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Lula e o agronegócios

‘Nunca um governo fez tanto por nosso setor’, diz usineiro “O governo Lula foi excepcional para o nosso negócio, fico até emocionado. O setor fez muito pelo Brasil, mas o governo está fazendo muito pelo setor. Nunca houve antes política tão boa para nós. O presidente Lula não perde nenhuma...

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SERRA MENTE SOBRE O EXPANSÃO SÃO PAULO: É O COMPRESSÃO SÃO PAULO

Posted by rafah | Posted in Revitalização do Centro, política institucional | Posted on 23-03-2010

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O próprio jornaleco da família Frias está pondo o seu candidato a presidente na fogueira, desmentindo a campanha do Expansão São Paulo, que durante todo o ano de 2009 ficou nos massacrando com a mensagem de que tudo iria ficar mais perto de tudo em São Paulo. Pois é, era tudo mentira, o que o Serra está inaugurando é pintura de banheiro, estação que é bom nada! E semana que vem o Exterminador do Futuro vai inaugurar 2 estações da linha mais superfaturada do mundo, a linha 4-amerela, da Consolação à Faria Lima, é muita cara de pau! E a integração com a Luz e a República? Ficou para o ano que vem, assim como em 2007, tinha ficado para 2008, e veio o buraco, e ficou para 2009, e veio a campanha publicitária e ficou para 2010… Só não atrasou o aumento da passagem!

Quem é usário do metro sabe o quão esquizofrênico é um ambiente  onde você escuta “Embarque melhor na Sé das 17 às 19 horas…”, olha para o lado e lê “Quem diria? A Luz vai ficar mais perto do Morumbi…” e não consegue se mecher de tanta gente te apertando, 5 trens passando sem você conseguir entrar, uma luta encarniçada a cotoveladas para entrar e sair de qualquer estação a qualquer horário… Sugerimos que Serra mude o slogan de sua campanha para “COMPRESSÃO SÃO PAULO”, seria mais honesto. Ah, essa palavra não faz parte do vocabulário dele… esquece… (ou melhor, lembre na hora de votar)

campanha publicitária mentirosa

Metrô de SP atrasa e ameaça expansão

Três das cinco linhas com obras ou entregas para este ano foram adiadas; de 28 estações prometidas pelo governo, só 16 são novas

Gestão Serra já cita prazo até 2011 para concluir a primeira fase da linha 4-amarela; entrega da Luz e da República é incerta

Marcelo Justo/Folha Imagem

Operários trabalham na estação Paulista da nova linha 4-amarela do metrô, que será inaugurada na próxima semana

ALENCAR IZIDORO
DA REPORTAGEM LOCAL

O plano de expansão da rede sobre trilhos do governo José Serra (PSDB) atrasou. Obras ou entregas prometidas para 2010 em três de cinco linhas do metrô paulistano foram adiadas. Nas outras duas, há incertezas.
A promessa do Estado veiculada em panfletos e na TV era de que “28 novas estações” de metrô e de trem seriam entregues de 2007 até este ano.
Pelo menos seis, no entanto, vão atrasar: Adolfo Pinheiro e Brooklin-Campo Belo (linha 5-lilás), São Judas e Congonhas (linha 17-ouro), Luz e República (linha 4-amarela).
O governo de SP diz agora que, das 28, só 16 realmente são novas -e que as demais serão reconstruções/reformas.
O Estado exibia até ontem no site de seu plano de expansão duas promessas que já estão descartadas: a de entregar a ligação do metrô leve de São Judas ao aeroporto de Congonhas “até 2010″ e a de iniciar as obras da linha 6-laranja entre Brasilândia e Água Branca. Ambas não foram nem licitadas.
O governo Serra minimiza os atrasos (considera que os prazos não podem ser tratados “de forma pontual”) e afirma que, no “ponto central”, as promessas do plano serão cumpridas.

