Informe:

Um preso duas medidas

Neste mês o governo cubano anunciou que libertará 50 prisioneiros políticos. O governo dos EUA vem a público elogiar a medida. E dizer que é um acontecimento positivo. Agora vem a nossa campanha: EUA libertem os seus presos políticos. Ao norte da ilha encontra-se o território estadunidense. Este...

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DIA DO SARESP: a financeirização da educação pública.

Posted by rafah | Posted in Educação | Posted on 16-08-2010

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Hoje foi o dia estadual do SARESP, todos os alunos do ensino médio e fundamental que estudam em escolas estaduais foram dispensados das aulas e os professores foram convocados a comparecer na escola para discutir o SARESP com seus coordenadores pedagógicos. O SARESP é a prova aplicada aos alunos da sexta e oitava séries e do terceiro ano, e sobre ela é que se calcula os tais bônus que o Serra-DEMO oferece para os professores que seguem direitinho a sua cartilha da educação bancária.

Toda a reunião dos professores foi para explicar os critérios de ranqueamento e composição da nota. Tabelas, gráficos e metas pautaram a apresentação do coordenador. O encontro parecia mais uma palestra para vendedores de seguros ou outros produtos financeiros que um encontro de educadores. Em nenhum momento se debateu metodologia ou estratégias específicas para as especificidades de determinadas turmas ou alunos. As dificuldades reais dos professores no dia a dia da sala da aula ficaram de lado, cedendo lugar às pressões para se atingir as metas e assim garantir o “prêmio”.

Os 16 anos de governo do social-darwinismo brasileiro (PSDB) no estado de São Paulo não só conseguiram sucatear a materialidade das escolas públicas, mas também estão acabando com a mente do educador, transformando-o num autômoto do sistema, num vendedor de saberes, num perseguidor de metas numéricas. Tudo isso revoltantemente reduz a Condição Humana ao nível de meros recursos humanos.

Policial infiltrado na greve dos professores

Posted by Baltazar | Posted in Criminalização do Movimento, Educação, O povo sai as ruas, movimento sindical | Posted on 29-03-2010

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Há muito tempo discutimos neste site a criminalização do s movimentos sociais. A greve dos professores é um exemplo de como isso ocorre.

Temos uma greve que estra na sua quarta semana. Fizemos três grandes mobilizações, sendo uma delas com cerca de 50 mil professores. O governo insiste dizendo que a greve não existe, e que apenas 1% estão em greve. Porem no nosso segundo ato, o maior de todos, havia dois helicópetors da polícia cercando o espaço aéreo para não filmarem a manifestação de cima.

Na última manifestação fomos surpreendidos por um verdadeiro massacre da polícia militar sobre os manifestantes. Sempre na tentativa de desmoralizar o movimento e taxa-los como violento. E para isso ele infiltra agitadores junto as manifestações. Sempre que dizemos isso nos vem respondem: isso é teoria da consipiração. Em que mundo vocês vivem? Porem essa imagem mostra como age um policial infiltrado. De barba, camisa, ao estilo mlitante político. Porem quando um membro da sua corporação é atingido, enquanto centenas de professores estão feridos ele não vacila em escolher quem ajudar.


A greve dos professores e a ditadura

Posted by Baltazar | Posted in Educação, O povo sai as ruas, movimento sindical, política institucional | Posted on 23-03-2010

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Ontem iniciou a terceira semana da greve dos professores da rede estadual. O site da família Mesquita diz que a adesão é baixa. O governador diz que apenas 1% está em greve. Porem a manifestação da última sexta-feira mostrou a verdade dos fatos, os manifestantes tomaram completamente a rua da Consolação, o que seria suficiente para encher qualquer estádio de futebol na cidade de São Paulo. Mas os agentes da nova ditadura brasileira diz que não passava de 8 mil pessoas.

A ditadura que estamos submetidos hoje é a ditadura da informação. O livro de cabeceira dos nossos governantes, e dos seus mandatários, diz que uma mentira dita 100 vezes se torna-se realidade. Para confirmar os dados do governo sobre o número de participantes no ato da última sexta-feira 19/03, dois helicópteros da polícia militar restringia o espaço aéreo onde os professores se reuniam. Desta forma os únicos que poderiam registrar, por tomada aérea, foi o governo e a repressão.

