Informe:

SERRA USA MÁQUINA DO GOVERNO DO ESTADO PARA FAZER SUA CAMPANHA ELEITO

Saiu hoje no jornaleco da família Frias o que quem escuta rádio e assiste a televisãojá sabia faz tempo: que o Serra multiplicou os gastos em campanha publicitária do governo estadual para encorpar a sua camapanha presidencial, violando frontalmente a legislação eleitoral vigente. É o de praxe:...

Leia Mais

COSEAS-USP OCUPADO

Posted by rafah | Posted in Educação, política institucional | Posted on 19-03-2010

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Segue informe dos motivos e reivindicações do movimento que ocupou a Coordenadoria de Assistência Social da USP.

As políticas de assistência e permanência estudantil, um direito dos estudantes, nâo tem sido cumpridas pela COSEAS (Coordenadoria de Assistência Social), ao contrário, este órgão, a serviço da reitoria da USP, tem trabalhado sempre no sentido de dificultar e impedir o acesso dos estudantes aos programas de permanência.

Mediante tal posicionamento por parte da burocracia universitária, a Assembléia de Moradores (moradores, hóspedes, alojados e candidatos que não conseguiram vaga na moradia) do CRUSP realizado em 17/03/2010 deliberou por ampla maioria de votos a OCUPAÇÃO imediata do espaço do COSEAS, localizada no térreo do bloco g DO crusp, espaço este que originalmente era destinado à moradia dos estudantes, que fora tomado pelo COSEAS. PORTANTO DECIDIMOS RETOMARMOS O ESPAÇO QUE É DE DIREITO DOS ESTUDANTES.

OS MOTIVOS DA OCUPAÇÃO:
Falta de vagas na moradia;
Atraso da reitoria na conclusão da obra do novo bloco de residência;
Expulsões arbitrárias de moradores (inclusive durante a madruaga);
Fim do programa Bolsa Trabalho;
Irregularidades constatadas nos processos de seleção sócio-econômios realizados pea COSEAS;
Privatização do espaço de moradia cedido pela USP ao Banco Santander;
Terceirização e precarização das condições de trabalho em órgãos administrados pelo COSEAS;
Política de vigilância, perseguição e violência implementada pelo COSEAS contra os moradores

AS REVINDICAÇÕES DA OCUPAÇÃO:
Mais vagas na moradia e nos alojamentos;
Agilização da conclusão das obras do novo bloco da moradia;
Fim das expulsões arbitrárias de estudantes da moradia;
Fim do serviço de vigilância de estudatnes da moradia;
Autonomia dos estudantes no espaço da moradia e nos processos seletivos para os programas de permanência;
Contratação de mais funcionários e melhoria nas condições desumanas de trabalho e atendimento nos restaurantes da COSEAS

VENHA OCUPAR

SERRA IMPÕE REITOR FASCISTA PARA A USP

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, Educação, política institucional | Posted on 13-11-2009

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18 anos depois o governo do Estado de São Paulo escolhe reitor para a USP que não foi indicado pela “comunidade”. Serra resolveu acabar de vez com a atmosfera de falsa democracia que pairava sobre a estrutura de poder da USP, e o fez com requintes de crueldade: escolheu o diretor da Faculdade de Direito, o extrema-direita João Grandino RoTas.

Bom, ficou de uma vez por todas evidente que não existe, e segundo Serra, não é para existir democracia na mais importante universidade pública do país. Se Suely Vilela era avessa ao diálogo, o que ficou demonstrado na ocupação militar do campus, o RoTas é adepto da bate antes e pergunta depois. Em 2007, ele mandou a polícia expulsar militantes do MST de dentro do Largo São Francisco, os trabalhadores rurais  participavam de ato conjunto com os estudantes pela democratização da universidade, e o RoTas mandou descer o sarrafo no povo.

RoTas também é juiz econômico e arbitra casos e processos de formação de monopólios no CADE, Conselho Administrativo de Direito Econômico. Quando a Nestlé estava comprando a Garoto, alguns comparsas seus  foram contra, e ele partiu para a ignorância com eles. Quase saiu porrada.

Esse é o estilão do cara que vai mandar na USP nos próximos 4 anos: fascista, policialesco e super-amigo do grande capital.

Que o movimento estudantil esteja preparado, pois ai vem anos de chumbo.

Segue notícia do R7 com a cara do sujeito.

Serra escolhe o segundo colocado em eleição para reitor da USP

João Grandino Rodas, diretor da Faculdade de Direito, foi indicado para o cargo; escolha quebra tradição de 28 anos na universidade

Francisco Emolo e Cecilia Bastos/Jornal da USPFoto por Francisco Emolo e Cecilia Bastos/Jornal da USP

João Grandino Rodas, escolhido pelo governador, é diretor da Faculdade de Direito

O governador do Estado de São Paulo, José Serra, escolheu o diretor da Faculdade de Direito, João Grandino Rodas, como novo reitor da USP (Universidade de São Paulo).

Rodas foi o segundo colocado na votação desta quarta-feira (11), para escolher o novo reitor. A informação foi confirmada pelo professor Glaucius Oliva, primeiro colocado na eleição, que admitiu a derrota por meio de mensagem no Twitter:

- Pois é, parece que o governador Serra escolheu o Grandino para reitor. Espero que seja o melhor para a USP.

Rodas e Oliva são dois dos nomes de uma lista de três candidatos à reitoria enviada ao governador do Estado para aprovação final, após o segundo turno de votação.

O terceiro candidato é o pró-reitor de pós-graduação Armando Corbani Ferraz.

Ferraz e Oliva são nomes mais próximos à atual reitora, Suely Vilela, que já teve desentendimentos com Serra.

Nos bastidores da eleição da USP, os dois candidatos contaram com apoio extraoficial da reitora.

Quebra de tradição

O governador do Estado tem autonomia para indicar o novo reitor. Entretanto, tradicionalmente, a escolha acaba sendo do primeiro colocado da lista tríplice, votada no segundo turno das eleições da USP.

A última vez em que a tradição foi quebrada ocorreu há 28 anos, em 1981, quando o então governador Paulo Maluf escolheu Antônio Hélio Guerra Vieira como reitor da universidade.

Vieira era o quarto colocado de uma lista de seis nomes, como previsto no processo eleitoral da época.

Perfil do novo reitor

Professor titular e diretor da Faculdade de Direito da USP, João Grandino Rodas recebeu 104 votos na eleição – 57 a menos que o primeiro colocado.

Rodas é diplomado em quatro áreas: música, educação, direito e letras. Ele tem, ainda, três mestrados: em direito, diplomacia e ciências político-econômicas.

O diretor da Faculdade de Direito defende o uso do ensino a distância para cursos de graduação, desde que seja por meio de regras básicas de excelência.

Especialista em direito internacional, Rodas já foi juiz, desembargador e chefe da consultoria jurídica do Ministério das Relações Exteriores.

De 2000 a 2004, o novo reitor da USp presidiu o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), um tribunal de âmbito nacional que julga casos de monopólio e outros tipos de concentração empresarial.

Entre suas críticas à atual gestão da USP está a de que ninguém está satisfeito com o atual processo eleitoral da universidade.

