Informe:

NOSSA PROPAGANDA ELEITORAL

Essas serão as eleições da internet, através da rede virtual, candidaturas pequenas e proletárias como as do nosso partido, o PSOL , têm a possibilidade de vir a público e colocar suas idéias para o povo. Vai ai uma pequena seleção do nosso horário político ideal:

Leia Mais

Reitoria da USP volta a funcionar!!!

Posted by Baltazar | Posted in Contra ou Cultura!!!, Educação, O povo sai as ruas | Posted on 09-06-2010

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B-Negão na ocupação da reitoria de 2007

Depois de 12 dias sem expediente a reitoria da USP começou a funcionar. As portas de aço não impediram a vontade de lutar dos trabalhadores da universidade.

Assembléia, discussões ocorreram logo após a ocupação. Apoios diversos começam a se somar com essa nova fase da luta dos trabalhadores – em gureve a mais de um mês. Na tarde de ontem foi a vez do professor Luizinho – Eca-USP – trazer a sua aula para o palácio do Rei-Tor. A noite foi a vez da cultura e diversão, show com B-Negão, banda do canil e convidados. Aproveitando o momento para divulgar a greve e arrecadar fundos para os mais de mil funcionários que tiveram seus salários cortado.

No dia de hoje foi a vez de Chico de Oliveira  ministrar sua aula com seus alunos da pós-graduação, funcionários e alunos ocupantes.E pela tarde uma caravana da USP se dirigiu a Campinas para um ato unificado com funcionários da Unesp e da Unicamp. Novo folego a luta dos funcionários da USP, mostrando para o coletivo dos movimentos que a unidade surge das lutas. E que esse é o caminho para a nossa reorganização. Agora é somar forças com o Sintusp, ocupar a reitoria e dar uma função social para o coração da burocracia universitária.

Funcionários da USP ocupam a reitoria!!!

Posted by Baltazar | Posted in Criminalização do Movimento, Educação, O povo sai as ruas | Posted on 08-06-2010

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Depois de confirmado o desconto do salário de cerca de mil companheiros e companheiras em luta, em greve desde o dia 4 de maio, os trabalhadores da USP ocuparam a reitoria da universidade. Muitos tiveram suas contas bancárias literalmente zeradas. Os funcionários realizaram hoje assembléia massiva dentro da ocupação e deliberaram a continuidade da ação, mostrando que o direito de greve dos trabalhadores não será impedido por portas blindadas.

Os protestos irão continuar até o estabelecimento de isonomia salarial entre professores e funcionários, reivindicação priorizada pelo movimento desde a concessão de 6% de aumento aos professores em fevereiro.

Rodas e os demais reitores do Cruesp já demonstraram inúmeras vezes que desprezam os trabalhadores. A primeira delas foi a quebra da isonomia, tentando dividir a categoria. Agora fecharam as negociações com o Fórum das Seis, enquanto os reitores da Unesp e Unicamp foram viajar para o exterior em plena campanha salarial e Rodas faz palanque para o seu “padrinho” Serra!!!

Amanhã, funcionários e estudantes seguem para ato na Unicamp para forçar a volta das negociações com o Cruesp, e os estudantes realizam assembléia para deliberar se apoiam a ocupação.

TERRA LIVRE-SP: 100 famílias ocupam terreno na

Posted by Baltazar | Posted in Criminalização do Movimento, O povo sai as ruas | Posted on 22-04-2010

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Ao contrário do jornal da família Frias ou Mesquita, que apóiam a repressão policial contra o povo que luta, o site outubrovermelho corre junto com os movimentos sociais. Divulgando a ocupação das famílias vítimas da enchente no Pantanal, nos solidarizando em ondas virtuais e presencial. Aproveitando para denunciar também a ação policial contra aqueles que lutam.

TERRA LIVRE-SP: 100 famílias ocupam terreno na

Zona Leste de São Paulo


Na luta, na luta, nós vamos resistir

Na luta, na luta, nós vamos resistir

Pela nossa casa, pela moradia

Pela Terra Livre, lutaremos todo dia!

Na madrugada de 17 para 18 de Abril de 2010, cerca de 100 famílias organizadas no TERRA LIVRE – movimento popular do campo e da cidade, ocuparam um terreno na Zona Leste de São Paulo. Esta é uma ação organizada pelas vítimas das enchentes de dezembro de 2009 e janeiro de 2010, causadas pelo governo estadual ao realizar o fechamento das comportas da barragem da Penha.

Queremos denunciar à toda sociedade que as enchentes não são uma catástrofe natural, mas o manejo das comportas das barragens do rio Tietê, numa política planejada do governo e da prefeitura para facilitar a retirada de famílias para a construção do Parque Linear Várzeas do Tietê.

Não é admissível a política atual de retirar as famílias de seus lares para que as mesmas famílias paguem para morar o resto de suas vidas. Ou que em troca recebam uma bolsa-aluguel de R$ 300 por seis meses. Reivindicamos do governo estadual e da prefeitura uma real política de habitação, em que as famílias que perderam suas casas recebam outra no lugar.