Vão livre do Masp escondido pelo G1O site da família Mesquita diz que fizeram telefonemas para 100 escolas na cidade de São Paulo. E que a maioria delas disse não ter sido prejudicada pela greve. Esqueceram do comunicado enviado pelo governador do Estado aos diretores de escola pedindo para tomarem cuidado com as declarações dadas aos meios de comunicação. É claro que a visita a escolas pelos órgãos de imprensa é importante para uma matéria de boa qualidade, porem o simples telefonema incumbe em falhas.  Outro  erro decorre em não se contactar as escolas do interior, onde o índice de adesão é muito superior ao da capital. Mais um erro da reportagem é desconhecer uma das medidas do governador – que restringe o direito de greve – os professores temporários não podem faltar 15 dias consecutivos, para evitar exoneração do cargo. Desta forma uma boa parte dos professores em greve voltaram ontem para “quebrar” as faltas consecutivas. Uma vez que quase 50% da rede é temporário.

O que pretendemos neste bolg é mostrar a notícia pelo outro viés, pelo viés de quem está junto com as lutas e não contra elas. Furar a ditadura que existe na nossa mídia controlada por 8 famílias no país inteiro. A ditadura que sofremos hoje é a de não ter voz – muito semelhante às outras ditaduras que sacudiram e sacodem o mundo. A palavra do governador é lei para os grandes meios de comunicação, e a de nós, professores não vale nada. Confira neste site as fotos e os vídeos da manifestação e confirme se apenas 1% dos professores aderiram à greve. Confirme se é verdade o que diz o comando da PM que no máximo 8 mil pessoas estavam no ato. Junte-se a luta contra a ditadura e em defesa da educação. Todos ao palácio do governo nesta sexta-feira, a partir das 15 horas.

Gilbertinho Pocotó

Posted by Baltazar | Posted in Criminalização do Movimento, Educação, movimento sindical | Posted on 11-03-2010

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No jornaleco da Família Frias escreve um colunista sobre educação. Nesta segunda-feira ele reprova a greve dos professores da rede pública dizendo que é uma greve contra os pobres. Eu não sabia que o senhor José “Exterminador do Futuro” Serra fosse pobre. Também não sabia que Paulo Renato – que comanda a educação pública desde 1982 – fosse pobre.

Como sempre seus comentários vem de maneira a distorcer a realidade. Se alguns professores (sim apenas alguns) podem faltar 130 dias, os porfessores que entram agora na rede só podem faltar 3. Depois disto é abandono de cargo. Esquece esse senhor de como é a realidade em uma escola pública. Mesmo porque ele nunca entrou em uma. No máximo para tirar fotos para escrever no jornal. Esquece esse senhor que os professores temporários na rede somam quase 50% de toda categoria, e segunda as novas regras do governador e do secretário de educação, que os professores que dão aula este ano não poderão lecionar ano que vem. Fala o colunista sobre mérito. Mesmo os professores aprovados nas provinhas do governador não poderão lecionar ano que vem. Nem que ele acerte todas as questões, não poderão lecionar ano que vem. Pergunto eu à aquele senhor que nunca entrou em uma escola publica: Onde estas reinvindicações vão contra o filho do pobre?

O que o nosso governador vai fazer com os 100 mil professores temporários da rede publica, se o concurso aberto para este ano só disponibiliza 10 mil vagas? Quem lecionará? Eu sei, um professor precarizado. Que estará assumindo a função de magistério pela primeira vez e que no ano seguinte não poderá dar aula. Mas se todos dizem que a permanência do professor no colégio é sinônimo de qualidade. Não deveriamos incentivar que bons profissionais entrem na rede e permaneça nela? Pois é vamos tratar daqui para diante, como já tratamos disto ano passado, quem defende a educação. Seria o governo que comando o Estado desde 1982 e faz de São Paulo uma das piores educação do Brasil? Seria este colunista que nunca entrou em uma escola pública?