Tom Zé na USP

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!! | Posted on 25-06-2009

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Os trabalhadores da USP estão em greve. A USP está em greve. E para apoiar a luta, e arrecadar dinheiro (sempre ele) necessário para continuar as atividades de greve, Tom Zé fará um show no Velódromo ocupado. O cantor já havia feito um show em solidariedade aos estudantes ocupados na reitoria da USP em 2007.

Todos ao show, e não me chamem para um revolução em que eu não possa dançar.

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Nesta sexta-feira, 26/06 a partir das 20 horas no Velódromo da USP.

O objetivo da atividade é arrecadar fundo para a greve dos trabalhadores. Ingressos a venda no Sintusp e nas assembléias. Também será vendido no local. E contará também com a apresentação das bandas:

  • Banda Blackzuka
  • Banda Cotonets
  • Banda Colombolo
  • Grupo de dança – Galáticos e Sibernéticos


RELATO SOBRE O TERRORISMO FASCISTA NA USP

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Criminalização do Movimento, política institucional | Posted on 24-06-2009

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Se você pensou que falaríamos uma vez mais da invasão da PM na USP, errou! A PM já saiu, mas muitos dos que a apoiavam continuam dentro da USP. Segue sóbria análise sobre a atuação de estudantes neofascistas provocando distúrbios e tumultos na última semana, na tentativa de criar o ambiente para  a permanencia da PM no campus. É hora de ação antifascista!!!

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ALARME DE INCÊNDIO NO BUTANTÃ

Sobre indícios de manifestações neofascistas entre estudantes na USP.

Hoje estamos de plantão no sindicato devido à ameaça de depredação por estudantes da poli organizados em torno do CDIE (Comando de defesa dos interesses dos estudantes), mas soubemos de outros como um grupo anti-comunista da FEA, e o apoio que recebem de parte das atléticas que vem arrancando cartazes e faixas por aí, mas hoje parece ser mais grave.

Sexta-feira ocorreram duas manifestações de estudantes que juntaram à noite 150 politécnicos, chamados pelos estudantes em torno do abaixo assinado contra a greve. Convidaram os estudantes que iriam ao bixop (festa de chopp realizada dentro da USP) e gritavam “morte ao Brandão !” e “usp sim, greve não”, mas devido a pressão antagônica de estudantes e funcionários, demoveram-se da intenção inicial de invadir o Sintusp (Sindicato dos trabalhadores da usp).

Tentamos conversar de manhã com alunos na ECA (Escola de Comunicação e Artes) organizados em torno do abaixo-assinado contra a greve e pela destituição do DCE caso vote-se greve em assembléia, junto a eles havia um careca (movimento de jovens skin heads da ala nacionalista fascista) que saiu quando percebeu que seria hostilizado.

Estes também intencionaram atrapalhar a assembléia dos funcionários e fazer um piquenique no Sintusp.

Alguns deles se admitiam facistas, um destes se dizia a favor da tecnocracia, isto é, pelo fim da política e do governo da sociedade somente por técnicos (conforme disse peremptoriamente) . Após conversarmos por horas tentando dissuadi-los e entendê-los, explicando como os estudantes se organizam politicamente, se eram maioria, para que colocassem então sua opinião em assembléia, e parecia que algo melhoraria, mas à tarde, descobri que o mesmo estudante havia pedido pela volta da polícia no campus e que batesse nos grevistas e que era favorável que a assembléia discuta, mas não que delibere.

Parece que são contra a participação direta onde confrontam-se com o que dizem e as conseqüências do que dizem preferindo instâncias virtuais de organização, como o Orkut, onde soltam seus juízos privados sem confrontarem- se com as conseqüências do que dizem ou indicam que se deva fazer. Do mesmo modo, “perdem a noção” quando acham que brincam como quando aparecem com cartazes escrito: “Morte ao Brandão”, “Fica PM no campus”, estes parecem não refletir sobre o que isto significa. Seja politicamente, seja sobre a dor de outro, mesmo que seja seu adversário.

À noite esperávamos pelo pior e juntamos extintores de incêndio e formas de alarme como fogos de artifício para avisarmos estudantes que estavam reunidos em outras unidades em plenária e não podiam estar ali no momento. Felizmente, quando dado o alarme os estudantes desceram e a manifestação recuou sendo confrontada com outra favorável às instâncias de representação dos estudantes na forma de “gritos de torcida” e “palavras de ordem” uma contra a outra.

Estamos lidando com militantes contra a greve que chamam atos e que são pautados pela imprensa. Apesar de que chamam suas manifestações de “Flash mobs” (palavra que tem origem nas manifestações anti-globalizaçã o), mesmo sendo chamadas por email e reproduzida na imprensa, como se esta a chamasse. A própria reitora os citou como referência de organização estudantil em artigo do jornal Folha de São Paulo, assim como outros, chamam à hostilização contra funcionários e estudantes é constante.

Porquê estudantes militam contra a representação e decisão de funcionários e estudantes se sua unidade não está em greve, é uma questão, como se fosse a favor da intervenção em outras unidades ou contra as instâncias de decisão, isto é, como se tomassem a decisão de anular as decisões das instâncias de participação direta estudantil, preferindo as indiretas. Do mesmo modo, parecem querer disputar a atenção da imprensa que muito os incentiva.

Uma aluna deste abaixo assinado de manhã, durante uma discussão havia dito que Hitler também era de esquerda. Foi interpelada sobre o que significava para ela esquerda e esta disse que Hitler era de esquerda porquê era a favor da intervenção do estado na economia.

São de formação fraca e acumulam os estereótipos de blogs de extrema-direita da internet, muitas vezes escrevendo tão mal quanto, como o estilo de recorte do texto do adversário para responder trechos aleatoriamente escolhidos, o que lembra também trabalhos de graduação de alunos “picaretas”. Quanto aos estudantes da Poli, entre eles, está ocupando uma função de liderança, como um tipo de orientador, um estudante da história apelidado de “Malufinho” que quando interpelado anteriormente sobre sua participação no grupo, havia negado à chefe do departamento de história.

Também estava envolvido no caso da estudante que chamou a polícia na história contra os piquetes e que gritaram “Fica PM!” no prédio de História/Geografia,  aliás, segundo consta, era sua namorada.

Por que com tantas armas a Polícia Militar precisaria de apoiadores? Por que a estrutura de poder da USP que se mantém por si só e parece intocável precisa de apoio de algum tipo de base?
Por que quem não participa do staff acadêmico precisaria apoiar o mesmo contra quem este massacra e precariza o trabalho ? Por que tal defesa da normalidade das funções acadêmicas quando o que mais querem é, no caso de muitos deles, realizar atividades esportivas, jogar truco e tomar cerveja (ou Chopp, no caso do Bixop) como muitos dos demais estudantes, apesar de agirem como se amassem as aulas e a instituição que lhes dá certo reconhecimento social.

Tais militantes pela ordem se aglutinam em torno do reconhecimento que a própria reitoria e os jornais e blogs de extrema direita lhe dão, enquanto acontece o conflito franco no seio do movimento estudantil.

