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Lula e o agronegócios

‘Nunca um governo fez tanto por nosso setor’, diz usineiro “O governo Lula foi excepcional para o nosso negócio, fico até emocionado. O setor fez muito pelo Brasil, mas o governo está fazendo muito pelo setor. Nunca houve antes política tão boa para nós. O presidente Lula não perde nenhuma...

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Reflexões sobre o CONCLAT de Santos

Posted by Editorial do Outubro | Posted in movimento sindical | Posted on 12-06-2010

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O outubro vermelho é um instrumento crítico de reflexão, ação e militância socialista. Apesar de nos localizarmos num determinado espectro político buscamos criticar antigas práticas arraigadas no movimento de esquerda buscando incentivar novas ações e sínteses . Militântes que ajudam a construir esse blog estiveram presentes no Congresso da Classe Trabalhadora (CONCLAT) em Santos. Assim, iremos publicar três textos, de diferentes militantes, para uma primeira reflexão sobre os ocorridos no CONCLAT em Santos.

Entrada do CONCLAT

Nos dias 05 e 06 de junho ocorreu em Santos o CONCLAT (Congresso da Classe Trabalhadora) que tinha por objetivo unir a CONLUTAS e a INTERSINDICAL para formação de uma Nova Central Sindical, processo que pretendia unir diversos setores que se mantiveram coerentes, com uma postura de independência de classe e que não foram cooptados pelo governo Lula. Processo esse, necessário e urgente, já que se não é possível a esquerda revolucionária se unir em outros campos políticos, ao menos para defender os interesses da classe no que há de mais imediato.

Como uma duvidar da formação de uma nova central se estavamos juntando militantes que, com táticas políticas mais ou menos acertadas, nunca deixaram de estar ao lado da classe trabalhadora? Ora, são militantes que escolheram para suas vidas ser um grão de areia no meio da engrenagem capitalista mesmo sabendo que poderia ser esmagados. Para esses, a escolha não foi a facilidade, muitos tiveram a oportunidade de se vender mas s continuaram resistindo, abrindo mão de facilidades pessoais em nome da classe. Por que haveria de dar errado?

No entanto, o processo de unificação da CONLUTAS e INTERSINDICAL já trazia uma série de problemas. Muitas vezes batendo chapas dentro de um mesmo sindicato, não foi possível recriar um fórum de unidade aglutinasse numa política para enfrentar os ataques do governo Lula, seja ela a luta por redução da jornada de trabalho, a luta pelo fim do fator previdenciário, o aumento aos aposentados, aumento do salário mínimo. Continuávamos a fazendo mas cada um na sua categoria, no seu sindicato. A classe necessita dessa unificação.

Plenário CONCLAT

E assim foram mandatados os dirigentes das mais diversas organizações para negociarem as condições da formação de um novo instrumento de luta. Negociações essas que ficaram nas cúpulas e não vieram para a base, não se construía uma luta concreta. E o que deveria ser um instrumento da classe passa a ser uma colcha de retálios juntando uma sopa de letrinha de siglas políticas. Virou artificial! O que, apesar de necessário, já era difícil se tornou impossível quando os companheiros do PSTU compuseram a maioria do Congresso.o

No momento em que os dirigentes do PSTU quiseram ratificar em nome essa artificialidade – propondo como nome para a nova Central CONLUTAS-INTERSINDICAL Central Sindical Popular, ou seja, uma soma sectária dos agrupamentos envolvidos, sim sectária pois assim ficaria claro que garrafinha é de quem – a base da INTERSINDICAL se retirou do Congresso mesmo com as suas lideranças implorando para que ficassem. Não era mais possível manter tamanha artificialidade. Não era disso que a classe necessitava. Outros setores também se retiraram como a Unidos Pra Lutar. Provavelmente muitos delegados do PSTU também teriam se retirado se não fossem tão centralizados. O PSTU junto com o MTL continuaram o Congresso a proclamaram uma nova Central ainda menor do que o instrumento que já tinham. No final, todos cabisbaixos. A classe sem o instrumento que necessitava e o governo Lula comemorando.

Contudo, abre-se novas possibilidades, a INTERSINDICAL está se rearticulando nacionalmente poderá se recomeçar com os setores que não aceitaram tamanha artificialidade, ou talvez, com todos os setores que estavam nesse CONCLAT mas desta vez tem que ficar claro que o instrumento é uma necessidade da classe não do ego de seus pretensos dirigentes.

