Informe:

Crack, ópio, colonização e capitalismo

Ao ler o livro do poeta, comunista e amante dos mares Pablo Neruda, Pelas Praias do Mundo, me deparei com a sua experiência na Índia. Nesse pequeno capítulo ele se dedica escrever sua experiência com o Ópio. O escrito me pareceu muito mais próximo, aqueles que vivem no centro de São Paulo já...

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FORA TROPAS BRASILEIRAS DO HAITI

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo, política institucional | Posted on 30-09-2009

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Lula ao mesmo tempo em que mantém o presidente legítimo de Honduras em nossa embaixada, descarta intervenção armada para derrotar o golpe militar que tirou Zelaya do poder, enquanto nosso país mantém tropas no Haiti, garantindo assim a continuidade de um golpe que tirou Aristide do poder. Se não há coragem para intervir militarmente em Honduras, também não pode haver disposição de sustentar nossas tropas no Haiti. A luta diplomática contra um golpe e a manutenção militar de outro é uma constradição insolúvel na política externa de Lula. Por isso divulgamos carta aberta ao conselho de segurança da ONU pela retirada imediatas de nossas tropas do Haiti.

tropas brasil haiti

Carta aberta do Povo Brasileiro ao Conselho de Segurança da ONU sobre o Haiti

Nós povo brasileiro organizados nos movimentos sociais, sindicatos, partidos, centrais sindicais, organizações sociais e demais entidades estamos envergonhados pelo triste papel que as tropas militares através da Missão de Estabilização do Hati – Minustah, vêm desempenhando no Haiti. Não se tem notícia na história da humanidade que uma tropa de ocupação estrangeira tenha contribuído na melhoria das condições de vida de um povo. E muito menos na sua libertação!

A presença das tropas brasileiras no Haiti é inaceitável. Além de nos envergonhar como povo, fere duramente a soberania do heróico povo haitiano, que sofre todas as mazelas de anos de exploração. Nosso apoio deve ser material, de intercâmbio educacional e cultural, jamais militar.

O que as Nações Unidas estão gastando (cerca de 600 milhões de dólares por ano) para manter as tropas no Haiti. Essa quantia é mais do que o necessário para resolver os problemas fundamentais de seu povo: a falta de energia, alimentos, moradia, educação e emprego.

Nesses quatro anos, não há notícias de nenhuma melhoria nas condições de vida dos haitianos Pelo contrário, há inúmeros registros de violação dos direitos humanos pelas próprias tropas estrangeiras que invadiram o país. Nós, como movimentos sociais brasileiros, nos dispomos a ajudar da forma que o povo do Haiti solicitar.

Sabemos que o Conselho de Segurança da ONU até o dia 15 de outubro de 2009 irá votar a renovação ou não do mandato da Minustah. Pelo que foi afirmado, os que abaixo assinam, nos pronunciamos pela imediata retirada das tropas brasileiras da MINUSTAH e do território haitiano. E por sua vez, exigimos da ONU que cesse esta missão de ocupação e de violação dos direitos do povo de Haiti.

Assinam:

Casa da America Latina
Conlutas
Coletivo de Hip Hop LUTARMADA
Instituto dos Defensores dos Direitos Humanso – IDDH
Instituto Politicas alternaivas para o Cone SUl – PACS
Jubileu Sul Brasil
Justiça Global
Movimento Sem Terra
Movimento Consulta Popular
Mandato Marcelo Freixo
Direito para Quem

Para assinar envie um e-mail para: sandraq@pacs.org.br

Palácio do Itamaraty – Av. Marechal Floriano, 196 – Centro – Rio de Janeiro

PANDEMIA DE LUCRO ou GRIPE SUÍNA: INVENÇÃO DO CAPITALISMO 2

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, política institucional | Posted on 11-08-2009

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Está circulando na internet um ótimo texto sobre a gripe suína. Nele o autor anônimo desvenda os verdadeiros interesses por de trás do grande pânico propagado pela midia corporativa.

tamiflu_gripe suina

PANDEMIA DE LUCRO

Que interesses econômicos se movem por detrás da gripe porcina???
No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vitimas da Malária que se podia prevenir com um simples mosquiteiro.

Os noticiários, disto nada falam!

No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarréia que se poderia evitar com um simples soro que custa 25 centavos.

Os noticiários disto nada falam!

Sarampo, pneumonia e enfermidades evitáveis com vacinas baratas, provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano.

Os noticiários disto nada falam!

Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves…
…os noticiários mundiais inundaram-se de noticias…

Uma epidemia, a mais perigosa de todas…Uma Pandemia!
Só se falava da terrífica enfermidade das aves.

Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10 anos… 25 mortos por ano.

A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra 25.

Um momento, um momento. Então, porque se armou tanto escândalo com a gripe das aves?

Porque atrás desses frangos havia um “galo”, um galo de crista grande.

A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflú  vendeu milhões de doses aos países asiáticos.
Ainda que o Tamiflú seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população.

Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro.

- Antes com os frangos e agora com os porcos.

- Sim, agora começou a psicose da gripe porcina. E todos os noticiários do mundo só falam disso…
- Já não se fala da crise econômica nem dos torturados em Guantánamo…Só a gripe porcina, a gripe dos porcos…

- E  eu me pergunto: se atrás dos frangos havia um “galo”, atrás dos porcos… não haverá um “grande porco”?