Assim, coisas que seriam corriqueiras passam a incomodar o estudantado em fúria por… normalidade. Tal desejo de revolta pela hierarquia, pela instituição que estaria lá sem a participação de sua mobilização pela ordem. Assim como sua mobilização a favor do uso da força policial contra pessoas desarmadas só porque estes, junto com alguns professores, identificam como a fonte do mal da universidade. Justamente estes que se levantam contra a precarização do trabalho, a estrutura de poder viciada da universidade, sua privatização, sua violência e seu elitismo.

De qualquer forma, abriu-se a caixa de pandora e soa o alarme de incêndio no inóspito jardim do butantã.

PAUTA DE REIVINDICAÇÕES DOS ESTUDANTES DA USP

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento, política institucional | Posted on 23-06-2009

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O grande movimento de funcionários, professores e estudantes da USP, UNESP e UNICAMP nas últimas semanas conseguiu forçar a reabertura das negociações com a reitoria. Ontem, dia 22 de junho, as entidades representativas das categorias em greve se reuniram com o conselho dos reitores das universidades estaduais, que não ofereceu nada além do que foi oferecido antes da interrupção das negociações (6,5% de reajuste salarial). A maior vitória do movimento foi a retirada das tropas da PM da USP, ontem ainda pela manhã. Os estudantes tentam marcar reunião com a reitoria para discutir a especificidade de sua pauta de reivindicações. Segue o que estará na mesa de negociações.

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São Paulo, 22 de junho de 2009.

À Magnífica Reitora Suely Vilela.

Viemos por meio desta solicitar reunião oficial – a ser agendada até o dia 26/06 – com o Diretório Central dos Estudantes da USP “Alexandre Vannucchi Leme” para discussão e encaminhamento da pauta específica dos estudantes:

1. Suspensão da implementação da Univesp.

2. Aumento da dotação orçamentária destinada à permanência estudantil.

3. Fim das sindicâncias e punições aos estudantes da universidade.

4. O acompanhamento do acordo firmado em 2007 referente ao movimento de ocupação da reitoria de 2007, especialmente no que toca a construção dos blocos de moradia.

5. A garantia da autonomia da sede do DCE pelos estudantes. Paralisação das licitações abertas para o local.

6. Construção de moradias, aumento da capacidade de atendimento do bandejão e aumento da infra-estrutura em Pirassununga, devido à situação de insuficiência de infra-estrutura após a criação dos cursos novos esse ano.

7. Construção de bandejão em Lorena em virtude da ausência de restaurante universitário no campi de Lorena.

8. A necessidade de transporte escolar entre o centro da cidade de Lorena e os 2 campi da EEL.

9. A necessidade de suprir a demanda por moradias na EACH e na EEL, que poderia ser sanada por construção de novos blocos de moradia.

10. Construção do bloco de aulas dos cursos da FOFITO.

11. Garantia da autonomia dos espaços estudantis. Fim das atuais ingerências nos espaços estudantis, tais quais: proibição de festas no campi de Ribeirão Preto, fechamento dos espaços de vivência de Ribeirão e da ESALQ, corte do repasse financeiro aos Centrinhos da Poli.

12. Fim do projeto de alteração do espaço em andamento na ECA referente ao espaço onde hoje localiza-se o SINTUSP, o Centro Acadêmico e um gramado. Discussão e deliberação com a comunidade acadêmica da unidade sobre qualquer alteração do espaço.

Sem mais, estimadas considerações.

Diretório Central dos Estudantes da USP “Alexandre Vannucchi Leme”

Pautas da Pós-Graduação:

1. Estabelecer um calendário de negociações sobre a democracia na USP e sobre o processo eleitoral do segundo semestre. Indicativo de primeira reunião em agosto.

2. Revogação da resolução do CO que permite a presença da PM no campus.

3. Fim das reuniões do Conselho Universitário no IPEN, transparência nas votações e tratamento igual na convocação dos representantes discentes, docentes e servidores técnico-administrativos. Transmissão online das reuniões do Conselho Universitário.

4. Discussão sobre o orçamento da pós-graduação: estrutura, financiamento dos programas, etc.

5. Discussão sobre a política de permanência estudantil para os pós-graduandos, i.e. passe escolar, inscrição para moradia no CRUSP, bolsa-aluguel, bolsa extra-ordinária, bolsa antecipatória, divulgação ampla do auxílio-viagem.

6. Espaço da pós-graduação na Rádio USP e TV USP.

ALIANÇA ESTRATÉGICA CONTRA A PM NO MUNDO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento | Posted on 19-06-2009

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Os funcionários da USP em greve ampliam as articulações para seguir resistindo nessa luta que já é histórica, porém ainda não vitoriosa. A avaliação geral da assambléia de trabalhadores é que vivemos um momento de criminalização dos movimentos sociais e da pobreza, com a policia sendo a principal política pública para as questões sociais mais importantes. Assim, os funcionários redigiram o seguinte documento e o distribuiram pelas ruas de Paraisópolis, local que, assim como a USP, também está sitiado pela polícia militar.

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CHAMADO AOS MORADORES DE PARAISÓPOLIS E A POPULAÇÃO PARA O ATO DO DIA 18/06/09

CONCENTRAÇÃO NO MASP ÀS 12HS, COM PASSEATA ATÉ O LARGO SÃO FRANCISCO.

No dia 1º. de junho, entrou a PM na Universidade de São Paulo (USP)
reprimindo os trabalhadores grevistas, cerceando seu direito
constitucional de organização sindical e de greve. A partir dessa
intromissão, estudantes e professores, em apoio aos funcionários e
pela retirada da PM e pela reabertura de negociações com a reitoria,
aderiram à greve. Juntos, fizemos um grande ato pacífico com 2mil
pessoas, pela retirada da PM do campus Butantã. Esse ato foi duramente
reprimido, com balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo.

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Essa repressão pode ser relacionada com o que acontece há tempos em
Paraisópolis, pois a polícia que reprime o movimento dos trabalhadores
da Universidade é a mesma que reprime cotidianamente os trabalhadores
e o povo pobre que vive nas favelas e que ousa se manifestar. Em
recente protesto dos moradores contra a morte de um jovem pela polícia
a resposta do Estado foi mais repressão e mais polícia.

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Essa política repressiva por parte do Estado, está longe de ser algo
isolado e sim faz parte de algo maior, tanto a nível nacional, como
por exemplo, as dezenas de mortos de trabalhadores camponeses sem
terra e a repressão ao MST como a política de isolamento da pobreza,
com a construção de muros que confinam a população pobre em guetos e a
militarização das favelas com assassinatos em massa da juventude negra
e pobre levada a cabo pelo governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral
(PMDB) que disse recentemente numa declaração preconceituosa e
fascista a favor do aborto: “Tem tudo a ver com violência. Você pega o
número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas, Tijuca, Méier e
Copacabana, é padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia,
Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginal”.