Reitoria da USP volta a funcionar!!!

Posted by Baltazar | Posted in Contra ou Cultura!!!, Educação, O povo sai as ruas | Posted on 09-06-2010

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B-Negão na ocupação da reitoria de 2007

Depois de 12 dias sem expediente a reitoria da USP começou a funcionar. As portas de aço não impediram a vontade de lutar dos trabalhadores da universidade.

Assembléia, discussões ocorreram logo após a ocupação. Apoios diversos começam a se somar com essa nova fase da luta dos trabalhadores – em gureve a mais de um mês. Na tarde de ontem foi a vez do professor Luizinho – Eca-USP – trazer a sua aula para o palácio do Rei-Tor. A noite foi a vez da cultura e diversão, show com B-Negão, banda do canil e convidados. Aproveitando o momento para divulgar a greve e arrecadar fundos para os mais de mil funcionários que tiveram seus salários cortado.

No dia de hoje foi a vez de Chico de Oliveira  ministrar sua aula com seus alunos da pós-graduação, funcionários e alunos ocupantes.E pela tarde uma caravana da USP se dirigiu a Campinas para um ato unificado com funcionários da Unesp e da Unicamp. Novo folego a luta dos funcionários da USP, mostrando para o coletivo dos movimentos que a unidade surge das lutas. E que esse é o caminho para a nossa reorganização. Agora é somar forças com o Sintusp, ocupar a reitoria e dar uma função social para o coração da burocracia universitária.

Funcionários da USP ocupam a reitoria!!!

Posted by Baltazar | Posted in Criminalização do Movimento, Educação, O povo sai as ruas | Posted on 08-06-2010

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Depois de confirmado o desconto do salário de cerca de mil companheiros e companheiras em luta, em greve desde o dia 4 de maio, os trabalhadores da USP ocuparam a reitoria da universidade. Muitos tiveram suas contas bancárias literalmente zeradas. Os funcionários realizaram hoje assembléia massiva dentro da ocupação e deliberaram a continuidade da ação, mostrando que o direito de greve dos trabalhadores não será impedido por portas blindadas.

Os protestos irão continuar até o estabelecimento de isonomia salarial entre professores e funcionários, reivindicação priorizada pelo movimento desde a concessão de 6% de aumento aos professores em fevereiro.

Rodas e os demais reitores do Cruesp já demonstraram inúmeras vezes que desprezam os trabalhadores. A primeira delas foi a quebra da isonomia, tentando dividir a categoria. Agora fecharam as negociações com o Fórum das Seis, enquanto os reitores da Unesp e Unicamp foram viajar para o exterior em plena campanha salarial e Rodas faz palanque para o seu “padrinho” Serra!!!

Amanhã, funcionários e estudantes seguem para ato na Unicamp para forçar a volta das negociações com o Cruesp, e os estudantes realizam assembléia para deliberar se apoiam a ocupação.

A Copa do Mundo da Educação

Posted by Baltazar | Posted in Educação, política institucional | Posted on 26-05-2010

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No mais recente jogo da temporada José “Extermindador do Futuro” Serra contra a educação, o nosso cartola e seu fiél escudeiro, Paulo Renato, vê seu time perdido em campo. Foram vítimas da própria cilada que armaram. Quiseram salvar o time da educação sozinhos, mexeram errado e descobrem que sem professor em campo não se disputa campeonato.

Obrigou os professores temporários a fazerem a “provinha” na pré-temporada das atribuições de aula. Professores que por algum motivo perdeu a avaliação não puderam entrar em campo. Resultado da primeira rodada, onde já faltava professores  aumentou o déficit. Segundo jogo, professores substitutos que tivessem aulas atribuidas durante esse ano não poderiam lecionar ano que vêm. Resultado dois, professores que se licenciam dutante o ano, e os reservas não entram em campo, pois ses assumem essas aulas, não disputam o campeonato ano que vêm e ficam desempregado. O time que já jogava com um a menos agora tem mais um fora de campo.

