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Plínio apóia jornada de lutas do MST

O pré-candidato do P-SoL a presidência da república dá o tom do que será uma campanha socialista nestas eleições. Na atual jornada de luta do movimento – relembrando o massacre de Eldorado dos Carajás – Plínio reintera total apoio ao MST. Deixando claro que a luta pela reforma-agrária...

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Expiar Battisti é condenar todos que lutam

Posted by edutiao | Posted in Criminalização do Movimento, Imperialismo, política institucional | Posted on 21-11-2009

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Silvio Berlusconi

Foi pesada e vitoriosa a investida midiática e institucional mobilizada pela direita brasileira – e internacional – contra o exílio brasileiro de Cesare Battisti. Depois do terrível precedente aberto pelo STF brasileiro na última semana, de extraditar um exilado político, caberá ao presidente Lula a decisão final, que ele deve postergar bastante, pesando ganhos e dividendos político entre os aliados identificados com a tradição esquerdista da década de 70.
Em que pese o senso-comum sobre as relações internacionais, o respeito à soberania e ao direito internacional, etc, mobilizar o “repeito às instituições” e à “soberania” do estado e seus ocupantes sobre a justiça e a verdade política em qualquer país foi estratégia bastante efetiva no discurso sobre o caso no Brasil – quem não concordaria que é necessário respeitar o estado democrático Italiano, sua instituição jurídica, a vontade popular. Mas nos falta alguma reflexão sobre o que é o estado Italiano hoje, como foi possível a vitória de figura tão revoltante quanto Silvio Berlusconi. A entrevista com Negri, que reproduzimos ao fim deste texto, lança alguma luz à questão

UOL – O que significa esse “exemplo”? A punição de Battisti resolveria a questão da violência na Itália nos anos 70?

Negri - Precisamente. Resolveria em dois sentidos: por um lado, se recupera aquilo que eles chamam ‘um assassino’; e por outro se esquece aquele que foi um Estado de Exceção, que permitiu a detenção e a prisão preventiva de milhares de pessoas durante estes anos. É necessário recordar que nos anos 70 o limite jurídico da prisão preventiva era fixado em 12 anos. É necessário recordar o uso da tortura e de processos sumários inteiramente construídos sob a palavra de presos aos quais era prometida a liberdade em troca de confissões. Este foi o clima dos anos 70. E não nos esqueçamos que nos anos 70 houve 36 mil detenções, seis mil pessoas foram condenadas e milhares se refugiaram no exterior.