É preciso perceber que ao mesmo tempo em que vemos em nível nacional
escândalos de corrupção que acabam em pizza e os governos doando 300
bilhões de reais para salvar banqueiros e empresários, em
contrapartida o que vemos para o povo pobre é o aumento do desemprego,
das desigualdades sociais, sucateamento proposital da educação e da
saúde pública para beneficiar planos privados.  Aqueles que ousam
defender seus direitos mais elementares como a vida, educação, saúde,
emprego, enfim condições dignas de vida, são brutalmente reprimidos e
perseguidos, em defesa dos interesses dos capitalistas, para manterem
seus privilégios deixando a grande massa da população explorada.

No estado de São Paulo, essa política, levada a cabo pelo futuro
candidato a presidência, José Serra, PSDB, demonstra a nível estadual
o que pretende fazer a nível nacional: privatização dos serviços
públicos (SABESP, METRÔ, CESP); política de militarização contra
favelas e movimentos sociais, exemplos: Paraisópolis, Favela do
Tiquatira, assassinato por enforcamento de Sérgio dos Santos, de 39
anos, na cadeia da Vila Jacuí, perseguição a líderes combativos como
Dirceu Travesso, do banco Nossa Caixa, Claudionor Brandão, do
sindicato dos trabalhadores da USP e 61 metroviários.

Nós trabalhadores da USP defendemos uma universidade para todos, com a
ampliação de vagas presenciais nas universidades públicas e
estatização das faculdades privadas, pois os brasileiros pagam
impostos suficientes para terem ensino superior gratuito e de
qualidade, que atenda as necessidades e vontades dos trabalhadores e
do povo pobre, que suas pesquisas não sirvam apenas para dar lucro
para empresas privadas, mas que sejam usadas para o benefício da
população em geral que através de impostos sustenta essa universidade,
exemplo: ao invés da pesquisa farmacêutica se dedicar a cosméticos
para empresas privadas, pesquisar novos remédios que possam ter uma
distribuição gratuita. Consideramos que tanto funcionário, estudante
ou professor que se utiliza da Universidade pública, custeada por
todos os cidadãos, em benefício privado, são ladrões e traidores do
bem público.

Somos fortes quando nos mobilizamos, e quando nos unificamos somos
ainda mais fortes. Nossas lutas separadas facilitam que a repressão
cale as nossas vozes. Mas unidos combatemos a repressão e mudamos essa
realidade excludente e violenta.

Chamamos os moradores de Paraisópolis e de todas as comunidades que se
sintam indignadas com essa realidade que participem do ato
supracitado, como um começo de ações unificadas e de uma sólida
aliança entre a comunidade universitária lutadora e combativa com os
trabalhadores e o povo pobre que ainda estão excluídos da universidade
pública.

* FORA PM DA USP!!!
* FORA PM DE PARAISOPOLIS!!!
* CONTRA MILITARIZAÇÃO DAS FAVELAS!!!
* CONTRA CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS!!!
Assembleia dos funcionários da USP / Comando de greve

SOBRE DEMOCRACIA NA USP

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento | Posted on 17-06-2009

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Ontem o jornaleco da família Frias finalmente teve a cara de pau de expor uma voz dissonante sobre a situação na USP. Até ontem as “tendências e debates” se davam entre a ultra-direita, os fascistas e os social-darwinistas. Mas ontem, publicaram um artigo extremamente pertinente feito pela Associação dos Pós-Graduandos da USP (capital). Vale a pena ler se quiser entender sobre democracia e militarização na universidade.

USP/PASSEATA

USP: diálogo ou monólogo?

CAIO VASCONCELLOS e ILAN LAPYDA


A reitoria fechou os canais de negociação. Isso expressa seu caráter autoritário e é coerente com a estrutura de poder da USP, infelizmente


APÓS MAIS de uma semana de presença da Polícia Militar no campus da USP, a política repressiva da reitora Suely Vilela culminou na batalha campal de 9 de junho.
O conflito que se deu depois do fim da manifestação pela retirada da PM não se limitou ao portão principal, mas se estendeu até a parte central do campus, algo que não se via desde a ditadura militar: bombas de gás e de concussão, balas de borracha, prisões e um saldo de policiais, estudantes, professores e funcionários agredidos e feridos. É fundamental, pois, avançarmos no debate sobre a questão.
A reitoria fechou os canais de negociação com os movimentos da USP, deslegitimando a política como esfera de solução de conflitos e recorrendo a uma força externa de repressão.
Essa opção, que expressa seu caráter autoritário, infelizmente coerente com a estrutura de poder da USP, possui a especificidade de ser uma reação às atuais pressões externas e internas por democracia.
A USP tem enorme concentração de poder: apenas os professores titulares são elegíveis ao cargo de reitor, e este é eleito praticamente só por professores titulares. O colégio eleitoral do segundo turno, que de fato elege o reitor, restringe-se a cerca de 300 membros, dos quais 85% são professores (desses, mais de 90% são titulares), menos de 15% estudantes e apenas 1% funcionários.
Além disso, os membros do Conselho Universitário, instância máxima de decisão da USP e presidido pelo reitor, são em sua maioria professores titulares (cerca de 75%), muitos dos quais diretores de unidade -e, portanto, escolhidos pela reitoria.
As decisões mais importantes da universidade ficam concentradas nas mãos desses professores, que, segundo dados da USP, somam menos de 1% da comunidade universitária.
São números que relativizam as críticas de quem questiona a legitimidade das assembleias da Adusp (Associação dos Docentes da USP), do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) e do movimento estudantil para se furtar ao debate político.
Além do fator estrutural, há um movimento crescente de autoritarismo que torna mais opacas as decisões políticas na USP.
Desde maio de 2008, as reuniões do Conselho Universitário não têm ocorrido em seu devido local, no prédio da reitoria, mas no Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), área com proteção militar e não pertencente à USP.
Ao todo, cinco reuniões foram realizadas no Ipen. Em duas delas, os representantes estudantis e dos funcionários não foram avisados da mudança de local, o que resultou na aprovação do orçamento para 2009 e na reforma do estatuto da USP sem as suas presenças, além de outros graves problemas procedimentais na votação.
Tais ilegalidades estão sendo contestadas na Justiça, por meio de um mandado de segurança articulado pela Associação dos Pós-Graduandos da USP-Capital e impetrado por alguns representantes discentes (processo 053.09.012697-4). Ou seja, estamos “explorando a legislação vigente”, ao contrário do que sugeriu o professor José Arthur Giannotti neste espaço na última quinta-feira.
Fatos dessa gravidade, aliados a outras formas de obstrução da já reduzida participação dos representantes discentes (RDs) nos conselhos decisórios, explicitam o que são as “vias institucionais” da USP.
Além de dispensar tratamento de segunda classe aos RDs, a Secretaria-Geral da USP, desde o início do ano e após seis pedidos formais de homologação, recusa-se a empossar os representantes da pós-graduação, baseando-se em uma nova interpretação “sui generis” e descabida do regimento interno da universidade.
Assim, depreende-se facilmente a falácia do conceito da reitora de “diálogo” e “convivência social pacífica”.
Não seria a reitora, bem como o grupo do Conselho Universitário que legitima suas medidas por meio de “resoluções”, o pivô da violência e da violação -das instituições, da democracia e da política-, ao se esconder em área militarizada e militarizando o campus para não se abrir ao debate?
Como a reitora, com a conivência da maior parte do Conselho Universitário, orquestra votação de temas fundamentais impedindo a presença da representação estudantil?
O atual clima de horror é incompatível com as funções de reflexão crítica e produção científica independente. A USP deveria ser o espaço do diálogo efetivo, e é ele que deve mediar os legítimos conflitos políticos.
Se a democracia está travada e a violência parte da reitoria, ao se furtar ao debate e recorrer à repressão policial, fica claro que Suely Vilela não possui condições nem competência de se manter no cargo e que a atual estrutura de poder tem de ser radicalmente transformada.


