São Paulo na região de Iaras. Em nota, a direção estadual do MST divulgou hoje que nove militantes do movimento foram presos na região e os acampados e assentados vêm sendo ameaçados por homens da força pública. Nos solidarizamos aos companheiros e companheiras do MST e nos somamos aos apelos de divulgação de mais essa brutalidade estatal contra os trabalhadores.

texto retiradol: http://pliniopresidente.com/2010/01/pm-de-serra-prende-9-militantes-do-mst-em-iaras/

mst

MST-SP

26/01/2010

Na manhã desta terça-feira (26/01) recebemos, com extrema preocupação, a informação de que desde o final da tarde de ontem a polícia está fazendo cercos aos assentamentos e acampamentos da reforma agrária na região de Iaras-SP, portando mandados de “busca, apreensão e prisão”, com o intuito de intimidar, reprimir e prender militantes do MST. Neste momento já estão confirmadas a detenção de 9 militantes assentados e acampados do MST, os quais se encontram na Delegacia de Bauru-SP. No entanto, há a possibilidade de mais prisões e outros tipos de repressão.
Os relatos vindos da região, bastante nervosos e apreensivos, apontam que os policiais além de cercarem casas e barracos, prenderem pessoas e promoverem o terror em algumas comunidades, também têm apreendido pertences pessoais de muitos militantes – exigindo notas fiscais e outros documentos para forjar acusações de roubos e crimes afins.
A situação é gravíssima, o cerco às casas continua neste momento (já durando quase um dia inteiro), e as informações que nos chegam é que ele se manterá por mais dias.
Nossos advogados estão tentando, com muita dificuldade, acompanhar a situação e obter informações sobre os processos – pois a polícia não tem assegurado plenamente o direito constitucional às partes da informação sobre os autos e, principalmente, sobre as prisões . No entanto,
é urgente que outros apoiadores Políticos, Organizações de Direitos Humanos e Jornalistas comprometidos com a luta pela reforma agrária e com a luta do povo brasileiro divulguem amplamente e acompanhem mais de perto toda a urgente situação. A começar pelas pessoas que vivem na região de Iaras-SP, Bauru-SP e Promissão-SP.
Situações como esta apenas reforçam a urgência da criação de novos mecanismos de mediação prévia antes da concessão de liminares de reintegração de posse, e de mandados de prisão no meio rural brasileiro – conforme previsto no Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3) -, com o intuito de diminuir a violência contra trabalhadores rurais.
No caso específico e emergencial de Iaras-SP, tal repressão é o aprofundamento de todo um processo de criminalização e repressão que foi acelerado a partir da repercussão exagerada e dos desdobramentos políticos ocorridos na regional de Iaras-SP por ocasião da ocupação da Fazenda-Indústria Cutrale, em outubro de 2009. O MST reivindica há anos para a reforma agrária aquelas áreas do Complexo Monções, comprovadamente griladas da União por esta poderosa transnacional do agronegócio. Ao invés de se acelerar o processo de reforma agrária e a democratização do uso da terra, sabendo-se que naquela região do estado de São Paulo há milhares de famílias de trabalhadores rurais que precisam de um pedaço de chão para sobreviver e produzir alimentos, o que obtemos como “resposta” é ainda mais arbitrariedade, repressão e violência .
O MST-SP reforça o pedido de solidariedade a todos os lutadores e lutadoras do povo brasileiro comprometidos com a transformação do país numa sociedade mais justa e democrática, e de todos os cidadãos e cidadãs indignadas com a crescente criminalização da população pobre e de nossos movimentos sociais pelo país. Não podemos nos intimidar nem nos calar diante de tamanho absurdo!

POLÍCIA VIOLA DIREITOS HUMANOS EM ACAMPAMENTOS DO MST NO PARÁ

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo, reforma agrária | Posted on 03-12-2009

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Divulgamos nota da Pastoral da Terra do Pará sobre violência policial nos acompamentos do MST durante o mês de novembro. Pátria livre, venceremos!

MST_a luta e pra valer

POLICIAIS OU JAGUNÇOS?
Polícia do Pará pisa nos direitos humanos.