Fazemos um chamado às pessoas e entidades comprometidas com as lutas populares. Precisamos de apoio material e político em mais esta luta. Nós, trabalhadores e trabalhadoras atingidos pelas enchentes não deixaremos nossa situação cair no esquecimento. Lutaremos até o fim por uma moradia digna e por uma sociedade mais justa e igualitária.

Aqui estão as famílias vítimas das enchentes do governo Serra, que perderam tudo menos a coragem de lutar!

Uma casa por outra!

Queremos moradia digna!

Reforma Urbana Já!

TERRA LIVRE – SP: URGENTE!
Repressão da PM impede entrada de comida no acampamento
O mesmo governo que provoca enchentes e derruba casas, agora impede a entrada de alimento
INFORME n° 02 – 20.04.2010

Desde ontem [19.04.2010] a PM vem reprimindo as famílias, vítimas das enchentes, que ocuparam um terreno na Vila Curuçá, Zona Leste de São Paulo. A Polícia Militar vem tem adotado o método de tortura pscológica, revistando e constrangendo todas as pessoas que entram na ocupação e está impedindo a entrada de todo e qualquer alimento, inclusive para as crianças.
Neste momento a solidariedade é importante e necessária. Pedimos o apoio material, político e sobretudo jurídico. Nestge momento (09h55), a PM está multando e apreendendo todos os carros estacionados em frente ao acampamento.
O mesmo governo que fecha as comportas das barragens, inundando propositalmente a população, que derruba casas sem entregar novas casas no lugar, agora reprime quem não aceita ficar calado, e faz até mesmo as crianças passarem fome!
Desde domingo os moradores estão zelando pelo terreno, que estava cheio de lixo. As crianças iniciaram uma horta, cuidando com carinho de seu novo lar, um espaço onde podem brincar e crescer sem o risco do governo inundar suas casas. Infelizmente ainda não houve tempo para que a horta produza a alimentação necessária para as crianças. Portanto é inadmissível que a PM, sob o comando do governo, continue a impedir entrada de comida.
O PODER PÚBLICO, QUE DEVERIA GARANTIR O DIREITO A VIDA, JÁ RETIROU A MORADIA DAS FAMÍLIAS E AGORA ESTA IMPEDINDO O DIREITO FUNDAMENTAL À ALIMENTAÇÃO:
JOSÉ SERRA, GILBERTO KASSAB e agora ALBERTO GOLDMAN (novo governador) estão praticando TERRORISMO DE ESTADO!

Aqui estão as famílias vítimas das enchentes do governo Serra, que perderam tudo menos a coragem de lutar!

– Uma casa por outra!
– Minha casa é minha luta!
– Reforma Urbana Já!

TERRA LIVRE – movimento popular do campo e da cidade

Regional São Paulo

www.terralivre.org

secretaria@terralivre.org

11-7379 8860 – Vagner

11-7362 2841 – Zélia

11-7487 2925 – Marcio

II Ato Campo-Cidade contra a Criminalização dos Movimentos Sociais

Posted by rafah | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento | Posted on 09-04-2010

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Interessantíssima proposta de ato político e cultural! Vamos ocupar os museus e as escolas!

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II Ato político-cultural campo-cidade

Venha participar dessa manifestação dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade da região de Campinas!

Está cada vez mais forte a repressão contra os que lutam por uma sociedade mais justa em que haja trabalho, terra, comida e moradia PARA TODAS E TODOS. Este ato inicia uma campanha contra os que não permitem que nos organizemos para lutar por nossos direitos. Não vamos aceitar que nos calem! 

LUTAR NÃO É CRIME!!!

9 de abril – 14 H
Mesa de discussão – Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais – com representantes do MST, MTD, MTST  e Flaskô
No MIS (Museu de Imagem e Som) na Rua Regente Feijó, n° 859 – Centro – Campinas

10 de abril – A PARTIR DAS 10 H


Vamos protestar através da arte da cultura do povo com música, dança, teatro contra aqueles que oprimem o povo trabalhador!

HIP HOP – SAMBA – MODA DE VIOLA – BATUCADA -  TEATRO DE RUA

Na Escola EMEF OZIEL ALVES PEREIRA, Rua Fauze Selhe, S/N – Pq. Oziel – Campinas

Organização: MST e MTD

Apoio: Sindicato dos Metalurgicos de Campinas e Região, Sindicato Quimicos Unificados, Sindicato dos Petroleiros, da COnstrução Civil, Sinergia, Flaskô, MTST, DCE- Unicamp, ABRAÇO, Camará – comunicação e educação popular

COSEAS-USP OCUPADO

Posted by rafah | Posted in Educação, política institucional | Posted on 19-03-2010

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Segue informe dos motivos e reivindicações do movimento que ocupou a Coordenadoria de Assistência Social da USP.