CAIO VASCONCELLOS, 27, e ILAN LAPYDA, 25, formados em ciências sociais, são mestrandos em sociologia na USP e coordenadores da Associação de Pós-Graduandos da USP-Capital, que ratifica este texto.

SOBRE O INVERNO E O DESCONTENTO

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento | Posted on 16-06-2009

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Segue texto do professor de história da USP, Oswaldo Coggiola, no qual analisa e critica as posições expressas por membros da comunidade uspiana no jornaleco da família frias.

coggiolla

O INVERNO DE NOSSO DESCONTENTAMENTO
Osvaldo Coggiola

Na sua edição de 11 de junho, a página 3 da Folha de S. Paulo, chamada “Tendências & Debates”, negou seu próprio nome, pois apresentou dois artigos da mesma tendência e, em conseqüência, nenhum debate. Os seus autores foram a Reitora da USP, Profa. Suely Vilela, e o professor emérito da FFLCH, José Arthur Giannotti. O tema: o conflito da USP e, em especial, os acontecimentos de 9 de junho.

Para a Reitora, todo o problema reside em que “minorias radicais pretendem manter a universidade refém de suas idéias e métodos de ação política, fazendo uso sistemático da violência para alcançar seus fins”. O problema seria antigo, pois “há 20 anos um mesmo grupo de militantes políticos profissionais domina alguns movimentos na USP”. A Reitora deve saber que, no Brasil ou na USP, a militância política não está proibida; sua condenação dirigir-se-ia, portanto, ao “profissionalismo” da mesma, o que indicaria uma preferência sua pelo amadorismo (seus três anos de gestão à frente da USP corroborariam plenamente essa suposição).

O Prof. Giannotti reconhece a gravidade dos acontecimentos de 9 de junho (“Felizmente só houve feridos”, nos diz, o que significa, corretamente, que poderia ter havido mortes), e estende a culpabilidade pelos mesmos à “indiferença da maioria dos atores (que) termina criando espaço para os ditos “radicais“”, ou seja, mesmo réu, mais cúmplices. A solução, para o autor, seria que os cúmplices deixassem de sê-lo, para “explorarem as ambigüidades da legislação vigente para mobilizar a sociedade civil visando forçar mudanças nas leis pelas leis”, o que admite diversas interpretações, a mais óbvia das quais seria a de que os movimentos sindicais deveriam ser liderados por juristas experts em ambigüidades legais. Piadas à parte, o Prof. Giannotti deve seguramente ignorar que essa “exploração” constitui o pão nosso de cada dia de cada professor, funcionário ou aluno que se propõe, na USP ou na universidade pública, fazer algo a mais do que obedecer a cartilha burocrático/privatista hegemônica.

Condescendente, a Reitora admite que “tudo indica que, de modo geral, intelectuais e cientistas têm dificuldades em lidar com a violência quando esta se expressa no âmbito dos conflitos políticos e, especialmente, em eventos nos quais estamos diretamente envolvidos”. Somos também informados que, felizmente, “alguns de nós se dedicam ao estudo da crescente violência na sociedade brasileira atual, e avançamos muito na compreensão desse fenômeno”. Infelizmente, entretanto, não somos informados acerca da identidade desse grupo de estudiosos, e menos ainda de suas conclusões, que lhes permitiriam “lidar sem dificuldades” com a violência, o que poria o Brasil (e, especialmente, a USP) na vanguarda mundial da pesquisa a respeito. Se a ação da PM de 9 de junho foi produto desses “estudos” devemos suspeitar, porém, que eles não primam pela originalidade.

Os acontecimentos de 9 de junho, segundo a Reitora, foram devidos a que “reduzido grupo de ativistas presentes na manifestação que se desenvolvia pacificamente, decidiu partir para provocações seguidas do confronto físico com os policiais”, os quais, “provocados” (!), atacaram – com bombas de efeito moral, balas de borracha e cassetetes – o “reduzido grupo”, os manifestantes todos, e toda pessoa ou coisa que se movimentasse, no percurso entre a rua Alvarenga e o prédio de História/Geografia, bastante longo. Para o Emérito Giannotti, “tendo os estudantes se associado a grupos baderneiros, não cabia à reitora chamar a polícia para garantir o patrimônio público?”, premissa a partir da qual chegou-se a que quando “estudantes, funcionários e professores se manifestavam contra a presença da polícia no campus… alguns extravasaram os limites do bom senso, acuando a polícia, que, reforçada, reagiu com violência”. Na mesma edição da Folha, a Profa. Maria Hermínia Tavares de Almeida, do Departamento de Ciência Política da FFLCH, entrevistada, coincidiu: “Na televisão, parece que os manifestantes foram atacados sem razão. Mas eles provocaram” (Informe de dirigente do Sintusp à assembléia da Adusp afirmou que, ao contrário, as provocações partiram da PM, especificamente contra as mulheres manifestantes, provocações acompanhadas – detalhe para nada secundário – da exibição de armas com poder letal).

A certeza absoluta, bastante imprudente, da Reitora, do Emérito e da Cientista, não revela, além disso, o teor das “provocações” que teriam “acuado” à PM (Teriam os manifestantes, ou um “grupo” deles, feito perigosos gestos obscenos contra os policiais? Ou, talvez, gritado de modo ensurdecedor, ao ponto de seus insultos penetrarem capacetes especialmente desenhados para impedir a passagem de altos decibéis?) nem estabelece qualquer (des)proporção entre a suposta “provocação” e a reação policial, tarefa que, no mesmo caderno da Folha, fica reservada para o Governador José Serra (a cada um sua tarefa), segundo o qual “a Polícia Militar não exagerou no confronto”. (*)

A Profa. Tavares de Almeida reconhece que “os salários da USP não são excepcionalmente altos”, pensando seguramente nos salários docentes. Os salários dos funcionários, com raras exceções, são simplesmente baixos. Afirma, porém, que não se poderia “começar uma negociação sobre salário invadindo o prédio da direção da universidade”, o que é uma informação falsa. Na USP há 15.221 funcionários técnico-administrativos, sem contar os aposentados (que também fazem parte da folha de pagamentos). Os salários dos docentes (5.434), em especial em início de carreira, são também baixos, em relação à qualificação básica (doutorado).

