Informe:

Mulheres ocupam ruas de São Paulo no centenário do 8 de março

Em ato-caminhada que reuniu cerca de mil pessoas no centro da capital paulista, feministas de todo o estado homenagearam as mulheres socialistas que estiveram na origem da luta por igualdade, autonomia e liberdade cem anos atrás. Militantes do PSOL, da Secretaria de Mulheres do partido e o deputado...

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A VERDADEIRA EUROPA TERRORISTA DOS ANOS 70: OPERAÇÃO GLADIO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 23-11-2009

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O companheiro Douglas Anfra nos indicou essas preciosas informações sobre o contexto político no qual atuava Battisti, quando recebeu as condenações pelas quais deve ser extraditado.
Informações sobre a operação Gládio que funcionou durante a guerra fria e com particular ênfase na Itália.

Trailler

Documentário gládio da BBC de londres em 5 partes tratando da aliança e da rede de extrema-direita que associava a Igreja, a Otan e vários políticos numa rede de terrorismo de estado utilizada para neutralizar lideranças esquerdistas na Europa durante os anos 60 e 70 e que comprometia quase todos os quadros institucionais dos Estados envolvidos e que explodiu durante as investigações a respeito de Andreoti.

Era basicamente contra estas pessoas que se combatiam os grupos armados na Itália, mas que foram manipulados pelas ações de extrema direita, a ponto de lhe serem imputadas a culpa de muitas de suas ações que se tenta encobrir. Contra grupos ligados aos envolvidos nesta oeração que atuavam principalmente as brigadas vermelhas e o Batisti, que o Brasil pretende extraditar.

É todo um mar de lama, especialmente no caso italiano.

Verbete no wikipédia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Operation_Gladio

Documentário completo (em inglês) em 5 partes:


PCC NAS TELAS E TRIBUNAIS

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 16-09-2009

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Outubro promete ser um mês agitado (vermelho?) na nossa cidade kaos. Marcola e Carambola acusados de mandar matar o juiz corregedor da Secretaria de Administração Penitenciária da região de Presidente Prudente (Bernardes, Venceslau, etc.) serão julgados no fórum da Barra Funda. Ao mesmo tempo estréia a mega produção que retrata os eventos de maio de 2006, a mais espetacular aparição do PCC. O filme é financiado pela ANCINE, pelo BNDES, pela SONY e pasmem pela GLOBO FILMES, que pelo que parece já superou o sequestro do repórter Portanova, e agora resolveu ganhar dinheiro espetacularizando a tragédia. Como quem paga a banda escolhe a música, não cremos que o filme retrate  fielmente a complexidade do kaos. De todo modo, deve ser melhor do que Tropa de Elite…

Segue texto do “estadinho” comentando a estréia e o julgamento, e em seguida o trailer do filme…

salve-geral-o-filme

O Estado de S. Paulo – São Paulo – SP (06/09/2009)

SP revive ataques do PCC com julgamento e filme sobre facção

No dia 1º de outubro, uma quinta-feira, começa em São Paulo um
julgamento que deve mexer com os nervos da cidade. Apontados como os
principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Herbas
Camacho, o Marcola, e Júlio César de Moraes, o Julinho Carambola,
estarão no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste da capital, para
serem julgados como mandantes do assassinato do juiz-corregedor de
presídios de Presidente Prudente, Antônio José Machado Dias, ocorrido
em março de 2003. Eles se encontram presos na Penitenciária 2 de
segurança máxima de Presidente Venceslau.

No dia seguinte, com o júri em andamento, estreia nos cinemas o
longa-metragem Salve Geral, o Dia Em Que São Paulo Parou, que vai
relembrar os ataques de maio de 2006 feitos por integrantes do PCC
contra policiais nas ruas de São Paulo e agente penitenciários. A data
de lançamento do filme coincide ainda com o aniversário de 17 anos do
massacre do Carandiru, ação policial que em 1992 provocou a morte de
111 presos na Casa de Detenção.