Linha 4
Para os passageiros, a boa notícia é a expectativa de inauguração nos próximos dias de duas estações da nova linha 4-amarela: Faria Lima e Paulista.
A estreia deve ocorrer na semana que vem. O trecho, que acrescenta 3,6 km à rede de 62,3 km, será a principal entrega da atual gestão no setor.
Na linha 4 do metrô, a promessa do Estado era entregar a primeira fase (com seis estações) no final de 2008, depois 2009 (após os impactos da cratera da estação Pinheiros, de janeiro de 2007), depois 2010.
O principal atraso atingiu as duas estações que aumentam a importância da rede, por permitirem as integrações com as linhas 1 (Luz) e 3 (República).
A CCR, controladora da Via Quatro (que vai gerenciar a primeira linha sob concessão privada), já avisou aos investidores a expectativa de que as seis estações estejam em operação até 2011. Ou seja, só no próximo governo. Antes falava em 2010. O Metrô também inseriu no site a previsão “até final de 2011″.
O governo Serra citou no mês passado à Assembleia a intenção de operar neste ano só quatro estações da linha 4: Faria Lima, Paulista, Pinheiros e Butantã, com 419 mil passageiros. Excluiu Luz e República, que elevariam a demanda em 70%.
Questionada pela reportagem, a gestão tucana alegou que esse novo prazo é só uma estimativa mais “conservadora”.
Mas, tanto entre técnicos do Metrô como da Via Quatro, há uma avaliação uniforme de que os passageiros terão de esperar pelo ano que vem para viajar da Nações Unidas até a Sé em 36 minutos, como exalta a propaganda espalhada em trens e estações do sistema -com a inscrição “Quem diria: a Nações Unidas vai ficar mais perto da Sé” e a data fixada “até 2010″.
O governador também dava como certa a entrega das estações Tamanduateí e Vila Prudente, da linha 2, neste mês, antes de sair para disputar a Presidência. A possibilidade foi descartada pelos atrasos na obra. O Estado agora estima a conclusão delas até junho.

É o caos…

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Revitalização do Centro | Posted on 21-09-2008

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Passamos agora ao secretário de planejamento do Pitta, o prefeito que ninguém elegeu, o Kassab (DEMO). Kassab (DEMO) assumiu e já subiu o preço do ônibus mais uma vez, muito acima da inflação, e ainda eliminou a possibilidade de se carregar o bilhete único na catraca. A outra grande “contribuição” do DEMO para o transporte público de São Paulo foi terminar a construção do Fura Fila do Pitta, que ele mesmo tinha assinado quando era secretário de planejamento. A obra, que demorou praticamente uma década para ficar pronta, começou como a proposta de uma espécie de Aerotrem e acabou como um arremedo de minhocão, um horror difícil de descrever.

Com esse breve retrospecto das últimas gestões municipais já podemos concluir que São Paulo não tem um projeto coerente de transporte público há muitos anos. Cada trecho construído faz mais sentido se o analisamos com referência à dinâmica eleitoral que com referência à geografia da cidade. Não existe projeto, existem fragmentos e discursos demagógicos que só o que fazem é perpetuar o poder econômico dos cartéis mafiosos que há décadas ditam o ritmo lento do trânsito do paulistano mais pobre.

 

Outra observação importante é que a população de São Paulo nunca permaneceu alheia a esses abusos. A cada aumento de tarifa, jovens, estudantes e trabalhadores se revoltavam e iam para as ruas para protestar e exigir o seu direito de livre circulação pela cidade. O poder estabelecido sempre respondeu com violência policial desproporcional, com bombas de gás e efeito moral, com cacete atrás de cacete. A violência e o desrespeito ao cidadão é o denominador comum que une todas as gestões municipais de todos os tempos.

 

A sempre presente revolta e organização popular é a tangente desse círculo vicioso que aponta para uma só perspectiva: um transporte público gratuito de qualidade só vai ser possível com a revolução.

Passe Livre Já

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 19-09-2008

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Quando Serra decidiu disputar com Marta a prefeitura de São Paulo a sua campanha sobre transporte se resumia a dizer que ia unificar o metro e o ônibus, estendendo o bilhete único para o metro. Falava que seria mais fácil com o PSDB dominando o Estado e a cidade de São Paulo. O povo acreditou e entregou todo o poder nas mãos dos tucanos. Aí começaram os piores ataques, os preços do ônibus e do metro aumentaram muito, o limite de viagens foi reduzido, os terminais desativados, os bilhetes promocionais de 2 e 10 viagens foram extintos, e a integração nunca se efetivou. Os aumentos se sucederam já sem a necessidade de pressão dos empresários dos transportes, mas igualmente sem repercussões positivas para a classe trabalhadora.

