Informe:

por um brasil socialista, camarada!

(leitura de manifesto na Revolta da Chibata, a 22 de novembro de 1910) Convocação para I reunião de apoio as pré- candidatura Baltazar Senna, Damião Carlos e Kennedy Ferreira “a ironia e a paciência são as principais qualidades do revolucionário” Lênin No século passado (XX) o Brasil...

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VOCÊ TEM OPÇÃO: sobre o beijo gay no horário eleitorial.

Posted by rafah | Posted in Plínio Presidente, política institucional | Posted on 27-08-2010

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Hoje divulgamos uma belíssima reflexão sobre o beijo gay na propaganda eleitoral do PSOL.

Sobre a importância do beijo gay no programa do PSOL na TV

24 ago, em http://cumachama.wordpress.com/author/guitu/

De: Guilherme Flynn

Uma imagem, valendo ou não mil palavras, é uma afirmação, um discurso, uma escolha, e acredito que o diretor da propaganda eleitoral do PSOL foi muito feliz ao escolher a imagem de dois homens se beijando como parte da construção de seu discurso.

Colocar, finalmente, na televisão aberta no Brasil uma imagem como essa é parte importante no processo de construção de uma sociedade menos violenta em relação à orientação sexual. Parte importante no questionamento dos porquês das grandes concessionárias de mídias de massa não discutirem essa questão ou veicularem cenas desse tipo.

A qualidade e a quantidade da discussão sobre as opressões no Brasil são muito influenciadas pelo tipo de comportamento e regulamentação das mídias de massa, especialmente rádio e televisão, que, através do simples silêncio do congresso sobre a regulamentação do artigo 221 da Constituição federal de 1988 (que regulamenta tipos, finalidades e regionalização de conteúdo), podem continuar se portando como se a concessão pública fosse de fato uma posse, e seu uso inquestionável e absolutamente livre para veicular conteúdo exclusivamente de acordo com seus próprios valores e com objetivos de maximização do lucro.

O tipo de mídia que floresceu em nosso país, associado ao tipo de grupos políticos e classe empresarial que temos, ajuda a esconder – ao não debater, ao não tomar em questão – não somente essa opressão, mas um grande conjunto de opressões, mesmo quando há evidência mais do que concreta da importância que esses fatos têm na vida das pessoas. Por exemplo, ao contrário do que Ali Kamel defende, o Brasil é racista sim, e isso já foi mais que provado empiricamente, como, por exemplo, entre outras tantas demonstrações, nas pesquisas que mostram diferenças de salário por raça para pessoas com a mesma formação para o exercício da mesma função. Essa diferença de remuneração se reafirma também por gênero, sendo o da mulher negra o pior salário possível para um posto qualquer de trabalho.

Vamos exercitar um pouco a empatia e nos imaginar na situação na qual grande parte dos homossexuais se encontra, na qual são repreendidos pela mínima demonstração de afeto em locais públicos – coação psíquica – isso para não falar dos inúmeros casos de coação efetivamente física, e da grande quantidade de pessoas assassinadas exclusivamente por amar de um jeito diferente. Imagine por um momento, como a ficção já fez em algumas obras, uma sociedade dominada por um pensamento no qual o normal é ser gay, uma sociedade homonormativa, e que se comportasse em relação à diferença de orientação sexual da mesma forma como a nossa sociedade se comporta.

Nessa imagem mental a quantidade de constrangimentos, geralmente invisíveis ou objeto de pouca reflexão, que passam a existir para o leitor que, como eu, é hétero, é absurdamente grande. Você não poderia sequer andar de mão dada com a pessoa de quem gosta na grande maioria das ruas de sua cidade, em muitas cidades inclusive em rua alguma. Você não poderia dar um simples beijo num parque em um domingo de sol à tarde. Você teria que limitar suas demonstrações de afeto a uma quantidade pequena de lugares privados, muitas vezes separados dos lugares que grande parte dos seus amigos e família freqüenta. Você não poderia dispor de suas posses acumuladas e benefícios adquiridos ao longo da vida em função da pessoa amada. Todas suas demonstrações cotidianas de afeto seriam restringidas ou temerosas, e em alguns casos inclusive colocariam sua vida em risco. Você gostaria de viver assim? Apoiar a veiculação da cena é ajudar a retirar um número grande de pessoas dessa condição.

A violência simbólica e física é tão grande que sequer temos uma forma efetiva de saber quantas pessoas de fato são homossexuais em nossa sociedade, mas temos motivos fortes e demonstrações públicas que nos levam a pensar que esse número não está na casa dos milhões, mas das dezenas de milhões, esse é um dado importante para se pensar, embora as argumentações fossem as mesmas se estivéssemos falando de apenas quinze pessoas.

É curioso refletir sobre o que se permite e o que se proíbe num dado momento histórico, e sobre o que isso tem de arbitrário e de estúpido mesmo. Um cartaz de um ex-militar americano que foi expulso do exército por ser homossexual traz uma boa reflexão sobre essa questão. O cartaz dizia: “Ganhei medalhas por matar vários homens, e fui punido por amar um”.