A torcida da educação fez sua parte esse ano. Vestiu a camisa e saiu as ruas para reivindicar melhores condições para o nosso time. Enchemos as ruas, levamos bandeiras e tentamos falar com a população os problemas que tinha nossa equipe. Os cartolas não nos deram bola. Fez treinos com portões fechados, conversou com os patrocinadores, fez um acordo com as TV’s, que não passava nossos jogos nem no pay-per-view, não recebeu as reinvidicações da categoria e mandou a tropa de choque contra a nossa torcida organizada.

Agora o cartola vê, embora não assuma, que o nossa análise tática seria a mais correta para virar esse jogo. Investir nos atletas desse equipe. Dar condições para que ele se forme, que de simples atléta vire um craque. E não ficar descartando os nossos jogadores como se não servissem mais para esse time.

Os cartolas estão perdidos em campo. O técnico José “Exterminador do futuro” Serra quer alçar vôos mais longos. Quer treinar nossa seleção e não sabe o que fazer para tirar o time da educação da zona de rebaixamento.Está querendo virar a mesa e ganhar no tapetão. Faz os alunos da nossa categoria de base decorar apostilas para passar nos testes. Tira dos professores a responsabilidade de saber qual aluno está apto para subir para as outras categorias das nossas divisões de base. Aprova todos para a próxima categoria, até os que ainda não tem maturidade para tal. Os professores são obrigados a servir, pois, se não for assim, o professor não ganha “bicho” no final da temporada.

Sem contar a qualidade das escolinhas da nossa equipe. Falta vestiários, banheiros, quadras, bibliotecas, computadores, livros, professores. É meus caros amigos, assim fica difícil acreditar que esse time vai prá frente. Agora sem saber o que fazer para melhorar esse time os cartolas mandam cancelar tudo o que eles fizeram. A provinha não se sabe se terá ano que vêm. Professores que seriam dispensados no fim desta temporada terão seus contratos renovados para o próximo ano. E aqueles que passaram na última peneira dos cartolas não serão contratados esse ano, pois perderam o prazo para as transferências.

Desta forma nem fazendo promessa a equipe escapa do rebaixamento, a situação tá dura. Os atletas estão desmotivados, com um dos salários mais baixos do país e com várias divisões na categoria. Mas ainda sobra raça nessa equipe e muita energia da sua fiél torcida. Confiantes que, mais cedo do que tarde, nossos cartolas estarão bem longe daqui, e que nossa equipe possa jogar unida pela educação pública.


Todas e Todos ao 1º de maio na Praça da Sé

Posted by Editorial do Outubro | Posted in O povo sai as ruas, movimento sindical | Posted on 30-04-2010

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A  Intersindical, as Pastorais Sociais, a Conlutas e mais um conjunto de entidades e os partidos de esquerda – PSOL – PCB e PSTU – organizam o ato de 1º de maio na Praça da Sé. O ato está previsto para começar às 10 horas, após a missa do trabalhador na Catedral de São Paulo.

O 1º de maio na Praça da Sé tem se notabilizado como um ato independente, classista, organizado com recursos próprios, sem o patrocínio do governo e de empresas. Tem sido o contraponto aos megashows, sorteios de casas e de carros feito por outras centrais sindicais que distorcem o caráter do 1º de maio, que maculam seu sentido histórico de um dia de luta e resistência da classe trabalhadora em todo o mundo.

O 1º de maio da Praça da Sé celebra a rica história de luta dos trabalhadores e trabalhadoras, leva as reivindicações imediatas e históricas da nossa classe e não abre mão de manter uma organização independente sem dinheiro dos patrões e do governo para tutelar nossas ações.

O PSol convoca toda sua militância para estar presente no 1º de maio. Nosso pré-candidato Plínio de Arruda Sampaio estará presente, assim como nossos deputados, Ivan Valente, Raul Marcelo e Carlos Giannazi. Nossos ativistas sindicais estão juntos na organização desta atividade, contribuindo para manter o 1º de maio de luta como referência para a classe trabalhadora.

É fundamental também fortalecer essa convocatória, convidar os amigos e ativistas de seu local de trabalho, estudo e moradia, ajudar a preparar a presença do PSol no ato com faixas, bandeiras e cartazes.

O PSol estará presente também nos atos regionais de 1º de maio, como na cidade de Campinas. Outras cidades do interior do Estado também farão atos locais com o mesmo caráter do ato na Praça da Sé, o PSol estará presente nestes atos.