Grandes eventos a respeito de um assunto ainda mal digerido pelos
paulistas prometem polêmicas. Salve Geral, dirigido por Sérgio
Rezende, mesmo autor de Canudos e Lamarca, deve estar no centro delas.
Produção de R$ 9 milhões, o filme, assistido pelo Estado, mostra a
história de uma advogada cujo filho está preso nos dias que antecedem
a confusão. A revolta do PCC é motivada pela situação degradante dos
presídios em um Estado governado por autoridades incompetentes e
corruptas. A história cria uma empatia com os rebelados. “Sérgio
Rezende vai provocar polêmica. O mínimo de que ele poderá ser acusado
é de ingenuidade, ou de tomar o partido do crime”, escreveu em seu
blog Luiz Carlos Merten, crítico de cinema do Estado, que também
assistiu ao filme. O Ministério da Cultura anunciou sexta-feira que a
produção está na lista dos dez filmes brasileiros que concorrem à
disputa pela indicaç ão ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010.
O filme escolhido será anunciado no dia 18.

As dúvidas e questionamentos já começaram mesmo antes da exibição. O
promotor criminal encarregado da acusação de Marcola e Carambola,
Carlos Marangone Talarico, vinha acompanhando com preocupação as
notícias sobre a produção de Salve Geral. Já assistiu a Canudos e
Lamarca e acha que o diretor criou em ambos personagens míticos.
Talarico avalia que, no primeiro filme, o povoado nordestino surge
como um embrião de movimentos de sem-terra – o que interpreta como um
equívoco. No segundo, o capitão Lamarca surge com um líder político em
vez de um estrategista militar.

“Minha dúvida era saber quem seria o personagem mítico nesse filme
sobre o PCC”, diz Talarico, que nesta semana vai tentar assistir ao
filme. A data da estreia da obra aumentou sua aflição. “Se o PCC
aparece como uma facção em defesa dos presos, trata-se de um enorme
erro. Cansamos de colher escutas telefônicas. Nas negociações, só
ouvimos eles tratarem de roubos, drogas a comprar e vender, pessoas a
serem assassinadas. Eles não falam sobre as condições de detentos.”

O debate também já foi parar na blogosfera. O sargento Lago,
atualmente na reserva da Polícia Militar, escreveu em seu blog, a
partir do trailer, que o filme vai ser “a revanche do crime”. Conforme
explicou, depois que Tropa de Elite mostrou o dia a dia do policial, o
filme de Rezende vem agora fazer a defesa dos bandidos. “Acho
complicado. Não tenho nada contra o criminoso, mas sim contra as ações
que eles praticam. Um filme não pode tratar o crime como uma ação
normal”, afirma, num debate que promete se multiplicar.

Por enquanto, os responsáveis pela produção preferem se resguardar,
uma vez que poucas pessoas viram a obra. O Estado não conseguiu falar
com Sérgio Rezende. O diretor da Downtown Filmes, Bruno Wainer,
empresa que distribui o filme em parceria com a Sony Pictures,
explicou por escrito que eles só souberam da coincidência das datas na
semana passada, depois de serem contatados pelo Estado.

Wainer disse acreditar que o filme não traz uma visão positiva sobre o
PCC. “A abordagem do filme é como a vida, suficientemente complexa
para que cada espectador interprete à sua maneira essa questão.”

OS ATAQUES

Três anos e meio depois dos ataques, a real dimensão do PCC e os
motivos da violência ocorrida naqueles dias ainda são assuntos pouco
conhecidos. O ex-secretário de Segurança Pública Saulo de Castro
Abreu, que hoje exerce o cargo de procurador de Justiça, diz que nem o
tempo o ajudou a compreender totalmente o que aconteceu naqueles dias.
“Foi uma atitude sem lógica, já que normalmente criminosos querem
distância das polícias. Por isso é imponderável e difícil de ser
prevista.”