As políticas de assistência e permanência estudantil, um direito dos estudantes, nâo tem sido cumpridas pela COSEAS (Coordenadoria de Assistência Social), ao contrário, este órgão, a serviço da reitoria da USP, tem trabalhado sempre no sentido de dificultar e impedir o acesso dos estudantes aos programas de permanência.

Mediante tal posicionamento por parte da burocracia universitária, a Assembléia de Moradores (moradores, hóspedes, alojados e candidatos que não conseguiram vaga na moradia) do CRUSP realizado em 17/03/2010 deliberou por ampla maioria de votos a OCUPAÇÃO imediata do espaço do COSEAS, localizada no térreo do bloco g DO crusp, espaço este que originalmente era destinado à moradia dos estudantes, que fora tomado pelo COSEAS. PORTANTO DECIDIMOS RETOMARMOS O ESPAÇO QUE É DE DIREITO DOS ESTUDANTES.

OS MOTIVOS DA OCUPAÇÃO:
Falta de vagas na moradia;
Atraso da reitoria na conclusão da obra do novo bloco de residência;
Expulsões arbitrárias de moradores (inclusive durante a madruaga);
Fim do programa Bolsa Trabalho;
Irregularidades constatadas nos processos de seleção sócio-econômios realizados pea COSEAS;
Privatização do espaço de moradia cedido pela USP ao Banco Santander;
Terceirização e precarização das condições de trabalho em órgãos administrados pelo COSEAS;
Política de vigilância, perseguição e violência implementada pelo COSEAS contra os moradores

AS REVINDICAÇÕES DA OCUPAÇÃO:
Mais vagas na moradia e nos alojamentos;
Agilização da conclusão das obras do novo bloco da moradia;
Fim das expulsões arbitrárias de estudantes da moradia;
Fim do serviço de vigilância de estudatnes da moradia;
Autonomia dos estudantes no espaço da moradia e nos processos seletivos para os programas de permanência;
Contratação de mais funcionários e melhoria nas condições desumanas de trabalho e atendimento nos restaurantes da COSEAS

VENHA OCUPAR

MST e as bobageiras da mídia.

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, reforma agrária | Posted on 08-10-2009

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feijão nascendo onde antes era laranjafeijão nascendo onde antes havia laranja

Como era de se esperar, a famigerada aristocrática dos meios de comunicação rosna como cão bravio. O jornal da família Frias late, esperneia e cobra atitudes mais duras do presidente. Mais dura que não fazer reforma agrária. Eles querem cadeia, tortura e a aniquilação política do movimento.

Em uma de suas matérias sobre a ocupação da fazenda, na região de Iaras, diz que o delegado responsável irá indiciar os líderes da ocupação por formação de quadrilhas, esbulho possesório, furto e dano. O editorial do mesmo jornal diz que o governo está sendo leniênte com o movimento e que precisa ser mais duro. Afirmando ainda que o agronegócio evoluiu, e alavancou o crescimento econômico do Brasil.

Soa sinismo essa avalanche de acusações por parte da mídia burguesa, usando o método nazista de que uma mentira repetida quinhentas vezes vira verdade, de esconder os seus métodos acusando outros. Em primeiro lugar é preciso esclarecer que a fazenda Cutrale na verdade é terra pública, ocupada ilegalmente pela empresa onde a muitos anos utilizam terras públicas para fazer furtuna pessoal. A famosa elite brasileira a muito tempo se esconde em esquemas de ocupação de terrras públicas, em consórcio com cartórios e o poder público para enriquecer. Sobre essa corja ninguem acusa de formação de quadrilha, furto e dano ao patrimonio público. A família Frias, a família Marinho, a família Mesquita ladrão como cães famintos.

área derrubada pelo MST para plantar feijão. Ao fundo o resto da propriedade.

área derrubada pelo MST para plantar feijão. Ao fundo o resto da propriedade.

Se escondem atrás de índices de crescimento econômico para legitimar a ocupação de terras pelas elites brasileiras, como um privilégio e monopólio hereditário, que apenas poucos podem fazer. Acusam, primeiramente, o MST de destruir 7 mil pés de laranja. Agora falam em 12 mil, apenas como efeito superlativo. Porem não dizem que a fazenda tem um milhão de pés . Se o número de pés derrubados pelo movimento, calculado pela polícia, seja verdadeiro representa 1% do laranjal da fazenda. Agora pergunto eu: O que é pior derrubar 10 mil pés de laranja para plantar feijão, ou derrubar 25 mil hequitares de mata para plantar laranja? Esse é o simbolo do progresso das elites brasileiras.

militante

Nada dizem da situação deplorável que vive os catadores de laranjas. Nada dizem das fazendas que se encontram trabalho escravo. Esses são protegidos pela família Frias, Mesquita, Marinho e o resto da quadrilha. Esses são protegidos pelos políciais, pela justiça e pelo governo, como o banqueiro Dantas. A elite agrárea brasileira é absolvida de todas as acusações de pistolagem contra o movimento dos trabalhadores. Agora quando o povo se organiza e vai cobrar a parte que lhe cabe deste latifundio são acusados de estarem contra o progresso. Esconde do povo (ou da classe média que lê esses jornais) que é essa política de concentração de terras que leva ao inchaço das cidades. Que é a expulsão do homem do campo que transforma nossas cidades em espaços caóticos e sem perspectiva para a grande maioria do povo.