Poucas empresas ou indústrias do estado têm tal quantidade de funcionários, nenhuma os têm tão concentrados. Nessas condições, só se poderia extirpar a luta de classes na universidade mediante o recurso sistemático à polícia, ou governando sob Estado de Sítio, em nome, claro, da função precípua da universidade, produzir e transmitir conhecimento. É o sous-entendu de alguns discursos que parecem invejar a “paz” da “uniberçydade pribada”, com seus brilhantes dirigentes, elevado nível de ensino, pesquisa avançada e dotada de vastos recursos (extraídos dos lucros delirantes não-taxados das mantenedoras), democracia na discussão, e preocupação social (com as exceções de praxe).

A Folha nos informa também que já temos, na USP, um certo CDIE (Comissão para a Defesa dos Interesses dos Estudantes), composto por estudantes de direito, economia e engenharia, que fez um abaixo assinado contra a greve (ou seja, não contra o piquete, ou qualquer outra ação discutível, mas contra o direito elementar de uma categoria de trabalhadores se organizar em defesa própria), além de realizar, pelo que se sabe, outras ações bem menos pacíficas. Ou seja, que já teríamos um grupo com objetivos, e provavelmente métodos, de natureza fascista. A universidade seria, como outras vezes, um micro-cosmo antecipatório da sociedade em geral.

Não houve nenhuma tentativa de invasão, logo de cara, na campanha salarial (assim como não houve invasão pré-concebida dos estudantes em 2007), mas só um piquete dos funcionários. Cabe supor que nossos cientistas políticos e eméritos não ignorem que, perto dos secondary pickets do movimento sindical inglês, ou dos históricos piquetes móveis do movimento sindical norte-americano – dois países que os apóstolos da “excelência” e da “internacionalização” da USP não cansam de citar como exemplos – os piquetes do Sintusp parecem bailes de iniciantes na Ilha Porchat.

A universidade pública não poderia deixar de ser palco das contradições sociais gerais da sociedade, e de suas expressões políticas, a não ser que se pretenda (ilusoriamente) suprimi-las mediante o tacão policial (suprimindo também, nesse caso, todo debate acadêmico ou científico, e matando com isso a produção e transmissão de conhecimento, crítico ou não – aliás, todo conhecimento é crítico). É por isso que ela só pode ser eficazmente administrada por um governo oriundo da democracia em todos seus níveis de organização. O que os detratores consideram a fraqueza da universidade pública (a expressão aberta, social/sindical, política, ideológico/científica, de seus conflitos internos) é justamente sua força, interna (para produzir conhecimento) e externa (para transformar a sociedade). O autoritarismo só produz administrações incompetentes (sob pretexto de “eficiência”), ensino degradado (agora também “à distância”) e pseudo-conhecimento rotineiro, baseado na cultura do produtivismo relatorial – obsequioso.

A democracia não suprime o conflito, nem o “institucionaliza”: faz dele a mola propulsora do progresso geral. O autoritarismo, ao contrário, o transforma no fator do impasse geral.

O programa aprovado na assembléia da Adusp fixou os objetivos da luta atual. Não estamos diante de um “conflito elementar” exagerado por administradores incompetentes. O seu alcance é maior, é muito mais o que está em jogo, para a USP, para a universidade pública, para o Brasil.

Osvaldo Coggiola

(*) Para que a obra de arte do Governador, da Reitora, do Emérito, da Cientista, e da Folha, ficasse completa, faltava, em nome da “democracia” (diferente, claro, da “ditabranda”), dar a palavra a algum dissidente, no caso o professor, também emérito, Francisco (Chico) de Oliveira, quem afirma, em espaço menor, que o despreparo (“ribeirãopretense”) da Reitora transformou um “conflito elementar” num escândalo geral, devido à “decadência das instituições” (da USP): “Há uma crise geral de representatividade. O sindicato dos professores, por exemplo, é fraco. Não há com quem negociar”. Chico é favorável à renúncia da Reitora, e reconhece que o piquete dos funcionários “é um direito”.

AGENDA DE MOBILIZAÇÃO NA USP E CHARGES INSPIRADAS NA INVASÃO DA PM NO CAMPUS

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Contra ou Cultura!!!, Educação, O povo sai as ruas | Posted on 15-06-2009

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Sobre a agenda do movimento é possível dizer que hoje, segunda, dia 15 de junho às 18hs em frente a reitoria, os estudantes se reúnem em assembléia para decidir sobre os rumos da mobilização. Amanhã, terça feira, no prédio da História/Geografia (aquele que foi atacado a bombas na última terça) às 10 horas da manhã, os professores Antônio Candido e Marilena Chauí palestram em repúdio à repressão na universidade. Na parte da tarde são os professores Chico de Oliveira e José Sérgio Carvalho que palestram sobre o futuro da universidade. E na quarta, às 17 horas, no Instituto de Física, a associação do pós-graduandos organiza debate sobre o tema “Democracia e Repressão”.

Seguem charges de Carlos Latuff inspiradas na invasão militar da USP.

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RELATO DE PROFESSORES E FUNCIONÁRIO SOBRE A INVASÃO MILITAR NA USP

Posted by Editorial do Outubro | Posted in Criminalização do Movimento | Posted on 10-06-2009

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Seguem dois relatos de professores e um de funcionário que estavam na manifestação de ontem e presenciaram a invasão militar da USP.

latuff_usp_pm_manifestacao
Prezados colegas,

Eu nunca utilizei essa lista para outro propósito que não informes sobre
o que acontece no Co (transmitindo as pautas antes da reunião e depois
enviando relatos). Essa lista esteve desativada desde a última reunião
do Co porque o servidor na qual ela estava instalada teve problemas e,
com a greve, não podia ser reparado. Dada a urgência dos atuais
acontecimentos, consegui resgatar os emails e criar uma lista
emergencial em outro servidor. O que os senhores lerão abaixo é um
relato em primeira pessoa de um docente que vivenciou os atos de
violência que aconteram poucas horas atrás na cidade universitária (e
que seguem, no momento em que lhes escrevo – acabo de escutar a explosão
de uma bomba). Peço perdão pelo uso desta lista para esse propósito, mas
tenho certeza que os senhores perceberão a gravidade do caso.

Hoje, as associações de funcionários, estudantes e professores haviam
deliberado por uma manifestação em frente à reitoria. A manifestação,
que eu presenciei, foi completamente pacífica. Depois, as organizações
de funcionários e estudantes saíram em passeata para o portão 1 para
repudiar a presença da polícia do campus. Embora a Adusp não tivesse
aderido a essa manifestação, eu, individualmente, a acompanhei para
presenciar os fatos que, a essa altura, já se anunciavam. Os estudantes
e funcionários chegaram ao portão 1 e ficaram cara a cara com os
policiais militares, na altura da avenida Alvarenga. Houve as palavras
de ordem usuais dos sindicatos contra a presença da polícia e
xingamentos mais ou menos espontâneos por parte dos manifestantes.
Estimo cerca de 1200 pessoas nesta manifestação.