Houve críticas até de representantes dos Democratas – Antigo PFL e talvez o maior herdeiro político de todas as violências efetivas realizadas pela Ditadura – de que a cena foi fortuita, não programática. Ora bolas! A cena foi programática em todo e qualquer sentido que se atribua a essa palavra, principalmente no sentido de ser parte constituinte do programa do partido o combate às opressões, e por fazer parte da concepção de socialismo defendida por esse partido em seu programa um mundo sem discriminação em função de gênero, orientação social, raça e origem, entre outras. Se um partido político defende em seu programa uma sociedade de fato livre de opressões, mostrar isso através de imagens nada mais é do que uma afirmação de seu programa.

A discussão sobre a forma e o momento de se afirmar esse trecho do programa é uma questão interna do partido na qual não me envolvo aqui, mas comento apenas que, se de fato essa é uma parte importante do programa, se de fato se quer transformar o programa em letra viva, e se, ainda por cima, se quer se diferenciar do conjunto do espectro político que pasteuriza suas afirmações de forma a não ofender em qualquer momento o senso comum – por mais divergente com o programa que este seja –, se tudo isso é verdade, então a campanha de televisão é um ótimo momento para colocar essa questão. Os que defendem o programa em áreas menos receptivas a essas pautas, como o campo, o movimento sindical, e as áreas com forte presença da igreja, devem estar preparados para realizar essa defesa.

Se considerarmos que o amor é uma característica fundamental do viver bem, e que sua livre expressão deve ser um direito de todos os seres humanos, então aquela breve cena, de menos de um segundo, da campanha de televisão do PSOL teve uma importância grande na afirmação pública de uma humanidade mais bela e livre.

ZONA SUL RESISTE!

Posted by rafah | Posted in Criminalização do Movimento, O povo sai as ruas | Posted on 30-07-2010

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Moradores da Vila Rubi, zona sul de São Paulo, levantam-se contra as remoções violentas que a prefeitura vem fazendo para “revitalizar” o ambiente, sem, no entanto, apresentar alternativas de moradia para os afetados. O que acontece lá na periferia também acontece aqui no centro de São Paulo, por isso somos solidários ao movimento da Vila Rubi, e disponibilizamos nosso espaço para divulgar a sua luta!

de: http://redeextremosul.wordpress.com/2010/07/28/vila-rubi-luta/

Essa é a política habitacional do Kassab e do Serra!

Moradores da Vila Rubi seguem mobilizados e prometem resistir às remoções

Por volta das 19h30 de ontem, 28 de julho, os moradores que resistem às remoções ilegais promovidas pela Prefeitura de São Paulo e pelo Consórcio Santa Bárbara projetaram o vídeo Vila Rubi Luta, que documenta a mobilização que eles fizeram na semana passada no canteiro de obras da empresa. Na ocasião, eles exigiam que algum representante das obras apresentasse com mais transparência, a toda comunidade, qual é projeto que eles têm para o bairro e o quê teriam para oferecer em contrapartida àquelas pessoas que terão de abandonar as suas casas. Como era de se esperar, não ouve esta atenção nem por parte da empreiteira e nem por parte da Prefeitura.

Logo depois do filme, junto com outros moradores de outra parte da comunidade, que temem que a onda de remoção também os atinja logo logo, as famílias trocaram idéias e pensaram os próximos passos que deverão seguir.

Veja abaixo o vídeo

Vila Rubi Luta:

vila rubi luta

A VERDADEIRA EUROPA TERRORISTA DOS ANOS 70: OPERAÇÃO GLADIO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 23-11-2009

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O companheiro Douglas Anfra nos indicou essas preciosas informações sobre o contexto político no qual atuava Battisti, quando recebeu as condenações pelas quais deve ser extraditado.
Informações sobre a operação Gládio que funcionou durante a guerra fria e com particular ênfase na Itália.

Trailler

Documentário gládio da BBC de londres em 5 partes tratando da aliança e da rede de extrema-direita que associava a Igreja, a Otan e vários políticos numa rede de terrorismo de estado utilizada para neutralizar lideranças esquerdistas na Europa durante os anos 60 e 70 e que comprometia quase todos os quadros institucionais dos Estados envolvidos e que explodiu durante as investigações a respeito de Andreoti.

Era basicamente contra estas pessoas que se combatiam os grupos armados na Itália, mas que foram manipulados pelas ações de extrema direita, a ponto de lhe serem imputadas a culpa de muitas de suas ações que se tenta encobrir. Contra grupos ligados aos envolvidos nesta oeração que atuavam principalmente as brigadas vermelhas e o Batisti, que o Brasil pretende extraditar.

É todo um mar de lama, especialmente no caso italiano.