Todas e todos ao 1º de maio na Praça da Sé.

Leia abaixo a íntegra do texto do panfleto impresso e as entidades que assinam a convocatória do 1º de maio de luta na Praça da Sé.

1º de Maio não é dia de festas, showmícios ou sorteios, 1º de Maio é dia de luta e luto ! Luto porque em 1886 milhares de trabalhadores saíram às ruas de Chicago nos EUA por melhores condições de trabalho, dentre elas a redução da jornada para 8 horas. Foi uma grande greve geral violentamente reprimida com várias prisões, dentre estas a de cinco sindicalistas que foram condenados à morte, estes ficaram conhecidos como os mártires de Chicago; sendo assim, o 1º de Maio é o dia dedicado a todos aqueles que tombaram lutando e também é a data onde os trabalhadores do mundo todo (menos nos EUA) saem às ruas por direitos e conquistas.

Ao invés de organizar as lutas dos trabalhadores, algumas centrais sindicais no Brasil, como a Força Sindical e a CUT, realizam neste 1º de Maio showmícios financiados pelas mesmas empresas e governos que atacam nossos direitos. Para nós o 1º de Maio é dia de lutar contra o capitalismo, denunciando as grandes empresas, os Estados e seus governos; e reafirmar a luta cotidiana para transformar a sociedade e continuar buscando a construção de uma sociedade justa e igualitária, a sociedade socialista.

A situação da maioria do povo brasileiro continua muito difícil, milhões de trabalhadores estão desempregados ou vivendo de bicos. Mesmo os empregados na maioria das vezes não recebem o suficiente para viver dignamente. Muitos vivem em moradias precárias e os serviços públicos estão completamente abandonados, a educação, a saúde, o transporte, a infra-estrutura. A violência e a falta de perspectiva da juventude preocupam e os recursos naturais estão sendo destruídos pela ganância do capital.

No Brasil, apesar dos discursos bonitos os governantes não investem nas políticas públicas, prejudicando os mais pobres. Ao invés de atender as reivindicações populares, o Estado criminaliza a pobreza e os movimentos sociais que lutam por vida digna.

Em São Paulo, Serra e Kassab não tem a menor preocupação social. Exemplo disso na cidade foi o que aconteceu com as áreas atingidas pelas enchentes (como o Jd. Pantanal na zona leste) e a política de expulsão da população em situação de rua das áreas centrais. No estado gastam-se milhões para iludir o povo dizendo que tudo está melhor, mas quem depende da saúde e do transporte público sabe o caos em que eles se encontram, além disso, na educação os professores tiveram que recorrer à greve para defender uma escola pública de qualidade.

Lula continua adotando a política do “para o capital tudo, para o social migalhas”. Os bancos nunca lucraram tanto enquanto isso suas reformas atacam direitos trabalhistas e previdenciários. Apesar de ter sido eleito com a esperança de mudar a realidade social e econômica da classe trabalhadora, ele se limita a utilizar as “bolsa isso, bolsa aquilo”, explorando a miséria popular.

Não podemos esquecer a dimensão internacionalista do 1º de Maio, somos solidários com o povo irmão do Haiti que sofreu com o terremoto, mas que continua sofrendo cotidianamente com a ocupação militar estrangeira (inclusive brasileira). Sem contar a ação imperialista dos EUA que se faz presente pelo mundo inteiro, de modo muito evidente no Haiti e no Oriente Médio, em particular na Palestina, no Iraque e no Afeganistão.

Por tudo isso é que o 1º de Maio de Luta é na Sé !

Fórum das Pastorais Sociais e CEBS da Arquidiocese de São Paulo – INTERSINDICAL – CONLUTAS – MTST – ANEL – CONTRAPONTO – MUST – SEFRAS – Padres Oblatos de Maria Imaculada – Casa da Solidariedade – Fórum dos Trabalhadores Desempregados – Tribunal Popular – Fórum Popular de Saúde – Espaço Cultural Carlos Marighela – Instituto Zequinha Barreto – Circulo Palmarino – PCB – PSTU – PSOL

A greve dos professores e a ditadura

Posted by Baltazar | Posted in Educação, O povo sai as ruas, movimento sindical, política institucional | Posted on 23-03-2010

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Ontem iniciou a terceira semana da greve dos professores da rede estadual. O site da família Mesquita diz que a adesão é baixa. O governador diz que apenas 1% está em greve. Porem a manifestação da última sexta-feira mostrou a verdade dos fatos, os manifestantes tomaram completamente a rua da Consolação, o que seria suficiente para encher qualquer estádio de futebol na cidade de São Paulo. Mas os agentes da nova ditadura brasileira diz que não passava de 8 mil pessoas.