Segundo os relatos de trabalhadores rurais cerca de 200 policiais civis e militares, vários deles embriagados, realizaram operações nessas ultimas semanas nos acampamentos da Fazenda Rio Vermelho, Castanhais e Espírito Santo, todas na região de Xinguara.
Espancaram, torturaram até mulher grávida, humilharam, ameaçaram de prisão e de morte, apontaram armas para os trabalhadores, apreenderam pertences das famílias e destruíram suas roças.
Apenas para os 2 primeiros acampamentos existia ordem judicial de busca e apreensão de armas e munições e ainda assim a policia agiu com violência e arbitrariedade, extrapolando totalmente os limites da legalidade e ferindo a dignidade e os direitos humanos dos trabalhadores e trabalhadoras acampadas.
No dia 12.11.09, no Acampamento Alto Bonito, na Fazenda Castanhais, chegaram cerca de 50 policiais, dentre os quais, membros da Delegacia de Conflitos Agrários (DECA), Policiais Militares e integrantes da Tropa de Choque. Os acampados relatam que homens e mulheres foram constantemente humilhados e até ameaçados de morte pela policia durante a operação. Sofreram muita violência psicológica, a fim de que identificassem pelo nome todos os lavradores, bem como os coordenadores.
Destaca-se em particular a arbitrariedade e violência da policia com relação à lavradora Neidiane Rodrigues Resplandes, que mesmo estando grávida de poucos meses, foi obrigada a caminhar cerca de meio quilômetro, debaixo de ofensas e xingamentos. Após uma sequencia de tortura psicológica para que dissesse os nomes dos coordenadores e onde estavam as armas, a mulher passou mal e teve sangramento ali mesmo na frente dos policiais, que ao perceberem o estado da lavradora, colocaram-na no carro e a deixaram no Acampamento.
Segundo os acampados, nenhuma arma de fogo foi apreendida, mas a policia levou muitas ferramentas de trabalho, tais como: facões, facas de cozinha, machados, bomba costal, uma antena de celular, alguns quilos de arroz, feijão, documentos pessoais, 06 motocicletas e até os galões de pegar água no córrego. Nenhuma família sabe para onde foram levados os seus pertences.
Dois dias depois, em 14.11.09, foi a vez do Acampamento João Canuto, na Fazenda Rio Vermelho, aonde chegaram cerca de 200 policiais, incluindo aproximadamente 15 militares da cavalaria. Esses cavaleiros adentraram as roças dos lavradores e destruíram parcialmente as plantações de milho, mandioca e feijão. Durante a revista, os policiais levaram também vários objetos pessoais das famílias, inclusive 02 bandeiras do MST e 04 facões.
Contudo a maior demonstração de vandalismo e brutalidade da policia ocorreu no Acampamento Vladimir Maiakovisk, na Fazenda Espírito Santo. Na noite de 22.11.09, por volta das 19:00, chegaram cerca de 30 policiais militares do GOE (Grupo de Operações Especiais) e passaram a agredir os acampados. Eles desceram do ônibus trajando shorts e camisas tipo regata, todos armados com pistolas, rifles e espingardas calibre 12, gritavam xingamentos e palavras de baixo calão.
Um dos policiais fez a lavradora Rita de Cássia deitar no chão e apontou uma espingarda calibre 12 para a sua cabeça. Outro militar ameaçou de morte o acampado Weston Gomes e lhe deu um soco, na altura da costela. Outro policial apontou a arma para a agricultora Elione, abriu e chutou a sua bolsa.
Conforme as declarações dos acampados, a maioria dos policiais demonstrava visíveis sinais de embriaguez alcoólica e em nenhum momento apresentaram qualquer ordem judicial para adentrar e revistar o acampamento.
Lembramos que no IV Seminário Nacional da Proteção de Defensores de Direitos Humanos, estava presente a Comissária da ONU para assuntos de Direitos Humanos, Navy Pillay, que advertiu sobre excessos cometidos por policiais: ?Agentes policiais tem que saber que não podem abusar de seu exercício profissional?.
Parece que essa advertência não significa nada para esses policiais e seus superiores, pois o que se observa é a repetição das praticas violentas e de banditismo que caracterizaram a ?Operação Paz no Campo? ocorrida no Sul do Pará em novembro de 2007 e que ficou conhecida pelos movimentos sociais como o ?Terror no Campo?. Até quando isso vai continuar?

Xinguara-PA, 25 de novembro de 2009.

Frei Henri Burin des Roziers

COMISSÃO PASTORAL DA TERRA DO SUL E SUDESTE DO PARÁ.

DEBATE CAPITALISMO, ESTADO E REPRESSÃO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento | Posted on 04-11-2009

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Divulgamos debate sobre Capitalismo, Estado e Repressão que se realizará amanhã, 5 de novembro, no Galpão Folias na Santa Cecília. O evento será transmitido pela internet em passapalavra.info. Representantes da academia e dos movimentos sociais debaterão as violências do Estado. Vale pena ir ou linkar.

capitalismo estado repressão

MST RESISTE E SE MANIFESTA

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento | Posted on 27-10-2009

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Divulgamos manifestação do próximo dia 29, em defesa do MST, da Reforma Agrária e contra a criminalização dos movimentos sociais.