Caminhões inteiros, ao contrario do que diz os canalhas.

Caminhões inteiros, ao contrario do que diz os canalhas.

Mais a ira desta corja não está esgotada. Logo após verem a CPI contra o MST sendo arquivada no congresso nacional, após a retirada de 45 assinaturas de deputados, eles utilizam esse episódio para pressionar os congressista a voltarem a assinar o pedido de CPI. Fica claro para quem conhece de perto os métodos do MST que a quebra dos tratores foi feita após a desocupação. O jornal da família Frias mente ao dizer que chegou ao local após a saída do movimento, no seu jornal de hoje (8 de outubro) eles mostram uma foto de dentro da fazenda, onde militantes conversam na sede da fazenda. Esse é o jornalismo canalha. Para conseguir voltar em pauta a CPI do MST mexem em provas que deveriam ser preservadas para a investigação. E a última pergunta que faço é: Por que a família Frias não fala nada sobre a invasão da Cutrale sobre terras públicas?

Efetivo oficial para assassinar o povo.

Efetivo oficial para assassinar o povo.

Aê canalhada uma hora a casa cai pra vocês!!!!

PSOL É A FAVOR DO ABORTO SIM

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, política institucional | Posted on 02-09-2009

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No segundo congresso do PSOL, as lutadoras de nosso partido protagonizaram um dos momentos mais importantes do fim de semana de debates. As mulheres ocuparam a mesa que “aprovava” resoluções “consensuais” exigindo a inclusão da sua resolução sobre a luta feminista. A mesa entendia que não havia consenso sobre a questão (muito provavelmente porque Heloísa  Helena já se colocava contra), porém no primeiro congresso já se havia votado/deliberado o posicionamento do partido a favor do aborto e as mulheres entendiam que esse resolução só reafirmava o que já estava definido como diretriz partidária. Depois de duas ocupações da mesa para aprovar o documento, a bancada do MES/MTL (Heloísa Helena e Luciana Genro) se retirou do plenário e o congresso foi suspenso. O episódio, apesar de todo o seu conteúdo ambigüo, mostra que no interior do partido existe disputa de fato, e, principalmente, que nessa luta as mulheres estão na vanguarda.

Segue a tal resolução pivô dos acontecimentos.

ABORTO NÃO É CRIME

heloisa pelo aborto

Contribuição do Setorial de Mulheres ao 2º Congresso do PSOL: O PSOL e a luta feminista