A ditadura que estamos submetidos hoje é a ditadura da informação. O livro de cabeceira dos nossos governantes, e dos seus mandatários, diz que uma mentira dita 100 vezes se torna-se realidade. Para confirmar os dados do governo sobre o número de participantes no ato da última sexta-feira 19/03, dois helicópteros da polícia militar restringia o espaço aéreo onde os professores se reuniam. Desta forma os únicos que poderiam registrar, por tomada aérea, foi o governo e a repressão.

Vão livre do Masp escondido pelo G1O site da família Mesquita diz que fizeram telefonemas para 100 escolas na cidade de São Paulo. E que a maioria delas disse não ter sido prejudicada pela greve. Esqueceram do comunicado enviado pelo governador do Estado aos diretores de escola pedindo para tomarem cuidado com as declarações dadas aos meios de comunicação. É claro que a visita a escolas pelos órgãos de imprensa é importante para uma matéria de boa qualidade, porem o simples telefonema incumbe em falhas.  Outro  erro decorre em não se contactar as escolas do interior, onde o índice de adesão é muito superior ao da capital. Mais um erro da reportagem é desconhecer uma das medidas do governador – que restringe o direito de greve – os professores temporários não podem faltar 15 dias consecutivos, para evitar exoneração do cargo. Desta forma uma boa parte dos professores em greve voltaram ontem para “quebrar” as faltas consecutivas. Uma vez que quase 50% da rede é temporário.

O que pretendemos neste bolg é mostrar a notícia pelo outro viés, pelo viés de quem está junto com as lutas e não contra elas. Furar a ditadura que existe na nossa mídia controlada por 8 famílias no país inteiro. A ditadura que sofremos hoje é a de não ter voz – muito semelhante às outras ditaduras que sacudiram e sacodem o mundo. A palavra do governador é lei para os grandes meios de comunicação, e a de nós, professores não vale nada. Confira neste site as fotos e os vídeos da manifestação e confirme se apenas 1% dos professores aderiram à greve. Confirme se é verdade o que diz o comando da PM que no máximo 8 mil pessoas estavam no ato. Junte-se a luta contra a ditadura e em defesa da educação. Todos ao palácio do governo nesta sexta-feira, a partir das 15 horas.

III Encontro da Intersindical e Seminário Nacional de Reorganização

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo, movimento sindical, política institucional | Posted on 09-11-2009

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Entre os dias 31\10 e 02\11 ocorreram em São Paulo, o III Encontro da Intersindical e o Seminário Nacional de Reorganização, que tinham basicamente o mesmo tema, a unificação da esquerda socialista nos movimentos.

A grande divergência colocada era a aceitação ou não de estudantes na nova central, o que inclusive travou o debate de temas tão ou mais importantes para a reorganização. De um lado estavam Intersindical, FOS, Unidos e MTST  que defendiam uma central do mundo do trabalho, incluindo além do movimento sindical os movimentos populares de trabalhadores, e do outro estavam dois setores da Conlutas (PSTU e LSR) que defendiam a participação de estudantes na central, além dessas posições havia a Refundação Comunista que defendia que a central deveria ser sindical.

Diante deste impasse todos os debates giraram em cima desse tema, o que impediu que se discutisse outros temas como, frentes de ação unitária, plano de lutas, composição de direção, instâncias da central, mecanismos de participação da base, fazendo com que saíssemos deste encontro com a sensação de que falta muito para ser debatido e organizado. Precisamos colocar esses temas na pauta do dia, precisamos de fóruns onde os trabalhadores possam realizar os debates de forma fraterna independentemente da corrente ou organização que participe. Infelizmente não conseguimos organizar esse encontro de uma forma que os debates fossem feitos pela base e depois levados a plenário, onde os temas para debate fossem livres e não pautados pelas direções, precisamos caminhar muito para que essa nova organização seja, de fato, unitária e socialista.