Verbete no wikipédia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Operation_Gladio

Documentário completo (em inglês) em 5 partes:


SERRA IMPÕE REITOR FASCISTA PARA A USP

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Educação, política institucional | Posted on 13-11-2009

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rodas_reitor_ usp_foto_atosaofrancisco_270807

18 anos depois o governo do Estado de São Paulo escolhe reitor para a USP que não foi indicado pela “comunidade”. Serra resolveu acabar de vez com a atmosfera de falsa democracia que pairava sobre a estrutura de poder da USP, e o fez com requintes de crueldade: escolheu o diretor da Faculdade de Direito, o extrema-direita João Grandino RoTas.

Bom, ficou de uma vez por todas evidente que não existe, e segundo Serra, não é para existir democracia na mais importante universidade pública do país. Se Suely Vilela era avessa ao diálogo, o que ficou demonstrado na ocupação militar do campus, o RoTas é adepto da bate antes e pergunta depois. Em 2007, ele mandou a polícia expulsar militantes do MST de dentro do Largo São Francisco, os trabalhadores rurais  participavam de ato conjunto com os estudantes pela democratização da universidade, e o RoTas mandou descer o sarrafo no povo.

RoTas também é juiz econômico e arbitra casos e processos de formação de monopólios no CADE, Conselho Administrativo de Direito Econômico. Quando a Nestlé estava comprando a Garoto, alguns comparsas seus  foram contra, e ele partiu para a ignorância com eles. Quase saiu porrada.

Esse é o estilão do cara que vai mandar na USP nos próximos 4 anos: fascista, policialesco e super-amigo do grande capital.

Que o movimento estudantil esteja preparado, pois ai vem anos de chumbo.

Segue notícia do R7 com a cara do sujeito.

Serra escolhe o segundo colocado em eleição para reitor da USP

João Grandino Rodas, diretor da Faculdade de Direito, foi indicado para o cargo; escolha quebra tradição de 28 anos na universidade

Francisco Emolo e Cecilia Bastos/Jornal da USPFoto por Francisco Emolo e Cecilia Bastos/Jornal da USP

João Grandino Rodas, escolhido pelo governador, é diretor da Faculdade de Direito

O governador do Estado de São Paulo, José Serra, escolheu o diretor da Faculdade de Direito, João Grandino Rodas, como novo reitor da USP (Universidade de São Paulo).

Rodas foi o segundo colocado na votação desta quarta-feira (11), para escolher o novo reitor. A informação foi confirmada pelo professor Glaucius Oliva, primeiro colocado na eleição, que admitiu a derrota por meio de mensagem no Twitter:

- Pois é, parece que o governador Serra escolheu o Grandino para reitor. Espero que seja o melhor para a USP.

Rodas e Oliva são dois dos nomes de uma lista de três candidatos à reitoria enviada ao governador do Estado para aprovação final, após o segundo turno de votação.

O terceiro candidato é o pró-reitor de pós-graduação Armando Corbani Ferraz.

Ferraz e Oliva são nomes mais próximos à atual reitora, Suely Vilela, que já teve desentendimentos com Serra.

Nos bastidores da eleição da USP, os dois candidatos contaram com apoio extraoficial da reitora.

Quebra de tradição

O governador do Estado tem autonomia para indicar o novo reitor. Entretanto, tradicionalmente, a escolha acaba sendo do primeiro colocado da lista tríplice, votada no segundo turno das eleições da USP.

A última vez em que a tradição foi quebrada ocorreu há 28 anos, em 1981, quando o então governador Paulo Maluf escolheu Antônio Hélio Guerra Vieira como reitor da universidade.

Vieira era o quarto colocado de uma lista de seis nomes, como previsto no processo eleitoral da época.

Perfil do novo reitor

Professor titular e diretor da Faculdade de Direito da USP, João Grandino Rodas recebeu 104 votos na eleição – 57 a menos que o primeiro colocado.

Rodas é diplomado em quatro áreas: música, educação, direito e letras. Ele tem, ainda, três mestrados: em direito, diplomacia e ciências político-econômicas.

O diretor da Faculdade de Direito defende o uso do ensino a distância para cursos de graduação, desde que seja por meio de regras básicas de excelência.

Especialista em direito internacional, Rodas já foi juiz, desembargador e chefe da consultoria jurídica do Ministério das Relações Exteriores.

De 2000 a 2004, o novo reitor da USp presidiu o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), um tribunal de âmbito nacional que julga casos de monopólio e outros tipos de concentração empresarial.

Entre suas críticas à atual gestão da USP está a de que ninguém está satisfeito com o atual processo eleitoral da universidade.

Malandro é malandro…

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento, Imperialismo | Posted on 28-10-2009

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Sempre quando vejo as imagens das operações policiais nos morros cariocas e a mídia sempre apoiando essas operações em defesa da “ordem” e da “lei” lembro de Bezerra da Silva. Mesmo quando aparece, de relance, uma manifestação da população local são colocados como baderneiros ou peões do tráfico, fico pensando o que eles estão reivindicando ou denunciando? Será que é isso mesmo? Pois bem, como a mídia nunca deu espaço para eles e só vejo o Estado aparecer no morro para reprimir prefiro desconfiar, mais ainda, prefiro acreditar na expressão dos morros cariocas através de sua expressão cultura, o samba. Para isso, nada tão bom quanto Bezerra da Silva. Então segue uma letra do Bezerra que me veio a cabeça e o manifesto público contra o “revide” da segurança pública do Rio de Janeiro. Aqueles que também descofiam, assinem.