Nesta altura, saí da manifestação, porque se iniciava assembléia dos
docentes da USP que seria realizada no prédio da História/ Geografia. No
decorrer da assembléia, chegaram relatos que a tropa de choque havia
agredido os estudantes e funcionários e que se iniciava um tumulto de
grandes proporções. A assembléia foi suspensa e saímos para o
estacionamento e descemos as escadas que dão para a avenida Luciano
Gualberto para ver o que estava acontecendo. Quando chegamos na altura
do gramado, havia uma multidão de centenas de pessoas, a maioria
estudantes correndo e a tropa de choque avançando e lançando bombas de
concusão (falsamente chamadas de “efeito moral” porque soltam estilhaços
e machucam bastante) e de gás lacrimogêneo. A multidão subiu correndo
até o prédio da História/ Geografia, onde a assembléia havia sido
interrompida e começou a chover bombas no estacionamento e entrada do
prédio (mais ou menos em frente à lanchonete e entrada das rampas).
Sentimos um cheiro forte de gás lacrimogêneo e dezenas de nossos colegas
começaram a passar mal devido aos efeitos do gás – lembro da professora
Graziela, do professor Thomás, do professor Alessandro Soares, do
professor Cogiolla, do professor Jorge Machado e da professora Lizete
todos com os olhos inchados e vermelhos e tontos pelo efeito do gás. A
multidão de cerca de 400 ou 500 pessoas ficou acuada neste edifício
cercada pela polícia e 4 helicópteros. O clima era de pânico. Durante
cerca de uma hora, pelo menos, se ouviu a explosão de bombas e o cheiro
de gás invadia o prédio. Depois de uma tensão que parecia infinita,
recebemos notícia que um pequeno grupo havia conseguido conversar com o
chefe da tropa e persuadido de recuar. Neste momento, também, os
estudantes no meio de um grande tumulto haviam conseguido fazer uma
pequena assembléia de umas 200 pessoas (todas as outras dispersas e em
pânico) e deliberado descer até o gramado (para fazer uma assembléia
mais organizada). Neste momento, recebi notícia que meu colega Thomás
Haddad havia descido até a reitoria para pedir bom senso ao chefe da
tropa e foi recebido com gás de pimenta e passava muito mal. Ele estava
na sede da Adusp se recuperando.

Durante a espera infinita no pátio da História, os relatos de agressões
se multiplicavam. Escutei que a diretoria do Sintusp foi presa de
maneira completamente arbitrária e vi vários estudantes que haviam sido
espancados ou se machucado com as bombas de concusão (inclusive meu
colega, professor Jorge Machado). Escutei relato de pelo menos três
professores que tentaram mediar o conflito e foram agredidos. Na sede da
Adusp, soube, por meio do relato de uma professora da TO que chegou cedo
ao hospital que pelo menos dois estudantes e um funcionário haviam sido
feridos. Dois colegas subiram lá agora há pouco (por volta das 7 e meia)
e tiveram a entrada barrada – os seguranças não deixavam ninguém entrar
e nenhum funcionário podia dar qualquer informação. Uma outra delegação
de professores foi ao 93o DP para ver quantas pessoas haviam sido
presas. A informação incompleta que recebo até agora é que dois funcion�
�rios do Sintusp foram presos – mas escutei relatos de primeira pessoa
de que haveria mais presos.

A situação, agora, é de aparente tranquilidade. Há uma assembléia de
professores que se reuniu novamente na História e estou indo para lá. A
situação é gravíssima. Hoje me envergonho da nossa universidade ser
dirigida por uma reitora que, alertada dos riscos (eu mesmo a alertei em
reunião na última sexta-feira), autorizou que essa barbárie acontecesse
num campus universitário. Estou cercado de colegas que estão chocados
com a omissão da reitora. Na minha opinião, se a comunidade acadêmica
não se mobilizar diante desses fatos gravíssimos, que atentam contra o
diálogo, o bom senso e a liberdade de pensamento e ação, não sei mais.

Por favor, se acharem necessário, reenviem esse relato a quem julgarem
que é conveniente.

Cordialmente,

Prof. Dr. Pablo Ortellado
Escola de Artes, Ciências e Humanidades
Universidade de São Paulo

=========

seguem também aguns vídeos e fotos:

http://www.youtube.com/watch?v=xwL-b6LUOb4
http://www.youtube.com/watch?v=sIVLuuag9G0
http://www.youtube.com/watch?v=YNAzxgGtGpA
http://www.youtube.com/watch?v=deUf8An9Q1o

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/06/448641.shtml
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/06/448626.shtml
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/06/448656.shtml

Prezados colegas, amigos e alunos,

estou estarrecido. Nunca pensei que ia viver isso na na nossa
universidade. Uma indignação enorme me fez deixar a assembléia de
professores no prédio da História e descer correndo para a reitoria. A
informação que tinha chegado à nós era de que o batalhão de choque
estava soltando bombas sobre os estudantes e funcionários na reitoria.
De alguma maneira, como professor, imaginei ter – junto com outros
colegas – a força necessária para arrefecer o conflito. Era preciso
evitar o pior, evitar que algum estudante se machucasse. Tínhamos
visto nos jornais no dia anterior, policiais com metralhadoras.

Chegando mais perto, uma fumaça enorme, estudantes correndo, e um
clima bastante ameaçador. Um aluno passou por nós dizendo que não
devíamos ficar ali. Retruquei: Não. Vamos ficar aqui.

Descemos mais um pouco e uma tropa de choque, cacetetes, bombas, spray
de pimenta, marchou em nossa direção.
Subimos a calçada, que passem ! Tratava de saber o que de fato
ocorria, procurar responsáveis, tentar negociar, verificar se alguém
estava ferido. Mais perto, um policial do batalhão – uns quinze -
mandou a gente se afastar. Dissemos que éramos professores. Se
afastem! gritaram. Somos professores! Eles jogaram spray de pimenta na
nossa direção. O Thomás que estava um pouco mais a frente, de
carteirinha na mão, recebeu o spray nos olhos. Saímos correndo. Uma
bomba de gás caiu a um metro dos meus pés. Parei um pouco e olhei na
direção dos policiais com toda a raiva que já pude sentir.

Um policial com uma bomba na mão olhou pra mim. Senti que iríamos
receber mais um presente da corporação. Estupei o peito e falei
gritando: Você vai jogar na gente? Somos professores! Você vai jogar?
O absurdo era tanto que fui mais absurdo ainda. Como eu podia fazer um
negócio desses? Mas fiz.

Não dava mais para ficar lá. Chamei a Vivian Urquidi e o Jorge Machado
para subir novamente até à História. O Thomás já tinha saído porque
mal conseguia abrir os olhos. Meus olhos também ardiam muito.

Eu só gostaria de saber: o que um professor de carteirinha na mão, um
outro com mochila nas costas, pasta em uma mão e blusa na outra, outra
professora com uma flor na mão representam de perigo ao patrimônio da
USP? Gostaria de saber até onde a tese de preservação do patrimôniose
sustenta? Que espécie de comunicação e negociação é essa, que coloca
policiais cegos a serviço da Reitoria? Para onde fomos? Para onde foi
a experiência de 75 anos em produzir saber?

Saudações acadêmicas.

Rogério Monteiro de Siqueira

Professor Doutor  EACH-USP
História e Geometria
http://www.each.usp.br/rogerms
Escola de Artes, Ciências e Humanidades – Universidade de São Paulo
Arlindo Bettio, 1000, Ermelino Matarazzo, 03828-000, São Paulo.