Por outro lado, tivemos avanços, conseguimos estabelecer uma proposta que vai tirar do debate a questão dos estudantes, o que fará com que daqui para frente possamos avançar em outros debates. A marcação do Congresso de fundação para junho do ano que vem, já definindo que lá será votado se a Central será sindical e popular ou sindical, popular e estudantil, sem a participações dos estudantes, foi importante, mas deixar para a comissão de reorganização os critérios de participação desse congresso foi um erro, os critérios de participação deveriam ter sido definidos neste encontro, com debate na base, votação em plenário, impedindo com isso, que passemos do debate dos estudantes para o debate dos critérios para o congresso, e dessa forma, travemos de novo o debate da reorganização.

Temos todas as condições para construir um instrumento de organização dos trabalhadores, agora, para isso, precisamos perder velhos hábitos burocráticos da esquerda socialista. O importante não é quem será maioria, e que assim dirigirá a Central, o que importa é de que forma estabeleceremos formas de funcionamento onde a base dessa organização apontará os rumos dela, tornando secundário qual corrente será majoritária. Deixando caminhos livres para as intervenções que realmente importam aos trabalhadores.

cartaz_intersindical

SOBRE O FIM DA GREVE NA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, movimento sindical, política institucional | Posted on 22-10-2009

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Divulgamos um comunicado dos bancários grevistas para esse momento de volta ao trabalho.

bancarios em greve

A Greve na CEF

Depois de 28 dias de uma greve que chegou a quase 100% de paralisação, a greve chega ao fim.

O movimento grevista mostrou a força e a unidade da categoria. Os trabalhadores que estão no dia a dia nas agências e departamentos, construindo o lucro desta empresa, mostraram a sua insatisfação com as condições de trabalho, e com a postura da direção da CEF em relação aos trabalhadores da empresa.

Lutamos por melhores condições de trabalho, respeito à jornada de 6 horas(direito previsto na CLT), piso salarial digno, isonomia de direitos entre os trabalhadores, contratação de funcionários.

Infelizmente houve os que preferiram o outro lado.

Trabalhadores com cargos comissionados tomaram em suas mãos o papel de representantes da empresa, mantendo o funcionamento dos locais de trabalho, realizando negócios para a empresa. Diminuindo desta forma o impacto do movimento grevista, e, além disso, pasmem, resolveram defender a empresa na assembléia dos trabalhadores, utilizando, inclusive, de violência para realizar essa tarefa.

O que leva trabalhadores a tomar esta postura?

Acreditando no discurso da empresa de que são prepostos da mesma, esses trabalhadores atuam como se fossem patrões, se esquecendo que os seus cargos podem ser retirados a qualquer instante, só dependendo da vontade da direção da CEF.

A greve deste ano, pelo nível de adesão que teve, deveria ter conquistado muito mais, deveríamos, ao menos, ter avançado na isonomia. Mas, para conseguirmos nos contrapor ao interesse da direção do banco, precisamos da força de todos os trabalhadores, inclusive os comissionados, precisamos que os trabalhadores percebam que para a empresa quanto mais desunidos estivermos será melhor.

Agora, com o fim da greve, voltaremos à rotina de trabalho, e não acreditem os comissionados que cometeram essa traição aos seus colegas de trabalho, que serão recompensados ou terão algum agradecimento por isso. As metas continuarão, o trabalhos nos finais de semana também, e agora sozinhos, como poderão se contrapor a isso?

Democracia

Os gestores da CEF vieram gritar por democracia, reclamaram nos locais de trabalho que no sindicato não havia a tão defendida democracia.

Gestores, democracia existe pra quem a respeita. Não venham clamar por democracia quando durante um movimento grevista vocês fazem de tudo para que a empresa permaneça funcionando normalmente.

Para reivindicar democracia, passem a respeitar as decisões do movimento dos trabalhadores.

Encontro sobre a reorganização do movimento sindical brasileiro no centro

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, movimento sindical | Posted on 18-09-2009

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Como parte do processo de reorganização dos movimentos sindical, popular e estudantil
convidamos a tod@s a participarem do Encontro de Reorganização do Centro de São Paulo.