29.10 | Ato em Defesa da Reforma Agrária

contra a grilagem de terras públicas
contra a criminalização dos movimentos sociais

mstO Movimento dos trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) vem a público convidar diversos setores da sociedade para participarem de um ato em defesa da Reforma Agrária e do MST, contra a grilagem de terras públicas e contra a criminalização dos movimentos sociais.

As diferentes reações, manobras político-midiáticas, e a articulação da bancada ruralista para a criação da CPI com o objetivo de criminalizar o MST desencadeados a partir da ocupação da Fazenda Capim, explorada ilegalmente pela Empresa Cutrale, gerou uma série de questionamentos e dúvidas em relação à Reforma Agrária e ao MST. Embora tenhamos nos posicionado publicamente por meio de notas e declarações, decidimos construir na região de Iaras, uma atividade com amigos, apoiadores da nossa Luta, com o objetivo de denunciar a utilização de terras públicas por diversas empresas privadas, como a Cutrale (laranja), Luarte, Eucatex, Luacel (eucalipto e pinus) entre outras.

O MST está presente na região desde de 1995. Hoje 350 famílias estão assentadas, fruto da luta do MST, no entanto outras 450 famílias permanecem acampadas em luta exigindo do Incra e do Governo Federal retomar das empresas privadas as terras públicas para fins de Reforma Agrária.

Convidamos a todos/as a participarem deste ato, no dia 29 de outubro de 2009.  A concentração será as 10:00 horas, na Escola Popular Rosa de Luxemburgo (sede da antiga Fazenda Agrocentro), de onde sairemos para o ato, que se realizará na área social do assentamento Zumbi dos Palmares, as 14:00 horas.

Orientação de como chegar:
Rodovia Castelo Branco, no Km 280, logo após o pedágio, a direita antes do Posto Taquarí, possui uma estrada de terra, seguir reto até encontrar o Assentamento Zumbi dos Palmares(cerca de 17 Km ).
A partir daí, a orientação é seguir para a Escola Rosa de Luxemburgo, para a concentração, a estrada será identificada com placas da Escola (cerca de 15 a 20 Km ).

Faremos também um almoço e na parte da tarde seguimos para a realização do Ato.

DOSSIÊ: O MST E AS LARANJAS

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento | Posted on 14-10-2009

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Divulgamos um dossiê , que reúne um conjunto de apreciações muito ponderadas sobre o conflito em terras públicas griladas pela Cultrale envolvendo o MST e as laranjas. Pátria livre, venceremos!

mst_bandeira

Caros,

A frase de Brecht “do rio que tudo arrasta se diz violento, mas nada se diz das margens que o comprimem” parece cair como uma luva sobre esta farsa triste que testemunhamos todos os dias na mídia grande.

Aos que pedem justiça sobre os fatos e mentiras correntes, convido à leitura de alguns artigos, notas e dados tão esclarecedores e convincentes quanto simples e honestos.

É preciso espremer bem as laranjas e os laranjas para extrair um suco de Verdade, para tanto 7 mil  LARANJEIRA$ PLANTADA$ EM TERRA$ GRILADA$ são interessantes, mas insuficientes.


Reconhecer a legitimidade da ação do MST sobre a fazenda da família CUTRALE não é uma questão de ideologia. É mera manifestação de lucidez e coerência.

Por isso faço votos de que outros laranjais tombem, não por questões de ideologia, repito, mas por sede de justiça.

Suco de laranja só se for da agricultura familiar!
Um brinde com suquinho de laranja espremido à mão!
Saúde!

Dr. Rosinha: “Ruralistas defendem cartel da laranja”*


A bancada ruralista no Congresso Nacional defende o cartel internacional
das indústrias de suco de laranja e faz uso de um fato isolado para tentar
ressuscitar um pedido de CPI contra o MST já rejeitado pela maioria do
Legislativo.

A avaliação é do deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), coordenador
nacional da Frente Parlamentar da Terra, ao comentar o episódio ocorrido
na fazenda Santo Henrique, na divisa dos municípios de Iaras, Lençóis
Paulista e Borebi (SP), em que trabalhadores rurais ligados ao MST
derrubaram pés de laranja durante uma ocupação.