Vítimas da Sociedade

Bezerra da Silva

Se vocês estão a fim de prender o ladrão
Podem voltar pelo mesmo caminho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho

Só porque moro no morro
A minha miséria a vocês despertou
A verdade é que vivo com fome
Nunca roubei ninguém, sou um trabalhador
Se há um assalto à banco
Como não podem prender o poderoso chefão
Aí os jornais vêm logo dizendo que aqui no morro só mora ladrão

Se vocês estão a fim de prender o ladrão
Podem voltar pelo mesmo caminho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho

Falar a verdade é crime
Porém eu assumo o que vou dizer
Como posso ser ladrão
Se eu não tenho nem o que comer
Não tenho curso superior
Nem o meu nome eu sei assinar
Onde foi se viu um pobre favelado
Com passaporte pra poder roubar

Se vocês estão a fim de prender o ladrão
Podem voltar pelo mesmo caminho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho

No morro ninguém tem mansão
Nem casa de campo pra veranear
Nem iate pra passeios marítimos
E nem avião particular
Somos vítimas de uma sociedade
Famigerada e cheia de malícias
No morro ninguém tem milhões de dólares
Depositados nos bancos da Suíça

Se vocês estão a fim de prender o ladrão
Podem voltar pelo mesmo caminho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho


15pt;”>Manifesto público

Contra o “revide” da Segurança Pública do Rio de Janeiro



As operações policiais que estão sendo realizadas pela polícia do Rio de Janeiro desde o dia 17 de outubro, após a queda de um helicóptero no morro São João, no Engenho Novo, próximo ao Morro dos Macacos, já têm um saldo de mais de 40 pessoas mortas e um número desconhecido de feridos. É o resultado evidente de uma política de segurança pública baseada no extermínio e na criminalização da pobreza, que desconsidera a vida humana e coloca os agentes policiais em situação de extrema vulnerabilidade.

A lamentável queda do helicóptero e a morte dos três policiais não pode servir como mais um pretexto para ações que, na prática, significam apenas mais violência para os moradores das comunidades atingidas e mais exposição à vida dos policiais. Ao se utilizar do terror causado pelo episódio para legitimar ações que violam a lei e os direitos humanos, o Estado se vale de um sentimento de vingança inaceitável. Em outras palavras, aproveitando-se da sensação de medo generalizada, o governo de Sérgio Cabral oculta mais facilmente as arbitrariedades e violações perpetradas nas favelas, como o fechamento do comércio, de postos de saúde e de escolas e creches – além, é claro, das pessoas feridas e das dezenas de mortos.

A sociedade carioca não pode mais aceitar uma política de segurança pautada pelo processo de criminalização da pobreza e de desrespeito aos direitos humanos. Definitivamente, não é possível jogar com as vidas como faz o Estado contra os trabalhadores – em especial os pobres, os negros e os moradores de favela – utilizando-se como desculpa a chamada “guerra contra as drogas”.

As organizações da sociedade civil, movimentos sociais, professores da rede pública e outros preocupados com a situação que há cerca de uma semana mobiliza o Rio de Janeiro se uniram para exigir o fim das incursões policiais baseadas na lógica do extermínio e a divulgação na íntegra da identidade dos mortos em conseqüência dessas ações. Até o fim da semana, o coletivo fará visitas às comunidades atingidas e se reunirá com moradores para ouvir relatos relacionados à violência dos últimos dias. Na quinta-feira, dia 5 de novembro, haverá um ato em frente à Secretaria de Segurança Pública, no Centro do Rio.

Rio de Janeiro, 27 de outubro de 2009

Justiça Global

CRP – Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro

SEPE – Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação

DDH – Defensores de Direitos Humanos

Grupo Tortura Nunca Mais

CDDH – Centro de defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis

Central de Movimentos Populares

Projeto Legal

Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência

Centro de Assessoria Jurídica Popular Mariana Criola

PACS – Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul

MNLM – Movimento Nacional de Luta pela Moradia

Mandato do Deputado Estadual Marcelo Freixo

Mandato do Deputado Federal Chico Alencar

Mandato do Vereador Eliomar Coelho

DPQ – Movimento Direito Pra Quem?