Já disse um outro teórico, de um outro político conservador, que uma mentira dita 200 vezes vira verdade. É isso que o governo do estado, e o senhor Dimenstein fazem com a educação. Mentiras para desmoralizar os professores e fazer com que a população rica (que lêm os comentários deste senhor) acreditem que as coisas estão finalmente melhorando.

GREVE DE ESTUDANTES NA USF DE ITATIBA

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Educação, política institucional | Posted on 02-12-2009

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Divulgamos hoje informe sobre greve estudantil na Universidade São Francisco de Itatiba, motivada por sucessivas demissões de professores e precarização do ensino. Toda força ao movimento!

greve_geral

Olá irmãos e companheiros de luta

Meu nome é Alex e sou estudante universitário do 8º semestre de psicologia da Universidade São Francisco – campus Itatiba.

O que gostaria de expor hoje a vocês é minha indignação sobre o que a USF está fazendo e que todos precisam saber para poderem lutar contra isso também.

Na ultima sexta-feira, dia 27 de dezembro, uma de nossas professoras, pouco antes de entrar em sala de aula para supervisionar um grupo de estudantes, foi demitida. A mesma chegou na sala e avisou estes estudantes que havia acabado de ser demitida. Chocados com essa noticia esses estudantes puseram-se a avisar todos os demais estudantes de psicologia e todos paralisamos nossas atividades. Não obstante a isso ficamos sabendo posteriormente que outro professor também havia sido dispensado da mesma forma.

Esta paralisação não ocorre somente por este fato isolado. Este foi a ponta do estopim de diversas coisas que estão acontecendo na universidade e todos fomos engolindo e digerindo com dificuldade. No semestre passado vários de nossos professores foram mandados embora e o motivo alegado pela universidade foi corte de gastos. Houve a contratação de novos professores, que estão recebendo menos que os que foram demitidos, o que é óbvio, porém a qualidade, assim como o salário deles, também diminuiu. Não por desmérito aos professores que adentraram, mas por conta da experiência daqueles que saíram tinham nas matérias de supervisão, que requer, como a maioria concorda, uma certa experiência profissional. Essas demissões foram feitas as escuras de todos os universitários, pois foram feitas bem no período de férias. Após esse ocorrido um grupo de estudantes teve uma conversa com a coordenação que “prometeu” que não haveria mais demissões por esse motivo, o que não foi cumprido.

Na sexta-feira saímos das salas e em marcha fomos até a central de coordenação de cursos para manifestar nossa profunda insatisfação com a administração. Com muitos gritos de ordem, todos os estudantes de psicologia do campus, mostraram sua indignação pelos fatos ocorridos. A coordenação recebeu uma representação dos universitários, do centro acadêmico de humanas, e marcaram para segunda-feira, dia 30 de novembro, uma reunião-assembleia com os universitários. Como nossa insatisfação era profunda e sabíamos que não foram somente nossos professores que haviam sido demitidos, mas vários outros de outros cursos também, resolvemos fazer nossa manifestação ir mais longe e adentramos o prédio de administração e engenharia com gritos como: “Patifaria”, “não é mole não a USF ta matando a Educação” e “sai da sala”. Lembrando que adentramos os prédios e não as salas, pois passávamos explicando o ocorrido em todas elas e não invadindo.

No sábado fizemos a mesma coisa. Adentramos os prédios com nossos gritos e apitos.