“O que os ruralistas querem é requentar a CPI do ódio contra o MST,
ressuscitar um pedido já rejeitado pelo Congresso, a partir de um episódio
isolado”, afirma Dr. Rosinha. “Ninguém defende a derrubada de árvores,
mas, antes de qualquer análise leviana, é preciso avaliar quem é quem
nessa história e o total de árvores cultivadas pela empresa.”

Conforme dados obtidos pela assessoria do mandato do deputado Dr. Rosinha,
a Sucocítrico Cutrale Ltda., dona da fazenda, teria mais de 20 milhões de
pés de laranja distribuídos em mais de 40 fazendas de sua propriedade no
Brasil, além de outras unidades na Flórida (EUA).

Ao se tomar por base a estimativa da PM de São Paulo, que divulgou o
número de 7 mil pés derrubados —o MST sustenta que o número foi menor,
inferior a três mil—, chega-se ao percentual de 0,7% das árvores da
fazenda, que totalizam um milhão, ou então de 0,035% dos cerca de 20
milhões de pés de laranja das fazendas da Cutrale em território nacional.

Em protesto contra a monocultura, o movimento plantaria feijão no lugar da
laranja.

Os herdeiros da família Cutrale detêm cerca de 30% do mercado global de
suco da fruta. Entre seus clientes estão companhias como Parmalat, Nestlé
e Coca-Cola. A família seria uma das mais ricas do país, com fortuna
acumulada equivalente a 5 bilhões de dólares.

Emissoras de TV e jornais citaram o vídeo como se fosse produção de um
cinegrafista amador. Ocorre que as imagens foram captadas a partir de um
helicóptero. “Um cinegrafista amador a bordo de um helicóptero?”,
questiona Dr. Rosinha. “Pelo que apuramos, foi a PM paulista que fez a
gravação e a repassou à mídia, em mais uma tentativa de criminalização da
luta do MST por uma distribuição mais justa da terra.”
Cartel

Alvo de pelo menos cinco processos no Cade (Conselho Administrativo de
Defesa Econômica), órgão encarregado de preservar a concorrência, a
Cutrale é líder de um cartel formado por quatro empresas que dominam o
setor.

Duas delas são multinacionais de outros países: Citrosuco, do grupo
holandês Fischer; e Coinbra-Frutesp, do grupo francês Louis Dreyfus. A
Cutrale e a Citrovita, do grupo Votorantin, são as outras duas.

Essas quatro indústrias detêm mais de 50 milhões de pés de laranja, o
equivalente a 30% das 170 milhões de árvores produtoras de laranja do
Estado de São Paulo, e impõem seus preços aos demais produtores.

Os donos da Cutrale são réus em processos por crime de formação de cartel
e posse ilegal de armas de fogo. Armas e munições foram encontradas em seu
gabinete durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em 2006. O
processo que trata do crime de cartel tramita na 9ª Vara Criminal de São
Paulo.

Grilagem

Há cerca de uma década o Incra (Instituto Nacional de Reforma Agrária)
reivindica na Justiça a posse da fazenda Santo Henrique. Conforme o órgão,
em 1919 a União adquiriu área de aproximadamente 50 mil hectares de terras
particulares para promover um projeto de colonização no interior.

Apenas partes das terras foram transferidas. O restante permaneceu em
poder da União, como o caso da propriedade ilegalmente ocupada pela
Cutrale.

Em janeiro de 2008, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou a tutela
antecipada solicitada pelo Incra, mas a ação reivindicatória segue sua
tramitação na 1ª Vara Federal de Ourinhos.

“Como forma de legitimar a grilagem, a Cutrale realizou irregularmente o
plantio de laranja em terras da União”, diz trecho de nota da direção
estadual do MST em São Paulo. “A produtividade da área não pode esconder
que a Cutrale grilou terras públicas, que estão sendo utilizadas de forma
ilegal, sendo que, neste caso, a laranja é o símbolo da irregularidade.”

A Cutrale também já foi autuada diversas vezes por impactos ao
ecossistema, poluição ao meio ambiente e lançamento de esgoto sem
tratamento em rios.

O MST calcula que 400 famílias acampadas poderiam ser assentadas na
região. Em todo o estado de São Paulo, 1,6 mil famílias sem-terra estão
acampadas. No país, são 90 mil.

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http://www.mst.org.br/node/8299

CPT: “Mais uma vez mídia e ruralistas investem contra o MST”


nota divulgada nesta quarta-feira (7/10)

Mais uma vez mídia e ruralistas investem contra o MST

A Coordenação Nacional da CPT vem a público para manifestar sua estranheza
diante do “requentamento” por toda a grande mídia de um fato ocorrido na
segunda feira da semana passada, 28 de setembro, e que foi noticiado
naquela ocasião, mas que voltou com maior destaque, uma semana depois, a
partir do dia 5 de outubro até hoje.