Fazendo Média

NPC – Núcleo Piratininga de Comunicação

Agência Pulsar Brasil

Revista Vírus Planetário

ENECOS – Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social

AMARC – Associação Mundial das Rádios Comunitárias

APN – Agência Petroleira de Notícias

O Cidadão – Jornal da Maré

ANF – Agência de Notícias das Favelas

Coletivo Lutarmada Hip-hop

Conlutas

Intersindical

Círculo Palmarino

Fórum 20 de Novembro

ASSINE ESSE MANIFESTO EM — http://www.ipetitions.com/petition/manifestosegurancapublica

ARTIGO SOBRE LEVANTES POPULARES NA CIDADE DE SÃO PAULO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Revitalização do Centro | Posted on 05-10-2009

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Divulgamos o texto do sociólogo Tiarajú D´Andrea, publicado no jornal Brasil de Fato, sobre os consecutivos levantes populares nas periferias da cidade de São Paulo no último período. O autor explora as relações entre violência policial e expeculação imobiliária que operam na base dos conflitos. Vale a pena ler.

conflito favela marginal

A torcida se levanta porque o jogo já começou

02/10/2009

Tiarajú D’Andrea

Um espectro ronda a cidade de São Paulo, é o espectro dos levantes populares.

Seja na chamada periferia consolidada ou nas favelas da zona sudoeste, uma série de acontecimentos vêm desvelando o sentimento de insatisfação dos moradores de bairros populares de várias regiões da cidade nos últimos tempos. A fratura social está exposta. A revolta, latente.

Um breve e incompleto levantamento dos conflitos entre a população e a polícia nos últimos tempos nos revela uma verdadeira cartografia de algo que sucede de maneira progressiva e em vários pontos desta maltratada urbe. Acontecimentos que uma visão ingênua pode interpretar como dispersos, são na verdade processos sociais mais amplos. Para tanto, basta observar as duas causas principais desses levantes: disputas pelo território urbano e violência policial. A versão oficial insiste no argumento de combate ao tráfico. Um olhar refinado sobre a nossa história perceberá que o objetivo principal da repressão é manter as classes populares amedrontadas e controladas.

Compa de cidade: se você ainda não percebeu, é melhor refinar seu olhar. Vejamos…

Quem passa pela Marginal Tietê perceberá que a maioria das favelas que beiravam a via já desapareceram. Historicamente, se consolidou nos terrenos de várzea à beira do rio e nas alças de acesso uma série de ocupações irregulares. No entanto, a Copa do Mundo de 2014 está chegando e a prefeitura municipal instituiu um programa cujo nome é um belo eufemismo: “São Paulo de Portas Abertas”. O objetivo desse programa é a remoção de todas as favelas ao lado das marginais, mas sem solução habitacional. Na favela do Sapo, na Água Branca, a população não aceitou o cheque-despejo. Parou a Marginal Tietê, como única forma de ser vista, e foi duramente reprimida pelas forças da ordem.

Ainda no caminho das grandes avenidas, morrendo na contramão e atrapalhando o trânsito, o Jardim das Rosas e o Jardim da Conquista, no Iguatemi, zona leste, estão sendo retalhados para a abertura da continuação da avenida Jacú-Pêssego. Na outra ponta da mesma avenida, o bairro União de Vila Nova em São Miguel Paulista foi dividido pela metade. Em vários pontos da Cidade Tiradentes também ocorreram remoções, e muitas acabaram em confronto. Na Brasilândia, zona norte, também. No centro da cidade, a favela do Moinho ainda existe e resiste, mesmo com um sem fim de ameaças e documentos duvidosos que pedem juridicamente seu desaparecimento.

Na zona sul, o loteamento Olga Benário foi destruído de forma tão violenta que até parte da imprensa ficou chocada. No Grajaú, Parque Cocaia e Cantinho do Céu padecem com intimidações e ameaças e estão nos planos de remoção dos órgãos oficiais. Neste caso, vale notar que as remoções se justificam pelo discurso ambientalista. Da mesma forma que no caso do Jardim Pantanal, na leste. O assunto indizível é que foi o próprio poder público quem muitas vezes incitou a ocupação desses terrenos, assentando neles populações removidas de áreas valorizadas da cidade. Contudo, com a expansão territorial da lógica mercadológica que a tudo incorpora, esses terrenos de periferia só realizarão todo seu potencial enquanto mercadoria se forem valorizados ao máximo. Assim, a dinâmica que substitui ocupações populares por parques à beira da represa dá seqüência à lógica de valorização da mercadoria-território e do entorno desse território. É por essas e outras questões que o poder público instrumentalizado por certos interesses tolera as inúmeras chácaras e mansões nas áreas de mananciais. Ou seja, a lei para o rico não vale. E isso porque a lei, num sistema capitalista, tem dificuldades de ser colocada em prática quando confrontada com a onipotência da lógica da realização dos valores de uma mercadoria

Infelizmente, o discurso ecológico, novo e socialmente consensuado, neste caso (como em outros) foi utilizado para levar adiante velhos interesses de classe.