FORA PM DO CAMPUS?
FORA PM DO MUNDO

relato sobre a USP

O Ato de ontem corria normalmente, exceto alguns policiais que volta e meia provocavam entre a multidão. Por exemplo, num determinado momento um diretor do sindicato orientava uma motorista que ficou assustada com o carro de entre a multidão (e fazer assim o trabalho que deveria ser da CET) quando  foi empurrado por um policial que estava passeando entre a multidão.
Após as pessoas no ato ficarem gritando “Fora PM !” na frente da fileira da polícia em formação de choque pouco depois do Portão Principal e atirarem flores, gritarem coxinha, e “FORA PM DO MUNDO “parecia que nada ia acontecer. Não havia nenhuma tensão entre as pessoas que voltavam o ato e davam-no por encerrado.
Todos estavam tranquilos achando que tudo havia acabado e que a polícia estava tranquila, quando repentinamente o efetivo de policiais da força tática paramentados com material de choque aumentou na frente do Portão principal e cinco policiais, que, acredita-se, não estavam a observar passarinhos, apareceram no meio da multidão e provocaram as pessoas que passavam. Um amigo gravou tudo e postará em breve no You Tube.
Um grupo começou a gritar “Fora PM!, fora PM!” e os policiais foram gerando cada vez mais atrito.
Neste instante começaram a chover bombas de efeito moral, balas de borracha e gás lacrimogêneo a tal intensidade que pareciam fogos de artifício. Um estudante, diretor do DCE que estava na parte da frente do ato, correu para trás e foi alvejado com uma bala de borracha que se alojou na perna. Um amigo fez um torniquete, pois sangrava muito e retirou-o do local levando-o, infelizmente ao HU (pois lá eles ficahm alunos atendidos nestas situações e encaminahm para a polícia).
Outros estudantes tomaram muitos golpes de tonfa (o cacetete duro com uma barra lateral) quando caíam de vários policiais ao mesmo tempo, como um estudante da ECA. Soube de 6 estudantes que apanharam muito e bombas de efeito moral que caíram sobre seus corpos arrancando nacos de carne quando os atingiram de raspão.
Neste momento o carro de som que estava na frente da reitoria foi tentar voltar para chamar os companheiros e orientá-los quando a polícia prendeu o sindicalista demitido Claudionor Brandão de cima do carro de som, junto com outro estudante do DCE.
Neste momento fiquei conduzindo pessoas desorientadas e em crise de choro para o CRUSP antes que a fileira da choque chegasse, pois avançava atirando bombas e mais bombas. Neste momento, após vários minutos alguns tentaram resistir principalmente para proteger os ônibus e pessoas confusas que não sabiam para onde ir. Pessoas que não soube do destino e que me preocuparam.
Observei pela televisão dos porteiros dos blocos ao entrar no CRUSP que os prédios do CRUSP, assim como da FFLCH estavam cercados e soube que os estudantes subiram até lá onde estava acontecendo uma reunião da ADUSP. Notei que o helicóptero dava coordenadas precisas para perseguirem todas as aglomerações onde quer que as pessoas fugissem o CRUSP teve um riso passageiro e não estavam preparados.
Fui até o sindicato para saber quem havia sido preso e se algo de pior aconteceu por lá, pois vi pessoas apanhando na praça do relógio, no centro da universidade e imaginei que os policiais seguissem ao sindicato depois de pedir a um estudante da matemática que repassasse um email para mim do CRUSP.
Contornamos o prédio, onde notamos que a polícia havia recuado, mantendo apenas uma fileira em um lado. Não sei se as pessoas viram que o prédio estava todo cercado antes e que a fileira da choque estava no P1 caso houvesse resistência ativa contar a força tática. Descobrimos lá que bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral interromperam a reunião da ADUSP e que uma caiu ao lado da diretora da faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas que estava junto a outras professoras que iam negociar com a polícia.
Outra bomba de efeito moral caiu ao lado da professora Adma. Parecia que o prédio ia ser invadido, mas conseguiram negociar.
Felizmente nada de pior aconteceu, mas gostaria que os professores também se pronunciassem, pois a media mentirá e dirá absurdos.
Houve posteriomente um ato que se transformou numa assembléia na avenida em frente ao prédio de Filosofia, Letras e Ciências Humanas para encaminhar atividades para hoje.
Descobri que os companheiros mais próximos estavam bem fora balas de borracha e fragmentos de bombas de efeito moral. Todos estavam muito bravos e quando a polícia mandou avisar indiretamente que deveriam sair da avenida, não saíram.
Muitos alunos desceram de várias unidades, mas todos estão sendo observados. Há câmeras por todas parte, a universidade mantém um serviço de inteligência contra ativistas o GESP, o chefe da guarda universitária é um policial civil Ronaldo Penna que além disso possui um empresa de vigilância e havia infiltrados.
Soube de uma aluna que, pouco antes de chegar, abordou um sujeito perguntando: – O que acha que está acontecendo ?
Ele respondeu: – eu não sei!
Ela perguntou: – Você é de qual unidade ?
Ele disse: – Educação física.
Ela respondeu: – Eu também, qual curso?
Ele disse: – Tenho que ir, tenho que ir …
Explicaram pra ela o que é um P2, o policial infiltrado e que estávamos sendo vigiados por toda a parte.
Hoje continuará a tensão, e espero que os professores tenham coragem, pois ontem, toda a USP foi atacada, estudantes, funcionários e professores.
Apesar de que, deve-se lembrar, a medida que aprovou que toda a ocorrência de ativistas na USP demande que se chame a polícia foi aprovada no Conselho Universitário (Na USP chamado C.O. para evitar que a sigla seja CU) sob pressão do candidato a reitor, diretor do Direito e de extrema direita, João Grandino Rodas.
Além disso, deve-se lembrar que a medida que deu jurisprudência para a polícia contra os piquetes foi a lei anti-greves do interdito proibitório que faz com que se utilize um mandato de reintegração de posse de um prédio que não se tem posse para evitar o piquete. Assim como na Embraer proibe-se panfletar a menos de 5 km de raio da fábrica.
Sentimos agora, mas está em plena vigência desde o ano passado o AI-5 (Ato institucional número cinco, lei do regime militar que proibia todas as atividades políticas) contra o ativismo na USP e em todos os sindicatos que se neguem a apenas regular o valor da mercadoria trabalho em acordos espúrios com os patrões controlando os trabalhadores para que aceitem demissões neste período de crise.
Deve-se lembrar também que a Polícia militar é uma força para-militar brasileira que é parecida com muitas outras que permaneceram em operação em países que passaram por ditaduras mal resolvidas. É um tipo de força militar que é utilizada contra a população pobre com maior violência conforme menos o valor da vida em questão, como se vê me paraisópolis e nas ruas de São Paulo e que é diferente da polícia que investiga crimes e registra ocorrências cotidianas.
É preciso que as pessoas não tratem o assunto como Fora PM com suas botas espúrias de nosso campus sagrado, mas que coloquem com todas as letras e que se politize o debate: Fora PM do mundo!