Trata-se do seguinte: no dia 28 de setembro, integrantes do MST ocuparam a
Fazenda Capim, que abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e
Borebi, região central do estado de São Paulo. A área faz parte do chamado
Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias
fazendas e que pertencem à União. A fazenda Capim, com mais de 2,7 mil
hectares, foi grilada pela Sucocítrico Cutrale, uma das maiores empresas
produtora de suco de laranja do mundo, para a monocultura de laranja. O
MST destruiu dois hectares de laranjeiras para neles plantar alimentos
básicos. A ação tinha por objetivo chamar a atenção para o fato de uma
terra pública ter sido grilada por uma grande empresa e pressionar o
judiciário, já que, há anos, o Incra entrou com ação para ser imitido na
posse destas terras que são da União.

As primeiras ocupações na região aconteceram em 1995. Passados mais de 10
anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos. A maioria
das terras, porém, ainda está nas mãos de grandes grupos econômicos. A
Cutrale instalou-se há poucos anos, 4 ou 5 mais ou menos. Sabia que as
terras eram griladas, mas esperava, porém, que houvesse regularização
fundiária a seu favor.

As imagens da televisão, feitas de helicóptero, mostram um trator
destruindo as plantas. As reações, depois da notícia ser novamente
colocada em pauta, vieram inclusive de pessoas do governo, mas, sobretudo,
de membros da bancada ruralista que acusam o movimento de criminoso e
terrorista.

A quem interessa a repetição da notícia, uma semana depois?

No mesmo dia da ação dos sem-terra foi entregue aos presidentes do Senado
e da Câmara, um Manifesto, assinado por mais de 4.000 pessoas, entre as
quais muitas personalidades nacionais e internacionais, declarando seu
apoio ao MST, diante da tentativa de instalação de uma CPMI para
investigar os repasses de recursos públicos a entidades ligadas ao
Movimento. Logo no dia 30, foi lido em plenário o requerimento para sua
instalação, que acabou frustrada porque mais de 40 deputados retiraram seu
nome e com isso não atingiu o número regimental necessário. A bancada
ruralista se enfureceu.

A ação do MST do dia 28, que ao ser divulgada pela primeira vez não
provocara muita reação, poderia dar a munição necessária para novamente se
propor uma CPI contra o MST. E numa ação articulada entre os interesses da
grande mídia, da bancada ruralista do Congresso e dos defensores do
agronegócio, se lançaram novamente as imagens da ocupação da fazenda da
Cutrale.

A ação do MST, por mais radical que possa parecer, escancara aos olhos da
nação a realidade brasileira. Enquanto milhares de famílias sem terra
continuam acampadas Brasil afora, grandes empresas praticam a grilagem e
ainda conseguem a cobertura do poder público.

Algumas perguntam martelam nossa consciência:

Por que a imprensa não dá destaque à grilagem da Cutrale?

Por que a bancada ruralista se empenha tanto em querer destruir os
movimentos dos trabalhadores rurais? Por que não se propõe uma grande
investigação parlamentar sobre os recursos repassados às entidades do
agronegócio, ao perdão rotineiro das dívidas dos grandes produtores que
não honram seus compromissos com as instituições financeiras?

Por que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), declarou, nas eleições ao Senado
em 2006, o valor de menos de oito reais o hectare de uma área de sua
propriedade em Campos Lindos, Tocantins? Por que por um lado, o
agronegócio alardeia os ganhos de produtividade no campo, o que é uma
realidade, e se opõe com unhas e dentes á atualização dos índices de
produtividade? Por que a PEC 438, que propõe o confisco de terras onde for
flagrado o trabalho escravo nunca é votada? E por fim, por que o
presidente Lula que em agosto prometeu em 15 dias assinar a portaria com
os novos índices de produtividade, até agora, mais de um mês e meio
depois, não o fez?

São perguntas que a Coordenação Nacional da CPT gostaria de ver respondidas.

Goiânia, 7 de outubro de 2009

Coordenação Nacional da CPT

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Alguns

http://passapalavra.info/?p=12839

Laranjas


8 de Outubro de 2009

Falam de Estado Democrático de Direito! Para quem? Com certeza eles só
vêem o artigo que defende a propriedade a qualquer custo. Por Gilmar Mauro

Na região de Capivari, interior de São Paulo, quando alguém exagera, tem
uma expressão que diz: “Pare de Show”!