Então Serra, que tinha dito que não sairia da prefeitura para disputar o governo, saiu e deixou São Paulo nas mãos do secretário de planejamento do Pitta, o Kassab (DEMO). Sem dificuldades Serra ganhou o governo de São Paulo e logo depois de assumir deu início a um programa de privatização do metro por baixo, vinculando a expansão das linhas a uma parceria mafiosa com uma empresa espanhola. A farsa da linha amarela começa com a concessão fraudulenta da linha para a empresa espanhola, mas não é só isso, a linha prioritária do governo Serra corta a região mais rica e bem servida de transporte público de São Paulo, o vetor sudoeste, ou seja, Serra chove no molhado. As conseqüências maléficas da privatização já surgem antes mesmo de a linha amarela começar a funcionar, os materiais de péssima qualidade utilizados pela empresa espanhola foram provocando deslizamentos e buracos por onde o tatuzão passava até o absurdo de abrir uma imensa cratera na Marginal Pinheiros, “acidente” provocado pelo Estado tucano que cobrou a vida de uns tantos cidadãos paulistanos. Vale dizer que onde essa empresa opera em parceria com o Estado deixa a sua marca, ou melhor, os seus buracos. Em Barcelona, sob um mesmo sistema de Parceria Público Privada, mais ou menos na mesma época, um buraco enorme inutilizou a malha ferroviária metropolitana por meses. Outro adendo, essa mesma empresa foi a que comprou a concessão das principais rodovias federais privatizadas pelo governo Lula.

O preço abusivo dos transportes

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Imperialismo | Posted on 17-09-2008

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O preço do transporte público de São Paulo é um absurdo. Nas 2 últimas gestões municipais o preço do transporte público subiu vertiginosamente. Quando Marta entrou na prefeitura em 2001 uma viagem de ônibus custava R$ 1,15. Então a prefeita oPTou por financiar as empresas de ônibus com o dinheiro do paulistano pobre. Mais de uma vez os empresários deixavam de pagar a seus funcionários dizendo que era pela defasagem do preço da tarifa. Os burocratas tramitavam projetos de leis e cálculos econômicos que legitimavam o discurso dos empresários. Os trabalhadores paralisavam suas atividades reivindicando salários atrasados. A prefeita autorizava o aumento da passagem e irrigava de dinheiro fresco os cartéis mafiosos que dominam as companhias de ônibus de São Paulo, desde muito tempo e até hoje. O aumento das passagens nunca se reverteu em ganhos salariais significativos para o trabalhador. Quando a passagem subiu de 1,15 para 1, 40 e de 1,40 para 1,70 o salário do trabalhador praticamente não aumentou nada. Para compensar a população que estava descontenta com as seguidas paralisações, e com os seguidos aumentos, a prefeita fez o bilhete único, alguns corredores de ônibus importantes, e uns tantos terminais de ônibus, uns melhores, outros piores. À Santa Cecília coube um dos piores e menos movimentados, o chamado Amaral Gurgel, o único terminal da Marta construído em baixo do minhocão do Maluf, um lugar mórbido e vazio, com poucas linhas funcionando durante o dia, e nada durante a noite.

Outra “contribuição” do governo Marta foi burocratizar e cooptar o sistema de transporte informal, criando coopergatos de perueiros, que rapidamente passam a constituir uma nova e fresca máfia para a nossa megalópole.

Ao mesmo tempo Alckimin corria atrás de sua primeira vitória eleitoral em São Paulo. Como vice que assume final de gestão sua estratégia foi inaugurar uma linha de metrô isolada no coração da zona sul da cidade uma semana antes do segundo turno das eleições. A linha lilás só se conecta com as demais linhas pelo trem, e quem é de São Paulo sabe que trem e metro não tem nada a ver, se cruzam pouco e por meios horríveis, como a retrógrada Ponte Orca que conecta a estação de trem da Cidade Universitária com o metro Vila Madalena. Mesmo com esse projeto horroroso de transporte público o Geraldo ganhou a eleição e com isso teve mais 4 anos para aumentar a passagem umas 3 vezes e não construir mais nenhuma estação de metrô.

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