Ele salienta dois elementos como motivadores dos ataques: a remoção
repentina de 765 líderes da facção à Penitenciária de Presidente
Venceslau e a saída de presos em regim e semiaberto durante o Dia das
Mães, quando ocorreram os ataques. A forma como a televisão e a
internet repercutiram na segunda-feira os atentados do fim de semana,
como se fossem ao vivo, na avaliação do ex-secretário, serviu para
aumentar a sensação de medo. “O Estado soube reagir. Se houve
exageros, devem ser investigados. O que não podemos é generalizar as
críticas às instituições. Esse costuma ser um viés do cinema
brasileiro que não vemos nos filmes americanos.” Em Salve Geral, a
imagem do chefe de polícia, que negocia com presos e pratica
assassinatos para se vingar da revolta, é especialmente negativa.

O chamado contra-ataque real da polícia, por sinal, que nos dias que
se seguiram aos ataques causou um grande número de mortes em bairros
das periferias, passados mais de três anos ainda não foi esclarecido.
Entre os dias 12 e 20 de maio de 2006, 493 pessoas foram mortas por
armas de fogo; 109 eram criminosos ou suspeitos que a polícia afirma
terem reagido à prisão ; 89 foram mortos por pessoas não
identificadas, com indícios de execução. Agentes públicos mortos nos
ataques foram 46.

O gari Edson Rogério Silva dos Santos morreu assassinado na noite de
15 de maio. O corpo dele foi encontrado em uma rua que ele havia
varrido de manhã. Depois de trabalhar com 15 pontos na boca.
Testemunhas apontaram policiais como executores, mas o caso foi
arquivado. Das 89 vítimas suspeitas de terem sido executadas, em
somente cinco casos os autores foram identificados – em três deles PMs
foram apontados como responsáveis pelos crimes. “Não quero saber de
ficção nesse momento. O que queremos é discutir a realidade”, diz
Débora Maria da Silva, mãe de Edson, que hoje preside a Associação de
Amparo a Mães e Familiares Vítimas de Violência, fundada depois dos
ataques. Sobre os riscos dessas ações se repetirem, as autoridades são
reticentes. O secretário de Negócios Jurídicos da Prefeitura, Cláudio
Lembo, que era governador durante os ataques, diz que o epi sódio
serviu de lição e aponta como resultado positivo a aproximação das
inteligências das polícias paulistas, federal e do Exército.

Para mostrar as transformações ocorridas na pasta, a Secretaria de
Administração Penitenciária lista uma série de avanços, como
investimentos no setor de inteligência, que ajudou a reduzir rebeliões
e mortes em cadeias, além de identificar lideranças. Para responder ao
Estado, preparou um PowerPoint com o título: “Bem diferente da tela do
cinema; o que mudou nos presídios de São Paulo desde as cenas
retratadas no filme Salve Geral”.

Até mesmo pessoas apontadas como líderes do PCC tendem a polemizar com
a película. O advogado Roberto Parentoni, que vai defender Marcola e
Carambola no julgamento, afirma que diversos crimes passaram a ser
atribuídos a seus clientes, mesmo sem provas, simplesmente por eles
serem apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital. E
garante: ” O PCC não existe”.

Trailer oficial de Salve Geral

Direita Grega ataca o Centro de Mídia Independente

Posted by edutiao | Posted in Imperialismo | Posted on 08-07-2009

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08 JULHO 2009 – (Grécia) Emergência para o Centro de Mídia Independente de Atenas e Patras

Emergência para o Centro de Mídia Independente de Atenas e
Patras

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Um período de repressão generalizada e brutalidade estatal se seguiu após a Rebelião de Dezembro de 2008. Durante e após a rebelião, o partido político de extrema-direita LAOS (Partido Alerta Ortodoxa Popular) e o Estado Grego decidiram pressionar os CMI de Atenas e de Patras, sob o fundamento de que estes foram usados como centros de coordenação da Rebelião (rebeliões não podem, é claro, ser realizadas através da internet), deliberadamente ignorando a contribuição do CMI à contra-informação.