É patético ver Senadores(as), Deputados(as) e outros tantos “ilustres” se
revezarem nos microfones em defesa das laranjas da Cutrale [1]. Muitos
destes, possivelmente, já foram beneficiados com os “sucos” da empresa
para suas campanhas, ou estão de olho para obter as “vitaminas” no próximo
pleito. Mas nenhum deles levantou uma folha para denunciar o grande grilo
do complexo Monsões [2]. AS LARANJAS, e não poderia ter planta melhor, SÃO
A TENTATIVA DE JUSTIFICAR O GRILO da Cutrale e outras empresas na região.
PASSAR POR CIMA DAS LARANJAS, É PASSAR POR CIMA DO GRILO E DA CORRUPÇÃO
QUE MANTÉM ESTA SITUAÇÃO HÁ TANTO TEMPO.

Não é a primeira vez que ocupamos este latifúndio. Eu mesmo ajudei a fazer
a primeira ocupação na região em 1995 para denunciar o grilo e pedir ao
Estado providências na arrecadação das terras para a Reforma Agrária.
Passados quase 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são
assentamentos, mas a maioria das terras continua sob o domínio de grandes
grupos econômicos. E mais: a Cutrale instalou-se lá há 4 ou 5 anos,
sabendo que as terras eram griladas e, portanto, com claro interesse na
regularização das terras a seu favor. Para tal, plantou “laranjas”! Aliás,
parece ter “plantado um laranjal no Congresso Nacional e nos meios de
comunicação”. O que não é nenhuma novidade!

Durante a nossa marcha Campinas-São Paulo em agosto, um acidente provocou
a morte da companheira Maria Cícera, uma senhora que estava acampada há 9
anos lutando para ter o seu pedaço de terra e morreu sem tê-la. Esta
senhora estava acampada na região do grilo, mas nenhum dos “ilustres”
defensores das laranjas pediu a palavra para denunciar a situação. Nenhum
dos ilustres fez críticas para denunciar a inoperância do Estado, seja
executivo, judiciário…, em arrecadar as terras que são da União para
resolver o problema da Dona Cícera e das centenas de famílias que lutam
por um pedaço de terra naquela região, e das milhares no País. Poucos no
Congresso Nacional levatam a voz, para não dizer outra coisa, para
garantir que sejam aplicadas as leis da Constituição que falam da FUNÇÃO
SOCIAL DA TERRA: a) Produzir na terra; b) Respeitar a legislação ambiental
e c) Respeitar a legislação trabalhista. Não preciso delongas para dizer
que a Constituição de 88 não foi cumprida. E falam de Estado Democrático
de Direito! Para quem? Com certeza eles só vêem o artigo que defende a
propriedade a qualquer custo. Este Estado Democrático de Direito para
alguns poucos, é o Estado garantidor da propriedade, da concentração de
terras e riquezas, de repressão e criminalização para os Movimentos
Sociais e a maioria do povo.

Para aqueles que se sustentam na/da “pequena política”, com microfones
disponíveis em rede nacional, e acreditam que a história terminou, de
fato, encontram nestes episódios a matéria-prima para o gozo pessoal e,
com isso, só explicitam a sua pobreza subjetiva. E para eles, é certo, a
história terminou. Mas para a grande maioria, que acredita que a história
continua, que o melhor da história sequer começou, fazem da sua luta
cotidiana espaço de debate e construção de uma sociedade mais justa.
Acreditam ser possível dar função social à terra e a todos os recursos
produzidos pela sociedade. Lutam para termos uma agricultura que produza
alimentos saudáveis em benefício dos seres humanos sem devastação
ambiental. Querem e, com certeza terão, um mundo que planeje, sob outros
paradigmas que não o do lucro e da mercadoria, a utilização das terras e
dos recursos naturais para que as futuras gerações possam, melhor que
hoje, viver em harmonia com o meio ambiente e sem os graves problemas
sociais. A grande política exige grandes homens/mulheres, não os diminutos
políticos (não no sentido do porte físico) da atualidade; a grande
política exige grandes projetos e uma subjetividade rica (não no sentido
material) que permita planejar o futuro plantando as sementes aqui e
agora. Por mais otimista que somos, é pouco provável visualizar que
“laranjas” possam fazer isso. Aliás, é nas crises, é nos conflitos que se
diferenciam homens de ratos, ou, laranjas de homens.

Notas:

[1] Maior indústria de suco de laranja do mundo, que teve uma de suas
fazendas ocupadas recentemente pelo MST.