Ontem, segunda-feira, ocorreu a reunião-assembleia no salão nobre da faculdade. Estavam presentes o pró-reitor acadêmico, o diretor do campus e a coordenadora do curso de psicologia. Também estava presente o presidente a UEE de São Paulo, que veio nos apoiar, valeu pela força companheiro! O salão estava cheio, a maioria dos universitários eram da psicologia, mas tivemos companheiros da engenharia, administração e arquitetura conosco. Foi elaborada uma pauta que focava o seguinte: critérios de admissão e demissão dos docentes; plano de investimentos da universidade; planilha de gastos da faculdade; organograma da universidade. O pró-reitor explicou muita coisa, mas não convenceu, pois de todas as explicações que havia dado dos critérios de demissão, nossos professores não se encaixavam em nenhum. Quando falado que a universidade passava por uma crise, pedimos imediatamente a abertura das contas da universidade e como sempre a responsabilidade foi transmitida para a mantenedora, uma entidade filantrópica, a Província da Imaculada Conceição do Brasil (Franciscanos), e não nos atenderam nesse sentido. Depois de muito falatório sem explicação plausível foi feita uma colocação por parte de um universitário que nos chamou muita atenção: os professores demitidos na semana passada estavam sendo eleitos para a presidência do sindicato. E o exposto pelo pró-reitor é que não havia nada contra isso, e que a administração gestora das demissões viu que era o melhor momento para demiti-los era aquele. Mas uma pergunta ficou entalada: Porque aquele era o melhor momento? Porque no final do semestre letivo, faltando 15 dias para o fim das atividades curriculares? Será que não tem nada a ver com o sindicato mesmo?

Penso que a universidade imaginou que iríamos engolir isso a seco novamente! Que iríamos deixar passar por causa da época de provas! MAS NÃO ENGOLIMOS E NÃO VAMOS ENGOLIR!

Chega de fazer as coisas nas escuras SENHORES! QUEREMOS TRANSPARENCIA NAS ATITUDES DE VOCÊS! PARA ONDE ESTÁ INDO O DINHEIRO? POIS OS EQUIPAMENTOS ELETRONICOS, INSTALAÇÕES, PRÉDIOS, ESTÃO TODOS DEIXANDO A DESEJAR! NÃO HÁ EQUIPAMENTO SUFICIENTE, OS PRÉDIOS PRECISAM DE REFORMA!

CHEGA DE SUCATEAR A EDUCAÇÃO USF! TEMOS DIREITOS E VAMOS EXIGI-LOS!

ESTAMOS EM GREVE E VAMOS CONTINUAR ATÉ SERMOS OUVIDOS COMO MERECEMOS E NOSSAS REINVIDICAÇÕES FOREM ATENDIDAS!!!!

HOJE VAMOS NOS MOVIMENTAR EM FRENTE AO PRÉDIO DA COORDENAÇÃO NOVAMENTE!!!!!!!!!!!!!!!
“Não aborte os seus ideais no ventre da covardia, vá a luta empunhando a verdade, pois a liberdade não é utopia” Alex S. D.

Alesp aprova projeto que acaba com isonomia salarial entre professores

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Educação, movimento sindical, política institucional | Posted on 22-10-2009

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Serra segue firme o projeto de culpar os professores pelo baixo desempenho dos alunos da rede pública. E o pior, quando responsabiliza os professores esquece de culpar os diretores. O ilustrissimo Paulo Renato (secretário de educação) ocupa cargo de dirigente educacional desde 1982, durante o governo Montoro quando assumiu a secretaria de educação. Porque o governador não paga salários aos competentes gerentes de acordo com as metas que propõem aos professores?