Falar em capitalismo é falar em opressão na sua face mais cruel e excludente. Um sistema que nos nega o direito à alimentação, à moradia, à saúde, à educação, à segurança e ao lazer, condições básicas e essenciais para se viver. Homens e mulheres são oprimidos todos os dias diante da lógica imposta onde poucos/as têm tudo e muitos/as não têm nada. Nele, todos os trabalhadores e as trabalhadoras estão sob a dominação do capital. Todavia, a forma como a força de trabalho é explorada e oprimida varia quantitativa e qualitativamente em função do machismo, racismo e homofobia. O racismo e o patriarcado são altamente funcionais à reprodução do capital na medida em que criam benefícios e desigualdades entre alguns segmentos dos oprimidos, minando a resistência coletiva. Juntos constituem pilares de sustentação do atual sistema econômico. A luta contra o racismo, o machismo e a homofobia fazem parte da estratégia para o socialismo verdadeiramente democrático, baseado em relações não hierárquicas e libertárias.
No que diz respeito à força de trabalho feminina, o capitalismo se beneficia da divisão sexual do trabalho, hierarquicamente organizada. Às mulheres são destinadas a responsabilidade exclusiva sobre a produção social e a manutenção da força de trabalho, incluindo todo trabalho doméstico, constituindo uma dupla jornada onde os serviços do lar são realizados gratuitamente e não reconhecidos socialmente. Por um lado, os capitalistas reservam às mulheres que conseguem se inserir no mercado de trabalho, prioritariamente, as atividades produtivas extensivas às domésticas, com baixa valorização social e, consequentemente, os salários mais baixos. Além disso, é notório que as trabalhadoras sem estabilidade recebem remuneração inferior a dos homens, independente de possuir igual escolaridade, para executar as mesmas tarefas.
Em um contexto de flexibilização e crise econômica na qual se mantém a transferência de dinheiro público para ajudar banqueiros e empresários diminuindo o peso nos bolsos dos ricos e aumentando esse peso sobre os pobres, infelizmente, as trabalhadoras são as mais atingidas, na medida em que estão em situação maior vulnerabilidade e precarização. Ficam também especialmente expostas ao aumento da violência dentro e fora de casa. Inúmeras pesquisas demonstram o impacto social do desemprego sobre a vida delas. Nas casas explode a violência doméstica a dependências química e outras mazelas.
É fundamental garantir a auto-organização feminista e, ter a temática transversal, para assegurar que essa pauta seja de fato apropriada por todos e todas militantes e dirigentes do PSOL, com a seriedade e contundência que a conjuntura exige e avançar para uma concepção partidária em que as resoluções dos setoriais e das instâncias sejam efetivamente respeitadas pelo conjunto da militância, independente do papel que cumprem nas estruturas internas ou como representantes do partido.
Incorporar a luta e organização das mulheres no PSOL também significa produzir política com e para as mulheres, convidá-las a lutar por seus direitos e pelos direitos de toda a classe trabalhadora. As reivindicações das mulheres, assim como as da classe trabalhadora, em sua radicalidade atacam pilares centrais de sustentação do capitalismo já que dentro desse sistema a igualdade entre homens e mulheres não é possível. Aderir ao feminismo, portanto, é aderir à luta anticapitalista.
·  Oficialização dos setoriais no partido:
Neste 2° Congresso Nacional do PSOL, reforçamos a necessidade da oficialização dos setoriais no partido como instância e a participação de seus representantes nas executivas e diretórios municipais, estaduais e nacional. Formalização dos setoriais no PSOL com autonomia, e direito de voz nos espaços de direção e executivas do partido. É fundamental a militância participar da luta feminista e chamamos as mulheres de nosso partido a construírem Coletivos Estaduais e Nacional das Mulheres do PSOL.
·  Garantia e incentivo da participação das Mulheres nos espaços do partido.
De um modo geral ainda vemos o espaço político como um espaço muito masculino onde poucas mulheres participam, permeado de valores e práticas machistas que afastam a participação já difícil das mulheres. É fundamental que o PSOL tenha maior participação de mulheres em todos os espaços de representação e direção (Congressos, Encontros, Executivas, Diretórios, etc). Apesar de capazes na lógica geral da política muitas vezes as mulheres ficam longe dos espaços de direção e representação tendo um impacto também na incorporação das demandas das mulheres pelo partido. Para vencer as barreiras que impedem a participação das mulheres na política e trazer mais companheiras para essa luta é preciso combater preconceitos e a concepção de que o machismo já foi superado, buscando ampliar a participação das mulheres nas fileiras e estruturas dirigentes do partido, com maior representatividade regional e dos diversos movimentos e setores. Queremos um partido de homens e mulheres e a incorporação das cotas no estatuto e no programa do PSOL
·  Políticas públicas para mulheres nos programas eleitorais.
Nossas campanhas eleitorais ainda contam com pouca formulação para as mulheres. Se queremos ser um partido de toda a classe trabalhadora é fundamental que o PSOL lute por políticas públicas para mulheres conseguido avaliar avanços e retrocessos nas políticas dos governos atuais para mulheres. Queremos ser parte ativa na elaboração do programa e na construção de um perfil feminista radical para o PSOL nas eleições de 2010.
Essa é uma iniciativa que deve partir também da auto-organização das mulheres, mas que deve ser incorporadas e discutidas pelo PSOL como um todo. É fundamental para isso que o processo de formulação das plataformas eleitorais sejam processos democráticos discutidos e decididos por todos os filiados.
·  Estrutura de creches nos encontros do PSOL.
Sabemos que as tarefas de casa e os cuidados com os filhos devem ser divididos por todos, mas sabemos que essa ainda não é a realidade da maior parte das mulheres que também por conta disso enfrentam dificuldades de participação política. É fundamental, portanto, que o PSOL ofereça na medida do possível estruturas de creches nos eventos do partido para possibilitar a participação democrática e igual tanto dos homens quanto das mulheres.
·  Gênero e Sexualidade:
Assim como a opressão de gênero, a homofobia também deve ser combatida pelo PSOL, por fazer parte da estratégia excludente do capitalismo. O partido deve ter uma maior participação no movimento LGBTT, atuando no meio parlamentar, na batalha pelos direitos civis dos homossexuais e na construção de uma setorial forte e inserida nos movimentos sociais.
·  Fundação Lauro Campos:
Que a Fundação Lauro Campos tenha um Conselho gestor para discutir democraticamente suas funções, e que tenha um conselho consultivo formado pelos setoriais do partido. Que entre suas principais funções seja o caráter formativo de nossa militância.
Sobre a Legalização do Aborto
Ainda no I Encontro Nacional de Mulheres do PSOL, entre as diversas deliberações, foi aprovada a seguinte resolução:
“Sobre o aborto: As mulheres do PSOL defendem a legalização do aborto. Nossa defesa é a de que o direito ao aborto precisa ser tratado pela sociedade como uma questão de saúde pública. Para garantir o pleno acesso ao aborto seguro, o Estado precisa oferecer (em todos os aspectos – físicos, psicológicos, etc.) o mesmo.”
Foi aprovado também:
a)            Política de saúde pública com atendimento digno e integral às necessidades da mulher em todas as fases de sua vida e não apenas na fase reprodutiva;
b)            Política de educação sexual com acesso a contraceptivos gratuitos e de fácil acesso;
c)            Aborto gratuito a partir da 1º menstruação sem limites de idade;
d)            Acompanhamento psicológico e social a todas as mulheres que optarem pela interrupção involuntária da gravidez
e)            Lutar pela ampliação do acesso a pílula do dia seguinte
f)              Contra a exigência do BO para realização de abortos decorrentes de estupro; que o laudo médico de qualquer violência contra a mulher sirva como instrumento para a formalização do BO com fins de investigação criminal a ser efetuado no próprio hospital. Para garantir essa formalização, lutar pela realização de plantões policiais específicos para o registro de violência contra a mulher
A legalização do aborto é uma bandeira histórica do movimento de mulheres. Sua proibição é responsável por milhares de mortes de mulheres em todo o Brasil, em especial de mulheres pobres e de negras. Por isso é fundamental que todo o PSOL entenda a importância desta pauta e a conseqüência que manter o aborto ilegal tem na vida das mulheres e inclua nos debates cotidianos e na sua militância dentro e fora do partido esta questão. É importante lembrar que o estado brasileiro deve ser laico e que é somente às mulheres que cabe decidir sobre fazer ou não um aborto de acordo com suas convicções religiosas, não diante de uma imposição do Estado.
No I Congresso do PSOL, o “Setorial” de Mulheres do PSOL tentou incluir temas discutidos no I Encontro Nacional de Mulheres nas discussões do congresso para possibilitar a incorporação das questões feministas ao Congresso e ao Programa do PSOL, no entanto, apesar das movimentações – cartazes, camisetas, reuniões, articulações com outros coletivos/setoriais – nada foi formalmente aprovado. Nem mesmo a formalização dos setoriais do partido, com exceção do tema do aborto, que, apesar de ser transformado em um ponto isolado de discussão, foi aprovado. A resolução sobre a defesa pelo PSOL da legalização do aborto foi uma vitória histórica das mulheres do partido e sem dúvida expressou a disputa por uma concepção de partido onde a base determina os rumos do seu instrumento de luta
Do nosso I Congresso do PSOL para cá, o “setorial” de mulheres continuou coerente com as deliberações do partido e prosseguiu pautando a questão da legalização do aborto e dos direitos reprodutivos das mulheres nos movimentos sociais (entre esses o movimento de mulheres e movimento negro) compondo os Fóruns e Frentes de Luta pela Legalização do Aborto, articulação do movimento social que conta com a participação de diversos setores do movimento social. Para além da questão da legalização do aborto continuamos lutando por muitas outras pautas para dentro e para fora do partindo entendendo que a luta pela igualdade entre homens e mulheres deve ser uma luta de todos os socialistas, estando o PSOL localizado aí.
O II Congresso do PSOL é a nossa chance de avançarmos nas lutas travadas até aqui. É necessário que todo o PSOL incorpore as políticas discutidas nos seus setoriais!
Ratificamos a caminhada que trilhamos até agora, mas temos clareza dos inúmeros desafios. Por conta de todos estes desafios, propomos também:
·        Fomentar debates, propostas e mobilizações que destaquem a pauta feminista no PSOL, indo além das resoluções aprovadas, que devem estar enraizadas nos núcleos, instâncias partidárias, movimentos sociais que fazemos parte e mandatos do PSOL.
·        Contribuir na construção do movimento feminista geral, ampliando as mobilizações e defendendo respostas autônomas e combativas aos ataques da Igreja e demais setores conservadores, do governo Lula e do capital internacional.
·        Que as figuras públicas do PSOL respeitem as deliberações congressuais do partido procurando não se manifestar contrariamente às resoluções do partido em momentos de representação do PSOL.
·        Incorporação de bandeiras das mulheres em políticas do PSOL nos movimentos sociais, estudantis e sindicais.
·        Acompanhar e dar suporte às reivindicações das mulheres indígenas nos espaços políticos em que elas se encontrem para lutarem contra as práticas discriminatórias vivida por elas em suas próprias comunidades, nas relações interétnicas, e em qualquer espaço que se organizem.
·        Garantir que as políticas tiradas pelas mulheres indígenas em seus espaços de debates com relação às ações que combatam a discriminação e violência de gênero, possam encontrar dentro do partido suporte para serem debatidos dentro e fora do PSOL, adotando um enfoque baseado nos direitos humanos.
·        Que haja uma interlocução com os mandatos que devem ser orientados a serem parceiros das demandas dos setoriais.
·        Luta pela regulamentação da garantia do acesso ás vagas nas creches e da educação infantil para sejam responsabilidade do Estado (projeto de lei de Heloisa Helena aprovado no senado); e que seu conteúdo contemplem a lei 10.639 e lei 11.645.
·        Manutenção das cotas raciais na UERJ e UNB, e inclusão nas universidades onde as cotas raciais não estão estabelecidas; com produção do conhecimento não-racista nas universidades. Esta política tem contribuído para o aumento de mulheres negras nas universidades.
·        Luta pela estruturação e aumento do número de maternidades para diminuir o número de mortalidade materna, onde as mulheres negras são as maiores vítimas.
·        Regulamentação imediata das terras dos remanescentes dos quilombos, com direitos iguais entre homens e mulheres quilombolas.
·        Participar dos debates sobre o controle social da imagem da mulher da mulher da mídia, reivindicando a não vinculação de uma imagem esteriotipada e mercantilizada da mulher nos meios de comunicação, enfrentando o debate das concessões e do monopólio e lutando pela democratização dos meios de comunicação em nosso país.