[2] Grilagem é o método pelo qual grandes fazendeiros falsificaram títulos
de cartório para se apropriar das terras públicas. O nome se deve pelo
fato de colocar-se títulos falsos em uma gaveta ou baú fechado com um
grilo dentro, que ao morrer expele certas substâncias que dão ao papel a
aparência de envelhecido. Esse método foi muito comum no interior do
estado de São Paulo e data de 1856, data final para que os possuidores de
terra registrassem sua posse nos termos da Lei de 1850 (esta lei proibia a
ocupação de terras do Estado, a não ser por meio de compra, inviabilizando
assim que negros e trabalhadores imigrantes e pobres tivessem a posse da
terra, obrigando-os a se submeterem às formas de trabalho impostas pelos
grandes fazendeiros).


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O LATIFÚNDIO QUE MATA E MALTRATA

Joãozinho Ribeiro(*)

Praga encravada no solo brasileiro conseguiu atravessar quase intocável a totalidade dos regimes políticos que já experimentamos, do império à federação republicana, chegando ao século XXI com um rastro de cruéis conseqüências, que até os dias de hoje enlutam milhares de famílias em todas as regiões do país – a praga do latifúndio.

A incontestável melhoria nos índices de qualidade de vida da população brasileira, usufruída nos anos da gestão do presidente Lula, ainda contrastam com o aumento da concentração da propriedade da terra e com a ampliação do financiamento público para o agronegócio voltado única e exclusivamente para a exportação, em detrimento do crédito de mesma natureza dirigido à agricultura familiar, responsável pela produção de mais de 80 % dos alimentos que chegam diariamente às nossas mesas.

O Censo Agropecuário, divulgado recentemente pelo IBGE, abrangendo um ciclo iniciado em 1995 e encerrado em 2006, revela números que atestam graves distorções na concentração da propriedade e da produção no Brasil.

Os pobres do campo, neste conjunto incluídos aqueles que possuem propriedades inferiores a 10 hectares, tiveram a propriedade de suas áreas reduzidas de 9,9 milhões para 7,7 milhões de hectares, representando apenas 2,7% de todas as propriedades agrícolas do país. Por outro lado, 31.889 fazendeiros, possuidores de propriedades com extensões acima de mil hectares, respondem pela titularidade de 98 milhões de hectares.

Voltados exclusivamente para o agronegócio, temos ainda 15.012 proprietários (1% do total dos estabelecimentos), com propriedades acima de 2.500 hectares, representando 46% do total de todas as terras.

Saindo da concentração da propriedade e entrando na concentração da produção, as distorções são ainda mais alarmantes. Para um Valor Bruto de Produção Agrícola equivalente a R$ 141 bilhões em 2006, o Estado disponibilizou em créditos para o agronegócio, através de diversificadas linhas de financiamento, um total de R$ 80 bilhões, que resultou numa produção avaliada em R$ 91 bilhões, utilizando para tanto uma área de 32 milhões de hectares, ocupada pelo plantio de soja, milho, cana de açúcar e pecuária.

Na contramão desta história, para a agricultura familiar, responsável pela produção de mais de 80% dos alimentos que chegam às nossas mesas diariamente, foram destinados apenas R$ 6 bilhões de crédito, que ainda assim produziram 50 dos R$ 141 bilhões do Valor Bruto da Produção Agrícola de 2006, ocupando uma reduzida área de 7 milhões de hectares, com o plantio de arroz, feijão, mandioca, trigo etc.

Se não levarmos em conta para uma análise menos apaixonada este elenco de dados, o terrorismo jornalístico perpetrado pelos maiores veículos de comunicação do país, representados pelas vozes de profissionais do ramo como Alexandre Garcia e Miriam Leitão, diante das imagens de um trator dirigido por um membro do MST derrubando alguns pés de laranja em plantação da Crutale, passam para a população que a única cultura dos assentamentos de trabalhadores rurais sem terra no país é a da violência sem justa causa; coisa de criminosos, que deve ser punida com todos os propalados rigores da lei.

Os mesmos rigores da lei não são invocados por estes ilustres arautos do latifúndio para pedir a punição dos mandantes dos homicídios das centenas de trabalhadores rurais que lutam com suas famílias por um pedaço de terra. Pior ainda, dos 1.521 casos de homicídios levados a julgamento entre 1985 e 2008, somente 7,5% foram concluídos. Este levantamento foi apresentado pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias, vinculado ao Conselho Nacional de Justiça no I Encontro do Fórum Nacional para monitoramento e Resolução dos Conflitos Fundiários Rurais e Urbanos, na semana passada, em Campo Grande – MS.