Fascistas e membros de partidos da direita e da extrema-direita do parlamento têm lançado ataques contra o CMI de Atenas. Os fascistas tentaram impingir sua propaganda sobre o governo direitista através de seus blogs, assim como estão tentando obstruir o acesso ao sítio através de ataques feitos por hackers. As declarações dos políticos nos parlamentos e na televisão tarjaram o CMI como um dos principais inimigos do Estado.
Seu movimento mais perigoso foi a apelação enviada ao Ministro da Educação por K. Velopoulos, membro do LAOS. Ele perguntou ao ministro da Educação se os CMIs de Atenas e de Patras estavam abrigados na Universidade Politécnica de Atenas (UPA) e exigiram ações imediatas para deter estes sites “perigosos”, “que apóiam o terrorismo” etc.
O subsecretário de Educação, S. Taliadouros, prontamente concordou com Velopoulos que “estes sites afirmam ser uma ameaça à democracia” e pediu ao diretor da UPA para fechá-lo. Ignorando o status autônomo das universidades gregas, todos os tipos de pressões políticas e judiciais foram colocados em prática sobre as autoridades universitárias para remover nosso endereço de IP. Já estamos cientes de que mesmo se a universidade se levantar contra as decisões do ministério existem outras formas nas quais eles podem nos fechar.
Um membro do partido de extrema-direita, LAOS, lançou um novo ataque contra o CMI de Atenas. Ele fez uma pergunta no parlamento que dizia que a Universidade Politécnica de Atenas dá acesso ao Mídia Independente de Atenas para fins que não têm nada a ver com a pesquisa e a educação.
A Organização Nacional de Telecomunicações Helênica despachou um documento judicial para a Rede Nacional de Pesquisa e Tecnologia, pedindo a interrupção do acesso ao CMI de Atenas à rede de fibra ótica do organismo em cinco dias. A ONTH declarou que irá usar de todos os meios legais contra a Rede Nacional de Pesquisa e Tecnologia se ela não parar de dar acesso ao CMI de Atenas.Gallery-Riots-in-Athens-R-001
O status de liberdades sociais de todas as universidades gregas proíbe a entrada e a intervenção da polícia na área universitária para prevenir a aplicação da autoridade do Estado e da censura nas atividades acadêmicas e políticas, assim como nas idéias que florescem nas universidades. Este status foi reivindicado e defendido por anos pela vasta maioria das pessoas e pelo sangue de muito/as de nosso/as companheiro/as.
A única lei que pode ser utilizada pelo Estado para romper as liberdades civis da universidade e fechar o CMI de Atenas é a lei antiterrorista (votada em 2001). Dado o fato de que jovens companheiro/as (alguns deles menores de idade) foram acusados por esta lei durante a Rebelião de Dezembro de 2008 em Larissa (a primeira vez que foi aplicada aos manifestantes), encaramos isso como um cenário provável.
Por todas essas razões pedimos a você se é possível hospedar os sítios de internet do CMI de Atenas e de Patras em seu servidor. Precisamos preservá-los, especialmente quando forem fechados ou estiverem próximos a ser fechados, e para reagir contra a censura e promover a liberdade de informação.
Os CMI de Atenas e Patras (juntamente com outros CMI europeus e sítios de internet revolucionários que estão alojados no mesmo servidor) encaram uma séria ameaça de repressão. É responsabilidade de todo o Movimento e de nosso/as companheiro/as de todo o mundo apoiar e proteger nossa voz. Chamamos a todo/as o/as companheiro/as para que fiquem preparados, já que o próximo período é crítico para a existência do CMI na Grécia.
Com as nossas mais calorosas saudações de companheirismo!
CMI s de Atenas e Patras

Tradução > Marcelo Yokoi

*agência de notícias anarquistas-ana*

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