Leia também:

  1. Movimentos dizem não à criminalização das mulheres em evento na Câmara Municipal
  2. Lançamento da Frente Paulista pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do Aborto
  3. Secretaria de Mulheres publica cartilha sobre a legalização do aborto
  4. 8 de março: dia de reafirmar o feminismo e a luta socialista!
  5. 5.000 mulheres vão às ruas contra a crise capitalista e a criminalização das mulheres

Solidariedade às 800 famílias despejadas no Capão Redondo

Posted by edutiao | Posted in Criminalização do Movimento | Posted on 27-08-2009

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Boa noite pessoal.

Conversei agora a pouco com uma líderança da favela do Parque do Engenho (Capão Redondo).

Ela me disse que tem uma igreja próxima da favela que está recebendo doações e repassando os objetos só para as famílias que estão alojadas lá.

As famílias que estão dormindo na rua não tem acesso a essas doações. Então por enquanto o local que temos como referência para mandar as doações é a própria calçada, onde várias famílias estão dormindo debaixo de lona.

Os moradores estão precisando de mais lona para conseguir continuar resistindo, cobertores, roupas de frio, sapatos, colchonetes, comida e vela.


Os contatos que tenho são:

Felicia da Frente de Lutas: (11) 7469-1114

Laura: (11) 7290-8182

Endereço do local onde as famílias estão dormindo:

Estrada de Itapecerica entrar na Av. Dom Rodrigo Sanches que fica antes do 37° Batalhão. Depois entrar na rua Ana Aslan que vai dá direto na rua que os moradores estão.

Karina Santos
Moradora da Favela do Real Parque- Favela Atitude
7503-4948

Fábrica Ocupada

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 07-05-2009

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AS AMEAÇAS AOS EMPREGOS NA FLASKÔ CONTINUAM!
Confirmada Audiência Pública em Brasília – 20/05 às 11 horas

AOS COMPANHEIROS QUE CONHECEM NOSSA LUTA QUE LEIAM ATÉ O FINAL, POIS É MUITO IMPORTANTE!
E ÀQUELES QUE NÃO CONHECEM, QUE LEIAM PARA CONHECER!

É hora de decidir salvar a Flaskô!

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É hora de decidir barrar as demissões!

Fábrica fechada é fábrica ocupada e estatizada!

A luta dos trabalhadores da Flaskô vai completar 6 anos no próximo dia 12 de junho. E continua a cada dia sendo atacada por todos os lados. No dia 04 de Maio tomamos conhecimento de que a justiça determinou o seqüestro da conta dos trabalhadores para pagar dívidas antigas, de maneira arbitrária e sem negociação – o que até o momento não foi resolvido e já causou prejuízos enormes com o seqüestro de dinheiro do Vale-Transporte e da refeição dos trabalhadores. Este tipo de medida tem um claro objetivo de acabar com esta importante experiência de resistência às demissões e ao fechamento da fábrica. Como afirmou o juiz que decidiu favoravelmente a intervenção federal na Cipla e Interfibra: “Imagina se a moda pega” – referindo-se diretamente à luta de ocupações para manter os empregos.

É hora de se preparar para defender os empregos!

Mais do que nunca sabemos que depois de anos com lucros milionários os patrões já iniciaram uma onde de demissões enorme e dados mostram que isto deve continuar. Isto inclusive tem levado ao fechamento de fábricas e pode se ampliar no próximo período. O Serasa já indica que aumentou em 200% os pedidos de recuperação judicial. O próprio governo mostra que aumentou a inadimplência com os impostos e direitos como INSS em 100%. Os patrões mais uma vez querem fazer os trabalhadores pagarem a conta. Por isso mais do que nunca pedimos o apoio de todos os companheiros e companheiras e suas organizações que apóiem a nossa resistência, que discutam as alternativas à crise de maneira que não permitam que os trabalhadores paguem a conta, e isto, na nossa opinião, passa pelo governo Lula decidir proibir as demissões, e por ocupar cada uma das fábricas quebradas e estatizá-las sob o controle dos trabalhadores.

Para isso, depois de ser adiada, conseguimos confirmar a realização de Audiência Pública na Câmara dos Deputados em Brasília dia 20 de Maio.