Região

Casos

Vítimas

Casos julgados

Mandantes condenados

Mandantes absolvidos

Executores condenados

Executores absolvidos

Norte

504

760

25

16

1

22

15

Nordeste

336

377

18

1

1

12

11

Centro-Oeste

114

165

11

1

2

11

2

Sul

113

144

27

1

4

23

19

Sudeste

62

75

4

0

0

3

2

Total

1.129

1.521

85

19

8

71

49

Fonte: Comissão Pastoral da Terra

A criminalização dos movimentos sociais hoje se tornou objeto de várias iniciativas da direita reacionária, visando a abertura de CPIs nas duas casas do Congresso Nacional. Se contrapondo a estas iniciativas, a presidência do Senado recebeu um manifesto em apoio ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), contendo assinaturas de renomadas personalidades do mundo intelectual, do quilate do jurista Fábio Konder Comparato, do fotógrafo Sebastião Salgado, incluindo o escritor uruguaio Eduardo Galeano e o ensaísta norte-americano Noam Chomsky.

Se as cenas de “vandalismo” na plantação da Crutale repetidas exaustivamente pelos principais canais de televisão são objeto de comoção nacional, igualmente deveriam ser considerados estarrecedores os dados apresentados pelo IBGE sobre a concentração da propriedade e da produção agropecuária e os dados apresentados pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias do CNJ acerca da impunidade dos mandantes dos assassinatos de trabalhadores rurais.

As insinuações televisivas chegam a produzir afirmações caluniosas do tipo “recebem subsídio para praticar crimes” (Ministro Gilmar Mendes), ou “crimes cometidos pelos movimentos sociais” (Alexandre Garcia), taxando de mero eufemismo o termo “movimentos sociais”. Em conjunto questionam e reprovam o “orçamento destinado aos assentamentos em 2010”.

O País mudou, mas estes senhores feudais permanecem com os seus valores vinculados aos tempos do Brasil – Colônia. Caso a chibata ainda fosse permitida, com certeza seria utilizada sem dó, nem piedade no couro dos assentados.

(*) poeta/compositor, ex-Secretário de Estado da Cultura do Maranhão.

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Dados complementares:

Sobre a CUTRALE:
Em 2006, desembolsou R$ 1,93 milhão para meia
centena de candidatos, de partidos como o PMDB (deu R$ 200 mil para a candidatura de
Orestes Quércia ao governo de SP), o PT (deu R$ 50 mil a Antonio Palocci Filho e R$
25 mil a Arlindo Chinaglia), e o PSDB (contribuiu com R$ 50 mil para a campanha de
Paulo Renato Souza). Foram contemplados também PDT, PPS e PTB.
A Cutrale também contribuiu com a campanha de Severino Cavalcanti (PP-PE).
Deu R$ 20 mil ao pernambucano, que tentava voltar à Câmara dos Deputados depois de
ter renunciado ao mandato, acusado de corrupção. Os valores são pequenos diante da fortuna
que possuem. Já os candidatos escolhidos, estes valem ainda menos…

Sobre o censo do IBGE recém divulgado:

A concentração da propriedade de terra medida pelo índice Gini pulou de 0,852 em 1996
para 0,872 em 2006. Nestes dez anos o Brasil conquistou o título de país com maior
concentração da propriedade rural.

35% dos homen adultos e 45% das mulheres que moram e trabalham no campo não sabem ler nem escrever.
Apenas 7% da população que mora no campo tem ensino fundamental completo.

Apesar de ter aprox. 30% do total das áreas, os pequenos estabelecimentos garantem 84% dos empregos.
Se o agronegócio não é o maior gerador de empregos, sua importância para a economia nacional reside
no maior potencial de geração de divisas? Negativo. A agricultura familiar é mais eficiente na utilização
da terra pois gera R$ 677 por hectare contra R$ 358 por hectare da agricultura não-familiar. Que aconteceria
se aumentássemos a área destinada à agricultura familiar? Teríamos mais divisas?

As peqeunas propriedades ocupam 2,7% da área total dos estabelecimentos rurais e as grandes propriedades,
com mais de mil hectares, ocupam 43% da área total. As pequenas propriedades representam 47% do total do número de

estabelecimentos rurais do país enquanto os latifúndios correspondem a apenas 0,91% do total.

No artigo de Joãozinho Ribeiro há o anúncio de que o PIB agrícola (valor bruto da prod. agrícola)
foi de R$ 141 bilhões. Acontece que apenas 20 EMPRESAS APRESENTARAM PIB DE R$ 112 BILHÕES EM 2007.
Assim, 20 empresas controlam todo o agronegócio e 80% de toda a produção agrícola.