Na zona sudoeste, a sombra dos edifícios da Berrini esconde o sol. A Ponte Estaiada tinge o Rio Pinheiros de amarelo e o chão das pistas de vermelho sangue. Num despejo violento e juridicamente ilegal, parte da favela Real Parque desapareceu. Belo e especulando, o terreno onde outrora viviam famílias hoje é mato puro. Como nessa região a iniciativa privada opera com mais força, a disputa por territórios também tem suas sutilezas. O setor imobiliário aparece com dinheiro vivo, farto. A coerção econômica sobre a população favelada transforma localização num bom negócio. Nesse caminho, parte da favela Jardim Panorama foi comprada. Parte da favela Coliseu também foi comprada e a favela Jurubatuba, já em Santo Amaro, não aceitou a proposta. No olho do furacão, e sem maior alarde, a favela do Jardim Edite já desapareceu.

Deslocando um pouco o foco de análise das disputas “pelo” território para os mecanismos de controle social “no” território, pode-se observar como o ano de 2009 está quente. No centro das revoltas, a violência policial. Para todos os casos a solução tem sido mais e mais repressão. Nesse caldo de insatisfação, grandes levantes populares ocorreram no Jaçanã; na favela Tiquatira, no bairro da Penha (novamente parando a Marginal); na Vila Jacuí, na zona leste; e há bem pouco tempo na favela de Heliópolis. Se nos casos relatados a polícia reprimiu uma insatisfação popular causada pelas condições de vida e pela própria atuação policial, é de se notar como uma outra modalidade de repressão vem cada vez mais fazendo parte do repertório policial: trata-se da famosa Operação Saturação.

Nos últimos anos, vários bairros e favelas foram invadidos pela polícia com a escusa do combate ao tráfico e à criminalidade. A lista de locais “saturados” já é extensa: favela da Rua Alba, no Jabaquara (bem pertinho da extensão da avenida Roberto Marinho…); Jardim Elisa Maria, na Brasilândia; Jardim Elba, no Sapopemba; Morro Grande, na zona noroeste; Morro do Samba, em Diadema; seis favelas do Parque Novo Mundo; favela Pantanal, na beira da represa, zona sul; Parada de Taipas; favelas Buraco Quente e Jardim Colombo, na zona sudoeste, dentre outras. Em todos os casos proliferaram as denúncias de abusos, aumentando o mal estar na população.

Síntese máxima de todos estes acontecimentos brevemente relatados é o que ocorre na favela Paraisópolis. No meio do bairro mais rico de São Paulo (e bem pertinho do estádio do Morumbi…), a favela Paraisópolis foi o palco de um levante popular em fevereiro último. Cada lado contou de um jeito as causas do acontecimento. A polícia recorreu à versão utilizada em qualquer contexto: a de que “traficantes” depois da morte de um dos seus, “incitou a população ao tumulto”. Já os moradores tinham outra versão, onde as causas poderiam ser várias somadas: gente inocente tinha morrido dias antes; a polícia estava barbarizando havia tempos na favela; a urbanização que ora ocorre no lugar traz tensão e insegurança; a favela tem dificuldades de se representar politicamente por causa da presença de agentes do entorno; grande parte da população do local se mantém submetendo-se a más condições de trabalho; ou mesmo a mais simples e básica de todas as causas (aquela que ninguém quer ver): viver numa favela ao lado de tantas mansões é uma humilhação cotidiana. A panela de pressão que é o Paraisópolis um dia explodiu. Assim como a explicação dada, a resposta oficial foi simplista: mais repressão, com a implantação de uma Operação Saturação sem precedentes. Pobre Paraisópolis, tão longe de Deus e tão perto do Morumbi.

O caso de Paraisópolis é exemplar pelos elementos que contêm: repressão policial; intervenções urbanísticas, relações de trabalho humilhantes e Operação Saturação. Em todos os outros levantes ocorridos, algum desses elementos esteve presente como causa.

Cabe destacar que elementos aqui citados articulam-se de maneira indissociável do problema central, que foi, é e continuará sendo um problema entre as classes sociais. Dessa maneira, levar adiante os interesses das classes dominantes tem como contrapartida o necessário controle e a necessária repressão sobre a população pobre. No entanto, esta repressão tem que ser velada, e o véu que se coloca é o eficaz discurso de que a repressão é sobre o tráfico de drogas, e não sobre os pobres em geral. Deste reducionismo inicial deriva outro reducionismo discursivo necessário: o de que os levantes populares são incitados pelo tráfico. Do reducionismo discursivo surge a justificativa necessária para controlar, vigiar, reprimir e punir grande parte da população. Métodos de controle existem vários, desde os mais sofisticados, como alguns programas sociais, até os mais explícitos, ou seja, a guerra aberta, a intervenção em territórios, a matança generalizada.

Processos de luta pela terra na cidade, derivada de interesses do setor imobiliário e de construtoras, de um lado, e da população moradora, de outro, também tendem a se intensificar. O boom imobiliário por qual passa a cidade de São Paulo incide sobre os preços dos terrenos, valorizando-os. Concomitante e articulado a este processo está a ação dos agentes interessados em fechar grandes negócios com o advento da Copa do Mundo de 2014. Ambos processos aumentam a pressão sobre a população pobre moradora de terrenos valorizados e valorizáveis. Todavia, é necessário destacar que os métodos de expulsão e remoção de populações pobres não se baseiam apenas em mecanismos econômicos (aumento do preço da terra) e jurídicos (propriedade alegada de determinada área). Intervenções policiais em áreas com litígio pela propriedade são recorrentes e necessárias para a resolução dessas disputas. Isso vem ocorrendo com freqüência, diminuindo a resistência da população. Logo, o argumento que aqui se quer colocar é o de que a repressão não é elemento secundário, utilizado só em último caso. A repressão é um elemento necessário e tão importante quanto os outros nas disputas pelos territórios urbanos.

