Reflexões sobre o CONCLAT de Santos
Posted by Editorial do Outubro | Posted in movimento sindical | Posted on 12-06-2010
Tags:conclat, conlutas, intersindical, sindicato
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O outubro vermelho é um instrumento crítico de reflexão, ação e militância socialista. Apesar de nos localizarmos num determinado espectro político buscamos criticar antigas práticas arraigadas no movimento de esquerda buscando incentivar novas ações e sínteses . Militântes que ajudam a construir esse blog estiveram presentes no Congresso da Classe Trabalhadora (CONCLAT) em Santos. Assim, iremos publicar três textos, de diferentes militantes, para uma primeira reflexão sobre os ocorridos no CONCLAT em Santos.
Nos dias 05 e 06 de junho ocorreu em Santos o CONCLAT (Congresso da Classe Trabalhadora) que tinha por objetivo unir a CONLUTAS e a INTERSINDICAL para formação de uma Nova Central Sindical, processo que pretendia unir diversos setores que se mantiveram coerentes, com uma postura de independência de classe e que não foram cooptados pelo governo Lula. Processo esse, necessário e urgente, já que se não é possível a esquerda revolucionária se unir em outros campos políticos, ao menos para defender os interesses da classe no que há de mais imediato.
Como uma duvidar da formação de uma nova central se estavamos juntando militantes que, com táticas políticas mais ou menos acertadas, nunca deixaram de estar ao lado da classe trabalhadora? Ora, são militantes que escolheram para suas vidas ser um grão de areia no meio da engrenagem capitalista mesmo sabendo que poderia ser esmagados. Para esses, a escolha não foi a facilidade, muitos tiveram a oportunidade de se vender mas s continuaram resistindo, abrindo mão de facilidades pessoais em nome da classe. Por que haveria de dar errado?
No entanto, o processo de unificação da CONLUTAS e INTERSINDICAL já trazia uma série de problemas. Muitas vezes batendo chapas dentro de um mesmo sindicato, não foi possível recriar um fórum de unidade aglutinasse numa política para enfrentar os ataques do governo Lula, seja ela a luta por redução da jornada de trabalho, a luta pelo fim do fator previdenciário, o aumento aos aposentados, aumento do salário mínimo. Continuávamos a fazendo mas cada um na sua categoria, no seu sindicato. A classe necessita dessa unificação.
E assim foram mandatados os dirigentes das mais diversas organizações para negociarem as condições da formação de um novo instrumento de luta. Negociações essas que ficaram nas cúpulas e não vieram para a base, não se construía uma luta concreta. E o que deveria ser um instrumento da classe passa a ser uma colcha de retálios juntando uma sopa de letrinha de siglas políticas. Virou artificial! O que, apesar de necessário, já era difícil se tornou impossível quando os companheiros do PSTU compuseram a maioria do Congresso.o
No momento em que os dirigentes do PSTU quiseram ratificar em nome essa artificialidade – propondo como nome para a nova Central CONLUTAS-INTERSINDICAL Central Sindical Popular, ou seja, uma soma sectária dos agrupamentos envolvidos, sim sectária pois assim ficaria claro que garrafinha é de quem – a base da INTERSINDICAL se retirou do Congresso mesmo com as suas lideranças implorando para que ficassem. Não era mais possível manter tamanha artificialidade. Não era disso que a classe necessitava. Outros setores também se retiraram como a Unidos Pra Lutar. Provavelmente muitos delegados do PSTU também teriam se retirado se não fossem tão centralizados. O PSTU junto com o MTL continuaram o Congresso a proclamaram uma nova Central ainda menor do que o instrumento que já tinham. No final, todos cabisbaixos. A classe sem o instrumento que necessitava e o governo Lula comemorando.
Contudo, abre-se novas possibilidades, a INTERSINDICAL está se rearticulando nacionalmente poderá se recomeçar com os setores que não aceitaram tamanha artificialidade, ou talvez, com todos os setores que estavam nesse CONCLAT mas desta vez tem que ficar claro que o instrumento é uma necessidade da classe não do ego de seus pretensos dirigentes.




