Assim, para debater estas questões e adotar medidas imediatas diante da crise pela qual passa todo o mundo, e em particular para adotar medidas para salvar a Flaskô e colocar fim à intervenção na Cipla e Interfibra, será realizada audiência pública no próximo dia 20 de maio às 11 horas no Plenário 12 da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Nós, trabalhadores da Flaskô, estamos organizando uma caravana que deve sair da porta da fábrica (Sumaré-SP, região de Campinas) no dia 19/05 às 19 horas e pedimos a todos os companheiros e companheiras e suas organizações que se somem a esta delegação entrando em contato para participar.

É hora de reforçar a audiência pública de 20 de maio em Brasília!

Pedimos a todos os sindicatos, movimentos populares, mandatos comprometidos com a luta e aos lutadores e lutadoras do povo trabalhador que nos ajudem:

- publicando em seus sites nossa convocatória e a divulgando amplamente;

- publicando em seus jornais impressos nossa luta e a experiência de resistência das fábricas ocupadas;

- indicando representantes para compor a delegação que sairá da fábrica em Caravana no dia 19/05 ou mesmo indo por meios próprios;

- que entrem em contato para colaborações para podermos garantir os ônibus para a caravana, contribuindo com qualquer valor, pois sabemos que a luta dos trabalhadores é sustentada pelos trabalhadores e suas organizações. E, sobretudo, neste momento em que tivemos dinheiro seqüestrado de nossa conta a manda da justiça;

- que assinem e ajudem a fazer assinar a petição que se encontra em nosso blog www.defenderaflasko.blogspot.com ou diretamente aqui;

- que ajudem a divulgar amplamente a convocatória para o encontro de 6 anos que será realizado na Flaskô no dia 20 de junho;

- que discutam e ajudem a divulgar o II Encontro de Fábricas Recuperadas que se realizará em Caracas/Venezuela no dia 26 a 28 de junho.

Companheiros e companheiras,

Sabemos que muitos companheiros já nos apóiam, mas reafirmamos: estamos em uma situação muito mais difícil, querem nos cercar por todos os lados e somente a solidariedade de nossa classe pode nos salvar a todos.

Agradecemos desde já.

Pedro Santinho

Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô

Movimento de Fábricas Ocupadasflaskomovimento-de-fabricas-ocupadas-300x279

NO CENTRO DO IMPÉRIO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 05-07-2008

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O Brasil hoje não é simplesmente um país periférico, o Brasil é hoje um país que exporta capital para o conjunto da América Latina, e um dos nossos desafios centrais, que não podemos esquecer, é a defesa da classe trabalhadora latino-americana contra as tentativas desse grande capital brasileiro, que procura silenciar “sua” classe trabalhadora internamente para impedir que ela proteste contra as barbaridades que ele comete fora.”
Virgínia Fontes, em entrevista ao Correio da Cidadania www.correiocidadania.com.br
No dia 10 de junho, ativistas da cidade junto ao MST ocuparam o prédio da gigante brasileira Votorantin, no centro de São Paulo. Tal ato fez parte de uma jornada de lutas que ocorreu em vários pontos do país, e, no caso da ocupação em São Paulo, o protesto foi para que recursos naturais como a água não sejam transformados em mercadoria, invertendo o monopólio de Estado em monopólio do Capital.
O que ocorre atualmente com a água no Brasil, como no caso da transposição do Rio São Francisco, expulsando populações ribeirinhas e pequenos agricultores, para gozo e lucro de grandes proprietários de terras, coloca o governo Lula no centro de uma expropriação que se multiplica pela iniciativa dos capitalistas nacionais – como no caso da barragem em São Paulo, para uso das empresas de Antonio Ermírio de Moraes – e até de capitalistas de outros países, como no caso das barragens ilegais na Amazônia.
O caráter assustador desta privatização de um recurso natural – e, portanto, pertencente a todo o povo brasileiro – como a água, é que os governos, não apenas o central, mas também o governo Serra e seu coadjuvante Kassab na prefeitura – são os mandantes de uma repressão aos movimentos de contestação que não deixam nada a dever à repressão da Ditadura Militar, como no caso da invasão policial ao prédio ocupado no centro da cidade. A grande mídia quase não mostrou, mas o vídeo esteve por algum tempo no Youtube.
A polícia usou bombas de efeito moral, gás de pimenta e balas de borracha para desocupar o prédio, contra manifestantes que se encontravam dentro de um saguão. A quem interessa tanta truculência? Será que a democracia semi-imperial brasileira não permite nenhuma contestação às suas ordens? Seria isto Democracia?
Apenas a expropriação dos expropriadores, pode recolocar todos os nossos recursos naturais – inclusive o gás natural e o petróleo – em uso construtivo para o atendimentos das necessidades básicas de produção e consumo dos trabalhadores e do povo pobre da cidade e do campo. A luta dos povos originários na Bolívia, contra as transnacionais do gás e do petróleo – incluindo a PETROBRÁS – nos coloca o desafio de ultrapassarmos fronteiras para construir uma unidade pela socialização da terra e de todos os recursos nela contidos.
Rita Mendes- 16/06/08