Meio sem saber o que quer, da mesma forma que não é tão evidente contra quem se luta, a população se levanta. A nítida visão, no entanto, é a de que a fratura social fica cada vez mais desvelada, mais a nu. Sem mediações ou hipocrisias. Sem falsas esperanças.

Até a Copa de 2014, muita água vai rolar debaixo dessa Ponte.

Tiarajú D’Andrea é mestre em sociologia pela Universidade de São Paulo. É autor da dissertação de mestrado “Nas Tramas da Segregação: O Real Panorama da Pólis”.

ZELAYA VOLTOU

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 22-09-2009

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zelaya voltou embaixada brasil

O presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, voltou a seu país e está “hospedado” em nossa embaixada. A entrada clandestina no país e o abrigo na embaixada do país “da moda”, que é gerido pelo “o cara”, às vésperas da assembléia geral da ONU foi de fato um golpe de mestre. Lula abrirá a assembléia e constrangerá a todos para que se posicionem a respeito desse novo fato político.

Quando todos já haviam se “acostumado” com o golpe, lá vem o tema à tona, num momento extremamente estratégico. Internacionalmente a coisa muda de figura. Dentro de Honduras então a luta de resistência entra em nova fase, os golpistas endurecerão ainda mais, mas a resistência ganha um novo impulso, frente a possibilidade imediata de reconduzir Zelaya ao poder.

Para aqueles que acham que o Lula é um esquerdista lacaio do Chavez, eu diria: “ele só está defendendo a democracia, a mesma que “defende” em Honduras, e que os EUA “defendem” em Bagdá.”

Para aqueles que acham que o Lula é um neoliberal do mesmo saco que o Serra, eu diria: “veja bem, a aliança que estabeleceu com presidentes como Hugo Chavez, Evo Morales e Rafael Correa jamais seria urdida por um psdbista.”

Abaixo o golpismo em Honduras!

ANTI-PROIBICIONISMO DAS DROGAS

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, política institucional | Posted on 14-09-2009

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Divulgamos atividade que se realizará no Instituto de Psicologia da USP, amanhã, na qual se debaterá políticas alternativas à “guerra contra as drogas”.

contra o caveirao

Atividade do DAR – ALTERNATIVAS AO PROIBICIONISMO, com Henrique Carneiro

É praticamente um consenso que as políticas proibicionistas de suposto combate às drogas não só não incidem sobre o consumo e abuso no uso de drogas ilícitas como causam efeitos colaterais muito sérios. Os EUA já gastaram mais de 30 bilhões de dólares na “guerra às drogas” no exterior, e nem consumo nem oferta diminuiram, além de 1 em cada 150 estadunidenses estar preso. No último ano e meio, 8 mil mexicanos foram mortos nessa guerra, sendo que 70% não tinham envolvimento com o narcotráfico. No Distrito Federal, 70% das pessoas são presas com menos de 100 gramas de droga, e no RJ 50%. Atrás apenas de crimes contra o patrimônio, o tráfico é o segundo maior responsável por pessoas encarceradas no Brasil.

Por conta disso, cada vez mais se discutem alternativas ao proibicionismo. Desde a Globo aos oprimidos pela criminalização da pobreza, passando por FHC e a ONU, é díficil encontrar defensores dessa política. México, Argentina, Chile e Colômbia discutem alterações, como a descriminalização do consumo.

Por isso, o Coletivo DAR convida a todos para debater exatamente qual seria o melhor modelo alternativo ao fracassado e absurdo proibicionismo. Descriminalização? Legalização controlada? Legalização estatal? Legalização livre mercado? Liberação?

A atividade será nesta terça feira, 15 de setembro, às 19 horas, e contará com a presença do historiador Henrique Carneiro, do NEIP. Será na USP, no CA de Psicologia, que fica no Instituto de Psicologia, Bloco B. Avenida da Raia, próximo a praça do Relógio. (Pra quem for de ônibus, descer na Rua dos Bancos e seguir à direita em direção à ECA, atrevessar o quarteirão da ECA e se chega no Instituto).

Compareça!