A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflú. O principal acionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro,Donald Rumsfeld, secretario da defesa de George Bush, artífice da guerra contra Iraque…

Os acionistas das farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso Tamiflú.

A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde.

Não nego as necessárias medidas de precaução que estão sendo tomadas pelos países. Mas, se a gripe porcina é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação;

Se a  Organização Mundial de Saúde se preocupa tanto com esta enfermidade, porque não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza o fabrico de medicamentos genéricos para combatê-la?

Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos genéricos a todos os países, especialmente aos pobres, essa seria a melhor solução.

PASSEM ESTA MENSAGEM POR TODOS LADOS, COMO SE TRATASSE DE UMA VACINA, PARA
QUE TODOS CONHEÇAM A REALIDADE DESTA “PANDEMIA”.

Trama Internacional, Banqueiros e ideologia

Posted by edutiao | Posted in Imperialismo, política institucional | Posted on 03-08-2009

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Reproduzimos aqui o ótimo texto de Sérgio Domingues, publicado hoje no blog “Mídia Vigiada“. Boa leitura!

Trama Internacional Brasileira

Trama Internacional poupa o verdadeiro vilão

Um filme que tem como vilão um banco poderia ter mostrado os crimes do capitalismo contra a humanidade. Ficou apenas na denúncia de alguns banqueiros maus.

Tom Twyker diz que não fez Trama Internacional pensando na atual crise capitalista. Segundo ele, as filmagens começaram bem antes do estouro da “bolha das hipotecas” nos Estados Unidos. A própria trama mostra que ele diz a verdade. Está longe de ter algo a ver com a crise.

O vilão da história é um banco internacional que financia organizações de espionagem, traficantes, mafiosos e ditadores de países pobres. Clive Owen é o agente da Interpol, Louis Salinger. Ele está em busca de provas contra o poderoso banco junto com a assistente da promotoria de Manhattan, Eleanor Whitman (Naomi Watts).

Seguindo o rastro de operações ilegais, Salinger e Whitman vão dos Estados Unidos à Turquia, passando por Alemanha e Itália. A cena mais marcante é a do tiroteio no famoso Museu Guggenheim, em Manhattan. São 15 minutos de tiros que transformam o lugar num queijo suíço. Correrias e tiros. O filme quase se reduz a esse tipo de ação.

Há um momento no filme em que um executivo do banco negocia com um militar da Libéria, país africano. O banqueiro oferece ao liberiano armas para a tomada do poder e a instalação de uma ditadura no país. O general africano pergunta quanto o banco cobraria por isso. O executivo diz que não cobraria nada porque dinheiro não é a única moeda de troca de seu banco.

Deveria ter dito que nenhum banco trabalha só com dinheiro. Aliás, nem o capitalismo funciona só com dinheiro. Funciona com capital. Que é dinheiro que se transforma em mais dinheiro. Melhor dizendo, valor-de-troca que se transforma em mais valor-de-troca. E valores-de-troca se diferenciam dos valores-de-uso exatamente por não terem uma finalidade determinada. Só existem para serem trocados.

É assim desde os tempos das primeiras atividades comerciais. Só que no capitalismo, a produção de valor-de-troca passa a dominar a vida social. É por isso que as crises capitalistas são causadas por abundância e não por escassez. Não faltam valores-de-uso. Os estoque estão cheios. Falta gente com valor-de-troca suficiente para comprar os valores-de-uso. Os bolsos estão vazios.

Esse processo de circulação tem invadido a vida humana de forma intensa nos últimos 150 anos. Quase tudo ganhou um preço. Da fé religiosa aos créditos de carbono. Ou seja, o acesso à espiritualidade e ao ar que respiramos torna-se cada vez mais uma questão de possuir valor-de-troca. Pode ser dinheiro, mas aceitam-se cartões, cheques pré-datados e ações na bolsa.

Os bancos são só parte mais aparente desse sistema todo. Afinal, são eles que cuidam da compra e da venda de dinheiro em suas mais variadas formas. No entanto, já não é possível separar bancos de empresas. Capital bancário e capital industrial estão juntos há mais de um século. Bancos têm representantes nas direções das grandes empresas para as quais emprestam dinheiro. Empresas têm seus próprios bancos e financeiras. Não há mais separação entre capital produtivo e capital parasitário. À medida que o valor-de-troca invadiu a vida humana, espalhou seu parasitismo.

A verdade é que para a circulação do capital pouco importa se o comércio de drogas é ilegal ou não. Ou se o fornecimento de armas é para governos de ditadores ou não. Tabaco e álcool matam mais do que cocaína e maconha, sem disparar um só tiro. Os governos dos Estados Unidos, Inglaterra e Israel são responsáveis por mais mortes violentas no planeta do que todas as ditaduras estúpidas do mundo pobre. E a produção capitalista de alimentos, plástico, automóveis está ameaçando a vida humana sem praticamente desobedecer nenhuma lei.

Transformar os bancos nos únicos vilões é um bom negócio para o capitalismo. Com isso, parece que um dia o sistema pode funcionar bem. O problema é que o filme de Twyker nem isso faz. Os bandidos são apenas alguns banqueiros maus. O que poderia ser uma denúncia do próprio funcionamento do capitalismo vira só uma história sobre homens maus usando um banco para fins criminosos. O verdadeiro vilão, o sistema, escapa sem arranhões. Talvez, porque seu funcionamento torne possível obras como Trama Internacional. E vice-versa…

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