Assinam: FOS/Conlutas

Núcleo Santa Cecilia/Intersindical

greve

Encontro sobre a reorganização do movimento sindical brasileiro

Sábado, dia 19 de setembro de 2009

no Sindicato dos Correios, Rua Canuto do Val, 169, Santa Cecília (a 3 quadras do metrô)


Heloisa Helena é reeleita presidente do PSoL, mas…

Posted by Editorial do Outubro | Posted in política institucional | Posted on 25-08-2009

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Ontem, dia 23,  se encerrou o 2 congresso nacional do PSoL. Após 3 dias de debates chega-se ao final do congresso com algumas mudanças que podem significar alterações importantes na condução do nosso partido para os próximos dois anos. Mesmo que não possamos fazer o giro necessário para se tornar uma referência socialista para a classe trabalhadora, ao menos o risco do retrocesso parece mais distante.

Porem nem tudo são flores. Longe disso nos apresentamos muito mais como a última da velha experiência partidária do que os primeiros de uma nova experiência. Para começar a análise devemos destacar primeiro que este congresso contou com míseros 380 delegados, ao passo que o último congresso (realizado no Rio de Janeiro em 2007) tiveram presentes 730. Não porque o partido encolheu, ao contrário, mas porque a lógica de construção deixou de ser a construção partidária e se transformou numa construção de pequenos grupos de influência (tendências, mandatos, coletivos…). Primeiro se mudou a forma para tirar os delegados que participariam do congresso. Em 2007 era necessário a participação dos militantes em 3 reuniões pré-congressuais em núcleos de base. E a cada 10 presentes um delegado era eleito. Neste ano mudou, era necessário a participação em apenas uma atividade municipal, onde o militante provavelemente apenas ouvia algumas falas. Deixando o papel estratégico do partido de transformar sujeitos passivos em ativos. E para afunilar a participação os delegados eram eleitos a cada 40 filiados presentes.

Isto leva ao afastamento dos militantes de base das decisões partidárias. Fruto da direção majoritária do partido que esperava pela filiação em massa da população a partir de experiência indireta com a nossa organização. De referência em determinadas figuras, e não em um debate franco sobre a nossa tarefa. Esta concepção se refletiu no 2 congresso. Os debates ainda foram mais enxugados do que no primeiro, onde prevaleceu a guerra de músicas, palavras de ordem e a divinização e personificação de dirigentes e chantagem dos grupos que perderam a maioria do partido.

Questões fundamentais para balizar um marco de conduta do partido em seu processo de participação da democrácia burguesa deixaram de ser votado. A retirada momentânea de duas tendências do partido (MES, MTL) e o processo de chantagem para esvaziar o debate político do partido em troca da permanência da vereadora Heloisa Helena como presidente da legenda. Desta forma arco de alianças, frente de esquerda, financiamento de campanha e a negação explícita de que o partido não apoiaria Marina e lançaria candidatura própria deixaram de ser votado para garantir a participação do congresso destas duas alas. E em mais um grande acordo, enxugando ainda mais a participação da base partidária, essas questões foram jogada para uma conferência eleitoral esvaziada daqui a 60 dias.

Questões que balizaram os debates nas direções partidárias e que são de fundamental importância não foram deliberadas. Como será a condução e organização da população para enfrentar os lucros astronômicos das empresas, que assusta os trabalhadores com demissões e com a palavra crise. Como será nosso enfretamento com José Sarney e o resto das oligarquias que se escondem atrás do senado. Não nos preparamos para ir as ruas, porem reduzimos o poder de chantagem daqueles que acreditam que o papel do partido é eleger parlamentares e construir figuras míticas. Reduzimos o poder daqueles que pensam que é justo receber dinheiro de grandes empresas para aumentar o poder de fogo do partido nas eleições.

Ao final do congresso Heloisa Helena foi reeleita presidente do partido, fruto de chantagem contra a nova maioria. Porem a maioria das estruturas partidárias tem o seu centro de gravidade transferido, não por entendimentos estratégicos desta nova maioria, mas pela necessidade de manter vivo o espaço de crítica e auto-crítica dentro de nossas instâncias. Pela necessidade de sobrevivência do PSoL como uma referencia para aqueles que querem lutar contra a ordem capitalista e os ditames das grandes corporações.