Qualquer dúvida, email para coletivodar@gmail.com

A PM de Serra contra o povo pobre e os trabalhadores

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento | Posted on 03-09-2009

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Divulgamos o belo manifesto da LER-QI sobre a revolta em Heliópolis e sobre as tarefas da esquerda revolucionária frente a situações como essa.

heliopolis pm

terça-feira 1º de setembro de 2009

REVOLTA EM HELIÓPOLIS
A PM de Serra contra o povo pobre e os trabalhadores

Justiça. É o que pedem os moradores de Heliópolis que se rebelaram com a morte de Ana Cristina, uma garota de 17 anos, atingida pela guarda civil de São Caetano, que supostamente estava em São Paulo perseguindo um carro roubado. Invasão policial, cerco, repressão, mais assassinatos. Essa é a resposta do governo Serra. O que vimos em pequena escala na greve da USP, vemos com toda sua crueldade na periferia da Grande São Paulo. A repressão policial em larga escala, para defender a propriedade, “a lei e a ordem”. Semana passada, no Capão Redondo, mais de 800 famílias foram violentamente despejadas do terreno que tinham encontrado para construir suas casas.
Esse não é um fato isolado em São Paulo. Em todas as grandes cidades do país, as cenas de repressão se repetem. Já vimos em pleno carnaval de 2008, em Salvador, a revolta das mães, denunciando que seus filhos “morriam como moscas”, ser reprimida pela PM comandada pelo petista Jacques Wagner. No Rio de Janeiro o governador Cabral, apoiador de Lula, aprofunda a repressão nos morros. Lá, como em Heliópolis, a repressão é indiscriminada. No Rio Grande do Sul, a PM comandada pela governadora tucana ameaçada de impechment, também na semana passada,
assassinou um sem-terra e nada foi feito. Em Minas Gerais, no Recife, em todos os estados a policia militar atua da mesma forma e a serviço dos mesmos interesses.
Os criminosos de colarinho branco, no congresso nacional, nos governos, nos partidos, nas empresas, seguem impunes. Grandes pactos entre os “três poderes”, executivo, legislativo e judiciário, são feitos e leis são aprovadas para que os burgueses que vão presos não sejam “humilhados” tendo que usar algemas. Para os trabalhadores, os pretos, os pobres, que cometem algum delito, as prisões imundas e a fúria da violência policial. Os militares saíram do comando do governo, mas a tortura e os esquadrões da morte continuaram atuantes nas delegacias e quartéis. O exército, sob o comando de Lula, faz escola reprimindo o povo do Haiti, treinando para quando for chamado a atuar em algum lugar como Heliópolis para massacrar uma revolta popular.
O recrudescimento da repressão por parte de Serra e de Cabral, a repressão na USP, os assassinatos no campo, são uma mostra de como a burguesia pretende descarregar sobre os trabalhadores e o povo pobre a crise econômica, que apesar dos discursos otimistas do governo Lula, está só começando. Demissões, reduções salariais e aumento da miséria de um lado, aumento da repressão do outro.
O grito de revolta dos moradores de Heliópolis deve encontrar eco nas organizações operárias e populares,  articularmente naquelas que se reivindicam socialistas e revolucionárias. É preciso exigir de todas as centrais sindicais, CUT, Força Sindical, CTB, e inclusive do PT que tem força na associação dos moradores de Heliópolis, que coloquem forças numa campanha unitária em defesa dos moradores, contra a repressão policial. O PSTU e a esquerda do PSOL deveriam ser os primeiros, junto com a Conlutas, a cercar de solidariedade os moradores de Heliópolis, levando delegações para o local e levantando uma grande campanha de solidariedade a sua luta por justiça. Uma
frente socialista e classista deveria começar a ser construída demonstrando em acontecimentos assim sua utilidade para a luta dos trabalhadores, lutando por uma real apuração e punição dos responsáveis, se colocando à cabeça da luta contra o cerco policial à Heliópolis e organizando comitês por verdade e justiça, junto com moradores e organizações por direitos humanos, para a apuração e punição das mortes de Ana Cristina e milhares de jovens nas mãos da policia.

ZELAYA VISITA O BRASIL E POVO SOFRE EM HONDURAS

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 13-08-2009

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Ontem o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, passou pelo Brasil e conversou com nosso presidente Lulla. Lulla lhe garantiu que pediria para seu amigo Obama tomar uma atitude com relação aos golpistas. Porém Lulla esquece que essa mesma semana Obama classificou de hipocrisia os reclamos por intervenção em Honduras vindo de países que sempre criticaram o intervencionismo estadounidense na Colômbia, por exemplo. Obama não deixa de ser coerente apoiando estruturas para-militares na Colombia e em Honduras. Lulla é que precisa de mais coerencia pois se ele continua se esforçando pela justa reintegração ao cargo do presidente Zelaya, deveria também utilizar suas tropas no Haiti para reconduzir Arisitide ao poder, presidente eleito também deposto num golpe.

Para além da incoerência de Lulla e por mais que Zelaya viaje pelo mundo, está na mão do povo hondurenho o destino de sua nação, e os golpistas o sabem muito bem. Ontem foi dia de mais violência e repressão em Tegucigalpa, com diversos feridos e presos durante manifestação.  Desde aqui, mais do que ao presidente Zelaya, nos solidarizamos com esse povo que se organiza e resiste para derrubar os golpistas do poder.

COSTARICA/