texto original www.ivanvalente.com.br

Com 48 votos a favor e 21 contra, a Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou, na madrugada do dia 21 de outubro, o Projeto de Lei Complementar 29/09 elaborado pelo Governador Serra e seu Secretário de Educação, Paulo Renato. O projeto altera a evolução na carreira do magistério estadual, vinculando a evolução salarial dos professores ao seu desempenho em exames que serão aplicados periodicamente, implementando um sistema de diferenciação por mérito. Foram criadas cinco faixas salariais: ao ingressar na carreira, o professor receberá o salário base, no valor de R$ 1.515,53 para 40 horas semanais. Ele deverá permanecer por quatro anos com esse salário, e ficar pelo menos três anos na mesma escola sem ultrapassar o limite de faltas permitidas pela rede. Após esse período, o professor poderá prestar uma prova aplicada pela secretaria. Se ultrapassarem a nota mínima exigida, os 20% que alcançarem as melhores notas poderão ter aumentos de 25% e, assim, migrarem para a faixa salarial seguinte, os demais continuariam recebendo os reajustes salariais regulares. Após três anos, e cumprindo com os pré-requisitos, poderão novamente se submeter ao exame. E, outra vez, os melhores colocados receberão 25% de reajuste, subindo para outra faixa salarial. No total de 12 anos, o professor que ficou em todas as avaliações entre os melhores e cumpriu com todos os pré-requisitos poderá chegar a um salário de R$ 3.684,28. Ao divulgar que professores poderão ganhar 2,4 vezes mais do que ganham atualmente, no inicio de carreira, o governo faz uma propaganda enganosa, passando para a população a imagem de que os profissionais da educação serão valorizados, de que suas condições de trabalho estão cada vez melhores, que a obtenção de salários dignos só dependem dos próprios professores e, principalmente, de que este governo está fazendo um imenso investimento na educação. Responsabilização dos professores Serra segue a mesma linha de política educacional que o PSDB realizou nos últimos 16 anos e que levou a educação paulista à grave situação em que se encontra. Insiste em empurrar os profissionais de educação para uma lógica de competição, subordinando a superação dos problemas da educação ao esforço e dedicação dos profissionais, ignorando todos os problemas estruturais do sistema e ao mesmo tempo insinuando que os problemas seriam causados pela incompetência e suposta má qualidade dos profissionais. O governo lava suas mãos e descarrega toda a responsabilidade sobre os profissionais de educação. O maior exemplo dessa política é a premiação por bônus, que já completa 10 anos, sem que nada tenha mudado ou melhorado. Mas desta vez eles vão além, e apresentam um instrumento que não se destina apenas a estimular a competição, mas sim a criar uma elite dentro do professorado. É um sistema de ranking, para classificar os professores, uma corrida pelos melhores lugares, com o nítido objetivo de tentar ludibriar a opinião pública e dividir a categoria, pois, ao mesmo tempo, tentam passar a idéia de que estão investindo na educação e colocam os professores numa concorrência desenfreada de uns contra os outros. Ao estabelecer, por critérios meramente financeiros, que apenas 20% poderão receber o reajuste fica evidente que tal medida não tem, de fato, nenhum compromisso com a qualidade da educação: mesmo que 100% dos profissionais da rede atinjam um excelente resultado nesses exames só 20% deles serão premiados. Ou seja, vai além dos critérios de mérito, é um vestibular para os melhores salários, e como em qualquer vestibular, a grande maioria é impedida de ser atendida. Portanto, não se trata de uma re-estruturação da carreira, mas uma desestruturação, um mecanismo para impedir uma política justa e homogênea, uma fundamentação para consolidar o permanente arrocho salarial que se abate há anos sobre a categoria, que acaba com a isonomia salarial, que inviabiliza a idéia de carreira e joga na lata do lixo todo o acúmulo e conhecimento construídos ao longo dos anos pelos profissionais que se dedicam à rede. Essa competição pode gerar outras distorções: os profissionais que conseguirem o prêmio passam automaticamente a reunir melhores condições para competir no próximo exame, pois com melhores salários podem se dedicar ainda mais em sua preparação, ao passo que aqueles que continuam com baixos salários sempre terão mais dificuldades, pois serão e são obrigados a manter jornadas de trabalho impróprias e estafantes. É um sistema injusto e excludente, com conseqüências gravíssimas a médio e longo prazo. PSOL vota contra Como tem sido prática comum dos governos do PSDB, é mais uma proposta que não foi discutida com as entidades sindicais e representativas dos profissionais da rede, ignorando inclusive dispositivos legais que obrigam que as alterações na carreira sejam discutidas com as entidades em comissões paritárias. A bancada do PSOL votou contra esse projeto que destrói a carreira docente e fere os direitos dos trabalhadores da educação. Continuaremos lutando contra esse sistema de diferenciação por mérito, que infelizmente vêm encontrando respaldo também nas ações do governo federal, defendendo uma verdadeira valorização da educação e de seus profissionais, com garantias de condições de trabalho, estruturas adequadas, planos de carreiras consistentes e salários dignos para todos os profissionais.

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